Nesta sexta-feira (23), no Rotativo News (Sociedade News FM 102.1), o prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins Filho, comentou sobre o decreto emergencial publicado na quarta-feira (21), que pode impossibilitar a realização da Micareta 2024; das ações do governo para as famílias prejudicadas pelas fortes chuvas e outros assuntos.
O governador Jorginho Mello (à dir.) antecipou o retorno de uma viagem para estar com Bolsonaro Imagem: Reprodução/YouTube
O ato pró-Bolsonaro, no domingo (25), em São Paulo vai contar com dois trios elétricos atravessados na avenida Paulista formando um L. No veículo onde Jair Bolsonaro estará só entra quem estiver de pulseirinha VIP.
Como vai ser o ato
A manifestação será aberta por Michelle Bolsonaro. Como o UOL antecipou, ela fará uma oração e estará liberada para dizer algumas palavras, se assim desejar.
O tom dos discursos é tratado com bastante cuidado,disse o pastor Silas Malafaia, organizador do evento. Bolsonaro quer evitar que o ato tenha um caráter golpista, já que o ex-presidente é investigado por suspeita de tramar um golpe de Estado. A escolha dos oradores também ganhou uma atenção especial por esse motivo.
O pastor afirmou que somente ele vai mencionar o nome de Alexandre de Moraes. Malafaia antecipou que fará “constatações” a respeito das decisões do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), mas sem agressões. Ele não deu mais detalhes do que vai dizer.
Há um compromisso dos presentes para não atacar nenhuma autoridade. A expressão “ditador da toga”, usada pelo pastor em seus vídeos para se referir a Moraes, não deve ser ouvida na Paulista, por exemplo.
Michelle Bolsonaro vai abrir o ato com uma oração Imagem: Divulgação
Ainda assim, parlamentares bastante explosivos estão escalados para discursar. A lista inclui os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO) e o senador Magno Malta (PL-ES). Todos são ligados a bandeiras religiosas e ao bolsonarismo. Nikolas e Malta são evangélicos, como o organizador do ato. Gayer já foi filiado ao partido Democracia Cristã.
Caso compareça, o senador Rogério Marinho (PL-RN) também poderá falar ao microfone.Ele é líder da oposição no Senado e um parlamentar considerado como moderado.
Malafaia ainda faz uma “defesa antecipada”. Como espera 300 mil pessoas na avenida Paulista, justifica que é impossível controlar as ações de cada participante.
Se alguém tiver alguma faixa hostil, terá sido uma atitude individual, diz o pastor. Malafaia ressalta que, desde a convocação, foi pedido para não haver ataques a instituições. Comportamentos contrários estarão fora das orientações da organização do ato.
O evento não é para atacar o STF. Pastor Silas Malafaia, organizador do ato pró-Bolsonaro
Camarote VIP
O trio de Bolsonaro comporta 70 pessoas.Mas somente governadores, senadores e 30 deputados federais escolhidos terão acesso, afirmou Malafaia.
Esses políticos receberam um tipo especial de pulseirinha. Elas foram distribuídas durante a semana pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que é um dos principais nomes da bancada evangélica.
O restante dos deputados será encaminhado para o veículo ao lado, que tem capacidade para cerca de cem pessoas. Assessores terão um espaço exclusivo à frente dos trios, onde também será montada uma área reservada à imprensa.
Caso o prefeito de São Paulo compareça, ficará no veículo de Bolsonaro. Ricardo Nunes (MDB) disse que deve estar presente, mas aliados o aconselham a se ausentar para evitar prejuízos políticos caso a manifestação adote tom golpista.
Presenças confirmadas
Até o momento, 108 deputados confirmaram presença. A maioria é do PL, partido de Bolsonaro. Mas há também representantes de outras siglas, o que aliados do ex-presidente consideram uma demonstração de força política.
O número de senadores é incerto. Existem listas com dez nomes e outras com 15, também com parlamentares de outros partidos. Líder do PSDB no Senado, Izalci Lucas (DF) declarou que deve estar na Paulista.Continua após a publicidade
Somente três governadores confirmaram presença: Tarcísio de Freitas (São Paulo), Jorginho Mello (Santa Catarina) e Ronaldo Caiado (Goiás). O trio terá direito a discursar.
Malafaia convenceu o ex-presidente a realizar o ato após uma conversa no domingo de Carnaval. Na sequência, o pastor pediu aos fiéis de sua igreja, no Rio, que fizessem um jejum pelo país: “Precisamos orar pelo nosso país para que Deus livre-o de toda crise”.
Malafaia disse que vai bancar o aluguel dos dois trios elétricos. O organizador da manifestação justificou que desta maneira evita “acusações da esquerda” de usar dinheiro do dízimo para um evento político. Ele afirmou que há duas diretrizes para os discursos:defesa do Estado Democrático de Direito e Bolsonaro refutando as suspeitas dos inquéritos da PF.
Bolsonaro quer uma foto cercado de gente usando verde e amarelo. Na visão do ex-presidente, a imagem serviria de alerta para a Justiça sobre o custo prender uma pessoa que obteve 58 milhões de votos.
Reunião do então presidente Bolsonaro em 2022 com embaixadores é considerada um dos atos de defesa de golpe de Estado Imagem: Clauber Cleber Caetano/PR
Ex-presidente é investigado por tentativa de golpe
Ato acontecerá três dias após o depoimento do ex-presidente à Polícia Federal. O depoimento foi marcado por Alexandre de Moraes, ministro do STF. Para tentar adiá-lo, a defesa de Bolsonaro alegou não ter tido acesso a todo o material utilizado na investigação que embasou a convocação, mas o pedido de nova data para o depoimento foi negado.Continua após a publicidade
Bolsonaristas foram alvo de operação da Polícia Federal no último dia 8. Na ocasião, os agentes realizaram prisões e cumpriram mandados de busca e apreensão contra apoiadores do ex-presidente suspeitos de fazerem parte de uma suposta organização criminosa que tentou dar um golpe para manter Bolsonaro no poder.
Existe uma preocupação de não afrontar autoridades, principalmente Moraes. Por isso, houve uma orientação para os participantes não levarem faixas e cartazes. Em 2021, na mesma avenida Paulista, Bolsonaro subiu num trio elétrico e chamou Moraes de “canalha”.
Empréstimo da aeronave pelo governo petista foi feito para driblar sanções dos EUA
Lula recebeu Serguei Lavrov no Palácio da Alvorada na noite de quinta-feira 22 | Foto: Ricardo Stuckert/PR
O governo do presidente Luiz Inácio Lula Silva emprestou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para que o chanceler do governo de Vladimir Putin viajasse do Rio de Janeiro a Brasília para se reunir com o petista.
O chanceler da Rússia, Serguei Lavrov, estava no Rio para a reunião de ministros de Relações Exteriores do G20 e pretendia ir à capital federal em uma aeronave oficial do governo russo, mas havia um problema de abastecimento causado por sanções ao governo russo.
A empresa responsável pelo combustível em Brasília estava impedida de abastecer a aeronave russa em razão de sanções impostas pelos Estados Unidos à Rússia pela invasão da Ucrânia, informou a Folha de S.Paulo.
Para driblar as sanções norte-americanas, o governo Lula disponibilizou a aeronave da FAB. Do Rio, disseram fontes à Folha, o avião oficial de Lavrov tinha combustível suficiente para chegar ao seu próximo destino internacional, o Marrocos.
Lavrov comentou as dificuldades de abastecimento da sua aeronave em declarações a jornalistas russos que o acompanhavam no Rio. “Acontece que aqui no Brasil praticamente não existem empresas que abastecem aeronaves que não sejam de propriedade de corporações ocidentais. Mas quero destacar a atuação dos anfitriões brasileiros, que fizeram de tudo para resolver essa questão”, disse o chanceler de Vladimir Putin, segundo a agência russa de notícias Sputnik.
Lula disse a chanceler de Putin que vai à Rússia
Lula tem feito declarações favoráveis ao governo de Vladimir Putin | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Na reunião, que ocorreu na noite de quinta-feira 22 no Palácio do Alvorada, Lula confirmou a Lavrov que vai à Rússia para participar da reunião do Brics, em outubro.
Essa foi a segunda vez que Lula recebeu Lavrov para uma audiência no Palácio da Alvorada. Em abril do ano passado, o diplomata russo fez uma viagem oficial ao Brasil, onde também se reuniu com o chanceler Mauro Vieira.
Lula tem se mostrado um aliado de primeira linha de Putin. Ainda antes das eleições, em 2022, o petista afirmou que o presidente da Ucrânia,Volodymyr Zelensky, era “tão responsável” pela guerra na Europa quanto o presidente Vladimir Putin.
Depois, em abril do ano passado, voltou a relativizar as responsabilidades sobre o conflito. “Eu penso que a construção da guerra foi mais fácil do que será a saída da guerra”, contou Lula. “Porque a decisão da guerra foi tomada por dois países. E, agora, o que nós estamos tentando construir? Um grupo de países que não têm nenhum envolvimento com a guerra.”
Lula também disse que a Rússia não pode ficar com o terreno da Ucrânia ocupado durante a invasão no país europeu, mas que Zelensky “não pode também ter tudo o que ele pensa que vai querer”. Em outro momento, Lula cobrou os EUA que parassem de “incentivar a guerra”, em referência ao fornecimento de armas a Kiev, e começassem “a falar em paz”.
Em setembro do ano passado, o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), revogou o programa ‘Abrace o Marajó’, implementado pela administração de Jair Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), com o objetivo de combater a exploração sexual de crianças no arquipélago de Marajó, no Pará, que possui uma população de meio milhão de habitantes.
Antes de encerrar oficialmente a iniciativa, o governo federal lançou, em maio do mesmo ano, o programa ‘Cidadania Marajó’, que passou a substituir o programa anterior liderado pela ex-ministra Damares Alves. Segundo o Palácio do Planalto, a ação em questão enfrentou uma série de denúncias apresentadas pela Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia da Câmara dos Deputados.
Uma das denúncias alegou que a iniciativa estava sendo usada “para a exploração de riquezas naturais e para atender a interesses estrangeiros, sem benefício ou participação social da população local”.
Por outro lado, o programa ‘Abrace o Marajó’ ganhou destaque com o propósito de “melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios que compõem o Arquipélago de Marajó, através da ampliação do alcance e do acesso da população Marajoara aos direitos individuais, coletivos e sociais”.
Ao lançar a iniciativa, o governo Bolsonaro anunciou um investimento de R$ 4 bilhões, com ações coordenadas por 16 ministérios, abrangendo áreas como “geração de empregos, melhoria da dignidade, da educação e da saúde” dos paraenses.
No total, foram implementadas mais de 100 ações, divididas em quatro eixos: desenvolvimento social; infraestrutura; desenvolvimento produtivo e desenvolvimento institucional. No entanto, o governo Lula alega que os indicadores não demonstram resultados positivos na região.
Com isso, o ‘Cidadania Marajó’ tomou para si a “ênfase na garantia de direitos à população e no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes”, alegando atuar na “participação social e no diálogo frequente com a sociedade civil, as comunidades locais e outros entes do poder público”, sendo um programa “no enfrentamento de violações sistemáticas de direitos humanos ocorridas historicamente” no Brasil.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de anulação do habeas corpus apresentado pelo advogado Jeffrey Chiquini. O objetivo da solicitação é possibilitar a participação do ex-presidente na manifestação agendada para o próximo domingo (25/2).
O advogado Fabio Wajngarten, representante legal de Bolsonaro, declarou: “A defesa do presidente Bolsonaro, devidamente técnica e com a devida procuração nos altos, acaba de ingressar no STF, aos cuidados do ministro Fux, para que ele não reconheça qualquer habeas corpus relacionado à participação ou não do presidente Bolsonaro na manifestação de domingo.” A manifestação ocorreu logo após o ex-presidente prestar depoimento à Polícia Federal (PF) no contexto das investigações sobre uma suposta organização criminosa que teria conspirado para promover um golpe de Estado. Bolsonaro optou por permanecer em silêncio durante o depoimento.
O habeas corpus em questão foi apresentado pelo advogado Jeffrey Chiquini, que não faz parte da equipe de defesa de Jair Bolsonaro. O pedido fundamentou-se na preocupação de que o ex-presidente poderia ser impedido de discursar no evento de 25 de fevereiro, em São Paulo, em decorrência de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, que proíbe Bolsonaro de se comunicar com outros investigados pela PF.
Até deputados de partidos com ministério no governo estão assinando o pedido
Nesta quinta-feira (22) a lista de assinaturas para o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a 140 nomes de deputados federais. Este já é o pedido com o maior número de assinaturas da história do país.
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) elaborou o documento com base no Artigo 5º da Lei 1.079/50 que diz ser razão para perda de mandato “cometer ato de hostilidade contra nação estrangeira, expondo a República ao perigo da guerra, ou comprometendo-lhe a neutralidade”.
O pedido diz que Lula cometeu dois crimes: não se manter neutro em uma guerra e trazer a possibilidade de guerra para o país. A questão é a fala do petista que comparou a guerra em Gaza com o Holocausto judeu e se tornou “persona non grata” em Israel.
Entre os 140 nomes, a maioria é do Partido Liberal (78), em seguida está o União Brasil, sigla que tem três ministérios no governo Lula, mas que mesmo assim 17 parlamentares demonstram apoio à saída de Lula da Presidência.
O PP, que tem um ministério no governo, tem 14 deputados que apoiam o impeachment. Em seguida temos o Republicanos, com sete assinaturas; o PSD com cinco assinaturas; o PRD com quatro assinaturas; o MDB com quatro; o PSDB com quatro; Novo com três; Avante com duas; Cidadania com uma; e Podemos com uma assinatura.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai ficar hospedado na sede do governo de São Paulo, o Palácio dos Bandeirantes, durante sua estadia na capital para o ato que convocou na Avenida Paulista no próximo domingo (25).
A informação foi obtida pela CNN com fontes do governo paulista.
Bolsonaro deve chegar em São Paulo no sábado (24). O ato acontece a partir das 15h de domingo e contará com presença de senadores, deputados e governadores.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) — ex-ministro do governo Bolsonaro –, já marcou presença e deve inclusive discursar ao lado do ex-presidente.
Segundo organizadores do protesto, em discurso, Bolsonaro deve se defender das acusações que constam nos inquéritos do STF e vai exaltar o estado democrático de direito
Orlando (United States), 31/01/2023.- Former Brazilian President Jair Bolsonaro attends an event with members of the Brazilian community at the Majestic Life Church in Orlando, Florida, USA, 31 January 2023. Bolsonaro has applied for a six-month visitor visa to remain in the US, according to his lawyer Felipe Alexandre. (Brasil, Estados Unidos) EFE/EPA/CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH
O Exército Brasileiro está preparando celas especiais para atender possíveis prisões de militares. Algumas instalações foram ativadas durante a prisão do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL). As informações são do Poder360.
As celas têm cerca de 20 metros quadrados e grades nas janelas. Elas contêm mobília e câmeras internas.
– Cada unidade tem sistema de monitoramento nas suas dependências. Estão localizadas no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, mas há outras unidades no BGP (Batalhão de Guarda Presencial) e no Regimento de Cavalaria – reportou o portal.
Cid foi preso em maio de 2023, no caso que tratou da inserção de dados falsos em carteiras de vacinação do ex-presidente da República e de seus familiares, além do próprio Cid.
Autoridades nas Forças Armadas antecipam o avanço das investigações da PF (Polícia Federal) que miram supostas tratativas golpistas durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Uma nova leva de ativações começou durante a Operação Tempus Veritatis, que mirou Bolsonaro e aliados – incluindo militares– em 8 de janeiro de 2024. A PF prendeu quatro pessoas de maneira preventiva, três delas eram do Exército.
Nesta quinta-feira (22), Jair Bolsonaro e outras 13 pessoas investigadas na Tempus Veritatis prestam depoimento à PF.
O presidente da Bolívia, Luis Alberto Arce, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, saíram em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), depois de o líder do Brasil comparar as ações militares de Israel em Gaza com o Holocausto.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, havia comentado anteriormente em seu perfil X (antigo Twitter) que Lula “apenas falou a verdade”. “A verdade se defende ou a barbárie nos aniquilará”, disse Petro. Já Arce e Díaz-Canel mostraram solidariedade a Lula por ter sido considerado “persona non grata” por Israel.
Em relação a Maduro, o líder reafirmou a comparação que Lula fez de Israel com o Holocausto e disse em entrevista ao programa “Con Maduro +” que “o que estão fazendo, como disse o presente Lula da Silva na reunião da União Africana, o que estão fazendo a partir do governo israelense é a mesma coisa que Hitler fez contra o povo judeu”.
Até mesmo os ex-presidentes que foram, de fato, destituídos do poder tiveram um ritmo menos intenso por parte da oposição no início de seus governos. No caso de Fernando Collor (1990-1992), foram apresentados dois pedidos neste tempo. Até seu impeachment, o ex-mandatário somava 29.
Já Dilma Rousseff (2011-2016) teve seu primeiro pedido de impeachment apresentado em 25 de janeiro de 2012, passando o seu ano inicial sem nenhuma contestação. Tal requerimento foi apresentado por um cidadão e, por isso, terminou arquivado. A Casa considerou que apenas deputados em exercício do mandato tem prerrogativa para fazer tal interpelação.
Na sua reeleição, o cenário foi diferente e a tensão escalonou. Em 2015, foram 34 requerimentos que tinham como escopo uma suposta má gestão administrativa e denúncias referentes à operação Lava-Jato.
Assim como Dilma, seus antecessores tiveram poucas contestações neste período que é tido como “lua de mel” dos políticos. Fernando Henrique Cardoso (1994-2002) somou 24 pedidos de impeachment em oito anos, apenas um em 1994.
Até mesmo Lula, em seus dois mandatos anteriores, teve um ritmo menos acelerado neste quesito. Em 2003, o presidente teve apenas um requerimento protocolado contra ele, motivado por uma proximidade com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).
O antecessor do petista, o ex-presidente Jair Bolsonaro (2018-2022) se tornou, até hoje, o presidente que mais teve pedidos de impeachment protocolados em seus quatro anos de governo. No total, foram 158 requerimentos. Até fevereiro de 2019, no entanto, apenas sete haviam sido entregues à mesa diretora da Câmara dos Deputados.
O que motivou essas denúncias foram episódios polêmicos como quando Bolsonaro publicou em seu Twitter o seguinte questionamento: “O que é goldenshower?”, em referência à prática sexual de urinar no parceiro. Tal postagem gerou um pedido de impeachment, posteriormente arquivado, por veiculação de pornografia.