Ministro da Cidadania é pré-candidato ao governo estadual pelo Republicanos
Foto: Divulgação/Assessoria
O ministro da Cidadania, João Roma, fez na manhã deste domingo (20), em uma visita à cidade de Amargosa, uma videochamada com Jair Bolsonaro (sem partido), na qual ouviu do presidente que ele é “o futuro da Bahia”.
João Roma é pré-candidato ao governo estadual pelo Republicanos.
“Aos meus amigos da Bahia, um grande abraço a todos vocês. Parabéns pela liderança aí do João Roma. Queremos o melhor do Brasil. Não há maior motivo expressar para vocês o que gostaríamos que acontecesse com a nossa Bahia, esse estado que é um país. mas João Roma é o cara aí, é o futuro da Bahia, com certeza”, disse Bolsonaro na transmissão.
Imagem foi rebatida por internautas que perceberam faixas com “Fora Cunha” e “Fora Temer”
Deputado do PT publicou foto de ato de 2016 Foto: Reprodução
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) usou fotos de manifestações de 2016 para “ilustrar” uma de suas postagens dos atos realizados no sábado (19). As imagens, que eram de manifestações feitas contra o ex-presidente Michel Temer (MDB) no dia da Independência do Brasil daquele ano, logo foram percebidas pelos internautas.
– Paulo Pimenta postando fotos da manifestação “Fora Temer” e “Fora Cunha” de 2016 representa a esquerda brasileira, quando não está roubando está mentindo – escreveu um internauta.
Paulo Pimenta publicou foto de 2016 como se fosse de 2021 Foto: Reprodução
Na postagem em questão, não era difícil perceber que as imagens não eram deste sábado. Um dos detalhes era de que as faixas nas mãos dos manifestantes traziam dizeres de “Fora Temer” e “Fora Cunha”. O ex-presidente da República encerrou seu mandato em 2018, e Cunha foi cassado ainda antes, no próprio mês de setembro de 2016.
Usuários do Twitter questionaram publicação do deputado petista Foto: Reprodução
Após a repercussão negativa da postagem, Pimenta removeu a publicação controversa de seu perfil, mas não fez qualquer referência ou deu qualquer explicação sobre o fato de ter postado uma foto fora de contexto dos atos de sábado.
Presidente foi acusado de fazer campanha antecipada por mostrar camisa recebida de apoiadores
Presidente Jair Bolsonaro recebe presentes de apoiadores no Pará Foto: PR/Isac Nóbrega
Em uma postagem nas redes, feita na noite de sábado (19), o presidente Jair Bolsonaroironizou a representação aberta contra ele pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) por suposta propaganda eleitoral antecipada. A motivação do pedido foi uma camiseta exibida pelo líder com os dizeres “É melhor Jair se acostumando. Bolsonaro 2022”.
– Segundo o MP Eleitoral, o fato de ganhar uma camisa passou a ser uma peça de acusação de campanha antecipada – escreveu o presidente.
O MPE ajuizou representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alegando que, em cerimônia oficial de entrega de títulos de propriedade rural realizada em Marabá (PA) na sexta-feira (18), o presidente exibiu uma camiseta com a mensagem “É melhor Jair se acostumando. Bolsonaro 2022” que ganhou de presente, o que seria ilegal.
Para o vice-procurador-geral Eleitoral, Renato Brill de Góes, que assina a peça enviada ao TSE, ao fazer expressa menção ao pleito eleitoral de 2022 e à pretensa candidatura, além do contexto dos discursos proferidos no evento, houve claro ato consciente de antecipação de campanha, o que, segundo ele, é vedado pela legislação eleitoral.
Na ação, o vice-PGE também requer a aplicação de multa por propaganda antecipada negativa e conduta vedada a outras autoridades que participaram do evento e manifestaram apoio ao presidente, citando pesquisas eleitorais ou criticando adversários políticos, em clara referência ao pleito do próximo ano
– Restou insofismável não se tratar de um mero ato público oficial típico de governo, mas sim de um verdadeiro ato público de campanha eleitoral antecipada, com promoção pessoal do representado Jair Messias Bolsonaro na condição de candidato às eleições de 2022 – afirmou Brill de Góes.
Por danos morais, médica pede R$ 160 mil de cada parlamentar e promete doar valor para hospitais
Nise Yamaguchi depôs à CPI da Covid-19 Foto: Agência Senado/Jefferson Rudy
A imunologista e oncologista Nise Yamaguchi processou os senadores Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Pandemia, e Otto Alencar (PSD-BA), integrante do colegiado, por conta da postura dos dois contra ela durante a sessão da CPI no último dia 1° de junho. Na ação, a médica pede R$ 160 mil de danos morais de cada parlamentar.
Nise declara ter sido vítima de misoginia, preconceito às mulheres, e humilhação durante a oitiva. O nome da médica foi incluído, na sexta-feira (18), entre os 14 investigados pela CPI. Na ação, a médica afirma que Aziz e Alencar abusaram do direito da imunidade parlamentar a que têm e “perpetraram um verdadeiro massacre moral”.
– (Nise Yamaguchi) Atônita, viu um ser humano ter destroçada a sua dignidade enquanto médica, cientista e mulher – defendem os advogados.
Os defensores de Nise afirmam que houve clara intenção do senador Otto Alencar em “diminuir e humilhar” a médica com a pergunta elaborada por ele sobre a diferença entre vírus e protozoário. Os advogados destacam também que o presidente da CPI, Omar Aziz, foi “cúmplice” dos ataques.
– Percebe-se do tom de voz e do caráter intimidatório do senador Omar Aziz que esse foi cúmplice da desintegração moral da médica, posto que nada fez para impedir ou minorar a agressiva sanha de seu colega, sendo cúmplice e corresponsável pelos abusos suportados por Nise Yamaguchi – escreveu a defesa.
Caso ganhe a ação, a médica afirma que doará o dinheiro a hospitais que atendem a crianças com câncer. O senador Otto Alencar afirmou que seu advogado, assim que notificado, responderá de acordo com a lei. Já o senador Omar Aziz vai aguardar a notificação judicial para comentar a ação.
Ministro da Saúde publicou nota em sua conta no Twiter
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, divulgou, via redes sociais, uma nota na qual lamenta a morte de meio milhão de brasileiros por conta da covid-19. A expectativa é de que esse número seja anunciado ainda hoje (19) em balanço a ser divulgado pela pasta.
Em sua conta no Twitter, Queiroga diz prestar solidariedade a cada pai, mãe, amigos e parentes, que perderam seus entes queridos. “500 mil vidas perdidas pela pandemia que afeta o nosso Brasil e todo o mundo. Trabalho incansavelmente para vacinar todos os brasileiros no menor tempo possível e mudar esse cenário que nos assola há mais de um ano”, disse o ministro.
Presto minha solidariedade a cada pai, mãe, amigos e parentes, que perderam seus entes queridos.— Marcelo Queiroga (@mqueiroga2) June 19, 2021
Durante uma de suas agendas no estado do Pará na sexta-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro exibiu uma camiseta com os dizeres “É melhor Jair se acostumando. Bolsonaro 2022”, recebida de apoiadores locais. Em seu discurso, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, que também participou da agenda, entregou ao presidente duas camisas com as cores do Brasil, uma delas presenteada pela localidade de Quatro Bocas, no Pará, e outra, por “outro grupo”, nas palavras de Guimarães, com os dizeres: “É melhor Jair se acostumando. Bolsonaro 2022”.
Ao pegar as camisas, o presidente mostrou à plateia e entregou a um assessor. Durante o evento, o chefe do Executivo também voltou a defender o tratamento precoce contra a Covid-19.
– Recomendo àqueles que porventura tenham problema com a covid que procurem um remédio para o tratamento precoce. Eu lá atrás tomei hidroxicloroquina, assim como muitos tomaram também ivermectina. Isso não mata ninguém – afirmou.
Bolsonaro ainda aproveitou a ocasião para elogiar o pastor evangélico Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), que também fazia parte da comitiva, a quem chamou de “homem de fé”.
– Homem de fé que, além de ter Deus no coração, o tem nas cores verde e amarela – declarou.
Neste sábado (19), o ministro das Comunicações, Fábio Faria, utilizou as redes sociais para criticar a ‘narrativa’ a respeito do número de mortos por Covid-19 no Brasil. Em sua conta do Twitter, ele falou sobre os 500 mil mortos pela doença. De acordo com o ministro, o assunto irá dominar o discurso de “políticos, artistas e jornalistas”, que irão apenas “lamentar” a marca atingida neste sábado, mas sem mencionarem os números positivos da pandemia.
– Em breve vocês verão políticos, artistas e jornalistas “lamentando” o número de 500 mil mortos. Nunca os verão comemorar os 86 milhões de doses aplicadas ou os 18 milhões de curados, porque o tom é sempre o do “quanto pior, melhor”. Infelizmente, eles torcem pelo vírus – escreveu.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso decidiu nesta sexta-feira (18) manter a decisão da Comissão Parlamentar (CPI) da Pandemia que solicitou à Justiça a condução coercitiva do empresário Carlos Wizard para prestar depoimento.
O depoimento estava marcado para ontem (17), mas o empresário não compareceu. A defesa alegou que ele está nos Estados Unidos acompanhando o tratamento de saúde de um parente. Foi solicitado o depoimento por videoconferência, mas o pedido não foi atendido pela comissão. Os advogados argumentaram ainda que se Wizard deixar o país, não conseguirá voltar por causa das restrições migratórias provocadas pela pandemia de covid-19.
Diante do impasse, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), solicitou à Justiça o comparecimento compulsório e a retenção do passaporte do empresário.
Mais cedo, a juíza federal Marcia Souza de Oliveira, da 1ª Vara Federal em Campinas (SP), autorizou a Polícia Federal (PF) a realizar a diligência, mas o empresário não foi encontrado. Dessa forma, a magistrada autorizou a retenção do documento após o retorno ao Brasil.
Na decisão, Barroso negou pedido da defesa para derrubar as medidas e disse que, na quarta-feira (16), autorizou Wizard a ficar em silencio no depoimento que deveria prestar à CPI, mas o empresário não foi desobrigado a comparecer.
“Ressalvei, todavia, que o atendimento à convocação configurava uma obrigação imposta a todo cidadão, e não uma mera faculdade jurídica, igualmente na linha dos precedentes do Tribunal”, argumentou o ministro.
Defesa
Os advogados sustentaram que Carlos Wizard não pode ser alvo das medidas porque elas estariam em desacordo com a decisão do ministro que garantiu direito ao silêncio.
“Nesse sentido, tem-se que a Comissão Parlamentar de Inquérito, ao contrário do contido na ordem concedida por Vossa Excelência, não está conferindo ao paciente o tratamento no sentido jurídico de investigado, mas, ao contrário, está a adotar medidas ilegais absolutamente contrárias e incompatíveis com a situação jurídica conferida pela liminar concedida”, argumentou a defesa.
No STF, os advogados de Wizard também afirmaram que ele nunca ocupou cargo público no Ministério da Saúde e não tomou decisões administrativas. Segundo a defesa, o empresário auxiliou o ex-ministro Eduardo Pazuello, de forma voluntária, por cerca de 20 dias, durante o processo de transição após a saída de Nelson Teich.
Ministros do STF julgam recurso do senador sobre uma denúncia apresentada pela PGR
Ministro Gilmar Mendes e senador Renan Calheiros Foto: Arte/Pleno.News
O julgamento de um recursos do senador Renan Calheiros (MDB-AL) no Supremo Tribunal Federal (STF) foi interrompido após o ministro Gilmar Mendes pedir vista. O processo em questão trata da aceitação de uma denúncia contra o parlamentar.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, Renan Calheiros teria recebido propina do grupo NM Engenharia e da NM Serviços. Os recursos teriam sido pagos por meio de doações eleitorais feitas a diretório do MDB.
Após a denúncia, a defesa do senador acionou a Segunda Turma do STF. O relator do caso, ministro Edson Fachin, votou para negar o pedido de Renan Calheiros e apontou que o instrumento escolhido pelos advogados, no caso embargos de declaração, não poderiam ser utilizados no caso.
Depois do voto, o ministro Gilmar Mendes pediu mais tempo para analisar o caso.
Presidente Jair Bolsonaro fala a donos de supermercados sobre preço dos alimentos Foto: PR/Isac Nóbrega
Em almoço com empresários do Rio nesta quinta-feira (17), o presidente da Republica, Jair Bolsonaro, mostrou preocupação com a inflação e pediu a mercadistas que segurem os preços de produtos da cesta básica. Isso se daria por meio da redução da margem de lucro.
O encontro com representantes de 11 entidades empresariais foi fechado, mas o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho do presidente, afirmou que houve esse pedido.
– Ele [o presidente] reconheceu o grande sacrifício que já fazem; [pediu a eles para,] se possível, reduzir um pouco, ainda mais, a margem de lucro. Demonstrou preocupação específica com produtos da cesta básica, porque a tendência, sabemos, é de aumentar o preço dos produtos de itens de primeira necessidade – apontou Flávio.
Ao lado do senador, o presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio (Asserj), Fábio Queiróz, ponderou que as oscilações de preço também dependem do dólar, já que a moeda americana em alta favorece a exportação e, consequentemente, isso aumenta os valores dos produtos no mercado interno.
No evento, também foi citada a possível ampliação do Bolsa Família no fim do ano, tanto no número de beneficiados quanto no montante pago por família. O valor poderia ir para R$ 270, aumento de cerca de 50%. Esta é uma das apostas de Bolsonaro de olho na reeleição em 2022.
CARTA Os empresários, por sua vez, entregaram uma carta com reivindicações ao presidente; entre elas a aceleração do processo de vacinação no país e a manutenção do auxílio emergencial – tanto para pessoas quanto para empresas.
Outras prioridades demonstradas foram a aprovação do plano de adesão do Rio ao novo Regime de Recuperação Fiscal, já apresentado pelo estado. Eles pediram ainda o investimento em rodovias e o incentivo à criação de um Polo de Desenvolvimento Tecnológico e de Inovação.
Bolsonaro esteve no hotel Windsor Barra, na Zona Oeste, para participar do evento organizado pelo grupo Rio Produtivo, criado em novembro do ano passado e formado por 11 entidades empresariais dos setores da Indústria, Supermercados, Hotelaria, Comércio, Turismo, Serviços, Alimentação e Eventos. A ideia do almoço era debater a retomada da economia fluminense.
O governador do Rio, Cláudio Castro (PL), os senadores Flávio e Romário (Podemos-RJ) e deputados do Rio marcaram presença. Bolsonaro chegou por volta das 13 horas ao hotel.