O presidente do PL na Bahia, João Roma, afirmou nesta terça-feira (31) que o partido terá candidatura própria para disputar a Prefeitura de Vitória da Conquista em 2024. O dirigente apontou o nome do radialista Washington Rodrigues, que vem estruturando o diretório da sigla no município como um dos nomes, e também o vereador Ivan Cordeiro, atualmente no PTB, mas que tem convite para ingressar no PL e defender as bandeiras do presidente Jair Bolsonaro.
“No momento atual, estamos com o nome do Washington, que está em um movimento de organização partidária e de fortalecer uma candidatura do PL em Vitória da Conquista. Mas estimulamos também a candidatura do vereador Ivan Cordeiro, inclusive com convite oficial para ele vir para o partido. Ele continua bem-vindo aos quadros do PL. É um nome que acredito ser muito viável”, avaliou Roma, em entrevista à Rádio Brasil FM, de Vitória da Conquista. “Temos, portando, já de cara, duas opções muito importantes”, destacou o dirigente do PL.
O ex-ministro da Cidadania também foi questionado sobre conversas com a atual prefeita de Vitória da Conquista e candidata à reeleição, Sheila Lemos (União Brasil). Roma disse que teve uma conversa com a gestora no início do ano, mas que, depois disso, não houve novos encontros ou diálogos. “Não há portas fechadas, mas também não há nada consolidado nesse sentido”, disse Roma.
Roma defendeu que, para 2024, o PL vai permanecer em processo de estruturação. “O PL saiu das eleições como o maior partido do Brasil, mas precisamos pegar todo esse partido nacional e transformar em partido que tenha estrutura na Bahia. Fazer com que o partido cresça em toda a Bahia. Já temos mais de 100 diretórios municipais montados, inclusive aqui em Conquista, e queremos atrair e ter novas lideranças”, comentou o presidente da sigla na Bahia.
O dirigente do PL baiano também confirmou a realização de um grande evento do PL Mulher, com a presença de Michele Bolsonaro e também do ex-presidente Jair Bolsonaro, na Bahia. “Logo deveremos anunciar a data”, revelou. Ainda falando das eleições de 2024, Roma destacou, referindo-se à influência de Jair Bolsonaro, que “teremos, sim, o maior cabo eleitoral do país pedindo voto de legenda, para o PL 22. Estamos bem animados para a política do próximo ano no estado da Bahia”.
O ex-deputado federal também parabenizou Vitória da Conquista que completa 183 anos de emancipação política em 9 de novembro. “Quero dar os parabéns a Vitória da Conquista pelo seu aniversário. É uma cidade que tem uma forte cultura, com pessoas que realmente nos cativaram e hoje temos uma atividade muito próxima. É sempre importante a gente ressaltar o que Conquista desenvolve para o estado da Bahia”, declarou o presidente do PL baiano.
Durante a entrevista, Roma criticou o envio de um projeto de lei à Assembleia Legislativa pelo governador Jerônimo Rodrigues que estabelece um novo aumento de ICMS no Estado, de 19% para 20,5% a partir de janeiro de 2024. “Esse ano, o governo da Bahia já aumentou o ICMS, pois Rui Costa já deixou de brinde o aumento linear de 1% do imposto no final do mandato. Agora temos outra medida para aumentar o peso em cima do cidadão pela incompetência do PT. Quem sofre com isso é o pobre que paga a conta; pois o arroz e o feijão que vão ficar mais caros. O PT quer criar um estado gigantesco, que fica pesado para o cidadão”, explicou Roma.
Hoje, a CCJ realizou a primeira audiência pública para discutir a PEC das Drogas | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve votar até o final de novembro a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que criminaliza a posse e o porte de drogas.
A declaração é relator da proposta, senador Efraim Filho (União Brasil-PB), desta terça-feira, 31. Caso seja aprovada pela CCJ, a PEC segue para o plenário do Senado. A matéria é de autoria do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
“Até o final de novembro queremos trazer o texto para a votação na CCJ”, declarou Efraim. “Se houver nomes disponíveis, vão ter mais duas audiências. Se não, o passo sequencial deve ser a apresentação do parecer e a votação até o final de novembro na CCJ e, em seguida, no plenário. A previsão de apresentar relatório na CCJ até o final do mês.”
Hoje, a CCJ realizou a primeira audiência pública para discutir a PEC das Drogas. Conforme Efraim, ainda não há previsão para uma nova sessão, pois não há nomes designados para debater a matéria.
Como mostrou Oeste, ao iniciar a sessão, Efraim destacou que a importância da PEC também é institucional, pois reafirma a atribuição de legislar do Poder Legislativo.
A fala do relator vem na esteira de o Supremo Tribunal Federal deixar em tramitação um julgamento que prevê a descriminalização do porte de maconha. Em agosto deste ano, a sessão foi paralisada depois de o ministro André Mendonça pedir vistas no julgamento.
Em geral, pedidos de vistas duram 90 dias, portanto, o julgamento deve ser retomado em novembro. A matéria é um dos temas que aumentam a tensão entre o Legislativo e o Judiciário, como no caso do marco temporal das terras indígenas.
Ministros faltam ao debate sobre PEC das Drogas
Para participar da sessão no Senado, o relator convidou representantes da sociedade civil e os ministros Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública) e Nísia Trindade (Saúde). Contudo, os ministros não foram ao debate.
Durante a discussão, o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antonio Geraldo da Silva, apelou aos senadores que aprovassem a PEC das Drogas. “Não façam esse experimento a céu aberto para permitir a legalização das drogas”, pediu.
Coordenadora da Comunidade Terapêutica Desafio Jovem, Célia Regina Gomes de Moraes destacou o sofrimento dos familiares dos usuários de drogas. Ela disse ainda que é mãe de um dependente químico.
“Quem lida com dependente químico é abandonado”, disse. “Vi isso acontecer e vejo acontecer. Vim fazer um clamor. Vamos olhar o todo das drogas.”
Célia ainda comemorou o fato de o Senado estar discutindo a criminalização das drogas. “Não é possível que essa Casa não reagisse”, continuou. “Não é possível que ficaríamos nas mãos do STF.”
Na ocasião, também fizeram o uso da palavra os seguintes membros da sociedade civil: o coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo, Ronaldo Lemos Laranjeira; a coordenadora da Comissão de Política Criminal da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos, Lúcia Helena Silva Barros de Oliveira; e o promotor de Justiça do Distrito Federal José Theodoro de Carvalho.
O presidente Lula fala de Jair Bolsonaro quase toda vez que está em apuros.
Não foi diferente nesta terça-feira, 31.
Acuado após a repercussão negativa de sua própria fala em relação à meta fiscal de 2024, o presidente resolveu mirar em seu antecessor para tentar tirar o foco da nova crise em seu governo.
Havia, inclusive, uma expectativa em relação à sua live semanal para o presidente explicar melhor a sua frase que derrubou os mercados: a de que a meta dificilmente será atingida no ano que vem.
O presidente, contudo, nem tocou no assunto. Aproveitou o momento e afirmou que Bolsonaro “estava preparando um golpe” que deveria ocorrer no dia da sua diplomação como vencedor das eleições.
Segundo o petista, “eles foram pegos de surpresa” porque a dada da cerimônia foi alterada de 18 para 12 de dezembro.
É uma afirmação grave. Lula, antes de dizer isso, precisa informar que provas colhidas pelas investigações tem em mãos. Até porque, isso interessa à Justiça que investiga os atos do ex-presidente.
Voltando ao governo atual, o que ainda repercute é a fala em que Lula desautorizou a principal promessa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad – a de zerar o déficit da dívida pública no ano que vem.
A repercussão tem sido muito ruim para o governo, seja no mercado, seja no Congresso Nacional. E hoje uma longa reunião da gestão petista com líderes da base e ministros tratou da questão fiscal.
Mas a dúvida continua: se nem o presidente faz questão de manter a meta do ministro da Fazenda, por que os outros atores nacionais devem acreditar na mais importante promessa econômica do governo?
Haddad, diante da péssima situação, transpareceu seu descontentamento em coletiva de imprensa, gerando estranhamento e desconfiança de lideranças partidárias.
Lucas Ramos (PSB-PE) diz que visita após feriado da Proclamação da República visa apurar ‘impactos econômicos’ de restrição de visitantes na ilha
Foto: Agência Brasil
Consta na pauta de votações da Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (31), um requerimento para que os integrantes do colegiado sejam autorizados a realizar uma visita técnica a Fernando de Noronha no feriadão da Proclamação da República.
Conforme Igor Gadelha no portal Metrópoles, o pedido foi feito pelo deputado Lucas Ramos (PSB-PE), que argumenta que a visita, prevista para a quinta (16) e a sexta-feira (17), bem após o feriado de 15 de novembro, é necessária para entender a queda no fluxo do turismo na ilha, devido às restrições impostas no arquipélago recentemente.
De acordo com a coluna, Ramos afirma que os parlamentares irão apurar “os impactos econômicos ao comércio e aos serviços” da restrição de visitantes à ilha, da falta de estrutura do aeroporto para receber aviões de grande porte e das barreiras impostas à atracação de navios.
Mencionada pelo deputado, a restrição teve início em março de 2023, com o acordo de gestão compartilhada da ilha assinado entre o governo federal e o governo de Pernambuco. Pelo acordo, ficou acertado que Noronha só pode receber até 132 mil visitantes por ano, ou 11 mil turistas por mês. A medida gerou protestos de comerciantes e da rede hoteleira, que pedem que seja levada em consideração a sazonalidade.
“É para analisar este cenário, todas as suas implicações e avançar na construção de uma agenda de recuperação do desenvolvimento em Fernando de Noronha que apresentamos este requerimento de visita técnica coordenada por esta Comissão de Indústria, Comércio e Serviços”, pontua Lucas Ramos no requerimento. Ele, entretanto, não especifica quais deputados participarão da visita ou quem vai arcar com os custos.
Proposta torna obrigatório o pagamento de emendas de comissão
Foto: Pedro Gontijo/Senado Federal
O Senado tenta avançar com um projeto de lei que torna obrigatório o pagamento de emendas parlamentares de comissão. A medida é voltada para ampliar ainda mais o controle de deputados e senadores sobre uma fatia bilionária do Orçamento. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.
A proposta, apresentada pelo senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), está na pauta desta terça-feira (31) da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos).
As emendas individuais e as de bancada já são impositivas. Integrantes do Congresso defendem que as de comissão também devem passar a ser obrigatórias. Isso amarraria ainda mais o governo, por não ter como deixar de executar os repasses pedidos pelos parlamentares.
Emendas parlamentares tradicionalmente foram usadas como moeda de troca entre Planalto e o Congresso.
Na medida em que elas foram sendo transformadas em impositivas, houve um aumento da influência de deputados e senadores, que passaram a poder votar de forma independente aos desejos do Executivo. Isso traz reflexos sobre a governabilidade do presidente da República.
Após o STF (Supremo Tribunal Federal) declarar em 2022 inconstitucionais as emendas de relator, amplamente usadas no governo de Jair Bolsonaro (PL), o Congresso turbinou as emendas de comissão e colocou o relator do Orçamento deste ano, senador Marcelo Castro (MDB-PI), no comando de um colegiado que tem R$ 6,5 bilhões para emendas.
Ministra é conselheira honorária de organização do terceiro setor que gastou 80%, de R$ 35 milhões, com consultorias e viagens
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, durante o lançamento do Projeto Sertão Vivo, Semeando Resiliência Climática em Comunidades Rurais no Nordeste – 24/10/2023 | Foto: Fátima Meira/Estadão Conteúdo
Uma articulação de governistas na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara transformou a convocação da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em um requerimento de informação, para explicar o elo com a ONG Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia.
O acordo foi firmado por dois vice-líderes do governo Lula na Casa, deputados Rubens Pereira Júnior (PT-MA) e Josenildo Abrantes (PDT-AP), para “desobstruir a pauta” da comissão, apurou Oeste.
A deputada federal Marina Silva toma posse como ministra do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, ao lado do presidente Lula – 01/01/2023 | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Na semana passada, os deputados Carlos Jordy (PL-RJ), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG) conseguiram aprovar a vinda obrigatória de Marina. O trio embasou o pedido em reportagem de Oeste.
Agora, contudo, a convocação está anulada. Dessa forma, o Meio Ambiente terá 30 dias para enviar, por escrito, esclarecimentos feitos pelos parlamentares, nos pedidos.
Elo de Marina Silva com ONG da Amazônia
O relator da CPI das ONGs, Marcio Bittar (esq), e o presidente da CPI, Plínio Valério (dir), durante sessão do colegiado no Senado – 24/10/2023 | Foto: Wallace Martins/Estadão Conteúdo
No centro da pauta, há a ligação da ministra com a ONG, na qual ocupa o cargo de conselheira honorária. De acordo com a Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o terceiro setor na Amazônia, a organização embolsou R$ 35 milhões do Fundo Amazônia, no ano passado, e gastou 80% com viagens, consultorias e folha de pagamento.
Além de ministra e conselheira da ONG, Marina é titular do Comitê Orientador do Fundo Amazônia, representando o governo federal no órgão responsável por estabelecer as diretrizes e critérios para aplicação dos recursos do Fundo.
A investigação da Polícia Federal sobre a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida em janeiro deste ano, aponta que o valor de R$ 10,5 mil pago por um ex-assessor da deputada Carla Zambelli ao hacker Walter Delgatti Neto não teve relação com o crime, mas com a venda de garrafas de uísque.
Veja as mensagens enviadas por Delgatti para amigo — Foto: GloboNews
A defesa do hacker diz que ele recebeu R$ 40 mil para tentar invadir sistemas do Judiciário, parte em transferências bancárias e parte em dinheiro vivo. O laudo se refere apenas aos R$ 10,5 mil, e não faz referência ao restante do dinheiro.
Delgatti, que está preso desde agosto deste ano, disse à PF que o valor de R$ 10, 5 mil, recebido de Renan Goulart, por meio de três Pix em fevereiro, era parte do pagamento para invadir sistemas do Judiciário. Goulart já foi assessor de Zambelli e hoje trabalha para o irmão dela, o deputado estadual Bruno Zambelli (PL-SP).
Em depoimento à PF, Goulart afirmou que fez os Pix para Delgatti porque o hacker lhe ofereceu garrafas de uísque. O assessor adquiriu a bebida e a revendeu para um terceiro. A PF ouviu o comprador final, que confirmou a história. Os investigadores também encontraram conversas de WhastApp que indicam que Delgatti de fato vendeu uísque para Goulart na data dos pagamentos.
O advogado Ariovaldo Moreira, que representa Delgatti, disse que o hacker “afirma veementemente que os pagamentos eram para invadir qualquer sistema do Judiciário”, para desacreditá-los.
Além dos R$ 10,5 mil, Delgatti recebeu R$ 3 mil, em novembro de 2022, de outro assessor de Zambelli, Jean Hernani de Sousa, que disse à PF que o valor se referia a serviços para as redes sociais e o site da parlamentar. Zambelli ainda não prestou depoimento à polícia. Ela já afirmou publicamente que contratou Delgatti, por meio de seu assessor, para cuidar de seus perfis e site. O serviço não foi prestado.
A invasão do CNJ resultou na expedição de um falso mandado de prisão contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O documento é assinado pelo próprio magistrado. Também foi inserida nos sistemas do CNJ uma falsa quebra de sigilo bancário de Moraes.
O inquérito sobre a invasão do CNJ caminha para a fase final. Não foi encontrada nenhuma conversa de Zambelli com o hacker em nenhum dos celulares apreendidos, de acordo com os laudos periciais que fazem parte do inquérito da PF.
A deputada Carla Zambelli postou foto de encontro com Walter Delgatti — Foto: Reprodução/Twitter
Mensagens
As únicas mensagens trocadas entre Zambelli e Delgatti conhecidas até agora foram divulgadas pelo blog na semana passada. A deputada enviou dois áudios para o hacker, no ano passado, pedindo a ele o endereço de um ministro do Supremo. Os áudios foram encaminhados por Delgatti a um amigo — e não estão no inquérito.
Inicialmente, Zambelli disse que não se lembrava do contexto dos áudios, mas depois admitiu que pediu ao hacker para descobrir o endereço funcional de Moraes em Brasília. Segundo ela, sua mãe queria enviar uma carta ao ministro para “sensibilizá-lo” sobre as investigações que envolviam a deputada.
Junto com os dois áudios, Delgatti também encaminhou a seu amigo mensagens atribuídas a Zambelli: “Já publicou? E a decisão que fizemos? Essas contas são dele mesmo? Ah, precisava do endereço dele aqui em Brasília….”. Logo em seguida, Delgatti menciona que quebrou o sigilo de “Xandão”. O hacker encaminhou as mensagens a seu amigo em 26 de novembro de 2022.
Um laudo da perícia da PF mostra que, embora o falso mandado de prisão contra Moraes tenha sido inserido no CNJ em 4 de janeiro de 2023, o hacker já havia conseguido invadir o sistema dois meses antes, em 3 de novembro de 2022. Nessa data, o próprio Delgatti filmou a invasão. O vídeo foi apreendido pela PF.
Em um outro laudo, a perícia afirma que encontrou no computador do hacker uma falsa ordem de quebra de sigilo de Moraes “gerada em 25 de novembro de 2022” — um dia antes de Delgatti encaminhar a seu amigo as mensagens atribuídas a Zambelli.
O advogado Ariovaldo Moreira informou que vai enviar essas mensagens à polícia. O objetivo é demonstrar que Zambelli estava envolvida no crime.
A parlamentar nega que tenha tido conhecimento da invasão dos sistemas do CNJ e refuta a acusação feita por Delgatti de que participou da elaboração dos documentos falsos contra Moraes.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse neste domingo (29.out.2023) que o “crime organizado agradece” em resposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter descartado decretar uma GLO (Garantia da Lei e da Ordem) no Estado do Rio de Janeiro.
Bolsonaro deu a declaração em seu perfil oficial no Instagram:
Em 23 de outubro, 35 ônibus e 1 trem foram queimados após uma operação policial que acabou com a morte de um miliciano. Foi um dos piores episódios de conflito com milícias na capital fluminense.
Na 6ª feira (27.out), em café com jornalistas no Palácio do Planalto, Lula disse que não decretará a intervenção no Rio de Janeiro “enquanto for presidente”. Declarou que não cabe a militares das Forças Armadas ficar nas favelas “brigando com bandido”.
Na 4ª (25.out), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que é do PL –mesmo partido de Bolsonaro– também negou a necessidade de um decreto de GLO para o Estado e disse esperar o uso de militares no reforço da segurança do Rio.
Lula, Dino e Moraes em reunião sobre segurança nas escolas, em abril | Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil
Quarenta ônibus queimados no Rio de Janeiro porque milicianos ficaram indignados com um miliciano morto pela polícia. Guerra de facções criminosas que deixam centenas de mortos na Bahia. Morte brutal de soldado da rota em São Paulo. Morte brutal por engano de parente de deputada, assassinado por milicianos.
A violência explode no Brasil no ano de 2023, o primeiro da retomada ao poder do lulopetismo. Criminosos tomam o poder numa espécie de estado paralelo do crime que subjuga a própria polícia e a própria justiça no país de Lula. O presidente que diz que ladrão não precisa ir preso porque roubou um celular para tomar uma cervejinha.
A fala de Lula, simplória e essencialmente má, explica a explosão do crime e da impunidade no Brasil. É a fala de um típico esquerdista que crê que o criminoso é fruto de injustiça e exclusão social. A fala de Lula se casa com a da filósofa petista Márcia Tiburi, que diz que apoiava o assalto porque o assaltante havia sido assaltado pela espoliação do capitalismo.
A atividade ideológica de acolhimento de bandido une as duas pontas: acolhe o criminoso na sua origem e no seu auge
A fala da esquerda absolve e enaltece o crime e é justamente responsável pela explosão do crime casado com a impunidade do criminoso no Brasil. Vejam a cronologia: se um jovem adolescente assalta uma pessoa, rouba um celular e nada ou pouco lhe acontece como punição, ele vai se sentir confortável para crescer no mundo do crime. Um adolescente ladrão sai de alguma fundação casa da vida e passa a níveis maiores de criminalidade até chegar, se for bem-sucedido, ao topo das milícias e do narcotráfico.
Em lá chegando, talvez seja preso, aí vem a suprema injustiça tupiniquim e o solta. A suprema injustiça brasileira faz mais: tem soltado e devolvido patrimônio ao criminoso, como fez com Marcinho Vp, narcotraficante descondenado pela justiça a quem devolveram seu helicóptero comprado com dinheiro do tráfico. A atividade ideológica de acolhimento de bandido une as duas pontas: acolhe o criminoso na sua origem e no seu auge. O crime assim passa a compensar no Brasil para o criminoso desde a sua origem até seu ápice numa carreira promovida pela ideologia esquerdista que está incrustada no judiciário, na mídia, nas universidades e escolas do país.
Política de segurança pública eficiente é fácil. Quebrou uma janela de ônibus, vai preso. Roubou um celular, vai preso. Agrediu alguém, vai preso. Foi o que fez o prefeito de Nova York Rudolph Giuliani nos anos oitenta quando tirou a cidade de altos níveis de criminalidade por uma política de tolerância zero com pequenos delitos que, por óbvio, se não devidamente punidos com rigor, levam a grandes delitos.
O ministro petista da Justiça só fala e faz perseguir conservadores
No Brasil, seguiu-se o caminho inverso: acolhimento, carinho, reeducação do menor infrator e leis completamente frouxas com os presos. Saidinhas de Natal, drásticas reduções de pena, prisões domiciliares para altos criminosos, devolução de dinheiro sujo para traficantes. No Brasil de hoje, só quem comete crime de opinião tem pena severa. Você pode traficar, matar, roubar e ter todas as garantias da justiça. Se você questionar o processo eleitoral ou entrar no congresso sem ser convidado, pode ter sentença de até vinte anos de cadeia.
Estes, os criminosos de opinião, são os únicos punidos e perseguidos pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo ministro da Justiça Flávio Dino.
Ministro que é recebido com festa e complacência na favela da maré, dominada pelo tráfico do Rio, como um herói. Na favela onde só se entra com permissão de narcotraficantes. Aplaudem o ministro. Aplaudiram Lula nas prisões quando eleito, e nada podia se dizer à época porque a justiça eleitoral censurava a menção ao aplauso da criminalidade a Lula. Nada podia ser dito do aplauso da criminalidade ao homem condenado por corrupção que tiraram da cadeia para ser novamente colocado na Presidência da República ou de volta à cena do crime, como disse seu próprio vice, Geraldo Alckmin.
Da justiça às escolas, às universidades e à grande mídia, é ensinado que bandido é vítima social, que o Lula, condenado em três instâncias por uma dezena de juízes por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, é vítima de injustiça. Um padrão pró-criminoso em todas as esferas da elite pensante brasileira. Um padrão que ofende o cidadão pobre brasileiro, que trabalha e sustenta família, a despeito das duras condições de vida; um padrão que faz deste trabalhador pobre a vítima desses criminosos protegidos pelo estado brasileiro e pela elite pensante do país.
A imprensa culpa a polícia por eliminar criminosos. O supremo proíbe a polícia de subir o morro para operações contra criminosos. O supremo quer liberar drogas. O ministro petista da Justiça só fala e faz perseguir conservadores. O presidente Lula, criminoso condenado, faz do ladrão de celular um mártir social, faz de si mesmo, um grande corrupto condenado, um mártir, com endosso da justiça suprema que o soltou da cadeia. O crime aplaude entusiasmado seus entusiastas e apoiadores.
O ministro Alexandre de Moraes | Foto: Carlos Moura/SCO/STF
De acordo com um relatório da polícia italiana, o empresário Roberto Mantovani encostou “levemente” nos óculos do filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes durante bate-boca no Aeroporto Internacional de Roma, em julho deste ano. O documento vai ser usado pela defesa do empresário para contestar a versão de Moraes.
Em depoimento, Moraes afirmou ter sido xingado de “comunista”, “bandido” e “comprado”. O ministro relatou ainda que seu filho levou um “tapa” do agressor.
O laudo descreve as imagens gravadas pelas câmeras do aeroporto de Roma. O documento narra que Alexandre Barci, filho de Moraes, reagiu provavelmente às agressões verbais da mulher do empresário. Mantovani, por sua vez, estava a alguns metros de distância e apontava com o dedo indicador ao filho do magistrado. “É evidente a reação verbal de Barci que, saindo da fila da aceitação à Lounge, interage verbalmente com os dois, permanecendo parado no próprio lugar, trocando várias palavras com Mantovani, que nessa circunstância tinha se aproximado até ficar cara a cara”, afirma o documento.
Em seguida, o documento confirma que Mantovani acertou levemente os óculos do filho de Moraes, após reagir a um movimento de Barci.
“Às 18h39, repara-se o único contato físico digno de nota, ocorrido entre Roberto Mantovani e o filho da personalidade. Nessa circunstância, esse último, provavelmente exasperado pelas agressões verbais recebidas, estendia o membro superior esquerdo, passando bem perto da nuca do antagonista, que, ao mesmo tempo, fazia a mesma ação utilizando o braço direito, impactando levemente os óculos de Alexandre Barci de Moraes”, conclui.
Por fim, um passageiro intervém para tentar acalmar os ânimos e o bate-boca só termina quando o filho de Alexandre de Moraes ingressa na sala Loung Vip do aeroporto.
Em nota, o advogado Ralph Tortima avaliou que o relatório da polícia italiana difere em muito daquele elaborado pela Polícia Federal.
“Inclusive, pela descrição que é feita Roberto Mantovani Filho é primeiramente tocado em sua nuca por Alexandre Barci de Moraes, momento em que ele levanta o braço, como se numa ação de defesa, resvalando o óculos daquele”, disse o defensor. “Ou seja, fica cada vez mais evidente a necessidade de realização de uma perícia isenta, independente, em todas essas imagens do aeroporto. Só assim saberemos, com segurança, o que de fato aconteceu.”
O relatório da Polícia Federal concluiu que o empresário Roberto Mantovani “aparentemente” bateu com “hostilidade” no rosto do filho do ministro, Alexandre Barci, que segundo o documento conseguiu se esquivar parcialmente. “Após ter afrontado Barci, impulsionando seu corpo contra este, que estava de óculos, Roberto levantou a mão e, aparentemente, chegou a bater no rosto da vitima, que teve óculos deslocados (ou caídos no rosto)”, narra a PF.
Relembre o caso envolvendo Alexandre de Moraes
A confusão ocorreu em 14 de julho, no Aeroporto Internacional de Roma. Moraes estava com a família, quando um grupo de três brasileiros teria se aproximado dele e começado a xingá-lo. Uma mulher, identificada como Andreia, teria dito que o ministro é “bandido, comunista e comprado”.
Em seguida, um indivíduo reforçou os insultos. Outro rapaz juntou-se aos supostos agressores e proferiu palavras ofensivas contra Moraes e sua família.
O ministro estava retornando da Universidade de Siena, onde havia participado de uma palestra no Fórum Internacional de Direito.