A Policlínica Yara Steffane Bispo, mais conhecida como Policlínica de Humildes, funcionará até as 23h desta quarta-feira (1º), quando encerrará os atendimentos de urgência e emergência prestados à população do distrito e região. A partir desta data, esses serviços passarão a ser realizados na nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Humildes.

A UPA será inaugurada na próxima segunda-feira (6), às 18h, pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho, com a presença do secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, além de autoridades e lideranças locais.

Com a entrada em funcionamento da nova unidade, Feira de Santana passará a contar com três Unidades de Pronto Atendimento municipais — Humildes, Mangabeira e Queimadinha — fortalecendo a rede de urgência e emergência e ampliando a oferta de assistência à população.

Além das UPAs, o município mantém uma ampla rede de atendimento 24 horas por meio das policlínicas dos bairros Tomba, Rua Nova, George Américo, Parque Ipê, São José e Feira X, que também realizam atendimentos de urgência e emergência, contribuindo para a descentralização e maior capacidade de resposta da rede pública de saúde.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, a implantação da UPA de Humildes representa um importante avanço na assistência prestada aos moradores do distrito e localidades vizinhas.

“O município ampliará a capacidade de atendimento da rede de urgência e emergência com a UPA de Humildes, oferecendo mais conforto, agilidade e qualidade na assistência aos pacientes”, destacou.

A transição marca uma nova etapa para a assistência em saúde na região. Em abril deste ano, a Policlínica de Humildes completou 16 anos de relevantes serviços prestados à comunidade, consolidando-se como referência no atendimento à população do distrito e de localidades vizinhas.

Com a inauguração da UPA, esse atendimento passa a ser realizado em uma estrutura mais ampla, moderna e equipada, preparada para oferecer maior resolutividade, conforto e eficiência aos pacientes.

*Secom


Estudo acompanhará 250 pacientes por dois anos para avaliar eficácia, segurança e viabilidade da semaglutida na rede pública

SUS passa a oferecer canetas emagrecedoras para pacientes com obesidade

O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou nesta sexta-feira (26) um projeto-piloto para oferecer gratuitamente medicamentos à base de semaglutida, princípio ativo das chamadas canetas emagrecedoras, a pacientes com obesidade grave acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), no Rio Grande do Sul.

Batizada de Real-Bari, a pesquisa vai acompanhar 250 pacientes durante dois anos. O objetivo é avaliar a eficácia clínica do tratamento, os custos da terapia e a possibilidade de incorporar o medicamento à rede pública de saúde.

Os participantes precisam ter diagnóstico de obesidade há pelo menos um ano, comprovar que não obtiveram resultados com tratamentos convencionais, como dieta e atividade física, e estar aptos a realizar a autoaplicação do medicamento ou contar com auxílio de um cuidador.

Durante o estudo, serão analisados indicadores como perda de peso, qualidade de vida, resultados de exames, evolução clínica, condições após procedimentos cirúrgicos e o impacto financeiro da utilização da semaglutida no SUS.

A iniciativa é voltada, principalmente, para pacientes com obesidade grave que aguardam cirurgia bariátrica e precisam reduzir o peso antes do procedimento. Segundo o GHC, 91% dos pacientes obesos atendidos pela unidade apresentam obesidade mórbida, mas menos da metade reúne condições para realizar a cirurgia.

O protocolo foi desenvolvido em parceria entre o Ministério da Saúde e o Grupo Hospitalar Conceição. O financiamento da pesquisa será feito por meio da Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS), com recursos da fabricante do medicamento.

Informações Metro1


As celebrações juninas na Bahia voltaram a registrar um número expressivo de acidentes envolvendo queimaduras. Dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) revelam que 54 pessoas sofreram queimaduras entre os dias 18 e 23 de junho, período marcado pelos festejos de São João em diversas cidades baianas.
A maior parte dos atendimentos foi realizada no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, referência no tratamento de queimados. Somente na unidade, 34 pacientes precisaram de assistência médica após acidentes relacionados às festividades.
Entre os casos registrados, 15 envolveram crianças. Um dos episódios que mais chamou atenção foi o de uma criança de apenas dois anos, atingida por uma espada junina dentro da própria residência. As ocorrências estão associadas principalmente ao uso de fogos de artifício, espadas e acidentes com fogueiras.
Os números reforçam a preocupação das autoridades de saúde com o aumento dos acidentes típicos desta época do ano, quando a manipulação de artefatos explosivos e a proximidade com o fogo elevam o risco de queimaduras graves.
O histórico recente demonstra que esse cenário se repete durante os festejos juninos. Em 2025, entre os dias 18 e 25 de junho, foram contabilizadas 72 ocorrências relacionadas às comemorações. Desse total, 24 casos tiveram relação direta com queimaduras causadas por fogos ou fogueiras, enquanto outros 48 envolveram explosões de bombas.
Já em 2024, no intervalo entre 20 e 25 de junho, foram registradas 66 ocorrências semelhantes em todo o estado. A comparação evidencia que os acidentes continuam representando um desafio para os órgãos de saúde e segurança durante as festividades.
Diante do cenário, especialistas reforçam a importância da supervisão de crianças, do uso responsável de fogos de artifício e do respeito às orientações de segurança para evitar novos acidentes.

Foto: Reprodução/Sesab


Primeira semaglutida sintética aprovada pela Anvisa começa a ser vendida no Brasil

O medicamento Ozivy, desenvolvido pela farmacêutica EMS, começou a ser comercializado no Brasil nesta segunda-feira (15). O produto é o primeiro fármaco à base de semaglutida sintética aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento do diabetes tipo 2.

Por meio do programa Vida + Leve, a EMS oferece um pacote com duas canetas multidose de 1 mg, suficiente para os três primeiros meses de tratamento, pelo valor de R$ 863,23, o equivalente a cerca de R$ 287 por mês.

Nas farmácias, as canetas destinadas às doses iniciais, de 0,25 mg e 0,5 mg, custam R$ 452 por unidade. Já a versão de 1 mg tem preço de R$ 497. A farmacêutica informou ainda que, a partir de julho, será disponibilizada uma apresentação com duas canetas para manutenção da dose de 1 mg.

Segundo a empresa, o lote inicial colocado à venda é composto por 500 mil canetas. A expectativa é alcançar uma produção anual de 40 milhões de unidades, resultado de investimentos superiores a R$ 1,2 bilhão.

Como o medicamento funciona

O Ozivy pertence à classe dos agonistas do GLP-1 e atua de forma semelhante ao Ozempic. O medicamento simula a ação do hormônio GLP-1 no organismo e age em diferentes frentes: estimula a produção de insulina pelo pâncreas, reduz a velocidade do esvaziamento gástrico e atua no cérebro, contribuindo para a diminuição do apetite.

Estudos com a semaglutida mostraram resultados expressivos na perda de peso. No estudo STEP-4, pacientes que utilizaram a substância na dose de 2,4 mg apresentaram redução média de 17,4% do peso corporal após 68 semanas de tratamento.

A aplicação do medicamento deve ser feita uma vez por semana, sempre no mesmo dia, sem restrição de horário. As regiões mais indicadas para a administração são abdômen, coxa ou braço.

Efeitos colaterais mais comuns

Entre os efeitos adversos mais frequentemente relatados estão náusea, diarreia, vômitos, dor abdominal, azia, refluxo, prisão de ventre, gases, perda de apetite, tontura, cansaço, dor de cabeça e perda de peso.

Também podem ocorrer reações no local da aplicação, alteração do paladar e episódios de hipoglicemia, especialmente quando o medicamento é utilizado em conjunto com insulina ou sulfonilureias.

Fim da patente abriu espaço para novos produtos

A chegada do Ozivy ao mercado brasileiro ocorre após o fim da patente da semaglutida, em março deste ano. A expiração do direito exclusivo de produção e comercialização da molécula permitiu que outras farmacêuticas passassem a desenvolver medicamentos com versões sintéticas da substância.

Em maio, o Ozivy recebeu autorização da Anvisa para ser comercializado no país. Desde então, o medicamento passou a ser produzido na unidade da EMS em Hortolândia, no interior de São Paulo, ampliando a oferta de tratamentos à base de semaglutida no mercado nacional.  

Informações Metro1


Imunizante foi suspenso após casos adversos e mortes sob investigação

Marcelo Queiroga Foto: Myke Sena/MS

O ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga afirmou que a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Butantan não passou pelos processos exigidos pela lei para ser aplicada.

O Ministério da Saúde suspendeu a aplicação da vacina no dia 8 de junho. A medida ocorreu após o registro de 42 eventos adversos, incluindo três graves com duas mortes em investigação. A Anvisa manteve o registro do imunizante válido.

Queiroga afirma que a suspensão reflete a falta do rito legal exigido pela Lei 12.401/2011. Segundo ele, o produto entrou no SUS sem passar pela análise técnica e consulta pública da Conitec, etapa obrigatória após a aprovação da Anvisa.

— O registro na Anvisa é só uma etapa, é a primeira. (…) Depois qualquer medicamento ou vacina precisa passar pela Conitec [Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS]. A lei é clara — afirmou.

Documentos oficiais indicam que a Conitec avaliou e aprovou apenas o imunizante da fabricante Takeda, que prevê duas doses. A vacina do Butantan possui formulação diferente, dose única e faixa etária distinta, mas não passou por avaliação própria na comissão.

— A vacina avaliada e aprovada pela Conitec foi a da Takeda. (…) A do Butantan é outra coisa. Uma é de duas doses, a outra é de dose única. O fato de uma estar aprovada não quer dizer que a outra esteja automaticamente — declarou.

O Ministério da Saúde iniciou a aplicação do imunizante do Butantan via nota técnica, sob o argumento de que a tecnologia vacinal tetravalente atenuada já estava incorporada ao SUS. O órgão informou que a aprovação inicial se refere à tecnologia e não à marca.

Nos sistemas de informação do governo, as duas vacinas compartilham o mesmo código técnico. A diferenciação dos produtos depende do preenchimento manual do campo de fabricante, integrando o monitoramento de reações adversas de ambos os imunizantes.

Queiroga aponta que a inclusão por decisão própria do ministério exige a abertura de processo administrativo fundamentado e publicado no Diário Oficial. Paralelamente, o TCU recebeu pedido para apurar suposto conflito de interesse do atual ministro na China.

— O ministro pode colocar um tratamento no SUS, sim, mas para isso ele tem que abrir um procedimento administrativo, tem que fundamentar a decisão, e isso tem que ser publicado no Diário Oficial. Nada disso aconteceu com a vacina da dengue — disse.

O Ministério da Saúde reconhece a diferença entre os imunizantes, mas alega que ambos têm o mesmo código no sistema, se diferenciando apenas pela marca. Desta forma, o monitoramento de reações adversas é o mesmo.

Informações Pleno News


Imunizante do Butantan contra dengue causou duas mortes e reações adversas em 42 pessoas

(Imagem ilustrativa) Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Entre janeiro e maio deste ano, 501 mil brasileiros receberam o imunizante Butantan-DV contra a dengue, cuja aplicação foi suspensa temporariamente nesta segunda-feira (8) pelo Ministério da Saúde, após o registro de casos graves entre pessoas vacinadas.

A maior parte das doses foi destinada a profissionais da atenção primária à saúde, que receberam 417,4 mil aplicações, o equivalente a 83% do total. Outras 83,6 mil doses foram usadas em programas de vacinação ampliada em Botucatu (SP), Nova Lima (MG), Maranguape (CE) e na região de Araguaína (TO).

Dados do governo federal apontam que 3.703 vacinados apresentaram sintomas compatíveis com dengue após receber o imunizante; como febre alta, dores no corpo, manchas na pele, náuseas e cansaço. O número corresponde a 0,7% do total de pessoas vacinadas.

Também foram registrados 42 casos considerados graves, com sintomas como dor abdominal, vômitos persistentes e sangramentos. Três pacientes precisaram ser internados em unidades de terapia intensiva. Dois deles morreram.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que os episódios ainda serão investigados e que não há comprovação de ligação entre a vacina e os óbitos. Mesmo assim, o governo decidiu interromper temporariamente a aplicação do imunizante.

– As reações foram absolutamente inesperadas – afirmou Padilha, ao destacar que os eventos não haviam sido identificados durante os estudos clínicos nem nas fases 2 e 3 dos testes que antecederam a aprovação da vacina pela Anvisa.

O ministério informou que a vacina suspensa foi produzida pelo Instituto Butantan e não tem relação com os lotes contratados junto à empresa chinesa WuXi Vaccines para ampliar a produção nacional.

A orientação para quem recebeu a vacina nos últimos 21 dias é observar o surgimento de sintomas associados à dengue e procurar atendimento médico em caso de agravamento.

A Butantan-DV, aplicada em dose única, foi aprovada pela Anvisa em novembro do ano passado, após a análise de dados de acompanhamento de cerca de 16 mil voluntários.

CASOS GRAVES
Segundo o Ministério da Saúde, os três casos mais graves ocorreram entre março e abril.

Uma mulher de 39 anos apresentou febre, dores musculares e náuseas seis dias após a vacinação. O quadro evoluiu para sintomas compatíveis com dengue grave, incluindo choque, e ela precisou ser internada em UTI. Após tratamento, recebeu alta hospitalar.

Outra paciente, de 48 anos, desenvolveu sintomas de dengue grave que evoluíram para meningoencefalite 19 dias após a imunização. Ela morreu.

O terceiro caso envolveu um homem de 58 anos, que apresentou febre cinco dias depois de receber a vacina. O quadro avançou para dengue grave com choque refratário, resultando em morte.

Informações Pleno News


A Unidade de Saúde da Família (USF) de Candeal II Frei Luiz Alberto Lemos Rodrigues (Frei Beto), povoado do distrito de Matinha, passa a contar com moderno serviço de atendimento odontológico para atender à comunidade. A unidade da rede pública da Secretaria Municipal de Saúde foi entregue pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho, na manhã desta terça-feira (09), e já passa a funcionar diariamente, de segunda-feira a sexta-feira.

Ao acompanhar o início do novo serviço implantado na USF de Candeal II, o prefeito José Ronaldo destacou que a rede pública municipal de saúde já conta com 61 unidades de odontologia em pleno funcionamento. “Este é um antigo desejo da comunidade que está sendo atendido. E em breve vem muito mais por aí”, frisou.

Atento à demanda de pacientes na área de odontologia no povoado de Candeal II, o secretário de Saúde, Rodrigo Matos, assegurou que o serviço odontológico será realizado de segunda a sexta, diariamente, oferecendo serviços de extração, limpeza e restauração dentária.

As 61 unidades odontológicas de saúde da rede municipal estão distribuídas, conforme a chefe da Divisão de Odontologia, Cristina Rosa Ribeiro, nas Unidades de Saúde da Família (USF), em duas unidades do CEO, quatro policlínicas, no CER-TEA (atendimento especializado para autistas) e no IST (especializado em tratamento para portadores de doenças transmissíveis).

Para a comunidade, a implantação do serviço representa uma conquista. “Agora vou voltar a sorrir, depois de muito tempo esperando por este serviço e tendo que ir sempre em busca de atendimento na sede da Matinha”, comemorou a moradora Luciana da Silva, 46 anos, uma das primeiras a se inscrever para o serviço.

Durante a inauguração do serviço de odontologia na USF de Candeal II, o prefeito José Ronaldo também esteve acompanhado do chefe de Gabinete, Mário Borges; do procurador-geral do Município, Guga Leal; do superintendente da SMT, Ricardo Cunha; e dos vereadores Lulinha da Conceição e Pastor Valdemir Santos.

*Secom


A Prefeitura de Feira de Santana informou nesta terça-feira (9) que o Consórcio Saúde Feira de Santana, primeiro colocado na etapa de lances da Concorrência Presencial nº 14-2026-CP, foi inabilitado no processo licitatório destinado à seleção da parceria público-privada (PPP) para construção e operação dos serviços não assistenciais do futuro Hospital Municipal.

De acordo com nota oficial divulgada pelo Governo Municipal, a Comissão Especial de Licitação concluiu a análise dos documentos de habilitação apresentados pelo consórcio e identificou inconsistências e irregularidades que impediram o reconhecimento do atendimento integral às exigências previstas no edital.

A decisão foi tomada após avaliação técnica e jurídica dos documentos contidos no Envelope nº 3 da concorrência. Segundo a Prefeitura, o procedimento observou os princípios da legalidade, isonomia, vinculação ao instrumento convocatório e segurança jurídica, além das disposições da Lei Federal nº 14.133/2021.

Ainda conforme a administração municipal, a Comissão Especial de Licitação atua com independência técnica e fundamenta suas decisões em análise documental detalhada, garantindo aos interessados o direito ao contraditório e à apresentação de recursos administrativos previstos na legislação.

Na nota, a Prefeitura reafirma o compromisso com a transparência dos procedimentos licitatórios e com a implantação do Hospital Municipal de Feira de Santana, assegurando que o processo seguirá sendo conduzido com responsabilidade, segurança jurídica e respeito ao interesse público.


Pasta investiga duas mortes, um caso grave e outros 42 registros de eventos adversos ligados ao imunizante

alexandre padilha ministro da saúde
Filiado ao PT, Alexandre Padilha é o atual ministro da Saúde do Brasil | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Ministério da Saúde vai suspender temporariamente a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. O anúncio partiu do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta segunda-feira, 8.

Segundo o ministro, a pasta investiga possíveis efeitos adversos ligados ao imunizante. Entre os casos sob análise estão duas mortes e uma pessoa que precisou de internação em unidade de terapia intensiva.

“Não há causalidade da vacina com a ocorrência desses três casos graves, mas [os casos] são um sinal de alerta”, declarou Padilha, em coletiva de imprensa.

O ministério também recebeu relatos de outros 42 eventos adversos registrados entre pessoas vacinadas.

Vista aérea do Instituto Butantan
Segundo a pasta, a taxa geral de reações adversas corresponde a 0,7% dos vacinados pelo imunizante do Butantan | Foto: Reprodução/Divulgação/Butantan

Ministério investiga casos graves

De acordo com o Ministério da Saúde, os três casos graves ocorreram depois de 500 mil pessoas vacinadas. A pasta não informou em quais regiões do país os episódios foram registrados.

Uma das mortes envolve uma mulher de 48 anos. Ela desenvolveu dengue grave com comprometimento neurológico, caracterizado como meningoencefalite, 19 dias depois da vacinação.

A segunda vítima foi um homem de 58 anos. Ele apresentou febre cinco dias depois de receber a dose e evoluiu rapidamente para um quadro de dengue grave, acompanhado de choque refratário.

O terceiro caso envolve uma mulher de 39 anos. Seis dias depois da vacinação, ela apresentou febre, dores musculares e náuseas. O quadro também evoluiu para dengue grave, o que exigiu internação em UTI. A paciente recebeu alta posteriormente.

O Ministério da Saúde orienta a população a procurar atendimento médico diante de sintomas como febre, vômitos, irritabilidade, dor abdominal, desidratação, cansaço extremo e outros sinais de mal-estar.

Segundo a pasta, a taxa geral de reações adversas corresponde a 0,7% dos vacinados. Já os casos classificados com sinais de alarme representam 0,008% do total de pessoas imunizadas.

Informações Revista Oeste


Por Redação Rotativo News

Foto; arquivo pessoal

As redes sociais se tornaram parte da rotina de milhões de crianças e adolescentes. Entre vídeos de exercícios, dietas e transformações físicas, os chamados perfis fitness conquistam cada vez mais seguidores. No entanto, a exposição constante a padrões de beleza considerados ideais tem levantado preocupações sobre os impactos na saúde mental dos jovens.

Em entrevista ao Rotativo News, a psicóloga clínica Laynara Paiva explicou que as redes sociais são ambientes altamente visuais e que a repetição de imagens de corpos considerados perfeitos pode influenciar diretamente a forma como crianças e adolescentes enxergam a si mesmos.

Segundo a especialista, a adolescência é uma das fases mais vulneráveis a esse tipo de influência. Nesse período, os jovens estão construindo sua identidade, desenvolvendo a autoestima e buscando aceitação social. Por isso, tendem a ser mais sensíveis às comparações e às expectativas criadas a partir dos conteúdos consumidos nas plataformas digitais.

Laynara destaca ainda que o cérebro de crianças e adolescentes está em processo de desenvolvimento, especialmente em áreas relacionadas ao pensamento crítico e ao controle emocional. Essa característica pode tornar mais difícil a percepção de que muitas das imagens publicadas nas redes sociais são editadas, filtradas ou representam uma realidade distante da maioria das pessoas.

A comparação constante com influenciadores e criadores de conteúdo fitness pode gerar uma série de consequências emocionais. Entre elas estão a insatisfação com a própria aparência, a sensação de inadequação e a diminuição da autoestima. Em muitos casos, os jovens passam a acreditar que precisam atingir determinado padrão físico para serem aceitos ou valorizados socialmente.

A psicóloga alerta que esse cenário também pode contribuir para o aumento dos níveis de ansiedade e para o surgimento de sintomas depressivos. A pressão para alcançar resultados rápidos e corpos considerados ideais pode levar adolescentes a adotarem comportamentos prejudiciais, como dietas restritivas, excesso de exercícios físicos e hábitos pouco saudáveis.

Outro ponto de preocupação é a possível relação entre o consumo excessivo desse tipo de conteúdo e o desenvolvimento de transtornos alimentares. Embora doenças como anorexia nervosa e bulimia tenham causas multifatoriais, a exposição frequente a padrões estéticos rígidos pode representar um fator de risco importante, especialmente para jovens que já apresentam vulnerabilidades emocionais.

Para a especialista, a conscientização é fundamental. O acompanhamento familiar, o diálogo sobre o uso das redes sociais e a promoção de uma visão mais realista e diversa dos corpos podem ajudar a reduzir os impactos negativos desse conteúdo sobre a saúde mental dos adolescentes.

Em um cenário cada vez mais conectado, especialistas reforçam a necessidade de incentivar o uso crítico das redes sociais, lembrando que a busca pelo bem-estar deve estar acima da pressão por padrões estéticos muitas vezes inalcançáveis.

Da Redação do Rotativo News