Pasta criou hotsite com as informações de como obter comprovação
Foto: Valter Campanato
O Ministério da Saúde criou um hotsite para orientar brasileiros que precisem comprovar as a vacinação contra a covid-19. A informação foi dada nesta sexta-feira (10) durante coletiva de imprensa. No endereço é possível obter todas as informações necessárias para comprovar a vacinação até que os sistemas do Ministério da Saúde sejam restabelecidos.
No momento, a comprovação digital está indisponível devido ao ataque hacker ao site do ministério e ao aplicativo do ConecteSUS, que fornece o Certificado Nacional de Vacinação contra a covid-19, nesta madrugada.
O secretário executivo do Ministério da Saúde (MS), Rodrigo Cruz, adiantou as possibilidades de comprovação da imunização: a versão física do cartão de vacinação, que continua válida; a segunda via do cartão, que pode ser solicitada na unidade de saúde onde foi realizada a vacinação; município que têm base própria podem emitir certificados (no hotsite estão listados quais estados tem esse sistema). Por fim, o secretário executivo adiantou que o Ministério das Relações Exteriores (MRE) enviará aos países que solicitam o certificado pedido para que aceitem o cartão de vacinação.
Rodrigo Cruz lembrou que a portaria com regras para ingresso no Brasil, que estabelecia apresentação do certificado de vacinação e quarentena, está adiada por uma semana. “Para não prejudicar o brasileiro que está no exterior a gente decidiu postergar a portaria”, disse. Segundo ele, podem haver brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil que estão no exterior e não baixaram o certificado.
O secretário executivo reiterou que as investigações estão sendo conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e que o governo realiza o backup dos dados de vacinação. Ainda não há estimativa de quando o sistema vai voltar a funcionar.
Grupo afirmou que invadiu site do Ministério da Saúde e “sequestrou” 50 terabytes de dados
Aplicativo Conecte Sus Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo
Um dos sites do Ministério da Saúde(www.saude.gov.br) foi invadido na madrugada desta sexta-feira (10) e saiu do ar. Serviços como o DataSUS, Painel Coronavírus e o Conecte SUS, que exibe os dados de vacinação sobre a Covid-19 e a carteira digital de vacinação, foram atingidos. O grupo hacker Lapsus$ Group reclamou a autoria do ataque cibernético.
Ao tentar acessar o portal, os usuários encontraram o recado: “Os dados internos dos sistemas foram copiados e excluídos. 50 TB (terabytes) de dados estão em nossas mãos”. A mensagem, ao final da madrugada, ficou indisponível, mas as plataformas continuaram fora do ar.
Grupo informou que hackeou site do Ministério da Saúde Foto: Reprodução/Site Ministério da Saúde
No topo da página, os invasores deixaram um aviso de “ransomware” (software intencionalmente feito para causar danos a um servidor). Ou seja, está tendo a restrição do acesso ao sistema, infectado com uma espécie de bloqueio. Além disso, os responsáveis pedem para que seja feito um contato através de uma conta do Telegram ou e-mail, “caso queiram o retorno dos dados”.
O aplicativo Conecte SUS, responsável por emitir o certificado de imunização, também apresentou problemas, primeiro com dificuldades para que usuários efetuassem o login no sistema e depois com o desaparecimento de dados sobre a vacinação. Atualmente, o documento é exigido para ter acesso a diversos lugares pelo Brasil, como shows, jogos de futebol e restaurantes.
Até o momento, não há informações sobre como o ataque foi realizado. O Ministério da Saúde ainda não se pronunciou.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou, sem vetos, a medida provisória que prorroga o prazo de medidas que flexibilizam regras para aquisição de vacina, insumos de saúde e serviços relacionados à pandemia do novo coronavírus. As medidas vão vigorar enquanto durar a emergência de saúde pública declarada em razão da pandemia.
Entre outros pontos, a lei 14.259/21, que foi aprovada pelo Congresso em novembro, também autoriza a renovação de contrato de profissionais do programa Mais Médicos.
O trecho, Artigo 20-A, foi inserido no debate na Câmara via emenda do deputado federal baiano Jorge Solla (PT).
A lei original do Mais Médicos (nº 12.871/13), modificada em 2016, prevê que os contratos com profissionais intercambistas, que não possuem registro profissional no Brasil, podem ter duração de três anos, com renovação possível por no máximo mais três anos.
Conforme números do Ministério da Saúde, a Bahia tem 276 vagas desocupadas e é o segundo estado neste quesito. A lista é encabeçada por São Paulo, com 530 postos vagos.
O Artigo 20-A da nova lei, no entanto, prevê a possibilidade de “recontratação, renovação ou prorrogação” dos vínculos com os profissionais por mais um ano.
A construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no distrito de Humildes, iniciada há apenas três meses, segue em bom ritmo. Os serviços estão concentrados na fundação com a construção das sapatas. O muro, no entorno do equipamento, já foi erguido. A próxima etapa contempla os pilares e estrutura com vigas baldrame.
Com mais de 1.050 metros quadrados de área útil a ser construída, a unidade de saúde está orçada em R$ 2.341.849,36. A previsão é de que a obra seja concluída em setembro do próximo ano. A execução dos serviços está sob a responsabilidade da empresa T&F, contratada pela Prefeitura de Feira.
A unidade é classificada como porte I, oferecendo serviços semelhantes à UPA da Mangabeira e com capacidade de atendimento médio para mais de 135 pacientes/dia.
A UPA poderá oferecer aos moradores de Humildes uma média de 2.250 atendimentos médicos mensais de pronto atendimento – aqueles pacientes assistidos e liberados em até 6 horas – e outros 2.250 serviços mensais de acolhimento.
O equipamento municipal de saúde vai dispor de 12 leitos, sendo três de observação infantil, um de isolamento, duas salas vermelhas, três de observação feminina e outros três masculina – podendo promover 400 atendimentos mensais de observação de urgência e emergência.
Outra vantagem é que exames laboratoriais (capacidade mensal de 3.100) e de imagem, como Raio-X (capacidade mensal de 500) e eletrocardiograma, serão feitos no próprio local, dando mais agilidade no tratamento e diagnóstico.
A unidade vai dispor ainda de recepção e salas para medicação, sutura e curativo, exame clínico, assistência social, Raio-X, eletrocardiograma, necrotério, quartos de isolamento, vestiários masculino e feminino, além de sanitários adaptados para Pessoas Com Deficiência (PCD).
O equipamento vai funcionar 24 horas por dia, durante toda a semana, e será equipado para atender grande parte das urgências e emergências, contribuindo com a redução do número de pacientes nas filas dos prontos-socorros e hospitais.
Nesta quarta-feira (8), a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, afirmou que “em nenhuma circunstância” uma vacina pode ser administrada à força. A declaração acontece em um momento em que vários países estão considerando a vacinação obrigatória para enfrentar as novas ondas da Covid-19.
Durante seminário sobre boas práticas e acesso a vacinas e tratamentos, a alta comissária destacou que se for imposta a vacinação obrigatória, deverá ser aplicada com certa flexibilidade e exceções, por exemplo, em pessoas para as quais o medicamento é contra-indicado.
Segundo Bachelet, nessas circunstâncias, pode ser aceitável condicionar o acesso a escolas, hospitais e outros espaços públicos à vacinação, ou a certas consequências jurídicas, tais como multas “proporcionais e passíveis de revisão pelas autoridades judiciais”.
Por outro lado, afirmou que a vacinação obrigatória só deve ser considerada se outras medidas menos intrusivas, como o uso de máscara ou o distanciamento físico, não tiverem atingido os objetivos de proteção à saúde desejados.
– A vacinação compulsória deve seguir os princípios da legalidade, necessidade, proporcionalidade e não discriminação – disse a ex-presidente chilena.
Centro funcionará em parceria com a UFMG, Finep e o governo de MG
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) assinou hoje (8) um convênio para implantação do Centro Nacional de Vacinas, que funcionará em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o governo do estado de Minas Gerais. O convênio coloca em prática o protocolo de intenções assinado em setembro deste ano.
No centro, será possível realizar os testes de vacinas contra a covid-19 produzidas com tecnologia nacional e desenvolvidas por pesquisadores de universidades públicas. A estrutura possibilitará ainda o contato contínuo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em busca do cumprimento das etapas do processo de pesquisa e o alinhamento com os procedimentos de produção de mercado.
De acordo com o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, o Brasil não pode ser totalmente dependente de países estrangeiros nas áreas de tecnologia e saúde. Segundo Pontes, o centro será capaz de colocar em prática os trabalhos científicos e ser a ligação entre o ambiente acadêmico e o mercado.
“É um ponto de inflexão na história do nosso país. É o que vai transformar o Brasil em independência com relação à vacina. Nenhum país pode querer vender para a gente, mas a gente vai conseguir fazer aqui e vender para os outros, alimentar os países no nosso continente e outros continentes. A gente tem o conhecimento, mas levar esse conhecimento a se transformar em um produto, numa vacina, é um caminho longo, e o nosso ministério tem feito essa conexão”, disse.
A assinatura do convênio ocorre durante a 18ª Semana Nacional de Tecnologia, que está sendo realizada em Brasília até o dia 10 de dezembro.
Feira de Santana não registrou nenhuma morte por Covid-19 nos últimos 22 dias e confirmou apenas seis casos positivos nesta quarta-feira (08). O município manteve a marca de 48.708 curados da doença, índice que representa 94,3% dos casos confirmados. Enquanto isso, mais 79 exames foram negativos. Os resultados de hoje são em relação a liberação dos exames acumulados que haviam realizado coleta entre os dias 03 de novembro e 06 de dezembro que estavam aguardando resultado do laboratório. O boletim epidemiológico contabiliza ainda 10 pacientes internados no município. As informações são da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde.
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTA QUARTA-FEIRA 08 de dezembro de 2021
Casos confirmados no dia: 6 Pacientes recuperados no dia: 0 Resultados negativos no dia: 79 Total de pacientes hospitalizados no município: 10 Óbito comunicado no dia: 0
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 168 (Dados da Sesab) Total de casos confirmados no município: 51.660 (Período de 06 de março de 2020 a 08 de dezembro 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 1.934 Total de recuperados no município: 48.708 Total de exames negativos: 82.828 (Período de 06 de março de 2020 a 08 de dezembro de 2021) Aguardando resultado do exame: 259 Total de óbitos: 1.008
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 26.221 (Período de 06 de março de 2020 a 08 de dezembro de 2021) Resultado positivo: 5.142 (Período de 06 de março de 2020 a 08 de dezembro de 2021) Em isolamento domiciliar: 0 Resultado negativo: 21.079 (Período de 06 de março de 2020 a 08 de dezembro de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
A ação acontece entre quarta (8) e sexta-feira (10), das 8h às 13h
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Os caminhoneiros que passarem pela BR-324 poderão receber a vacina contra a Covid-19 e fazer testes rápidos para o diagnóstico da doença. A ação acontece entre quarta (8) e sexta-feira (10), das 8h às 13h.
A iniciativa é de prefeitura de Feira de Santana. A aplicação da vacina e os testes serão feitos no Posto São Gonçalo I e IV, que está entre os 21 Pontos de Parada e Descanso (PPD) para caminhoneiros no Brasil. No local, serão ofertadas a primeira, segunda e terceira dose dos imunizantes.
De acordo com Verena Leal, coordenadora do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) de Feira, os caminhoneiros têm dificuldade em completar o cronograma de vacinação, pois viajam constantemente. Por isso, levar o imunizante até esses trabalhadores pode facilitar o cronograma de vacinação.
Funcionários do Instituto Marie Pierre de Saúde (IMAPS), prestadora de serviço à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), continuarão atuando em suas funções por meio da nova empresa vencedora da licitação – que está em andamento. O contrato emergencial destes profissionais segue até o dia 29 e eles cumprem aviso prévio.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Marcelo Britto, nem todos os funcionários da empresa cumprem aviso prévio, e estes devem seguir a carga horária de trabalho normalmente.
“O processo de licitação para contratar uma nova empresa está em andamento, com algumas propostas apresentadas. Só estamos aguardando questões técnicas, como a entrega da documentação legal”, explica.
A IMAPS presta serviços de atendimento nas Unidades de Saúde da Família (USFs), Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas.
Posicionamento é de Karl Lauterbach, futuro ministro da Saúde da Alemanha
Epidemiologista Karl Lauterbach Foto: EFE/EPA/MIKA SCHMIDT / POOL
Segundo o epidemiologista Karl Lauterbach, futuro ministro da Saúde da Alemanha, a falta de indícios de casos graves de Covid-19 e de mortes associadas à variante Ômicron podem fazer dela um “presente de Natal antecipado”.
De acordo com o jornal O Globo, a ideia tem apoio de outros especialistas, como Anthony Fauci, principal conselheiro do presidente dos EUA, Joe Biden. Ele classificou os primeiros sinais da não gravidade da variante como “um tanto encorajadores”.
– O especialista acredita que as 32 mutações identificadas na proteína Spike (usada pelo vírus para entrar nas células humanas) podem significar que a nova cepa é otimizada para infectar pessoas, ao invés de matar. Isso poderia acelerar o fim da pandemia – reportou o jornal.
A variante Ômicron foi identificada pela primeira vez em novembro. Não há relatos de que ela tenha provocado a forma grave da Covid-19 nem morte nos pacientes.