Para 69% dos entrevistados, também há corrupção na administração de Jair Bolsonaro, mas 52% avaliam que na era petista foi ainda pior
A pesquisa Data Veritas, em parceria com IRG e Uninter, questionou o eleitorado sobre a percepção da corrupção nos governos Lula e Jair Bolsonaro. O resultado mostra que a Lava Jato deixou uma marca indelével e que o brasileiro está consciente de que o assalto aos cofres públicos continua.
Para 86% dos entrevistados, houve corrupção no governo do ex-presidiário, assim como 69% acreditam que há corrupção no atual governo, enquanto 52% avaliam que a gestão petista foi ainda mais corrupta.
Outros 69% estão certos de que a Lava Jato fez mais bem do que mal ao país, e 76% se declararam favoráveis à maior operação anticorrupção do mundo. Dos consultados, 64% souberam do fim das investigações — sepultadas pelo Supremo, com PGR, Bolsonaro e Congresso.
Ministra é vista como uma das mais “populares” entre os bolsonaristas
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro tem estudado alguns nomes para compor a chapa pensando na eleição à Presidência em 2022. E um dos nomes cogitados por ele é o da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, para ser vice na chapa. A informação é do portal IG.
De acordo com a publicação, Damares é vista como uma das mais “populares” entre os bolsonaristas. Ela, que deve concorrer a um cargo no próximo ano, ainda não há definiu sobre qual, nem por qual estado será. As opções são o Senado ou a Câmara dos Deputados pelos estados de São Paulo, Goiás ou Distrito Federal.
Casal fez pronunciamento de fim de ano em rede nacional
Presidente e primeira-dama em pronunciamento de Natal Foto: Reprodução
O presidente da República, Jair Bolsonaro e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, deixaram uma mensagem de Natal aos brasileiros, em pronunciamento nas rádios e televisões nacionais na noite desta sexta-feira (24). Durante sua fala, o chefe do Planalto e sua esposa disseram que, durante todo 2021, não se afastaram do que acreditam: “Deus, pátria, família e liberdade”.
– Estamos finalizando mais um ano, um ano de muitas dificuldades. Contudo, não nos faltaram seriedade, dedicação e espírito fraterno no planejamento e na construção de políticas públicas em prol de todas as famílias – disse o presidente.
– Com dignidade e respeito ao próximo, não economizamos esforços para apoiar a todos, em especial os mais vulneráveis. Não nos afastamos em nenhum momento do que acreditamos e defendemos: Deus, pátria, família e liberdade – completou a primeira-dama.
O casal finalizou o pronunciamento desejando as famílias brasileiras um “Natal abençoado e repleto de alegrias”, e que 2022 seja um ano de conquistas e realizações.
Com duração de quase 2 minutos, a mensagem natalina foi ao ar às 20h30. Esta é a terceira vez que o presidente faz um pronunciamento na véspera de Natal.
Em 2019, ele também gravou a mensagem ao lado da primeira-dama, frisando que foi um ano “especial” e de muitas “conquistas”. Ele ainda elencou as conquistas do governo e relembrou o atentado que sofreu em 2018.
Em 2020, o presidente destacou as ações do governo no combate a pandemia e agradeceu aos profissionais que atuaram na linha de frente contra a doença. Na ocasião, o chefe do Executivo expressou ainda solidariedade com as famílias que perderam seus entes queridos.
CONFIRA O PRONUNCIAMENTO DE 2021 NA ÍNTEGRA: Boa noite a todos! Sob a proteção de Deus chegamos a mais um Natal. Um tempo especial na vida de todos os brasileiros. Tempo de agradecer, construir e confraternizar.
Estamos finalizando mais um ano. Um ano de muitas dificuldades. Contudo, não nos faltaram seriedade, dedicação e espírito fraterno no planejamento, na construção de políticas públicas em prol de todas as famílias.
Com dignidade e respeito ao próximo, não economizamos esforços para apoiar a todos, em especial os mais vulneráveis. Não nos afastamos em nenhum momento do que acreditamos e defendemos: Deus, pátria, família e liberdade.
Agradecemos a cada brasileiro pela confiança em nosso país. Desejamos que todos celebrem este Natal do jeito que amamos: com nossos familiares e amigos. Temos a honra de desejar a você e sua família um Natal abençoado e repleto de alegrias.
Que 2022 seja um ano de esperança conquista e realizações. Que Deus proteja as nossas famílias.
Em resposta, escritor classificou fala de Camargo como “cretina”
Sérgio Camargo e Olavo de Carvalho Fotos: Foto: Agência O Globo/Pablo Jacob | Reprodução / YouTube
O presidente da Fundação Palmares, Sergio Camargo, demonstrou insatisfação com as recentes declarações do escritor Olavo de Carvalho sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL). Em publicação no Twitter, ele afirmou que o chefe do Executivo “nunca precisou e jamais precisará” de um professor.
– Jair Bolsonaro seria um autêntico conservador ainda que absolutamente nenhum intelectual jamais tivesse escrito um único parágrafo sobre conservadorismo. Nunca precisou e jamais precisará de um “professor”. Sigamos! Tempos um país para salvar – declarou Camargo.
Olavo, por sua vez, rebateu a fala do presidente da Palmares por meio das redes sociais.
– Esta é a coisa mais cretina que algum bolsonarista já escreveu – assinalou.
Falas recentes um tanto polêmicas do escritor têm reverberado entre os apoiadores do presidente. Esta semana, ele afirmou que Bolsonaro o usou como “post boy” [garoto propaganda] para se promover, e disse que as eleições de 2022 já são uma “briga perdida”. Olavo também defendeu que o presidente é “um bom administrador”, porém, “Estadista ele não é”.
Em resposta ao influenciador político Gustavo Gayer, Olavo ainda disse nunca ter precisado do presidente para formar seu público.
– Eu não vejo no que o Bolsonaro me ajudou. Eu nunca precisei dele para coisa nenhuma, nunca pedi nada a ele e, sobretudo, nunca quis posar do lado dele. Nunca fui procurá-lo para isso nem uma única vez – acrescentou.
Índice de aprovação da Suprema Corte entre os eleitores do presidente Jair Bolsonaro é de apenas 12%
Plenário do STF Foto: Carlos Moura/SCO/STF
Uma pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal Folha de São Paulo na sexta-feira (24) ilustrou a percepção que a população brasileira tem sobre o trabalho do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a análise, apenas 23% dos entrevistados aprovam a atuação da Suprema Corte brasileira.
O número em questão, de 23%, é relativo aos brasileiros que conceituaram o trabalho da Corte como ótimo ou bom. Por outro lado, 34% consideraram o Supremo ruim ou péssimo. No meio termo, 37% avaliaram o STF como regular. Outros 6% não souberam responder.
Quando avaliado o conceito dado ao STF pelos apoiadores dos principais candidatos a presidente, a Suprema Corte teve uma avaliação maior que a média entre os eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e bem menor que a média entre os que declaram voto no presidente Jair Bolsonaro (PL).
Entre os eleitores de Lula, 30% consideraram que o Supremo é ótimo ou bom, 40% disseram que a Corte é regular, e 24% avaliaram o STF como ruim ou péssimo. Já entre os apoiadores de Bolsonaro, a avaliação de ótimo ou bom foi de apenas 12%, enquanto o conceito regular ficou em 26%, e o ruim ou péssimo alcançou a marca de 57%.
De acordo com a Folha de São Paulo, os dados divulgados foram coletados por uma pesquisa presencial do Datafolha com 3.666 pessoas de 16 anos ou mais, em 191 cidades, entre os dias 13 e 16 de dezembro. A margem de erro foi de dois percentuais, para mais ou para menos.
A aliança entre os partidos União Brasil e Podemos corre risco de não sair do papel. De acordo com o colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, um ministro do STF procurou pessoalmente alguns dos envolvidos na negociação entre os partidos para apresentar argumentos contra a chapa.
Trata-se de uma das figuras mais críticas a Moro no Supremo, no entanto, o ministro não teve o nome revelado.
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro vem tentando ter o apoio do União Brasil em sua candidatura, o que daria ao jurista mais tempo de tela nas campanhas e mais estrutura ao rodar o país.
A direção do partido prepara uma ofensiva para convencer Moro a aceitar a indicação de um vice do partido a pré-candidatura com ele. A aposta seria Luciano Bivar (PSL).
Com a decisão, o ex-ministro nos governos do PT poderá retirar a tornozeleira eletrônica
Ex-ministro Antonio Palocci Foto: Agência Brasil/Abr
A Justiça Federal do Paraná decidiu suspender a execução de pena do ex-ministro da Economia Antonio Palocci. A decisão ocorreu no regime de plantão da Justiça paranaense e partiu do juiz Dineu de Paula. A informação foi dada pelo colunista Guilherme Amado, do site Metrópoles.
A decisão do magistrado teve por base uma determinação do ministro Jesuíno Rissato, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reconheceu a competência da Justiça Eleitoral do Distrito Federal para julgar o caso em que Palocci foi condenado. Com isso, as condenações foram declaradas nulas, e o ex-ministro poderá retirar a tornozeleira.
Palocci foi condenado, em 2017, por corrupção e lavagem de dinheiro a 12 anos e 2 meses de prisão. No entanto, sua pena foi reduzida em segunda instância para 9 anos e 10 meses. Desde agosto de 2019, o ex-ministro cumpria pena em regime aberto, utilizando tornozeleira eletrônica.
O ministro do STF disse que o TSE já formou jurisprudência sobre prática
Ministro Alexandre de Moraes, do STF Foto: STF/Nelson Jr
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou que a Corte irá considerar como crime a afirmação sem provas de que há fraude nas urnas eletrônicas. A fala foi feita em entrevista publicada nesta quarta-feira (22) pela revista IstoÉ.
– Aqueles que atentarem contra as urnas eletrônicas e que afirmarem, sem provas, que há fraude nas eleições estarão praticando crime – declarou.
Moraes lembrou ainda que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) votou, no fim de outubro, pela cassação do mandato do deputado estadual do Paraná Fernando Francischini (PSL), conhecido como delegado Francischini. A corte julgou que o deputado promoveu a disseminação de notícias falsas sobre supostas fraudes nas urnas durante as eleições de 2018.
Moraes disse que a decisão do TSE é o suficiente para firmar jurisprudência “de que isso é motivo para cassação de mandato. Então, aqueles que repetirem essa conduta em 2022 também terão seus mandatos cassados”.
Além de cassar o mandato de Francischini, o TSE o tornou inelegível por oito anos, contados a partir de 2018, ou seja, a medida durará até 2026.
De acordo com a entrevista, Moraes tem medo de que “os ataques dos bolsonaristas às urnas e ao Tribunal” desencadeiem no Brasil uma reação semelhante à que ocorreu nas eleições presidenciais nos Estados Unidos, quando eleitores do presidente Donald Trump invadiram o Capitólio para impedir a oficialização de Joe Biden como o novo presidente do país.
Luciano Hang é alvo de ação do MPF do Rio Grande do Sul Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado
O Ministério Público Federal solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul a suspensão dos direitos políticos do empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan.
Na ação, divulgada pelo site Diário do Centro do Mundo (DCM), o MPF acusa Hang de abuso de poder econômico. Segundo um parecer da Procuradoria Eleitoral do RS, Hang teria influenciado financeiramente nas eleições para a Prefeitura de Santa Rosa, a 490 quilômetros de Porto Alegre.
O suposto abuso de poder econômico teria ocorrido durante um evento eleitoral em 11 de dezembro de 2020, quando Hang teria sugerido a eleitores que a continuidade da construção de uma filial da Havan estaria condicionada à vitória do então candidato Anderson Mantei (PP) – que acabou saindo vitorioso do pleito.
No documento, os procuradores José Osmar Pumes e Fábio Nesi Venzon apontaram que “se encontra bem demonstrada a ocorrência de abuso de poder econômico nas Eleições de 2020, no município de Santa Rosa-RS, praticado pelo investigado Luciano Hang (…) em benefício da chapa à eleição majoritária”.
Pumes e Venzon também recomendam a Hang “sanção de inelegibilidade para as eleições que se realizarem nos 8 (oito) anos subsequentes à eleição em que verificado o abuso de poder econômico”.
O advogado do empresário, César Augusto Schmitt Sousa, declarou que “não existe nenhuma condenação” contra seu cliente sobre este tema. Ele também afirmou que irá se manifestar sobre o parecer “apenas nos autos do processo”.
O governador Rui Costa afirmou, na manhã desta quinta-feira (23), que “ficou impossível” a realização do carnaval na Bahia em 2022. A declaração foi dada durante ato inaugural no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador.
“Sabe aquele filme Missão Impossível? Nós estamos na Missão Impossível 3, então, não será possível fazer esse carnaval. Não tem a mínima condição”, afirmou o governador, fazendo referência às duas ondas de Covid-19 e o aumento recente do número de casos de gripe H3N2 em todo o estado.
“Alguém falar de carnaval a essa altura do campeonato, está querendo ser irresponsável com a vida do outro e eu não estou nesse grupo. Portanto, nós não teremos carnaval nesse modelo que nós conhecemos como carnaval. Não há mínima condição”. Rui Costa alegou que, além das mortes provocadas pela Covid-19, agora o estado passa a ter óbitos pelo Influenza, o que aumenta o alerta das autoridades. As duas mortes foram registradas em Salvador, que enfrenta surto de gripe.
O governador disse também que deve se reunir com prefeituras de cidades baianas que realizam os festejos para discutir alternativas, como a possibilidade de realizar eventos carnavalescos diferentes, com restrição de público, cujo acesso será mediante apresentação de comprovante de vacina contra Covid19.
De acordo com Rui, que assinou a prorrogação da liberação de eventos com 5 mil pessoas nesta semana, o limite estabelecido já requer cuidados, sobretudo com o surto de gripe que vigor na cidade. “Festas com 5 mil pessoas já pode ser um risco, imagine um carnaval com 3 milhões de pessoas. Precisamos ter cautela. Vamos devagar que o santo é de barro”.
Conforme o govenador, atualmente o estado tem mais de um milhão de pessoas com vacinação contra Covid-19 em atraso e por isso “não há o que se falar em festa de larga escala”.
“A maior alegria que a gente vai ter é de superar o vírus do coronavírus e agora esse vírus da gripe. Se no início de dezembro estava difícil de fazer carnaval, agora ficou impossível”, reforçou, ressaltando que “só uma pessoa completamente irresponsável faria carnaval nessas condições”, disse Rui Costa.
Ele alegou, ainda, que realizar uma festa com grandes aglomerações neste momento significa “jogar fora todo esforço que foi feito” para reduzir os casos de coronavírus no estado e colocar em risco a vida das pessoas.
“Comerciantes fizeram esforços, trabalhadores fizeram esforços, profissionais de saúde trabalharam loucamente durante esse período, todo mundo exausto. Perdemos muita gente e não queremos voltar a perder tanta gente”.
Rui Costa destacou também que em vários países da Europa as fronteiras foram fechadas, aulas foram suspensas e a circulação de pessoas está mais restrita, de modo geral. “Todo o mundo está com medidas mais rigorosas. Nós aqui já temos riscos suficientes, não vamos correr mais um”.
Antes mesmo de a realização do carnaval ter sido definida pelo poder público, grandes nomes da música baiana já tinham afirmado que não participariam da festa. Entre as estrelas da folia que tomaram essa decisão estão Bell Marques, Daniela Mercury e Leo Santana.
A primeira artista que anunciou que a decisão foi Daniela, no dia 3 de dezembro. “Sinto muito em anunciar isso, mas avaliamos bem a situação e chegamos à conclusão que o cenário é muito incerto”, informou a cantora, na ocasião.
No mês de novembro, o governador Rui Costa chegou a dizer que não aceitaria “ultimato” de entidades ligadas ao setor de eventos, para tomar a decisão, especialmente uma comissão da Câmara de Vereadores de Salvador, que aprovou relatório com recomendações para realização evento, chegando a estabelecer um prazo para que o anúncio fosse feito.
Já o prefeito da capital baiana, Bruno Reis, declarou que aguardava a situação da pandemia para definir a realização da festa e disse que, caso fosse realizada, seria exigido comprovante de vacinação com aplicação das duas doses contra Covid-19, mas não detalhou como a operação seria feita.
No início desse mês, Bruno informou que a decisão da prefeitura seguiria a do governo do estado. “Não há como tomar essa decisão diante do cenário de incertezas, e a gente informou que deixaria chegar ao máximo a data limite, para que a gente pudesse ter uma segurança maior para tomar essa decisão”, disse na época.