O pedido de exoneração das três pastas era um protocolo previsto para acontecer hoje devido a oficialização do rompomento da base.
Também entregam os cargos nesta tarde os chefes da Cerb, Bahia Pesca e Empresa Gráfica da Bahia (Egba).
Com o pedido de exoneração de Leal da SDE, o deputado estadual Reinaldo Braga perde o mandato na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), porque Nelson volta para a Assembleia. O retorno seria anunciado em 30 de março e foi antecipado para hoje.
Vice-presidente não espera um pedido de demissão por parte do dirigente da Petrobras
Foto: VPR/Bruno Batista
Nesta segunda-feira (14), o vice-presidente Hamilton Mourão indicou não esperar um pedido de demissão por parte do dirigente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, em meio à alta de preços nos combustíveis. Na avaliação do general, o presidente da estatal é “resiliente” e “aguenta a pressão”.
– Pedir o boné por causa de pressão? O general Silva e Luna é resiliente, sempre foi. Como bom nordestino aguenta pressão – opinou, durante conversa com jornalistas na entrada do Planalto.
Silva e Luna está no cargo de chefia da petrolífera desde abril de 2021, quando substituiu Roberto Castello Branco. O antigo dirigente da Petrobras foi exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro após aumentos sucessivos.
Mourão também declarou que o governo está atuando com o Congresso a fim de tentar amenizar os efeitos da crise global. Contudo, o general considerou a intervenção nos valores como uma alternativa a ser descartada.
– Intervenção no preço é algo que a gente sabe como começa e o término sempre vira uma bagunça. O governo está buscando solução junto com o Congresso, seja a mudança do cálculo do ICMS, a questão de fundo para estabilização e a redução do PIS/Cofins a zero – frisou.
Para Mourão, os valores dos combustíveis se normalizarão após o fim do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.
O projeto será viabilizado com emenda de R$ 1,5 milhão designada pelo deputado federal, em parceria com o deputado estadual Robinson Almeida e os vereadores Silvio Dias, Professor Ivamberg e Luiz da Feira.
Foto: Divulgação
O deputado federal Zé Neto (PT) realiza nesta segunda-feira (14) uma audiência pública para discutir o projeto de requalificação e cobertura da Feirinha do Tomba, em Feira de Santana. O evento, aberto à comunidade local e adjacências, acontece às 18h30 no espaço de eventos 2 de Julho, situado na rua Corinto – nº 180 (primeira rua à direta após a Farmácia do Povo na Praça do Tomba). A obra será viabilizada com emenda de R$ 1,5 milhão designada por Zé Neto, em parceria com o deputado estadual Robinson Almeida e os vereadores Silvio Dias, Professor Ivamberg e Luiz da Feira.
Vice-presidente disse que o retorno do partido ao poder traria “retrocessos”
Vice-presidente Hamilton Mourão Foto: VPR/Adnilton Farias
Neste domingo (13), o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, utilizou as redes sociais para rebater qualquer ideia de que tenha apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou ao Partido dos Trabalhadores (PT). Em sua conta do Twitter, ele disse que o “governo do PT foi catastrófico para o Brasil”.
A declaração de Mourão foi dada após uma entrevista dada ao site Metrópoles na semana passada. Na ocasião, o vice-presidente disse que via como “totalmente desproposital” a possibilidade de setores das Forças Armadas não aceitarem uma eventual vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições deste ano.
Para Mourão, no entanto, caso o PT volte a governar o Brasl, o país terá “retrocessos”.
– Quem pensa que estou abrindo a porta dos quartéis para Lula e PT, desconhece a minha história e o papel das Forças Armadas, em especial do Exército Brasileiro. Continuo firme, afirmando que o governo do PT foi catástrofico para o Brasil e que o retorno ao poder trará retrocessos – apontou.
Leão será candidato ao Senado de Neto, posição que havia lhe sido bloqueada na chapa governista com o apoio de Wagner e Rui à candidatura à reeleição de Otto.
O PP tem as secretarias de Desenvolvimento Econômico e Planejamento, ocupada pelo próprio Leão, além da Bahiapesca e de, segundos os deputados, duas centenas de cargos.
As negociações continuam. Governador da Bahia e responsável por conduzir a conciliação com o vice, Rui Costa (PT) ofertou a João Leão (PP) a chefia da coordenação da campanha de Lula na Bahia. A proposta não foi bem aceita pelas hostes. O Progressistas seria uma espécie de “rainha da Inglaterra” e promoveria saia justa com o PP nacional.
A oferta é parte da negociação encabeçada por Rui para trazer Leão de volta à chapa governista. A relação entre as partes está abalada desde o anúncio feito pelo senador Jaques Wagner (PT) apontando que Rui vai cumprir o mandato até o final, rompendo um acordo feito anteriormente e que previa João Leão governando a Bahia durante 9 meses enquanto Rui tentava uma cadeira no Senado após renúncia planejada.
Em entrevista ao site Bahia.ba, o vice-governador admitiu mágoa com a base petista e declarou que vai anunciar decisão sobre o futuro político nesta semana.
Segundo Leão, Wagner o convidou para assumir o governo quatro dias antes da entrevista que deu à rádio Metrópole anunciando a manutenção de Rui no Palácio de Ondina e se mostrou surpreso com a declaração. Leão só soube da reviravolta pelo rádio e ficou chateado. Wagner, posteriormente, fez um pedido de desculpas público.
Mesmo com o pedido, Leão seguiu chateado. A oposição viu uma oportunidade de levar um forte aliado político para o seu lado e começou a fazer cortejos públicos ao vice-governador, na intenção de levá-lo para o lado de ACM Neto (União Brasil).
““Não posso pagar com a mesma moeda o que fizeram comigo. Se tem um cara que é fiel chama-se João Leão, correto, digno e tem uma história na vida política e na minha vida familiar. Convivo com dona Tereza há 48 anos. Nunca brigamos, eu nunca discuti com a minha mulher. Eu nunca discuti com meus amigos. Eu, no meu dicionário, não tenho a palavra ex-amigo. Sou um respeitador das pessoas”, disse Leão ao Bahia.ba.
Leão também afirmou estar conversando com seus aliados para não tomar uma decisão de cabeça quente e também mostrou interesse em conversar com o ex-presidente Lula (PT).
“Eu gostaria de conversar com o Lula e com Rui Costa. Mas como o Lula está em São Paulo, eu não vou lá em São Paulo. E essa conversa eu não posso ter com ele por telefone. Conversei com o Rui, mas disse que estava pensando no rumo que eu iria tomar. Não dei uma resposta nem que sim nem que não”, declarou.
O anúncio final vai acontecer entre terça e quinta-feira, segundo Leão. O PT está negociando com Lula uma visita à Bahia para anunciar a candidatura de Jerônimo Rodrigues, escolhido pelo partido para ser a cabeça de chapa no pleito.
Ele disse saber que a categoria está chateada após o último reajuste dos combustíveis adotado pela Petrobras
Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Isac Nóbrega
O presidente Jair Bolsonaro disse, neste sábado (12), que não conversou com os caminhoneiros sobre reajustes nos preços de combustíveis, mas afirmou estar ciente de que eles estão “chateados”.
– Peço a compreensão deles. Entendo que a partir de hoje subiu, sim, R$ 0,90 o preço do diesel, mas hoje diminuiu R$ 0,60. Espero que na ponta aqui, na bomba, esse valor se faça presente – comentou ele sobre um Projeto de Lei Complementar (PLC), aprovado na sexta-feira pelo Congresso Nacional.
O chefe do Executivo disse torcer para que a categoria não se organize para fazer protestos contra o aumento dos combustíveis. No governo de Michel Temer, uma grande greve dos motoristas paralisou o país e fez com que o presidente buscasse recursos extraordinários para auxiliar os trabalhadores.
– Tem muito caminhoneiro que (…) alguns falam em greve. Sei disso. Lamento. Espero que não haja – afirmou.
Bolsonaro considerou também que há o pensamento entre alguns profissionais de que não é o ideal entrar em greve porque, com uma possível paralisação, o caminhão não pode sair de casa e o motorista não teria mais como honrar pagamentos, como o de combustíveis.
– Quer ver uma coisa? Você pega uma viagem daqui Brasília a São Paulo, mais ou menos mil quilômetros. Um caminhão grande gasta, a cada dois quilômetros, um litro de diesel. Então, ele gasta quinhentos litros para ir e quinhentos para voltar. Gasta mil litros de combustível. Se o aumento foi de R$ 900, o que não é verdade, então aumentou mais R$ 900 – calculou.
E continuou.
– Realmente é insuportável isso que está acontecendo. Nós temos que ter sensibilidade – ressaltou.
Petrobras Bolsonaro também afirmou que qualquer um pode ser trocado em seu governo, com exceção dele próprio e do vice-presidente Hamilton Mourão.
– Todo mundo pode ser trocado – disse, quando questionado por jornalistas sobre se existia a possibilidade de mudar o comando da Petrobras, o general Joaquim Silva e Luna, após o reajuste dos combustíveis anunciado esta semana.
Bolsonaro falou com repórteres após participar de um evento para “filiação em massa” de pré-candidatos a deputados federais do PL.
Na sequência, no entanto, Bolsonaro voltou ao tema.
– Ninguém falou em trocar (o presidente da Petrobras). Você perguntou se ele pode ser trocado. Qualquer um pode ser trocado no meu governo, menos eu e o vice-presidente da República, que têm mandato – ressaltou.
O chefe do Executivo lembrou que, pelo cargo que ocupa, se considera o acionista majoritário da estatal, que também possui ações no mercado financeiro.
– Então eu dou os meus palpites, minhas sugestões, diretamente ao presidente (da empresa) quando se faz necessário. Mas isso não é interferência. São sugestões apenas que eu faço – relatou.
O presidente também deu a entender que não conversou com o general Luna após a decisão do comandante da Petrobras de repassar o aumento dos custos dos combustíveis no mercado externo para o mercado doméstico.
– Certas coisas não precisam comentar. Ele vai ligar para mim para perguntar ‘está satisfeito com o reajuste?’, Não vai. Ele sabe o que eu penso disso e o que qualquer brasileiro pensa disso (…) Agora, o brasileiro tem que entender que quem decide esse preço não é o presidente da República. É a Petrobras com os seus diretores e o seu Conselho – explicou.
Da mesma forma, Bolsonaro também descartou, mais uma vez, a possibilidade de mudar os preços dos combustíveis “na caneta”.
– Não existe isso. Se você efetuar uma medida dessa aí, explode. Quando você fala, o preço do combustível está atrelado ao valor do petróleo lá fora e ao dólar aqui dentro. Se você tomar certas medidas, você simplesmente causa um caos na economia (…) Não adianta você reduzir na canetada em R$ 1 o preço do combustível se o dólar vai para R$ 7 – afirmou.
Ele disse ainda que o presidente da Petrobras está realizando investimentos a médio e longo prazo.
– Estive com ele no Comperj, em Itaboraí (RJ). Estamos investindo em outras refinarias, pelo Brasil, para aumentar a sua produtividade – ressaltou.
O presidente comentou que, para construir uma refinaria, além de ser uma obra demorada, é precisamos estimular a iniciativa privada para que parta para a construção de refinarias no Brasil.
– Esse [processo] é longo, não é coisa rápida. É demorado – calculou.
Bolsonaro ilustrou, dizendo que há minirrefinarias no mundo e que a China, inclusive, tem expertise nessa área. Comentou ainda que tratou do tema com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e que recebeu como resposta que os projetos são possíveis, mas que podem levar de três a quatro anos para ser construídos.
Informações foram prestadas ao ministro Alexandre de Moraes, a pedido do senador Randolfe Rodrigues
Vereador Carlos Bolsonaro acompanhou comitiva presidencial à Rússia Foto: PR/Alan Santos
A Câmara Municipal do Rio informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que sabia da viagem do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) para a Rússia no mês passado. Ele participou da comitiva presidencial ao leste europeu.
As informações foram prestadas por ordem do ministro Alexandre de Moraes, que recebeu uma representação para investigar a presença do vereador na viagem. O pedido é para apurar se Carlos Bolsonaro foi ao país para pesquisar métodos hackers.
Em resposta ao STF, a Câmara do Rio diz que o vereador avisou sobre a viagem e que os gastos não foram custeados pela Casa Legislativa.
– O regimento interno da Câmara Municipal do Rio de Janeiro não exige prévia autorização para realização de viagens internacionais que não configurem missão oficial ou gastos para Casa – observa o ofício.
De acordo com os documentos encaminhados ao STF, o convite para a viagem partiu do parlamentar Leonid Slutsky, presidente do Comitê de Assuntos Internacionais do Parlamento da Rússia.
Ao comunicar formalmente a ausência durante a viagem, em ofício enviado à Presidência da Câmara Municipal do Rio no dia 11 de fevereiro, Carlos Bolsonaro avisou que as despesas não gerariam qualquer ônus para a Casa Legislativa. Ele também pediu anuência da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática e da Comissão de Turismo, que integra como vice-presidente.
A Presidência da República também foi notificada pelo STF e ainda precisa se manifestar sobre as condições oficiais de participação do filho do presidente Jair Bolsonaro (PL) na viagem, incluindo gastos, eventuais diárias pagas e a agenda cumprida.
INVESTIGAÇÃO O pedido de investigação foi feito pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) no inquérito das milícias digitais, que se debruça sobre a atuação de grupos organizados na internet para promover desinformação e ataques contra a democracia.
Ao acionar o STF, o senador afirmou que os principais ataques hackers têm origem na Rússia. Também lembrou que Carlos Bolsonaro foi apontado na CPMI das Fake News como integrante do chamado “gabinete do ódio”.
Cobrada a dizer se vê ou não elementos para abrir uma investigação sobre a viagem, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu para ouvir o Planalto antes de apresentar seu parecer. Em manifestação preliminar, no entanto, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo sinalizou que não encontrou indícios de crime para instaurar um inquérito.
Com a derrocada das negociações por uma federação com o PT, o PSB pode ver até 10 dos seus 30 deputados irem para outras legendas.
É o caso de Júlio Delgado (MG), que analisa a possibilidade de sair após 13 anos de partido. Ele disse que iria para o seu estado neste final de semana avaliar a situação da sua candidatura.
Liziane Bayer (RS) é outra que aguarda as composições nos estados para definir para qual legenda irá. Marcelo Nilo (BA) anunciou a desfiliação. Jefferson Campos (SP), também de saída, disse que não cogita “em hipótese alguma” ir para um partido de esquerda.
Esses deputados contavam com a formação da federação para formar suas alianças. Alguns podem migrar para o PV, que fechou a federação com o PT, como forma de garantir a presença nesse guarda-chuva. Mas por conta das especificidades locais de cada candidatura, os deputados afirmam que dificilmente haverá uma saída em bloco para uma mesma legenda.
Parlamentares que ficarão afirmam que a cúpula do partido tem tentado ajudar caso a caso para ajudar na formação das chapas e com fornecimento de recursos. Alguns já deveriam sair, com ou sem federação. Mas a debandada não mudará a posição do PSB sobre a federação. Um deputado disse que o partido não quer abrir mão da sua autonomia e virar uma “tendência dentro do PT”, fazendo alusão às correntes internas da legenda.
Depois de cerca de quatro meses de negociações, PT, PC do B e PV decidiram formar uma federação partidária.
O PSB, que negociava até então com as siglas, optou por ficar de fora da união de partidos, pelo menos por enquanto.
A federação prevê que as siglas ficarão unidas ao longo de quatro anos em âmbito nacional, estadual e municipal.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (11) que recusou o convite para se reunir com o senador e ex-presidente da CPI da Covid-19, Omar Aziz (PSD-AM). O parlamentar havia enviado uma solicitação de audiência com o presidente para tratar do decreto federal que reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Em declaração à CNN Brasil, Bolsonaro ironizou o pedido do senador: “Ele [Aziz] pode divulgar o dia [da audiência], que eu divulgo o ano”, disse o chefe do Planalto.
– Há um ano Aziz estava batendo no governo e agora fala em ‘diálogo harmonioso’? Se ele estivesse preocupado com o estado dele, ele poderia ter se antecipado de outra forma. O povo já paga muito imposto. Ele deveria ser a favor da redução de imposto – afirmou.
No último dia 2, o senador Aziz encaminhou um requerimento de audiência em nome de sua bancada do Amazonas, do governador do estado e do prefeito de Manaus.
– Solicito reunião para dialogarmos a respeito da redução da alíquota de IPI promovida pelo decreto n° 10.979 de 25 de fevereiro de 2022. É fundamental que encontremos, em diálogo harmonioso e polido, uma solução tempestiva que não afete, sobretudo, os empregos da Zona Franca de Manaus. Aproveito o ensejo para estender os votos de estima e elevada consideração – finaliza o pedido.
O decreto editado pelo governo federal em fevereiro deste ano estabeleceu uma redução de até 25% para automóveis e eletrodomésticos classificados como “linhas branca”, que incluem geladeiras, secadoras, freezers e máquinas de lavar.