Números de análise feita pela Ponteio Política indicaram números incomuns para o ex-juiz

Sergio Moro Foto: EFE/ Joédson Alves

Uma pesquisa eleitoral divulgada na última semana chamou a atenção por trazer bons números ao ex-ministro da Justiça, Sergio Moro. Entretanto, não foram apenas os dados que saltaram aos olhos, mas também o fato de que a empresa que fez a pesquisa teve seu CNPJ registrado na Receita Federal apenas três dias antes da divulgação dos números.

É o que mostra o Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral da Ponteio Política, obtido pelo Pleno.News neste domingo (21). O documento, que é emitido pelo site da Receita Federal e aberto para consulta pública através de pesquisa pelo número do CNPJ, indica que a data de abertura do cadastro da empresa foi a última terça-feira (16).

Ponteio foi registrada na última terça-feira Foto: Reprodução/Receita Federal

Três dias depois, na sexta-feira, dia 19, veículos de imprensa tradicionais divulgaram os números da Ponteio, que curiosamente mostraram dados mais “encorpados” do ex-juiz na comparação com pesquisas anteriores. Os 11% registrados por Moro, por exemplo, foram mais altos do que o resultado de qualquer outra análise do 2° semestre.

Apesar da Resolução 23.600/2019, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estabelecer que os institutos de pesquisa são obrigados a divulgar as informações detalhadas sobre as análises, essa obrigação só é aplicada a partir do dia 1° de janeiro do ano eleitoral. Por conta disso, a consulta da Ponteio não possui dados públicos conhecidos.

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“Vamos trabalhar juntos”, afirmou o governador gaúcho

João Doria e Eduardo Leite Foto: Governo do Rio Grande do Sul/Rodger Timm

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), descartou neste domingo (21), qualquer rompimento com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Os dois disputam hoje nas prévias do partido uma vaga de pré-candidato ao Palácio do Planalto.

– Eu tenho convicção que vamos trabalhar juntos – disse o gaúcho ao Estadão.

Para falar sobre a situação com Doria, Leite usou o exemplo da eleição para o governo gaúcho em 2018, quando ele derrotou o então governador José Ivo Sartori (MDB) no segundo turno.

– Dez dias depois estávamos juntos, sentados na sede do MDB convidando para entrar no governo, o MDB entrou no governo e participa desde o primeiro dia nos ajudando a governar. Se nós conseguimos sentar com o adversário de outro partido para fazer composição, não vai ser dentro do partido que vai deixar de haver composição para poder ter um partido unido para ganhar as eleições – afirmou.

Apesar do discurso do governador, o processo de escolha do pré-candidato do PSDB expôs a divisão no partido. Doria e Leite trocaram acusações durante a campanha e houve denúncias de que o aplicativo de votação a ser usado no domingo permite fraudes.

O gaúcho tem o apoio de nomes experientes da legenda, como o senador Tasso Jereissati (CE) e o deputado Aécio Neves (MG). Doria, por sua vez, recebeu o aval do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do senador licenciado José Serra (SP).

Os governadores polarizam a disputa interna. O ex-prefeito de Manaus (AM) Arthur Virgílio também concorre, mas sem chances de vencer. Ele, inclusive, declarou hoje que sua candidatura foi só para marcar posição e ter palanque para falar de pautas que julga importantes.

– Cabe ao escolhido de hoje demonstrar maturidade, liderança, no sentido de ter capacidade para construir e lamber as feridas internas, unir o partido e o campo do centro – afirmou o presidente do PSDB, Bruno Araújo.

*AE


Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), decidiu que será candidato ao governo do Rio de Janeiro nas eleições do ano que vem. A decisão, segundo a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, foi tomada numa conversa quinta-feira passada com o presidente do PRTB fluminense, Antonio Carlos Santos.

O combinado foi se movimentar mais no estado, falar de temas locais, se reunir com empresários e participar de eventos. E, apesar da relação oscilante que tem com Jair Bolsonaro, quer ter o apoio do presidente em 2022. Mourão também não descarta a possibilidade de disputar o Senado.

*Bahia.ba


Petista deu declarações em Madri, na Espanha

Lula Foto: EFE/EPA/CHRISTOPHE PETIT TESSON

Neste sábado (20), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que quer se candidatar novamente à Presidência, mas que só irá bater o martelo a respeito do assunto entre fevereiro e março de 2022. Segundo o petista “há muito o que decidir”.

O ex-presidente, de 76 anos, recuperou seus direitos políticos neste ano, após o Supremo Tribunal Federal (STF) anular duas condenações por corrupção, pelas quais ele passou 580 dias na prisão. As informações são da agência EFE.

O líder petista fez este anúncio em um evento do partido espanhol de esquerda Podemos, em Madri, após cumprir compromissos em Alemanha, Bélgica e França.

Antes, Lula havia se limitado a dizer que o Partido dos Trabalhadores (PT) teria um candidato e que ele decidiria sobre a candidatura em fevereiro ou março. Mas, neste sábado, ele foi mais longe ao evidenciar seu desejo de concorrer, embora ainda não se tenha decidido.

– Se me transformassem em ouro eu não teria como retribuir a gratidão que tenho por vocês, isso me fez querer ser novamente um candidato à presidência – declarou Lula.

A fala aconteceu durante um discurso ao lado de Pablo Iglesias, ex-líder do Podemos, e da atual secretária-geral do partido, Ione Belarra, e de Enrique Santiago, secretário-geral do Partido Comunista espanhol.

– Tenho 76 anos, estou apaixonado, vou me casar e devo dizer o seguinte: já lutei muito, devo cuidar de minha vida, mas aquele que nasce para lutar não é mais dono de si mesmo – acrescentou o petista.

Nos últimos dias, ele se encontrou com o presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, com o presidente da França, Emmanuel Macron, e com o ex-chefe do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.

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Ex-juiz da Lava Jato deu declarações durante congresso do MBL

Sergio Moro Foto: EFE/ Joédson Alves

Neste sábado (20), durante o congresso do Movimento Brasil Livre (MBL), em São Paulo, o ex-juiz e ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, disse que não se arrependeu de ter participado do governo Jair Bolsonaro. Ele afirmou ter acreditado em uma “chance de dar certo”. As informações são do portal UOL.

– Eu não me arrependo [de ter integrado o governo]. Em 2018, tínhamos um momento de muita expectativa. O presidente eleito, a gente sabe que era uma pessoa controvertida, mas havia muita gente que pensava que poderia dar certo – declarou.

Moro criticou o governo federal ao destacar que foi feito o “exato oposto” do combate à corrupção.

– Quando, no decorrer, […] eu vi que um governo eleito para combater a corrupção fez o exato oposto, eu saí – disse ainda.

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O ex-prefeito de Feira de Santana e possível candidato a vice-governador da Bahia ou a senador, José Ronaldo (DEM), participou na manhã deste sábado (20), da celebração dos 60 anos de emancipação política da cidade de Anguera.

Ronaldo esteve companhado do prefeito Mauro Vieira, pela vice-prefeita Karine Ramos, o deputado estadual Nelson Leal, o prefeito de Serra Preta, Franklin Leite, vereadores e lideranças do município.

Na oportunidade, ele participou de vários eventos e da missa celebrada pelo Padre Ornelas.

“Mais progresso e desenvolvimento para Anguera!”, comemorou em suas redes sociais.


Julgamento sobre o desbloqueio ocorre na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal

Ex-presidente Lula Foto: Marlene Bergamo/Folhapress

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, nesta sexta-feira (19), a votação de um pedido feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que os bens do petista sejam desbloqueados. E os ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes votaram pelo desbloqueio dos bens, levando o placar a ficar em 2 a 1 a favor do petista.

A análise está acontecendo por meio do plenário virtual e deve acabar no dia 26 de novembro. Ainda falta o voto do ministro Nunes Marques, já que a Segunda Turma está desfalcada após a aposentadoria de Marco Aurélio Mello e o pedido de transferência de Cármen Lúcia para a 1ª Turma.

Caso Nunes Marques vote com o relator, o placar ficará empatado, sendo definido apenas após a entrada do novo ministro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os advogados de Lula recorreram à Suprema Corte depois que o juiz Luiz Antônio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba, manteve o bloqueio do patrimônio de investigados nos processos relacionados ao triplex do Guarujá, ao sítio de Atibaia e ao Instituto Lula, mesmo após o envio das ações ao Distrito Federal.

A defesa de Lula alega que o juiz não poderia manter os bloqueios, visto que o STF reconheceu a incompetência da Justiça Federal do Paraná para julgar os processos do ex-presidente. Porém, para a subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, a decisão do ministro Fachin invalidou os atos da Justiça do Paraná somente nas ações penais, sem menção às medidas cautelares.

A votação do pedido que pode resultar no desbloqueio dos bens começou em 6 de agosto deste ano com o voto do relator, o ministro Edson Fachin, que rejeitou a solicitação feita pela defesa do petista. Dez dias depois, em 16 de agosto, o ministro Ricardo Lewandowski pediu vista, o que suspendeu o processo. No dia 8 de novembro, Lewandowski devolveu o processo para julgamento, o que permitiu a retomada da votação.

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Em sua live semanal, presidente criticou a cobertura da imprensa sobre a viagem à Europa do petista

Presidente Jair Bolsonaro em sua live semanal Foto: Reprodução/Print da live de Jair Bolsonaro

Nesta sexta-feira (19), em sua tradicional live pelas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro comentou a viagem do ex-presidente Lula à Europa e a cobertura dada pela imprensa à “excursão” do petista. De acordo com Bolsonaro, apesar de ter ganhado alguns aplausos no Parlamento europeu, no Brasil ele não pode “ir na esquina tomar uma branquinha”.

– Eu não sei como a grande mídia nossa… Tá aqui na Veja, o Lula dizendo: ‘Vamos te que regulamentar as redes sociais’, diz Lula na Europa. Foi aplaudido no Parlamento europeu. Sim, tinha uns 20 deputados do PSOL deles, o equivalente. Num universo de 600 parlamentares tinha uns 20 ou 30 presentes – apontou.

Bolsonaro então afirmou que o petista não pode sair de casa no Brasil que acaba sendo vaiado.

– Lógico que o pessoal bate palma. Tem maluco em tudo que é lugar. E daí a mídia nacional disse que ele foi aplaudido pelo Parlamento europeu. Agora não pode ir na esquina tomar uma branquinha que é vaiado – destacou.

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Vice-presidente, no entanto, afirmou que é leal e que Bolsonaro sabe que não precisa temê-lo

Presidente Jair Bolsonaro e o vice-presidente Hamilton Mourão Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

Nesta semana, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, concedeu uma entrevista ao portal Uol, onde abordou diversos assuntos. Um deles foi sua relação com Jair Bolsonaro. Mourão afirmou que o presidente sabe que tem “sua lealdade”, porque ele poderia ter “negociado” um impeachment no Congresso, se fosse um “político de outras estirpe”, mas não fez isto.

Mourão apontou que Bolsonaro não precisa temê-lo.

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– Agora, o presidente compreende perfeitamente que ele tem a minha lealdade. Então ele não precisa temer nada de mim. Com todas as crises que foram vividas, acredito que, se eu fosse um político de outra estirpe, teria negociado ali, dentro do Congresso, um impeachment do presidente. Como eu não sou, ele sabe que tem essa situação tranquila – ressaltou.

Durante a entrevista, o vice-presidente afirmou ter tido “alguns atritos” com Bolsonaro, mas que é uma coisa ‘normal’.

– Temos uma relação muito clara e muito tranquila. Tivemos aí alguns atritos, em alguns momentos. Isso é normal. Não vejo problema nisso – apontou.

Mourão ainda foi questionado sobre seu futuro político e afirmou que, apesar de ainda não ter decidido, jamais iria se opor ao presidente Jair Bolsonaro.

– Dentro da minha ética, eu jamais poderia fazer isso. Em primeiro [lugar], iria dividir parcela do grupo ao qual eu pertenço e que apoia o presidente Bolsonaro. Então, eu não faço isso em hipótese alguma. Se eu tiver que concorrer a um cargo, para mim, minha visão seria o Senado, seja pelo Rio Grande do Sul, meu estado natal, seja pelo Rio de Janeiro. Essa é a decisão que eu terei que tomar após eu definir se vou continuar na política. E por qual lugar eu vou concorrer – destacou.


Segundo revista, manifestações foram registradas em Paris e em Bruxelas

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Foto: EFE/Luca Piergiovanni 

Em viagem pela Europa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já passou pela Bélgica, Alemanha e França, onde foi recebido pelo presidente francês, Emmanuel Macron. Segundo a revista Oeste, em Paris e em Bruxelas houve protestos contra o petista.

Manifestantes exibiram cartazes com as frases: “Lula ladrão” e “Chefe do crime”, em francês.

Em Bruxelas, o ato contra Lula aconteceu em frente ao Parlamento Europeu, onde o petista fez um discurso direcionado a líderes de partidos de esquerda.

No continente desde o último dia 11, Lula conclui sua viagem pelos países europeus nesta quinta-feira (18), na Espanha.

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