Nativo Wixarika participa de ‘dia de treinamento’ para eleições do México, que serão realizadas em 2 de junho Imagem: ULISES RUIZ / 18.mai.2024-AE / AFP
O México vai às urnas no próximo domingo (2) eleger o próximo presidente do país, que ocupará a vaga do progressista Andrés Manuel López Obrador do Movimento Regeneração Nacional (Morena). Leia, abaixo, os principais desafios debatidos para estas eleições.
O que aconteceu
Duas mulheres lideram as intenções de voto para corrida presidencial. A governista Claudia Sheinbaum, do Morena, tem 64% das pretensões. A conservadora Xóchitl Galvez, do Partido de Ação Nacional (PAN), tem 28%, segundo pesquisa do De las Heras Demotecnia.
Apoiada por López Obrador, Claudia Sheinbaum é uma candidata progressista, que deve seguir com as políticas sociais do atual governo. Ela tem 61 anos e é ex-prefeita da Cidade do México, capital do país.
Da oposição, Xóchitl Galvez, é considerada conservadora. Ela também tem 61 anos, é descendente de povos indígenas, senadora e ex-prefeita de Miguel Hidalgo, que fica na região da Cidade do México.
Além de presidente, 128 senadores e 500 deputados federais também serão escolhidos pelo pleito. Se as projeções se concretizarem, esta será a primeira vez em que uma mulher presidirá o México.
À esquerda, candidata Claudia Sheinbaum, que lidera pesquisa eleitoral no México; à direita, opositora Xochitl Galvez, que está em segundo lugar Imagem: REUTERS/Quetzalli Nicte-Ha
País lida com onda de violência ligada ao narcotráfico
Mais de 200 assassinatos por motivação política foram registrados no México desde 2023. Na “reta final” para a corrida eleitoral, o número de candidatos assassinados chega a 27. O problema da segurança pública nas eleições tem relação direta com o narcotráfico no país, explica o professor de direito internacional João Amorim, da Unifesp.
Domínio do narcotráfico tem crescido desde o começo do século. Segundo a professora de relações internacionais Regiane Bressan, da Unifesp, o controle territorial do crime organizado acaba infiltrando grupos na política e refletindo nos assassinatos de quem se mostra como contrário ao crime organizado.
Cidades do interior são as mais afetadas pela violência política. O professor de história econômica Leonardo Trevisan, da ESPM, afirma que, apesar de ser um problema de todo o país, o interior do México é a região mais afetada pela violência relacionada ao narcotráfico.
Domínio dos cartéis também causa fragilidade das instituições. Movimentando bilhões de dólares ao ano, principalmente com o tráfico de cocaína e fentanil para os EUA, o narcotráfico se tornou um negócio poderoso, cada vez mais infiltrado em instituições não só da política, mas também da segurança pública do país.
Candidatas têm soluções diferentes para o problema do narcotráfico. Enquanto Sheinbaum defende a punição do narcotráfico aliada a uma política de paz, Galvéz prega um combate de “linha dura” contra o crime, respeitando o estado de direito.
Assim como em outros lugares do mundo (Brasil inclusive), a violência política exercida pelo crime organizado contra agentes políticos está relacionada à presença, cada vez maior e mais ampla, do crime organizado na gestão política estatal dos territórios onde atuam. João Amorim, professor de Direito Internacional da Unifesp
Eles dominam algumas áreas para operar o tráfico de drogas e fazem, de fato, extorsão, sequestros, atividades ilegais. Isso, claro, acaba comprometendo qualquer tentativa democrática de eleição de um prefeito, que não seja do grupo deles, ou mesmo alguém que se oponha a essa situação. Regiane Bressan, professora da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios da Unifesp
No interior do México, há visões políticas muito fortes e arraigadas, principalmente em relação à proximidade com os narcotraficantes. A maioria desses assassinatos, são de políticos que prometem, no interior do país, linha dura contra o narcotráfico. Leonardo Trevisan, professor do curso de Relações Internacionais da ESPM
Desigualdade social
A luta contra a desigualdade também é um tema debatido pelas candidatas. Sheinbaum deve seguir com políticas públicas assistencialistas de Obrador, o que para especialistas explica parte da liderança dela no pleito.
Galvéz, por sua vez, deve seguir uma linha mais conservadora, remetendo aos anos sequenciais de governo de direita do México. Apesar disso, ela tende a manter, segundo projeção da professora Regiane Bressan, algumas políticas de Obrador, como o Sistema Universal de Proteção Social, uma espécie de “INSS”.
Se eu tenho uma economia instável, pobreza ou desemprego, eu abro muita margem para o emprego informal e para gente envolvida no tráfico de drogas. Então acho que a desigualdade é um ponto importante para o debate. Regiane Bressan, professora da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios da Unifesp
Relação comercial e fronteiriça com os EUA
A aliança comercial com o país presidido por Joe Biden é um ponto importante a ser ministrado pelo próximo presidente. Os Estados Unidos são hoje o país que mais importa produtos do México, um reflexo da briga comercial de Washington com Pequim e do Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio.
Candidatas têm visões diferentes sobre como lidar com os EUA. Economicamente, enquanto Claudia Sheinbaum tem pouco interesse em alterar as relações estáveis com o país, Xóchitl Gálvez adota um tom nacionalista à economia, que pode sinalizar um leve distanciamento entre as nações. As análises são do professor Leonardo Trevisan, da ESPM.
China pode desestabilizar relação entre os dois países. Marcas chinesas têm adotado uma prática de “nearshoring”, entrando no México para vender produtos mais baratos aos EUA. Apesar do resultado dessa prática ser a produção de “produtos 100% mexicanos” com tecnologia chinesa, a Casa Branca começa a sinalizar incômodo com a manobra, o que pode amargar a relação econômica entre os dois países, afirma o professor.
Os Estados Unidos reclamam muito dessa medida, mas o México não pode abrir mão da entrada de capital chinês no país. O quanto o México vai permitir a entrada da China e o quanto o México vai, de alguma forma, se indispor com os Estados Unidos por causa disso, é o ponto mais sensível da escolha do futuro governo. Leonardo Trevisan, professor do curso de Relações Internacionais da ESPM
O controle da fronteira com os Estados Unidos também é outro tema delicado que envolve México e Estados Unidos. Somente em dezembro de 2023, 250 mil imigrantes tentaram entrar no país pelo México, segundo dados da Fiscalização de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.
Sheinbaum fala em “construir pontes” para a migração legal entre os dois países. Em entrevistas, a candidata alegou que países como os EUA precisam de mão de obra mexicana e citou que trabalharpa para uma “relação de iguais”, sem submetimentos aos EUA.
Para a opositora Galvéz, um novo acordo migratório com o país vizinho é necessário. Em campanha, ela afirmou que o México precisa de mais recursos econômicos para lidar com a questão e criticou a violência com que o Instituto Nacional de Migração trata aqueles que vêm da América Central e América do Sul para tentar cruzar a fronteira.
Mesmo com a diferença entre as candidatas, a relação entre México e EUA será influenciada por quem for eleito “do lado de lá” da fronteira. Para todos os especialistas, a escolha de Joe Biden deve manter as relações dos dois países aprazível, mas a possível (e provável) escolha de Donald Trump pode fortalecer o estremecimento das relações.
Relação com o Brasil seguirá estável. Nenhum dos professores ouvidos pelo UOL apontou grande risco às relações entre os dois países, que, segundo os especialistas, foi construída de forma sólida ao longo de anos.
Acho que, em um governo Biden, a tendência é a relação continuar próspera, até porque independente da mulher que ganhar, que for a próxima presidente do México, ela sempre vai ter interesses importantes com os Estados Unidos. Então, não vai mudar muito partindo do México, mas, partindo dos Estados Unidos, pode mudar bastante. Regiane Bressan, professora da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios da Unifesp
Javier Milei, o atual presidente da Argentina, é o destaque da edição de 10 de junho da renomada revista norte-americana Time. As informações são do Infomoney.
Com o título “Como Javier Milei está chocando o mundo”, a matéria explora a trajetória do autoproclamado “anarco-capitalista” até a presidência da Argentina.
“Milei se vê como um pioneiro em uma abordagem que se tornará um modelo global. ‘A Argentina se tornará um exemplo de como transformar um país em uma nação próspera’, ele afirma. ‘Não tenho dúvidas disso’”, relata a matéria.
A revista Time detalha a “terapia de choque”, como Milei nomeou suas medidas para recuperar a economia argentina. Essas medidas incluem o congelamento de projetos públicos, a desvalorização do peso em mais de 50% e a demissão de mais de 70 mil funcionários públicos.
No entanto, a revista também aborda como o pacote de austeridade está impactando os argentinos mais pobres, que enfrentam uma das inflações mais altas do mundo, chegando a quase 300% ao ano.
“Muitos argentinos foram forçados a carregar sacos de dinheiro, mesmo para pequenas transações; algumas lojas desistiram totalmente das etiquetas de preços. As medidas de Milei – cortando a ajuda federal, os subsídios aos transportes e à energia, e eliminando os controles de preços – fizeram com que o custo de vida disparasse”, diz a reportagem.
Milei lançou: “Hoje, ele (Sánchez) é motivo de piada na Europa em questões diplomáticas”. Durante uma reunião no domingo em Madri, com líderes de extrema-direita organizada pelo partido espanhol Vox, ele se referiu à esposa de Sánchez, Begoña Gómez, como uma “mulher corrupta”, sem mencioná-la diretamente. No final de abril, a Justiça espanhola abriu uma investigação preliminar contra Gómez por suspeitas de tráfico de influência e corrupção, mas o Ministério Público pediu o encerramento do caso pouco depois.
As declarações de Milei provocaram a Espanha a exigir um pedido de desculpas e a chamar de volta sua embaixadora em Buenos Aires. Yolanda Díaz, a número três do governo Sánchez, acusou o presidente argentino de disseminar “ódio”, enquanto o ministro dos Transportes, Oscar Puente, sugeriu que ele consumia drogas em seus discursos.
“Ele mandou os ministros dele me atacarem, nem teve coragem de fazer isso. Depois, com o revés que recebeu o ministro dos Transportes, ele covardemente mandou mulheres me atacarem, para tentar enquadrar isso em uma questão de misoginia”, continuou Milei em uma entrevista à TV.
O presidente argentino voltou a definir Sánchez como “um incompetente, um mentiroso, um covarde”. A intensa troca de acusações entre Madri e Buenos Aires tornou-se a pior crise diplomática do governo do líder argentino de extrema-direita, que já teve confrontos com os líderes da Colômbia, Venezuela e México. Em seus quase seis meses no cargo, Milei difamou quase todos os líderes de esquerda da região.
Neste domingo (19), a embaixadora espanhola em Buenos Aires, María Jesús Alonso Jiménez, foi convocada de volta à Espanha pelo governo do país. A decisão veio após o presidente argentino, Javier Milei, acusar a esposa do presidente espanhol, Pedro Sánchez, de ser “corrupta”.
No mundo diplomático, a convocação de um representante de um país por outro é um indicativo de que as relações entre as duas nações estão seriamente comprometidas.
Segundo informações do UOL, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, declarou que a acusação de Milei ultrapassou todas as diferenças políticas ou ideológicas existentes.
Albares enfatizou que o respeito mútuo e a não interferência em assuntos internos são princípios fundamentais das relações internacionais. Ele considerou inaceitável que um presidente em exercício insulte a Espanha e seu presidente durante uma visita ao país.
O chanceler espanhol também afirmou que o comportamento de Milei levou as relações entre a Espanha e a Argentina ao “ponto mais crítico de nossa história recente”. Albares exigiu um pedido público formal de desculpas de Milei.
Caso essas desculpas não sejam feitas, Albares garantiu que a Espanha tomará todas as medidas necessárias para defender sua soberania e dignidade. Ele também revelou que solicitou o apoio da União Europeia contra Milei.
Pouco tempo depois, Josep Borrell Fontelles, Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, defendeu o presidente espanhol em uma rede social.
Fontelles condenou os ataques contra familiares de líderes políticos, especialmente quando partem de parceiros.
Milei fez a acusação contra Begoña Gómez, esposa de Sánchez, durante um evento do partido de extrema direita Vox, em Madri. O presidente argentino ainda não se pronunciou diretamente sobre o caso, embora tenha compartilhado vários comentários de terceiros em defesa dele em uma rede social.
Entenda o caso
Begoña Gomez foi alvo de uma denúncia de corrupção e tráfico de influência que fez com que o presidente espanhol considerasse renunciar ao cargo. No entanto, Sanchéz decidiu não renunciar para não dar espaço para campanhas difamatórias.
De acordo com a Reuters, os promotores espanhóis pediram o arquivamento do caso por falta de provas. O grupo que denunciou Begoña admitiu que não sabe se as informações são verdadeiras e que baseou sua ação apenas em reportagens da imprensa.
O presidente Javier Milei enfrenta uma semana de desafios, mas também recebe boas notícias. Além de elogios do Fundo Monetário Internacional (FMI), a inflação na Argentina desacelerou pelo quarto mês consecutivo.
Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) nesta terça-feira (14) revelam que a inflação mensal de abril ficou em 8,8%. Essa é a primeira vez desde outubro passado que o índice atinge um dígito, cumprindo uma das promessas de Milei.
O presidente ultraliberal assumiu o cargo em um momento de alta inflação: em dezembro passado, o índice mensal chegou a 25,5%. Desde então, houve uma trajetória de queda, com taxas de 20,6% (janeiro), 13,2% (fevereiro) e 11% (março). A meta de alcançar um dígito era amplamente divulgada pelo governo.
No primeiro quadrimestre deste ano, a variação de preços acumulou 65%. Nos últimos 12 meses, a inflação subiu para 289,4% (em abril, estava em preocupantes 287,9%). Os maiores aumentos no último mês ocorreram nas contas básicas de casa, como água e luz, com 35,6%.
O anúncio da inflação em abril coincidiu com o FMI declarando que as negociações da dívida argentina estão progredindo bem. Com base nos resultados melhores do que o esperado, o organismo internacional deve aprovar a liberação de US$ 800 milhões (R$ 4,1 bilhões) em junho.
Apesar dos elogios aos dados macroeconômicos, o governo de Milei herdou uma Argentina empobrecida e exausta após décadas de crises econômicas. Os últimos números oficiais indicam que 41,7% da população estava abaixo da linha da pobreza no segundo semestre do ano passado.
Projeções mais recentes apontam que esse número já ultrapassou 60%, evidenciando os desafios sociais enfrentados pelo país.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém uma liderança estreita sobre o atual presidente, Joe Biden, em dois dos seis Estados considerados decisivos para as eleições de novembro, os chamados “swing states”. Em outros três Estados, Trump está numericamente à frente, mas dentro da margem de erro.
A pesquisa, encomendada pelos jornais New York Times e Philadelphia Inquirer e conduzida pelo Siena College, aponta uma disputa acirrada. Trump lidera em Nevada e Geórgia, enquanto Biden tem uma vantagem estreita em Wisconsin, embora também dentro da margem de erro.
Aqui estão os resultados por Estado entre eleitores registrados:
Arizona: Trump 49% X 42% Biden;
Geórgia: Trump 49% X 39% Biden;
Nevada: Trump 50% X 38% Biden;
Pensilvânia: Trump 47% X 44% Biden;
Michigan: Biden 49% X 42% Trump;
Wisconsin: Trump 47% X 45% Biden.
A pesquisa também revelou um aumento no apoio a Trump entre os eleitores jovens e não brancos em comparação com 2020. No entanto, os eleitores hispânicos estão divididos entre os dois candidatos.
Esses resultados são consistentes com pesquisas anteriores, sugerindo que eventos recentes, como o julgamento criminal de Trump em Nova York por supostamente encobrir um pagamento à atriz pornô Stormy Daniels, podem não ter alterado significativamente as intenções de voto.
Apesar da vantagem de Trump na corrida presidencial, os candidatos democratas ao Senado estão à frente de seus oponentes republicanos nos mesmos Estados.
Metodologia:
Foram entrevistados 4.097 eleitores registrados entre 28 de abril e 9 de maio de 2024, por telefone, em inglês e espanhol, sendo quase 95% das entrevistas realizadas por celular.
Os eleitores foram selecionados a partir de uma lista de eleitores registrados, garantindo uma representação equilibrada de partidos, raças e regiões. Foram feitas cerca de 500.000 chamadas para alcançar 410.000 eleitores.
Para refletir melhor a população eleitoral, mais peso foi dado aos entrevistados de grupos demográficos sub-representados, como pessoas sem diploma universitário.
A margem de erro entre os eleitores registrados é de aproximadamente 1,8 ponto percentual quando os Estados são agrupados. Cada pesquisa estadual tem uma margem de erro específica, variando de cerca de 3,6 pontos na Pensilvânia a cerca de 4,6 pontos na Geórgia.
‘Estava mascando um chiclete’, disse Cilia Flores, ao comentar o incidente
A primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores, durante discurso na quarta-feira 1º | Foto: Reprodução/Twitter/X
Uma cena inusitada ocorreu nesta quarta-feira, 1º, na Venezuela. Durante um discurso em Caracas, a dentadura da primeira-dama do país, Cilia Flores, escapou e quase caiu no chão. Depois de as imagens viralizarem nas redes sociais, a mulher do ditador Nicolás Maduro explicou que, naquele momento, estava mascando chiclete.
A mulher de Maduro discursava para o público na manifestação do 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador.
Em seu discurso, Cilia Flores celebrava a marcha dos trabalhadores e defendeu o ditador do país. “Maduro sempre protegerá os trabalhadores venezuelanos”, disse.
Mulher de Maduro virou meme
Esse episódio transformou Cilia Flores em um dos assuntos mais comentados no Twitter/X na Venezuela, o que gerou uma série de memes. O ocorrido se deu em um contexto político tenso, com a aproximação das eleições presidenciais.
“Não sei o que é mais falso: as concentrações de Maduro ou os dentes de Cilia Flores”, disse um internauta, no Twitter/X.
“Que coisa tão marginal”, afirmou outro usuário. “A velha Cília perdeu a compostura, hahaha, justo quando estava dizendo que eles acham que são trabalhadores.”
“Juventude, não usem drogas, são piores que doces para destruir dentes”, brincou um dos perfis. “Perguntem à Cilita que, em sua pouca idade, usa dentadura… E que solta ao falar. Cília, aqui em Miami, vendem cola para dentadura, te mando uma?”
A ditadura da Venezuela é criticada tanto nacional quanto internacionalmente por suas práticas antidemocráticas. O caso mais recente é a exclusão María Corina Machado, a principal adversária da oposição, da corrida eleitoral.
No país de Maduro, a manifestação do 1º de Maio foi diferente da verificada em outros lugares da América do Sul. Em algumas regiões, houve confronto entre manifestantes e policiais durante os protestos.
O Banco Central da República Argentina (BCRA) decidiu nesta quinta-feira (2) reduzir sua taxa básica de juros, a dos Passes Passivos de um dia, de 60% a 50%.
Em breve comunicado, o BC argumenta que a medida “leva em conta o contexto financeiro e de liquidez e se fundamenta no rápido ajuste de expectativas de inflação, na estabilização da âncora fiscal, e no impacto monetário de contração derivado da estacionalidade nos pagamentos externos do Tesouro do trimestre em curso”.
O BCRA tem adotado reduções seguidas na sua taxa básica, nas últimas semanas.
Em 11 de abril, a taxa estava em 80%, quando foi cortada para 70%, sendo seguido adiante por outra redução também de 10 pontos porcentuais, antes da realizada nesta quinta-feira.
Em uma recente pesquisa da CNN, o presidente Trump aparece à frente de Biden em uma corrida eleitoral. Os dados mostram que Trump lidera Biden por 49% a 43% em uma disputa direta.
Quando incluídos candidatos de terceiros partidos, a liderança de Trump sobre Biden aumenta ainda mais, com o ex-presidente recebendo 42% dos votos, enquanto Biden recebe 33%.
Além disso, a pesquisa também revelou a opinião do público sobre o sucesso das presidências de ambos os políticos. 55% dos entrevistados consideram a presidência de Trump um sucesso, enquanto apenas 39% acreditam que a presidência de Biden é um sucesso.
Esses números indicam uma clara preferência por Trump neste momento.
Javier Milei, o atual presidente da Argentina, conseguiu realizar o que muitos consideravam inalcançável para uma nação assolada por inflação descontrolada: ele estabilizou a moeda do país.
De acordo com informações da revista Exame, dados da Bloomberg indicam que o peso argentino valorizou 25% em relação ao dólar nos últimos três meses, uma métrica conhecida como blue-chip swap, frequentemente utilizada por investidores e empresas. Essa valorização supera os ganhos de todas as outras 148 moedas monitoradas pela agência em relação ao dólar. O feito é ainda mais notável considerando que a menor depreciação cambial na Argentina na última década foi de 15%.
Desde que assumiu a presidência em dezembro, Milei tem se esforçado para controlar os gastos públicos, numa tentativa de conter uma inflação que atingiu quase 300% ao ano. Milei, que orgulhosamente se refere aos seus cortes de gastos como “os maiores da história da humanidade”, representam quase 4% do PIB do país. Esse ajuste agressivo é tão significativo que as autoridades do Banco Central estimam que seja maior que 90% de todos os cortes realizados globalmente nas últimas décadas, segundo a Bloomberg.
Com a valorização do peso, o Banco Central argentino tem conseguido adquirir dólares diariamente no mercado para reabastecer suas reservas internacionais. Atualmente, a maioria das autoridades monetárias ao redor do mundo está fazendo o movimento oposto para valorizar suas moedas frente ao fortalecimento do dólar.