Iniciativa com proposta similar também deve ser implantada em Itagi, na região do Médio Rio de Contas, onde presidente nacional do Democratas realizou “Pela Bahia”
Foto: Inácio Teixeira
O presidente nacional do Democratas, ACM Neto, visitou nesta sexta-feira (16), em Jitaúna, o programa habitacional Morar Melhor, inspirado na iniciativa de mesmo nome implantada em Salvador, cujo objetivo é reformar e promover melhorias em casas de famílias em situação de vulnerabilidade de regiões mais carentes da cidade. Idealizado durante a gestão de Neto na capital baiana em 2015, o Morar Melhor já reformou mais de 30 mil casas.
ACM Neto disse que, caso tenha oportunidade de chegar ao governo do estado, pretende criar um programa habitacional com esta proposta na Bahia. Iniciativa similar também deve ser implantada em Itagi, na região do Médio Rio de Contas, onde presidente nacional do Democratas realizou o movimento “Pela Bahia”, nesta quinta (15) e sexta-feira (16). Além de Jitaúna e Itagi, Neto teve agendas em Ipiaú, Itagibá e Ibirataia.
“Se nós tivermos a possibilidade de chegar ao governo do estado, sem dúvida alguma, uma iniciativa prioritária seria fazer um programa Morar Melhor para o estado e levar para a Bahia toda. Assim como nós fizemos em Salvador a reforma de milhares de casas populares, a gente pode fazer em todo o estado da Bahia, porque a gente sabe que a pobreza não está concentrada apenas nas grandes cidades. A gente sabe que existe muita pobreza no interior, na zona rural”, afirmou.
Na visita, ACM Neto foi acompanhado do deputado estadual Sandro Régis e do deputado federal Leur Lomanto Jr., ambos do Democratas, além de lideranças locais. Ele visitou uma casa reformada pelo programa e conversou com os proprietários do imóvel. “A gente fica muito feliz de ver essa iniciativa que começou em Salvador e ajudou tantas pessoas agora também está mudando a vida de outras tantas do estado”, disse.
“O sonho de muitas famílias é ver a sua casa reformada, só que essas famílias não têm dinheiro para, com seu próprio esforço, reformar as casas. Então, quem é que tem a obrigação de fazer? O poder público. Eu não tenho dúvidas que o governo do estado pode fazer muito pela área de habitação, porque esse é um investimento social fundamental. Portanto, não posso deixar de dizer que eu tenho um sonho de, caso Deus me permita chegar ao governo do estado, levar o programa Morar Melhor para o estado todo”, complementou Neto.
Nesta sexta, ACM Neto foi a Itagi, recepcionado pelo prefeito Dr. Olival Andrade (Democratas). No município, se encontrou com lideranças de diversos municípios da região. Nesta quinta-feira (15), ACM Neto foi aos municípios de Ipiaú e Ibirataia para conversar com lideranças, empresários e moradores. Nas duas cidades, ele visitou empreendimentos locais como a Laticínio Diamantina, a Piscicultura Canta Galo, a cerâmica Cores da Terra, a Doce Mel e a fábrica GranKakao. Neto também se reuniu com empresários e foi ao centro de Ipiaú, onde conversou com moradores e lideranças.
Deputados da base do presidente Jair Bolsonaro viraram alvo de uma série de ataques da oposição e de veículos de mídia por conta da votação do aumento do “Fundão”, como é chamado o Fundo Eleitoral, depois de o Congresso Nacional aprovar o acréscimo de 185% no valor, que pode saltar de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões, como parte da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022. Os opositores acusaram apoiadores próximos ao presidente Jair Bolsonaro, como as deputadas Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Caroline de Toni (PSL-SC), e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), de votarem a favor do acréscimo do valor. Os parlamentares, porém, esclareceram que se posicionaram contra a medida durante a tramitação da LDO.
O destaque citado por Zambelli, de autoria do Novo, buscava evitar o aumento das verbas do financiamento eleitoral. Em votação simbólica, porém, a tentativa de barrar o acréscimo acabou sendo rejeitada pelo Congresso. A parlamentar ressaltou que sempre foi contra a utilização de dinheiro público em campanha.
Kicis, por sua vez, publicou nas redes sociais sua declaração de voto, item previsto no artigo 45 do Regimento Comum do Congresso, onde também constava o apoio ao destaque do Novo, o que, na prática, representava o voto contrário ao aumento do Fundão.
– Atenção! Votei contra o aumento do Fundão! Aqui minha declaração de voto como [está] previsto no art. 45 do Regimento Comum do Congresso. Minha digital está aí. A favor da LDO, de forma muito responsável e a favor do destaque 12 [do Novo], contra o Fundão de 6 bilhões – escreveu Kicis.
Também pelas redes sociais, a deputada Caroline de Toni detalhou os fatos que aconteceram durante a votação e, assim como Kicis, publicou sua declaração de voto, onde se posicionou a favor do destaque do Novo, como foi orientado pelo PSL.
– Pra ficar mais claro ainda: eu estou, sim, dizendo que votei contra o Fundão. A orientação do PSL na votação simbólica valeu de fato. O processo da votação simbólica é definido pelo Regimento Interno da Câmara nos termos da imagem ao lado. Eu votei a favor do texto-base da LDO. Mas, no destaque sobre o Fundão, fui, sou e continuarei sendo contra! – declarou.
A exemplo de Zambelli, Eduardo também fez um vídeo e postou-o nas redes sociais esclarecendo a questão. Na publicação, o deputado ressaltou que o líder do partido na Câmara, General Peternelli (PSL-SP), deixou claro que a legenda era contrária ao aumento do Fundão. O parlamentar ainda repudiou a publicação de alguns veículos de imprensa atribuindo a ele o voto favorável ao aumento do fundo.
– [Quero] Dizer para essas imprensas que estão querendo dizer que eu votei a favor desse Fundão, porque eu votei na LDO inteira, o que inclui saúde, segurança e educação, que isso é uma baita canalhice – completou.
Ainda internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, se recuperando de uma obstrução intestinal, o presidente Jair Bolsonaro fez uma nova publicação em suas redes sociais nesta sexta-feira (16). Em tom otimista, o líder disse que pretende estar “em breve, de volta a campo”. – Em breve, de volta a campo, se Deus quiser! Muito fizemos, mas ainda temos muito a fazer pelo nosso Brasil! Obrigado pelo apoio e orações. Um forte abraço a todos! – escreveu.
No boletim médico mais recente, divulgado na noite de quinta-feira (15), a Secretaria Especial de Comunicação do Planalto (Secom) informou que o presidente Jair Bolsonaro retirou a sonda nasogástrica e deve começar a se alimentar normalmente a partir desta sexta-feira (16). Embora ainda não haja previsão de alta, ele manteve “evolução clínica satisfatória”.
Em entrevista à RedeTV! ao lado de Bolsonaro no quarto do hospital Vila Nova Star, em São Paulo, o médico Antônio Luiz Macedo, responsável pelo tratamento do presidente, afastou a possibilidade, “em princípio”, de uma nova intervenção cirúrgica.
Boletim divulgado pela Secom informou que o presidente segue com “evolução clínica satisfatória”
Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Alan Santos
A Secretaria Especial de Comunicação do Planalto (Secom) informou em nota que o presidente Jair Bolsonaro retirou a sonda nasogástrica e deve começar a se alimentar normalmente a partir desta sexta-feira (16). Embora ainda não haja previsão de alta, ele manteve “evolução clínica satisfatória”.
Em entrevista à RedeTV! ao lado de Bolsonaro no quarto do hospital Vila Nova Star, em São Paulo, o médico Antônio Luiz Macedo, responsável pelo tratamento do presidente, afastou a possibilidade, “em princípio”, de uma nova intervenção cirúrgica.
Responsável por atender Bolsonaro em procedimentos cirúrgicos desde a facada sofrida pelo presidente durante a campanha eleitoral, Macedo disse que a obstrução intestinal se deve a complicações posteriores ao atentado de setembro de 2018, que provocou múltiplas perfurações no órgão e uma série de operações.
Segundo o médico, o funcionamento do intestino do presidente melhorou desde a internação dele, na quarta-feira (14), e o abdômen está menos inchado. Já Bolsonaro afirmou que a “chance de cirurgia está bastante afastada”, e, indagado sobre previsão de alta, respondeu: “Talvez amanhã [sexta-feira, 16]”.
Bolsonaro está internado desde a noite de quarta no hospital da capital paulista. Mais cedo, também na quarta, o presidente deu entrada na madrugada no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, onde fez exames que constataram uma obstrução intestinal.
Presidente Jair Bolsonaro visitou outros pacientes internados no Vila Nova Star Foto: Reprodução
Internado por causa de uma obstrução intestinal, o presidente Jair Bolsonaro decidiu, nesta quinta-feira (15), sair do quarto onde se recupera para visitar pacientes “vizinhos”, no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo.
O gesto inusitado não demorou a ganhar a internet após a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, divulgar uma foto do chefe do Executivo no quarto de uma outra paciente. Michelle escreveu “custoso demais” na legenda da foto, dando a entender que o presidente era teimoso por não ter ficado de repouso.
Um outro internauta também divulgou a imagem da visita do presidente. Ele destacou a boa aparência de Jair Bolsonaro.
– Foto recente do presidente. Ele saiu do quarto e foi visitar os outros pacientes. Um parente de uma pessoa que estava internada bateu essa foto a mais ou menos 30 minutos atrás. Aparência ótima do nosso presidente – escreveu.
O internauta informou também que havia um grupo evangélico orando por Bolsonaro na porta do hospital.
– Nesse momento tem um grupo de cristãos da igreja Renascer em missão de oração, na frente do hospital, pelo presidente da República. “Nenhuma arma forjada contra vc prevalecerá” – citou.
AGUSTÍN FERNANDEZ Ainda nos stories de Michelle Bolsonaro, a primeira-dama divulgou um pequeno vídeo que mostra a visita de seu amigo pessoal, o maquiador Agustin Fernandez. Desde a eleição Bolsonaro, o maquiador e a primeira-dama se aproximaram e são vistos tanto em projetos tocados por Michelle no governo quanto em reuniões íntimas e familiares.
Governador de São Paulo já teve infecção no ano passado. Ele disse que se sente bem e disposto, e atribuiu quadro leve à imunização com a CoronaVac, que reduz os riscos de agravamento da doença.
Foto: Divulgação/GESP
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse na tarde desta quinta-feira (15) que testou positivo para a Covid-19 pela segunda vez.
Nas redes sociais e em vídeo, ele informou que descobriu a reinfecção ao realizar um teste por prevenção. Por orientação médica, cancelou toda a agenda e deve trabalhar de casa.
O governador já havia testado positivo para a doença em agosto de 2020 e se manteve assintomático, assim como a primeira-dama, Bia Doria, e o secretário municipal da Educação, Bruno Caetano.
Doria disse que se sente bem e disposto, e atribuiu o quadro leve da doença à imunização com a vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa Sinovac, que reduz as chances de agravamento da infecção.
“Continuarei sendo acompanhado pelos médicos, com a certeza de que a vacina está me protegendo, assim como protege milhões de brasileiros”, escreveu nas redes sociais.
Ele tomou a primeira dose da vacina CoronaVac em maio deste ano e a segunda dose em junho. O governador tem 63 anos de idade, e, portanto, faz parte do grupo de risco para a doença.
Na quarta-feira (14), o estado de São Paulo completou uma semana com queda na média de novas mortes por Covid-19. A média móvel diária de mortes estava em 347, valor é 35% menor do que o verificado há 14 dias, o que aponta tendência de queda segundo os especialistas.
A média de mortes está em queda desde o dia 7 de julho. Antes disso, foram 50 dias seguidos em que o indicador apresentou tendência de alta ou estabilidade no estado de São Paulo.
Embora a média de mortes atual esteja muito abaixo da registrada em abril, mês mais letal da pandemia, ela ainda é maior do que a verificada no pico da primeira onda em 2020. A maior média diária de mortes registrada em 2020 foi de 289.
Paralelamente, a Prefeitura de São Paulo também alertou na quarta-feira que ainda não conseguiu identificar a origem da transmissão da variante Delta no paciente de 45 anos que contraiu o vírus, e considera que ele tenha sido infectado através de transmissão comunitária.
A variante delta foi identificada no Brasil há cerca de um mês e já é responsável por pelo menos duas mortes no país. Ela tem se tornado a cepa dominante em todo o mundo, segundo a cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan.
O retorno das aulas nas redes pública e privada foi defendido pelo deputado estadual Carlos Geilson (PSDB), durante live em seu canal nas redes sociais.
Geilson ressaltou a necessidade da retomada gradual das atividades na escola, evitando um prejuízo ainda maior para o ensino de crianças e jovens de toda Bahia.
“As crianças e os jovens baianos estão fora da sala de aula desde março do ano passado, quando teve início a pandemia da Covid-19. A educação sofreu um duro golpe e precisamos recuperar esse tempo perdido” disse o deputado.
Na Bahia, as aulas semipresenciais serão retomadas no dia 26 de julho. Em Feira de Santana a Prefeitura já autorizou a retomada das aulas presenciais nas escolas particulares a partir do dia 19, próxima segunda-feira.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, e o deputado Luís Miranda (DEM-DF) estiveram na quarta-feira (14), frente a frente pela primeira vez após as acusações feitas pelo parlamentar. O encontro foi em audiência na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, onde Lorenzoni comentou as críticas que fez ao deputado no mês passado.
O ministro reproduziu na comissão um áudio no qual Luis Ricardo, servidor do Ministério da Saúde e irmão de Luis Miranda, relata suspeitas na negociação do governo para a compra da Covaxin, a vacina indiana contra o coronavírus.
Miranda disse à CPI da Covid que informações suspeitas contidas na primeira versão da “invoice” (nota fiscal) motivaram uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada, no dia 20 de março. Entre as informações questionadas estavam a exigência de pagamento antecipado de um lote de vacinas em nome de uma offshore com sede no paraíso fiscal de Cingapura.
Após a reunião, Luis Ricardo alertou o irmão deputado sobre as suspeitas. “Pensa no preju”, disse ele, numa referência às características da importação. Em outro áudio, o técnico do Ministério da Saúde responsável pelas importações afirma: “nunca recebi ligação de ninguém. Já nesse (negócio), meu amigo, o que tem gente em cima pressionando… Aí você já fica com pé atrás, entendeu?”.
Lorenzoni exibiu os áudios e questionou o parlamentar sobre o conteúdo deles.
– Se o procedimento (reunião com Bolsonaro) era no dia 20, para que tinha necessidade de dizer no presente (sic) ‘eu marquei, eu recebi’? É dia 22. É o seu WhatsApp”, disse o ministro, dirigindo-se a Miranda. O senhor produziu prova contra o seu argumento. Conviva com ela, deputado! – disse.
Na reunião, o chefe da Secretaria-Geral da Presidência também fez novas críticas a Miranda, a quem chegou a chamar de “paciente de psicopatia”.
– Em tese, a pessoa que é paciente de psicopatia (…) vive em um mundo paralelo. Ela não tem limite ético, nem moral: vive num mundo fantasioso – afirmou.
Deputado licenciado pelo DEM do Rio Grande do Sul, Lorenzoni ainda disse que todas as questões relacionadas ao contrato da Covaxin foram corrigidas, e afirmou que o fato reapareceu “midiaticamente”.
– O servidor (Luis Ricardo) relata muito antes os documentos que teve acesso. E não relata a correção deles, mesmo sabendo que esteve com o presidente da República, com acusações graves”, disse. “E ele não comunica ao irmão parlamentar que estava tudo resolvido. E, 90 dias depois, a história reaparece midiaticamente – completou.
De acordo com o experiente jornalista Levi Vasconcelos, José Ronaldo já teria vaga como candidato a senador na chapa de ACM Neto ao governo do estado
O jornalista Levi Vasconcelos cravou, nesta quarta-feira (14), a candidatura de José Ronaldo (DEM) ao Senado, na chapa de ACM Neto (DEM) ao governo do estado nas eleições de 2022.
Segundo o bem-informado profissional, a chapa do Democratas já teria ACM Neto candidato a governador e José Ronaldo, a senador.
Na avaliação de Levi Vasconcelos, restaria na chapa, apenas, a vaga de candidato a vice-governador – no momento disputada pelo PDT e PSDB.
“O PDT, presidido na Bahia pelo deputado federal Félix Mendonça Júnior, não esconde para ninguém que o partido também quer a vaga de vice, como já tem com Ana Paula, que é a vice de Bruno Reis, em Salvador. Se assim o é, está faltando vaga na chapa de Neto. Uma é a dele; outra de Zé Ronaldo, que quer disputar o Senado; e tem a vice, com PDT e PSDB querendo. Dizem nos bastidores que tem mais gente correndo por fora”, diz nota de Levi Vasconcelos, que além de jornalista político, é diretor de jornalismo do site Bahia.ba e colunista do jornal A Tarde.
Senador criticou corporação por abrir investigações paralelas contra alvos da CPI
Senador Omar Aziz procurou a PF desfazer atrito Foto: Agência Senado/Pedro França
Após membros da CPI da Covid criticarem a Polícia Federal pela abertura de investigações paralelas contra alvos da comissão, o presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), se reuniu com o delegado-geral, Paulo Maiurino, para debelar princípios de crise.
Aziz foi à sede da PF, em Brasília, após a sessão da CPI que interrogou Emanuela Medrades, diretora da Precisa Medicamentos, nesta quarta-feira (14).
– Estive com o DG (diretor-geral) e percebi muito interesse em ajudar a CPI, diferente do que imaginava. Ele disse que quer colaborar. Falei da questão das coincidências – contou o parlamentar.
Na sessão de terça-feira (13), integrantes do grupo majoritário da CPI se queixaram da abertura de inquérito pela PF após ações da comissão.
Esses inquéritos, segundo os senadores, tratam alvos da CPI como investigados. Com isso, eles buscam o Supremo Tribunal Federal (STF), para que fiquem calados nos depoimentos aos senadores, isentos de produzirem provas contra eles mesmos.
Alguns senadores sugeriram que seria um movimento deliberado do governo junto à cúpula da PF para prejudicar o andamento da CPI.
Omar Aziz criticou publicamente a coincidência de investigações, durante a primeira fase do interrogativo da diretora da Precisa, Emanuela Medrades. A empresa, de Francisco Maximiano, intermediou a compra da vacina indiana Covaxin.
– Inexplicavelmente, o senhor Maximiano se torna investigado um dia antes de vir depor e, inexplicavelmente, a nossa depoente de hoje também é ouvida um dia antes de vir depor. Não quero eu aqui fazer qualquer tipo de pensamento de que há um movimento. Longe de mim falar isso da PF, mas é estranho e, pra mim, como jabuti não sobe em árvore, nós não podemos entender como é que são feitas essas coisas – afirmou.
RENAN CALHEIROS RECLAMA Em entrevista, o relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), sugeriu que a coincidência atrapalha os senadores.
– Criamos essa CPI e a instalamos para investigar fato que não estava sendo investigado pelos canais competentes, PF e MPF (Ministério Público Federal). Quatro meses depois, a PF abre investigação dos fatos que já estavam sendo investigados. Dois dias depois, a Precisa obtém habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), embasada no fato de estar sendo investigada, obrigando, pela investigação aberta pela PF, o STF conceder o habeas corpus – disse.
A decisão que autorizou Emanuela Medrades a permanecer em silêncio fez a CPI acionar o STF para que ficassem claros os limites do direito de não se incriminar. A medida adiou o depoimento dela de terça para esta quarta.
As críticas, reforçadas por outros senadores, levaram a PF a reagir. Em nota, a instituição afirmou que trabalha de forma isenta e imparcial.
– A produção de provas, sobretudo a oitiva de pessoas que possam contribuir para a elucidação dos fatos, não está atrelada a outras investigações em andamento sobre o caso – frisou.