governo da Bahia, por meio da secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), vai mudar os comandos da Polícia Militar no estado. Ao todo, são 57 modificações, sendo nove delas em Salvador. A decisão foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (1º).
As mudanças também alcançam Companhias Independentes da Polícia Militar (CIPMs) em Feira de Santana, Teixeira de Freitas, Paulo Afonso e Vera Cruz.
Em Salvador
Tenente Coronel Adilson José de Santana deixa o cargo de coordenador II do Comando de Policiamento da Região Metropolitana de Salvador, e assume o cargo de subcomandante no Comando de Policiamento da Região Metropolitana de Salvador; Major Kley Oliveira Menezes deixa o comando da 2ª Companhia Independente de Polícia Militar, que fica no bairro do Barbalho; Major Marcelo de Carvalho Souto deixa o comando da Companhia Independente de Polícia Militar, que fica no bairro do Lobato, e assume o comando da 16ª Companhia Independente de Polícia Militar no bairro do Comércio; Major Sérgio Marcos Ribeiro Paz deixa o comando da 16ª Companhia Independente de Polícia Militar, no Comércio; Major Valnei de Azevedo Silva deixa a 31ª Companhia Independente de Polícia Militar, em Valéria, e assume o cargo de coordenador II no Comando de Operações Policiais Militares, da Polícia Militar; Major Cristiano José de Oliveira Paraíso deixa a 37ª Companhia Independente de Polícia Militar, no bairro da Liberdade; Major José Augusto de Assis Guedes sai do cargo de subcomandante da 2ª Companhia Independente de Polícia Militar, no bairro do Barbalho; Major Milton Luiz Cardoso Seixas deixa o cargo de subcomandante da 39ª Companhia Independente de Polícia Militar, do bairro da Boca do Rio, e assume o comando da 26ª Companhia Independente de Polícia Militar, em Brotas; Major Roberto César Pinho de Oliveira deixa o cargo de subcomandante da 48ª Companhia Independente de Polícia Militar, em Sussuarana, e assume o comando da 14ª Companhia Independente de Polícia Militar, no Lobato. No interior
Tenente Coronel Edmilton Ricardo Emanuel Marques dos Reis deixa o comando do 13º Batalhão de Polícia Militar de Teixeira de Freitas e assume o comando do 21º Batalhão da Polícia Militar, em Juazeiro; Tenente Coronel André Luís Carvalho de Melo deixa o comando do 21º Batalhão da Polícia Militar de Juazeiro e passa a comandar o Batalhão de Reforço Operacional da Polícia Militar de Salvador; Major Polako Povoas Santos deixa o cargo de subcomandante da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar de Vera Cruz; Capitão Marcos Paulo Melo Viroli deixa o cargo de comandante do Batalhão de Polícia de Choque de Lauro de Freitas e assume o comando da 6ª Companhia Independente de Polícia Militar, de Rio Real; Capitão Valmari Santos Nogueira Júnior deixa de ser subcomandante na 34ª Companhia Independente de Polícia Militar de Brumado; Capitão Anderson Garcia Pires deixa o cargo de comandante do 11º Batalhão da Polícia Militar de Itaberaba e assume o cargo de coordenador II no Comando de Policiamento da Região da Chapada; Capitão Charles Eugênio Dias dos Santos sai do cargo de comandante do 20º Batalhão de Polícia Militar de Paulo Afonso; Primeiro Tenente Felipe Braz Martins Oliveira deixa o cargo de comandante do 11º Batalhão de Polícia Militar de Itaberaba.
Wanderson Protácio teria matado a esposa grávida, a enteada de 2 anos e um fazendeiro
Caso ocorreu na zona rural de Corumbá Foto: Reprodução / Youtube
Uma força-tarefa de ao menos 70 policiais civis foi mobilizada nas buscas por um homem suspeito de cometer triplo homicídio no fim da tarde deste domingo (28), em Goiás. O caseiro Wanderson Mota Protácio teria degolado a esposa grávida de 4 meses, a enteada de 2 anos e 9 meses, e atirado na nuca de um fazendeiro, na zona rural de Corumbá.
O criminoso ganhou a alcunha de “novo Lázaro de Goiás”, em razão das semelhanças com o caso do chamado “serial killer do Distrito Federal”, morto em 28 de junho deste ano.
Segundo informações do portal G1, Protácio teria esfaqueado a barriga da companheira, Raniere Aranha Figueiró, de 19 anos, e a degolado. Em seguida, ele teria assassinado, também a facadas, a enteada, Geysa Aranha da Silva Rocha, de 2 anos. Posteriormente, teria ido até a casa de seu patrão e furtado um revólver calibre .38 com seis munições. Então, Protácio seguiu até uma propriedade vizinha, a fim de roubar uma caminhonete, e lá teria matado o fazendeiro Roberto Clemente de Matos, de 73 anos.
Protácio já era conhecido da família, pois recentemente havia ajudado a conter um incêndio na casa e, como recompensa, teria ganhado de presente um par de botas. Segundo relato da esposa do fazendeiro ao G1, Protácio usava as botas no momento do assassinato.
O suspeito teria chegado à propriedade e conversado com a vítima, que lhe ofereceu comida e refrigerante. Após tomar a bebida, Protácio teria sacado a arma e atirado no fazendeiro.
De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito ainda teria tentado estuprar a esposa do homem. Ela, no entanto, conseguiu correr e, enquanto fugia pelo mato, foi atingida por tiro no ombro. A vítima se fingiu de morta e esperou Protácio fugir com a caminhonete.
O caso está sendo comparado ao de Lázaro Barbosa, em razão dos crimes bárbaros e da força-tarefa mobilizada para sua captura.
Lázaro ganhou notoriedade em junho deste ano, após cometer uma série de assassinatos na zona rural do Distrito Federal. As buscas levaram 20 dias, até que o criminoso foi encurralado pela polícia e morto, ao trocar tiros com as autoridades.
HISTÓRICO Esta não é a primeira vez que Wanderson Protácio comete crime bárbaro. Ele já havia sido preso em flagrante por tentativa de feminicídio, em 2019. Em seu depoimento, ele admitiu ter esfaqueado as costas da irmã de sua madrasta. Na ocasião, ele afirmou que só parou de desferir golpes, porque a faca se quebrou em três pedaços.
O crime foi cometido no dia do aniversário de 18 anos da vítima, na região de Goianápolis.
O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) acatou a denúncia do Ministério Público (MP-BA) e processou o advogado criminalista José Luiz de Britto Meira Júnior, 50 anos. Ele é investigado por assassinar com um tiro a então namorada, Kézia Stefany da Silva Ribeiro, 21, no próprio apartamento, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador
O réu foi pronunciado pela Justiça há uma semana, na última sexta-feira (19), para que apresente, em dez dias, uma resposta à acusação do MP-BA, que atribui ao criminalista o feminicídio de Kézia. O TJ-BA diz ainda que será agendada uma audiência de instrução e, posterior a isso, o julgamento.
Luiz cumpre prisão preventiva em uma sala especial no Batalhão de Operações Especiais (Bope), no bairro do Caji, em Lauro de Freitas.
Tudo aconteceu no Condomínio Terrazo Rio Vermelho, na madrugada do dia 17 de outubro. Embora tenha afirmado à polícia que atirou em legítima defesa, Luiz teve o depoimento refutado pelo porteiro do residencial. À polícia, o funcionário disse que a jovem relatou ameaças do ex-namorado. O aviso teria ocorrido momento antes do crime. Luiz foi autuado em flagrante por feminicídio.
Após a prisão, a Ordem dos Advogados do Brasil seção Bahia (OAB-BA) chegou a solicitar segredo de Justiça – o que foi classificado pelo presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas (CDP), Adriano Batista, como “algo equivocado”.
Houve ainda a tentativa de manter o advogado – então membro da CDP e afastado após o crime – em prisão domiciliar por falta de sala de Estado-Maior. Quatro dias após o crime, contudo, o suspeito foi encaminhado para o Bope, após ter a prisão em flagrante convertida para preventiva pelo juiz Horácio Moraes Pinheiro, da Vara de Audiência de Custódia de Salvador.
Na mesma decisão, o juiz afirmou que era insustentável o argumento de tiro acidental, informado pelo advogado. “Entendemos que a tese sustentada pelo flagranteado, acerca da atipicidade da conduta ante a ausência de dolo, não se sustenta, haja vista as circunstâncias fáticas do crime, tendo sido a vítima deixada no hospital pelo autor do disparo, que evadiu em seguida”.
Homem decapitou a mãe e alegou estar ‘sob influência de forças satânicas’ Foto: Pexels
Em Santo Antônio do Palma (RS), um homem de 27 anos foi preso em flagrante na quarta-feira (24) por ter decapitado a mãe, de 54 anos. Em depoimento à polícia, ele confessou o crime.
O filho da vítima alegou que estava sob “influência de forças satânicas”. Ele foi enviado para a Penitenciária Estadual de Bento Gonçalves. As informações são do portal O Tempo.
O caso foi descoberto após uma pessoa da família acionar a Brigada Militar do Estado. Ela viu a casa da família fechada e desconfiou que havia algo errado.
Quando os agentes chegaram ao imóvel, a vítima estava jogada no chão e decapitada.
Thiago Zaidan, delegado responsável pelo caso, disse ao jornal Gaúcha ZH que o filho da mulher tentou trocar de roupa e se limpar. O jovem também teria higienizado a faca usada no crime.
– Ele disse que estava sob a influência de forças sobrenaturais e forças satânicas. Ele tinha acompanhamento psiquiátrico e também usava drogas, pois encontramos alguns indícios no quarto dele. Ele fez coisas de quem está com certo discernimento. Tentou se limpar, limpou a faca, tentou esconder a cabeça. Ele também nos disse que a ideia era esconder o corpo.
O filho da vítima tem passagens anteriores por posse de drogas e tentativa de furto qualificado. Por ter decapitado a própria mãe, ele responderá por feminicídio, com qualificadores de emprego de meio cruel e impossibilitar defesa da vítima.
Uma carga de cigarros contrabandeada e avaliada em R$ 1 milhão foi apreendida em Feira de Santana. Segundo a Polícia Civil, o material estava em uma carreta que foi localizada perto do Posto Elite, em um trecho da BR-101. A ação foi feita na madrugada deste domingo (21) por equipes da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (Decarga). “O motorista foi autuado em flagrante por contrabando e pode até perder a propriedade da carreta, registrada em seu nome”, disse Gustavo Coutinho, titular da Decarga.
Em abordagem a outro veículo, os policiais civis apreenderam cerca de 1 mil pássaros silvestres. Os animais estavam acondicionados em caixas de madeira. Dois homens que estavam em um veículo Ford Focus, que foi interceptado, foram presos em flagrante por crime ambiental.
“Os pássaros estavam em situação de maus tratos e alguns não suportaram as péssimas condições de transporte. As aves sobreviventes foram entregues ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) para soltura em local adequado”, afirmou o delegado.
Ainda segundo a polícia, a carreta com os cigarros apreendidos está à disposição da Justiça.
A integrante da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) que atuou no resgate da tragédia que matou a cantora Marília Mendonça e mais quatro pessoas na sexta-feira (5) afirma ter visto uma das vítimas ainda com vida. O policial portava uma câmera acoplada em sua farda, que mostra algumas imagens do início do socorro.
– Dá para ver o braço, só o antebraço ali – afirmou um policial militar ao aproximar-se da aeronave.
Quando o outro agente pergunta se o membro estava mexendo, o primeiro diz que estava “tremendo muito”.
Os agentes utilizaram cordas para chegar com segurança até a aeronave Beechcraft King Air C90A e tiveram muita dificuldade em abrir a porta, bastante amassada em decorrência do impacto nas rochas.
No entanto, quando os agentes finalmente conseguiram entrar no avião, as esperanças caíram por terra.
Kleyton Carvalho, diretor-técnico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), descreveu o cenário encontrado, em conversa com a Band News:
– Verifiquei todos os sinais vitais, para ver se contava com vida. Era a nossa esperança, né? Era só isso que nós queríamos naquele momento – disse.
– A aeronave estava bastante danificada, bastante quebrada. Tinham pertences e malas sobre as vítimas. Por fora, realmente parecia que o estrago não foi tão grande. Era muito difícil, pelo estado da aeronave, ter alguém com vida – ressaltou o profissional.
Amadeu Alexandre, dono de uma empesa de guinchos acionada para retirar o avião do Córrego do Lage, local da tragédia, também relatou o cenário de devastação:
– De longe, era uma coisa; de perto, parecia que tinha passado um furacão. O assoalho estava todo destruído, os bancos fora do lugar… Tudo foi arrancado dentro do avião. Não tem como não pensar no que as pessoas passaram. Fiquei atordoado – contou.
O legista responsável informou que as vítimas sofreram politraumatismo, mas a polícia ainda aguarda a finalização dos laudos sobre a causa oficial dos óbitos.
Ex-dançaria do grupo É o Tchan, Silmara Miranda, de 40 anos, que hoje é formada em Jornalismo e concursada da Polícia Rodoviária Federal (PRF), está gerando polêmica dentro da corporação. Isto porque a servidora, empossada há apenas um ano na PRF, foi nomeada para um cargo de confiança no setor de comunicação social do órgão, no dia 21 de outubro.
Internamente, colegas estão chamando a situação de “ascensão supostamente meteórica”, sugerindo que Silmara tenha sido privilegiada de alguma forma. As críticas fizeram com que a ex-dançarina se manifestasse nas redes sociais.
– Para esta função, não existe absolutamente nenhum critério de antiguidade, sendo um cargo de livre nomeação e exoneração – explicou a policial rodoviária.
Ainda segundo a servidora, a chance de transferência para Brasília foi oferecida a todos os policiais da PRF, em processo seletivo interno iniciado em 22 de fevereiro deste ano.
– No entanto, apenas 10 se inscreveram manifestando a vontade de morar na capital federal – disse.
Silmara ainda declarou: “A ausência da verdade teve o objetivo de denegrir a minha imagem e anular todo o esforço que fiz para chegar até onde cheguei”.
– A vontade de desempenhar um bom trabalho com iniciativa, proatividade e boa comunicação certamente ajudou na escolha para o cargo – citou.
Silmara Miranda atuou como a “loira do Tchan” entre os anos de 2003 e 2007, ao substituir a dançarina Sheila Mello.
De acordo com a Polícia Militar, Granadas, fuzis e coletes à prova de bala foram apreendidos durante a ação. Polícia Rodoviária Federal diz que confronto ocorreu em dois locais diferentes.
Armamento apreendido durante operação da PM e PRF que resultou na morte de 25 suspeitos de roubo a bancos em Varginha (MG) — Foto: Divulgação/Polícia Militar
Uma operação conjunta entre Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) resultou na morte de 25 suspeitos de roubos a bancos neste domingo (31) em Varginha (MG). De acordo com a PM, os suspeitos eram especialistas neste tipo de crime. Granadas, fuzis e coletes à prova de bala foram apreendidos.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, os confrontos com os homens ocorreram em duas abordagens diferentes. Na primeira, os suspeitos atacaram as equipes da PRF e da PM, sendo que 18 criminosos morreram no local.
Armamento apreendido durante operação da PM e PRF que resultou na morte de 25 suspeitos de roubo a bancos em Varginha (MG) — Foto: Divulgação/Polícia Militar
Em uma segunda chácara, conforme a PRF, foi encontrada outra parte da quadrilha e neste local, após intensa troca de tiros, sete suspeitos morreram.
Durante as duas abordagens, foram recuperados, explosivos , armas longas ponto 50 e 10 fuzis, além de outras armas, munições, granadas, coletes, miguelitos e 10 veículos roubados.
A Polícia Militar de Varginha revelou que os suspeitos haviam alugado um sítio na cidade para ficarem perto do Batalhão da PM e assim realizarem a ação.
Ação da Polícia contra roubo a bancos termina com 25 mortos em Varginha, MG
“Foi uma operação conjunta PRF e PM, que resultou em uma apreensão de forte armamento, um grande número de armas de fogo, além também de explosivos, coletes balísticos que eram utilizados por esses infratores. O que temos até agora é que houve essa grande apreensão em que vários criminosos estão sendo socorridos”, explicou a capitão Layla Brunnela da Polícia Militar.
“Provavelmente é a maior operação referente ao novo cangaço aqui no país, muitos infratores fariam um roubo a banco e foram surpreendidos pelo nosso serviço de inteligência integrado com a Polícia Rodoviária Federal”, completou.
Armamento apreendido durante operação da PM e PRF que resultou na morte de 25 suspeitos de roubo a bancos em Varginha (MG) — Foto: Divulgação/Polícia Militar
Segundo a Polícia Militar, uma coletiva de imprensa será realizada ainda neste domingo para esclarecimento dos fatos.
Segundo a PRF, a ocorrência foi encaminhada à Polícia Judiciária.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) reforçará a fiscalização do trânsito nas estradas federais do país durante todo o feriado de Finados. Com o objetivo de prevenir e reduzir o número de acidentes e combater práticas ilícitas, o policiamento ostensivo nas rodovias começou a ser intensificado a partir da 0h de hoje (29), com a Operação Finados 2021.
Até as 23h59 de terça-feira (2), a PRF intensificará a presença em locais onde há maior incidência de acidentes graves e de criminalidade. A corporação também vai realizar ações educativas e de conscientização sobre condutas perigosas no trânsito.
Em nota, a PRF afirma que o principal objetivo da ação ostensiva é desestimular a prática de abusos e infrações, garantindo aos usuários das rodovias federais segurança, conforto e fluidez no trânsito, mesmo com o aumento significativo do fluxo de veículos durante o feriado prolongado.
As ações preventivas também visam à redução da gravidade dos eventuais acidentes e serão focadas em pronto atendimento, no enfrentamento à criminalidade e na tentativa de aumentar a percepção de segurança por parte dos usuários.
Além dos agentes de prontidão nas rodovias, policiais federais vão monitorar o comportamento dos motoristas a partir das centrais de Comando e Controle, de onde podem acompanhar, em tempo real, por meio de câmeras, tudo o que acontece ao longo das estradas, flagrando ultrapassagens indevidas ou proibidas, veículos trafegando pelo acostamento ou a velocidades incompatíveis com a via.
Para quem vai viajar, a PRF recomenda que o veículo seja revisado e que o funcionamento dos equipamentos obrigatórios seja testado. Também é importante verificar a documentação do veículo e de todos os ocupantes, inclusive crianças e adolescentes. Durante o percurso, é importante que o motorista mantenha uma distância segura do veículo à frente, respeite os limites de velocidade estabelecidos para a via, ultrapasse, quando necessário, apenas pela esquerda e preste atenção aos pedestres, ciclistas e outros usuários.
Na Bahia, apenas 22% dos homicídios dolosos (com a intenção de matar) ocorridos em 2018 foram esclarecidos até o final 2019, segundo o estudo “Onde Mora a Impunidade”, feito pelo Instituto Sou da Paz divulgado em outubro. Apesar do número baixo, o estado apresentou melhora de dois pontos percentuais em relação ao ano anterior.
A pesquisa feita pela organização não governamental solicitou as informações para os Ministérios Públicos e Tribunais de Justiça de todas as 27 unidades da federação. 17 estados enviaram os dados completos o que possibilitou o cálculo da taxa do índice de esclarecimento de homicídios. Os demais estados mostraram dados incompletos o que inviabilizou o cálculo. Sergipe foi o único estado a não dispor dos números. Como parâmetro, a pesquisa definiu como “esclarecido”, o crime no qual pelo menos um agressor foi denunciado pelo MP estadual.
Levando em consideração as 17 unidades da federação que informaram os dados, a Bahia teve o terceiro pior desempenho, sendo superado negativamente por Rio de Janeiro (14%) e Paraná (12%). Vale ressaltar que o levantamento não contabiliza mortes decorrentes de intervenção policial.
Por outro lado, Mato Grosso do Sul foi o estado onde mais se esclareceu esse tipo de crime, com 89%, seguido de Santa Catarina (83%) e Distrito Federal (81%). No Brasil a média geral alcançada foi de apenas 44%, uma melhora de 12% em relação ao ano anterior, que foi de 32%.
“Os estados que conseguiram os melhores resultados investiram na capacidade de investigação da Polícia Civil. São estados que têm uma estrutura adequada para produção de prova pericial. Eles têm equipe de perícia, capacidade de processar esses dados e retornar para as equipes de investigação em tempo hábil, que não interfira negativamente na investigação, o que impacta o tempo de resposta. Quanto mais tempo se leva para a obtenção de provas, mais difícil fica para a identificação e responsabilização dos autores”, destaca o coordenador do SDP, Leonardo Carvalho.
TRANSPARÊNCIA
Esta é a quarta edição do estudo realizado pelo SDP. Porém, é a primeira vez que a Bahia colabora com a disponibilização dos dados. Foram enviados os números referentes aos homicídios dolosos que aconteceram em 2017 e 2018 e esclarecidos nos anos seguintes ao crime, ou seja, elucidados até final de 2018 e 2019, consequentemente.
Apesar do desempenho considerado baixo, o coordenador do projeto vê com otimismo a inclusão do estado no estudo. “Mais que o indicador em si, isso sinaliza um avanço em relação a transparência das informações e divulgações dos dados, porque a Bahia até então não tinha conseguido passar para a gente dados válidos e agora passa a enviar. A gente tem a observar de modo positivo esse avanço na transparência e esperamos que os envios passem a ser regulares. A gente espera que enquanto o estado avança, ele consiga sustentar essa situação de maior transparência”, ressaltou.
Procurada, a Polícia Civil informou que não comenta dados compilados por outras instituições, mas ressaltou que ações de inteligência, investigações e prisões de envolvidos em crimes violentos letais intencionais são constantes. A PC deu como exemplo as ações da Operação Unum Corpos, realizada no mês de outubro, no interior do estado que resultou na prisão de 32 homicidas.