O produtor de TV José Bonfim Pitangueiras foi morto a tiros, na manhã desta sexta-feira (9), no bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador.
De acordo com a Polícia Militar, por volta das 8h, uma equipe da 41ª CIPM foram informada de um homicídio ocorrido na Rua Manoel Marques. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o homem caído, sem sinais vitais.
Ainda segundo a PM, testemunhas contaram que os disparos foram efetuados por ocupantes de um carro branco. Eles fugiram após o crime.
A PM isolou a área e acionou a Polícia Técnica. A Polícia Civil vai investigar o caso.
Cuidadora de Henry contou que a criança e Jairinho ficaram trancados por alguns minutos em um cômodo do apartamento, com o som da TV alto
Troca de mensagens entre Monique e a babá Thayná Foto: Reprodução
Uma troca de mensagens entre Monique Medeiros da Costa Silva de Almeida, mãe do menino Henry Borel, de 4 anos, e Thayna de Oliveira Ferreira, babá da criança, descreve uma suposta sessão de tortura a que o menino foi submetido em 12 de fevereiro no apartamento do casal, de acordo com a polícia.
Na conversa, a mulher relata que Henry e o padrasto, o vereador Dr. Jairinho (Solidariedade-RJ), ficaram trancados por alguns minutos em um cômodo do apartamento, com o som da TV alto. A criança depois mostrou hematomas e contou que levou uma “banda” e “chutes” e reclamou de dores no joelho e na cabeça.
A troca de mensagens aconteceu entre 16h20 e 18h03 daquela data, 26 dias antes da morte de Henry. Nas conversas, durante dois minutos, Monique e Thayna falam que Jairinho ficou trancado no quarto com Henry. Os prints dos diálogos de WhatsApp foram encontrados na galeria do telefone de Monique. Os investigadores consideram as informações “absolutamente contundentes”.
Segundo a conversa, depois que o menino deixou o quarto ele correu até Thayna e disse que não quer ficar sozinho na sala. “Me contou que deu uma banda e chutou ele que toda vez faz isso”, disse a babá. Acompanhe abaixo os diálogos entre Thayná e Monique:
Henry trancado no quarto com Jairinho 16:30 – THAYNA: Aí logo depois Jairinho chamou ele para ver que comprou algo
16:30 – MONIQUE: Chama
16:30 – MONIQUE: Aí meu Deus
16:30 – THAYNA: Aí ele foi para o quarto
16:30 – MONIQUE: Estou apavorada
16:30 – THAYNA: De início gritou tia
16:30 – THAYNA: Depois tá quieto
16:30 – THAYNA: Aí eu respondi oi
16:30 – THAYNA: Aí ele nada
16:30 – MONIQUE: Vai lá mesmo assim
16:30 – THAYNA: Tá
16:31 – MONIQUE: Fala assim: sua mãe me ligou falando para vc ir na brinquedoteca brincar com criança
16:31 – MONIQUE: E fica lá um tempo
16:31 – MONIQUE: Jairinho não falou que ia para casa
16:31 – MONIQUE: casa
16:31 – THAYNA: Então eu chamo e nenhum dos dois falam nada
TV alta com voz de desenho 16:31 – MONIQUE: Bate na porta
16:32 – THAYNA: Não respondem
16:32 – MONIQUE: Thaina
16:32 – THAYNA: Eu só escuto voz de desenho
16:32 – THAYNA: Acho melhor você vir
16:32 – MONIQUE: Entra no quarto mesmo assim
16:32 – THAYNA: E daí se tiver acontecendo algo você vê
16:32 – THAYNA: Fico com medo do Jairinho não gostar da invasão
16:32 – THAYNA: Pera vou tentar abrir a porta
16:32 – MONIQUE: Ele não tem que gostar de nada
16:32 – THAYNA: Abriu a porta do quarto
16:32 – MONIQUE: E aí?
16:32 – MONIQUE: Aí meu pai amado
(foto parcial, enviada por THAYNA, aparentemente com HENRY NO COLO)
Henry não quer ficar sozinho na sala 16:35 – MONIQUE: Deu ruim?
16:35 – MONIQUE: Sabia
16:35 – MONIQUE: Pergunta tudo
16:35 – MONIQUE: Pergunta o que o tio falou
16:35 – THAYNA: Então agora não quer ficar na sala sozinho
16:35 – THAYNA: Só quer ficar na cozinha
16:36 – THAYNA: Jairinho falou thayna deixa a mãe dele fazer as coisas
Babá com Henry na sala 16:36 – MONIQUE: Pergunta se ele quer vir pro shopping?
16:36 – THAYNA: Não liga não
16:36 – THAYNA: Falei não to falando com ela não
16:36 – THAYNA: To falando com minha mãe
16:36 – THAYNA: Ai ele ah tá
16:36 – THAYNA: imagem* (fotografia de THAYNA, com HENRY ao lado, aparentemente em um sofá)
16:36 – THAYNA: To sentada com ele na sala
16:36 – THAYNA: Vendo desenho
16:36 – MONIQUE: Fala que vai na brinquedoteca
16:36 – MONIQUE: Eu mando um uber
16:37 – THAYNA: A rose ta fazendo as coisas
16:37 – MONIQUE: Aí meu Deus
16:37 – MONIQUE: Que m****
Jairinho arrumando a mala 16:37 – THAYNA: A rose ta fazendo as coisas
16:37 – MONIQUE: Ai meu Deus
16:37 – MONIQUE: Que m****
16:37 – MONIQUE: Ver se ele quer sair de casa
16:37 – THAYNA: Tô falando com ele
16:37 – MONIQUE: Ou ficar aí
16:37 – THAYNA: Ele quer que eu fique sentada ao lado dele só
16:37 – MONIQUE: Coitado do meu filho
16:37 – THAYNA: Jairinho tá arrumando a mala
16:37 – MONIQUE: Se eu soubesse nem tinha saído
16:38 – MONIQUE: Pergunta o que o tio falou
16:38 – MONIQUE: Fala assim: tio Jairinho é tão legal, o que ele falou com vc?
16:38 – THAYNA: Jairinho tá aqui perto
16:38 – THAYNA: Depois pergunto
16:38 – MONIQUE: Ok
Jairinho andando pela casa 16:38 – THAYNA: Jairinho tá andando pela casa
16:38 – THAYNA: Acho que prestando atenção no que eu tô fazendo
16:38 – THAYNA: (emoji)
16:38 – MONIQUE: Ok
16:38 – MONIQUE: Daqui a pouco vc me fala
16:39 – THAYNA: Aí disfarço
16:39 – THAYNA: Abro outra conversa
16:39 – MONIQUE: Ok
16:39 – THAYNA: Tá bem
16:39 – THAYNA: Tá comigo na sala
16:39 – THAYNA: Qualquer coisa te falo
16:39 – MONIQUE: Ok
16:46 – MONIQUE: Da um banho nele
16:46 – MONIQUE: Pra ver se ele relaxa
16:46 – THAYNA: Ele não quer entrar ali no corredor
Henry reclama de dor de joelho 16:47 – MONIQUE: Pqp
16:47 – MONIQUE: Que m**** do c*****
16:47 – THAYNA: imagem* (fotografia de THAYNA, com HENRY no colo, aparentemente em um sofá)
16:47 – MONIQUE: Coitado
16:47 – THAYNA: Quer ficar assim no meu colo
16:47 – MONIQUE: (emoji)
16:47 – THAYNA: Tá reclamando que o joelho está doendo
16:47 – THAYNA: (emoji)
16:47 – MONIQUE: O que será que aconteceu?
16:47 – THAYNA: Rose até perguntou se ele tinha machucado o pé
Monique pensa em colocar microcâmera 16:50 – MONIQUE: O que
16:50 – THAYNA: Você um dia falar que vai demorar na rua
16:50 – THAYNA: E ficar aqui em algum lugar escondida
16:50 – THAYNA: Ou lá em baixo
16:50 – THAYNA: E chegar do nada
16:50 – MONIQUE: Ele foi pro nosso quarto ou o do Henry?
16:50 – THAYNA: Para o seu quarto
16:51 – MONIQUE: Eu vou colocar microcâmera
16:51 – THAYNA: E sempre no seu quarto
16:51 – MONIQUE: Me ajuda a achar um lugar
16:51 – MONIQUE: Depois eu tiro
16:51 – THAYNA: Meu padrinho instala câmeras
16:51 – THAYNA: Tem até empresa de câmera
16:51 – MONIQUE: Mas tem que ser imperceptível
Babá preocupada com Henry 16:51 – THAYNA: Porque não tá normal
16:51 – MONIQUE: Vdd
16:52 – MONIQUE: Vai me avisando se ele falar alguma coisa
16:52 – THAYNA: E eu tenho medo pq cuido dele com muito amor e tenho medo até dele cair comigo. Aí não sei o que Jairinho faz quando chega, depois ele tá machucado sei lá
16:52 – THAYNA: Tá bem
16:52 – MONIQUE: Tô aqui de olho no telefone
16:52 – THAYNA: Tá bem
(Horário cortado) – THAYNA: imagem* (fotografia de THAYNA, com HENRY no colo, aparentemente em um sofá)
Monique diz que já está chegando 17:02 – MONIQUE: Alguma coisa estranha mesmo
17:02 – MONIQUE: Jairinho me ligou
17:02 – MONIQUE: Dizendo que chegou agora em casa
17:02 – THAYNA: Po
17:02 – THAYNA: Já chegou um tempão
17:03 – MONIQUE: Estranho demais
17:03 – THAYNA: Tá comigo comendo bolo
17:03 – MONIQUE: Ele vai no BarraShopping
17:03 – THAYNA: Muito
17:03 – MONIQUE: Fala pro Henry que o tio vai sair pra trabalhar de novo
17:03 – MONIQUE: Que eu já já chego
17:03 – THAYNA: Tá
17:16 – THAYNA: Saiu agora
17:16 – THAYNA: Tá eu e Henry em casa só
17:19 – MONIQUE: Veja se ele fala alguma coisa
Henry conta à babá as agressões 17:22 – THAYNA: Estou tirando dele
17:22 – MONIQUE: Ok
17:22 – THAYNA: Pera aí
17:25 – THAYNA: Então me contou que deu uma banda e chutou ele que toda vez faz isso
17:25 – THAYNA: Que fala que não pode contar
17:25 – THAYNA: Que ele perturba a mãe dele
17:26 – THAYNA: Que tem que obedecer ele
17:26 – THAYNA: Se não vai pegar ele
17:28 – THAYNA: Combinei com ele agora
17:29 – THAYNA: Toda vez que Jairinho chegar e você não tiver eu vou chamar ele pra brinquedoteca e ele vai aceitar ir
17:29 – THAYNA: Porque estou aqui pra proteger ele
17:29 – THAYNA: Aí eu disse se você confia na tia me da um abração aí ele me deu
Henry fica quieto com a babá 17:30 – THAYNA: imagem* (fotografia de mãos dadas entrelaçadas, aparentemente de THAYNA e HENRY)
17:30 – THAYNA: Tá assim comigo
17:33 – MONIQUE: Como assim? (se referindo ao trecho “Se não vai pegar ele”)
17:33 – THAYNA: Ele não falou mais
Henry está mancando 17:49 – THAYNA: imagem* (vídeo focando nas pernas de HENRY, que está vestindo cueca e calçando chinelo)
17:49 – THAYNA: Tá mancando
17:50 – THAYNA: Mas tô cuidando dele
17:50 – THAYNA: Termina tudo em paz
17:50 – THAYNA: Quando você chegar a gente se fala
17:50 – THAYNA: Vou dar banho nele
17:50 – THAYNA: Beijos
17:51 – MONIQUE: A porta do quarto estava aberta ou fechada qdo Henry entrou no quarto?
Jairinho fechou a porta do quarto 17:57 – THAYNA: Quando Henry entrou estava aberta
17:57 – THAYNA: Depois ele fechou
17:57 – THAYNA: E daí ficou até aquela hora com a porta fechada
17:58 – THAYNA: Henry tá reclamando da cabeça
17:58 – THAYNA: Pediu tia não lava não
17:58 – THAYNA: Tá doendo
17:58 – MONIQUE: Meu Deus
17:58 – MONIQUE: Como assim?
17:58 – MONIQUE: Pergunta tudo Thayná
17:58 – MONIQUE: Será que ele bateu a cabeça?
Henry com a cabeça machucada 18:03 – THAYNA: imagem* (fotografia do joelho esquerdo de HENRY, aparentemente com uma equimose)
18:03 – THAYNA: Ele disse que foi quando caiu que a cabeça ficou doendo
Agência Brasil | O vereador Dr. Jairinho (SD) foi preso na manhã de hoje (8) pela Polícia Civil. Ele é investigado por envolvimento na morte de seu enteado, o menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos, no dia 8 de março. A Polícia Civil também prendeu a mãe do menino e namorada do parlamentar, Monique Medeiros.
A criança morreu no apartamento onde Jairinho e Monique moravam, na Barra da Tijuca, depois de passar um fim de semana com o pai. Inicialmente, o caso foi tratado como um acidente, como se o menino tivesse caído da cama, mas perícias médicas constataram que a vítima havia sido vítima de agressões.
Depois que a polícia começou a investigar se Henry foi vítima de violência doméstica, o casal criou um site, onde se diz inocente. Afirma, ainda, que “a Justiça prevalecerá”.
Cristian alega ter o “direito ao esquecimento” e, por conta disso, recorreu à Justiça para proibir a veiculação do episódio que narra o crime ocorrido em 31 de outubro de 2002, bem como exigir uma indenização de R$ 500 mil pelo uso de 12 fotografias com a sua imagem. Além da Medialand, são alvos da ação a Netflix, a Amazon e a Looke.
Derrotados na primeira e segunda instâncias, os advogados de Crainhos prepararam recursos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os defensores já entraram com o chamado recurso de admissibilidade, solicitando que o Tribunal de Justiça de São Paulo envie os autos para o STJ e o STF.
No pedido feito ao STF, Cravinhos afirma que a série contraria o artigo 5° da Constituição, segundo o qual são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas. Esse é o mesmo artigo que assegura a liberdade de expressão no país.
– Por ter cometido um crime que, de acordo com as empresas recorridas é de interesse da sociedade, [Cravinhos] não pode ser lembrado pelo resto da sua vida por este delito – afirmou na ação o advogado Valdir Rodrigues de Sá, que o representa.
Em sua defesa, a Medialand declarou à Justiça que a Constituição “assegura a livre manifestação e o direito de informar, repudiando veementemente qualquer tipo de censura”. A produtora disse que a série tem viés informativo e documental e que o caso Richthofen é o mais célebre da história criminal brasileira.
O advogado Leo Wojdyslawski, que defende a produtora, diz ainda que os prejuízos à honra e à imagem de Cravinhos não decorrem da série, mas da “conduta totalmente reprovável” de Cristian ao cometer o crime que completa duas décadas no próximo ano.
Felipe Santa Cruz participou de jantar com o governador de SP, mas disse que pretende se dedicar à entidade até 2022
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz foi convidado pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), para se candidatar ao governo do Rio de Janeiro em 2022.
O convite foi feito durante um jantar realizado na noite de terça-feira (5). Apesar do convite do tucano, Santa Cruz dispensou ingressar no PSDB, pelo menos por hora, pois pretende se dedicar à OAB.
O advogado disse que está integralmente dedicado à entidade até o começo do próximo ano. Até lá, não pretende se envolver com política partidária. As informações são de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.
Um caso suspeito de superfaturamento em contratos de médicos em Malhada de Pedras, no Sertão Produtivo, Sudoeste baiano, será objeto de um inquérito. Segundo a 1ª Promotoria de Brumado, na mesma região, os fatos ocorreram entre 2013 e 2016 quando a prefeitura contratou os profissionais com dispensa de licitação. Pelo contrato, cada médico ganharia R$ 19,2 mil mensais, soma maior do que o teto municipal, recebido pela prefeita à época, Terezinha, de R$ 10 mil.
Em publicação desta terça-feira (6), o promotor Millen Castro justificou a abertura do inquérito pelo fato de algumas questões ainda não estarem claras. “Como a documentação é extensa, os valores dos pagamentos variam e não restou claro se tais atos teriam causado, além de violação aos princípios administrativos, prejuízo ao erário, ou se houve prestação de serviço que os justificasse, faz-se necessário uma análise técnica dos referidos documentos”, escreve o representante do Ministério Público do Estado (MP-BA) na região.
A Polícia Federal apreendeu, na noite de segunda-feira (5), em Santo Estêvão, 934 kg de cocaína que estavam sendo transportadas para Salvador em fundos falsos de três caminhões-tanque.
Os três motoristas foram presos em flagrante por tráfico de drogas, e permanecerão à disposição da Justiça.
A investigação iniciou após troca de informações entre as inteligências da Polícia Federal e da Polícia Militar, que indicavam a possibilidade da chegada de grande quantidade de droga à capital baiana. A partir disso foram realizadas diligências para identificação e localização dos veículos.
Foto: Polícia Federal
No final da tarde foram abordados os três caminhões suspeitos e, com o apoio da Receita Federal, os veículos foram submetidos ao scanner, sendo então localizada a droga, que estava escondida em fundos falsos dentro dos tanques para transporte de combustível.
Um homem suspeito de cometer crimes cibernéticos sexuais contra crianças e adolescentes foi preso na manhã desta segunda-feira (5) em Ibirapitanga, no sul da Bahia. De acordo com a Polícia Civil, ele praticava os crimes por meio de mais de 80 perfis falsos em redes sociais.
Segundo o delegado responsável pela prisão, o suspeito, de 20 anos, iniciava conversas com as vítimas pela internet para obter fotos e vídeos íntimos. As investigações apontam ainda que ele fez vítimas em cidades do Tocantins, Bahia, Minas Gerais, Ceará, e em outros estados.
Durante a prisão, um celular com imagens de crianças e adolescentes foi apreendido por policiais da 24ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin). O material deve passar por perícia.
Ainda de acordo com a polícia, o suspeito tinha mandado de prisão em aberto, expedido pela Justiça do Tocantins. O homem foi encaminhado para o município de Macaúbas, cidade vizinha à Ibirapitanga, onde transferência para o Tocantins.
Em 2020, 907 veículos roubados, furtados ou clonados foram recuperados em estradas federais que cortam a Bahia. Segundo informação desta segunda-feira (5), a Polícia Rodoviária Federal (PRF-BA) aumentou em 86% as apreensões na comparação com o ano anterior, 2019, quando foram recuperados 488 veículos nas estradas federais da Bahia. Por dia, a média de veículos recuperados é de mais de 2,5 veículos. Os números colocaram a PRF-BA como campeã na quantidade de veículos recuperados entre todas as rodovias federais.
A corporação informa que na clonagem (cabrito), os acusados trocam a identificação e os documentos do veículo para que pareça ser um carro regular. Eles colocam placas de outro veículo com características semelhantes, torando vítima também o proprietário desse último veículo. Ele passa, muitas vezes, a receber multas de trânsito e pontos na carteira (CNH) por infrações relacionadas ao veículo clonado. Em algumas situações o proprietário paga as multas sem ter conhecimento real do cometimento da infração.
Ainda segundo a PRF-, outra modalidade usada é a revenda, que é facilitada pelo comércio ilegal desses veículos clonados, muitas vezes negociados em sites na internet por valores inferiores ao preço real do veículo. Nesta fase há a terceira vítima em potencial. Quem compra passa a ter a posse do veículo clonado.
A Polícia Militar da Bahia, através do Comando de Policiamento da Região Leste (CPRL), divulgou os números diários da operação Toque de Recolher, deflagrada seguindo as determinações dos decretos estadual e municipal que impõem a restrição da circulação noturna em Feira de Santana como forma de combate ao avanço de novos casos da covid-19.
Entre as 20h de quinta-feira (1º), quando iniciou o lockdown, até às 5h desta segunda-feira (5) foram registrados 60 fechamentos de estabelecimentos por descumprimento do decreto, 234 orientações ao público e 165 deslocamentos originados por denúncias de descumprimento da determinação.
Além disso, a polícia encerrou 35 festas com paredão, conduziu uma pessoa à delegacia e realizou 28 autuações por situações de tumulto.
Conforme destaca a Prefeitura Municipal de Feira de Santana, a fiscalização tem “o objetivo de fazer cumprir os decretos que estabelecem restrições à circulação noturna e o funcionamento das atividades econômicas, para conter o avanço do coronavírus. O trabalho envolve secretarias da administração municipal e órgãos de segurança.”
Durante a operação a equipe encerrou também uma festa de aniversário.
Quinta-feira (1º) (véspera do feriado) para Sexta-Feira Santa (2):
16 fechamentos de estabelecimentos por descumprimento dos decretos; 56 orientações ao público e 26 deslocamentos originados por denúncias de descumprimento da determinação.
No período compreendido entre às 20h do feriado Sexta-Feira Santa e 5h do sábado (3)
Foram registradas em Feira de Santana, 21 fechamentos de estabelecimentos, 54 orientações ao público, 45 deslocamentos por denúncias de descumprimento do decreto e 15 encerramentos de festas do tipo “paredão”, além de uma condução por desobediência
De sábado para domingo (4)
Foram registrados 10 encerramentos de festas/paredões, 17 fechamentos de estabelecimentos, 71 orientações ao público e 40 deslocamentos por denúncias de descumprimento da determinação.
De domingo para a madrugada desta segunda-feira (5)
Foram 10 encerramentos de festas com paredão, 06 fechamentos de estabelecimentos, 28 autuações em situação de tumulto, 54 atendimentos de ocorrências por descumprimento do decreto e 53 orientações ao público.