O deputado estadual Carlos Geilson (PSDB) voltou a criticar a onda de violência na Bahia, com destaque para o aumento do número de mortes entre jovens, no ano de 2019. O estado é o segundo no ranking do Atlas da Violência, divulgado nesta terça-feira (31), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
A Bahia subiu no ranking negativo dos estados brasileiros ao lado do Amapá (1º) e de Sergipe (3º). O levantamento mostrou que o estado registrou uma taxa de 97 homicídios de jovens a cada 100 mil. O indicador é superior a média nacional de 45,8.
Para o deputado estadual Carlos Geilson, a prática, o dia a dia, a violência urbana que mata cada vez mais jovens, é bem distante do discurso do Governo. “A política de segurança pública na Bahia está falida”, afirmou.
O documento aponta que, do total de 45.503 homicídios ocorridos no Brasil em 2019, 51,3% tiveram como vítimas jovens entre 15 e 29 anos. A média é de 64 jovens assassinados por dia no país.
O presidente Jair Bolsonaro disse que a culpa do preço da gasolina estar alto é do “9 dedos”. Ele deu declarações referentes ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta terça-feira (31), durante a inauguração do Complexo de Captação e Tratamento de Água de Uberlândia, em Minas Gerais. – Hoje conversei com o novo presidente da Petrobras, general Silva e Luna, que fez um trabalho excepcional em Itaipu Binacional. Ele falou que a dívida está praticamente paga, mas custou caro pra vocês. O preço hoje tá alto também em função disso, também em função de que um dos últimos presidentes, o 9 dedos, entregou uma refinaria nossa ao governo boliviano. Mais do que entregou: foi combinado antes – falou o chefe do Executivo.
Silva e Luna está à frente da estatal há quase cinco meses.
– Quando se fala no preço da gasolina, que está alto na ponta da bomba, sempre tenho explicado onde entra cada imposto federal e estadual, entre outros. Vale lembrar que somente 3 refinarias não construídas, duas no Nordeste e uma no Sudeste, bem como outras sucatas compradas, onde não destilaram um só barril de petróleo, uma no Japão e outro nos Estados Unidos, deixaram pra vocês, povo brasileiro, uma dívida de R$ 230 bilhões – afirmou ainda Bolsonaro.
Ele ressaltou, outra vez, que o problema é o valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é um tributo estadual, regulado por governadores.
– Eu repito: o problema é o ICMS. Vi dois governadores agora que dizem que estou mentindo, porque o ICMS é 32% e não mudou nada. Não mudou, mas a Constituição manda botar um valor fixo. Eu tenho um valor fixo para os impostos federais, que não foram reajustados desde janeiro de 2019.
Bolsonaro criticou governadores e defendeu a fixação do valor do ICMS.
– Tem dois governadores, que não vou falar o nome deles, que estão mentindo, falando que eu estou mentindo. Eles que estão mentindo. Um aqui do Centro-Oeste. Mas ele não fala que o 32% é em cima do valor total da bomba e tinha que ser em cima do preço da refinaria.
Em seu último ano de mandato, o presidente Jair Bolsonaro prevê atualizar o salário mínimo pela inflação. O novo valor deve ficar em R$ 1.169 no próximo ano, segundo a proposta de Orçamento de 2022 apresentada nesta terça-feira (31) pela equipe econômica. O valor representa um aumento de 6,2%, ou R$ 69 em relação ao piso atual, de R$ 1.100. O reajuste, se aprovado pelo Congresso, começará a valer em janeiro de 2022. O novo valor é maior do que os R$ 1.147 previstos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), enviada ao Congresso. Mas ele ainda pode mudar nos próximos meses, durante a discussão no Congresso Nacional. O próprio governo já reconheceu que pode enviar uma mensagem modificativa para atualizar despesas e parâmetros, incluindo inflação e salário mínimo.
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usada para calcular o piso de 2022, ainda pode ser revista pelo governo. A estimativa oficial é de 6,2% de alta, mas economistas já projetam variações maiores, ao redor de 8%, para o INPC este ano, o que elevaria o salário mínimo em termos nominais, apesar da ausência de ganho real de poder de compra.
Cristhiane Brasil chamou o inquérito em que o pai é investigado de “ilegal e imoral”
Roberto Jefferson e a filha, Cristhiane Brasil Foto: Reprodução/ PTB Nacional
Na noite desta segunda-feira (30), a filha do ex-deputado Roberto Jefferson utilizou as redes sociais para criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em uma publicação no Twitter, Cristhiane Brasil mostrou preocupação com a saúde do pai e disse que ele está correndo risco de vida.
Jefferson, que está preso no presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, passou mal nesta segunda. Ele desmaiou na cela e chegou a ser levado para a sala do diretor da unidade, onde foi examinado por um dos presos, que é médico. O ex-deputado foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do presídio por se queixar de dores nas pernas e pressão baixa. Ele ficou internado no local.
Ao falar da situação, Cristhiane Brasil chamou o inquérito em que o pai é investigado de “ilegal e imoral”.
– Estou aqui na frente do presídio, com meu pai PRESO NO RIO CORRENDO RISCO DE VIDA, POR ORDEM DE UM CARA QUE É PARTE INTERESSADA NA PRISÃO DELE! Por conta e risco do Xandão, que inventou um inquérito ilegal e imoral E NÃO ACEITA CRÍTICAS!!! P****!!! QUE M**** DE PAÍS É ESSE??? – questionou.
Bolsonaro e seus aliados têm mobilizado apoiadores para ato no feriado da Independência
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) garantiu que os atos em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que estão sendo organizados para o dia 7 de Setembro não buscam uma ruptura institucional.
“O que vai ocorrer em 7 de Setembro, independente da quantidade de gente que for à rua, será mais uma manifestação de apoio, não buscando ruptura institucional”, disse Mourão, ao chegar a seu gabinete, em Brasília, nesta segunda-feira.
Bolsonaro e seus aliados têm mobilizado apoiadores para uma manifestação de apoio no feriado da Independência do país. O próprio presidente já avisou que deve participar dos atos em Brasília e em São Paulo.
A 2ª Vara da Fazenda Pública de Feira de Santana concedeu um mandado de segurança a pedido vereador Pedro Américo (DEM) que acionou o presidente do Legislativo, Fernando Torres (PSD) para que os vereadores possam nomear livremente para o cargo de assessor especial. O presidente tem um prazo de 05 dias para cumprimento da decisão, acarretando multa de R$1.000 diariamente, em caso de descumprimento. O presidente Fernando Torres deverá ainda em no maximo 10 dias comunicar a Justiça da decisão.
O cargo de assessor especial tem sido uma grande polêmica na Câmara, uma vez que vereadores governistas reclamam não terem o direito de nomear em seus gabinetes, inclusive, tramita na casa um projeto de autoria da Mesa Diretiva que extingue esse cargo e cria outros 17, distribuídos em outros setores, só podendo ser indicados pelo presidente Fernando Torres.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na manhã desta segunda-feira (30), que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “aguarda o momento” para “aplicar uma sanção restritiva” contra ele. A declaração foi dada em uma entrevista concedida à Rede Fonte de Comunicação, de Goiás.
– O ministro Alexandre de Moraes me colocou no inquérito das fake news; o inquérito do fim do mundo; inquérito sem participação do Ministério Público. O que eles querem com isso aí? Aguardar o momento para me aplicar uma sanção restritiva, quem sabe quando eu deixar o governo, lá na frente – afirmou.
A fala foi proferida por Bolsonaro após ele ser questionado sobre sua declaração, no último sábado (28), de que via três opções para o seu futuro: “Estar preso, ser morto ou a vitória”. Sobre sua inclusão no inquérito das fake news feita pelo próprio Moraes, Bolsonaro acusou o ministro do STF de estar “ameaçando os outros”.
– Isso não é um trabalho que se faça. Você não pode ficar ameaçando os outros. Não pode um ministro, apenas ele, ser o dono do inquérito. Ele investiga, ele julga e ele condena. Isso não pode acontecer. Se quer fazer isso comigo, imagina o que estão fazendo com outras pessoas – completou.
O Jornal Grande Bahia (JGB) recebeu de fonte, nesta segunda-feira (30/08/2021), relato e cópia de documentos que comprovam que o vereador Fernando Dantas Torres (PSD), presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana (CMFS), responde a três processos judiciais na Justiça Federal em decorrência de possíveis dívidas fiscais.
A União, Fazenda Nacional e a Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) são os autores dos processos judicias, inscritos na categoria de Execução Fiscal, ou seja, quando o contribuinte possivelmente deixa de pagar impostos, taxas e multas.
Os processos receberam as numerações 11371-92.1997.4.01.3300; 16957-49.2007.4.01.3304 e 6816-24.2014.4.01.3304.
O parlamentar Fernando Torres jacta-se de ser uma pessoa de posses financeiras e patrimoniais.
Os tributos pagos ao Fisco Federal servem para manutenção do Estado e atendimento à população através de serviços e assistência social, além, é claro, do pagamento dos vencimentos do próprio edil.
A apropriação de recursos que deveriam ser destinados ao pagamento de tributos é uma das formas que pessoas utilizam para aumentar o patrimônio pessoal, haja vista que a carga tributária no país atinge cerca de 35%.
A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) criticou neste, sábado (29), as tentativas de relacionar as manifestações do próximo dia 7 de setembro com “narrativas de golpe” e “afronta à democracia” . De acordo com a parlamentar, discursos do tipo apenas “fortalecem” o presidente Jair Bolsonaro.
– Os formadores de opinião cismaram que precisam tirar o presidente e, a partir daí, decidiram construir uma narrativa: de golpe, fake news, afronta à democracia… Arrumaram meia dúzia de influenciadores para twittar essas mesmices. Acreditem: isso só fortalece Bolsonaro! – escreveu em seu Twitter.
A parlamentar afirma que tem percebido, durante suas viagens, que mesmo pessoas que não apoiam o presidente ao redor do Brasil avaliam que ele tem sido alvo de “implicância”.
– Tenho visitado várias cidades, recebido muitas pessoas, gostando ou não do Presidente, a maioria reconhece que a implicância com ele é sem precedentes! Não concordo com todos os seus atos e divirjo de grande parte de suas falas, mas ele tem agido de acordo com a Constituição – declarou.
Janaina também considera “desproporcional” punir policiais que desejem marcar presença à paisana nos atos pró-governo.
– Compreendo preocupações com convocações feitas por comandantes para participar de manifestações, sejam contrárias ou favoráveis a A ou B. Mas julgo desproporcional querer identificar e punir policiais que, em folga, sem farda e sem arma, individualmente, queiram se manifestar – avaliou.
Presidente também criticou decisão do TSE de desmonetizar canal de apoiadores de seu governo
Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Alan Santos
Durante o Encontro Fraternal de Líderes Evangélicos, em Goiânia (GO), no sábado (28), o presidente Jair Bolsonaro falou sobre o momento político atual vivido no país. Na ocasião, o chefe do Executivo disse que não tem a intenção de “provocar rupturas”, mas que tudo teria “um limite”.
– Temos um presidente que não deseja e nem provoca rupturas, mas tudo tem um limite em nossas vidas. Não podemos continuar convivendo com isso. É impressionante como alguns querem evitar esse movimento espontâneo do povo, desse povo que, movimentos outros, quando participou, sempre imperou a ordem, a disciplina – afirmou.
O presidente também criticou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que resultou na desmonetização de canais do YouTube de apoiadores do governo. Segundo ele, a atitude “não é democracia” já que “a liberdade de expressão tem que valer para todos”.
– Quando o Tribunal Superior Eleitoral desmonetiza páginas de apoiadores do governo, ele abre brechas para que presidentes de Tribunais Regionais Eleitorais façam a mesma coisa para defender o seu respectivo governador. Isso não é democracia. A liberdade de expressão tem que valer para todos – completou.