Governador do RS negou ter apoiado presidente nas eleições de 2018
Presidente Jair Bolsonaro e governador do RS, Eduardo Leite Foto: Palácio Piratini/Itamar Aguiar
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), chamou o presidente Jair Bolsonaro de “imbecil”, após o chefe do Executivo dizer que o gaúcho estava usando a orientação sexual como “cartão de visita” para sua candidatura em 2022.
Na ocasião, Bolsonaro disse não ter nada contra a vida pessoal de Leite, mas reprovou o que chamou de tentativa de “impor o seu comportamento para os outros”. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o tucano refutou a fala do presidente.
– O presidente é um imbecil. Onde está a tentativa de imposição de qualquer coisa para qualquer pessoa? Uma declaração sobre a minha orientação sexual. Não resta outra coisa a dizer senão que o presidente é um imbecil.
Leite disse ainda estar arrependido de ter votado em Jair Bolsonaro na última eleição como contraponto ao PT, e negou ter apoiado o atual chefe do Executivo durante o pleito.
– Eu não declarei apoio. Apoio é pedir votos, é fazer campanha junto, isso eu não fiz. Eu declarei o voto, com uma crítica contundente, num vídeo que está na internet. (…) Eu não me sentia representado naquele clima de ódio, que eu daria o voto na expectativa de que pudesse ser diferente do que o histórico dele apresentava, porque do outro lado estava o partido que tinha levado o Brasil a 14 milhões de desempregados, uma recessão econômica profunda e uma crise moral e ética gravíssima, com casos de corrupção comprovados e muito fortes – afirmou.
O governador disse ainda que considera “graves” as denúncias acerca de um suposto superfaturamento na compra de vacinas, mas vê com cautela a questão do impeachment.
– O impeachment não pode ser banalizado, mas a Presidência da República também não pode ser banalizada. Tem fatos graves, merece a investigação e, eventualmente, se revelar inevitável, ser conduzido o processo de impeachment. Eu guardo cautela a respeito das minhas manifestações, porque sou governador para todos os gaúchos, a favor e contra, e estou dentro de uma relação institucional de governo – declarou Leite.
Investigações indicam que o senador teria pedido e recebido R$ 1 milhão em propina da Odebrecht em 2012
Senador Renan Calheiros foi indiciado pela PF Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
A Polícia Federal (PF) decidiu indiciar o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Pandemia, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. As investigações da corporação indicam que o senador teria pedido e recebido R$ 1 milhão em propina da Odebrecht em 2012.
Segundo os investigadores, o valor teria sido pago em troca de o senador atuar pela aprovação de uma resolução que restringia incentivos fiscais a produtos importados que vinham sendo concedidos pelos estados com o objetivo de beneficiar a companhia Braskem.
Os agentes da PF ainda apontaram que Calheiros, que foi identificado pelo codinome “Justiça” no sistema da Odebrecht, teria recebido o dinheiro por intermédio de um funcionário de seu operador financeiro no dia 31 de maio de 2012, no bairro da Mooca, em São Paulo (SP).
O inquérito foi aberto pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2017 a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e com base na delação premiada de ex-executivos do grupo Odebrecht.
O advogado Luís Henrique Machado, que atua na defesa do senador, disse estar confiante de que a investigação será arquivada por acreditar que as apurações estão baseadas apenas em depoimento de delatores e afirmou que “jamais foi encontrado qualquer indício de ilicitude sobre os seus atos”.
O relatório de 110 páginas, assinado pelo delegado Vinicius Venturini, foi enviado ao STF nesta quinta-feira (1º). Fachin, responsável pelo inquérito na Corte, deve agora enviar o caso para a PGR analisar o relatório concluído pela PF e decidir se denuncia o senador ou se arquiva a investigação.
O ex-ministro Eduardo Pazuello (Saúde) disse a aliados que foi pressionado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e pelo ministro Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil) a distribuir verbas para apoiadores do governo. A base do governo no Congresso é formado por partidos do chamado centrão.
A ofensiva sobre o ministério buscava o repasse de recursos que restavam no Orçamento no fim de 2020. A ideia seria contemplar acordos feitos entre a gestão Jair Bolsonaro e o bloco do centrão.
A divergência foi exposta nas entrelinhas do discurso de despedida de Pazuello do ministério. Na ocasião, ele ligou a saída do ministério a pedidos negados por “pixulé”.
“Chegou no final do ano uma carreata de gente pedindo dinheiro politicamente. O que fizemos? Distribuímos todo o recurso do ministério. Foi outra porrada, porque todos queriam um pixulé no final do ano”, disse o general em 24 de março.
Segundo autoridades que acompanharam as discussões, um dos conflitos ocorreu quando a Saúde recebeu listas de estados e municípios que deveriam obter cerca de R$ 830 milhões em verbas de emendas do relator –ou seja, indicada pelo Congresso.
Assinados pelo relator do Orçamento daquele ano, o deputado Domingos Neto (PSD-CE), os ofícios foram elaborados com aval de Ramos, então ministro da Segov (Secretaria de Governo), segundo apurou a reportagem com congressistas que acompanharam as discussões.
Aliados do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello dizem que a pasta não seguiu o acordo político e aplicou a maior parte dos recursos dentro dos próprios programas.
Em plena disputa pelo comando da Câmara dos Deputados, a decisão do Ministério da Saúde incomodou Lira e Ramos. Ao deixar o ministério, Pazuello disse que ficou “jurado de morte” por se opor a acordos políticos.
“E aí começou a crise com liderança política que nós temos hoje, que mandou uma relação para a gente atender e nós não atendemos. E aí você está jurado de morte”, afirmou Pazuello há três meses.
Procurados, Ramos e Pazuello não se manifestaram. Lira disse que só fez pressão sobre o ex-ministro da Saúde para a compra de vacinas.
“Quando assumi a presidência da Câmara dos Deputados, solicitei ao ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para que trabalhasse pela ampliação da vacinação no Brasil, como única forma de retomarmos a vida normal. Da mesma forma, falei com o ministro Pazuello”, disse Lira, por meio de sua assessoria.
“Tanto que eu e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), estivemos com a Pfizer para discutir a compra de vacinas daquele laboratório, em uma reunião que foi noticiada pela imprensa. Eu não acredito que tenha alguma pessoa que fale abertamente meu nome me acusando da pressão citada no questionamento da matéria”, disse Lira.
Deputados estão fazendo substituições em comissão para obter maioria contra voto impresso auditável
Parlamentares colocam em dúvida segurança da urna eletrônica Foto: Antonio Augusto/ Ascom/TSE
Partidos adversários da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do voto impresso auditável começaram a se movimentar para tentar barrar sua aprovação na Comissão Especial da Câmara que discute o assunto. Depois de fecharem questão contra a medida, em reunião realizada no sábado (26), dirigentes de 11 partidos deflagraram o processo de substituição de integrantes na comissão que são favoráveis à proposta por parlamentares alinhados à orientação do comando das legendas.
Nesta quinta-feira (1º), cinco partidos (MDB, PSD, PL, Patriota e PV) já trocaram integrantes da comissão, incluindo os deputados Raul Henry (MDB-PE), Israel Batista (PV-DF), Marreca Filho (Patriota-MA), Júnior Mano (PL-CE) e Charles Fernandes (PSD-CE) como titulares. O Solidariedade também indicou Bosco Saraiva (AM) como membro titular no colegiado – o espaço estava vago. Dois suplentes do PL também foram retirados da comissão, abrindo vaga para Bosco Costa (PL-SE) e Márcio Alvino (PL-SP).
Outros partidos, como PSDB, Republicanos, PSL, Cidadania, PP e Avante, também participaram do encontro dos dirigentes e devem fazer as alterações, na composição da comissão, necessárias até assegurar maioria para derrubar a proposta. O PT e a Rede já tinham se declarado contra a PEC. A votação do parecer do relator Filipe Barros (PSL-PR), favorável à aprovação, está prevista para segunda-feira (5).
O líder do PSDB na Câmara, Rodrigo de Castro (MG), reforçou nesta sexta-feira (2), a posição de defesa da manutenção do sistema de votação por urna eletrônica.
– Em relação ao sistema de votação, apuração e contagem de votos, reitero a posição já externada pelo PSDB e por outros 10 partidos de diferentes correntes ideológicas: sou favorável à manutenção do modelo atual, pela urna eletrônica. É evidente que todo sistema deve ser sempre aprimorado, especialmente quando diz respeito a algo muito valoroso para o Brasil, que é a democracia. E hoje temos um sistema de votação confiável, com sua segurança atestada inúmeras vezes, e que deve ser defendido – disse o líder tucano.
Decisão da ministra Cármen Lúcia foi referente a pedido dos deputados Kim Kataguiri e Elias Vaz
Ministro da Economia, Paulo Guedes FOTOS: EDU ANDRADE/Ascom/ME
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre um pedido de impeachment do ministro da Economia, Paulo Guedes. O pedido foi apresentado ao Supremo pelos deputados federais Kim Kataguiri (DEM-SP) e Elias Vaz (PSB-GO) após Guedes deixar de comparecer a uma reunião da Câmara.
O ministro foi convocado pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara (CFFC), e deveria ter participado de uma reunião ocorrida nesta quarta-feira (30). Guedes, no entanto, deixou de se apresentar afirmou que na mesma hora da reunião iria ocorrer o julgamento das contas do governo Jair Bolsonaro. A participação do ministro iria ocorrer de forma virtual.
Diante da ausência, os parlamentares decidiram apresentar o pedido de impeachment. Em nota, o deputado Kim Kataguiri informou que “a lei do impeachment é clara em relação ao não comparecimento de ministros quando convocados pela Câmara”.
Em sua solicitação, Cármen Lúcia intimou o “Procurador-Geral da República, para que inicie processo por crime de responsabilidade do ministro de Estado da Economia, Paulo Roberto Nunes Guedes, perante este Supremo Tribunal Federal’. Manifeste-se o Procurador-Geral da República. Na sequência, retornem-me os autos em conclusão”.
Deputado federal disse ainda que votaria “até em Lula” para impedir reeleição de Bolsonaro
Alexandre Frota diz que mudou de visão política Foto: Reprodução
Eleito com um discurso conservador, de direita e anti-esquerda, o deputado federal Alexandre Frota parece ter esquecido boa parte das pautas que o levaram à Câmara dos Deputados. Em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, nesta quarta-feira (30), Frota ‘corrigiu’ uma declaração da deputada Joice Hasselmann, que o classificou como “de direita”.
– Ao longo da vida, a gente amadurece, reconhece alguns erros cometidos e procura se acertar – afirmou ele.
Antes aliado de Jair Bolsonaro, Frota agora declara guerra ao chefe do Executivo e diz que votaria até em Lula para evitar a reeleição do atual presidente.
Segundo ele, “seu candidato à presidência é João Doria”, por quem estaria disposto a fazer “de tudo para vê-lo presidente”.
– Eu acho que a parte social é fundamental, coisa que eu não enxergo na direita. Não tem esse olhar para o próximo, estender a mão para aquele que precisa. Eu estou muito feliz assim – disse o deputado.
Tucano participou do programa Conversa com Bial, na Globo
Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, assumiu homossexualidade Foto: Reprodução/TV Globo
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), abriu o jogo sobre sua sexualidade no programa Conversa com Bial, que vai ao ar nesta madrugada, na TV Globo. Possível candidato à Presidência da República em 2022, Leite encerrou os rumores sobre sua orientação sexual e afirmou que “não tem nada a esconder”.
– Eu nunca falei sobre um assunto que eu quero trazer pra ti no programa, que tem a ver com a minha vida privada e que não era um assunto até aqui porque se deveria debater mais o que a gente pode fazer na política, e não exatamente o que a gente é ou deixa de ser – iniciou o discurso.
Em seguida, ele assumiu ser homossexual e se comparou ao ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
– Eu sou gay. E sou um governador gay, e não um gay governador, tanto quanto Obama nos Estados Unidos não foi um negro presidente, foi um presidente negro. E tenho orgulho disso – disse com tranquilidade.
Governador Eduardo Leite no programa Conversa com Bial Foto: Reprodução/TV Globo
Ainda segundo Leite, sua declaração surge ao mesmo tempo em que ele ganha mais projeção nacional. Para ele, esclarecer os rumores é também uma forma de evitar ataques .
– Agora, com a minha participação nessa política nacional, nesse debate nacional, começa a despertar talvez maiores ataques por conta de adversários, alguns vêm com piadas, ilações, como se eu tivesse algo a esconder. Pois bem, que fique claro, não tenho nada a esconder. Tenho orgulho dessa integridade de poder aqui dizer também sobre a minha orientação sexual, quem eu sou, embora devêssemos viver num país em que isso fosse uma não-questão, mas, se é, está aqui claro – disse ele a Pedro Bial.
Sem a presença do presidente Jair Bolsonaro, apoiadores do atual governo confirmaram a adesão de ao menos 50 cidades do interior à motocarreata marcada para esta sexta-feira, em Salvador, feriado de Dois de Julho. O ato terá concentração a partir das 9h, na região do Dique do Tororó, próximo à Arena Fonte Nova.
Segundo os organizadores, motos, jipes e carros antigos se reunirão em uma manifestação a favor da “liberdade” e do “voto impresso e auditável”, bandeiras defendidas por Bolsonaro.
Havia a expectativa de que o presidente viesse à capital baiana prestigiar o evento. Procurada pelo Metro1, a assessoria de Bolsonaro informou, no entanto, que não há previsão dessa agenda.
Mais cedo, em entrevista ao site Metro1, o prefeito Bruno Reis (DEM) afirmou que, embora não tenha poder de polícia, agirá para coibir eventuais transtornos por ocasião da motocarreata bolsonarista.
O gestor, que recentemente criticou atos a favor do impeachment do presidente, citou que a manifestaação é “inoportuna” diante do cenário de descontrole da pandemia de Covid-19 — crise saniatária que continua a provocar elevado número de mortes no país.
Realizadas em outras cidades do país, as motociatas promovidas pelo chefe do Executivo federal têm sido marcadas por ataques às políticas de isolamento, pedidos de intervenção militar e fechamento do STF.
Além das investidas contra as instituições democráticas, Bolsonaro atambém infringiu regras de trânsito. Durante um ato em São Paulo, por exemplo, o presidente cobriu a placa de sua motocicleta e utilizou um capacete do tipo “coquinho”, sem viseira e proteção para o maxilar, o que é proibido para motociclistas e pode render multa grave.
Ministro, no entanto, decidiu abrir outra investigação para apurar existência de organização criminosa digital que agiria contra a democracia
Ministro Alexandre de Moraes, do STF Foto: STF/Rosinei Coutinho
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu arquivar o inquérito que investiga a organização de atos democráticos. Apesar da medida, Moraes acabou abrindo uma nova investigação para apurar a existência de organização criminosa digital que agiria contra a democracia.
O inquérito dos atos antidemocráticos foi aberto no ano passado e investigava manifestações realizadas em 2020 que defendiam causas como o fechamento do Congresso, do STF e a adoção de um novo AI-5.
Já o novo inquérito irá analisar a “a presença de fortes indícios e significativas provas apontando a existência de uma verdadeira organização criminosa, de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação, financiamento e político absolutamente semelhante àqueles identificados no Inquérito 4.781, com a nítida finalidade de atentar contra a Democracia e o Estado de Direito”.
Ele será conduzido pela Polícia Federal (PF), terá um prazo inicial de 90 dias e ficará a cargo da delegada Denisse Dias Rosas Ribeiro.
Em sua decisão, Moraes apontou uma articulação contra a democracia envolvendo Allan dos Santos, do Canal Terça Livre. De acordo com o ministro, há “fortes indícios” de que o jornalista seria um dos organizadores do que ele chamou de ataque à democracia.
Policial militar expôs áudio em que Luis Miranda supostamente tenta negociar vacina
Policial militar Luiz Paulo Dominguetti depôs à CPI da Covid-19 Foto: Agência Senado/Edilson Rodrigues
A Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 decidiu apreender, nesta quinta-feira (1º), o celular do policial militar Luiz Paulo Dominguetti, que se apresenta como representante comercial da Davati Medical Supply, empresa especializada na intermediação de contratos de vacinas.
A apreensão do aparelho foi justificada pela cúpula da comissão como necessária, para que fosse verificada a autenticidade de um áudio atribuído ao deputado federal Luis Miranda (DEM-DF). No áudio, reproduzido durante o depoimento de Dominguetti, o parlamentar supostamente tenta negociar a aquisição de vacinas diretamente com a Davati, sem permissão ou conhecimento do Ministério da Saúde.
Para Dominguetti, o arquivo demonstraria o interesse de Miranda em intermediar a compra de vacinas por conta própria. Apesar disso, em nenhum trecho do áudio reproduzido na CPI surge a palavra “vacina” ou algo semelhante. A conversa exposta teria acontecido entre Miranda e o CEO da Davati no Brasil, Cristiano Alberto Carvalho.
– O Cristiano me relatava que, volta e meia, tinha parlamentares [o] procurando e o que mais incomodava era o Luis Miranda, o mais insistente com a compra e o valor de vacinas. O Cristiano me enviou um áudio onde pede que seja feita uma live, o nome dele, que tinha um cliente recorrente, que comprava pouco, em menos quantidade, mas que poderia conseguir colocar vacina para rodar – declarou.
Cristiano negou, em declaração ao jornal O Globo nesta quinta, que o áudio exposto tratava da aquisição de vacinas. O deputado Luis Miranda também afastou a acusação durante conversa com o presidente da CPI da Covid-19, o senador Omar Aziz (PSD-AM).
– Há pouco fui conversar com o deputado Luis Miranda. Chamei outros membros. O senador Fernando Bezerra estava junto, o senador Marcos do Val. E fiz questão que tivesse testemunha da minha conversa com ele para que depois não pairasse dúvida [de] que eu tinha induzido. […] O que ele [Miranda] diz é que esse áudio é de 2020, que é uma negociação nos Estados Unidos, não tem nada a ver com Brasil. É um áudio [de quando] nem se falava em vacinas ainda e que está editado aqui para prejudicá-lo. Ele foi agora à polícia levar o áudio completo, fazer denúncia-crime e [diz] que irá dispor para a gente a edição do áudio, está certo? – disse Aziz.