Nesta quarta-feira, dia 1º, foi divulgada uma pesquisa de abrangência nacional, feita pelo respeitado grupo de consultoria 6Sigma.
Segundo o levantamento, se as eleições para a Presidência da República fossem hoje, o presidente Jair Bolsonaro (PL) sairia na frente do ex-presidente Lula (PT) no primeiro turno do pleito.
Na pesquisa, Bolsonaro tem 31,7% das intenções de voto, enquanto Lula surge com 26,1% e, em terceiro lugar, Sérgio Moro com 10,9% da votação.
Ainda fecham a fila: Ciro Gomes (6,4%), João Dória (1,6%), Mandetta (0,9%) e ‘outros’ (2,3%). Branco e nulo somam 13,6% e não sabe ou não informou, 6,5%.
Em um eventual segundo turno, Bolsonaro ganharia tanto de Lula como de Haddad.
A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 26 de novembro de 2021, sendo os dias 25 e 26 para verificação e validação.
O plano amostral seguiu uma metodologia exclusiva do grupo, com finalidade de representar de forma fiel o público, totalizando mil formulários coletados, distribuídos proporcionalmente em 169 municípios brasileiros.
A margem de erro é de 3,1%.
GRUPO 6SIGMA
Sediado em Campina Grande, o grupo 6Sigma é uma agência de consultoria especializada em pesquisa de mercado, eleitoral, avaliação, recall, imagem, e audiência.
Para amparar seus números, a empresa cita acertos obtidos em eleições passadas, a exemplo do pleito de 2008, quando divulgou pesquisa boca de urna com apenas 0,16% de erro em relação ao resultado oficial. Em 2010, num trabalho de consultoria estatística, estimou o resultado final das eleições com erro “zero”.
Em 2018, a empresa acertou a projeção que dava vitória ao então candidato Jair Bolsonaro, o que acabou se concretizando nos primeiro e segundo turnos.
Confira a análise impressionante do professor Pedro Cézar Coelho:
Durante fala, Jair Bolsonaro fez correlação entre vacinas e Aids
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou hoje (3) a abertura de inquérito sobre a live do presidente Jair Bolsonaro, realizada em outubro, na qual foi compartilhada a informação sobre uma suposta relação entre as vacinas contra covid-19 e a Aids(síndrome da imunodeficiência adquirida, na sigla em inglês). No mesmo mês, a live foi retirada ao ar pelo Facebook por não existir essa relação.
Na decisão, o ministro atendeu ao pedido de investigação feito pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia. “Determino a instauração de inquérito para investigação do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, e o levantamento do sigilo destes autos, com sua devida e imediata autuação e conversão para o meio eletrônico”, decidiu o ministro.
Durante a tramitação do pedido, a Advocacia-Geral da União (AGU) argumentou que a CPI não tem capacidade postulatória e o presidente da República não pode sofrer medidas solicitadas pela comissão.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou no pedido e declarou que os fatos são objeto de apuração interna do órgão.
A Agência Brasil entrou em contato com a Presidência da República e aguarda retorno.
Presidente ironizou o interesse da oposição em sua vacinação
Presidente Jair Bolsonaro reafirmou que não tomará a vacina contra a Covid-19 Foto: PR/Alan Santos
O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a afirmar publicamente, nesta quinta-feira (2), que não tomou a vacina da Covid-19. O chefe do Planalto lembrou que a imunização não é obrigatória e que é opção dele se imunizar ou não.
– Eu vejo, acompanho mídias sociais, e o pessoal mostra para mim muita gente de esquerda, em especial, querendo a minha morte. Se quer a minha morte, por que fica querendo exigir que eu tome a vacina? Deixa eu morrer. Problema é meu, tá? – disse o presidente em live nas redes sociais.
Bolsonaro, que foi diagnosticado com Covid-19 em julho do ano passado, afirma que, por já ter pego o vírus, já possui anticorpos.
O presidente também comentou sobre a vacinação em crianças.
Recentemente, a Pfizer anunciou que deve pedir autorização para aplicar o imunizante em crianças entre 6 meses e 5 anos. Já está em análise também um pedido para imunizar crianças de 6 a 11 anos.
Para o presidente, decidir se o filho será imunizado ou não contra a Covid-19 é uma “decisão complicada para qualquer pai”.
– Não vou entrar em detalhes se Anvisa vai aprovar ou não, até porque não tenho qualquer ação diante da Anvisa. A Anvisa é independente. Mas eu perguntaria à Anvisa se isso continua na bula da Pfizer: “não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral” – disse.
Em entrevista ao Estadão, o deputado afirmou que não pretende sair do PSDB
Deputado Aécio Neves Foto: Lula Marques/AGPT
Em entrevista ao jornal o Estado de São Paulo, o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) falou de sua relação com seu partido e com o governador de São Paulo, João Doria, que venceu as prévias e será o candidato do PSDB à Presidência em 2022.
Aécio também falou sobre o PT e revelou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é “um cara bacana para sentar e tomar uma cachaça”.
O comentário sobre o petista foi feito ao Aécio falar de uma possível aliança entre o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin e Lula.
– A trincheira tem de ser dentro do PSDB. Lamento, inclusive, que o governador Geraldo Alckmin não tenha escolhido o campo do PSDB para fazer o seu projeto. Acho contraditória uma aliança com o PT. Nós combatemos o PT a vida inteira, tanto ele quanto eu e muitos outros. Não porque não gostamos do Lula. O Lula é uma grande figura, um cara bacana para sentar e tomar uma cachaça. Eu tive uma ótima relação com ele durante oito anos, mas o PT faz muito mal ao Brasil – destacou.
Já sobre o PSDB, Aécio Neves afirmou que seu partido precisa conquistar uma bancada forte no Congresso.
– Se nós formos para o isolamento, e eu espero que esse não seja nosso caminho, isso [se refletirá] inclusive na nossa presença nas assembleias, na nossa presença congressual. Mesmo que o PSDB não vença essas eleições, nós temos de sobreviver enquanto um partido sólido no Congresso. Se prevalecer essa polarização, ela vai chegar a um exaurimento, [à] fadiga, [ao] cansaço – ressaltou.
Aécio Neves ainda negou que pretenda deixar o partido.
– De forma alguma. Estou construindo o PSDB há mais de 30 anos. Essa é uma etapa da vida do PSDB. Já passei por várias outras. Eu vou sempre atuar no sentido de que o PSDB possa liderar um projeto de país. O PSDB é essencial para o Brasil – apontou.
O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a tecer duras críticas à Rede Globo. Para o petista, a emissora é uma das responsáveis pelo povo estar desacreditado com a política brasileira.
Durante uma entrevista ao podcast ‘Podpah’, dos apresentadores Igão e Mítico, o ex-presidente também criticou o radialista José Luiz Datena, conhecido por apresentar o Brasil Urgente, da Rede Bandeirantes de Televisão.
“Eu não acho que o povo está totalmente errado quando ele tem raiva da política. O povo não tem informação, ele assiste a Rede Globo. Ele vê aqueles repórteres falarem mal da política o tempo inteiro. Ele vê esse radialista que só fala de crime, que parece que está incentivando o crime, ser candidato. Ele não tem noção. Nós é que temos que dar noção e trabalhar a formação política. Nós é que temos que fazer com que as pessoas conheçam a realidade desse país. Discutir economia. Quanto mais politizado você for, mais porreta você será”, concluiu Lula.
O ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), confirmou pela primeira vez nesta quinta-feira (2), em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, que está trabalhando para se candidatar ao Governo da Bahia em 2022. Segundo ele, o apoio a sua candidatura foi uma das questões do Partido Liberal (PL) para a filiação do presidente Jair Bolsonaro.
“Estou trabalhando para ser candidato a governador. O apoio a minha candidatura foi uma das questões do PL”, disse o ministro ao Estadão.
Caso se confirme, Roma pode ter pela frente um velho conhecido na disputa, ACM Neto (DEM), seu padrinho e hoje adversário político, que lançou sua pré-candidatura nesta quinta, além do senador Jaques Wagner, possível nome escolhido pelo governador Rui Costa para substituí-lo.
Presidente afirmou que ex-ministro mentiu ao dizer que ele teria comemorado a saída de Lula da prisão
Presidente Jair Bolsonaro Foto: Isac Nóbrega/PR
Durante sua tradicional live, realizada na noite de quinta-feira (2), o presidente Jair Bolsonaro fez duras críticas ao ex-ministro da Justiça, Sergio Moro. De acordo com o chefe do Executivo, Moro é uma pessoa “sem caráter” e o vazamento da troca de mensagens entre Moro e os procuradores da Lava Jato expôs uma “vergonhosa troca de informações”.
Bolsonaro afirmou que Moro mente ao dizer, como fez em entrevista a uma rádio, na manhã desta quinta, que ele teria comemorado a saída do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da prisão.
– Esse cara está mentindo descaradamente. Em vez de mostrar o que fez, fica apontando dedos para os outros e mentindo. É papel de palhaço, um cara sem caráter. Saiu do governo pela porta dos fundos, traindo a gente, querendo trocar o diretor-geral da Polícia Federal por sua indicação ao Supremo. Aprendeu rápido, hein Sérgio Moro? Aprendeu rápido a velha política – disse.
Bolsonaro ainda sinalizou que pode revelar quem teria vazado para a imprensa informações coletadas pelo Coaf sobre sua família. De acordo com o líder, os membros da força-tarefa teriam votado no então candidato Fernando Haddad (PT) contra ele no segundo turno das eleições de 2018.
– Vou trazer algo sobre isso semana que vem. Em dado momento, descobriram a pessoa que vazava as informações do Coaf para a imprensa. E os procuradores rindo do vazamento – disse o presidente.
Mulheres que foram vítimas de violência doméstica terão preferência
Foto: Valter Campanato
O presidente Jair Bolsonaro editou nesta quinta-feira (2) decreto que regulamenta a Lei 14.237/21, que institui o auxílio gás. O texto detalha regras necessárias à operacionalização do programa, destinado a atenuar o efeito do preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) no orçamento de famílias de baixa renda.
O auxílio será concedido às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) cuja renda familiar mensal per capita for igual ou inferior a meio salário mínimo e às famílias que tenham, entre seus membros, quem receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A edição do decreto viabiliza a implantação do benefício a partir deste mês.
A lei prevê ainda que o auxílio seja concedido preferencialmente às famílias com mulheres vítimas de violência doméstica que estejam sob o monitoramento de medidas protetivas de urgência. Neste sentido, o decreto define que tal concessão será realizada a partir do acesso a informações do banco de dados mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
As famílias beneficiadas terão direito, a cada bimestre, a um valor equivalente a 50% da média do preço nacional de referência do botijão de 13 quilogramas (kg) dos últimos seis meses. O preço de referência será estabelecido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Programa Alimenta Brasil
Bolsonaro editou também hoje decreto que regulamenta o funcionamento do Alimenta Brasil, programa de aquisição de alimentos de produtores rurais familiares, extrativistas, pescadores artesanais, povos indígenas e demais populações tradicionais. O texto ainda amplia o limite de recursos que cada entidade familiar ou cooperativa pode receber do poder público.
“Não é admissível que nesse Brasil do conhecimento ainda exista brasileiro e brasileira passando fome. A fome não é silenciosa, ela dói”, afirmou o ministro da Cidadania, João Roma, durante a solenidade de assinatura do decreto.
De acordo com o decreto, a partir de 1º de janeiro de 2022, o limite anual de valores pagos a unidades familiares para a aquisição dos alimentos vai aumentar em relação ao antigo programa, da seguinte forma:
Modalidade
PPA (antigo)
Alimenta Brasil
Compra com doação simultânea
R$ 6,5 mil
R$ 12 mil
Compra direta
R$ 8 mil
R$ 12 mil
Incentivo à produção e ao consumo de leite
valor anual referente a venda 35 litros de leite por dia
R$ 30 mil
Apoio à formação de estoques
R$ 8 mil
R$ 12 mil
Compra institucional
R$ 20 mil
R$ 30 mil
Para as cooperativas, o limite anual a ser pago também será aumentado nas modalidades apoio à formação de estoque, que passará de R$ 1,5 milhão para R$ 2 milhões; e compra direta, de R$ 500 mil para R$ 2 milhões. Nas demais modalidades, os limites serão mantidos: compra com doação simultânea, com R$ 2 milhões; e compra institucional, com R$ 6 milhões.
O Programa Alimenta Brasil tem como finalidade incentivar a agricultura familiar, promovendo a inclusão econômica e social dos agricultores familiares mais pobres, além de promover o acesso à alimentação, em quantidade, qualidade e regularidade necessárias, pelas pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional.
O ministro participou do evento de dez anos de concessões aeroportuárias no Brasil
Paulo Guedes Foto: Ascom/ME/Edu Andrade
O ministro da Economia, Paulo Guedes, não demonstrou preocupação com a retração de 0,1% no Produto Interno Bruto (PIB), no terceiro trimestre, e com a queda de 0,4% (revisado), no segundo trimestre do ano. Guedes garantiu que o país vai crescer em 2022.
– Dizer que o Brasil não vai crescer é um equívoco. O Brasil vai crescer um pouco menos, porque vamos combater a inflação. Hoje saiu o dado de que entramos em recessão técnica, e a Bolsa subiu 3%. Se alguém estivesse levando a sério que o PIB vai cair, a Bolsa não estava subindo – afirmou o ministro, em palestra no evento de dez anos de concessões aeroportuárias no Brasil.
Guedes repetiu que o governo tem R$ 600 bilhões em compromisso de investimentos em infraestrutura para os próximos anos.
– Essa conversa de que o Brasil não vai crescer é conversa de maluco. O crescimento está contratado. São R$ 600 bilhões de contratos assinados em todos os setores: gás natural, petróleo, saneamento, cabotagem, ferrovias e aeroportos. E vem mais R$ 100 bilhões com o 5G – completou Guedes.
O ministro da Economia voltou a argumentar que a escalada de preços é um problema global.
– O Brasil está condenado a crescer. A pergunta é se vai ter um pouco mais ou um pouco menos de inflação. A inflação brasileira era 4% e chegou a 10%. Nos Estados Unidos, era zero e chegou a 6%; subiu como aqui. Vão dizer que foi o (presidente) Bolsonaro que fez a inflação americana subir? – questionou.
Guedes argumentou que houve uma desorganização mundial das cadeias produtivas, enquanto a demanda se manteve em programas sociais de transferência de renda.
– A inflação vai ser dominada, controlada, vai baixar, e o Brasil vai voltar a crescer – completou o ministro.
“Centenas de não robôs ficaram perplexos”, disse o comentarista
Caio Coppolla dá esclarecimentos em seu programa na Jovem Pan News Foto: Reprodução/YouTube Caio Coppolla
Após ser duramente criticado por ter dado a entender que apoiaria Sergio Moro nas próximas eleições, em uma entrevista no programa Pânico, o comentarista Caio Coppola decidiu esclarecer suas declarações.
Em seu novo programa na Jovem Pan News, o Boletim Coppolla, o comentarista frisou que se trata de uma fake news e desinformação. Ele conta que foi surpreendido nas redes sociais e “massacrado” por “supostamente” apoiar a candidatura de Sergio Moro à Presidência. Posteriormente, o esclarecimento foi publicado em seu perfil no Instagram.
Em um tom polido, Coppolla chega a dar razão a quem ficou perplexo e considera a hipótese de ter se expressado mal.
– Centenas de não robôs ficaram perplexos, e com toda razão, com a minha suposta declaração de voto ao ex-juiz […] É claro que se a coisa tomou toda essa proporção é porque eu não me expressei bem ou porque houve algum mal entendido – disse nesta quarta-feira (1°).
Coppolla diz compreender que seu papel enquanto comentarista de uma grande emissora não é apoiar políticos ou governos, mas criticar todos eles “com embasamento e propriedade, na medida dos seus erros e acertos”, com exceção ao ex-presidente Lula.
– A única exceção a essa linha editorial é a candidatura do ex-condenado por corrupção, que será combatida de forma intransigente por ofender demasiadamente nosso senso de justiça e moralidade.
Embora tenha feito críticas a Sergio Moro durante sua participação no Pânico, Coppolla aponta que o que incomodou as pessoas foi sua declaração de “dar o benefício da dúvida” ao ex-juiz, além de considerar a hipótese de o mesmo ser uma “boa escolha para o país”.
– Uma análise isenta e desapaixonada desse trecho desmonta a ideia de apoio político – argumenta.
Ele diz que dar o benefício da dúvida quer dizer que ele ainda não está convencido dos benefícios da candidatura de Moro, o que seria diferente de apoiar.
– Eu já fui duramente penalizado por defender o que eu acredito. E fiz isso sem contar com proteção institucional ou cargo público… Eu espero que você enxergue algum valor nisso, e me dê um desconto. Por favor não me interprete da pior maneira possível quando eu me comunicar mal – pede o comentarista.