Vice-presidente se filiou ao Republicanos nesta quarta-feira
Presidente Jair Bolsonaro e o vice-presidente Hamilton Mourão Foto: PR/Marcos Corrêa
Em discurso durante ato de filiação ao Republicanos, na noite desta quarta-feira (16), o vice-presidente Hamilton Mourão garantiu que será leal ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao projeto de reeleição. O general assumiu sua pré-candidatura ao Senado pelo Rio Grande do Sul.
A declaração foi feita na sede do Republicanos, em Brasília, e vem no momento em que o partido do Centrão se distancia gradativamente do governo, diante da falta de espaço no Executivo.
Ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, o Republicanos considera até mesmo não fechar aliança com o PL de Bolsonaro nas eleições de outubro, liberando o voto de diretórios regionais.
– Presidente Bolsonaro sabe perfeitamente que tem toda minha lealdade e apoio irrestrito ao seu projeto de reeleição, que considero fundamental para dar rumo às soluções, para que o Brasil atinja seu destino manifesto, que é sermos a maior e mais próspera democracia liberal abaixo do Equador – disse Mourão.
O general afirmou, ainda, que não chegou o momento de encerrar sua participação na vida política do País.
– Não posso me dar ao luxo de abandonar o campo de batalha – comentou.
Movimento, no entanto, afirmou que ainda irá apoiar o ex-ministro da Justiça
Deputado federal Kim Kataguiri, do MBL Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Durou pouco o “casamento” entre o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Podemos, partido do ex-juiz Sergio Moro. Nesta quarta-feira (16), integrantes do movimento anunciaram que irão deixar a sigla.
Entre os nomes que vão sair do Podemos estão o vereador Rubinho Nunes e a ativista Adelaide Oliveira. Já o deputado federal Kim Kataguiri, que iria se filiar a legenda, recuou da decisão. Outros integrantes do MBL também sairão do partido.
De acordo com o site O Antagonista, a decisão ocorre após a polêmica envolvendo o deputado estadual Arthur do Val, de São Paulo. O parlamentar teve um áudio vazado em que dizia que mulheres ucranianas eram fáceis por serem pobres.
Apesar da debandada, o MBL ainda pretende manter o apoio a Moro, pré-candidato do Podemos à Presidência.
Presidente falou sobre o ministro da Economia em cerimônia no Palácio do Planalto
Bolsonaro e Guedes em evento no Planalto Foto: Washington Costa/ME
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (15) que vai na contramão do que o ministro da Economia, Paulo Guedes, fala para ele.
– Quando alguém chega com uma sugestão da política, eu vou ouvir primeiro Paulo Guedes. Aí eu vou na contramão do que ele fala para mim. Então, nos complementamos – disse em cerimônia no Palácio do Planalto, aos risos.
– Não sei 10% do que ele sabe de economia, ele não sabe 10% do que eu sei de política – acrescentou.
Logo após a brincadeira, Bolsonaro destacou que o trabalho da equipe econômica é fantástico e que Guedes tem sido vigilante em relação ao mundo político.
– Grande parte do orçamento é para juros e rolagem da dívida. Mas, nosso governo está sinalizando para posição futura, em que cada vez mais se diminuem as nossas dívidas. Ano de eleição, é natural, muita gente queria entrar no orçamento, Guedes tem sido vigilante. Tudo o que faz, faz com responsabilidade – declarou sobre o ministro da Economia.
O presidente também elogiou o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida “Um homem de visão de futuro”, disse o presidente. Segundo ele, o auxiliar de Guedes já contava com sua vitória em 2018 antes das eleições.
Ao lado do senador Fernando Collor de Mello (PROS-AL), Bolsonaro ainda voltou a destacar o que chama de conquistas do seu governo, como a criação do Pix e do Auxílio Brasil.
– Pix está na casa de 1 bilhão e 300 milhões de movimentações mensais – destacou.
Sobre o programa de valores a receber criado pelo Banco Central, Bolsonaro afirmou que “muita gente tem achado mil, dois mil, dez mil reais em conta inativa”.
Ainda de acordo com o presidente, cerca de 100 mil jovens já procuraram o governo federal para pagar dívidas do Fies dentro do programa de renegociação apresentado pelo governo.
Nesta terça-feira (15), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o teto de gastos, estabelecido no governo do ex-presidente Michel Temer, e afirmou que, caso seja eleito, vai “gastar o que for preciso gastar”. A declaração foi dada durante uma entrevista à rádio Espinharas, de Patos (PB).
De acordo com ele, os gastos do governo federal representam investimentos.
– Não tem que limitar porque, quando limita, é para gastar menos para o benefício do povo (…) Vamos gastar o que for preciso gastar – apontou.
Lula também criticou o preço dos combustíveis no Brasil e falou sobre a falta de refinarias.
– A incompetência é muito grande de quem governa esse país desde o golpe da Dilma (…) Se tivessem continuado [a construção das] refinarias, elas poderiam estar prontas, inauguradas, e o Brasil poderia não estar hoje importando gasolina refinada – ressaltou.
O petista ainda prometeu “recuperar” a Petrobras para o povo do Brasil.
– Se preparem, porque vamos ganhar as eleições, e a gente vai recuperar a Petrobras para o povo brasileiro – destacou.
Durante a entrevista, o ex-presidente ainda disparou críticas contra o presidente Jair Bolsonaro, mas sem citar o nome do adversário.
– Nunca falou a palavra Bíblia, só fala a palavra arma. É um negacionista, não fala em amor, fala em guerra. Não fala em paz, fala em ódio. É uma pessoa que o Brasil não merecia – destacou.
Secretário criticou mudanças no texto feitas pelos senadores
Secretário especial de Cultura Mario Frias criticou aprovação da Lei Paulo Gustavo Foto: PR/Isac Nóbrega
O secretário especial de Cultura Mário Frias condenou a aprovação de Lei Paulo Gustavo, que prevê repasse de R$ 3,86 bilhões em socorro ao setor cultural. O projeto recebeu aval do Senado Federal e agora aguarda a aprovação do presidente Jair Bolsonaro.
Em suas redes sociais, Frias argumentou que a medida é “inconstitucional”. O secretário também reclamou das mudanças feitas pelo Senado, que antes haviam sido aprovadas na Câmara dos Deputados. Uma delas foi a estipulação de um prazo de 90 dias para que a União envie os recursos a estados e municípios – trecho este que a Câmara havia retirado.
– É um absurdo. A manobra feita é completamente inconstitucional. A Câmara dos Deputados tinha conseguido apresentar uma proposta razoável, mas foi completamente descartada – publicou Frias.
O secretário também contestou a ação do Senado que incluiu a presença de pessoas LGBTQIA+ no grupo de minorias que deve ser priorizado na distribuição das verbas.
O secretário nacional de Incentivo e Fomento à Cultura, André Porciúncula, também questionou as mudanças.
– Numa manobra política lamentável, o Senado aprova a Lei rejeitando as mudanças aprovadas na Câmara dos Deputados, em que nos dava a discricionariedade da aplicação dos recursos. Ficou evidente que a tentativa é tirar do Governo Federal o poder de gerir a própria verba – disse.
A Lei Paulo Gustavo foi aprovada por 74 votos a favor, e teve uma abstenção.
Depois de perder João Leão e o PP da sua base, o PT quer tirar nomes de peso do grupo de ACM Neto (UNIÃO) para responder à altura o golpe levado. O nome da vez é o ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo. Na noite da última segunda-feira (14), após o rompimento oficial de Leão, Zé Ronaldo recebeu uma ligação do grupo petista o convidando-o para ocupar o lugar de vice na chapa com Jerônimo Rodrigues (PT). O PT não confirma a sondagem.
Sozinho, Zé Ronaldo tem 15 prefeituras na mão dele, incluindo a segunda maior cidade da Bahia, Feira de Santana. Com a ida de Leão para a chapa, o ex-prefeito perde o espaço que lhe tinha sido prometido por Neto. Desde 2017 ele segue em aliança com o ex-prefeito de Salvador, tendo inclusive disputado e perdido o governo do estado em 2018 contra Rui Costa.
Em 2017, Jaques Wagner chegou a dizer abertamente que as portas da base governista estavam abertas para Zé Ronaldo. Na época, as informações de bastidores era que o feirense poderia se filiar ao PSD, partido do senador Otto Alencar, e ganhar uma vaga na majoritária.
Zé Ronaldo afirmou que segue acreditando no projeto de ACM Neto na expectativa de ser o segundo nome da majoritária.
Neto, no entanto, deve ceder o lugar de vice para o prefeito de Mata de São João, João Gualberto (PSDB).
O presidente Jair Bolsonaro (PL) visita a Bahia nessa quarta-feira (16) acompanhado pelo Ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos). Na agenda, a inauguração de um trecho da BR-116, entre a cidade de Santa Bárbara e a entrada que dá acesso ao município de Tanquinho, na BR-324 em Feira de Santana.
Em seguida, em Salvador, ele visita as Obras Assistenciais de Irmã Dulce. O presidente vai visitar a estrutura e ver de perto o trabalho realizado pela instituição, fundada pela Santa Dulce dos Pobres no dia 26 de maio de 1959. Totalmente filantrópica, a entidade é um dos maiores complexos de saúde 100% SUS do país.
A OSID vive a pior crise financeira da sua história. Responsável pela realização de 3,5 milhões de procedimentos ambulatoriais por ano na Bahia, a instituição da primeira santa brasileira vem atravessando um momento extremamente delicado, com um déficit operacional de R$24 milhões, valor que ainda pode ser acrescido em R$20 milhões até o final do exercício de 2022 – resultando em um déficit acumulado da ordem de R$44 milhões.
De acordo com a superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce, Maria Rita Pontes, a crise financeira é resultado da insuficiência dos valores recebidos em razão dos serviços prestados ao Sistema Único de Saúde (SUS), derivado de contrato designado de Plano Operativo. O contrato em questão não possui cláusula de reajuste, de modo que a remuneração paga à instituição mantém-se inalterada ao longo dos últimos 5 anos.
Órgão pediu extinção do processo contra o presidente
Presidente Jair Bolsonaro foi alvo de ação de caminhoneiros Foto: PR/Isac Nóbrega
A Advocacia-Geral da União (AGU) negou omissão do governo federal diante do aumento do preço dos combustíveis. A manifestação foi enviada nesta segunda-feira (14) em uma ação que pede a suspensão do reajuste em todo o país. Segundo a pasta, não cabe ao presidente Jair Bolsonaro (PL) interferir na política de preços da Petrobras.
– Como não há qualquer relação de subordinação entre a sociedade de economia mista [Petrobras] e a União, não há que se falar que o ente central está sendo omisso em controlar ilegalidades supostamente praticadas pela companhia em sua política de preços dos derivados de petróleo – diz um trecho da manifestação.
A AGU diz que a estatal tem “autonomia administrativa” e pratica a “liberdade de preços, o que está alinhado com princípio constitucional da livre concorrência”. O pedido da pasta é para a Justiça Federal encerrar o processo sem análise do mérito.
CAMINHONEIROS ACIONAM JUSTIÇA O memorial foi enviado em uma ação movida pela Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas em conjunto com sindicatos de transportadores de cargas. O argumento das entidades é que, ao atrelar a política de preço do combustível ao valor internacional do barril de petróleo, a Petrobras age em prejuízo do consumidor.
Em relação ao governo, acusam “atos e omissões inconstitucionais e ilegais” que, em sua avaliação, “caracterizam violação de setores sensíveis em atentado à soberania nacional por subordinação da independência do setor energético a interesses meramente econômicos externos”.
A Petrobras comunicou na semana passada um reajuste de 18,8% na gasolina, 24,9% no diesel e 16,1% no gás de cozinha. Bolsonaro chegou a criticar a estatal após o anúncio. O presidente disse que a empresa registra “lucro absurdo” em um “momento atípico no mundo” e que ficou insatisfeito com a medida.
De acordo com levantamento do Instituto Gerp, Lula teria 38% das intenções de voto e Bolsonaro teria 31%
Presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula Foto: PR/Anderson Riedel // Divulgação Lula/Ricardo Stuckert
Uma nova pesquisa eleitoral feita na semana passada e divulgada nesta segunda-feira (14) apontou que a distância entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Jair Bolsonaro segue reduzindo. O levantamento, realizado pelo Instituto Gerp, traz Lula com 38% das intenções de voto e Bolsonaro com 31%.
A pesquisa foi realizada por telefone com 2.095 pessoas entre os dias 7 a 10 de março. No total, foram ouvidos eleitores de 155 municípios. A margem de erro é de 2,18 pontos percentuais. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-07402/2022.
Veja as intenções de voto:
Lula – 38% Jair Bolsonaro – 31% Sergio Moro – 7% Ciro Gomes – 5% João Doria – 2% André Janones – 1% Não sabem ou não responderam – 8%
Outros nomes da chamada terceira via, como Simone Tebet (MDB), Alessandro Vieira (Cidadania), Rodrigo Pacheco (PSD) e Felipe D’Ávila (Novo), não pontuaram.
Já num cenário de segundo turno, cinco nomes apareceram no levantamento: Lula (40%), Bolsonaro (31%), Moro (7%), Ciro Gomes (5%) e Doria (2%).
O ex-prefeito de Feira de Santana, e possível candidato a vice-governador ou a senador, José Ronaldo (DEM), visitou a cidade de Pé de Serra neste domingo (13). Junto com ele estavam outros políticos, que participaram de uma reunião do União Brasil.
“Com muita alegria, estive no município de Pé de Serra, cidade que faz parte da minha trajetória política, para participar da reunião das lideranças locais do União Brasil, oportunidade em que foi apresentado o nome de Luciano Ribeiro, como pré-candidato a deputado estadual. Também esteve presente, o deputado federal e presidente da sigla na Bahia, Paulo Azi, que tem votação expressiva no município”, ressaltou Ronaldo em suas redes sociais.