Ex-presidente americano disse durante o discurso que se Kamala Harris for eleita o mundo pode entrar na ‘3ª Guerra Mundial’
Reproduçaõ/X/@gayguycandleco
Trump fala de trás da proteção
Donald Trump fez seu primeiro grande evento elitoral em Asheboro, Carolina do Norte, nesta terça-feira (21), depois da tentativa de assassinato sofrida em 13 de julho. Durante o discurso, o candidato permaneceu atrás de uma proteção de vidro à prova de balas. Segundo “The New York Times” a segurança foi reforçada em relação ao comício de Butler, onde ocorreu o atentado. A determinação de utilizar a barreira de vidro foi do Serviço Secreto americano e deve ser utilizada nos próximos eventos de Trump. Segundo uma autoridade do Serviço Secreto, os painéis estão sendo posicionados em diversas partes do país e podem ser utilzados por Kamala Harris também, caso seja necessário, segundo o jornal americano “The Washington Post”.
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Trump está gradualmente voltando a aparecer públicamente, fazendo visitas a estados-chave, que são os que historicamente tem disputas acirradas entre republicanos e democratas. O Republicano voltou a dizer que as guerras que assolam a Ucrânia e a Faixa de Gaza não estariam acontecendo se ele fosse presidente. “Se a ‘camarada’ Kamala for eleita em novembro, a 3ª Guerra Mundial está praticamente garantida. Tudo que ela toca ela destrói” disse Trump sobre a possibilidade de Kamala ter que lidar com essa questão.
Senadores e deputados usam verbas para financiar projetos locais e aumentar capital político
Congressistas ligados ao governo Lula (PT) comandam as três comissões do Congresso Nacional com mais verbas de emendas | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Congressistas alinhados ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lideram as três comissões do Congresso Nacional, com mais verbas de emendas. A apuração é do jornal Folha de S.Paulo.
Segundo o veículo, os grupos concentram R$ 10,6 bilhões, o que representa aproximadamente 70% dos R$ 15,5 bilhões destinados para esse tipo de indicação em 2024.
As emendas de comissões entraram na mira do Supremo Tribunal Federal (STF) por falta de transparência na identificação dos autores das propostas. Formalmente, apenas o presidentes do colegiado solicita os recursos.
Senadores e deputados usam essas emendas para financiar projetos locais e aumentar o capital político deles. O foco tem sido atender suas bases eleitorais, em vez das áreas mais necessitadas do país.
O presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, Marcelo Castro (MDB-PI), pode aprovar R$ 3,2 bilhões em emendas neste ano. Ele nega a falta de transparência e diz que “todo mundo” no Senado participa das decisões sobre os recursos.
O senador, no entanto, disse não ser possível indicar qual congressista ou grupo político emplacou a maior parte das emendas no órgão que preside, o segundo com mais verba no Legislativo.
25 comissões da Câmara e do Senado têm verba de emendas neste ano | Foto: Jonas Pereira/Agência Senado
“O parlamentar pode sugerir, pode apresentar a emenda, mas a emenda é da comissão”, afirmou Castro. “A emenda é coletiva, não é individualizada.”
O ministro do STF Flávio Dino também pediu informações ao Executivo e ao Congresso sobre a origem das emendas. No início do mês, ele determinou que esse recurso só deve ser pago “mediante prévia e total transparência e rastreabilidade”.
Ao todo, 25 comissões da Câmara e do Senado têm verba de emendas neste ano.
Conforme revelado pela Folha, uma assessora do Partido Progressistas (PP), aliada de Arthur Lira (PP-AL), envia listas de emendas prontas para serem assinadas pelo presidente da Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional e enviadas aos ministérios.
Aliados de Lula lideram comissões, com R$ 11 bi em emendas
O deputado Dr. Francisco (PT-PI) lidera a Comissão de Saúde da Câmara, que possui R$ 6 bilhões em emendas. Em março, ele declarou não ver problema em divulgar os autores das emendas, mas posteriormente recuou e manteve o sigilo.
No Senado, a Comissão de Saúde, liderada por Humberto Costa (PT-PE), tem R$ 1,2 bilhão em emendas para o Ministério da Saúde. Costa foi crítico das emendas do relator no governo Jair Bolsonaro (PL), mas agora também não revela os autores das indicações.
Procurado pelo jornal, o senador não informou de que forma são distribuídas as emendas da comissão que preside e quais grupos políticos foram atendidos pelo dinheiro.
Ele disse “esperar que todo esse processo [no STF] redunde na absoluta transparência de que necessita a destinação de emendas, que é o que defende e sempre defendeu”.
“Para o senador, esse é um processo em que Legislativo e Judiciário podem contribuir um com o outro, sem invasão de competência à seara alheia, com respeito à Constituição e, sobretudo, em atenção à boa e clara aplicação dos recursos públicos”, afirmou o gabinete de Costa.
Foto: Reprodução/Jesus Vargas/Copyright 2024 The AP.
No último sábado, 17 de agosto de 2024, o ditador venezuelano Nicolás Maduro chocou o país com alegações surpreendentes durante um discurso em Caracas. De acordo com Maduro, a líder opositora María Corina Machado estaria envolvida em um “pacto satânico” com o bilionário Elon Musk, dono das empresas Tesla e Space X.
Durante o pronunciamento, o ditador não poupou palavras: “Compatriotas, estamos diante do diabo e não estou exagerando”, disse Maduro para uma multidão reunida em frente ao palácio presidencial de Miraflores.
María Corina Machado e Elon Musk
As declarações de Nicolás Maduro geraram grande repercussão na mídia e nas redes sociais. Segundo ele, María Corina Machado possui um estranho medalhão como símbolo de seu pacto com a igreja satânica nos Estados Unidos.
Maduro afirmou: “María Corina Machado tem um pacto satânico com Elon Musk e a igreja satânica de Detroit. Compatriotas, estamos diante do diabo e não estou exagerando. La Sayona usa um estranho medalhão porque tem um pacto com a igreja satânica dos Estados Unidos. É por isso que digo que estamos enfrentando um Golias satânico.”
Alegações de Maduro
As acusações de Maduro contra a oposição não pararam por aí. Ele também criticou duramente Edmundo González Urrutia, outro candidato da oposição, insinuando que ele estaria preparando uma fuga da Venezuela com dinheiro. Maduro questionou: “Onde está escondido Edmundo González Urrutia? Não foi ele que ganhou? Será que ganhou uma rifa para se esconder em uma caverna? Está metido em uma caverna e está preparando sua fuga da Venezuela. Edmundo González Urrutia está levando o dinheiro e indo para Miami.”
María Corina Machado responde às acusações
No mesmo sábado, María Corina Machado fez uma aparição pública para responder às acusações de Maduro. Durante uma manifestação, ela e seus seguidores exibiram documentos e atas eleitorais que, segundo eles, comprovam que a oposição obteve 67% dos votos nas eleições realizadas em 28 de julho. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE), controlado pelo chavismo, proclamou Maduro reeleito com 52% dos votos, enquanto Edmundo González teria recebido 43%.
As alegações de Maduro foram feitas durante um discurso em Caracas, em frente ao palácio presidencial de Miraflores.
Maduro acusou María Corina Machado de ter um pacto satânico com Elon Musk e a igreja satânica de Detroit.
Maduro também afirmou que Edmundo González Urrutia está planejando uma fuga da Venezuela com dinheiro.
María Corina Machado e seus apoiadores apresentaram atas eleitorais que mostram resultados diferentes dos anunciados pelo CNE.
Cenário político na Venezuela
As acusações de Maduro contra María Corina Machado e Edmundo González Urrutia são apenas mais um capítulo na conturbada política venezuelana. Desde a reeleição questionada de Maduro, o país vive em clima de constante tensão política e social. A oposição, por sua vez, continua a lutar pela transparência nas eleições e pela queda do regime chavista.
Para muitos, o discurso de Maduro soa como uma tentativa de desviar a atenção das denúncias de fraude eleitoral e da instabilidade econômica que assola a Venezuela. A crise humanitária, a inflação galopante e a falta de recursos básicos são apenas alguns dos desafios enfrentados pela população.
O futuro da Venezuela parece incerto. Com as constantes acusações de corrupção e fraude, a estabilidade política do país continua a ser uma questão delicada. O aparecimento de novas lideranças opositoras e o apoio de figuras internacionais poderão influenciar os rumos da nação.
Enquanto isso, a população segue dividida e aguardando por novas estratégias que possam trazer um verdadeiro progresso e justiça ao país. Seja como for, as palavras de Maduro certamente ecoarão por algum tempo, alimentando debates e, possivelmente, novas reviravoltas no cenário político venezuelano.
Para María Corina Machado, vontade do povo venezuelano tem de ser respeitada
Presidente Lula sugeriu que novas eleições fossem realizadas na Venezuela | Foto: Reprodução/X/Twitter
A líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, rejeitou a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de realizar novas eleições no país. Ela classificou a sugestão do petista como uma “falta de respeito”.
“A eleição já aconteceu”, respondeu Machado ao ser questionada por jornalistas chilenos e argentinos sobre a ideia de Lula para resolver o impasse político no país.
“Eu pergunto: vamos para uma segunda eleição e, se não gostarem do resultado, iremos para uma terceira, quarta, quinta?”, questionou. “Até que o presidente Nicolás Maduro goste dos resultados? Vocês aceitariam isso em seus países, que, se o resultado não for satisfatório, repitam a eleição?”
“Nós participamos da eleição seguindo as regras da tirania”, acrescentou. “Muitos me disseram que éramos loucos, que correríamos riscos e que haveria uma fraude monumental que não poderíamos provar. Algumas pessoas foram mortas ou estão hoje presas, escondidas ou tiveram que fugir do país.”
Ela prosseguiu: “Não reconhecer o que aconteceu em 28 de julho, para mim, é uma falta de respeito com os venezuelanos, que deram tudo de si e expressaram sua soberania popular.”
Lula defende nova eleição na Venezuela
Lula sugeriu a repetição das eleições durante uma entrevista à rádio T FM, do Paraná, e disse que ligaria para o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.
Governo Lula defende novo pleito em meio à fraude eleitoral na Venezuela | Foto: Reprodução/X/Twitter
“Se [Maduro] tiver bom senso, ele poderia fazer uma conclamação ao povo da Venezuela, quem sabe até convocar novas eleições, estabelecer um critério de participação de todos os candidatos, criar um comitê eleitoral suprapartidário, que participe todo mundo, e deixar que entrem olheiros do mundo inteiro para ver as eleições”, disse Lula.
Há dois dias, fontes do governo brasileiro informaram ao jornal Valor Econômicoque o Itamaraty estava considerando propor novas eleições na Venezuela.
Também nesta quinta-feira, 15, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, apoiou a ideia de novas eleições no país. Segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Maduro foi reeleito com 52% dos votos, mas as atas eleitorais não foram divulgadas. O órgão alega que o sistema foi hackeado.
A oposição venezuelana afirma ter vencido as eleições com base na contagem das atas eleitorais, que teriam obtido por meio de representantes em cada local de votação.
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, declarou com firmeza que Edmundo González assumirá a presidência da Venezuela no dia 10 de janeiro. A afirmação foi feita durante uma entrevista transmitida por uma emissora local nesta segunda-feira, dia 12. Essa declaração surge em meio a pressões para desafiar o resultado das eleições presidenciais que reelegeram Nicolás Maduro no dia 28 de julho.
Segundo o Conselho Nacional Eleitoral, Nicolás Maduro venceu o pleito com 52%dos votos, mas as atas que comprovam os resultados não foram divulgadas. O órgão eleitoral alegou que o sistema foi alvo de um ataque hacker, justificando a ausência das atas.
Desafios para Edmundo González na Presidência
Enquanto a oposição alega que Edmundo González conquistou 67% dos votos e apresenta um site com cópias de mais de 80% das atas digitalizadas como prova, o resultado é questionado internacionalmente. Países como os Estados Unidos, a União Europeia, e várias nações latino-americanas, incluindo o Brasil, a Colômbia e o México, têm pressionado por um acordo entre as partes envolvidas.
Quem é Edmundo González?
Edmundo González é um político venezuelano com uma longa trajetória de oposição ao governo. Sua carreira é marcada pela defesa da democracia e pelos constantes enfrentamentos com o governo vigente. Caso assuma a presidência em janeiro, enfrentará o desafio de estabilizar um país marcado por crises econômicas e políticas intensas.
O que Esperar do Novo Governo?
Se González de fato assumir a presidência, será interessante observar quais medidas ele implementará para reverter a atual situação do país. Entre as expectativas para o novo governo, podemos destacar:
Reconstrução da economia
Reforma do sistema eleitoral
Retorno da confiança internacional
Combate à corrupção
Além disso, González terá que lidar com a tensão interna e a oposição de apoiadores de Maduro, que representam uma parte significativa da população. A união nacional será um dos maiores desafios para o novo governo.
Como a Comunidade Internacional Reagirá?
A comunidade internacional está dividida em relação à situação venezuelana. Por um lado, há países que apoiam a oposição e querem ver mudanças na liderança do país. Por outro, existem aqueles que seguem mantendo relações diplomáticas com o governo de Maduro.
Os desdobramentos futuros dependerão das ações tomadas por González tanto internamente quanto em suas relações exteriores. A expectativa é que ele trabalhe em prol de um governo democrático e estável, conquistando a confiança tanto do povo venezuelano quanto da comunidade global.
Essa transição de poder, se confirmada, representa um momento crucial na história da Venezuela. O mundo estará atento para ver os próximos passos de Edmundo González e como ele irá navegar por esses tempos turbulentos.
Regime acusa plataformas como Twitter/X e WhatsApp de conspirarem contra o ditador
Ditadura de Nicolás Maduro também irá regular ONGs | Foto: Reprodução/Twitter/X
Sob o controle do ditador Nicolás Maduro, o Legislativo da Venezuela quer regular as redes sociais no país. Para colocar seu plano em prática, a Assembleia Nacional pretende reformar uma lei que frequentemente usa contra opositores. O regime acusa plataformas como Twitter/X e WhatsApp de conspirarem contra Maduro.
Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia e figura central do chavismo, anunciou a reforma na segunda-feira 12. A iniciativa faz parte de um pacote que inclui também uma lei para regular ONGs e outra para “punir o fascismo”.
Legislativo age depois de Maduro atacar redes sociais na Venezuela
A decisão surge dias depois de Maduro intensificar ataques a plataformas como Twitter/X, WhatsApp e TikTok. Acusado de fraude eleitoral, o ditador é pressionado pela oposição e está isolado diplomaticamente. Com isso, ele aumentou as críticas às redes sociais, acusando-as de conspirar para um golpe de Estado.
Na última quinta-feira, 8, Maduro chegou a bloquear o Twitter/X no país por dez dias, alegando que o proprietário da plataforma, Elon Musk, seria coordenador de supostos ataques cibernéticos contra instituições venezuelanas.
“A Venezuela precisa regulamentar o funcionamento das redes sociais”, declarou Jorge Rodríguez, presidente da assembleia.
Ele avisou que “vamos nos dedicar nesse período de sessões à tarefa de aprovar um pacote de leis que [Maduro] solicitou para poder defender a nossa população das expressões de ódio social, do terrorismo e da disseminação de ideias fascistas e de ideias de ódio nas redes sociais.”
Neste vídeo, Maduro afirma que o imperialismo tecnológico está “atacando a Venezuela” e “ameaça as famílias do país”:
A Assembleia Nacional já aprovou em primeira discussão uma lei que regulamenta o financiamento das ONGs, frequentes alvos de ataques do governo. Uma outra lei visa a tornar partidos ilegais e multar empresas, organizações ou veículos de comunicação que financiem atividades ou divulguem informações que incitem aquilo que o regime classifique como “fascismo”.
“Muitas ONGs servem de fachada para o financiamento de atos terroristas”, afirmou Rodríguez, sem apresentar provas. “Vamos revisar a lei contra o ódio para incorporar os elementos relacionados à propagação de ódio nas redes sociais.
Ex-presidente da Argentina é acusado de agredir Fabiola Yáñez
| Foto: Reprodução/Twitter/X
O ex-presidente da Argentina Alberto Fernández negou ter cometido violência física contra sua ex-mulher, Fabiola Yáñez. No entanto, ele admitiu que houve “discussões veementes” quando eles ainda formavam um casal. Fabiola o acusa de “agressão física e mental”.
Em entrevista ao jornal espanhol El País, Fernández comentou as frequentes discussões com Fabiola durante os quatro anos em que viveram na residência presidencial de Olivos. Contudo, o político negou ter agredido fisicamente a mãe de seu filho mais novo.
“Estou sendo acusado de algo que não fiz”, defendeu-se. “Eu não bati em Fabíola. Nunca bati em mulher (…) Vi as fotos na mídia, mas ainda não tive acesso à causa. Eles nunca chegaram ao meu conhecimento de forma alguma. O que vou fazer é esperar, ir ao tribunal e deixar a Justiça governar”, disse ele.
Fernández acrescentou que ele e Fabiola, “como todo casal”, tiveram discussões, sendo algumas “mais veementes” e outras “menos veementes”.
“Preciso saber do que ela está falando, pois com esse critério eu também poderia dizer a mesma coisa.”
Mensagem de Alberto Fernández depois da denúncia sobre violência
No dia 6, após a denúncia de violência doméstica se tornar pública, Fernández publicou uma mensagem na rede social X:
“A verdade dos fatos é outra, e só vou dizer que é falso, que aquilo de que vocês agora me acusam nunca aconteceu”.
Ele acrescentou que, pela integridade sua, dos seus filhos e também da própria Fabíola, ele não faria declarações à mídia. “Mas, isso sim, levarei à Justiça as provas e os depoimentos que revelarão o que realmente aconteceu.”
Ex-presidente da Costa Rica Óscar Arias afirma que é ‘perda de tempo’ pedir ao regime que entregue atas eleitorais
Para Oscar Árias, Nicolás Maduro não deve entregar atas eleitorais | Foto: Divulgação/Fotos Públicas
O ex-presidente da Costa Rica Óscar Arias, ganhador do Nobel da Paz por negociações de paz na América Central, afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está errado em relação à crise na Venezuela. Em entrevistaao jornal Folha de S.Paulo, ele diz que é perda de tempo esperar que o ditador Nicolás Maduro apresente as atas eleitorais.
“Eu esperava que um democrata como Lula, que perdeu eleições e reconheceu suas derrotas, tivesse ligado e dito: ‘Maduro, você perdeu, reconheça a derrota e saia do poder’”, disse Arias à Folha.
Ele discorda da declaração de Lula de que a oposição, ao contestar a vitória de Maduro anunciada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), deveria apenas entrar na Justiça. “Que Justiça na Venezuela?”, argumenta. “O Poder Judiciário na Venezuela não é autônomo, independente.”
Para Arias, “não há nenhuma dúvida” de que Maduro perdeu as eleições. “Para todo ditador, ainda mais quando se trata de um narcogoverno, é muito difícil reconhecer a derrota, porque ele sabe o que o espera”, afirmou ao jornal. “Um ditador não sabe se desapegar da cadeira presidencial, e um ditador ligado ao narcotráfico sabe menos ainda.”
Óscar Arias é ex-presidente da Costa Rica e ganhou o Nobel da Paz | Foto: Reprodução/Grupo BCC
Com Maduro, Venezuela é um Estado falido
Ele destaca que o regime de Maduro está fazendo “muito mal” aos venezuelanos. “Mais de 7 milhões de venezuelanos emigraram. Depois dessa eleição, vai aumentar ainda mais a migração.”
“A Venezuela é um Estado falido”, acrescenta. “É impossível recuperar a economia com Maduro no poder. Com essa eleição roubada, esse autogolpe, as coisas vão piorar ainda mais na Venezuela, e isso deveria preocupar todos os democratas do mundo.”
“É muito triste que líderes democratas fiquem quietos, não digam nada sobre essa fraude na eleição”, conclui.
A brutal perseguição política não dá trégua na Venezuela. Além dos mortos nas recentes manifestações e dos milhares de detidos, a ditadura de Nicolás Maduro intensificou a repressão ao utilizar suas forças de segurança e grupos paramilitares para ameaçar e intimidar qualquer um que critique o fraude eleitoral ocorrido nas eleições presidenciais de 28 de julho.
Neste fim de semana, surgiram nas redes sociais imagens que mostram várias casas no bairro 23 de Janeiro, um dos mais tradicionais de Caracas, marcadas com um “X”. O objetivo é amedrontar a população e prevenir novas manifestações massivas contra o regime. Um morador local, que preferiu permanecer anônimo, relatou ao jornal El Nacional que as marcas indicam a presença de muitos opositores na área.
Foto: El Pitazo
O que é a “Operação Tun Tun”?
A advogada venezuelana e diretora do Instituto Casla, Tamara Suju, informou em suas redes sociais que o caso foi denunciado à Corte Penal Internacional (CPI), que já investiga Maduro e a liderança do regime chavista por crimes contra a humanidade na Venezuela. Segundo Suju, a “Operação Tun Tun” é uma referência ao som das batidas na porta, similar às operações nazistas de perseguição.
Desde 29 de julho, quando começaram as manifestações contra o fraude eleitoral, a comunidade internacional tem exigido reiteradamente ao regime de Maduro que cesse a violência e a perseguição contra a oposição política e a sociedade civil. Entretanto, a ditadura prosseguiu com suas ações repressivas.
Quem são os afetados pela repressão na Venezuela?
De acordo com a ONG Foro Penal, que lidera a defesa dos presos políticos na Venezuela, até o sábado haviam sido registrados 1.303 arrestos verificados no contexto das manifestações pós-eleitorais. Desses, 170 são mulheres, 116 adolescentes, 14 indígenas e 16 pessoas com deficiência. Além disso, durante as protestas, houve episódios de violência e vandalismo, resultando em 24 civis mortos, segundo a ONG Provea.
A principal coalizão de oposição, a Plataforma Unitaria Democrática (PUD), denunciou que o regime está conduzindo uma perseguição política “a níveis desumanos”. Segundo a PUD, nos últimos dias, a repressão atingiu níveis críticos, com adolescentes, mulheres e homens sendo detidos por expressarem seu desejo de mudança.
Como a comunidade internacional está reagindo?
O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, afirmou em comunicado que é urgente que as autoridades venezuelanas ponham fim imediatamente às detenções arbitrárias e à repressão contra membros da oposição e da sociedade civil. Borrell destacou que a crise venezuelana deve ser resolvida através do diálogo, transparência e respeito à soberania e à vontade do povo.
O candidato opositor Edmundo González Urrutia, que, segundo as atas da oposição, venceu as eleições com quase 67% dos votos, enviou uma mensagem direta ao ditador Maduro: “Faço um apelo em nome de todos os venezuelanos para que cesse a violência e as perseguições e libere imediatamente todos os compatriotas detidos arbitrariamente”.
O cenário na Venezuela permanece tenso e a comunidade internacional continua atenta, aguardando ações concretas que respeitem os direitos humanos e a vontade dos cidadãos expressa nas urnas.
A iniciativa ocorre depois da reprovação de um texto anterior, que não conseguiu votos suficientes
Diplomatas brasileiros afirmam que os países membros da OEA devem ter a disposição para oferecer uma negociação entre a ditadura de Nicolás Maduro e a oposição na Venezuela | Foto: Reprodução/Twitter/X/@GlobeEyeNews
A Organização dos Estados Americanos (OEA) trabalha para apresentar, na próxima semana, uma nova resolução sobre a eleição na Venezuela. A iniciativa ocorre depois da reprovação de um texto anterior, que não conseguiu votos suficientes. O Brasil foi um dos 11 países que se abstiveram na votação.
Diplomatas do Itamaraty afirmam que os países membros da OEA devem ter a disposição de oferecer uma negociação. De acordo com os representantes brasileiros, isso não ocorreu no texto reprovado da semana passada.
O governo brasileiro afirma que o novo texto deve defender a transparência e a divulgação das atas eleitorais.
Governo brasileiro defende “equilíbrio” entre a ditadura da Venezuela e a oposição
Além disso, o Itamaraty disse que deve haver um “equilíbrio” nas negociações entre a ditadura de Nicolás Maduro e a oposição. Com isso, o Brasil propõe uma solução institucional para o conflito.
Ainda de acordo com o órgão, o governo brasileiro vai apoiar uma nova resolução se, de fato, o documento “abordar essas preocupações que foram levantadas”. Colômbia e México apoiam essa mesma postura de negociação.
Os representantes brasileiros, no entanto, ainda não se juntaram aos países que denunciam fraude na eleição da Venezuela.
Diplomatas brasileiros falam em “falta de sensibilidade” de países membros da OEA
Segundo os diplomatas brasileiros, a resolução da semana passada foi rejeitada porque também houve “falta de sensibilidade e vontade de negociar com países que tinham diferentes sugestões”.
Entre as propostas da resolução rejeitada estavam a publicação imediata dos resultados da eleição presidencial em cada seção eleitoral e a verificação abrangente dos resultados na presença de observadores internacionais.
Enquanto a OEA não chega a um consenso sobre uma resolução para a Venezuela, o regime chavista sequestra e prende opositores que protestam contra a ditadura.
Os soldados do regime já prenderam mais de mil manifestantes. O ditador afirmou que os presos políticos do país “não vão receber perdão”.