O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou, nesta quinta-feira (23), em Jacarta, na Indonésia, que vai buscar o quarto mandato nas eleições de 2026. O petista afirmou ao presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, que ainda vai encontrá-lo “muitas vezes”, sugerindo que permanecerá no poder além do ano que vem.
– Vou completar 80 anos, mas pode ter certeza que estou com a mesma energia que tinha com 30 anos de idade. Pode ter certeza, vou disputar um quarto mandato no Brasil. Estou dizendo isso porque nós ainda vamos nos encontrar muitas vezes. Esse meu mandato só termina em 2026, no final do ano, mas eu estou preparado para disputar outras eleições – disse Lula, durante declaração conjunta à imprensa ao lado de Subianto.
O encontro entre os dois presidentes ocorreu no Palácio Merdeka, residência oficial do presidente da Indonésia. Subianto, que fez 74 anos na semana passada, convidou Lula, que completa 80 anos na próxima segunda (27), para uma festa de aniversário conjunta na noite desta quinta. A recepção em Jacarta deu início à visita de Estado de Lula à Indonésia, que segue até esta sexta (24).
No último sábado (11), Jason Miller, conselheiro do presidente americano Donald Trump, disse que não irá desistir até que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, seja preso. Ele reagiu a um post em que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fala sobre o ex-assessor presidencial Filipe Martins.
Miller destacou ainda que o que Moraes está fazendo com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “é repugnante”. Ele se manifestou por meio da rede social X.
– O que ele está fazendo com o presidente @JairBolsonaro é repugnante, e o que ele fez com @filgmartin é repreensível. Não vou desistir até que o careca esteja atrás das grades e receba tudo o que merece!!! – escreveu Jason.
Na última sexta-feira (10), a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos informou que Filipe Martins não entrou no país norte-americano em 30 de dezembro de 2022. A informação é importante uma vez que a data serviu como elemento determinante para que o STS, através do ministro Alexandre de Moraes, mantivesse Martins preso por seis meses.
– Essa constatação contradiz diretamente as alegações feitas pelo ministro Alexandre de Moraes, um indivíduo que foi recentemente sancionado pelos EUA por suas violações de direitos humanos contra o povo brasileiro – declarou a agência norte-americana.
Filipe Martins é réu no STF sob a acusação de envolvimento em uma suposta trama golpista. Uma investigação da Polícia Federal (PF) constatou que ele teria deixado o Brasil e entrado nos EUA, em Orlando, em uma comitiva junto ao então presidente Jair Bolsonaro.
A Alfândega afirma que Moraes “citou um registro errôneo para justificar a prisão de meses de Martins”. O órgão disse ainda que “a inclusão desse registro impreciso nos sistemas oficiais do CBP (sigla da Alfândega) permanece sob investigação, e o CBP tomará as medidas apropriadas para evitar que discrepâncias futuras ocorram”.
O presidente da Venezuela atacou a líder opositora, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2025 por sua luta democrática. Machado respondeu dizendo que o regime de Maduro “está isolado e tem os dias contados”.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chamou a líder opositora María Corina Machado de “bruxa demoníaca” após a política vencer o Prêmio Nobel da Paz de 2025, na sexta-feira (10).
Durante um discurso no domingo (12), Maduro evitou citar o nome de Machado ou mencionar o prêmio, mas afirmou que “cerca de 90% da população rejeita a bruxa demoníaca da sayona”. A expressão “sayona”, usada com frequência pelo governo venezuelano, faz referência a um espírito vingativo do folclore local e tem sido utilizada de forma pejorativa contra a líder da oposição.
Em resposta indireta, María Corina Machado elogiou a postura dos Estados Unidos, destacando o papel do governo de Donald Trump no isolamento internacional do regime de Maduro. Segundo ela, “a posição firme de desmantelar os cartéis de droga mudou completamente a dinâmica” política na região.
Os Estados Unidos mantêm operações militares no mar do Caribe com o argumento de combater o tráfico de drogas que passaria pela Venezuela. Washington acusa Maduro de chefiar uma rede ligada ao narcotráfico.
Maduro reagiu afirmando que o país “quer a paz, mas uma paz com liberdade e soberania”. O presidente ordenou ainda a criação de “brigadas de milícias indígenas” para defender a Venezuela “caso seja necessário” diante do que classificou como ameaças militares americanas.
Durante um evento em Caracas pelo Dia da Resistência Indígena, o líder venezuelano afirmou ter recebido cartas de povos originários de toda a América Latina “dispostos a lutar para defender a República Bolivariana”. Ele ordenou ao comandante da Milícia Bolivariana, Orlando Romero, que acelere a expansão dessas forças no território nacional.
“Se querem a paz, preparem-se para conquistá-la com unidade popular, militar e policial. A ordem está dada: exerçam a soberania e defendam o direito à vida”, declarou.
Machado, que vive há mais de um ano na clandestinidade, dedicou o Prêmio Nobel da Paz ao povo venezuelano. Em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou que o reconhecimento é “para aqueles que nunca desistem e escolhem a liberdade como caminho para a paz, mesmo quando tudo os empurra para o ódio”.
Em entrevista ao jornal argentino La Nación, a ex-deputada afirmou que o prêmio tem “um impacto profundo” no regime de Caracas e simboliza que “Maduro está isolado e tem os dias contados”.
O Comitê Norueguês do Nobel destacou que María Corina Machado foi premiada por seu “trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.
Presidente norte-americano teve participação na costura do acordo de paz entre o Hamas e o país judeu
Trump assina livro de visitas em Israel | Foto: Divulgação/Casa Branca
Depois do estabelecimento de um acordo de cessar-fogo em Gaza, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desembarcou em Israel nesta segunda-feira, 13. O pouso do Air Force One ocorreu no Aeroporto Ben Gurion, localizado próximo a Tel-Aviv, em meio a um extenso trajeto que partiu de Washington.
Antes de embarcar, Trump ressaltou que esse era um “momento especial”, por causa da entrada em vigor do acordo de paz, cuja negociação contou com a participação dos Estados Unidos. “Todos estão comemorando ao mesmo tempo, isso nunca aconteceu antes”, afirmou o presidente dos EUA.
Papel dos EUA e agenda de Trump em Israel
Presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Casa Branca/Flickr
Israel classificou a atuação do governo norte-americano como essencial durante as negociações, que incluíram um plano detalhado de 20 pontos que busca o fim dos confrontos na região. Na manhã desa segunda-feira, o Hamas libertou os últimos 20 reféns israelenses, os quais segurava havia cerca de dois anos.
Durante sua visita, Donald Trump deve discursar no Knesset, o Parlamento de Israel, e se reunir com o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, além de conversar com familiares de reféns mantidos pelo Hamas.
Na chegada, Trump desceu as escadas do Air Force One ao som de trompetes e foi recebido por autoridades israelenses no tapete vermelho. Ele cumprimentou Netanyahu com um meio abraço e um sorriso.
Depois de cumprir compromissos em Israel, Donald Trump seguirá ainda nesta segunda-feira, 13, para o Egito, onde participará de uma cúpula com líderes internacionais. Na reunião, as discussões devem se concentrar nos próximos passos para consolidar a paz no Oriente Médio e o futuro da Faixa de Gaza.
Regime ditatorial foi classificado como cartel narco-terrorista pela administração de Donald Trump
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em meio à crescente tensão entre Venezuela e Estados Unidos, autoridades da ditadura de Nicolás Maduro propuseram à administração de Donald Trump concessões significativas em petróleo e minerais, na tentativa de evitar um confronto direto.
As negociações, que se estenderam por meses, permitiriam que empresas americanas tivessem acesso privilegiado aos vastos recursos venezuelanos, segundo fontes próximas às conversas.
O governo Trump, porém, manteve uma postura dura ao classificar o regime do ditador como cartel narco-terrorista, mobilizando forças navais no Caribe e destruindo embarcações suspeitas de tráfico de drogas.
A escalada militar e o rompimento diplomático aumentaram as especulações de que o objetivo final de Washington seria a remoção de Maduro.
Estados Unidos fecha o cerco ao redor de Maduro
Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio; conselheiro de segurança nacional adotou postura rígida contra Nicolás Maduro | Foto: Reprodução/X
No centro da pressão americana, Marco Rubio, secretário de Estado e conselheiro de segurança nacional, liderou o posicionamento contra Maduro, a quem chamou de “fugitivo da justiça americana”. Rubio expressou ceticismo diante das iniciativas diplomáticas conduzidas por Richard Grenell, enviado especial dos EUA para a Venezuela.
Apesar da abordagem rígida de Rubio ter predominado até agora, defensores da diplomacia argumentam que negociações ainda podem avançar, citando mudanças inesperadas de Trump em temas como a guerra da Ucrânia e acordos comerciais com a China e o Irã.
Publicamente, o governo Maduro reagiu à intensificação militar prometendo defender a “revolução socialista” iniciada por Hugo Chávez. Maduro, entretanto, declarou-se aberto ao diálogo e aceitou voos de deportação dos Estados Unidos, enquanto colaboradores próximos ofereciam concessões que suprimiriam o nacionalismo dos recursos, base do chavismo.
Os avanços entre Grenell e autoridades venezuelanas se concentraram em temas econômicos, sem consenso sobre o futuro político de Maduro. O chanceler Yván Gil afirmou no mês passado que Maduro não aceitaria negociar sua saída do poder.
Desde 2013, Maduro reprimiu manifestações e contestou resultados eleitorais, mantendo-se à frente do governo mesmo após alegações de manipulação e violência contra opositores. Ao ser procurado, Grenell não se manifestou sobre o tema, e as autoridades americanas e venezuelanas não responderam aos pedidos de comentário.
Interesses econômicos e retorno das empresas americanas
Em Nova York, María Corina Machado afirmou que empresas americanas poderiam lucrar até US$ 1,7 trilhão em 15 anos com uma transição política. “Queremos vocês aqui produzindo milhões de barris por dia”, disse em junho.
Antes pautado em direitos humanos, o apoio dos EUA a mudanças na Venezuela agora se baseia em interesses econômicos, em linha com estratégias usadas por Trump em países como Ucrânia e Iraque.
As negociações conduzidas por Grenell foram uma das maiores tentativas de diplomacia baseada em recursos naturais durante o governo Trump. O foco era atrair companhias americanas às reservas de petróleo, gás, ouro e coltan.
Maduro, por sua vez, buscou reaproximação com empresas privadas. A Chevron obteve controle total sobre projetos conjuntos e pode expandir operações. A ConocoPhillips também retomou contatos. Fontes dizem que, em maio, houve avanços diplomáticos, com gestos como a libertação de um americano preso.
Embora Maduro tenha aceitado boa parte das condições econômicas, resistiu em cortar laços com China, Rússia e Irã. Para evitar sanções e aumentar receitas, reduziu o envio de petróleo a Cuba.
Marco Rubio se opôs às tratativas, mas a Chevron conseguiu renovar sua licença em julho, revertendo restrições anteriores. Depois, a Shell recebeu autorização para retomar a produção de gás no campo Dragon, em parceria com Trinidad e Tobago.
Rubio garantiu que o projeto não beneficiaria Maduro, enquanto o venezuelano celebrou o acordo e anunciou investimentos sociais pela Shell.
A Casa Branca afirmou, nesta sexta-feira (10), que o comitê do Nobel “provou que eles colocam a política acima da paz” ao conceder o prêmio da paz à líder da oposição venezuelana María Corina, em detrimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A fala foi proferida por intermédio do porta-voz Steven Cheung, em postagem no X.
– O presidente Trump continuará fazendo acordos de paz, acabando com guerras e salvando vidas. Ele tem o coração de um humanitário, e nunca haverá ninguém como ele, que pode mover montanhas com a força de sua vontade. O comitê do Nobel provou que eles colocam a política acima da paz – declarou Cheung.
É de conhecimento público que Donald Trump gostaria de ganhar o prêmio em razão de sua atuação na resolução de conflitos mundiais, incluindo no recente acordo de paz firmado entre Israel e Hamas, que fez cessar a guerra de dois anos na Faixa de Gaza e permitirá a libertação dos reféns israelenses na próxima segunda-feira (13).
O Nobel, contudo, optou por premiar María Corina “por seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.
Ela foi elogiada por ser uma “figura-chave e unificadora em uma oposição política que antes era profundamente dividida – uma oposição que encontrou um ponto comum na demanda por eleições livres e governo representativo”.
Khalil Al-Hayya, membro da alta cúpula do grupo terrorista Hamas, anunciou nesta quinta-feira (9) o fim da guerra com Israel. Segundo ele, os Estados Unidos e mediadores de países árabes ofereceram garantias de um cessar-fogo permanente.
Al-Hayya atuou como principal negociador do Hamas nas conversas sobre o plano de paz proposto pelos Estados Unidos para a Faixa de Gaza. Em setembro, ele sobreviveu a um ataque israelense contra alvos do grupo no Catar.
O conflito começou em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas lançou um ataque contra Israel que deixou mais de 1.200 mortos e 251 pessoas sequestradas. Desde então, segundo autoridades ligadas ao grupo, mais de 60 mil palestinos morreram em Gaza.
O acordo de paz foi anunciado oficialmente na quarta-feira (8). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Israel e o Hamas concordaram com a implementação da primeira fase para encerrar o conflito.
Até a última atualização desta reportagem, ministros do governo israelense estavam reunidos para discutir a aprovação formal do acordo. De acordo com um porta-voz de Israel, o cessar-fogo deve começar em até 24 horas após a ratificação do tratado.
Entre os principais pontos exigidos por Israel para o avanço do plano de paz estão o abandono do governo de Gaza pelo Hamas e o desarmamento total do grupo. Mais cedo, uma autoridade do Hamas afirmou que “nenhum palestino aceita o desarmamento”.
O ministro Itamar Ben-Gvir, líder do partido de extrema direita que integra a coalizão do governo israelense, ameaçou derrubar a gestão de Benjamin Netanyahu caso o primeiro-ministro falhe em desmantelar o Hamas.
Um dos temas mais delicados do acordo é a devolução dos corpos de reféns mortos em cativeiro. De acordo com a imprensa norte-americana e israelense, o Hamas não sabe a localização de alguns desses corpos, o que pode atrasar a implementação do tratado.
Nesta quinta-feira, a Turquia anunciou a criação de uma força-tarefa internacional para ajudar o Hamas a localizar os corpos em diferentes áreas da Faixa de Gaza. Participam do grupo Estados Unidos, Catar, Egito, Israel e Turquia — todos envolvidos nas negociações de paz.
Até o momento, 28 dos 48 reféns ainda sob poder do Hamas foram confirmados mortos, e entre seis e sete corpos seguem desaparecidos, segundo a imprensa israelense. O Hamas ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.
Segundo Donald Trump, todos os reféns restantes devem ser libertados até segunda-feira (13). Ele foi o responsável por apresentar o plano de paz firmado na quarta-feira.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta quarta-feira (8), que os reféns de Israel serão libertados na próxima segunda-feira (13) e que “Gaza será reconstruída”.
Em entrevista à rede de televisão Fox News, Trump disse que Israel “não pode brigar contra o mundo” e que “eles entendem isso”, em referência à primeira fase do plano de paz assinado nesta quarta com o grupo terrorista Hamas, que inclui a libertação de reféns israelenses e prisioneiros palestinos, assim como a retirada paulatina das tropas israelenses de Gaza.
– O mundo está unido para conseguir este acordo – declarou Trump, além de ressaltar que inclusive o Irã “abençoou” a iniciativa.
O anúncio ocorreu poucas horas depois de Trump confirmar oficialmente a assinatura de uma primeira fase do acordo de paz para Gaza, elaborado com o apoio de Egito, Catar, Turquia e Estados Unidos e respaldado pela Organização das Nações Unidas (ONU).
O pacto contempla um cessar-fogo imediato e o início de um processo de reconstrução e reconciliação regional.
O presidente declarou ter a intenção de receber o Prêmio Nobel da Paz por sua mediação neste e em outros conflitos desde que ele reassumiu a presidência. O vencedor da edição deste ano será anunciado na próxima sexta-feira (10).
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acaba de anunciar que Israel e o grupo terrorista Hamas chegaram a um acordo sobre o plano de paz.
Segundo ele, ambas as partes assinaram o primeiro pacto do acordo referente à guerra na Faixa de Gaza, marcando um avanço significativo nas tratativas para encerrar o conflito.
O anúncio foi feito agora há pouco, por meio de um comunicado oficial divulgado pela Casa Branca.
O chefe norte-americano também afirmou que pretende visitar o Oriente Médio caso as negociações avancem, sugerindo ainda que há previsão, inclusive, de uma viagem ao Egito nos próximos dias.
Presidente francês pede permanência interina de primeiro-ministro e negocia para evitar novo desmonte da Assembleia Nacional
O presidente da França, Emmanuel Macron, durante entrevista coletiva à imprensa: caos político | Foto: Reprodução/Twitter/X
O presidente Emmanuel Macron pediu 48 horas para tentar estabilizar o governo francês e principalmente evitar uma nova dissolução da Assembleia Nacional. Macron anunciou o prazo depois da demissão do primeiro-ministro Sébastien Lecornu, que deixou o cargo nesta segunda-feira, 6, há menos de um mês da sua nomeação.
Macron solicitou a Lecornu que permaneça interinamente à frente do Executivo até quarta-feira, 8. Assim, pretende conduzir negociações com diferentes partidos para formar uma nova base de apoio político. O presidente tenta evitar sobretudo uma reedição de 2024. À época, ele dissolveu o Parlamento e antecipou as eleições. A decisão resultou em um Legislativo fragmentado e em meses de impasse político.
Macron e o impasse político
Desde a última eleição legislativa, o campo centrista de Macron perdeu a maioria e passou a depender de alianças instáveis. Nenhum dos sete primeiros-ministros que o presidente nomeou desde 2017 conseguiu formar um governo com sustentação sólida. A breve passagem de Lecornu pelo cargo — a mais curta da história recente da França — simboliza o ciclo de crise.
Conforme analistas internacionais, Macron tenta costurar um acordo entre partidos do centro e da direita republicana. O objetivo é garantir apoio suficiente para aprovar o Orçamento e evitar o colapso político. A esquerda e a direita, por sua vez, rejeitam qualquer pacto com o governo.
Em pronunciamento, Macron disse estar disposto a “assumir suas responsabilidades” e insistiu em que a França precisa de “estabilidade e clareza política”. Caso as negociações fracassem até quarta-feira, o presidente poderá dissolver novamente a Assembleia e convocar novas eleições — uma medida que muitos analistas veem como último recurso de um governo enfraquecido e pressionado por sua própria base.