Prefeito eleito de Feira de Santana, José Ronaldo anunciou apoio ao prefeito reeleito de Andaraí, Wilson Cardoso (PSB), na eleição da União dos Municípios da Bahia (UPB) 2025.
“É um amigo de mais de 40 anos, e um político respeitado na Bahia toda, pelo seu trabalho, pela sua honradez, e é uma honra muito grande ele me apoiar”, afirma Wilson Cardoso ao site Bahia Notícias.
Wilson estima que mais de 250 prefeitos do estado já aderiram ao nome dele para a eleição da UPB, que deve ocorrer em fevereiro de 2025.
Para José Ronaldo, o apoio a Wilson Cardoso se deve ao conhecimento da capacidade do colega.
“Temos uma ótima relação pessoal e familiar. Wilson é um grande amigo e é um cidadão competente, então eu tenho certeza que será um grande presidente para a UPB”, disse José Ronaldo.
Marcos do Val também declarou que continua sendo alvo de perseguição política de Alexandre de Moraes
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O senador Marcos do Val (Podemos-ES) afirmou que busca apoio do futuro governo de Donald Trump para investigar uma suposta colaboração entre o atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para a manipulação das eleições presidenciais de 2022 no Brasil. A declaração foi dada em pronunciamento no plenário nesta segunda-feira (2).
Segundo Marcos do Val, a manipulação teria envolvido a censura de redes sociais e a perseguição a influenciadores de direita, com o objetivo de favorecer a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva. O senador disse ter provas das fraudes e que o futuro secretário de Estado do governo de Donald Trump, Marco Rubio, já estaria encarregado de torná-las públicas e iniciar processos de condenação.
“Montamos uma comissão no Capitólio para levantar a ligação do Biden com as eleições brasileiras de 2022, que foram manipuladas para que o presidente Lula fosse eleito. Isso tem provas e mais provas. São 3 mil páginas de provas”, ressaltou.
Marcos do Val também declarou que continua sendo alvo de perseguição política de Alexandre de Moraes. Ao lembrar que seu passaporte diplomático está suspenso, o senador declarou que “a medida determinada pelo ministro é ilegal e viola, inclusive, leis internacionais”. Ele afirmou que essa suspensão o impediu de participar de um evento em Washington, nos Estados Unidos, voltado à área de segurança e inteligência.
“Ele [Alexandre de Moraes] quis evitar que eu estivesse amanhã [terça-feira, 3] em Washington, nesse evento de que eu participo desde 2019, que é um evento de senadores, na área de inteligência, focado na questão de tráfico humano, terrorismo e todas as questões mais sensíveis de cada país. Não tem nada se referindo a você, Alexandre de Moraes. Não precisava ter esse medo, cancelar de forma ilegal um passaporte diplomático”, protestou.
Comissão temporária analisa o relatório do senador Eduardo Gomes (PL-TO) nesta terça-feira, 3; se aprovado, pode ir à plenário na quinta-feira, 5
PL cria o marco regulatório da inteligência artificial | Foto: | Foto: Reprodução/Freepik
O Senado Federal pode votar o Projeto de Lei (PL) 2338/2023, que trata da regulamentação de inteligência artificial (IA) no Brasil. A comissão temporária deve analisar o relatório de Eduardo Gomes (PL-TO) na manhã desta terça-feira, 3.
Caso o projeto de regulamentação de IA, de autoria do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), seja aprovado na comissão temporária, pode ser levado ao plenário da Casa na próxima quinta-feira, 5.
Já é previsto na agenda desta semana da Casa Alta a votação do PL na quinta-feira, no entanto, é necessário a apresentação e aprovação de um requerimento de urgência para sua análise.
O projeto estava parado no Senado por um ano, com atraso na análise do texto pela comissão especial. A expectativa é que a regulamentação da inteligência artificial no Brasil proporcione maior segurança jurídica para investidores estrangeiros.
Entraves na regulamentação de IA
O projeto de lei de autoria de Rodrigo Pacheco encontrou entraves entre os senadores, sobretudo os conservadores. Os parlamentares temem que a regulamentação de IA pode ser excessiva para o desenvolvimento da tecnologia no país, além de comprometer a liberdade de expressão.
O relator Eduardo Gomes realizou modificações no texto original, retirando a regulação que aumentava os custos na cadeia econômica da inteligência artificial; a regulamentação das obrigações e medidas de governança para tecnologias classificadas como de alto risco; além da retirada da criação de um tratamento diferenciado para micro e pequenas empresas, além de startups.
O novo texto do projeto manteve as inspirações em modelos já adotados em outros países, para assegurar que os desenvolvedores de inteligência artificial terão garantida a liberdade de expressão.
O presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, destacou, nesta segunda-feira (2), que Jair Bolsonaro é “o plano A, B e C” do partido para as eleições presidenciais de 2026. O dirigente, inclusive, falou a respeito da mais recente pesquisa do Instituto Paraná que põe o ex-mandatário à frente do atual presidente, Lula (PT), mesmo após a divulgação de inquéritos da Polícia Federal que citam uma suposta tentativa de golpe de Estado.
“O episódio do inquérito mostra à população Bolsonaro perseguido”, afirmou João Roma, em entrevista à Rádio BandNews FM. Roma complementou: “nunca vi tanto inquérito com Alexandre de Moraes; só não tem ritos nem liturgia judicial, mas inquérito tem demais”. O presidente estadual do PL diz que a perseguição não refletiu no apoio a Bolsonaro: “a pesquisa da Paraná coloca Bolsonaro à frente de Lula, mesmo tendo ido a campo depois que eclodiu toda essa movimentação, que Alexandre de Moraes mandou prender mais pessoas, que houve todas essas divulgações aí sobre esses episódios”, avaliou o ex-ministro.
João Roma também crê que Bolsonaro seja candidato a presidente em 2026, apesar da condição atual de inelegibilidade. “São muitos elementos que fazem todos os partidários dele acreditarem na aptidão para a eleição daqui a dois anos. Fica difícil explicar porque um presidente que fez reunião com embaixadores não pode disputar uma eleição, se Dilma foi impeachmada e pode disputar uma eleição, Lula foi condenado e ser eleito”, comparou Roma. Ele salientou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), “também engrossa as fileiras para ter Jair Bolsonaro candidato a presidente do Brasil”.
Roma garantiu que não partiu de Bolsonaro nenhum plano golpista. “O que se viu naquele momento foram pessoas com ânimos acirrados, mas tenho total confiança que não partiu do presidente Bolsonaro nenhuma manifestação nesse sentido. Eu vi o presidente repreendendo comentários aleatórios que surgiam, de pessoas nas ruas de que não iria admitir isso ou aquilo sobre golpe”, comentou Roma.
João Roma reiterou que é pré-candidato a governador da Bahia em 2026. “Durante esse ano de 2025, farei uma série de eventos e visitas pela Bahia para levantar nossas bandeiras. Precisaremos ter muitas interlocuções nessa Bahia, pois o que ocorrerá aqui no estado será um reflexo do que ocorre no Brasil. E aqui o caminho do PL é reforçar a eleição do presidente Bolsonaro”, salientou.
O dirigente partidário pontuou que buscará construir unidade na oposição ao PT no estado. “Eu sempre busco convergir as forças: fiz isso nas eleições municipais aqui na Bahia. Nesse aspecto, buscamos até sacrificar candidaturas que iríamos colocar”, disse ele, ao citar cidades como Feira de Santana, Salvador, Vitória da Conquista e Ilhéus. “São movimentos convergentes buscando sentido antagônico ao do PT. Não serei um dificultador, mas um construtor para que a gente possa sim criar um novo horizonte para a Bahia”, declarou João Roma
O presidente estadual do PL disse que há um clima favorável à mudança na Bahia. “Há um grupo massivo de pessoas que se incomodam com o aumento de impostos, com a derrocada da nossa economia, com os programas sociais cada vez mais sendo atacados por aqueles que dizem que os defendem”, apontou.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que Guilherme Boulos (Psol) chama Alexandre de Moraes de “fascista”. A declaração aconteceu em 2016, durante a participação do psolista no programa Havana Connection, com o jornalista Leonardo Sakamoto. À época, Moraes era ministro da Justiça do governo de Michel Temer.
“O Alexandre de Moraes, ele é um fascista”, disse Boulos. “Ele é um sujeito de posições fascistas. Ele, como ministro da Justiça, é um escárnio, é uma excrescência.”
“E a primeira declaração dele, como ministro da Justiça, não é ‘vou combater a corrupção, vou combater o tráfico de drogas’”, acrescentou. “[…] A primeira declaração dele é: ‘vou combater os movimentos sociais que fogem à ordem e que são criminosos’.”
Boulos prossegue: “Crime é o que ele fazia como chefe da Segurança Pública de São Paulo, fazendo genocídio, matando, exterminando a juventude negra da periferia”.
“Se há alguém que executa ou protege crime entre o ministro da Justiça e os movimentos sociais, é seguramente, o ministro da Justiça”, continuou Boulos. “Essa postura é do Alexandre de Moraes.”
Na sequência, o ex-deputado federal Jean Wyllys concorda com o psolista e chama Moraes de “demagogo” e “hipócrita”.
Veja o momento em que Boulos critica Moraes
No canal do YouTube do Havana Connection, é possível encontrar edições de outros episódios do programa na íntegra. No entanto, o episódio em que Boulos fala sobre Moraes está incompleto. Há somente alguns cortes — e em nenhum deles aparece a fala do psolista contra o então ministro da Justiça.
Relatório que irá à votação no plenário em dezembro é de autoria do senador Irajá (PSD-TO)
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta quinta-feira (28) que o Projeto de Lei (PL) para liberar cassinos, bingos e apostas irá à votação no plenário do Senado Federal entre as sessões de 4 e 10 de dezembro. A inclusão da proposição na pauta é um pedido do colégio de líderes, segundo justificou Pacheco após a reunião com os representantes partidários. A informação é do jornal O tempo.
“Essa questão da legalização dos jogos é um projeto que veio da Câmara dos Deputados e conta com apoio do governo. O Senado precisa decidir se aprova ou não. Diversos senadores me pediram na reunião de líderes para que possamos submetê-lo ao plenário”, declarou. A última movimentação da proposição ocorreu ainda em agosto, quando os senadores discutiram o mérito em uma sessão temática.
O relatório que irá à votação no plenário em dezembro é de autoria do senador Irajá (PSD-TO). Ele regulamenta a exploração dos jogos e das apostas esportivas no Brasil — ainda que essa última modalidade esteja liberada no país desde o Governo Michel Temer (MDB).
“Houve, de fato, um erro nacional de termos permitido, o Brasil e o Congresso Nacional em legislaturas passadas, a legalização das apostas esportidas sem haver a legalização dos jogos físicos”, analisou Pacheco. “Essa é uma premissa que move diversos parlamentares, e há, por isso, diversos pedidos de apreciação do projeto, para que votem a favor ou não, sobre a legalização dos jogos no Brasil”, acrescentou.
Ainda em relação às apostas, ele declarou que a falta de regulamentação impõe ao Congresso Nacional uma reavaliação sobre as bets, hoje alvos de duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) no Senado. Pacheco não descartou que elas sejam probidas futuramente, e analisou que esse cenário é diferente da questão dos cassinos e bingos.
“Esse momento crítico que a vida nacional nos impõe dessas apostas esportivas sem controle tem que ter um trato específico. Não desconsidero a necessidade eventual e futura, se esses controles não forem suficientes, de proibir esse tipo de aposta”, disse. “Mas, outro cenário é a questão da legalização dos jogos. O Senado precisa decidir se apoia ou não”, completou.
Iniciativa de Guto Zacarias visa a ampliar a transparência sobre as atividades da primeira-dama
Deputado Guto Zacarias afirma que a transparência dos gastos de Janja é necessária | Foto: Divulgação/Alesp/Rodrigo Romeo
O deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil-SP) anunciou, nesta quinta-feira, 28, o lançamento de um portal voltado para o monitoramento dos gastos da primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, pagos pelo pagador de impostos.
Batizada de Janjômetro, a plataforma criada pelo parlamentar e coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) visa a ampliar a transparência sobre o uso de recursos públicos usados nas viagens da mulher do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ideia surgiu por causa da falta de clareza sobre os custos das atividades de Janja
De acordo com Guto Zacarias, a ideia da plataforma surgiu depois de críticas relacionadas à falta de clareza sobre os custos relacionados às atividades de Janja.
Janja acompanha Lula em praticamente todas as viagens ao exterior | Foto: Reprodução/Wikipedia
“A primeira-dama insiste em se atribuir uma representatividade que não lhe foi conferida”, afirma o parlamentar. “Em inúmeros eventos oficiais, os brasileiros foram forçados a arcar com os custos, sem justificativa plausível ou qualificação técnica para tal papel.”
O deputado diz ainda que a transparência dos gastos de Janja é necessária. Além disso, os pagadores de impostos devem ter o conhecimento de como e por que “estão sendo compelidos a financiar essa representação ilegítima”.
Como funciona o Janjômetro?
Conforme Guto Zacarias, “o Janjômetro oferece informações coletadas de fontes públicas sobre gastos de Janja”. Esses recursos estão relacionados a eventos, viagens, deslocamentos e demais atividades.
O presidente Lula e a primeira-dama Janja em Hiroshima, no Japão; na ocasião, o petista participou da cúpula do G7 – 18/5/2023 | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Ele ainda ressaltou que, caso não consiga informações por meio de fontes oficiais, irá utilizar referências informais. A ação pretende, ainda, pressionar o governo federal por mais transparência.
Desde que Lula assumiu o terceiro mandato, Janja participa praticamente de todos os compromissos oficiais do governo. Ela compartilha fotos e vídeos dos passeios ao lado de Lula. Em fevereiro, por exemplo, a primeira-dama aproveitou o dia de San Valentin para visitar as pirâmides do Egito, a Esfinge e o Grande Museus Egípcio.
Em entrevista ao Oeste Sem Filtro, ex-presidente afirma que seu governo atrapalhou ‘gente importante’
Jair Bolsonaro durante entrevista ao Oeste Sem Filtro | Foto: Reprodução/Revista Oeste
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) concedeu entrevista ao Oeste sem Filtro nesta quinta-feira, 28. Durante o programa, Bolsonaro classificou o relatório da Polícia Federal (PF) como uma “peça de ficção”, um “golpe de festim” e “pirotecnia”. “Falar em golpe de Estado com um general da reserva, quatro oficiais e um agente da PF é outra piada”, exclamou o ex-presidente.
Para Bolsonaro, a inquérito tem como base uma pesca probatória. “Eles vão para cima do cara, pegam o telefone, veem os contatos dele, vai pra cima de outras pessoas e ficam formando sua historinha, é risível”, segundo o ex-presidente. O termo se refere à prática de buscar provas de maneira especulativa ou sem uma base clara em um processo judicial.
Ele ainda considera ser o alvo principal do inquérito, que indiciou outras 36 pessoas. Esta perseguição, de acordo com Bolsonaro, se dá porque seu “atrapalhou gente importante que vivia de recursos públicos”. O ex-presidente cita órgãos e entidades como o Porto de Santos, Correios, entre outros.
Uma das empresas mais cobiçadas pela alta classe política brasileira, segundo Bolsonaro, era a Usina Hidrelétrica de Itaipu. A barragem binacional entre Brasil e Paraguai não era auditada pelo Tribunal de Contas da União, o que abria espaço para favorecer esquemas com gastos indevidos. “Nós fechamos esse ralo.”
Bolsonaro também disse que, desde seu primeiro ano de governo, é acusado de querer dar um golpe. “Tinham que ter uma narrativa, então pegavam pronunciamentos e discursos meus de vinte anos atrás e o tempo todo batiam em cima disso.”
Ele ainda disse que o inquérito tem origem no resultado das eleições de 2022, quando percebeu um sentimento de insatisfação junto à população. “Ninguém entende como eu ando pelo Brasil arrastando multidões e o outro cara [Lula] não consegue ir numa esquina”.
O ex-presidente assume, no entanto, que discutiu a hipótese de implantar um Estado de sítio, Estado de defesa ou aplicação do artigo 142 da Constituição Federal, artifícios previstos pela carta magna. “Golpe usando a Constituição? O que está dentro da Constituição, você pode utilizar.”
Jair Bolsonaro rebate acusações
Ele também lembrou as acusações que recebia pela suspeita de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco (Psol), do Rio de Janeiro. Ao fim do inquérito, Bolsonaro sequer foi mencionado nas mais de 470 páginas do relatório da PF que investigava o caso.
“Eles vão para cima de você, te processam até por importunar baleia”, ironizou o ex-presidente, que classificou a ação como “ridícula”
Bolsonaro também citou o caso das joias recebidas como presente pelo governo da Arábia Saudita. Ele lembrou que uma decisão do TCU autorizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a ficar com um relógio de luxo que também recebeu de presente, em situações semelhantes entre si.
A acusação de falsificar um comprovante vacinal também foi lembrado pelo ex-presidente. Segundo ele, a imigração norte-americana disse que Bolsonaro não usou qualquer documento, depois de diligência da PF.
“Aí é motivo para ficar inelegível por oito anos”, ironizou o ex-presidente. “O que eles querem agora é arranjar uma cadeia pra mim.”
Outro caso lembrado pelo presidente de honra do PL foi a denúncia de abuso de poder econômico durante manifestação na Avenida Paulista, no dia 7 de setembro deste ano. “Eu estava no carro do [pastor Silas] Malafaia, não paguei nada, não recebi a Dama do Tráfico”, rebateu, ao citar o caso da visita de Luciane Barbosa Farias, mulher do chefe do Comando Vermelho no Amazonas, a um evento promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos.
Dados do Paraná Pesquisas mostram ex-presidente, que está inelegível, numericamente à frente do petista para a disputa do Planalto em 2026
Em eventual 2º turno, a pesquisa indica que Jair Bolsonaro teria 43,7% contra 41,9% de Luiz Inácio Lula da Silva
Se a eleição presidencial fosse hoje, Jair Bolsonaro(PL), que neste momento está inelegível, teria 37,6% dos votos contra 33,6% do atual ocupante do Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva(PT), segundo levantamento do Paraná Pesquisas realizado de 21 a 25 de novembro de 2024. Como a margem de erro do estudo é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, os 2 pré-candidatos estão em situação de empate técnico.
O levantamento (íntegra – PDF – 648 kB) coletou dados já durante o período em que se tornou pública uma investigação da Polícia Federal que acusa Jair Bolsonaro de ter sido um dos organizadores de um golpe de Estado frustrado no final de 2022. Dessa forma, o resultado da pesquisa veio já com o efeito do intenso noticiário a respeito desse processo, que é relatado no Supremo Tribunal Federal pelo ministro Alexandre de Moraes.
No cenário de 1º turno em que Bolsonaro lidera numericamente e Lula está em 2º lugar, há também Ciro Gomes (PDT) com 7,9%; Simone Tebet (MDB) com 7,7% e Ronaldo Caiado (União Brasil) com 3,7%.
A pesquisa foi realizada nas 27 unidades da Federação com 2.014 eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Lula – lidera em 5 dos 7 cenários, ficando numericamente atrás só de Bolsonaro;
Bolsonaro – lidera contra Lula (na margem de erro) e com muita folga se o candidato do PT for Fernando Haddad, que registra apenas 14,5%;
Michelle Bolsonaro – fica atrás de Lula (34,2% X 27,5%), mas ganha com folga de Haddad (27,6% X 14,9%). Depois do marido, ela é o nome mais forte no bolsonarismo hoje;
Tarcísio de Freitas (Republicanos) – o governador de São Paulo pontua 24,1% e fica em 2º lugar quando representa o bolsonarismo na disputa. Seu desempenho hoje fica abaixo do de Michelle Bolsonaro.
Ronaldo Caiado – vai mal o governador de Goiás, com pontuação variando apenas de 3,7% a 8,9%;
Romeu Zema – com 12,2% no cenário em que é testado, o governador de Minas Gerais fica em 3º lugar (ainda que empatado tecnicamente com Ciro Gomes, que está em 2º);
Ratinho Junior – marca 15,3% e ocupa o 2º lugar num cenário liderado por Lula. Entre os candidatos de direita não totalmente alinhados ao bolsonarismo, é quem tem o melhor desempenho;
Ciro Gomes – o eterno candidato da faixa dos 10% agora varia de 7,9% a 17%. Hoje, conseguiria ser o 2º colocado num cenário contra Lula;
Simone Tebet – a política do MDB varia de 7,7% a 13,5%. A dúvida é se seu partido, quem tem o DNA governista, vai lançá-la como candidata em 2026, uma vez que hoje a sigla está dentro da administração Lula (e Tebet, inclusive, como ministra do Planejamento);
Fernando Haddad – o ministro da Fazenda foi o único nome testado como alternativa a Lula. Em 2 cenários, pontuou 14,5% e 14,9% e ficou bem atrás de Bolsonaro (38,3%) e de Michelle (27,6%).
2º TURNO
A pesquisa testou ainda cenários de 2º turno para enfrentamentos entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas. Todos os resultados ficaram dentro da margem de erro da pesquisa, de 2,2 pontos percentuais.
Lula – o petista fica numericamente atrás apenas de Jair Bolsonaro, mas teria uma eleição apertada contra Michelle Bolsonaro e Tarcísio;
Bolsonaro – lidera contra Lula (na margem de erro);
Michelle Bolsonaro – fica atrás (na margem de erro) de Lula e seria o nome mais competitivo dentre os testados para substituir Bolsonaro;
Tarcísio – fica atrás (na margem de erro) de Lula.
AVALIAÇÃO DE GOVERNO
A Paraná Pesquisas também perguntou aos entrevistados como avaliam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A taxa dos que desaprovam o governo é maior do que a dos que aprovam:
desaprovam – 51,0%
aprovam – 46,1%
não sabem/não opinaram – 2,9%
Quando são dadas opções não-binárias para os eleitores, os percentuais de avaliações negativas também superam os de avaliações positivas:
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Cármen Lúcia, deve participar do debate com colegiado
CCJ da Câmara deve discutir o projeto nesta quarta-feira, 27 | Foto: | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados realiza, nesta quinta-feira, 28, uma discussão sobre o Projeto de Lei 1.169/2015, que trata da recontagem de votos. O texto é de autoria do deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO).
A proposta altera a Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997, a qual determina as normas para as eleições, para que se possibilite a recontagem física de votos nos pleitos para cargos eletivos federais, estaduais, distritais ou municipais.
O projeto estabelece que o órgão nacional de partido político solicite, no prazo de 48 horas depois da divulgação oficial do resultado final das eleições, a recontagem dos votos por meio físico e digital.
O debate sobre o PL foi um pedido do relator da proposta, o deputado José Medeiros (PL-MT). A discussão está prevista para a manhã desta quinta-feira, 28.
Discussão sobre recontagem de votos
A discussão sobre o projeto de lei vai contar com a participação de profissionais capacitados para, segundo o relator, obter uma “visão ampla das possibilidades e entraves inerentes à matéria”.
Eis os convidados para o debate:
Ministra Cármen Lúcia — presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE);
Sebastião Coelho da Silva — desembargador;
Felipe Camelo Gimenez — procurador de Mato Grosso do Sul;
Amilcar Brunazo Filho — engenheiro especializado em segurança de dados e voto eletrônico.
O desembargador federal William Douglas e o ex-chefe do setor de TI do TSE Giuseppe Gianninno também foram convidados para o debate, mas não vão participar.