O candidato a governador do estado, ACM Neto (DEM) e o possível candidato a vice-governador ou a senador, José Ronaldo (DEM) participaram da cerimônia de celebração pela emancipação da cidade de Camaçari nesta segunda-feira (27).

Estiveram presentes também, Paulo Azi, Paulo Câmara, Luciano Ribeiro, Dayane Pimentel e Geraldo Júnior. Em suas redes sociais, Ronaldo parabenizou o prefeito e os vereadores pelo trabalho feito na cidade.


“Que encontro, meus amigos! Iniciamos a semana de celebração dos 263 anos de emancipação de Camaçari, cidade irmã de Feira de Santana, ao lado de tantos amigos. Parabéns, @elinaldooficial, pelo compromisso em transformar e desenvolver o município. Parabéns, @juniorborgesoficial e todos os vereadores da cidade por trabalharem com determinação. Ontem foi uma noite emocionante ao lado de @acmnetooficial, Paulo Azi, Paulo Câmara, Luciano Ribeiro, Dayane Pimentel e Geraldo Júnior e todo o povo de Camaçari!”


Em reduto baiano, Bolsonaro chega a Teixeira de Freitas em ação de 1 mil dias de mandato
Foto: Reprodução / Twitter de Jair Bolsonaro

O presidente da República Jair Bolsonaro chegou nesta terça-feira (28) a Teixeira de Freitas, no Extremo Sul baiano. Bolsonaro tinha agendado a visita dentro da marca dos 1 mil dias de mandato. Durante a passagem no município, o presidente deve anunciar a entrega de títulos de propriedades rurais, além de obras de duplicação de trechos da BR-101 e BR-116, mesmo que a última rodovia não passe pela cidade baiana.

Em cima de uma caminhonete, o presidente passou por ruas da cidade e foi aplaudido por seguidores. Teixeira de Freitas foi uma das quatro cidades entre as 417 da Bahia que deram vitória a Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2018.

A diferença entre o presidente eleito e o candidato Fernando Haddad foi de pouco mais de 1,3 mil eleitores. Bolsonaro ficou com 50,97% dos votos válidos e Haddad com 49,03%.

No primeiro turno, Teixeira de Freitas também deu vitória ao capitão reformado do Exército. Na ocasião outras cinco cidades teve Bolsonaro como o mais votado, casos de Luís Eduardo Magalhães, Buerarema, Itabuna, Eunápolis e Itapetinga.

Informações: Bahia Notícias


Ex-ministros devem conversar sobre candidaturas à Presidência

Sergio Moro e Luiz Henrique Mandetta durante coletiva Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr

Desafetos do presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministros Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Sergio Moro se reunirão em um almoço. A pauta do encontro serão as eleições presidenciais do ano que vem – sobre a qual os dois cogitam lançar candidatura.

A reunião foi revelada por Mandetta em declaração ao canal MyNews. O ex-ministro da Saúde afirmou que está participando da articulação para lançar à Presidência o que chamou de “melhor via”.

– Estamos vivendo 2021, mas tem uma agenda que já quer viver o 2º turno de 2022. E 2021 é um ano para construir não a 3ª via, mas a melhor via, que se constrói com debates de propostas e ideias. Errado é quem já está em 2022 ou 2023. A classe política está conversando como nunca. Tem 10 partidos em torno de uma mesa – disse Mandetta.

O ex-ministro e Moro irão se encontrar nesta quarta-feira (29). No entanto, Mandetta admitiu que não sabe quais rumos a conversa irá tomar. Atualmente trabalhando na iniciativa privada, nos Estados Unidos, Moro chegou recentemente ao Brasil para discutir seu destino político.

– Não sei o que Sergio Moro vai fazer. Não é filiado a partido político, não dialoga com a classe política. Mas pode ser um fator. Amoêdo junto com Moro? Não sei o que pode vir, se pode vir decisão de candidatura – afirmou.

Informações Pleno News


Fotos: Divulgação

O presidente nacional do Democratas, ACM Neto, disse na noite desta segunda-feira (27) que existe uma inversão de valores na Bahia. “Nosso estado devia ser primeiro lugar na educação, mas, infelizmente, é o último. Devia ser último em número de homicídios, mas, infelizmente, é o primeiro”, afirmou o ex-prefeito de Salvador, pouco antes de participar da reabertura do Horto Florestal Linaldo da Silva, em Camaçari.

De acordo com ACM Neto, o governador Rui Costa evita falar sobre segurança pública porque sabe que os índices de criminalidade na Bahia são alarmantes. “Os governantes da Bahia fingem que o problema não é deles, ficam procurando desculpas, mas, a realidade é que muitas cidades do interior têm um ou dois policiais para fazer a segurança de todo o município”, afirmou o democrata.

De acordo com ACM Neto, os baianos querem ação do governo, e não propaganda. “Eles (os governantes) querem responsabilizar as drogas pelos absurdos índices de criminalidade em nosso estado. Mas o que os baianos querem mesmo é que as drogas sejam combatidas; os usuários; tratados; e os traficantes, presos”.

Durante entrevista coletiva à imprensa de Camaçari (região metropolitana de Salvador), ACM Neto disse que está faltando na Bahia, há quase 16 anos, um governador que combata a criminalidade de frente e que tenha coragem de se expor no assunto. “Bandido não pode se criar na Bahia. Se muitos estados conseguiram reduzir os assaltos, roubos e mortes violentes, por que a Bahia não pode? Não vou falar que em quase 16 anos o PT não fez alguma coisa boa. Fez, sim, mas na educação e segurança pública, por exemplo, o fracasso foi total”.

*Fusão DEM-PSL *– Ainda em Camaçari, ACM Neto acrescentou que os entendimentos para a fusão do Democratas com o PSL estão bem adiantados. “Nosso objetivo é realizar a convenção para oficializar a fusão no próximo mês. Depois, vamos encaminhar as questões formais para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e oficializar a criação do novo partido”.

Ao lado do prefeito Elinaldo Araújo (DEM), o presidente nacional do Democratas disse que, da fusão entre DEM e PSL, vai nascer o maior partido do Brasil. “Naturalmente, o caminho é ter um candidato à Presidência da República. Queremos construir uma frente mais ampla de debates, com diversos partidos. Um campo que deseja uma alternativa à polarização”.

Pouco antes de participar de um evento com jovens e lideranças políticas, ACM Neto disse que o fechamento da Ford é um símbolo da decadência econômica da Bahia. “A vinda da Ford foi uma conquista história para o Nordeste. Graças ao empenho do senador ACM, trouxemos para a Bahia a primeira montadora da região, mas as administrações do PT não foram capazes de definir estratégias para impulsionar o desenvolvimento econômico da Bahia”, afirmou.

O ex-prefeito de Salvador também falou sobre suas expectativas para os próximos anos. “Olhando para o futuro, precisamos traçar metas para que, a partir de 2023, haja um novo ciclo na Bahia, com geração de empregos, atração de investimentos, incremento do setor se serviços, fortalecimento do comércio e exploração de todo o potencial turístico da Bahia”.

*Horto Florestal *- O novo Horto Florestal Linaldo da Silva será aberto para visitação a partir desta terça-feira (28), dia em que Camaçari comemora 263 anos de emancipação política. O espaço, criado na década de 1970, possui cerca de 42 mil metros quadrados e foi completamente requalificado pela administração municipal.


O candidato a governador da Bahia, ACM Neto (DEM), e o possível candidato a vice-governador ou a senador, José Ronaldo (DEM) participaram nesta segunda-feira (27) de encontro com representantes da Câmara Municipal de Terra Nova e amigos de Santa Bárbara.

O encontro aconteceu em Salvador, e reuniu os políticos para tratar de assuntos pertinentes aos municípios.


Ex-presidente e ex-ministro também possuem advogados e marketing bancados por suas respectivas legendas

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro Ciro Gomes Foto: Reprodução

Mesmo sem cargos eletivos em seus partidos, políticos têm recebido altos salários e verbas com publicidade e advogados.

Segundo levantamento realizado pela CNN Brasil, somente o ex-presidente Lula (PT) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) receberam, juntos, quase R$ 1 milhão em salário de seus respectivos partidos, de 2019 a 2021.

O ex-presidente Lula embolsa atualmente cerca de R$ 22 mil mensais, estando registrado como funcionário do Partido dos Trabalhadores no detalhamento de despesas do partido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nos últimos dois anos, também foram gastos R$ 939 mil com a Teixeira Zanin Martins, empresa de advocacia responsável pela defesa do ex-presidente, além de R$ 716 mil com os serviços do fotógrafo de Lula, Ricardo Stuckert.

Ciro Gomes, por sua vez, recebe R$ 21,3 mil de salário mensal, estando registrado como funcionário do Partido Democrático Trabalhista (PDT). O montante é maior do que o do presidente do partido, Carlos Lupi, que recebe R$ 19,2 mensais.

O PDT também arcou com os R$ 250 mil dos custos do publicitário João Santana, responsável por cuidar da imagem de Ciro. Antes de assumir o trabalho, Santana foi condenado a oito anos de prisão por lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato, após trabalhos prestados ao PT.

O levantamento da CNN aponta que os principais destinos da verba do Fundo Partidário dessas e de outras siglas são fundações simpatizantes das pautas ideológicas dos partidos, escritórios de advocacia e empresas de marketing. Os salários dos presidentes das legendas e de políticos proeminentes delas também são destaque na lista.

O Partido Social Liberal (PSL), por exemplo, investiu R$ 57,6 milhões com o Instituto de Inovação e Governança, que é presidido pelo dirigente da sigla, Luciano Bivar. Até mesmo o partido Novo, que prega não usar recursos públicos, repassou R$ 7,1 milhões entre 2019 e 2021 para financiar a Fundação Brasil Novo, dirigida pelo presidente do partido, Eduardo Ribeiro.

O MDB, por sua vez, destinou R$ 29,4 milhões à Fundação Ulysses Guimarães, presidida pelo ex-ministro do governo Michel Temer, Wellington Moreira Franco, enquanto a Fundação Perseu Abramo, dirigida pelo ex-ministro Aloizo Mercadante, recebeu R$ 48,7 milhões do PT.

Informações Pleno News


Foto: PR/Isac Nóbrega

O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, acredita na filiação do presidente Jair Bolsonaro ao seu partido, o Progressistas, para a disputa das eleições de 2022. No último sábado (25), ele disse: “Hoje, o partido mais perto de o presidente se filiar, eu acho que é o Progressistas”.
Após uma discordâncias sobre o controle político e financeiro do partido, Bolsonaro saiu do PSL, sigla pela qual se elegeu, em novembro de 2019. Ele negociou sua filiação com pelo menos nove partidos, mas, até agora, não fechou com nenhum. Sem partido há 22 meses, ele precisa se filiar até abril do ano que vem, seis meses antes da eleição, caso pretenda disputar a reeleição ou outro cargo político.

Em uma das últimas tentativas, o senador e filho 01 do presidente, Flávio Bolsonaro, filiou-se ao Patriota para preparar o terreno da entrada do pai, mas o cenário no partido é de luta interna entre os que são contra e os que são a favor de atender às exigências de Bolsonaro: garantir influência na Executiva Nacional e obter o controle de diretórios estaduais.

Em entrevista à revista Veja, Bolsonaro disse que não irá fugir de estar no Progressistas, no PL ou no Republicanos.

– Não vou fugir de estar com esses partidos, conversando com eles. O PTB ofereceu pra mim também – disse o presidente.

O Progressistas é hoje uma das principais bases do governo. Além do ministro da Casa Civil, também são do partido o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, e o presidente da Câmara, Arthur Lira. Além disso, Bolsonaro já foi filiado por mais de dez anos à legenda. Alguns diretórios estaduais, porém, são resistentes à filiação do presidente e devem até apoiar Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.

Informações: AE


Foto: STF/Nelson Jr

Neste domingo (26), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, disse que a Corte sofre com “profundo desprestígio” porque precisa resolver problemas que ficam pendentes da arena política. Ele deu declarações ao jornal O Globo, na abertura das Jornadas Brasileiras de Direito Processual.
– O Supremo Tribunal Federal hoje sofre com um profundo desprestígio exatamente porque os players da arena política não resolvem seus problemas e jogam para o Supremo resolver. A sociedade está dividida em relação àqueles valores morais ou àquelas razões públicas. O Supremo decide e acaba desagradando – falou Fux.

Segundo ele, o STF toma decisões sobre temas importantes, em uma sociedade polarizada, e acaba com a pecha de que “se mete” em muitas questões.

– Quando se fala em judicialização da política e das questões sociais, não existe a jurisdição, a função não se exerce sem que ela seja provocada. O Supremo não se mete em nada. O Supremo é provocado e tem de dar uma resposta – falou.

Informações: Pleno.News


Internado, presidente do PTB escreveu nova carta

Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson Foto: Divulgação PTB

O presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Roberto Jefferson, afirmou em uma nova carta que sua prisão é resultado de uma “atitude arbitrária e autocrática” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No documento, redigido do leito do hospital onde está internado, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, Jefferson se refere a Moraes como “Xandão”, e o chama de “abominável” e “saco de excremento”.

– Saco de matéria sólida e fétida a ser excretada pelo organismo humano. Serão excretados – escreveu.

A carta foi divulgada pela vice-presidente da sigla, Graciela Nienov, em seu perfil nas redes sociais.

Apesar das duras palavras contra o ministro, o documento trata prioritariamente do que Jefferson chama de “rebelião doméstica” dentro do PTB. Segundo o ex-deputado, iniciou-se uma disputa interna pela presidência do partido após sua ausência.

– Há um pequeno grupo, que identifico, vozes mexicanas, paulistanas e alagoanas, tentando desestabilizar a Graci visando o meu lugar. Esquece o grupo de combinar ‘o jogo com os russos’. Aquela cadeira histórica é maior que a ambição do trio – acrescentou.

O ex-deputado ainda cita o desejo de criar uma comissão e de expulsar alguns quadros do partido.

– Enquanto eu estiver preso, desejo constituir uma comissão de veteranos, conselho consultivo, para protegê-la, com poderes para dissolver provisórias e expulsar murmuradores de nossa Graci: Gean Prates, Rodrigo Valadares, Marisa Lobo, Paulo Bengtson, Jefferson Alves, Mical Damasceno e Marcus Vinícius – enumerou.

LEIA NA ÍNTEGRA A CARTA DE ROBERTO JEFFERSON
Reflexão de um preso político

Estou confinado à prisão decretada e à prisão adquirida.

Uma é fruto de atitude arbitrária e autocrática de um ser abominável, O Xandão. A outra é consequência do império das bactérias anaeróbicas que povoam nossas vísceras. Em comum entre as duas prisões são os mandantes; os mandantes originam, simbolicamente, do mesmo lugar um saco de excremento; saco de matéria sólida e fétida a ser excretada pelo organismo humano. Serão excretados.

Vejo numa rebelião doméstica pelo poder dentro do PTB. Há um pequeno grupo, que identifico, vozes mexicanas, paulistanas e alagoanas, tentando desestabilizar a Graci visando o meu lugar. Esquece o grupo de combinar “o jogo com os russos”. Aquela cadeira histórica é maior que a ambição do trio.

Do Samaritano tenho observado a movimentação. Ainda não será dessa vez que eu vou partir. Antes de encerrar a jornada limparei o partido dessas infestações. Tenham certeza. Política não é dinastia. Política não é coronelismo. Política não é esperteza.

Nossa legenda servirá o povo. Servirá pelo poder do amor. Não servirá pelo amor ao poder.

Preparei a Graciela Nievov desde de sua meninice para me substituir.

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Ela galgou desde a base, nos movimentos, jovens e da mulher as posições da hierarquia partidária. Ela é cristã, honrada, correta, leal e comprometida com o nosso ideário. Ela está pronta para maiores desafios.

Saibam: Brigou com a Graci brigou comigo.

Enquanto eu estiver preso, desejo constituir uma comissão de veteranos, conselho consultivo, para protegê-la, com poderes para dissolver provisórias e expulsar murmuradores de nossa Graci: Gean Prates, Rodrigo Valadares, Marisa Lobo, Paulo Bengtson, Jefferson Alves, Mical Damasceno e Marcus Vinícius.

Aos leões e leoas petebistas informo que estou bem. Farei exames de imagem na segunda-feira. Terça-feira farei o cateterismo e quarta encerrarei o tratamento com antibióticos. Estou bem, agradecido aos meus irmãos a força que fizeram para que eu vir para o hospital.

Não há glória sem sofrimento.

É próxima a vitória.

Informações Pleno News


Protesto está marcado para o próximo sábado

Protesto contra o presidente no dia 7 de setembro Foto: EFE/André Coelho

A uma semana do próximo ato nacional que deve levar manifestantes às ruas das principais cidades brasileiras pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro, marcado para o dia 2 de outubro, lideranças políticas à esquerda e à direita ainda debatem se é possível coordenar os esforços de antigos rivais na campanha.

O Estadão questionou o comando de 14 legendas dos mais variados espectros políticos que declaram oposição ao atual governo, do PT ao Novo, sobre quais são os entraves que dificultam uma eventual união em torno da bandeira do “Fora Bolsonaro”.

Os principais motivos informados pelos partidos vão de falta de consenso interno sobre a abertura de um processo contra o presidente a questões relativas a interesses que têm como norte a eleição presidencial de 2022.

Em comum, todos os partidos integram o fórum Direitos Já!, que se tornou um dos polos de oposição que tentam construir uma frente ampla para pressionar o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL) a abrir o processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Algumas dessas siglas, no entanto, não têm ainda posição sobre o assunto.

Parte das lideranças argumenta que o ambiente para a formação de uma ampla coalizão se construiu a partir das manifestações do último 7 de Setembro.

Outros líderes partidários ponderam que seriam necessários gestos no sentido de uma clara suspensão da pré-campanha de 2022 para que todos os partidos e seus pré-candidatos pudessem se concentrar na abertura do processo de deposição do presidente.

Para alguns partidos de centro, no entanto, entrar de vez no bloco do impeachment ainda é uma incerteza. Siglas como o PSD e MDB ensaiaram uma mudança de posição nos dias seguintes aos atos do Dia da Independência, mas, com o recuo na forma de uma carta à Nação divulgada por Bolsonaro nas redes, os dirigentes partidários agora sinalizam uma acomodação.

Uma grande mobilização popular nas ruas das principais cidades brasileiras em oposição a Bolsonaro é citada por todos como uma condição essencial para a mobilização conjunta, sem a qual o cenário não deve mudar.

Para o coordenador do Direitos Já, Fernando Guimarães, é preciso deixar de lado as diferenças e se unir em torno de um objetivo comum.

– Quem tiver compromisso com a democracia vai colocá-la acima de tudo. Este é um momento em que precisamos estar preocupados em mobilizar a sociedade, e somar na rua todos aqueles que tenham a clareza da sua responsabilidade histórica, para deixar de lado as questões eleitorais e os projetos políticos – disse Guimarães, que tem se esforçado para juntar no mesmo palco representantes de correntes divergentes e até rivais políticos.

PSDB, PDT, Cidadania e PV devem estar no ato do dia 2 pelo impeachment de Bolsonaro com os partidos de esquerda na Avenida Paulista.

O QUE PENSAM OS DIRIGENTES
Antonio Neto, PDT – integrante da executiva nacional: “Prioridade é garantir a Democracia”

Houve uma confusão por parte dos companheiros que decidiram não ir (ao ato no dia 12). Eu reputo isso um erro. A história do mundo mostra que nos momentos-chave, decisivos, você tem de tirar da discussão aquelas coisas que são menores. Falta desprendimento, em primeiro lugar, de não levar em consideração o inimigo principal. O que falta é terem essa visão do compromisso com o momento, que é muito grave. A prioridade é efetivamente garantir a democracia para que possamos ter eleições livres, soberanas e, acima de tudo, garantir a posse de quem seja eleito. Não podemos debater agora a eleição.

Domingos Sávio, PSDB – 1º vice-presidente nacional: “Questões políticas são resolvidas nas eleições”

O que falta não é só (união entre) os partidos que estão em oposição ou os partidos independentes, como o PSDB. O que falta é que haja de fato algo que comprove crime de responsabilidade de Bolsonaro. O PSDB não deve se propor a defender um impeachment por razões estritamente políticas, que são resolvidas na eleição. No meu entender, o partido só deve se aprofundar numa discussão de impeachment se encontrar argumentos e provas de que há crime e, mesmo nessa situação, deve ouvir seus deputados e senadores. Seria absolutamente sem sentido ter uma decisão de cima para baixo.

Eduardo Ribeiro, Novo – presidente nacional: “Falta definir se querem a saída ou é só retórica eleitoral”

Falta definir se realmente querem o impeachment ou se a pauta será só retórica eleitoral. Não vejo o PT, por exemplo, se esforçando pelo impeachment. A saída de Bolsonaro despolariza e enfraquece o Lula nos eleições. O Novo está num espectro político diferente do restante da oposição, não temos articulação conjunta. Mantemos nossa posição.

Alessandro Molon, PSB – integrante da executiva nacional: “É importante que os atos não tenham dono”

É importante que o ato não tenha um dono. Considero que a participação dos demais partidos é muito importante e estão havendo tratativas, e não tenho a menor dúvida (de que ela virá) Espero que a gente consiga já para o dia 2 de outubro mas, se por acaso isso não se viabilizar, tenho plena convicção que até 15 de novembro a gente consegue isso.

Isnaldo Bulhões, MDB – integrante da Executiva Nacional: “Impeachment é apagar fogo com gasolina”

Acho que a união da oposição na verdade já existe. Desconheço qualquer dissidência nesse sentido, eles defendem a pauta de admissibilidade do processo de impeachment. Quanto ao MDB: na minha opinião (o impeachment) é apagar fogo com gasolina. Acho pouco prudente colocar neste momento como prioridade o impeachment.

Junior Bozzella, PSL – vice-presidente: “Devemos baixar as bandeiras e buscar unidade”

Fui nas manifestações da esquerda e estive na manifestação da direita. Nós, que defendemos a democracia, temos o dever de fazer um gesto nesse sentido: baixar as bandeiras e buscar unidade. A construção da frente ampla não pode ser conduzida por partido A ou B, e sim por entidade isenta. No PSL não temos deliberação sobre apoiar o impeachment.

Juliano Medeiros, PSOL – presidente nacional: “Falar em oposição fragmentada não faz mais sentido”

A oposição está unida em defesa do impeachment. Apresentamos um pedido unitário que reúne partidos, movimentos e parlamentares de diferentes espectros partidários meses atrás. Os protestos de rua caminham para uma unificação. Falar em “oposição fragmentada” não faz mais sentido. Nossa prioridade é o fortalecimento do #ForaBolsonaro.

José Guimarães, PT – integrante da executiva nacional: “É preciso povo na rua. Sem isso não tem impeachment”

Esse ato do dia 2 é um momento que pode selar essa unidade. É preciso muita generosidade das forças políticas para dar musculatura à luta pelo impeachment. Por último, é preciso povo na rua. É o que falta. A pressão sobre o Congresso Nacional é um elemento central nessa campanha. Sem isso, não tem impeachment.

Giberto Kassab, presidente do PSD:

A partir da inobservância da Constituição, pode ser levada adiante a proposição de afastar o presidente.

Jefferson Coriteac, vice-presidente do Solidariedade:

O 7 de Setembro, com a ameaça à democracia e à Constituição, foi o estopim para começar essa união.

Soninha Francine, integrante da executiva nacional do Cidadania:

Unir a oposição fica mais fácil quando você já tem um ponto de partida, um bloco para demonstrar isso.

Luciana Santos, presidente do PC do B:

Falta a percepção de que é preciso deixar essa disputa de 2022 para o momento certo.

José Luiz Penna, presidente do PV:

Se não foi possível juntar no dia 12 todos os partidos, acho que no dia 2 nós vamos conseguir.

Heloísa Helena, porta-voz nacional da REDE:

Muitas pessoas acham que devem deixar o Bolsonaro sangrar para facilitar a disputa eleitoral.

*AE