A direção estadual do PTB esteve reunida com o ex-prefeito José Ronaldo e deixou as portas da legenda abertas
Foto: Reprodução
Um encontro em Feira de Santana, na terça-feira (29), pode ter sido o primeiro passo para um importante capítulo do cenário político baiano. Toda a alta cúpula do PTB estadual esteve reunida com o ex-prefeito José Ronaldo e abriu as portas da legenda.
O encontro aconteceu no hotel Acalanto. O PTB está, sim, cortejando José Ronaldo. Da “paquera” pode acontecer um casamento, bastante desejado pelos caciques do partido.
Uma fonte presente ao encontro revelou ao Protagonista que a direção estadual do PTB deixou José Ronaldo à vontade para definir uma candidatura em 2022. De preferência uma candidatura a governador.
Maior líder político da região, ex-candidato a governador e senador pelo DEM, prefeito de Feira por quatro mandatos, José Ronaldo tem a musculatura e credibilidade desejadas pelo PTB.
Não é segredo para ninguém que José Ronaldo deseja integrar a chapa majoritária do DEM em 2022, que tem ACM Neto como candidato natural a governador. Ronaldo nunca descartou, em entrevistas mais recentes, a possibilidade até de mudar de partido para buscar seus objetivos políticos em 2022. O PTB seria, sim, uma alternativa viável.
Estiveram presentes ao encontro com José Ronaldo as seguintes lideranças do PTB: Gean Prates, presidente Executiva Estadual; deputado federal Severiano Alves, secretário geral da Executiva Estadual; deputado estadual João Emílio, da Executiva Municipal/Salvador; Dr. Amorim; Caio Dantas, presidente do PTB/Juventude; Leandro de Jesus, da Executiva Municipal e Dr. Marcelo Gurgel. Também presente o ex-vereador Cadmiel Pereira (DEM), um fiel liderado de José Ronaldo em Feira de Santana.
Presidente do STF teria citado o uso do princípio da moralidade, dentro da Lei da Ficha Limpa
Ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal Foto: STF/Nelson Jr
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, teria dito a interlocutores que ainda vê meios para reverter a decisão do ministro Edson Fachin, que abriu caminho para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participar das eleições de 2022. As informações são do canal My News.
Fux teria ainda citado o uso do princípio da moralidade, dentro da Lei da Ficha Limpa, a fim de impedir a candidatura de Lula.
Para ele, uma eventual eleição do petista pode acirrar os ânimos com as Forças Armadas. Logo, evitar a candidatura dele poderia evitar riscos de ruptura democrática em 2022.
A reportagem afirmou também que os outros ministros da Corte não pensam como Fux.
Senador é acusado de desvios na Saúde quando era governador do Amazonas
Deputado Fausto Jr. durante depoimento na CPI da Covid Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Nesta terça-feira (29), o deputado Fausto Jr., relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde no Amazonas, enfrentou o senador Omar Aziz durante sessão da CPI da Covid. Convidado para a sessão na condição de testemunha, Fausto disse que a intenção do senador era atacá-lo.
– Não quero lhe atacar, deputado. Eu quero mostrar pro Amazonas porque você não indiciou o governador. […] Para acabar com a brincadeira de fazer de conta que faz uma CPI e não indicia o governador – respondeu o presidente da Comissão, Omar Aziz.
Fausto lembrou Aziz sobre a acusação que o senador responde por corrupção no estado do Amazonas e questionou quem ele era para falar sobre idoneidade.
– Quem é o senhor para falar em idoneidade? O senhor é acusado de receber R$ 500 mil de propina na operação Vertex e quer falar de idoneidade pra mim, depoente? – questionou Fausto Jr., deixando Aziz calado.
Aziz é investigado por supostamente ter desviado recursos da Saúde no Amazonas durante o período em que governou o estado.
Senadores, entre eles o vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues, pedem abertura de inquérito contra o presidente
Ministra Rosa Weber Foto: SCO/STF/Felipe Sampaio
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) a notícia-crime protocolada por senadores da CPI da Covid que pedem abertura de inquérito contra o presidente Jair Bolsonaro por suposta prevaricação no caso envolvendo a compra da vacina Covaxin. Rosa foi sorteada relatora do caso na Corte.
A peça, assinada pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Fabiano Contarato (Rede-ES) e Jorge Kajuru (Podemos-GO), acusa Bolsonaro de ter cometido crime de prevaricação ao não determinar à Polícia Federal investigações de supostas irregularidades relatadas pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e seu irmão na compra da Covaxin.
Os irmãos Miranda depuseram na CPI, na última sexta-feira (25), e alegaram ter alertado o presidente sobre o suposto caso de corrupção. A notícia-crime também pede que o presidente da República responda em 48 horas se foi comunicado das denúncias feitas pelos irmãos Miranda.
Documento deve ser votado nas próximas sessões na comissão especial da Câmara
Relator apresenta parecer favorável ao voto impresso Foto: Agência Brasil
Aliado do presidente Jair Bolsonaro, o deputado Filipe Barros (PSL-PR) leu um parecer que torna obrigatórias a adoção do voto impresso e a impressão de cédulas em papel na apuração dos votos. O relatório foi apresentado na comissão especial da Câmara sobre o tema nesta segunda-feira (28).
A proposta é bandeira de Bolsonaro, que alega fraudes na urna eletrônica. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, é contra a mudança, mas disse que irá adotá-la, caso o Congresso aprove. No fim de semana, 11 partidos se posicionaram contra o voto impresso.
– Enquanto estiver em andamento o processo de implantação, a apuração nas seções eleitorais equipadas com módulo impressor será realizada, exclusivamente, com base nesses registros. Nas demais seções eleitorais em que registro impresso do voto não estiver ainda implementado, a apuração ocorrerá com base nos registros eletrônicos – diz o texto do relator. A proposta prevê que a apuração seja feita imediatamente após o fim da votação, em cada seção eleitoral.
O parecer de Barros só deverá ser votado nas próximas sessões e tem como base a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), da deputada Bia Kicis (PSL-SP). Após essa fase, o texto ainda precisa ser aprovado em dois turnos no plenário da Câmara e depois no Senado. Para que a mudança seja válida para as eleições de 2022, todas essas etapas necessitam ser concluídas até no máximo um ano antes das eleições, ou seja, em outubro deste ano.
Deputado federal Filipe Barros emitiu parecer favorável à PEC do voto impresso Foto: Câmara dos Deputados/Pablo Valadares
Em seu parecer, Barros sugere que a apuração dos registros impressos de voto seja automatizada, com utilização de equipamentos de contagem que permitam a verificação visual do conteúdo de cada voto.
A ideia do relatório de Barros e da proposta de Kicis é acoplar uma segunda urna àquela já existente para guardar uma impressão, em papel, do voto registrado eletronicamente pelos eleitores. Esse registro poderá ser visto pelo eleitor, mas ele não terá acesso.
– No modelo proposto, o eleitor vota na urna eletrônica, que efetua o registro digital do voto, imprime o registro do voto e o deposita em urna indevassável, após a conferência pelo eleitor, sem qualquer contato manual – destaca o parecer. O relator sugere, ainda, que os votos sejam depositados nesta segunda e nova urna de forma separada para cada cargo, como presidente, governador ou deputados federal e estadual.
Barros propõe que os votos impressos, depois da apuração, sejam guardados nas sedes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) até a diplomação dos eleitos, um período de pouco mais de dois meses.
Presidente não chegou a citar o Patriota, com quem vem negociando a filiação
Presidente Jair Bolsonaro disse que deve se filiar a um “partido pequeno” Foto: PR/Marcos Corrêa
O presidente Jair Bolsonaro disse a apoiadores, nesta segunda-feira (28), que, se dependesse dele, já teria anunciado a escolha de um partido para se filiar. Ele foi questionado sobre o assunto ao sair do Palácio da Alvorada.
– Eu, por mim, já tinha escolhido um partido. Olha o PSL mesmo: uma minoria fazendo besteira, uma minoria. Eu tive que sair de lá, porque um vereador fazia uma besteira num canto, quem era o culpado era eu. Nem sabia que existia aquele vereador. Mas tudo bem – afirmou.
Apesar das críticas, Bolsonaro lembrou que tem apoiadores ainda filiados ao PSL. Bolsonaro disse ainda que esses parlamentares terão ‘um momento difícil’ quando ele anunciar seu novo partido.
– Os deputados atualmente não podem sair por causa da fidelidade partidária. Eles vão ter um momento difícil pela frente quando eu escolher um partido. Deve ser um partido pequeno. Quem vier para o meu partido, sabe que não vai ter televisão nem dinheiro – afirmou, sem citar o Patriota, partido com o qual vem negociando a filiação.
O chefe do Executivo ainda negou ter deixado o PSL por querer o fundo partidário.
– No PSL, tem bastante dinheiro e bastante televisão. No PSL, são 8 milhões [de reais] por mês. Alguns falaram, inclusive, que eu estava de olho no fundo partidário. Uma caneta BIC, uma canetada, como dei em dezembro, 20 bilhões de reais. Eu estou preocupado com 8 milhões de fundo partidário, pô? Não tenho preocupação com isso – garantiu.
Ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski Foto: Reprodução
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski anulou nesta segunda-feira (28) as provas entregues pela Odebrecht na ação em que o ex-presidente Lula foi acusado de corrupção e de lavagem de dinheiro, ao receber da empreiteira um terreno para sediar seu instituto em São Paulo.
As provas foram entregues no acordo de leniência da Odebrecht com a operação Lava Jato. A anulação foi pedida pela defesa do petista, que argumentou ter havido falhas na condução do caso pelos procuradores da operação.
Lewandowski se baseou na decisão do plenário emitida na semana passada, que confirmou a suspeição do ex-juiz Sergio Moro em todos os processos envolvendo Lula. para o ministro, Moro desempenhou “papel ativo” na ação “desde a sua fase embrionária”.
A decisão determina “a imprestabilidade dos elementos de prova obtidos a partir do Acordo de Leniência celebrado pela Odebrecht, bem assim de todos os demais que dele decorrem, relativamente à Ação Penal” do terreno do instituto.
O ministro escreveu: “Quando o Supremo Tribunal Federal declarou a incompetência do ex-juiz Sérgio Moro para o julgamento de Luiz Inácio Lula da Silva, reconheceu também, implicitamente, a incompetência dos integrantes da força-tarefa Lava Jato responsáveis pelas investigações e, ao final, pela apresentação da denúncia. De qualquer modo, rememoro que a própria Corregedora-Geral do MPF decidiu instaurar sindicância para apurar a regularidade e a legitimidade da produção e utilização dos elementos probatórios discutidos nesta reclamação, o que retira deles qualquer credibilidade para embasar a acusação manejada contra o reclamante”.
O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL) Imagem: Marcos Oliveira/Agência Senado
Ao UOL Entrevista da manhã de hoje, o relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL) declarou que foi vítima da PGR (Procuradoria-Geral da República) assim como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi da Operação Lava Jato.
O parlamentar relembrou que a própria força-tarefa federal abriu contra ele 34 investigações. Desse total, segundo Calheiros, nenhuma tinha provas. Os encaminhamentos dessas investigações ocorreram, segundo ele, por ser o presidente do Congresso Nacional naquela circunstância.
O Lula não era sequer investigado. O Lula passou a ser investigado quando nos aproximamos das eleições, e viram com as pesquisas que ele ganharia a eleição. E aí pegaram o processo ridículo que estava em São Bernardo e levaram para Curitiba, fizeram uma exposição publica do Lula, varias buscas e apreensão. Aí correm para condenar Lula em segunda instância, com base na lei da Ficha Limpa, e não permitir a sua candidatura. O Lula foi sempre a principal vítima de Curitiba, e eu sempre fui a vítima da PGR.”Renan Calheiros
Calheiros criticou, ainda, a Operação Lava Jato, que lançou o nome do ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro à opinião pública. “Fui minsitro da justiça e sempre defendi investigação. E acho que em qualquer circunstancia, deve haver oportunidade para o acusado se defender.”
Uma coisa é você ser acusado com provas, e outra é sem provas. A Lava Jato tem contribuições civilizatórias, mas ela, quando exagerou, extrapolou seus limites. Quando teve objeto político, que era a substituição da politica, ela perdeu completamente o rumo e passou a se desmoralizar.”Renan Calheiros
Em sua opinião, “Sergio Moro não pode ir a um restaurante porque ficou claro com as mensagens que eles queriam substituir algumas pessoas — e eu fui apontado na mensagem como o segundo alvo que precisaria ser tirado da política”. Calheiros faz referência às mensagens vazadas entre procuradores e o ex-juiz federal.
Crítico da gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o relator declarou que o presidente está “na mão do centrão” e que a economia do país foi terceirizada para o ministro Paulo Guedes.
Calheiros voltou a repetir que o governo está fragilizado e que existe um “falso brilhantismo” na condução federal, que deteriora ainda mais o ambiente de negócios do Brasil.
Nós estamos sobre a égide de um orçamento paralelo, isso do ponto de vista orçamentário, isso é um retrocesso inominável. No ano de 2020, através dessa emenda RP9, o governo federal, através do Ministério da Saúde, gastou R$ 8 bilhões. Não é com emendas parlamentares, mas emendas clandestinas que foram dadas a membros da base do governo.
A deputada federal Vivi Reis (PSOL-PA) gerou revolta nas redes sociais após acusar a polícia de Goiás de matar o maníaco Lázaro Barbosa sem “ouvir” o que ele tinha para dizer. Lázaro foi morto com mais de 20 tiros na manhã desta segunda-feira (28), após intensa troca de tiros com a polícia. – Lázaro foi preso e morto. A perseguição do criminoso deixou um lastro de ódio, intolerância religiosa e abusos. A celebração de sua morte é retrato da espetacularização dessa caçada de 20 dias e R$ 19 milhões. Quando o capturam, ao invés de ouvi-lo, o executam. Vexame – escreveu.
Com a repercussão negativa do post e acusações de que estaria defendendo Lázaro – que havia matado cinco pessoas, sendo quatro da mesma família, entre outros crimes -, Vivi apagou o tuíte e fez uma nova publicação para, segundo ela, “explicar melhor” sua opinião.
– Já que o último tuíte abriu margem para interpretações equivocadas, vou explicar melhor. Lázaro causou dor em muitas famílias. Minha solidariedade a todas elas! Porém, somente o interrogando saberíamos se ele estava a mando de outras pessoas, evitando que mais gente siga impune – argumentou.
Ainda segundo ela, o objetivo de capturar Lázaro vivo era “descobrir” se o criminoso agia sozinho.
– Ele tinha que responder pelos crimes que cometeu, mas se não estivesse sozinho seria necessário descobrir. Talvez agora fique mais difícil. A nós não interessa a impunidade – declarou.
Representação será apresentada à PGR nesta segunda-feira
Presidente Jair Bolsonaro Foto: Alan Santos/PR
O depoimento do deputado Luis Miranda (DEM-DF) na CPI da Covid vai levar o vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a apresentar, nesta segunda-feira (28), uma representação contra o presidente Jair Bolsonaro na Procuradoria-Geral da República (PGR). O parlamentar acusa o presidente de cometer crime de prevaricação ao não ter determinado a apuração de um suposto esquema de corrupção envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin.
Em depoimento na sexta-feira (25), o deputado disse que, durante uma reunião com Bolsonaro no dia 20 de março, no Palácio da Alvorada, o presidente teria citado o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR), como o parlamentar que queria fazer “rolo” no Ministério da Saúde com a Covaxin.
Miranda e seu irmão, Luis Ricardo Miranda, servidor de carreira da pasta, confirmaram à CPI ter avisado Bolsonaro sobre suspeitas de corrupção na compra da vacina indiana.
Para Randolfe, Bolsonaro deve ser acusado pelo crime de prevaricação, pois tinha obrigação legal de avisar os órgãos competentes sobre indícios de práticas irregulares. Nesse caso, caberá ao procurador-geral da República, Augusto Aras, avaliar se investigará ou até mesmo denunciará Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte é responsável por julgar o chefe do Executivo em caso de crime comum, mas, nesse caso, precisa de autorização da Câmara dos Deputados.
– Este crime até aqui é o mínimo a ser apurado. Eu tenho certeza que a Comissão Parlamentar de Inquérito apurará muito mais além disso – disse Randolfe ao anunciar a notícia-crime contra Bolsonaro.
Na sexta-feira, ele afirmou que avaliava acionar o STF. No sábado (26), porém, especificou que a representação será levada ao procurador-geral, antecipando medida que pode ser feita pela própria CPI. A comissão, porém, precisa finalizar os trabalhos e o relatório de Renan Calheiros (MDB-AL) para encaminhar a conclusão a Aras.
– A gravidade é muito maior do que vocês estão imaginando – disse o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM).
Ricardo Barros Na Câmara, a oposição prepara uma representação contra Ricardo Barros no Conselho de Ética da Casa. O PSOL vai acionar o órgão e pedir a cassação do deputado, que nega envolvimento no caso citado por Luis Miranda. ”
– Está claro que Barros cometeu ato de corrupção por agir em favor da Precisa Medicamentos no contexto de contrato fraudulento da Covaxin. Basta! – escreveu o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) no Twitter.
Governistas, por outro lado, ameaçaram acionar Luis Miranda no Conselho de Ética e acusá-lo de denunciação caluniosa contra o governo.