Aumento das pressões inflacionárias e redução das perspectivas de crescimento econômico serão alguns dos efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia na economia brasileira, segundo especialistas consultados pela Forbes.
Na madrugada de hoje (24), o presidente russo Vladimir Putin ordenou uma invasão total da Ucrânia por terra, ar e mar, dando início ao maior conflito armado na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Putin disse que não tinha outra opção a não ser ordenar o que chamou de uma operação especial contra a Ucrânia, dizendo que todas as tentativas anteriores de Moscou para alterar a situação de segurança não deram em nada.
Os mercados acionários globais amanheceram em território de baixa, e até mesmo o bitcoin caiu para seu menor nível em um mês, a US$ 34.324, refletindo o movimento de venda de ativos mais arriscados.
Confira os demais efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Aumento dos preços do petróleo
A Rússia é o terceiro maior produtor e segundo maior exportador de petróleo do mundo, e um conflito envolvendo o país prejudica o fornecimento da commodity. Os efeitos da diminuição da oferta podem ser ainda mais devastadores por conta do crescimento da demanda por combustíveis com a reabertura das economias pós-pandemia.
Hoje, os preços dos petróleos Brent e WTI atingiram os níveis mais altos desde agosto e julho de 2014, respectivamente. O Brent subia 5,37% para US$ 102,25 o barril às 15h35 do horário de Brasília, enquanto o WTI avançava 3,65% para US$ 95,46 o barril.
O aumento dos preços impulsionou os papéis da Petrobras (PETR3 e PETR4), que registram ganhos na tarde de hoje.
Roberto Dumas, professor de economia internacional do Insper, aponta que o repasse desses aumentos deve encarecer ainda mais os combustíveis no Brasil, o que, por sua vez, pode reforçar argumentos para a privatização da petroleira.
“Podemos ter uma pressão maior do Executivo para intervir na Petrobras, principalmente por causa das eleições”, argumenta ele. Desde o ano passado, o presidente Jair Bolsonaro expressa interesse em privatizar a estatal e alterar a política de preços de combustíveis da petrolífera.
Cláudio Mastella, diretor-executivo de comercialização e logística da Petrobras, afirmou nesta manhã que a empresa avaliará os impactos da alta volatilidade da commodity no mercado internacional antes de tomar qualquer decisão sobre os preços domésticos.
Sobem os preços do gás natural e, consequentemente, dos alimentos
A Rússia é a maior fornecedora de gás natural para a Europa – o país é responsável por cerca de 35% da oferta ao continente. Por isso, o início de um conflito, bem como a imposição de sanções a Moscou, terá efeitos negativos sobre o setor energético da zona do euro.
Apesar de não depender do fornecimento russo, o Brasil também fica suscetível à redução da oferta de gás natural.
Pedro Brites, professor da escola de relações internacionais da FGV (Fundação Getulio Vargas), explica que a maior parte dos fertilizantes importados pelo Brasil vem da Rússia. Esses produtos são produzidos a partir de gás natural – especialmente os nitrogenados, fosfatados e o cloreto de potássio.
O gás natural chegou a registrar alta de 40% na Europa no pregão de hoje. Com o repasse desses aumentos, a agricultura brasileira também deve ser impactada, e os preços dos alimentos devem subir.
Brites também chama atenção para o fato de o Brasil possuir uma participação significativa no mercado de importação de trigo. “Mais de 80% do trigo importado pelo nosso país vem da Argentina. Mas como esses preços são cotados internacionalmente, surge uma pressão inflacionária sobre os alimentos também.”
A Rússia e a Ucrânia respondem por 29% das exportações globais de trigo, 19% do fornecimento mundial de milho e 80% das exportações mundiais de óleo de girassol.
Busca por ativos de maior segurança
Tradicionalmente, períodos de incerteza na economia mundial elevam a busca por mercados e ativos considerados mais seguros, como ações de empresas norte-americanas, dólar e ouro.
Após acumular perdas de 2,5% no início da semana, o dólar voltou a subir frente ao real, e opera em alta de mais de 2% nesta tarde. O mesmo avanço foi observado em outros países emergentes, como a Turquia, que viu a lira cair mais de 5% frente à divisa norte-americana neste pregão.
Esse movimento interrompe o recente fluxo de entrada de recursos estrangeiros na Bolsa brasileira. “A narrativa da busca por ativos de ‘valor’, a despeito da fuga de tecnologia e empresas ainda sem lucro, contribuiu para que o Brasil recebesse um fluxo muito positivo nos últimos meses”, comenta João Beck, economista e sócio da BRA.
“Essa narrativa foi reforçada pela alta das taxas de juros globais, que prejudicou empresas com previsão de lucro mais à frente e reforçou a busca por empresas de valor – característica mais presente no Ibovespa”, complementa.
Às 15h35 do horário de Brasília de hoje, o Ibovespa registrava queda de 2,16%.
Juros em alta e crescimento em baixa
Segundo os especialistas, diante das pressões inflacionárias observadas principalmente no setor energético, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia deve intensificar ainda mais a política monetária contracionista no Brasil.
Em sua última reunião, no início do mês, o Copom (Comitê de Política Monetária) elevou a Selic, taxa básica de juros, em 1,5 ponto percentual pela terceira vez consecutiva, a 10,75% ao ano. Economistas esperam, agora, que ela chegue a 12,25% no final de 2022, enquanto analistas do Citi citam 12,75% como o patamar máximo do atual ciclo de aperto monetário.
“Se nós víamos um PIB [Produto Interno Bruto] estável em 2022, ou com avanço de 0,3%, agora eu já aposto em um recuo de 0,5% diante desse cenário contracionista”, afirma Dumas.
Os conflitos no leste europeu não devem trazer benefícios ao cenário macroeconômico brasileiro, embora algumas empresas de exportação, que têm receita em dólar, possam encontrar algumas vantagens.
“Não temos muitos precedentes recentes de guerras que aconteceram no coração da Europa”, comenta Brites. “Mas podemos citar o conflito entre o Irã e os EUA há alguns anos, que também provocou a elevação do barril de petróleo.”
O professor explica que os demais impactos econômicos vão depender do agravamento da crise: “Se houver uma participação mais efetiva dos países europeus e dos Estados Unidos no conflito, por exemplo, o cenário pode ficar mais crítico.”
Forças Armadas também convocaram cidadãos para defender o país
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky Foto: EFE/EPA/SERGEY DOLZHENKO
Nesta quinta-feira (24), o governo da Ucrânia utilizou as redes sociais para pedir à população do país que ajude o Exército a economia. A iniciativa ocorre após a Rússia invadir o país.
A invasão ocorreu na madrugada desta quinta-feira (24), após semanas de tensão na fronteira da Rússia com a Ucrânia. O anúncio da “operação militar no leste da Ucrânia” foi feito pelo presidente russo, Vladimir Putin, em um discurso transmitido na televisão. De acordo com ele, o “objetivo é proteger as pessoas que são submetidas a abusos, genocídio de Kiev durante oito anos, e, para isso, buscaremos desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia e levar à Justiça aqueles que cometeram vários crimes sangrentos contra pessoas pacíficas, incluindo cidadãos russos”.
– Não cometa erros. Os ucranianos prevalecerão. Lutamos contra os impérios russo e soviético no passado e — sempre — a liberdade e a democracia venceram. Nós precisamos do seu apoio agora. Apoie o exército e a economia ucranianos. Vamos #ParaaAgressãodaRússia juntos – disse a Ucrânia em sua publicação.
Na mesma publicação, o governo ucraniano colocou um link pedindo doações financeiras. Os recursos serão destinados ao “apoio logístico e médico das Forças Armadas da Ucrânia”.
Já em outra publicação, as Forças Armadas ucranianas convocaram cidadãos para a luta contra a Rússia. “Quem estiver pronto para manter as armas, junte-se às fileiras das Forças Armadas da Ucrânia. Simplificamos todos os procedimentos. Tudo o que precisa é de um passaporte. Apenas um passaporte. Damos as armas a todos os patriotas que estão prontos para usá-las contra o inimigo sem hesitação! Mantendo a calma!”, disse o ministro da Defesa, Oleksii Reznikov.
A Ucrânia, cansada dos políticos (o que é compreensível), votou no Danilo Gentili deles.
Sim, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, é um humorista famoso que protagonizou uma série de TV onde um professor, acidentalmente, se tornava presidente do país.
A vida imita a arte? Não. A vida quase sempre imita um enlatado americano feito para TV.
Hoje os ucranianos se perguntam em uníssono: o stand up vai suportar a pressão da Rússia?
Por outro lado a América, cada vez mais infantilizada e frágil, escolheu como presidente um idoso já quase senil e que já possui um dos piores índices de aprovação da história do país, isto porque o sujeito está apenas há um ano no cargo, porém o estrago, mesmo no curto espaço de tempo, é gritante.
É isto que ocorre quando a população eleva Lady Gaga, Tom Hanks, Eddie Vedder, e outros imbecis, ao nível de influenciadores sobre geopolítica.
A América hoje está mais preocupada em cumprir a agenda do progressismo, colocando em prática toda e qualquer egotrip adolescente, enquanto o mundo, especialmente o lado oriental, a devora calado.
Xi Jinping e Putin não têm Instagram ou Tik Tok, pois enxergam o mundo pela ótica de dois adultos treinados, frios e interessados em expandir poder e territórios, enquanto seus adversários brincam de “casinha”.
Se homens fortes te causam medo, espere até ver do que são capazes os homens fracos.
Macron, Boris Johnson, Trudeau, e toda esta turminha, para o líder russo não passam de integrantes de uma nova boy band americana e desafinada.
Putin tem uma trajetória política que o coloca num nível tão elevado frente à esta turma de amadores, que seria algo como Napoleão Bonaparte discutindo estratégia militar com Greta Thunberg.
Quem segura o russo agora?
Chapolin Colorado? Sargento Pincel? Batman?
Com a infantilização generalizada que dominou o ocidente, sinceramente não duvido que boa parte da população esteja aguardando a ação dos Vingadores anti o vilão russo.
Quer saber?
Não há Rocky Balboa que segure este Ivan Drago, não no cenário (ou ringue) atual.
Temos uma briga entre um enxadrista contra espinhudos que discutem pelo poder do joystick, enquanto a mamãe foi preparar biscoitos e Toddynho.
E do lado de cá?
Bom, aqui temos um jogador de truco jogando xadrez, sem sequer saber como se movimenta o cavalo contra o STF.
A verdade é que o velho Senhor da Guerra continua não gostando de crianças, assim como Bill Gates, que se acha o dono do mundo, mas esqueceu que exército de vídeo game não é pareo para soldados reais e sedentos por sangue.
No que vai dar isto?
Não faço a menor ideia, já que diferente de 99% dos especialistas de Tik Tok, eu desconheço por completo o que se passa na cabeça de um homem que foi diretor da KGB e está no poder da Rússia há três décadas, e sem adversários, já que os poucos que se arriscaram, ficaram “doentes” e evaporaram.
O mundo não é um Meme.
Eu não sou solidário à Rússia.
Sou solidário às pessoas que, infelizmente, pagarão com suas vidas, por mais uma estúpida disputa de poder, desta vez entre adultos contra um bando de meninos mimados sob o comando de um personagem caricato, eleito graças ao poder da mídia e seus influenciadores.
Para tentar entender um pouco da mente de quem realmente está por trás de tudo isto, recomendo o livro “As entrevistas de Putin”, onde um americano bobalhão, representado pelo cineasta Oliver Stone, debate com um líder político que tem total desprezo pela “cultura” ocidental.
O embate no livro (e também documentário) é o melhor exemplo do que talvez se torne a nova “Guerra Fria”, onde de um lado se tem o “comunista” rico, vaidoso, hipócrita, do outro, um homem sério, calculista, inteligente, que mostra absoluto desprezo pelo real comunismo, que ele conheceu bem, e também por seu primo mimadinho: o progressismo.
A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quinta-feira (24), o texto-base do projeto de lei que legaliza os jogos no Brasil. Foram 246 votos favoráveis e 202 contrários. O projeto legaliza jogos como em cassinos, bingos, jogo do bicho e on-line, mediante licenças em caráter permanente ou por prazo determinado.
Após a votação, a sessão foi encerrada. Os destaques ao texto deverão ser votados, em sessão marcada para esta quinta-feira (24), no plenário da Casa. Os destaques apresentados pelos partidos é uma tentativa de fazer mudanças no parecer do deputado Felipe Carreras (PSB-PE) para o Projeto de Lei 442/91.
O texto aprovado prevê, entre outras medidas, que cassinos poderão ser instalados em resorts, navios e cidades classificadas como polos ou destinos turísticos. No caso de bingos, o texto permite sua exploração em caráter permanente apenas em casas de bingo.
Para o jogo do bicho, o projeto exige que todos os registros da licenciada, seja de apostas ou de extração, sejam informatizados e com possibilidade de acesso em tempo real (on-line) pela União, por meio do Sistema de Auditoria e Controle (SAC).
Agência Brasil com informações da Agência Câmara de Notícias
Presidente disse que, em sua gestão, Putin teria tomado outras atitudes
Donal Trump e Joe Biden Fotos: Kremlin/Sputnik/Mikhail Kimentyev // EFE/EPA/Andrew Harrer
Nesta terça-feira (22), o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump elogiou o presidente russo, Vladimir Putin, e culpou o presidente Joe Biden pela crise política na Ucrânia. Em entrevista ao programa The Clay Travis and Buck Sexton Show, Trump disse que, se estivesse no comando da Casa Branca, a situação na região seria outra.
– Se [o cenário fosse] gerido corretamente, não haveria absolutamente nenhuma razão para que a situação se precipitasse na Ucrânia – afirmou Trump.
O ex-presidente americano classificou o movimento de Putin como “genial” e disse que os EUA poderiam fazer com o México o mesmo que a Rússia está fazendo com a Ucrânia, que, em sua visão, enviou uma “força de paz”.
– É um movimento genial. Ele vai entrar lá como um pacificador. Esta é a força de paz mais poderosa que já vi. Poderíamos fazer algo parecido em nossa fronteira sul [com o México]. Isso é maravilhoso – elogiou.
No tempo em que esteve no comando do país, Trump se aproximou de Putin, a quem diz conhecer “muito bem”. Trump disse ainda que o chefe do Executivo russo teria uma atitude diferente durante sua gestão.
– Eu conheço Vladimir Putin muito bem, e ele nunca teria feito sob o governo Trump o que ele está fazendo agora, de forma nenhuma – declarou.
Levantamento foi realizado pelo banco Modal em parceria com o Futura Inteligência
Pesquisa coloca Bolsonaro na frente de Lula Fotos: EFE/Joédson Alves // PR/Isac Nóbrega
Uma pesquisa feita pelo banco Modal em parceria com o Futura Inteligência colocou o presidente Jair Bolsonaro na frente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (23) e aponta Bolsonaro 34,3% das intenções na pesquisa espontânea. Já Lula aparece com 33,3% das intenções.
A pesquisa espontânea é realizada quando um entrevista aponta um nome sem ter que escolher nenhuma alternativa.
Na pesquisa estimulada, o levantamento também apontou um cenário semelhante, com o ex-presidente Lula com 35% das intenções, contra 34,7% de Bolsonaro.
Já nos cenários do segundo turno, a pesquisa aponta vitória de Lula contra diversos oponentes:
contra Bolsonaro, por 48% a 40,1%; contra Ciro, por 46% a 23,2%; contra Moro, por 46% a 29,7%; e contra Doria, por 47,7% a 16,9%
A pesquisa foi realizada entre os dias 14 a 17 de fevereiro com 2 mil pessoas. As entrevistas foram realizadas por telefone. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.
A caserna do governo de Jair Bolsonaro está em chamas com o falatório dos últimos dias protagonizado pelo presidente do TSE, ministro Luiz Fachin, e pelo ex-presidente do tribunal Luis Roberto Barroso.
Na avaliação dos militares, Barroso e Fachin tentam “construir uma narrativa contra Jair Bolsonaro” de que o presidente, apoiado por uma ala fardada das Forças Armadas, quer “desacreditar e tumultuar as eleições e, caso derrotado, promover um golpe para se manter no poder”.
“É uma medida desesperada e, na verdade, uma ‘cortina de fumaça’ para tirar o foco da população sobre as reais fragilidades técnicas apresentadas pelos sistema de urnas eletrônicas, já apontadas em 2018 e que foram potencializadas pelos questionamentos dos representantes das Forças Armadas na Comissão de Transparência das Eleições”, diz um militar ouvido pelo Radar.
“A verdade é que os ministros Barros, Fachin e Moraes se uniram, com apoio de políticos de esquerda e da maioria da imprensa, para atacar o presidente e inviabilizar a reeleição”, segue o militar.
O candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) tem mantido conversas com lideranças do PP, mas, segundo interlocutores, o ex-prefeito soteropolitano não quer criar expectativas sobre ter o apoio do partido nas eleições deste ano.
Segundo aliados de Neto, as conversas têm ocorrido com o ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, Ciro Nogueira, e com o deputado federal Cacá Leão, filho do vice-governador João Leão (PP). Embora o presidente nacional do PP seja o deputado federal baiano Cláudio Cajado, Nogueira é quem continua dando as cartas na sigla. Ele presidia a legenda e deixou o posto para integrar a equipe presidencial.
Correligionários do ex-prefeito relataram ao bahia.ba que Neto tinha desistido de ter conversas com o PP, porque entendeu que, em 2018, o partido o usou para barganhar mais espaço no governo Rui Costa (PT). No entanto, cresce o tensionamento na base governista, e, segundo aliados de Neto, o deputado Cacá tem “jurado” que o PP só permanecerá no grupo político se Rui Costa renunciar para João Leão assumir o governo.
Neto tem dito, segundo interlocutores, que, desta vez, não vai permitir que “ninguém se cacife sem atrelar o desejo de estar” com ele nas eleições deste ano.
Embora em público mantenha o discurso de que pretende enrtar na disputa ao Governo da Bahia de pé, se depender apenas da vontade de Jaques Wagner (PT), ele não seria candidato nas próximas eleições, segundo aliados do senador ouvidos pela coluna Radar da revista Veja.
De acordo com a publicação, o petista, que ainda tem mais quatro anos de mandato como senador, prefere não encarar as urnas em outubro e contar com a possibilidade de ser ministro em um eventual governo Lula, a partir do ano que vem.
Na semana passada Wagner, o governador Rui Costa e o senador Otto Alencar se encontraram com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo. Na reunião, Rui definiu que seria candidato ao Senado e obrigou os aliados a se adaptarem para não ruir o tripé formado entre PT, PSD e PP na Bahia. Com a decisão do governador, o senador Otto, que seria candidato à reeleição, seria deslocado para a candidatura ao Palácio de Ondina.
PL determina que partidos apresentem documentos sobre a transparência financeira da sigla
Deputada federal Carla Zambelli Foto: Câmara dos Deputados/Michel Jesus
Nesta segunda-feira (21), a deputada federal Carla Zambelli apresentou um Projeto de Lei (PL) . A medida proíbe partidos políticos de participarem nas eleições caso não apresentem a documentação completa referente a transparência financeira da sigla.
Caso a proposta fosse aprovada no Congresso, o Partido dos Trabalhadores (PT) seria um dos partidos que ficaria impedido de participar de futuras eleições, já que a legenda possui cerca de R$ 23,7 milhões em dívidas com o INSS e FGTS.
O texto do PL 333/2022 define que os partidos deverão apresentar os seguintes documentos para a disputa das eleições:
1 – comprovação de regularidade fiscal, atestada por meio de apresentação de Certidão Negativa de Débitos relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União – CND; 2 – certificado de regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS; 3 – certidão negativa de débitos trabalhistas, expedida pelo Tribunal.
Outro ponto presente no projeto define que partidos que receberem recursos do Fundo Partidário deverão detalhar os gastos do dinheiro em seu site oficial e na Justiça Eleitoral.
Em sua justificativa para o projeto, Zambelli afirmou que o objetivo é “proporcionar um maior controle e rigor na aplicação do dinheiro público, conferindo transparência à atividade político-partidária”.
Ela, no entanto, lembrou que não se pode falar “em violação à autonomia partidária, na medida em quese trata, tão somente, de um consectário do regime de financiamento de entidades privadas pelo Poder Público”.