Neste sábado, 5, além da vacinação na UniFTC para profissionais de imprensa, acima de 40 anos, a Secretaria Municipal de Saúde também vai aplicar a segunda dose da vacina na Unidade Básica de Saúde Caseb 1, das 8h às 12h.
A imunização é para as pessoas que estão no período recomendado, mediante apresentação da caderneta de vacinação, comprovando que recebeu a primeira dose.
Também deve ser apresentado RG, CPF e comprovante de residência no nome da pessoa a ser vacinada, de pai ou mãe ou com alguma comprovação de vínculo. Se for aluguel, um documento que comprove a locação.
A impossibilidade de visitas aos pacientes devido à Covid-19 inspirou a criação de alternativas capazes de aproximar pacientes e familiares. É com o objetivo de proporcionar um atendimento humanizado que a equipe do Hospital de Campanha de Feira de Santana (HCFS), gerido pela S3 Gestão em Saúde, recorre à tecnologia. Através da realização de videochamadas, os pacientes podem aproveitar o momento para ficarem mais próximos dos entes queridos, mesmo estando isolados.
De acordo com a psicóloga, Karol Souza, a iniciativa é muito importante. “Geralmente o fluxo das visitas virtuais é realizado pela equipe de psicologia, eventualmente pode ser realizado pelas assistentes sociais. É uma maneira de permitir que os pacientes se comuniquem diretamente com a família, ajuda a reduzir a saudade, a ansiedade, o sofrimento e a angústia por estarem fora do seio familiar, por estarem fora das atividades rotineiras”, pontuou.
As chamadas de vídeo duram entre cinco a dez minutos, acontecem todos os dias e a equipe também utiliza o envio de áudios através de aplicativos de bate-papo, iniciativa que acaba sendo muito eficaz principalmente para os pacientes que estão intubados. A tecnologia beneficia não só os pacientes e familiares, mas também toda rede de apoio hospitalar que se envolve e vivencia o cenário diário das pessoas acometidas pelo coronavírus.
O Hospital de Campanha de Feira de Santana completa um ano de funcionamento nesta sexta-feira, 4, e mais de 900 pessoas já receberam alta.
Marca foi atingida hoje, segundo o Ministério da Saúde
O Brasil ultrapassou hoje (2) a marca de 100 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 distribuídas.
A expectativa para o mês de junho, segundo o Ministério da Saúde, é distribuir 40 milhões de doses de imunizantes, um recorde até o momento. Em maio, foram entregues a estados e municípios 33 milhões de doses das vacinas disponíveis no país.
O Ministério da Saúde disse ainda que 600 milhões de doses de vacinas covid-19 já foram encomendadas e que a maior parte dos imunizantes deve chegar até o fim do ano. “A quantidade é suficiente para imunizar toda a população acima de 18 anos de idade”, informou a pasta.
“Esse é um importante passo rumo à autossuficiência e à soberania produtiva da vacina. Essa conquista nos posiciona estrategicamente na luta contra a pandemia”, disse o Ministério da Saúde.
O 1º lote de doses da Oxford/AstraZeneca foi importado. Em seguida, a Fiocruz passou a fazer o envase e a finalização do processo a partir do recebimento do IFA vindo do exterior (China).
De acordo com a fundação, a estrutura de fabricação já recebeu certificado de boas práticas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A fase seguinte é o treinamento e a preparação do IFA a ser produzido no Brasil.
Especialista falou dos problemas psicológicos agravados com a pandemia
Rosana Alves Foto: Pleno.News
A neurocientista e psicóloga Rosana Alves concedeu uma entrevista ao portal Pleno.News na qual abordou diversos assuntos, como, por exemplo, ser feliz em tempos de pandemia, os efeitos e consequências do isolamento social e saúde mental. Confira a entrevista completa no vídeo abaixo.
Defensora do diálogo entre ciência e religião, Rosana Alves é neurocientista, formada em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), além de mestre e doutora em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com 3 pós-doutorados em Neurociências. Com vasta experiência, a profissional também é escritora.
Em 2019, ela lançou o livro A Neurociência da Felicidade, disponível em ebook e audiobook. Especialista no assunto felicidade e funcionamento do cérebro, Rosana Alves é uma das maiores referências dentro e fora do país.https://www.youtube.com/embed/oFtX4ogdKtc?feature=oembed
Como ficar bem, como ficar feliz durante esse tempo tão incerto e que a gente não sabe quando vai acabar? Primeiro, temos que entender que são tempos difíceis mesmo! Saber que estamos sendo e ainda seremos impactados por esse vírus, por essa pandemia. O primeiro passo é não ignorar o sofrimento, mas também não o colocar em um lugar de destaque, com um “vamos viver então” ou “vamos mergulhar nesta dor”. Não se ignorar que o sofrimento existe. É um tempo de vulnerabilidade. Esses fatores que têm nos envolvido: a incerteza, a morte, a doença, a crise econômica que chegou para muita gente. São problemas reais. Então, temos que olhar para problemas reais e criar estratégias para lidar com eles.
Ainda sobre a pandemia, uma das consequências disso foi a mudança na rotina. As pessoas precisam ficar em casa. Muitas pessoas ainda estão trabalhando de casa. Essa falta de convívio, de socialização, pode ser prejudicial à saúde? E de que forma? Pode! Nós somos seres sociais. O isolamento social pode ter uma consequência absurda, negativamente falando, para a nossa saúde mental.
Foi publicado um trabalho no Reino Unido mostrando que os jovens e adolescentes foram os mais afetados emocionalmente com a crise [decorrente da pandemia], e um dos motivos foi o isolamento social. Dos entrevistados, 75% apresentavam características de depressão.
Mesmo dentro de casa, nós temos que manter um bom relacionamento com quem está nela e criar estratégias, mesmo que à distância, para estar com quem a gente ama: participar de um aniversário virtual, manter uma rotina. A falta de rotina, agregada ao isolamento social, pode piorar muito os nossos quadros emocionais. Aqueles que já tinham algum transtorno podem ter o quadro agravado, e muita gente que jamais manifestaria um transtorno mental, pode, neste momento, ter um por conta deste momento de tamanha vulnerabilidade.
Você tocou em um assunto bastante comentado hoje: a saúde mental. Durante a pandemia, o número de pessoas com depressão e com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) aumentou muito. Muita gente tem vergonha de dizer que tem problemas, de procurar ajuda e não sabe como lidar com isso. Como essas pessoas podem lidar com tal situação no momento ou evitar que chegue a um quadro desses e manter a felicidade? Penso que qualquer alteração que você perceba que veio e está persistindo por uma semana, duas, três semanas, já deve ser um alerta para procurar ajuda seja para conversar com alguém que tenha capacidade, para trazer um suporte, ou seja para procurar ajuda profissional.
O que eu digo a muitos que têm vergonha de procurar ajuda é que, primeiro, precisam pensar que o sofrimento mental não é motivo de vergonha. É uma condição inerente ao ser humano desde que o pecado entrou no mundo. E também [oriento] que eles aproveitem a onda da pandemia e o fato de todo mundo estar vulnerável, de todo mundo estar falando da sua ansiedade, da sua depressão, e procurem um psicólogo – mesmo que seja uma questão que já estava presente ou algo do tipo: “Eu não estou conseguindo lidar bem com a pandemia, então vou procurar uma ajuda”. Quanto antes a pessoa for procurar ajuda, mais fácil será para ela lidar com esses desafios.
Quem teve o seu quadro agravado [pelo isolamento/pela pandemia] talvez precise voltar ao médico, dar uma olhada se a medicação está correta etc. E quem teve isso desencadeado agora, a indicação é a mesma: procure ajuda!
A empresa de biotecnologia israelense Bonus BioGroup disse ter tido 100% de sucesso na recuperação de pacientes graves internados com covid-19 que receberam seu medicamento, chamado de MesenCure. Segundo o grupo, 10 pessoas que desenvolveram a versão grave da doença deixaram o hospital, em média, um dia depois de iniciarem o tratamento com o remédio.
Os resultados preliminares do ensaio clínico de fase I/II foram apresentados na última semana em uma conferência internacional em Nova Orleans, nos Estados Unidos.
O CEO e diretor da empresa, Shai Meretzki, disse ao jornal Jerusalem Post que sua equipe está trabalhando na publicação desses resultados em um jornal especializado, para ser revisado por pares.
Segundo o Poder360, o MesenCure usa células estromais mesenquimais (MSCs) isoladas do tecido adiposo de doadores saudáveis. Essas células são capazes de reduzir inflamações e aliviar sintomas respiratórios em pacientes infectados com o Sars-CoV-2, coronavírus responsável pela covid-19.
Meretzki explicou que muitas das mortes de pacientes com covid-19 são em decorrência do aumento na produção de moléculas inflamatórias, que resultam na chamada “tempestade de citocinas”. Esse fenômeno é uma resposta imunológica excessiva do organismo humano e pode causar, entre outras coisas, a falência múltipla de órgãos.
As células estromais mesenquimal presentes no MesenCure atuariam para neutralizar essa “tempestade de citocinas”. O medicamento pode ainda ser usado em outros tipos de doenças que resultam em inflamações semelhantes.
“Até agora, os resultados do tratamento com o medicamento MesenCure são extremamente impressionantes”, disse Shadi Hamoud, principal investigador do ensaio clínico e vice-diretor do Departamento de Medicina Interna do Rambam Health Care Campus, em Haifa, onde os testes estão sendo feitos.Q
Segundo ele, os 10 pacientes que receberam o medicamento têm entre 45 e 75 anos, a maioria (90%) tinha comorbidades e todos estavam internados com sintomas graves da doença.
Os pesquisadores acompanharam os pacientes por 30 dias depois do início do tratamento. Um deles morreu, mas não em decorrência da covid-19. Segundo o CEO da empresa, esse paciente tinha uma doença grave preexistente. Os dados mostram que, nos 5 primeiros dias de tratamento, houve redução de 40% na inflamação pulmonar –de 55% para 15%. Um mês depois, a inflamação pulmonar atingiu 1%.
Os pacientes ainda apresentaram melhora significativa da função respiratória. A saturação de oxigênio no sangue aumentou para 95%.
Na próxima fase de testes clínicos, o medicamento será administrado em 50 pacientes. Devido ao baixo nível de novos casos de covid-19 em Israel, a empresa solicitou a aprovação para realizar o teste na Europa.
A empresa divulgou uma imagem comparando um pulmão saudável, um de de um paciente com pneumonia e um de uma pessoa tratada com o MesenCure para mostrar que o medicamento é eficaz em diminuir a inflamação no órgão.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou que enviará 5,1 mil concentradores de oxigênio para auxiliar as unidades de saúde com pacientes internados com covid-19 no Norte e Nordeste do país. Queiroga encontra-se em Pernambuco, estado que, segundo ele, receberá 148 aparelhos até o dia 10 de junho.
“Estamos visitando a região, pois sabemos que há ameaça de colapso no sistema de saúde, sobretudo em função do insumo oxigênio. O ministério já providenciou para essas regiões 5.100 concentradores de oxigênio. Para Pernambuco, serão 148 concentradores”, disse o ministro.
Falta de oxigênio Perguntado sobre se há risco de colapso por falta de oxigênio, mesmo após o envio desses concentradores, Queiroga disse que o governo trabalha para que isso não aconteça. “Só que lidamos com a imprevisibilidade biológica porque esse vírus sofre mutação e pode ter variantes que podem ter comportamento biológico diferente, o que leva pressão maior para o sistema de saúde. Mas as autoridades sanitárias estão empenhadas para que não haja falta de oxigênio”, acrescentou.
Queiroga, no entanto, ressaltou que distribuição e logística de oxigênio “é questão complexa”, uma vez que o gás é distribuído não apenas na forma líquida, mas também em cilindros, forma mais comumente adotada nos municípios de menor porte. “Há carência de cilindros [em municípios], mas estamos apoiando as secretarias municipais de saúde para que não haja falta de cilindros”, disse Queiroga ao destacar ser preciso aprimorar a logística, para esse tipo de transporte. .
Compra de vacinas Sobre as ações do governo visando à compra de vacinas, Queiroga disse que a carência de vacina é mundial. “Mas no mês de junho teremos garantidos mais de 40 milhões [de doses de vacinas] a serem distribuídas. Em junho teremos uma marca importante, que é de [atingir um total de] 100 milhões [de doses] distribuídas para o país inteiro”, acrescentou.
“Só com a Pfizer, temos um contrato de 200 milhões de doses de vacinas. Agora, em 1º junho, assinaremos acordo de transferência de tecnologia entre a indústria Astrazênica e a Fiocruz, colocando o Brasil na vanguarda de países que tem capacidade com autonomia de produzir vacinas. Há também negociações com outras farmacêuticas para buscarmos antecipar doses. Agora, é um contexto que não é simples porque é uma emergência em saúde pública internacional”, completou.
O uso indiscriminado de paracetamol para alívio de dores e febre após a vacinação contra covid-19 pode levar a eventos adversos graves, incluindo hepatite medicamentosa e morte. O alerta é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
De acordo com a Agência, o paracetamol deve ser usado com cautela, “sempre observando a dose máxima diária e o intervalo entre as doses, conforme as recomendações contidas na bula, para cada faixa etária”.
A Gerência-Geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária recomenda aos profissionais de saúde e à população que notifiquem à Anvisa os casos de reações indesejadas após o uso do medicamento.
As principais reações observadas após a vacinação contra covid-19 são febre e dores de cabeça e no corpo, que variam de leves a moderadas. Mas é bom lembrar que esses efeitos devem desaparecer em poucos dias.
Notificação
A ocorrência de quaisquer efeitos indesejados após a utilização de paracetamol e de outros medicamentos deve ser imediatamente registrada por meio do VigiMed, sistema da Anvisa destinado às notificações de eventos adversos, tanto por cidadãos quanto por serviços de saúde. Já as suspeitas de desvios de qualidade (queixas técnicas) referentes a fármacos em instituições de saúde devem ser registradas por meio do Notivisa.
A Anvisa orienta ser de suma importância que a notificação contenha um conjunto de informações, como a identificação detalhada do medicamento suspeito, dados do fabricante, concentração e lote, bem como a dose e o seu tempo de uso.
Atenção ao uso correto
De acordo com a Gerência-Geral de Monitoramento, o paracetamol vem sendo utilizado para aliviar sintomas de eventos adversos pós-vacinais, como febre e dores de cabeça. Entretanto, a utilização incorreta pode causar eventos adversos graves, incluindo hepatite medicamentosa com desfecho fatal, quando o uso é prolongado ou acima da dose máxima diária.
Deve-se ter em mente que para qualquer medicamento existe um risco associado ao seu consumo. Por isso, é fundamental que o produto seja utilizado de forma correta, seguindo as recomendações da bula e as orientações dos profissionais de saúde.
Recomendações
Confira abaixo as informações sobre a dose máxima diária de paracetamol para cada faixa etária, conforme a bula do medicamento:
Adultos e crianças acima de 12 anos: dose máxima de 4 gramas em um dia.
Crianças entre 2 e 11 anos: não devem ser utilizados mais de 50-75 mg/kg em um dia (24 horas).
Para crianças abaixo de 11 kg ou 2 anos ou com menos de 20 kg: consulte o médico antes de usar.
Para mais informações sobre as recomendações de uso dos medicamentos, consulte a bula disponível no Bulário Eletrônico da Anvisa.
Professora cheia de expectativa, Fabiana Moreira, de 37 anos, contava os minutos para tomar a primeira dose contra a Covid-19. Como integrante do grupo de trabalhadores da Educação, acima de 30 anos, ela fez parte dos vacinados na UniFTC, nesta segunda-feira, 24.
“A gente toma essa primeira dose e já fica feliz, uma sensação muito boa. Quando chegar em casa vou marcar no calendário o dia da próxima dose”, disse a professora.
Além deste público-alvo, nascidos em 1964, sem comorbidades, trabalhadores da Limpeza Pública e do Transporte Rodoviário – ambos a partir de 30 anos – e pessoas com comorbidades, a partir de 18 anos, também foram vacinados.
Antes mesmo de abrir os portões, a fila quilométrica já formada foi sendo reduzida pela agilidade dos profissionais de saúde na vacinação, distribuídos em 24 postos de imunização que garantiram o atendimento do público. Mais de 2,7 mil pessoas foram vacinadas até a metade do dia com a vacina da Pfizer. A programação segue até 17h.
O secretário de Saúde, Marcelo Britto, acompanhou todo o processo de imunização e explicou a necessidade de centralizar as vacinas na UniFTC.
“Estamos utilizando uma vacina com características especiais e que precisa de rapidez na aplicação em comparação às outras, pois precisa ser diluída. Neste momento, a nossa equipe está totalmente preparada, porém nas próximas remessas existe a possibilidade de a campanha ser descentralizada”, disse o titular da Saúde.
O Ministério da Saúde e as prefeituras da capital paulista e de Guarulhos estão discutindo ações conjuntas para tentar evitar que novas variantes da covid-19 se espalhem pelo país.
Segundo o Ministério da Saúde, as cidades de Guarulhos, sede do aeroporto internacional mais movimentado do país, e de São Paulo são focos de maior preocupação em relação a uma possível disseminação de mutações do vírus causador da covid-19, em particular, a cepa recentemente identificada na Índia (B.1.617)
Neste sábado (22), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, conversou, conjuntamente, por videochamada, com o prefeito de Guarulhos, Gustavo Henric Costa, e com o secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido. Também participaram da conversa técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da coordenadoria de Vigilância em Saúde da capital paulista, além do secretário-executivo da secretaria estadual de Saúde, Eduardo Ribeiro Adriano .
Aparecido apresentou ao ministro o plano de ações municipais para tentar prevenir, identificar e controlar a disseminação de eventuais novas variantes do novo coronavírus na cidade de São Paulo. O plano prevê medidas como a tentativa de identificar pessoas com sintomas da doença em aeroportos, terminais rodoviários e rodovias de acesso a São Paulo. Uma vez identificadas por meio da aferição da temperatura, as pessoas sintomáticas serão testadas e, em caso positivo para covid-19, deverão ser isoladas.
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Os governos da Bahia e do Maranhão apresentaram à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) novos documentos dentro de um processo de pedido de importação de doses da vacina Sputnik V.
Os dois estados entraram com a solicitação baseados na legislação que permite a importação pelo Brasil, em caráter excepcional, de vacinas permitidas por outras autoridades sanitárias. A Sputnik V já foi autorizada em diversos países, entre eles, a Rússia.
A nova requisição foi apresentada depois que um pedido anterior, feito pelos governos do Maranhão, da Bahia, do Ceará, de Sergipe e de Pernambuco, foi negado pela Diretoria Colegiada da Anvisa em abril. Segundo a diretoria da agência, não houve comprovação de segurança e eficácia, especialmente que não houve evidência de que o adenovírus usado na fabricação do imunizante não teria capacidade de replicação no corpo dos pacientes.
Os representantes da Sputnik V, o Instituto Gamaleya e o Fundo de Investimento Direto da Rússia, questionaram a decisão. Eles afirmaram que há segurança e eficácia e que o imunizante não possui risco de replicação do adenovírus.
Governadores de diversos estados que participaram da negociação das dosesreuniram-se com os responsáveis pela fabricação da vacina para ter mais informações e discutir como atender às demandas da Anvisa, viabilizando a importação.