Presidente se manifestou nas redes sociais, nesta segunda-feira (27)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro (PL) utilizou sua conta oficial do Twitter, na manhã desta segunda-feira (27), para afirmar que “todos os meios” do governo federal “continuam” na Bahia para auxiliar as famílias vítimas das fortes chuvas que atingem o estado.
“As fortes chuvas voltaram ao sul da Bahia. Continuam na região todos os meios do governo na desobstrução de rodovias, distribuição de alimentos, resgate, antecipação do Fundo de Garantia, etc”, escreveu o presidente.
Ainda de acordo com Bolsonaro, os Ministros da Cidadania, João Roma, e do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, seguem realizando vistorias na região.
Balanço
De acordo com os dados repassados pelos municípios e totalizados pela Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec), o estado tem 16 mil e um (16.001) desabrigados pelas chuvas, 19.580 desalojados, dois desaparecidos e 18 mortos. A divulgação dos números ocorreu durante reunião de monitoramento e alinhamento, realizada, no fim da tarde deste domingo (26), na base de apoio às vítimas das chuvas, montada em Ilhéus, na região Sul, pelo governador Rui Costa (PT).
A Bahia tem, neste momento, 72 municípios em situação de emergência reconhecida pelo Governo do Estado. Até sábado (25), 25 cidades faziam parte da lista, mas no domingo (26) o governador reconheceu outras 47 nesta condição. Do total de 72 cidades, 58 delas estão também em situação de crise por conta das enchentes. A população total afetada é estimada em 430.869 pessoas.
A opinião é principalmente daqueles que planejam votar no presidente Jair Bolsonaro (PL) no ano que vem
Foto: Raimundo Sampaio
A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (25/12) revelou que 44% dos entrevistados temem que o Brasil vire um país comunista nas próximas eleições, em 2022. Já os que são contra essa afirmação, representam 50%.
As entrevistas foram feitas com 3.666 com pessoas de 16 anos ou mais em 191 municípios de todo o país, entre os dias 13 e 16 de dezembro de 2021. A margem de erro foi de dois pontos percentuais para mais ou para menos
A opinião de que um futuro comunista preocupa a cabeça, principalmente, daqueles que planejam votar no presidente Jair Bolsonaro (PL) no ano que vem, que são 61% dos ouvidos. O temor, se dá graças ao principal nome para a disputa com o atual mandatário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
LGBTQIA+ em comerciais
A pesquisa também demonstrou que a maioria dos entrevistas também se assumem homofóbicos ao repudiar a presença de casais gays em comerciais de televisão. Cerca de 51% disseram concordar totalmente ou em parte que “comerciais com casais homossexuais devem ser proibidos para proteger as crianças”.
Os que discordaram da frase totalmente ou em parte, foram 45% dos entrevistados, e 2% declaram não saber. Os homens foram 55% dos concordantes, seguidos pelos menos escolarizados, 57%. As mulheres representaram 48% e quanto aos que tinham ensino superior completo, foram 39%.
Dos evangélicos, 67% foram favoráveis a afirmação, enquanto 50% dos católicos e 40% dos espíritas. Dos que se autodeclararam eleitores do Bolsonaro, 3 em cada 4 concordaram.
Bolsonaro, por sua vez, foi um dos que sempre endossaram a afirmação. Em sua campanha eleitoral, o atual chefe do Exeucutivo federal chegou a dizer que “Seria incapaz de amar um filho homossexual”. “Não vou dar uma de hipócrita aqui. Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí”, disse, na ocasião.
Racismo e “orgulho branco”
Cerca de 58% dos entrevistados disseram discordar totalmente ou em parte da afirmação de que “assim como existe o Dia do Orgulho Negro, deveria haver a comemoração do dia do orgulho branco”.
“Mesmo que eu considere errado, as pessoas devem ter o direito de ter opiniões racistas”, foi a outra afirmação utilizada pelo Datafolha para discutir o tema racial. Quase 8 em cada 10 disseram discordar da afirmação, 79%. Pretos e pardos concordaram em 20%, cada, enquanto os brancos, 21%.
Os que se declararam a favor de Bolsonaro, 26% concordam que racismo é “opinião”. O índice entre os que reprovam a gestão, representou 17%.
Em 2011, Bolsonaro deixou claro o que pensa sobre o tema. Em entrevista ao programa CQC, em 2011, quando foi questionado pela Preta Gil qual seria a reação caso um filho se apaixonasse por uma negra, ele disse:”Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu”.
Sexismo
Sobre a afirmação de que “homens são melhores que as mulheres em profissões que exigem força”, quase metade dos entrevistados foram favoráveis. Cerca de 47% disseram concordar, enquanto 52%, discordaram. Maioria dos concordantes foram os homens, com 54%, e apoiadores do governo Bolsonaro, representando 58%.
Já sobre os “homens serem melhores que as mulheres em profissões que exigem raciocínio”, 85% refutaram a afirmação, 70% refutaram totalmente e 15% refutaram em parte.
Amplamente conhecidas pela população, as frases do presidente Jair Bolsonaro sobre as mulheres – tidas por ele como “fraquejadas”, o tema também são polêmicas.
Em 2016, por exemplo, ele disse que se tivesse uma empresa, “Não empregaria [homens e mulheres] com o mesmo salário. Mas existia, segundo ele, “muita mulher” que é competente.
Para 69% dos entrevistados, também há corrupção na administração de Jair Bolsonaro, mas 52% avaliam que na era petista foi ainda pior
A pesquisa Data Veritas, em parceria com IRG e Uninter, questionou o eleitorado sobre a percepção da corrupção nos governos Lula e Jair Bolsonaro. O resultado mostra que a Lava Jato deixou uma marca indelével e que o brasileiro está consciente de que o assalto aos cofres públicos continua.
Para 86% dos entrevistados, houve corrupção no governo do ex-presidiário, assim como 69% acreditam que há corrupção no atual governo, enquanto 52% avaliam que a gestão petista foi ainda mais corrupta.
Outros 69% estão certos de que a Lava Jato fez mais bem do que mal ao país, e 76% se declararam favoráveis à maior operação anticorrupção do mundo. Dos consultados, 64% souberam do fim das investigações — sepultadas pelo Supremo, com PGR, Bolsonaro e Congresso.
Ministra é vista como uma das mais “populares” entre os bolsonaristas
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro tem estudado alguns nomes para compor a chapa pensando na eleição à Presidência em 2022. E um dos nomes cogitados por ele é o da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, para ser vice na chapa. A informação é do portal IG.
De acordo com a publicação, Damares é vista como uma das mais “populares” entre os bolsonaristas. Ela, que deve concorrer a um cargo no próximo ano, ainda não há definiu sobre qual, nem por qual estado será. As opções são o Senado ou a Câmara dos Deputados pelos estados de São Paulo, Goiás ou Distrito Federal.
Casal fez pronunciamento de fim de ano em rede nacional
Presidente e primeira-dama em pronunciamento de Natal Foto: Reprodução
O presidente da República, Jair Bolsonaro e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, deixaram uma mensagem de Natal aos brasileiros, em pronunciamento nas rádios e televisões nacionais na noite desta sexta-feira (24). Durante sua fala, o chefe do Planalto e sua esposa disseram que, durante todo 2021, não se afastaram do que acreditam: “Deus, pátria, família e liberdade”.
– Estamos finalizando mais um ano, um ano de muitas dificuldades. Contudo, não nos faltaram seriedade, dedicação e espírito fraterno no planejamento e na construção de políticas públicas em prol de todas as famílias – disse o presidente.
– Com dignidade e respeito ao próximo, não economizamos esforços para apoiar a todos, em especial os mais vulneráveis. Não nos afastamos em nenhum momento do que acreditamos e defendemos: Deus, pátria, família e liberdade – completou a primeira-dama.
O casal finalizou o pronunciamento desejando as famílias brasileiras um “Natal abençoado e repleto de alegrias”, e que 2022 seja um ano de conquistas e realizações.
Com duração de quase 2 minutos, a mensagem natalina foi ao ar às 20h30. Esta é a terceira vez que o presidente faz um pronunciamento na véspera de Natal.
Em 2019, ele também gravou a mensagem ao lado da primeira-dama, frisando que foi um ano “especial” e de muitas “conquistas”. Ele ainda elencou as conquistas do governo e relembrou o atentado que sofreu em 2018.
Em 2020, o presidente destacou as ações do governo no combate a pandemia e agradeceu aos profissionais que atuaram na linha de frente contra a doença. Na ocasião, o chefe do Executivo expressou ainda solidariedade com as famílias que perderam seus entes queridos.
CONFIRA O PRONUNCIAMENTO DE 2021 NA ÍNTEGRA: Boa noite a todos! Sob a proteção de Deus chegamos a mais um Natal. Um tempo especial na vida de todos os brasileiros. Tempo de agradecer, construir e confraternizar.
Estamos finalizando mais um ano. Um ano de muitas dificuldades. Contudo, não nos faltaram seriedade, dedicação e espírito fraterno no planejamento, na construção de políticas públicas em prol de todas as famílias.
Com dignidade e respeito ao próximo, não economizamos esforços para apoiar a todos, em especial os mais vulneráveis. Não nos afastamos em nenhum momento do que acreditamos e defendemos: Deus, pátria, família e liberdade.
Agradecemos a cada brasileiro pela confiança em nosso país. Desejamos que todos celebrem este Natal do jeito que amamos: com nossos familiares e amigos. Temos a honra de desejar a você e sua família um Natal abençoado e repleto de alegrias.
Que 2022 seja um ano de esperança conquista e realizações. Que Deus proteja as nossas famílias.
Em resposta, escritor classificou fala de Camargo como “cretina”
Sérgio Camargo e Olavo de Carvalho Fotos: Foto: Agência O Globo/Pablo Jacob | Reprodução / YouTube
O presidente da Fundação Palmares, Sergio Camargo, demonstrou insatisfação com as recentes declarações do escritor Olavo de Carvalho sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL). Em publicação no Twitter, ele afirmou que o chefe do Executivo “nunca precisou e jamais precisará” de um professor.
– Jair Bolsonaro seria um autêntico conservador ainda que absolutamente nenhum intelectual jamais tivesse escrito um único parágrafo sobre conservadorismo. Nunca precisou e jamais precisará de um “professor”. Sigamos! Tempos um país para salvar – declarou Camargo.
Olavo, por sua vez, rebateu a fala do presidente da Palmares por meio das redes sociais.
– Esta é a coisa mais cretina que algum bolsonarista já escreveu – assinalou.
Falas recentes um tanto polêmicas do escritor têm reverberado entre os apoiadores do presidente. Esta semana, ele afirmou que Bolsonaro o usou como “post boy” [garoto propaganda] para se promover, e disse que as eleições de 2022 já são uma “briga perdida”. Olavo também defendeu que o presidente é “um bom administrador”, porém, “Estadista ele não é”.
Em resposta ao influenciador político Gustavo Gayer, Olavo ainda disse nunca ter precisado do presidente para formar seu público.
– Eu não vejo no que o Bolsonaro me ajudou. Eu nunca precisei dele para coisa nenhuma, nunca pedi nada a ele e, sobretudo, nunca quis posar do lado dele. Nunca fui procurá-lo para isso nem uma única vez – acrescentou.
Índice de aprovação da Suprema Corte entre os eleitores do presidente Jair Bolsonaro é de apenas 12%
Plenário do STF Foto: Carlos Moura/SCO/STF
Uma pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal Folha de São Paulo na sexta-feira (24) ilustrou a percepção que a população brasileira tem sobre o trabalho do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a análise, apenas 23% dos entrevistados aprovam a atuação da Suprema Corte brasileira.
O número em questão, de 23%, é relativo aos brasileiros que conceituaram o trabalho da Corte como ótimo ou bom. Por outro lado, 34% consideraram o Supremo ruim ou péssimo. No meio termo, 37% avaliaram o STF como regular. Outros 6% não souberam responder.
Quando avaliado o conceito dado ao STF pelos apoiadores dos principais candidatos a presidente, a Suprema Corte teve uma avaliação maior que a média entre os eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e bem menor que a média entre os que declaram voto no presidente Jair Bolsonaro (PL).
Entre os eleitores de Lula, 30% consideraram que o Supremo é ótimo ou bom, 40% disseram que a Corte é regular, e 24% avaliaram o STF como ruim ou péssimo. Já entre os apoiadores de Bolsonaro, a avaliação de ótimo ou bom foi de apenas 12%, enquanto o conceito regular ficou em 26%, e o ruim ou péssimo alcançou a marca de 57%.
De acordo com a Folha de São Paulo, os dados divulgados foram coletados por uma pesquisa presencial do Datafolha com 3.666 pessoas de 16 anos ou mais, em 191 cidades, entre os dias 13 e 16 de dezembro. A margem de erro foi de dois percentuais, para mais ou para menos.
A aliança entre os partidos União Brasil e Podemos corre risco de não sair do papel. De acordo com o colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, um ministro do STF procurou pessoalmente alguns dos envolvidos na negociação entre os partidos para apresentar argumentos contra a chapa.
Trata-se de uma das figuras mais críticas a Moro no Supremo, no entanto, o ministro não teve o nome revelado.
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro vem tentando ter o apoio do União Brasil em sua candidatura, o que daria ao jurista mais tempo de tela nas campanhas e mais estrutura ao rodar o país.
A direção do partido prepara uma ofensiva para convencer Moro a aceitar a indicação de um vice do partido a pré-candidatura com ele. A aposta seria Luciano Bivar (PSL).
Com a decisão, o ex-ministro nos governos do PT poderá retirar a tornozeleira eletrônica
Ex-ministro Antonio Palocci Foto: Agência Brasil/Abr
A Justiça Federal do Paraná decidiu suspender a execução de pena do ex-ministro da Economia Antonio Palocci. A decisão ocorreu no regime de plantão da Justiça paranaense e partiu do juiz Dineu de Paula. A informação foi dada pelo colunista Guilherme Amado, do site Metrópoles.
A decisão do magistrado teve por base uma determinação do ministro Jesuíno Rissato, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reconheceu a competência da Justiça Eleitoral do Distrito Federal para julgar o caso em que Palocci foi condenado. Com isso, as condenações foram declaradas nulas, e o ex-ministro poderá retirar a tornozeleira.
Palocci foi condenado, em 2017, por corrupção e lavagem de dinheiro a 12 anos e 2 meses de prisão. No entanto, sua pena foi reduzida em segunda instância para 9 anos e 10 meses. Desde agosto de 2019, o ex-ministro cumpria pena em regime aberto, utilizando tornozeleira eletrônica.
O ministro do STF disse que o TSE já formou jurisprudência sobre prática
Ministro Alexandre de Moraes, do STF Foto: STF/Nelson Jr
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou que a Corte irá considerar como crime a afirmação sem provas de que há fraude nas urnas eletrônicas. A fala foi feita em entrevista publicada nesta quarta-feira (22) pela revista IstoÉ.
– Aqueles que atentarem contra as urnas eletrônicas e que afirmarem, sem provas, que há fraude nas eleições estarão praticando crime – declarou.
Moraes lembrou ainda que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) votou, no fim de outubro, pela cassação do mandato do deputado estadual do Paraná Fernando Francischini (PSL), conhecido como delegado Francischini. A corte julgou que o deputado promoveu a disseminação de notícias falsas sobre supostas fraudes nas urnas durante as eleições de 2018.
Moraes disse que a decisão do TSE é o suficiente para firmar jurisprudência “de que isso é motivo para cassação de mandato. Então, aqueles que repetirem essa conduta em 2022 também terão seus mandatos cassados”.
Além de cassar o mandato de Francischini, o TSE o tornou inelegível por oito anos, contados a partir de 2018, ou seja, a medida durará até 2026.
De acordo com a entrevista, Moraes tem medo de que “os ataques dos bolsonaristas às urnas e ao Tribunal” desencadeiem no Brasil uma reação semelhante à que ocorreu nas eleições presidenciais nos Estados Unidos, quando eleitores do presidente Donald Trump invadiram o Capitólio para impedir a oficialização de Joe Biden como o novo presidente do país.