O presidente Jair Bolsonaro fez, nesta sexta-feira, 30, seu último discurso como presidente da República. Na ocasião, o chefe do Executivo comentou a sua gestão e disse que teve um saldo “bastante positivo” de seu governo. Além disso, intercedeu em favor da democracia no Brasil e repudiou “atos terroristas”, se referindo a um atentado de bomba no aeroporto de Brasília.
“Essa falta de liberdade que estamos vivendo não é de hoje e prejudica a democracia”, disse Bolsonaro. “Se isso continuar no futuro, vai pegar todo mundo. Sempre lutamos por democracia, liberdade, respeito as leis e a Constituição. Passei quatro anos mostrando a importância da liberdade para a democracia. O oxigênio da democracia é a liberdade em toda a sua plenitude.”
Segundo o presidente, nenhum chefe de Estado do Brasil enfrentou algo parecido no país, como a pandemia de covid-19 e a invasão russa à Ucrânia. “Todos sofreram. As mortes foram irrecuperáveis”, lamentou.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez uma live, nesta sexta-feira (30), para se despedir e afirmou que “nada justifica o ato terrorista” em Brasília, quando um homem plantou um explosivo em um caminhão de combustível perto do aeroporto da capital federal.
“Nada justifica aqui em Brasília essa tentativa de ato terrorista no aeroporto de Brasília. Nada justifica. Um elemento que foi pego, graças a Deus, com ideias que não coadunam com nenhum cidadão. Agora massifica em cima do cara como bolsonarista do tempo todo. É a maneira da imprensa tratar”, disse Bolsonaro.
O presidente repetiu o discurso de que teria sido perseguido por imprensa e Judiciário ao longo de seus quatro anos de mandato.Terrorismo O bolsonarista George Washington de Oliveira Sousa, de 54 anos, foi autuado em flagrante por terrorismo, após confessar ter montado um artefato explosivo que foi instalado em um caminhão de combustível, perto do Aeroporto de Brasília, no sábado (24).
Em depoimento aos policiais, o homem disse que o ato foi planejado por integrantes de atos em favor do presidente Jair Bolsonaro, que ocorrem no quartel-general do Exército, em Brasília. Afirmou ainda que o a instalação da bomba tinha o objetivo de “dar início ao caos” e que pretendia alcançar a decretação de estado de sítio no país – quando há restrição de direitos e à atuação de Legislativo e Judiciário.
Jair Bolsonaro (PL) exonerou o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira. O despacho foi publicado nesta sexta-feira (30), penúltimo dia de mandato do presidente, no “Diário Oficial da União”
A exoneração de Ciro Nogueira foi feita a pedido do ministro, segundo a publicação.
O ministro-chefe da Casa Civil é considerado o braço direito e o principal interlocutor do presidente da República dentro do Palácio do Planalto.
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, arquivou, na quinta-feira 29, uma ação que acusava o presidente Jair Bolsonaro de usar os eventos do feriado de 7 de Setembro para fins político-partidários.
O pedido de investigação partiu do deputado federal Israel Batista (PSB-DF). Ele insistiu na apuração de possíveis crimes de peculato — uso do cargo para desvio de dinheiro público — e prevaricação.
Um dia depois, Lewandowski pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) para se manifestar acerca da ação protocolada pelo parlamentar. A vice-procuradora-geral da República, Lindôra Maria Araujo, solicitou o arquivamento da ação. O magistrado seguiu entendimento da PGR, que não viu indícios de crime.
“Ante a conclusão a que chegou o próprio órgão encarregado da persecução penal, forçoso é o acolhimento do pedido de arquivamento deste procedimento, sem prejuízo da reabertura das investigações, caso surjam novas provas”, afirmou Lewandowski.
Bolsonaro no 7 de Setembro
Em suas duas aparições públicas depois do desfile oficial do feriado, o presidente foi acusado de promover comícios. Pela manhã, Bolsonaro discursou em Brasília, capital federal, e, depois, no Rio de Janeiro. Dias depois, o Tribunal Superior Eleitoral proibiu o chefe do Executivo de usar as imagens da data em sua campanha eleitoral.
Nicolás Maduro irá participar da posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Maduro deve desembarcar em Brasília no domingo (1), segundo informações do colunista Lauro Jardim.
A medida contra a entrada de Maduro foi publicada em agosto de 2019 pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro. A nova portaria revogando a proibição foi assinada pelo ministro Ciro Nogueira.
Recebemos a informação que o presidente Jair Bolsonaro fez uma reunião nessa quarta-feira com o alto comando do exército sobre o que ele chama de situação de anormalidade constitucional e pediu o apoio das forças armadas para “barrar” o avanço do judiciário sobre os demais poderes, segundo o interlocutor, Bolsonaro apresentou vários indícios de que houve desvirtualidade do poder judiciário em favor do presidente eleito Lula.
Na reunião o comandante do Exército, General Freire Gomes disse que seriam 20 dias de glórias e 20 anos de problemas e disse que o Exército não apoiaria e não atenderia ao chamado do presidente para moderar a situação entre os poderes, entre os pedidos que seriam feitos estaria o adiamento da posse de Lula por 6 meses até uma investigação por um grupo de juristas sobre as decisões tomadas por ministros do STF e do TSE.
Sem apoio do Exército e com a Aeronáutica contra qualquer ação que pudesse ir de encontro ao judiciário, o presidente Bolsonaro foi obrigado a desistir de acionar ou requisitar as forças armadas para fazer um freio de arrumação no país.
Bolsonaro viaja nessa sexta-feira mas fará um pronunciamento a nação e aos brasileiros que protestam há mais de 50 dias nas ruas do Brasil e a frente dos quartéis, não se sabe por qual canal ele falará mas provavelmente fará uma Live nas suas redes sociais.
Thalis Bolzan e Eduardo Leite – Reprodução/Instagram
O termo “primeiro-cavalheiro” é a versão masculina de primeira-dama e se refere ao companheiro de um chefe de estado ou de governo de um país. Assim como acontece com “primeiras-damas”, a versão masculina é utilizada para se referir aos maridos de governadores e prefeitos municipais. Eduardo Leite(PSDB) derrotou Onyx Lorenzoni no segundo turno das eleições para governador no Rio Grande do Sul e assumirá o estado para mais um mandato em 2023. É o primeiro governador do Brasil a se assumir gay e em um relacionamento homoafetivo. Com isso, o país terá o primeiro “primeiro-cavalheiro”, Thalis Bolzan. O cargo é extra-oficial, já que os dois são namorados, e não casados.
O namoro, discreto, é mantido à distância, já que o médico pediatra, de 30 anos, mora em São Paulo, onde faz mestrado na FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo). Thalis tem especialização em Endocrinologia Pediátrica na mesma faculdade e em Pediatra pela UFES (Universidade Federal do Espírito Santo). Nas redes sociais, posta fotos de alguns dos pacientes, que estão sempre sorridentes ao seu lado.
Os dois se conheceram pelas redes sociais e começaram a namorar em novembro de 2021. O médico, natural do Espírito Santo, também não deixa de postar fotos com o político: apareceram juntos no ano novo passado e no carnaval. No tempo livre, Thalis gosta de viajar, curtir a praia, a família e momentos ao ar livre. Também demostra carinho por Gaia e Moa, duas cadelinhas Schnauzer.
Em outras partes do mundo, alguns políticos gays alcançaram altos cargos. Atualmente o único chefe de Estado gay na União Europeia é o primeiro-ministro de Luxemburgo, Xavier Bettel. É casado com o arquiteto Gauthier Destenay desde 2015, quando a legislação de Luxemburgo passou a permitir casamento entre pessoas do mesmo gênero. Ana Brnabić assumiu como primeira-ministra da Sérvia, sendo a primeira mulher – e a primeira lésbica – a ocupar este cargo.
Apesar de ser raro no Brasil, foram eleitos nas eleições de 2022, 13 deputados estaduais, um deputado distrital, cinco deputados federais e dois governadores integrantes da comunidade LGBTQIAPN+. Entre eles, a governadora Fátima Bezerra (PT), reeleita no primeiro turno no Rio Grande do Norte. Duda Salabert (PDT), em Minas Gerais, e Erika Hilton (PSOL), em São Paulo, serão a primeira bancada trans na história na Câmara dos Deputados. Também foram eleitas para as assembleias estaduais as candidatas trans Dani Balbi (PCdoB), do Rio, e Linda Brasil (PSOL), de Sergipe.
Thalis e Eduardo comemoraram a vitória nas urnas com amigos em um restaurante em São Paulo (SP). Nas redes sociais, internautas parabenizaram Thalis pela vitória do namorado, chamando-o de “primeiro cavalheiro do Rio Grande”. Os seguidores também pedem a presença do médico na cerimônia de posse de Leite em 1º de janeiro. O próximo governador também foi escolhido como novo presidente da Executiva Nacional do PSDB e toma posse no dia 2 de fevereiro.
Conforme publicou o Estadão nesta quinta-feira (29), o presidente Jair Bolsonaro teria dito a aliados, em encontro na casa de Fábio Faria que contou com a presença do ministro Dias Toffoli, do STF, que não era responsável pelas mobilizações.
“Não mobilizei nada, então não vai desmobilizar nada”, disse Bolsonaro.
Ainda segundo o Estadão, Bolsonaro prometeu aos presentes que não faria “nenhuma aventura” em relação ao fim do seu mandato.
Na tarde desta quinta-feira (29), o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou os últimos nomes de ministros do seu futuro governo. Ele fez um pronunciamento no CCBB, sede do governo de transição em Brasília.
No total, serão 37 ministérios. Eles assumem o cargo no próximo domingo (1º).
Confira a list completa com todos os 37 ministros:
Casa Civil – Rui Costa
Secretaria-Geral – Márcio Macedo
Secretaria de Relações Institucionais – Alexandre Padilha
Gabinete de Segurança Institucional – Gonçalves Dias
Secretaria de Comunicação – Paulo Pimenta
Advocacia-Geral da União (AGU) – Jorge Messias
Controladoria-Geral da União – Vinicius Marquesde Carvalho
Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Carlos Fávaro
Ciência e Tecnologia – Luciana Santos
Cultura – Margareth Menezes
Defesa – José Múcio Monteiro
Fazenda – Fernando Haddad
Educação – Camilo Santana
Gestão e Inovação em Serviços Públicos – Esther Dweck
Igualdade Racial – Anielle Franco
Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços – Geraldo Alckmin
Integração e Desenvolvimento Regional – Waldez Góes
Justiça e Segurança Pública – Flavio Dino
Pesca e Aquicultura – André de Paula
Previdência Social – Carlos Lupi
Saúde – Nísia Trindade
Cidades – Jader Filho
Comunicações – Juscelino Filho
Relações Exteriores – Mauro Vieira
Minas e Energia – Alexandre Silveira
Mulher – Cida Gonçalves
Portos e Aeroportos – Marcio França
Desenvolvimento Social, Assistência, Família e Combate à Fome – Wellington Dias
Esporte – Ana Moser
Meio Ambiente – Marina Silva
Planejamento e Orçamento – Simone Tebet
Trabalho e Emprego – Luiz Marinho
Turismo – Daniela Souza Carneiro
Direitos Humanos e Cidadania – Silvio Almeida
Povos Indígenas – Sônia Guajajara
Transportes – Renan Filho
Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar – Paulo Teixeira
O presidente da Funai, Marcelo Augusto Xavier da Silva, deixou o cargo de presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai). A portaria com a sua exoneração está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (29).
Marcelo Xavier assumiu o comando da Funai em julho de 2019.
Ele substituiu o general Franklimberg Ribeiro de Freitas.