Milei lançou: “Hoje, ele (Sánchez) é motivo de piada na Europa em questões diplomáticas”. Durante uma reunião no domingo em Madri, com líderes de extrema-direita organizada pelo partido espanhol Vox, ele se referiu à esposa de Sánchez, Begoña Gómez, como uma “mulher corrupta”, sem mencioná-la diretamente. No final de abril, a Justiça espanhola abriu uma investigação preliminar contra Gómez por suspeitas de tráfico de influência e corrupção, mas o Ministério Público pediu o encerramento do caso pouco depois.
As declarações de Milei provocaram a Espanha a exigir um pedido de desculpas e a chamar de volta sua embaixadora em Buenos Aires. Yolanda Díaz, a número três do governo Sánchez, acusou o presidente argentino de disseminar “ódio”, enquanto o ministro dos Transportes, Oscar Puente, sugeriu que ele consumia drogas em seus discursos.
“Ele mandou os ministros dele me atacarem, nem teve coragem de fazer isso. Depois, com o revés que recebeu o ministro dos Transportes, ele covardemente mandou mulheres me atacarem, para tentar enquadrar isso em uma questão de misoginia”, continuou Milei em uma entrevista à TV.
O presidente argentino voltou a definir Sánchez como “um incompetente, um mentiroso, um covarde”. A intensa troca de acusações entre Madri e Buenos Aires tornou-se a pior crise diplomática do governo do líder argentino de extrema-direita, que já teve confrontos com os líderes da Colômbia, Venezuela e México. Em seus quase seis meses no cargo, Milei difamou quase todos os líderes de esquerda da região.
Neste domingo (19), a embaixadora espanhola em Buenos Aires, María Jesús Alonso Jiménez, foi convocada de volta à Espanha pelo governo do país. A decisão veio após o presidente argentino, Javier Milei, acusar a esposa do presidente espanhol, Pedro Sánchez, de ser “corrupta”.
No mundo diplomático, a convocação de um representante de um país por outro é um indicativo de que as relações entre as duas nações estão seriamente comprometidas.
Segundo informações do UOL, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, declarou que a acusação de Milei ultrapassou todas as diferenças políticas ou ideológicas existentes.
Albares enfatizou que o respeito mútuo e a não interferência em assuntos internos são princípios fundamentais das relações internacionais. Ele considerou inaceitável que um presidente em exercício insulte a Espanha e seu presidente durante uma visita ao país.
O chanceler espanhol também afirmou que o comportamento de Milei levou as relações entre a Espanha e a Argentina ao “ponto mais crítico de nossa história recente”. Albares exigiu um pedido público formal de desculpas de Milei.
Caso essas desculpas não sejam feitas, Albares garantiu que a Espanha tomará todas as medidas necessárias para defender sua soberania e dignidade. Ele também revelou que solicitou o apoio da União Europeia contra Milei.
Pouco tempo depois, Josep Borrell Fontelles, Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, defendeu o presidente espanhol em uma rede social.
Fontelles condenou os ataques contra familiares de líderes políticos, especialmente quando partem de parceiros.
Milei fez a acusação contra Begoña Gómez, esposa de Sánchez, durante um evento do partido de extrema direita Vox, em Madri. O presidente argentino ainda não se pronunciou diretamente sobre o caso, embora tenha compartilhado vários comentários de terceiros em defesa dele em uma rede social.
Entenda o caso
Begoña Gomez foi alvo de uma denúncia de corrupção e tráfico de influência que fez com que o presidente espanhol considerasse renunciar ao cargo. No entanto, Sanchéz decidiu não renunciar para não dar espaço para campanhas difamatórias.
De acordo com a Reuters, os promotores espanhóis pediram o arquivamento do caso por falta de provas. O grupo que denunciou Begoña admitiu que não sabe se as informações são verdadeiras e que baseou sua ação apenas em reportagens da imprensa.
O presidente Javier Milei enfrenta uma semana de desafios, mas também recebe boas notícias. Além de elogios do Fundo Monetário Internacional (FMI), a inflação na Argentina desacelerou pelo quarto mês consecutivo.
Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) nesta terça-feira (14) revelam que a inflação mensal de abril ficou em 8,8%. Essa é a primeira vez desde outubro passado que o índice atinge um dígito, cumprindo uma das promessas de Milei.
O presidente ultraliberal assumiu o cargo em um momento de alta inflação: em dezembro passado, o índice mensal chegou a 25,5%. Desde então, houve uma trajetória de queda, com taxas de 20,6% (janeiro), 13,2% (fevereiro) e 11% (março). A meta de alcançar um dígito era amplamente divulgada pelo governo.
No primeiro quadrimestre deste ano, a variação de preços acumulou 65%. Nos últimos 12 meses, a inflação subiu para 289,4% (em abril, estava em preocupantes 287,9%). Os maiores aumentos no último mês ocorreram nas contas básicas de casa, como água e luz, com 35,6%.
O anúncio da inflação em abril coincidiu com o FMI declarando que as negociações da dívida argentina estão progredindo bem. Com base nos resultados melhores do que o esperado, o organismo internacional deve aprovar a liberação de US$ 800 milhões (R$ 4,1 bilhões) em junho.
Apesar dos elogios aos dados macroeconômicos, o governo de Milei herdou uma Argentina empobrecida e exausta após décadas de crises econômicas. Os últimos números oficiais indicam que 41,7% da população estava abaixo da linha da pobreza no segundo semestre do ano passado.
Projeções mais recentes apontam que esse número já ultrapassou 60%, evidenciando os desafios sociais enfrentados pelo país.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém uma liderança estreita sobre o atual presidente, Joe Biden, em dois dos seis Estados considerados decisivos para as eleições de novembro, os chamados “swing states”. Em outros três Estados, Trump está numericamente à frente, mas dentro da margem de erro.
A pesquisa, encomendada pelos jornais New York Times e Philadelphia Inquirer e conduzida pelo Siena College, aponta uma disputa acirrada. Trump lidera em Nevada e Geórgia, enquanto Biden tem uma vantagem estreita em Wisconsin, embora também dentro da margem de erro.
Aqui estão os resultados por Estado entre eleitores registrados:
Arizona: Trump 49% X 42% Biden;
Geórgia: Trump 49% X 39% Biden;
Nevada: Trump 50% X 38% Biden;
Pensilvânia: Trump 47% X 44% Biden;
Michigan: Biden 49% X 42% Trump;
Wisconsin: Trump 47% X 45% Biden.
A pesquisa também revelou um aumento no apoio a Trump entre os eleitores jovens e não brancos em comparação com 2020. No entanto, os eleitores hispânicos estão divididos entre os dois candidatos.
Esses resultados são consistentes com pesquisas anteriores, sugerindo que eventos recentes, como o julgamento criminal de Trump em Nova York por supostamente encobrir um pagamento à atriz pornô Stormy Daniels, podem não ter alterado significativamente as intenções de voto.
Apesar da vantagem de Trump na corrida presidencial, os candidatos democratas ao Senado estão à frente de seus oponentes republicanos nos mesmos Estados.
Metodologia:
Foram entrevistados 4.097 eleitores registrados entre 28 de abril e 9 de maio de 2024, por telefone, em inglês e espanhol, sendo quase 95% das entrevistas realizadas por celular.
Os eleitores foram selecionados a partir de uma lista de eleitores registrados, garantindo uma representação equilibrada de partidos, raças e regiões. Foram feitas cerca de 500.000 chamadas para alcançar 410.000 eleitores.
Para refletir melhor a população eleitoral, mais peso foi dado aos entrevistados de grupos demográficos sub-representados, como pessoas sem diploma universitário.
A margem de erro entre os eleitores registrados é de aproximadamente 1,8 ponto percentual quando os Estados são agrupados. Cada pesquisa estadual tem uma margem de erro específica, variando de cerca de 3,6 pontos na Pensilvânia a cerca de 4,6 pontos na Geórgia.
‘Estava mascando um chiclete’, disse Cilia Flores, ao comentar o incidente
A primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores, durante discurso na quarta-feira 1º | Foto: Reprodução/Twitter/X
Uma cena inusitada ocorreu nesta quarta-feira, 1º, na Venezuela. Durante um discurso em Caracas, a dentadura da primeira-dama do país, Cilia Flores, escapou e quase caiu no chão. Depois de as imagens viralizarem nas redes sociais, a mulher do ditador Nicolás Maduro explicou que, naquele momento, estava mascando chiclete.
A mulher de Maduro discursava para o público na manifestação do 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador.
Em seu discurso, Cilia Flores celebrava a marcha dos trabalhadores e defendeu o ditador do país. “Maduro sempre protegerá os trabalhadores venezuelanos”, disse.
Mulher de Maduro virou meme
Esse episódio transformou Cilia Flores em um dos assuntos mais comentados no Twitter/X na Venezuela, o que gerou uma série de memes. O ocorrido se deu em um contexto político tenso, com a aproximação das eleições presidenciais.
“Não sei o que é mais falso: as concentrações de Maduro ou os dentes de Cilia Flores”, disse um internauta, no Twitter/X.
“Que coisa tão marginal”, afirmou outro usuário. “A velha Cília perdeu a compostura, hahaha, justo quando estava dizendo que eles acham que são trabalhadores.”
“Juventude, não usem drogas, são piores que doces para destruir dentes”, brincou um dos perfis. “Perguntem à Cilita que, em sua pouca idade, usa dentadura… E que solta ao falar. Cília, aqui em Miami, vendem cola para dentadura, te mando uma?”
A ditadura da Venezuela é criticada tanto nacional quanto internacionalmente por suas práticas antidemocráticas. O caso mais recente é a exclusão María Corina Machado, a principal adversária da oposição, da corrida eleitoral.
No país de Maduro, a manifestação do 1º de Maio foi diferente da verificada em outros lugares da América do Sul. Em algumas regiões, houve confronto entre manifestantes e policiais durante os protestos.
O Banco Central da República Argentina (BCRA) decidiu nesta quinta-feira (2) reduzir sua taxa básica de juros, a dos Passes Passivos de um dia, de 60% a 50%.
Em breve comunicado, o BC argumenta que a medida “leva em conta o contexto financeiro e de liquidez e se fundamenta no rápido ajuste de expectativas de inflação, na estabilização da âncora fiscal, e no impacto monetário de contração derivado da estacionalidade nos pagamentos externos do Tesouro do trimestre em curso”.
O BCRA tem adotado reduções seguidas na sua taxa básica, nas últimas semanas.
Em 11 de abril, a taxa estava em 80%, quando foi cortada para 70%, sendo seguido adiante por outra redução também de 10 pontos porcentuais, antes da realizada nesta quinta-feira.
Em uma recente pesquisa da CNN, o presidente Trump aparece à frente de Biden em uma corrida eleitoral. Os dados mostram que Trump lidera Biden por 49% a 43% em uma disputa direta.
Quando incluídos candidatos de terceiros partidos, a liderança de Trump sobre Biden aumenta ainda mais, com o ex-presidente recebendo 42% dos votos, enquanto Biden recebe 33%.
Além disso, a pesquisa também revelou a opinião do público sobre o sucesso das presidências de ambos os políticos. 55% dos entrevistados consideram a presidência de Trump um sucesso, enquanto apenas 39% acreditam que a presidência de Biden é um sucesso.
Esses números indicam uma clara preferência por Trump neste momento.
Javier Milei, o atual presidente da Argentina, conseguiu realizar o que muitos consideravam inalcançável para uma nação assolada por inflação descontrolada: ele estabilizou a moeda do país.
De acordo com informações da revista Exame, dados da Bloomberg indicam que o peso argentino valorizou 25% em relação ao dólar nos últimos três meses, uma métrica conhecida como blue-chip swap, frequentemente utilizada por investidores e empresas. Essa valorização supera os ganhos de todas as outras 148 moedas monitoradas pela agência em relação ao dólar. O feito é ainda mais notável considerando que a menor depreciação cambial na Argentina na última década foi de 15%.
Desde que assumiu a presidência em dezembro, Milei tem se esforçado para controlar os gastos públicos, numa tentativa de conter uma inflação que atingiu quase 300% ao ano. Milei, que orgulhosamente se refere aos seus cortes de gastos como “os maiores da história da humanidade”, representam quase 4% do PIB do país. Esse ajuste agressivo é tão significativo que as autoridades do Banco Central estimam que seja maior que 90% de todos os cortes realizados globalmente nas últimas décadas, segundo a Bloomberg.
Com a valorização do peso, o Banco Central argentino tem conseguido adquirir dólares diariamente no mercado para reabastecer suas reservas internacionais. Atualmente, a maioria das autoridades monetárias ao redor do mundo está fazendo o movimento oposto para valorizar suas moedas frente ao fortalecimento do dólar.
Documento foi apresentado na segunda-feira 22, e ditador diz que age na legalidade
A fotografia de Maduro aparece 13 vezes na cédula eleitoral | Foto: Reprodução/Twitter/X
A fotografia do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, aparece 13 vezes na cédula de votação que deve ser usada nas próximas eleições presidenciais do país, marcadas para o dia 28 de julho. O documento, expedido pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), controlado pelo regime, foi apresentado na última segunda-feira 22.
Maduro exibiu a cédula em seu programa na televisão estatal da Venezuela e se defendeu da acusação de manipulação do documento. O nome e a foto do ditador aparecem no topo da cédula e na parte esquerda.
Além das 13 fotografias de Maduro, a cédula apresenta outros 14 candidatos indicados por 37 partidos. No programa de televisão, Maduro disse que a cédula ainda pode sofrer modificações, já que o prazo para que partidos e candidatos formem novas alianças foi estendido por 72 horas a partir de domingo.
O ditador também reclamou de ser chamado de “candidato único” em razão do destaque com que aparece na cédula. “Temos 13 fotos legalmente, como ocorreu em outras eleições, porque temos 13 movimentos políticos, todos muito poderosos, da esquerda, do marxismo-leninismo, do comunismo, do cristianismo, dos movimentos sociais, do ecologismo, que apoiam unitariamente a candidatura”, declarou, no programa.
Maduro diz que oposição não conseguiu se organizar para eleições
Omitindo o fato de que o regime inviabilizou candidaturas de oposição, como a inelegibilidade da principal líder opositora e vencedora das prévias, María Corina Machado, Maduro disse que a oposição não conseguiu se organizar e saiu fragmentada para a eleição. A ditadura também não registrou a candidatura de Corina Yoris, substituta indicada por María Corina.
María Corina Machado e Corina Yoris foram barradas pela ditadura de Nicolás Maduro | Foto: Reprodução/Instagram
“Temos um candidato apoiado desde as bases por 13 movimentos, e eles têm 12 candidatos de 24 partidos que dividiram a oposição”. disse. “A responsabilidade é deles.”
De acordo com a imprensa venezuelana, o vice-presidente do CNE, Carlos Quintero, afirmou que a ordem para a escolha dos lugares foi determinada a partir da votação obtida pelos partidos nas eleições parlamentares de 2020 e que a prática de repetir as fotografias na cédula é antiga, anterior à ditadura.
Durante o evento que decidiu a configuração da cédula, o presidente do CNE, Elvis Amoroso, negou que a oposição tenha sido prejudicada durante o processo. “A MUD está aqui com seu candidato, Edmundo González Urrutia. Não é verdade que não puderam se inscrever”, afirmou, referindo-se ao principal candidato da oposição.
De acordo com a Fox News, o ex-presidente dos EUA e provável candidato republicano, Donald Trump, está liderando as pesquisas de intenção de voto contra o atual presidente democrata, Joe Biden, nos estados cruciais da Geórgia e Michigan. No entanto, eles estão empatados na Pensilvânia e Wisconsin.
Em 2020, Biden derrotou Trump nesses quatro estados por uma pequena margem, o que os torna estratégicos devido à estreita diferença de votos entre os partidos democrata e republicano.
A pesquisa da Fox News sugere que, se as eleições de 5 de novembro fossem hoje, repetindo a disputa de quatro anos atrás, Trump teria uma vantagem de seis pontos sobre Biden na Geórgia (51% a 45%). O empresário de Nova York também teria 49% dos votos em Michigan, três pontos a mais que Biden.
No entanto, a corrida seria mais disputada na Pensilvânia e em Wisconsin, onde ambos os candidatos teriam 48% e 47% dos votos, respectivamente.
As pesquisas foram conduzidas de 11 a 16 de abril, com mais de 1,1 mil eleitores em cada estado, e têm uma margem de erro de três pontos percentuais.
Para tentar assegurar sua vitória na Pensilvânia, Biden fez uma campanha eleitoral de três dias em seu estado natal nesta semana.