A companhia aérea Arajet, fundada pós-pandemia com o intuito de ser low cost, começará a operar no Brasil a partir de 21 de setembro, conectando o aeroporto de Guarulhos a São Domingos e Punta Cana, naRepública Dominicana.
Apesar de cobrar as bagagens de mão, ela tem como promessa vender passagens com valores até 50% mais baratos comparados ao valores das concorrentes.
Com apenas um ano de operação, a companhia já contempla 22 destinos em 15 países nas Américas, do Chile e Argentina ao Canadá. Além disso, a frota é formada por Boeings 737-8 Max, já obtendo dez em operação e um pedido de mais 35 ao fabricante.
Os passageiros
Segundo o CEO da Arajet, Víctor Pacheco Méndez, estima-se que 50% da demanda virá de turistas brasileiros, com o interesse de viajar ao Caribe. “Quem tiver como destino final as praias de Punta Cana ou Bávaro pode reservar no mesmo bilhete um assento em um ônibus exclusivo que sai do aeroporto”.
Já a outra metade dos passageiros, estima-se que as conexões sejam feitas para outros oito destinos, incluindo a Cidade do México e Toronto.
Dessa forma, estima-se que 70% da demanda dos voos de Guarulhos sejam de brasileiros e 30% da América Central.
Para um plano futuro, devem ser oferecidas conexões para Miami e Orlando, abrindo, assim, a opção de passagens mais baratas a brasileiros que desejem ir para Disney ou visitar a Flórida.
Méndez também disse que está interessado na demanda de 2,2 milhões de pessoas de origem dominicana que vivem nos EUA, além de ter iniciado pedidos juntos às autoridades dos EUA, para adicionar mais 17 destinos do país à companhia.
Como fundos de investimento, a empresa possui a Griffin Global Asset Management e aprivate equityamericana Bain Capital, na qual também investe nas companhias Virgin Australia e a Icelandair.
Como irá funcionar no Brasil?
A Arajet tem como plano inicial realizar três voos diários, no qual poderão ser ampliados dependendo da frequência da demanda. Ao que se sabe até o momento, serão três categorias de tarifa, nas quais incluem as taxas de embarque, ida e volta, por valores a partir de US$ 509,30.
Para o despache de bagagem, o valor será de US$ 100, enquanto para as bagagens de mão, variam conforme a antecedência da compra, podendo custar de US$ 50 a US$ 80.
A cobrança pela mala de mão faz com que as pessoas despachem tudo de uma vez só, sem a necessidade de pagar novamente e assim, agilizando o embarque e desembarque, segundo Méndez. Além disso, o serviço de bordo também será cobrado.
O CEO ainda afirmou que os voos para RIOGaleão, não estão fora de cogitação. A ideia é começar pelo aeroporto de Guarulhos, e depois expandir. “Estamos só começando”, diz.
Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que ficou preso durante quatro meses, deixou a sua residência na tarde desta segunda-feira
Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o tenente-coronel pode sair de sua residência ao longo do dia, mas está impedido de deixar a sua casa à noite e aos finais de semana. Além disso, está proibido de manter contato com outros investigados — as exceções são a mulher, a filha e o pai, também alvos de inquéritos. O militar deve ainda comparecer à Justiça toda segunda-feira.
Cid visitou, às 13h45, um conhecido em um prédio localizado a oito quilômetros de distância da sua residência. O edifício abriga apartamentos funcionais que servem de moradia para militares. Questionado sobre a rotina após deixar a cadeia e assinar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal, o ex-ajudante de ordens foi lacônico.
— Está tudo tranquilo — afirmou ao GLOBO.
Perguntado sobre o acordo de delação premiada, homologado pela Justiça no sábado passado, Cid disse apenas que não queria falar a respeito das investigações, que estão em andamento.
O ex-ajudante de ordens usava tornozeleira eletrônica, vestia calça jeans e camisa polo azul. Após conversar com o conhecido por cerca de vinte minutos, sob a sombra de uma árvore, Cid retornou para a sua casa.
Cid mora com a família em uma residência bancada pelo Exército e localizada numa região reservada aos militares, com praças, escolas e academias. Em cada quadra há guaritas com vigilância de soldados 24 horas e uma ampla área verde.
Por determinação de Moraes, Cid foi afastado de suas funções no Exército, mas vai manter o salário de cerca de R$ 27 mil. A expectativa dos investigadores é que a delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro contribua principalmente em três investigações: sobre o suposto esquema irregular de venda de joias; a inserção de dados falsos em cartões de vacinação;
No sábado 9, o STF homologou o acordo com o militar
Jair Bolsonaro e Mauro Cid | Foto: Alan Santos/PR/Divulgação
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro negou, nesta segunda-feira, 11, que está cogitando contestar a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
“Ninguém da defesa do presidente Bolsonaro sequer conversou, cogitou ou aventou referido movimento”, publicou o advogado Fábio Wajngarten, em suas redes sociais. “É momento de mais responsabilidade e apuração correta pelo bom jornalismo.”publicidade
Na publicação, o advogado se referia a uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo, publicada hoje, que afirmava que os aliados do ex-presidente pretendem contestar o fato de a colaboração de Cid ter sido firmada entre a Polícia Federal (PF) e o Supremo Tribunal Federal (STF) — sem o aval do Ministério Público Federal (MPF).
“O argumento usado pela defesa de Bolsonaro é que cabe ao Ministério Público o domínio da ação penal, já que é a instituição quem denuncia ou não o investigado”, informou o jornal. “Por isso, avalia uma pessoa do entorno do ex-presidente, só quem pode ditar o alcance do acordo de colaboração é quem acusa e, no caso, não seria PF.”
No sábado 9, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, homologou a delação premiada do militar com a PF. Na mesma data, o procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou que a PGR não aceita delações conduzidas pela polícia.
Desde 2018, a PF pode conduzir a colaboração premiada se tiver, ao menos, o aval do STF. A decisão foi firmada em um entendimento da Suprema Corte à época. Contudo, em 2021, o Supremo analisou a validade da delação do ex-governador Sérgio Cabral.
Por sete votos a quatro, o STF revogou a homologação da colaboração com a PF, pois os ministros entenderam que havia ausência do aval do MPF.
Mas, ao aceitar a delação de Mauro Cid com a PF, Moraes reafirmou o entendimento de 2018. Desse modo, a decisão de 2021 valeria apenas para o caso de Cabral.
A delação se refere ao inquérito das milícias digitais e às investigações sobre a suposta venda de presentes oficiais recebidos pelo governo Bolsonaro.
A Fifa anunciou nesta segunda-feira (11/9) a ampliação das sanções impostas aos 11 jogadores brasileiros envolvidos em esquemas de manipulação de resultados. Com as novas punições, três jogadores brasileiros receberam uma punição vitalícia e estão impedidos de exercer qualquer atividade ligada ao futebol.
A entidade máxima do futebol optou por intensificar as sanções para que elas tenham efeito mundial. Onze jogadores brasileiros tiveram suas penas aumentadas.
Três deles foram banidos de forma vitalícia de terem qualquer ligação com futebol. São eles: Ygor de Oliveira Ferreira, Gabriel Ferreira Neris e Matheus Phillipe Coutinho.
A Fifa afirmou ainda que vai intensificar suas iniciativas que visam coibir as manipulações de resultados. Entre as ações da entidade estão o monitoramento do mercado de apostas, além de iniciativas educacionais e de conscientização.
Veja as penas aplicadas pela Fifa aos jogadores:
Matheus Phillipe Coutinho (proibição vitalícia)
Gabriel Ferreira Neri (proibição vitalícia)
Matheus Phillipe Coutinho (proibição vitalícia)
Paulo Sérgio Marques Corrêa (600 dias a partir de 26 de maio de 2023)
Jonathan Doin (720 dias a partir de 16 de maio de 2023)
Fernando José da Cunha Neto (360 dias a partir de 16 de maio de 2023)
Eduardo Gabriel dos Santos Bauermann (360 dias a partir de 16 de maio de 2023)
Mateus da Silva Duarte (600 dias a partir de 26 de maio de 2023)
André Luiz Guimarães Siqueira Junior (600 dias a partir de 26 de maio de 2023)
Onitlasi Junior Moraes (720 dias a partir de 16 de maio de 2023)
Kevin Joel Lomónaco (360 dias a partir de 16 de maio de 2023)
A partir do dia 30 de setembro, turistas brasileiros poderão visitar o Japão sem a necessidade de apresentar visto. A medida foi oficializada a partir de uma comunicação diplomática publicada nesta segunda-feira (11) no Diário Oficial da União.
A isenção é válida para quem ficar no país por até 90 dias. Os brasileiros que viajarem ao Japão em busca de emprego, profissão ou outra ocupação ainda são obrigados a apresentar o visto.
O acordo é recíproco. Desta forma, turistas japoneses também estão desobrigados de emissão do visto para visitar o Brasil.
A dispensa do documento tem validade até setembro de 2026, podendo ser prorrogado.
O acordo, anunciado em agosto, é resultado de encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, durante a Cúpula do G7, realizada na cidade japonesa de Hiroshima.
A medida, segundo o governo federal, contribui para ampliar a entrada de turistas japoneses e o comércio bilateral.
Artista ainda contou detalhes de quando tudo começou
Foto: Jefferson Peixoto/Secom
O cantor Wesley Safadão falou durante participação no programa “Fantástico” que foi ao na noite deste domingo (10), sobre o motivo de ter dado pausa em sua carreira. O sertanejo foi diagnosticado com transtorno de ansiedade, o motivo de parar uma temporada para se cuidar.
“A palavra é essa, assim, esgotado mentalmente. Eu não soube a hora certa de dosar, de diminuir o ritmo. É como se eu não conseguisse dizer não”, contou.
O artista ainda falou sobre ocasião que se sentiu mal quando estava indo se apresentar em em um show. de uma apresentação. “Estava a caminho de um show em Minas e eu comecei a passar mal dentro do carro. Comecei a faltar ar, eu queria respirar e não conseguia. ‘Eu quero ir para o hospital, acho que eu estou morrendo’. Eu não sentia meus dedos.”
Safadão anunciou oficialmente pausa em sua carreira no começo deste mês, através de uma publicação em seu perfil do Instagram,
“Informamos que o cantor Wesley Safadão fará uma pausa na agenda de shows por tempo indeterminado. O artista apresentou problemas de saúde e terá que se afastar dos palcos por orientação médica. Pedimos a compreensão de todos e agradecemos o carinho que tiveram com Wesley. Em breve, mais informações sobre agenda de compromissos”, disse nota publicada por sua equipe na ocasião.
O diabetes é um problema extremamente comum entre a população. Dados do IDF (International Diabetes Federation) apontam que uma a cada 10 pessoas vive com a condição, causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo.
De acordo com a endocrinologista Tassiane Alvarenga, no diabetes tipo 1, há a falta de insulina, e corresponde de 5% a 10% dos casos, ocorrendo, principalmente, entre crianças e adultos jovens. Já no tipo 2, ocorre a resistência ao hormônio geralmente a maioria dos pacientes é assintomática, sendo pacientes com sobrepeso, obesidade e um estilo de vida ruim, incluindo uma dieta rica em calorias e gordura, além da falta de atividade física.
A endocrinologista Thais Mussi, da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), afirma que embora a diabetes tipo 1 e tipo 2 compartilhem muitos sintomas em comum, elas têm origens diferentes e podem apresentar algumas particularidades nos sintomas. “O diabetes tipo 1 se manifesta rapidamente, em algumas semanas; gera rápida perda de peso devido à falta de insulina; e pode causar cetoacidose diabética, com sintomas como respiração rápida e hálito com odor de frutas. Já o tipo 2 acontece gradualmente, geralmente em anos, com sintomas leves ou imperceptíveis”.
Entre os sinais que a doença pode apresentar, a endocrinologista Isis Toledo cita urinar com frequência; sentir mais sede que o normal; perda de peso sem a intenção; sensação de fraqueza e cansaço; irritação ou alterações de humor; visão embaçada; feridas com cura lenta; infecções frequentes, como nas gengivas, pele e vaginais.
Thais explica que os sintomas podem ser confundidos com os de outros problemas por não serem específicos. “A sede excessiva, fome e micção frequente podem ser associadas a problemas renais, infecções do trato urinário ou ao uso de certos medicamentos diuréticos. A fadiga pode ser atribuída a condições como hipotireoidismo, anemia ou síndrome da fadiga crônica. Perda de peso inexplicada pode ser erroneamente vinculada a distúrbios metabólicos, problemas digestivos ou até a certos tipos de câncer. Visão embaçada pode ser confundida com problemas oculares naturais do envelhecimento ou outras doenças oculares”.
O diabetes pode causar sintomas como urina, sede e fome excessivas devido ao açúcar elevado no sangue. O corpo tenta eliminar o excesso de açúcar na urina, o que leva ao aumento do volume urinário, resultando em desidratação e, consequentemente, na sensação de sede intensa por parte do paciente, esclarece Tassiane. “No entanto, ainda não há insulina para carregar o açúcar para dentro da célula, mas ela continua precisando de combustível. O corpo, então, sente mais fome para que o indivíduo se alimente e supra suas necessidades”, completa Isis.
“A tontura e as mudanças de humor associadas ao diabetes decorrem de variações nos níveis de glicose no sangue. Quando a glicose está baixa (hipoglicemia), o cérebro não recebe energia suficiente para funcionar adequadamente, causando sintomas como tontura, confusão mental e irritabilidade. Em contrapartida, quando a glicose está alta (hiperglicemia), pode ocorrer um excesso de fluidos sendo excretados pelos rins, levando à desidratação e, consequentemente, tontura. Além disso, níveis cronicamente elevados de glicose podem afetar a função cerebral e o equilíbrio de neurotransmissores, contribuindo para alterações de humor, como irritabilidade e depressão”, afirma Thais.
Thais alega que “o diabetes influencia o peso devido à maneira como afeta o metabolismo da glicose e a ação da insulina. Quando o corpo não consegue usar adequadamente a glicose por falta ou resistência à insulina, ele recorre a reservas de gordura e músculo para energia, levando à perda de peso. No diabetes tipo 2, a glicose não usada pode ser convertida e armazenada como gordura, contribuindo para o ganho de peso. Além disso, tratamentos que envolvem insulina ou medicamentos que aumentam sua quantidade podem promover o armazenamento de glicose, resultando em ganho de peso. Portanto, a relação entre diabetes e peso é complexa, com potencial para causar tanto perda quanto ganho, dependendo da situação e do controle glicêmico”.
O diagnóstico de diabetes requer que sejam feitos alguns exames. Os mais comuns são a glicemia de jejum, que mede os níveis de glicose após 8 a 12 horas de jejum. Um valor igual ou superior a 126 mg/dL em duas ocasiões indica diabetes; O TOTG (Teste Oral de Tolerância à Glicose) em que, após o jejum, o paciente consome uma solução com glicose e suas concentrações sanguíneas são medidas em intervalos. Um valor de 2 horas igual ou superior a 200 mg/dL indica diabetes.
Podem ser solicitados, também, os exames de hemoglobina glicada (A1c), que reflete a média dos níveis de glicose nos últimos 2 a 3 meses, onde um valor igual ou superior a 6.5% sugere diabetes; e a glicemia aleatória, medindo a glicose em qualquer momento do dia, independentemente da última refeição. Um valor igual ou superior a 200 mg/dL pode indicar diabetes, especialmente se acompanhado de sintomas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuou sobre não prender o presidente russo Vladimir Putin, no caso de o líder viajar ao Brasil para participar da próxima reunião do G20. Durante uma entrevista no fim de semana, o petista disse que Putin não seria preso, mas em coletiva nesta segunda-feira (11/9), afirmou que isso depende da Justiça.
Momento em que Lula fala sobre o tribunal
“Eu nem sabia da existência desse tribunal”, diz Lula sobre o Tribunal Penal Internacional. pic.twitter.com/AiixSRewkS
“Eu nem sabia da existência desse tribunal”, diz Lula sobre o Tribunal Penal Internacional.
A polêmica ocorre por conta do Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu um mandado de prisão para Putin sob acusação de deportação forçada de crianças ucranianas, país contra o qual a Rússia mantém uma guerra.
Na teoria, a ordem do tribunal obriga as autoridades de todos os países signatários do Tribunal Penal Internacional, como é o caso do Brasil, a entregarem o presidente caso ele compareça ao país deles.
Apesar disso, o mandatário brasileiro afirmou que prefere optar por ver o desenrolar da situação, já que “quem decide é a Justiça”, mas destacou que não pretende tomar nenhuma atitude que visa a retirada da participação do Brasil no TPI.
“Eu não sei se o tribunal, não sei se a Justiça brasileira vai prender. Isso quem decide é a Justiça, não é o governo [brasileiro], nem o Parlamento. É importante. Eu inclusive quero muito estudar essa questão desse Tribunal Penal [Internacional] porque os Estados Unidos não são signatário dele, a Rússia não é signatária dele também. Então, eu quero saber por que o Brasil é signatário de um tribunal que os EUA não aceitam”, compartilhou Lula.
Lula continuou a critica no Tribunal Internacional. Caracterizou os signatários, inclusive, com o “bagrinhos”, ou seja, países que não têm grande força na geopolítica mundial.
“Eu não estou dizendo que vou sair de um tribunal. […] Eu quero saber qual é a grandeza que fez o Brasil tomar essa decisão de ser signatário. […] Porque me parece que os países do Conselho de Segurança da ONU não são signatários, só os ‘bagrinhos’”, completou o mandatário.
Lula disse que Putin não seria preso no Brasil
No fim de semana, Lula havia dito que o russo não seria preso no Brasil, caso viesse a comparecer a reunião do G20, que ocorre no Rio de Janeiro, no próximo ano. As declarações ocorreram durante uma coletiva de imprensa na Índia.
“A gente gosta de tratar bem as pessoas. Então, acredito que o Putin pode ir facilmente ao Brasil. Eu posso te dizer que, se eu sou o presidente do Brasil e se ele vem para o Brasil, não tem porque ele ser preso”, afirmou Lula.
Segundo Lula, ele mesmo iria à Rússia antes da reunião do G20 no Brasil.
“Ele será convidado porque no ano que vem teremos os Brics na Rússia. Antes do G20 no Brasil, teremos os Brics na Rússia e eu vou nos Brics na Rússia no próximo ano. (…) Todo mundo vai para a reunião dos Brics e espero que também venham para o G20 no Brasil”, pontuou Lula ao canal Firstpost, da Índia, no fim de semana.
O Supremo Tribunal Federal (STF) julga a partir de quarta-feira (13) os primeiros quatro réus pelos atos de 8 de janeiro. As análises começarão às 9h30.
A presidente da Corte, ministra Rosa Weber, marcou duas sessões extras do plenário no período da manhã, na quarta (14) e quinta-feira (14), para tratar dos casos. As sessões no período da tarde ficaram mantidas. As informações são da CNN Brasil.
Assim, os ministros terão quatro sessões para julgar as primeiras ações penais dos envolvidos nos ataques que levaram à invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Os primeiros réus a serem julgados são acusados de participar da execução do vandalismo. Três deles continuam presos de forma preventiva.
São eles: Aécio Lucio Costa Pereira; Thiago De Assis Mathar; Moacir Jose Dos Santos;Matheus Lima De Carvalho Lázaro.
Aécio Pereira foi preso em flagrante dentro do Senado. Thiago Mathar e Moacir dos Santos, no Palácio do Planalto –este último teve a prisão revogada no começo de agosto. Já Matheus Lázaro invadiu o Congresso, mas foi preso na região da Praça do Buriti, a cerca de 5 quilômetros da Praça dos Três Poderes.
Os quatro respondem pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, com emprego de substância inflamável, contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado.
Somadas, as penas podem chegar a 30 anos de reclusão. As acusações foram apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O relator de todas as ações é o ministro Alexandre de Moraes. O revisor é Nunes Marques. O julgamento se dará de forma individualizada. Ou seja, cada réu responde a uma ação penal específica.
Moraes vai ler o relatório, que é um resumo do caso e das movimentações do processo. Na sequência, Nunes pode completar o relatório com pontos que entender relevante. A PGR se manifestará pela acusação e os advogados, pela de defesa dos réus. Depois, os ministros votam, começando por Moraes.
Matheus, Aécio, Thiago e Moacir serão julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de quarta-feira (13) / Reprodução
Saiba quem é quem
Aécio Lucio Costa Pereira
Morador de Diadema (SP), Aécio Pereira tem 51 anos e é técnico em sistemas de saneamento da Sabesp. Estava de férias quando veio a Brasília em um ônibus fretado por um grupo chamado “Patriotas”.
Chegou na capital federal na manhã de 7 de janeiro e ficou na região do Quartel-General do Exército, no acampamento de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em depoimento à polícia e no interrogatório aos juízes auxiliares do gabinete de Moraes, ele disse que pagou pela viagem e que seu objetivo ao chegar a Brasília era “lutar pela liberdade”.
Aécio afirmou que no começo da tarde do dia 8 de janeiro, “o grupo que liderava” o acampamento no QG deu início à caminhada em direção a Esplanada dos Ministérios. O réu disse que não havia bloqueios que impedissem a entrada no Congresso e que, quando lá chegou, estava “tudo aberto”. Ele afirmou que, já dentro do Senado, entrou no Salão Negro e acessou outras galerias.
Segundo seu depoimento, ele não causou nenhum dano ao patrimônio público. No Senado, ele se filmou na mesa do plenário mandando um recado para seus contatos, dizendo: “Amigos da Sabesp que não acreditou. Estamos aqui. Quem não acreditou também estou aqui por você, porra. Olha onde eu estou. Na mesa do Presidente. Vilsão, Roni. Estamos aqui porra. Marcelão, estamos aqui caralho. Vai dar certo. Não desistam. Saiam às ruas. Parem as avenidas. Dê corroboro para nós.”
Conforme seu relato, ele tentou sair do Congresso, mas disse ter visto várias pessoas quebrando vidros. Aécio então decidiu retornar para onde estava. Acabou sendo preso em flagrante pela Polícia Legislativa do Senado. Procurada, a defesa não respondeu até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.
Thiago de Assis Mathar
Preso em flagrante dentro do Palácio do Planalto em 8 de janeiro, Thiago de Assis Mathar tem 43 anos e mora em São José do Rio Preto (SP). Ele trabalha como autônomo fazendo manutenções domésticas elétricas e hidráulicas.
Em depoimento, ele disse que veio a Brasília de ônibus em uma caravana que partiu de Penápolis e passou por Rio Preto. Mathar afirmou que seu intuito era participar de manifestações pacíficas na capital federal. Disse que entrou no Planalto para se abrigar dos conflitos que se davam do lado de fora e que, uma vez dentro do palácio, não depredou nenhum bem público.
Na audiência aos juízes do gabinete de Moraes, declarou que ajudou a estender cortinas do Planalto que estavam arrancadas e jogadas no chão para que pessoas que estavam passando mal pudessem se deitar.Preso a oito meses, disse que emagreceu cerca de 18 quilos na cadeia e que seus dois filhos, de quatro e seis anos, acham que ele morreu.
À CNN, o advogado Hery Waldir Kattwinkel, responsável pela defesa do réu, disse que não existem provas de que Thiago Mattar depredou bem público ou participou de vandalismo. “[Ele] apenas estava na hora errada no momento errado”, disse.
Leia a íntegra da nota da defesa:
“A gente vai lutar pela justiça. Entendo que não pode se inverter os princípios constitucionais penais, da presunção da inocência, pois estão usando a presunção da culpabilidade, e o princípio da individualização da conduta. Está sendo pego de maneira genérica e usando como tema para poder usar como exemplo essas pessoas e poder coibir eventuais manifestações pacíficas. O Thiago, no caso específico, nenhuma testemunha o reconheceu nos atos de 8 de janeiro depredando nada. Nenhum tipo de líquido inflamável foi pego com ele, nenhum tipo de faixa, todo ambiente do Palácio do Planalto é monitorado e não tem uma imagem do Thiago depredando ou destruindo nada, pelo contrário. O que se tem são provas do que ele não fez. Não podemos inverter o princípio da presunção de inocência, e colocar o princípio da presunção da culpabilidade. Até porque todo mundo é inocente até que se prove o contrário. E não há nenhum tipo de provas. Pelo contrário, as provas demonstram que o Thiago não participou de qualquer tipo de vandalismo. Apenas estava na hora errada no momento errado. E ele foi de fato para uma manifestação pacífica. O que mais me dói é saber que os filhos acreditam até agora, depois de quase nove meses, acreditam que o pai esteja morto.”
Moacir José dos Santos
Paranaense de Cascavel, Moacir dos Santos, de 52 anos, foi preso em flagrante dentro do Palácio do Planalto. Veio para Brasília em um ônibus fretado com mais de 60 pessoas, e não pagou pela viagem.
Em depoimento, disse que entrou no Palácio quando percebeu que as portas já estavam abertas e havia muitas pessoas lá dentro. Também disse não ter praticado atos de violência contra agentes de segurança e nem danificado nenhum bem.
Em manifestação, sua defesa afirmou que o réu entrou no Palácio “tomado pelo instinto humano de se proteger das bombas de gás” e que “os próprios policiais acenavam” para que os manifestantes entrassem no prédio.
Em seu interrogatório, disse que veio participar de uma manifestação pacífica e que ele buscava um Brasil “melhor” e que “defendia os ideais das escrituras sagradas e da moral”. Investigadores da Polícia Federal encontraram em seu celular vídeos e fotos com cenas de destruição no Palácio do Planalto.
Na ação em que responde no STF, peritos da PF incluíram também um laudo que comprova ser seu um material genético coletado na sede do Executivo.
Moacir dos Santos teve a prisão revogada em 8 de agosto por decisão do ministro Alexandre de Moraes, e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Está proibido de sair de casa à noite nos finais de semana, precisa se apresentar a um juiz toda segunda-feira, não pode sair do país, usar redes sociais ou conversar com qualquer envolvido com os atos.
Procurada, a defesa não respondeu até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.
Matheus Lima de Carvalho Lazaro
Com 24 anos de idade, Matheus Lázaro mora em Apucarana (PR) onde trabalha de entregador. Veio de ônibus de sua cidade até Brasília, e disse em depoimento que pagou pelas despesas da viagem.
Chegou na capital federal na manhã de sábado de janeiro, e montou acampamento na região do QG do Exército. A alimentação ficou por conta dos organizadores, que forneciam comida em refeições periódicas servidas em barracas no local.
No domingo, 8 de janeiro, caminhou em udireção à Esplanada dos Ministérios. Ele disse que já havia muitas pessoas na Praça dos Três Poderes e dentro do Congresso, no momento em que chegou no local. Ele subiu a rampa da sede do Legislativo e ficou no teto do edifício, ao lado das cúpulas, orando e registrando o movimento com celular.
Em audiência, disse que não participou do ato com intuito de invadir os prédios públicos, e sim de uma manifestação pacífica.“Eu vim para uma marcha da liberdade”, disse durante audiência.
“Sou contra aborto, contra drogas, por isso que a gente veio manifestar. Para que não fosse pautado isso, para virar banheiro masculino junto com homem e mulher, liberação de droga. Foi isso que a gente veio lutar”, afirmou.
Lázaro também entrou no Congresso quando o local já estava tomado por manifestantes. Ele circulou dentro de algumas salas. Quando policiais começaram a jogar bombas, ele resolveu voltar ao acampamento, subindo de volta pelo Eixo Monumental pelo mesmo caminho que havia feito horas antes.
Na altura do estádio Mané Garrincha, Lázaro foi abordado por policiais militares e começou a correr. Foi preso por policiais na região da Praça do Buriti. Ele estava carregando um canivete.
Em seu celular, os investigadores encontraram conversas dele com sua esposa, na época grávida. A mulher demonstrou preocupação com os desdobramentos dos ataques que acompanhava pela televisão.
Em áudio enviado às 16h36, Lázaro disse para ela que “tem que quebrar tudo, pra ter reforma, pra ter guerra … Pro exército entrar”.”A gente tem que fazer isso aí pro exército entrar, e todo mundo ficar tranquilo. O exército tem que entrar pra dentro”, afirmou na ocasião.
Ele também disse à mulher que era preciso uma intervenção militar para o Exército tomar o poder. Lázaro segue preso. De dentro da Papuda, não viu o nascimento do seu primeiro filho, em 29 de junho.
Procurada, a defesa não respondeu até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.
Contexto
Até o momento, a PGR apresentou 1.409 denúncias relacionadas ao 8 de janeiro e ao contexto de acirramento de atos de bolsonaristas. O STF já recebeu 1.365 delas.
Para 1.156 réus pelos crimes menos graves, o ministro Alexandre de Moraes autorizou que a PGR avalie a possibilidade de oferecer um acordo de não persecução penal (ANPP).
Caso sejam preenchidos requisitos e o magistrado valide as tratativas, o acordo pode livrar os acusados do julgamento e, consequentemente, de eventual cumprimento de pena pelos crimes imputados.
Caso o acordo seja homologado, pode haver a determinação para pagamento de multa, por exemplo. O grupo que pode ser beneficiada pelo acordo é o de pessoas que respondem pela incitação dos atos de 8 de janeiro.
São pessoas que foram presas na manhã de 9 de janeiro, no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.
A presidente do NDB (Novo Banco de Desenvolvimento, na sigla em inglês), ou Banco dos Brics, Dilma Rousseff (PT), recebeu o presidente venezuelano Nicolás Maduro neste domingo (10.set.2023) na sede da instituição, em Xangai (China).
O chefe do Executivo descreveu a reunião como “extraordinária” e exaltou o Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). “Na Venezuela [o banco] tem um parceiro, um aliado e um amigo”, escreveu em seu perfil no X (ex-Twitter).
A ex-presidente do Brasil recebeu Maduro com um abraço e um aperto de mão. Depois, participaram de reunião que contou com representantes do banco e integrantes da comitiva venezuelana na China.
Maduro disse querer estreitar as relações de seu país com o banco de modo a possibilitar mais transações digitais e conseguir novas formas de financiamento para a Venezuela.
O presidente também compartilhou um vídeo de divulgação do encontro que teve com Dilma. As imagens mostram que eles conversaram nos corredores do NDB e foram recebidos pela imprensa do país antes de iniciarem a reunião.
Maduro veio ao Brasil para a posse da ex-presidente em 2015. Depois, voltou a Brasília em 2023, para um encontro com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em maio. O venezuelano ficou proibido de entrar no país durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
Maduro desembarcou na nação asiática na 6ª feira (8.set.2023) para uma viagem com duração de 6 dias. O objetivo é estreitar relações bilaterais. Foi à China na semana da cúpula do G20 –grupo que reúne as principais economias do mundo mais a União Europeia– que foi realizada em Nova Délhi (Índia).
A Venezuela vive sob uma autocracia, comandada por Nicolás Maduro Moros, 60 anos. Não há liberdade de imprensa. Pessoas podem ser presas por “crimes políticos”. A OEA publicou relatório sobre a “nomeação ilegítima” do Conselho Nacional Eleitoral. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos relatou abusos em outubro de 2022, novembro de 2022 e março de 2023.