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Caciques do partido acreditam que o petista venceria a disputa. Se Tarcísio entrar no páreo, o cenário será outro

08 jan 2026 – 18h11

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), durante a sabatina do procurador-geral da República, Paulo Gonet - 12/11/2025 | Foto: Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), durante a sabatina do procurador-geral da República, Paulo Gonet – 12/11/2025 | Foto: Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo

Dirigentes do Progressistas (PP) já trabalham com um cenário que, até pouco tempo atrás, seria impensável: a possibilidade de apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caso a direita confirme o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu principal candidato ao Palácio do Planalto em 2026.

Se a disputa se desenhar entre Lula e Flávio, o PP considera que o petista largaria como favorito — e, diante disso, a estratégia mais racional seria garantir espaço no governo, pleiteando ministérios e preservando a proximidade com o presidente. A ideia é apoiar quem tem mais chances de vencer.

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Essa leitura, contudo, não é absoluta. Ela muda radicalmente se o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), decidir disputar a Presidência. Nesse caso, o PP tende a permanecer no campo da oposição e investir em uma aliança mais orgânica com o campo bolsonarista e o centrão.

Tarcísio fora do jogo — ao menos por ora

O problema para o PP é que, hoje, Tarcísio não parece disposto a entrar na corrida nacional. Segundo relatos de caciques do partido, o governador já deixou claro, tanto ao PP quanto ao União Brasil, que não pretende comprar uma briga com a família Bolsonaro. Se o nome da direita for Flávio, Tarcísio se compromete a apoiá-lo e a concentrar esforços na reeleição ao governo paulista.

Tarcísio só aceitaria disputar o Planalto se fosse o candidato de consenso de toda a direita, inclusive com o aval explícito do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos filhos. De qualquer outra forma, o governador considera o movimento arriscado e politicamente desagregador.

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O posicionamento de Tarcísio diminuiu o entusiasmo que setores do PP ainda nutriam por uma candidatura presidencial do governador paulista. O próprio presidente da legenda, Ciro Nogueira, passou a tratar como praticamente descartada a hipótese de Tarcísio enfrentar Lula em 2026.

Flávio confiante

Nesse cenário, Flávio trabalha com a convicção de que será o candidato da direita. O senador aposta na manutenção de bons números nas próximas pesquisas eleitorais e na redução gradual da rejeição ao sobrenome Bolsonaro. Entre seus interlocutores, o argumento é que os escândalos do atual governo e o avanço da direita na América Latina criariam um ambiente mais favorável. Essa leitura ganhou força depois do colapso do regime de Nicolás Maduro.

A confiança de Flávio, contudo, impõe um dilema ao PP. Parte do partido avalia que o senador, apesar da base fiel, ainda carrega um teto eleitoral limitado. Daí a percepção de que, em uma disputa direta com Lula, o melhor caminho para preservar influência política seria negociar com o governo petista desde já, em vez de apostar todas as fichas em uma candidatura considerada frágil.

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São Paulo como moeda de troca

A indefinição nacional impacta diretamente a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. A formação das chapas estaduais, por exemplo, depende de quem será o candidato à Presidência apoiado pelo PP. Se Tarcísio permanecer fora da corrida nacional e disputar a reeleição, o partido tende a manter uma relação neutra, sem proximidade.

Se, por outro lado, Tarcísio resolvesse mudar de posição e concorrer ao Planalto, o PP não apenas o apoiaria como também usaria o prestígio do governador para eleger seu possível sucessor: o secretário de Segurança Pública do Estado, Guilherme Derrite (PP).

A pressão pública feita pelo partido, por meio de notas e críticas ao suposto distanciamento do governador em relação a prefeitos e parlamentares da sigla, é vista por aliados como instrumento de barganha. Começaram as eleições de 2026.


Ex-primeira-dama diz que marido sentiu dor intensa, teve confusão mental e enfrentou demora no socorro

Michelle concede entrevista coletiva no hospital em que Bolsonaro passou por exames | Foto: CNN/Reprodução
Michelle concede entrevista coletiva no hospital em que Bolsonaro passou por exames | Foto: Reprodução/CNN Brasil

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou, nesta quarta-feira, 7, que presenciou o ex-presidente Jair Bolsonaro sofrendo durante atendimento médico no hospital DF Star, em Brasília. Segundo ela, ele chegou a pedir para morrer por causa da dor.

“Eu vi ele pedindo para Deus levá-lo, porque ele não aguentava mais a dor”, declarou a jornalistas em frente ao hospital. Bolsonaro passou por exames depois de sofrer uma queda na terça-feira 6, dentro da cela na Superintendência da Polícia Federal (PF).

Michelle disse, porém, que não foi possível determinar com precisão o horário do acidente. Segundo ela, Bolsonaro apresentou confusão mental e dificuldade para se comunicar, quadro que se agravou pelo uso de medicações fortes.

A ex-primeira-dama voltou a defender a prisão domiciliar para o ex-presidente e afirmou que não há justificativa para a manutenção da prisão diante do quadro de saúde. “Ele não deveria estar em uma solitária, com 70 anos e vários problemas de saúde que precisam ser administrados”, disse.

Michelle diz que Bolsonaro não lembra da queda

A ex-primeira-dama afirmou que o ex-presidente não se lembrava se a queda ocorreu durante a madrugada ou à noite. “Ele não conseguia falar, ele não se lembrava”, disse. Segundo ela, há um degrau entre o quarto e o banheiro da cela, o que pode ter contribuído para o acidente.

De acordo com Michelle, Bolsonaro convive com dores constantes por causa das cirurgias realizadas ao longo dos últimos anos. “Ele já ligou esse modo de sobrevivência”, afirmou. Ela disse que o marido evita pedir ajuda, o que pode ter influenciado na demora para o socorro. 

A ex-primeira-dama também relatou que o quarto costuma ser aberto às 8h para a primeira medicação do dia, mas que o atendimento teria ocorrido só cerca de 40 minutos depois.

Além disso, ela criticou o fato de não ter acompanhado Bolsonaro durante os exames e disse que o casal teve pouco tempo de contato no dia do incidente. “Apenas 30 minutos ontem, que foi o nosso direito”, declarou. 

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) afirmou que houve demora “inaceitável” no atendimento médico. “Imagina se acontece novamente e há esse atraso no atendimento de forma inacreditável, 24 horas depois. Inaceitável”, declarou.

Informações Revista Oeste


Processo foi enviado depois de o ex-presidente se acidentar

8 de janeiro
O ministro Alexandre de Moraes, durante uma sessão plenária no STF – 13/03/2025 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

Nesta quinta-feira, 8, a Procuradoria-Geral da República (PGR) recebeu um pedido de prisão para o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em virtude de “tortura” contra o ex-presidente Bolsonaro. A PGR ainda não o analisou.

Obtido em primeira mão por Oeste, o processo assinado pelos advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira foi protocolado depois de Bolsonaro sofrer um acidente na cela da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre a pena de quase 30 anos de cadeia, por causa de suposta tentativa de golpe de Estado.

Conforme Faria, após se machucar, Bolsonaro permaneceu, “por período superior a 24 horas, sem atendimento hospitalar adequado, apesar de recomendação médica e da existência de sintomas neurológicos”.

De acordo com o advogado, a decisão de Moraes que impediu o ex-presidente de deixar o cárcere imediatamente provocou “sofrimento físico e psicológico relevante”, além de ter violado “direitos fundamentais, à Lei de Execuções Penais e a normas nacionais e internacionais de proteção aos direitos humanos”.

O advogado sustentou que a conduta configura omissão estatal, “consistente no retardamento deliberado da assistência médica”, o que, na avaliação dele, é “crime permanente, atraindo a incidência das regras de flagrante delito contínuo”.

Faria falou ainda em abuso de autoridade, prevaricação e infrações penais relacionadas à proteção da pessoa idosa, destacando a idade do ex-presidente como “circunstância agravante legal”.

Medidas adotadas no âmbito de pedido sobre Bolsonaro

bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro faz aparição no quintal da casa onde cumpre prisão domiciliar, em Brasília – 9/9/2025 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Por fim, Faria requereu à PGR a “instauração das providências investigativas cabíveis, a análise da tipicidade penal das condutas narradas”.

Entre os pedidos formulados, constam ainda a “decretação imediata da prisão em flagrante do noticiado por crime inafiançável”, a responsabilização pelos crimes narrados e “a adoção de todas as providências legais cabíveis, inclusive oitiva do noticiado e produção de provas”.

Informações Revista Oeste


Ministro disse que medida é ilegal e determinou que o presidente do conselho seja ouvido em até dez dias

Ministro Alexandre de Moraes, do STF Foto: EFE/ Andre Borges

Na tarde desta quarta-feira (7), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu anular uma determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM) destinada ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF). O conselho queria que fosse instaurada imediatamente uma sindicância para apurar uma possível negligência na assistência médica prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília.

Em seu despacho, Moraes apontou que a medida é “ilegal” e configura “desvio de finalidade”. Ele também determinou que o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, seja ouvido pela PF em até dez dias para falar sobre a conduta do conselho.

– A ilegalidade e ausência de competência correicional do CFM em relação à Polícia Federal é flagrante, demonstrando claramente o desvio de finalidade da determinação, além da total ignorância dos fatos – disse o ministro.

Moraes também citou um relatório da própria PF sobre as condições de saúde de Bolsonaro.

– Não houve, portanto, qualquer omissão ou inércia da equipe médica da Polícia Federal, que atuou correta e competentemente, conforme, inclusive, corroborado pelos exames médicos realizados no custodiado na data de hoje, no Hospital DF Star, que não apontaram nenhum problema ou sequela em relação ao ocorrido na madrugada do dia anterior – disse.

E completou:

– Diante do exposto, nos termos do art. 21 do RiSTF, declaro a nulidade da determinação do Conselho Federal de Medicina quanto à “instauração imediata de sindicância para apurar denúncia relacionadas às condições de atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)”, vedando qualquer procedimento no âmbito dessa autarquia, em âmbito nacional ou estadual, com esse objeto, em virtude de sua flagrante ilegalidade e desvio de finalidade – apontou.

Mais cedo, o CFM disse ter recebido diversas denúncias que expressavam inquietação quanto aos cuidados fornecidos ao líder da direita brasileira e “declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira”.

– Os relatos de crises agudas de características diversas, episódio de trauma decorrente de queda, o histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis, e outras comorbidades em paciente idoso, demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência – disse o CFM em nota publicada nesta quarta.

Informações Pleno News


Médico do ex-presidente, Brasil Caiado, confirmou a informação durante entrevista coletiva; condição também consta em boletim

Cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durou mais de três horas | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixa o hospital DF Star, em Brasília | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Exames realizados em Jair Bolsonaro confirmaram um traumatismo craniano leve, sem identificação de lesões internas no cérebro, depois da queda sofrida pelo ex-presidente nesta terça-feira, 6, na cela em que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A informação foi atestada pelo médico Brasil Caiado, depois da realização dos procedimentos no Hospital DF Star.

Segundo o médico, a queda ocorreu depois de Bolsonaro se levantar e tentar caminhar dentro do quarto. Depois de avaliação clínica inicial, a equipe solicitou exames complementares, adotados como procedimento padrão em casos de traumatismo craniano, independentemente da gravidade. “Solicitamos os exames complementares, que é de praxe em qualquer traumatismo cranioencefálico”, disse Caiado.

Os exames realizados no hospital incluíram tomografia e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma, exame que avalia a atividade elétrica do cérebro. De acordo com o médico, os resultados mostraram apenas lesões externas. “Observamos uma lesão em partes moles da região temporal direita e da região frontal direita, caracterizando o traumatismo craniano leve, e intracrânio não há lesão”, relatou. “Isso é bom para ele.”

Houve, inicialmente, a consideração clínica de uma crise convulsiva, hipótese que motivou a realização de exames adicionais, mas que não se confirmou.

Médicos investigam causa da queda de Bolsonaro

Segundo o médico, a principal preocupação da equipe agora é identificar a origem do quadro que levou à queda. Ele afirmou que Bolsonaro faz uso de diversos medicamentos para tratar crises persistentes de soluço, condição descrita como de difícil controle. A interação entre esses medicamentos está entre as hipóteses consideradas. “Há uma suspeita inicial que já havíamos imaginado que possa ser a interação de medicamentos”, disse.

Caiado explicou que a equipe médica avalia os riscos envolvidos nas alternativas de tratamento, e que considera tanto a possibilidade de suspender a medicação quanto a manutenção do uso. “Ou temos que suspender os medicamentos e colocar o presidente num quadro degradante de soluço, ou mantenho a medicação e aumento o risco”, afirmou.

O médico relatou que Bolsonaro estava sozinho no momento da queda e que a reconstituição do episódio foi feita a partir do relato do próprio paciente e da avaliação clínica. Segundo Caiado, o ex-presidente inicialmente não se lembrava com clareza do ocorrido, mas, com o passar do tempo, conseguiu recuperar parte da memória do episódio. “No momento em que houve a queda, ele não se lembrava do que havia acontecido”, disse. “Hoje, parece que ele lembrou que havia levantado e depois caído.”

O acompanhamento médico seguirá de forma compartilhada entre a equipe da superintendência e o médico pessoal do ex-presidente. Segundo Caiado, novas decisões sobre o tratamento dependerão da conclusão da investigação clínica. “Estamos construindo um diagnóstico, quando for conclusivo, a gente vai reportar a vocês”, encerrou.

Além das falas de Caiado em coletiva em frente ao DF Star, boletim médico foi divulgado no fim da tarde desta quarta-feira. No material, assinado por quatro médicos, mais uma vez é confirmada a informação de que o ex-presidente da República sofreu traumatismo craniano.

“O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro compareceu ao Hospital DF Star para realização de exames complementares depois de traumatismo cranioencefálico sofrido no dia 06/01/26”, diz trecho do boletim. “Foi evidenciado nos exames de imagem leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita, decorrente do trauma, sem necessidade de intervenção terapêutica. Deverá seguir cuidados clínicos conforme definição da equipe médica assistente.”

Informações Revista Oeste


Em entrevista ao O Globo, o cirurgião Claudio Birolini comentou sobre a saúde do ex-presidente

Cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro durou mais de três horas | Foto: Reprodução/Instagram
O ex-presidente Jair Bolsonaro durante internação | Foto: Reprodução/Instagram 

O cirurgião Claudio Birolini, responsável pelo procedimento mais recente no ex-presidente Jair Bolsonaro, avaliou que a custódia na Superintendência da Polícia Federal (PF) não atende às necessidades médicas do político. 

A análise saiu em entrevista ao jornal O Globo, horas antes de o ministro Alexandre de Moraes autorizar exames hospitalares, depois de Bolsonaro se ferir em uma queda na cela. O magistrado liberou a saída do ex-presidente quase 24 horas mais tarde, depois de a PF registrar um caso de “traumatismo craniano”.

O médico destacou que a combinação de idade, porte físico e uso contínuo de CPAP, aparelho que auxilia a respiração durante o sono, amplia a vulnerabilidade. Segundo ele, o ex-presidente dorme em cama estreita e utiliza equipamento conectado à rede elétrica, o que exige atenção constante.

Birolini detalha a rotina médica de Bolsonaro

Birolini também apontou elementos que vão além do quadro físico imediato. “Há ainda mais uma hipótese a ser considerada, o aspecto emocional envolvido nesses meses conturbados”, disse. Ele citou hábitos que podem agravar os sintomas. “Ele fala como se engolisse as palavras e se alimenta de forma rápida.”

Segundo o cirurgião, essas condições podem intensificar problemas já existentes. Birolini relatou que Bolsonaro apresenta dificuldade na locomoção e tendência a tropeçar, embora exames neurológicos não tenham identificado alterações estruturais.

Ao comentar o local da custódia, o médico foi direto. “Não dá para dizer se ele está em um lugar seguro ou inseguro”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Posso afirmar que ele não está em um lugar adequado.”

Na avaliação pessoal do cirurgião, a situação exige outra abordagem. “Na minha opinião pessoal, o ambiente mais adequado neste momento, frente a situação toda, as demandas, os riscos, é o domiciliar”, disse. Apesar da recomendação, Moraes negou em 1º de janeiro a possibilidade de regime domiciliar ao ex-presidente. 

Em sua decisão, o ministro afirmou: “Há total ausência dos requisitos legais para a concessão de prisão domiciliar”. Ele justificou a posição citando a “destruição da tornozeleira eletrônica” e supostos “atos concretos visando a fuga”.

Nesta quarta-feira, 7, Bolsonaro seguiu para o hospital DF Star para realizar tomografia, ressonância e eletroencefalograma. Ele não havia feito esses exames desde a queda ocorrida na madrugada desta terça-feira, 6, e os procedimentos exigem ambiente hospitalar especializado.

Informações Revista Oeste


Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Ricardo Lewandowski está de saída do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Com isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem sendo aconselhado a aproveitar o momento para criar uma nova pasta. As informações são do blog de Valdo Cruz, no portal G1. 

De acordo com a publicação, Lula tem ouvido de interlocutores que deve aproveitar a saída de Lewandowski da pasta e criar um ministério dedicado apenas à Segurança Pública. 

O presidente já vinha sinalizando que pretendia criar o Ministério da Segurança Pública desde que o Congresso Nacional aprovasse a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança. No entanto, como a expectativa é de que o texto só comece a avançar no Legislativo em março, Lula teria pouco tempo para que as ações da nova pasta pudessem ter efeito na eleição deste ano.  gerar efeitos para a campanha eleitoral.

A segurança pública vem sendo uma das principais preocupações dos brasileiros e é um dos pontos fracos do governo federal. A oposição também vem explorando o assunto, o que vem ganhando apoio da população. Por isso, o entorno de Lula defende a criação do Ministério da Segurança Pública.

Outras saídas 

Além da saída de Lewandowski do Ministério da Justiça, Fernando Haddad também deve deixar o comando da Fazenda e já comunicou Lula que pretende deixar a pasta até fevereiro.

Para a Fazenda, a sucessão de Haddad já está encaminhada. O atual secretário-executivo, Dario Durigan, deve assumir o comando da pasta. 

Ainda em janeiro, Lula deve se reunir com os ministros que serão candidatos nas eleições deste ano e precisam deixar os cargos até o início de abril. A conversa deve ser para acertar a troca em seus ministérios.

Informações Bahia.ba


Ministro pode disputar governo de São Paulo ou Senado nas próximas eleições

Lula e Fernando Haddad Foto: PR/Ricardo Stuckert

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comunicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que pretende deixar o governo até fevereiro, seguindo o movimento já sinalizado pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, em Brasília.

Haddad conversou com Lula no início do ano e indicou que pode permanecer no cargo até o fim de fevereiro para concluir compromissos da pasta. A saída ocorreria após Lewandowski, que manifestou desejo de deixar o Ministério da Justiça ainda nesta semana.

No Ministério da Fazenda, a expectativa é que o secretário-executivo Dario Durigan assuma o comando da pasta de forma interina. Mudanças internas já começaram antes mesmo da eventual saída de Haddad.

Aliados afirmam que Haddad avalia novos projetos políticos. No PT, há discussões sobre uma possível candidatura ao governo de São Paulo ou ao Senado nas próximas eleições.

Com a volta de Lula a Brasília, o Palácio do Planalto deve tratar como prioridade a reorganização da equipe ministerial diante das sinalizações de saída.

Informações Pleno News


Postagem aponta demora no atendimento e aguarda esclarecimentos da autoridade policial

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Bolsonaro está detido na Superintendência da PF desde o fim de novembro | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Segundo o relato, Bolsonaro bateu a cabeça em um móvel do local. Michelle afirmou que o episódio ocorreu durante uma crise e que o atendimento médico não foi imediato. “Meu amor não está bem”, disse a ex-primeira-dama. 

Ao chegar para a visita, por volta das 9h, ela disse ter encontrado a situação sem esclarecimentos completos. A ex-primeira-dama informou que aguardava explicações formais sobre os procedimentos iniciais.

Michelle aguarda resposta sobre cuidados com Bolsonaro

Em sua mensagem, Michelle relatou a presença de um médico no local enquanto esperava contato com a autoridade responsável. “Estou com o médico aguardando o delegado para saber como foram os primeiros socorros”, escreveu.

Até o momento, a PF não divulgou nota com detalhes sobre o ocorrido nem sobre as medidas adotadas na cela. O ex-presidente está detido na Superintendência da PF desde o fim de novembro. 

Depois de uma internação em dezembro para tratar de duas hérnias inguinais, além de uma crise recorrente de soluços. Antes da alta, no dia 1º de janeiro, a defesa de Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para que o ex-presidente se recuperasse em casa. Contudo, o magistrado negou a demanda.

Informações Revista Oeste


Postagens falam sobre relação entre Lula e Maduro e sugerem captura do petista pelos EUA

Deputado Nikolas Ferreira visita Jair Bolsonaro
Deputado Nikolas Ferreira | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Membros do Psol pediram providências à Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta segunda-feira, 5, contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) por memes que apontam relação entre o ditador da Venezuela, Nikolas Maduro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e sugerem a captura do petista.

São três postagens de Nikolas: a primeira mostra Maduro e Lula abraçados, com a frase: “Super promoção: prenda 1, leve 2.”; a segunda é uma montagem de Lula sendo preso por agentes norte-americanos; e a terceira diz que “agora é só o Maduro dedurar o Lula”.

São duas ações de membros do Psol: uma de Erika Hilton (SP) e outra do ex-presidente do partido Juliano Medeiros e do deputado federal Ivan Valente (SP). Hilton diz que os memes de Nikolas fazem uma “defesa pública e simbólica da submissão do Brasil à jurisdição estrangeira”, o que, segundo ela, representa “violação direta à soberania nacional e aos deveres inerentes ao exercício da função parlamentar”.

Erika Hilton também incluiu em sua representação o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por postagem na qual ele afirma que “Lula será delatado”. Flávio postou a foto de Maduro, capturado no último sábado, 3, pelos EUA, e diz que isso representaria “o fim do Foro de São Paulo”, grupo que acusa de envolvimento com tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e suporte a terroristas, ditaduras e eleições fraudadas. Para Hilton, a opinião do senador deve ser considerada criminosa.

Na outra ação, apenas contra Nikolas, Medeiros e Valente afirmam que o deputado, com os memes, insinuou apoio à eventual prisão ou sequestro de Lula por autoridades norte-americanas. Para eles, a publicação configura apoio a “eventual ingerência do poder de Estado estadunidense contra a ordem institucional democrática brasileira”.

Para Medeiros, a imunidade parlamentar — garantida na Constituição para proteger deputados e senadores por seus votos e manifestações públicas — não pode servir de proteção para esse tipo de manifestação. 

Disse ele: “Ninguém está acima da lei. Nenhum parlamentar está protegido quando se trata de sugerir, defender ou propor o sequestro do presidente do Brasil ou uma invasão estrangeira. Foi naturalizando absurdos assim que se chegou aos ataques de 8 de janeiro”.

Cabe à PGR decidir se os pedidos feitos pelos membros do Psol são suficientes para abrir uma investigação contra Nikolas e Flávio. Em caso de entendimento pelo cometimento de crimes, o Ministério Público poderá oferecer denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Informações Revista Oeste

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