Foto: TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue com a recuperação dentro do esperado após os três procedimentos realizados na terça-feira (12), segundo novo boletim médico desta quinta-feira (14).
No Hospital Vila Nova Star, no Itaim, zona sul da capital paulista, onde está internado desde segunda-feira (11), Bolsonaro realizou um exame de raio-x contrastado para avaliar o trânsito intestinal.
O especialista que avaliou o exame, Luiz Tenório de Siqueira, conclui que “o trânsito intestinal se faz normalmente, sem obstruções ou dificuldades. Por conta disso, há a gradativa retomada da alimentação”.
A avaliação otorrinolaringológica (do nariz e garganta) também aponta uma excelente recuperação no pós-cirúrgico, “com sangramento nasal bastante diminuto, seguindo com instilações (lavagens) nasais para melhora do fluxo”.
O boletim aponta que o ex-presidente segue com incômodo em orofaringe (parte da garganta atrás da boca), mas apresenta melhora na alimentação.
Seu sono também está “progredindo e evoluindo bem”.
Há a expectativa de que o ex-presidente tenha alta já na sexta-feira (15).
Ele passou por três procedimentos na última terça-feira (12): uma septoplastia (correção de desvio de septo), uma turbinectomia (remoção de parte das conchas nasais) e uma uvulopalatofaringoplastia (remoção das amígdalas e de fragmentos do palato mole).
Na segunda-feira (11), quando Bolsonaro deu entrada no hospital, seu advogado Fabio Wajngarten disse que o ex-presidente estava “com refluxo, com soluço, com dificuldade de digestão e com a barriga inchada” e que os médicos iriam avaliar quais intervenções cirúrgicas eram necessárias.
Havia uma expectativa da própria equipe de Bolsonaro de que ele faria ainda uma correção de hérnia de hiato e outra das alças intestinais. No entanto, os médicos não realizaram esses procedimentos.
Essa seria a sexta vez que Bolsonaro se submeteria a procedimentos cirúrgicos abdominais desde que levou uma facada durante a campanha presidencial de 2018.
Relatos de “luzes de terremoto”, como os vistos em vídeos capturados antes do terremoto de magnitude 6,8 de sexta-feira (8) no Marrocos, remontam a séculos, desde a Grécia antiga.
Estas explosões de luz brilhante e dançante em cores diferentes intrigam há muito os cientistas. Ainda não há consenso sobre a sua causa, mas elas são “definitivamente reais”, disse John Derr, um geofísico reformado que trabalhava no Serviço Geológico dos EUA. Ele é coautor de vários artigos científicos sobre luzes de terremotos, ou EQL.
أحد الأخوان من المغرب الشقيق أرسل لي هذا المقطع الغريب من كاميرا مراقبة لمنزله في مدينة أغادير لحظة وقوع الزلزال…
ظهرت ومضات ضوء زرقاء غامضة في الأفق ولا أحد يعرف ماهي.
مع العلم أن هذه الأضواء ظهرت نفسها لحظة وقوع زلزال تركيا وسوريا قبل 7 أشهر.
“Ver o EQL depende da escuridão e de outros fatores de favorabilidade”, explicou ele por e-mail.
Ele disse que o vídeo recente do Marrocos compartilhado nas redes sociais parecia com as luzes captadas por câmeras de segurança durante um terremoto em Pisco, no Peru, em 2007.
Juan Antonio Lira Cacho, professor de física da Universidade Nacional Mayor de San Marcos, no Peru, e da Pontifícia Universidade Católica do Peru, que estudou o fenômeno, disse que o vídeo do celular e o uso generalizado de câmeras de segurança facilitaram o estudo das luzes do terremoto.
“Quarenta anos atrás, era impossível”, disse ele. “Se você as visse, ninguém acreditaria no que você viu.”
As luzes do terremoto assumem diferentes formas
As luzes do terremoto podem assumir várias formas diferentes, de acordo com um capítulo sobre o fenômeno de coautoria de Derr e publicado na edição de 2019 da Enciclopédia de Geofísica da Terra Sólida.
Às vezes, as luzes podem parecer semelhantes a relâmpagos comuns ou podem ser como uma faixa luminosa na atmosfera semelhante à aurora polar. Outras vezes, eles se assemelham a esferas brilhantes flutuando no ar. Eles também podem parecer pequenas chamas cintilando no céu, rastejando ao longo ou perto do solo ou chamas maiores emergindo do solo.
Um vídeo feito na China pouco antes do terremoto de Sichuan em 2008 mostra nuvens luminosas flutuando no céu.
Para entender melhor as luzes dos terremotos, Derr e seus colegas reuniram informações sobre 65 terremotos americanos e europeus associados a relatórios confiáveis de luzes de terremotos que datam de 1600. Eles compartilharam seu trabalho em um artigo de 2014 publicado na revista Seismological Research Letters.
Os pesquisadores descobriram que cerca de 80% das ocorrências de EQL estudadas foram observadas para terremotos com magnitudes superiores a 5,0. Na maioria dos casos, o fenômeno foi observado pouco antes ou durante o evento sísmico e foi visível a 600 quilômetros do epicentro do terremoto.
Os terremotos, especialmente os mais poderosos, têm maior probabilidade de ocorrer ao longo ou nas proximidades das áreas onde as placas tectônicas se encontram. No entanto, o estudo de 2014 descobriu que a grande maioria dos sismos ligados a fenômenos luminosos ocorreu dentro das placas tectônicas, e não nos seus limites.
Além disso, as luzes dos terremotos eram mais prováveis de ocorrer em ou perto de vales em fendas, locais onde — em algum momento no passado — a crosta terrestre foi separada, criando uma região alongada de planície que fica entre dois blocos de terra mais altos.
Possíveis causas das luzes do terremoto
Friedemann Freund, colaborador de Derr e professor adjunto da Universidade de San Jose e ex-pesquisador do Centro de Pesquisa Ames da NASA, apresentou uma teoria para as luzes dos terremotos.
Freund explicou que quando certos defeitos ou impurezas nos cristais das rochas são submetidos a tensões mecânicas — como durante a acumulação de tensões tectônicas antes ou durante um grande terremoto — eles quebram-se instantaneamente e geram eletricidade.
A rocha é um isolante que, quando tensionado mecanicamente, se torna um semicondutor, disse ele.
“Antes dos terremotos, enormes volumes de rocha — centenas de milhares de quilômetros cúbicos de rochas na crosta terrestre — estão sendo estressados e as tensões estão causando deslocamento dos grãos minerais”, acrescentou ele em uma entrevista por videochamada.
“É como ligar uma bateria, gerando cargas elétricas que podem fluir das rochas estressadas para dentro e através das rochas não estressadas. As cargas viajam rapidamente, a cerca de 700 km/h”, explicou ele num artigo de 2014 para The Conversation.
Outras teorias sobre o que causa as luzes dos terremotos incluem a eletricidade estática produzida pela fratura da rocha e a emanação do radônio, entre muitas outras.
Atualmente não há consenso entre os sismólogos sobre o mecanismo que provoca as luzes dos terremotos, e os cientistas continuam a tentar desvendar os mistérios destas explosões.
Freund espera que um dia seja possível usar luzes sísmicas, ou a carga elétrica que as provoca, em combinação com outros fatores, para prever a aproximação de um grande terremoto.
Munição com urânio empobrecido está em arsenal de mais de 20 países e seu uso em conflitos militares é controverso Imagem: U.S. Air National Guard
Em janeiro, os Estados Unidos prometeram à Ucrânia 31 tanques de batalha Abrams.
Agora, o Pentágono também quer fornecer ao país, em guerra contra a Rússia, munições de calibre 120 milímetros com urânio empobrecido – que integram pacote com outros armamentos no valor de US$ 175 milhões (cerca de R$ 860 milhões na conversão direta).
Esse tipo de munição tem causado controvérsia por utilizar material radioativo.
O que é munição de urânio?
A munição de urânio consiste, em grande parte, de urânio empobrecido, produzido como resíduo radioativo durante o enriquecimento de urânio
No processo de enriquecimento, é produzida uma grande proporção de urânio empobrecido, que contém uma parte muito menor desse isótopo radioativo.
Embora o urânio empobrecido tenha uma proporção muito menor do isótopo radioativo U-235, usado na produção de armas nucleares, os projéteis fabricados com esse material têm alto poder de penetração
As balas com urânio empobrecido são tão duras que podem penetrar a superfície externa de um tanque
Além disso, no impacto, o projétil derrete e libera pó quente de urânio, que se inflama espontaneamente ao entrar em contato com o oxigênio do interior do veículo.
O fogo queima viva a tripulação do tanque inimigo e, caso o veículo esteja transportando munição ou combustível, também poderá ocorrer uma explosão em seu interior
Quais países têm balas de urânio?
Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha nazista realizou testes com projéteis de urânio. Como o material era escasso e caro, não foi utilizado na época
Hoje, sabe-se que 21 países têm esta munição nos seus arsenais, incluindo os EUA, a Rússia, a Turquia e a Arábia Saudita
Até agora, apenas Washington admitiu ter utilizado esta munição em operações militares no Iraque, na ex-Iugoslávia, no Afeganistão e na Síria
Só durante a Guerra do Iraque, em 2003, centenas de toneladas de munição de urânio foram disparadas.
Diferentemente das armas biológicas e químicas, das minas antipessoais e das bombas de fragmentação, as munições de urânio não são proibidas
Não existe nenhum acordo internacional que proíba explicitamente a utilização de urânio empobrecido
Porém, os especialistas alertam para as possíveis consequências a longo prazo do urânio libertado em grandes quantidades
Perigos da radiação
O urânio empobrecido dificilmente pode irradiar diretamente as pessoas nas suas imediações
Sua radioatividade é cerca de 40% mais fraca do que a do urânio natural e a radiação geralmente não consegue penetrar na pele e nas roupas.
A uma distância de um metro, um quilograma de urânio empobrecido produz uma dose anual de radiação que corresponde a cerca de um terço da exposição natural à radiação.
No entanto, mesmo essa radiação a curta distância e durante um longo período de tempo pode danificar o material genético e causar câncer.
Além disso, há risco de contaminação pelo pó de urânio através do trato respiratório, da ingestão de alimentos e de feridas.
Como outros metais pesados, o urânio é quimicamente tóxico e pode causar sérios danos aos órgãos internos.
Ameaça a longo prazo
A questão do perigo a longo prazo é controversa entre os especialistasContinua após a publicidade.
No Iraque, houve um aumento significativo de relatos de deformidades, câncer e outros danos nas regiões onde munições de urânio foram utilizadas em grande escala.
Contudo, a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) dizem que não existe risco radiológico para a população por causa das munições de urânio.
Um parecer encomendado pela Comissão Europeia em 2010 também não vê “nenhuma evidência de riscos ambientais e para a saúde” decorrentes do urânio empobrecido.
Também não está claro até que ponto o solo e os lençóis freáticos podem ser contaminados por esses projéteis.
Reação da Rússia
O Kremlin condenou veementemente o planejado fornecimento pelos EUA de munições de urânio à Ucrânia.Continua após a publicidade.
A embaixada russa em Washington fala de um “sinal claro de desumanidade”.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, alertou para um aumento nas taxas de câncer e outras doenças na Ucrânia, dizendo que a responsabilidade por isso “cabe inteiramente aos Estados Unidos”.
Os americanos não são os primeiros a fornecer munições com urânio à Ucrânia. Em março, o Reino Unido prometeu a Kiev munições desse tipo para os tanques de batalha Challenger 2foram prometidos.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante julgamento dos réus acusados de atos antidemocráticos Imagem: Rosinei Coutinho/SCO/STF
Os votos díspares dos ministros Alexandre de Moraes e Kassio Nunes Marques, dados no primeiro dia de julgamento dos réus do 8 de janeiro, são indícios de que o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) terá de se debruçar em um trabalho complexo: definir a pena a ser imposta aos condenados.
Por um lado, a condenação do grupo é uma tendência entre os ministros; por outro, a pena atribuída aos réus tem potencial para gerar debate. Moraes sugeriu pena de 17 anos de prisão ao réu do primeiro julgamento. Nunes Marques baixou para 2 anos e 6 meses em regime aberto.
Além da pena de prisão, ambos sugeriram o pagamento de multa. Moraes, no valor aproximado de R$ 44 mil. O relator também fixou multa coletiva por danos públicos no valor total de R$ 30 milhões, a serem pagos por todos os condenados pelos atos golpistas.
Nunes Marques votou pelo pagamento de multa no valor aproximado de R$ 26,4 mil ao réu do primeiro julgamento.
Outro ponto de divergência entre os ministros são os crimes nos quais os réus serão enquadrados. Nunes Marques votou para condenar o réu pela invasão e depredação dos prédios públicos durante os atos golpistas. Absolveu, no entanto, dos crimes mais graves, como tentativa de golpe de Estado e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito.
Zanin será o primeiro a votar hoje
O julgamento será retomado na manhã desta quinta-feira (14) com o voto de Cristiano Zanin. A expectativa é que a votação termine ainda hoje, no fim da tarde. Depois da condenação, os ministros começarão a decidir a chamada dosimetria da pena —ou seja, o tempo de prisão e o valor da multa.
Essa parte final do julgamento, que pode demandar tempo de discussão entre os ministros, poderá ser adiada para a próxima semana, a depender da disparidade dos outros votos a serem dados em plenário.
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pretende votar o mérito das propostas ainda hoje
O primeiro texto da minirreforma regula a propaganda eleitoral e uso do fundo partidário | Foto: Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, 13, a urgência dos projetos da minirreforma eleitoral. Agora os parlamentares podem apreciar a matéria diretamente em plenário sem precisar passar por alguma comissão na Casa Baixa.
Composto por um projeto de lei (PL) e por um projeto de lei complementar (PDL), o conjunto de textos altera, entre outras coisas, as regras de inelegibilidade de prestação de contas. Conforme apurou Oeste, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pretende votar o mérito das propostas ainda hoje.publicidade
De autoria da deputada federal Dani Cunha (União-RJ), a proposta foi relatada pelo deputado petista Rubens Pereira Jr. (MA). O PL passou apenas pelo grupo de trabalho da Câmara. Para que a proposta seja válida nas eleições de 2024, o presidente Lula precisa sancioná-la até 6 de outubro. Desse modo, o Senado vai ter de aprovar a minirreforma eleitoral em tempo recorde.
Segundo Júnior, a minirreforma é pequena, consensual e de simplificação. “Nós, o Congresso Nacional, estamos dando um recado à sociedade”, disse. “O nosso sistema eleitoral é bom, precisa de pequenos ajustes. As grandes mudanças já foram feitas, cabe agora somente aperfeiçoar.”
O primeiro texto da minirreforma regula a propaganda eleitoral e uso do fundo partidário. O outro trata da prestação de contas e das regras que impedem um político condenado de se candidatar.
Mais cedo, depois da reunião com as lideranças partidárias, Júnior divulgou a nova versão dos textos. A minirreforma recuou em alguns pontos que foram criticados por dificultar, por exemplo, a punição dos candidatos acusados de comprar votos ou do uso irregular do dinheiro público.
Confira os pontos que a minirreforma eleitoral pode alterar:
Duração de inelegibilidade;
Número máximo de candidaturas;
Datas do calendário eleitoral;
Regras para candidaturas coletivas;
Possibilidade de campanha na internet no dia da eleição;
Possibilidade de produzir propaganda em duas línguas;
O humoristaRenato Aragão, de 88 anos, perdeu o direito de usar a marca Didi para o lançamento de produtos e serviços, depois de cerca de 60 anos de propriedade.
Segundo o jornalista Ricardo Feltrin, a marca acabou sendo adquirida pela empresa chinesa Beijing Didi Infinity, a mesma que comprou a marca Didizinho.
O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) costuma avisas ao proprietário sobre a proximidade do vencimento alguns meses antes disso ocorrer. Por isso, não se tem conhecimento sobre o motivo que fez Renato Aragão não renovar a propriedade da marca.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse na manhã desta quarta-feira, 13, que o Brasil pode rever a adesão aoTribunal Penal Internacional(TPI). A justificativa do ministro é que outras nações grandes não aderiram e, por isso, “em algum momento”, a diplomacia brasileira pode rever sua adesão à Corte, também conhecida como “Tribunal de Haia”. “O Tribunal Penal Internacional foi incorporado ao direito BR, contudo muitos países do mundo, inclusive os mais poderosos do planeta, não o fizeram. O que o presidente Lula alertou corretamente é que há um desbalanceamento em que alguns países aderiram à jurisdição do Tribunal Penal Internacional e outros não, como EUA, China e outros países importantes do mundo. Isso significa que em algum momento a diplomacia brasileira pode rever essa adesão a esse acordo, uma vez que não houve igualdade entre as nações na aplicação deste instrumento. Foi um alerta que o presidente fez e é claro que a diplomacia brasileira vai saber avaliar isso em outro momento”, disse Dino.
Durante participação naCúpula do G20, o presidenteLuiz Inácio Lula da Silva(PT) disse a um canal indiano que o presidente daRússia,Vladimir Putin, não seria preso caso viesse ao Brasil. O TPI condenou o chefe de Estado russo por crimes de guerra, portanto, todos os países signatários da Corte no chamado Estatuto de Roma devem prendê-lo caso ele esteja em seus territórios. Dino ainda afirmou que a decisão sobre aderir ao tribunal é política, sob o mesmo argumento de que alguns países aderiram ao acordo e outros não. Por fim, ele ainda pontuou que a situação que vem sendo tratada de forma hipotética, a vinda de Putin ao Brasil, não deve ocorrer. “É uma decisão na verdade de natureza política e seria preciso que essa situação se configurasse para que houvesse uma análise sobre o cumprimento ou não desse tratado internacional à vista dessa circunstância concreta em que grandes países do planeta não aderiram à jurisdição do TPI, o que pode indicar que a revisão do estatuto de Roma seja uma medida adequada, mas seria preciso haver a situação concreta que não há e acho que dificilmente haverá”, concluiu.
O ufólogo e jornalista investigativo mexicano Jaime Maussan apresentou na terça-feira (12) ao Congresso do México dois fósseis de corpos ‘não-humanos’ com idade atestada de mais de 1.000 anos.
Gravações do momento reproduzidas nas redes sociais mostram os dois corpos conservados em caixas de tampo transparente sendo exibidos na audiência do parlamento.
Jaime Maussan testemunhou sob juramento que os espécimes mumificados não fazem parte da “nossa evolução terrestre”, com quase um terço do seu DNA permanecendo “desconhecido”.
“Essas amostras não fazem parte do nosso mundo terrestre. Estes não são seres encontrados após a queda de um OVNI. Eles foram encontrados em minas de diatomáceas e posteriormente fossilizados”, afirmou Maussan.
O jornalista disse ao Congresso que as amostras foram examinadas por cientistas da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), que conseguiram obter evidências de DNA usando datação por radiocarbono.
Após comparações com outras amostras de DNA, foi determinado que o DNA de mais de 30% das amostras era “desconhecido”, de acordo com ele.
Especialistas testemunharam sob juramento ao Congresso mexicano que um “ovo” foi encontrado dentro de um dos corpos, e ambos tinham implantes feitos de metais muito raros, como o Ósmio.
Imagens de raios X das amostras também foram divulgadas durante o comunicado à imprensa mexicana:
Declaração foi dada por Sebastião Coelho em sustentação oral diante dos magistrados da Suprema Corte
Sebastião Coelho da Silva Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O desembargador aposentado e advogado do primeiro réu julgado pelos atos radicais do dia 8 de janeiro, Sebastião Coelho, durante sua sustentação oral no Supremo Tribunal Federal (STF), se dirigiu aos ministros da mais alta Corte do país e afirmou que eles são as pessoas mais odiadas no Brasil. Coelho defende Aécio Lúcio Costa Pereira, julgado nesta quarta-feira (13) por suposta participação nas manifestações radicais no Distrito Federal, em que as sedes dos Três Poderes foram depredadas.
– Nessas bancadas aqui, nesses dois lados, senhores ministros, estão as pessoas mais odiadas deste país. Infelizmente, quantas fotos eu tenho com ministros desta corte. Muitas, muitas. Não vim ao velório de Sepúlveda Pertence, uma pessoa que eu amava muito, para não dizer que estava afrontando essa corte. Mas vossas excelências têm que ter a consciência que são pessoas odiadas neste país. Essa é uma realidade que alguém tem que dizer isso diretamente – disse Coelho.
O ex-desembargador sofre uma ação disciplinar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por ameaçar prender o ministro Alexandre de Moraes em meio aos protestos em decorrência do resultado do segundo turno da eleição presidencial no ano passado. Ele proferiu tal comentário enquanto ocupava o cargo no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), tornado a repetir durante eventos em que participou no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, onde os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se concentravam.
Ainda em sua sustentação oral no STF, Sebastião Coelho disse ter sido intimidado pelo corregedor nacional de Justiça, Luís Felipe Salomão, figura próxima de Alexandre de Moraes.
– Estou aqui denunciando em público (…) Digo ao senhor, ministro Salomão, Vossa Excelência tentou me intimidar, mas não intimida, isso é tranquilo – pontuou.
Coelho também afirmou que o STF “é ilegítimo para este julgamento”, por julgar réus que não gozam de foro privilegiado.
Ele foi capturado pela polícia da Pensilvânia (EUA) nesta quarta-feira (13), 14 dias após fugir de uma cadeia nos Estados Unidos. Além de matar brasileira nos Estados Unidos, ele responde pela morte do estudante Valter Júnior no Tocantins.
Danilo Sousa (à esq.) e Valter Júnior (à dir.) — Foto: Foto: Chester County Government e Arquivo Pessoal
A família de Valter Júnior Moreira dos Reis, morto em 2017 no interior do Tocantins, disse estar satisfeita com a prisão de Danilo Sousa Cavalcante, do suspeito pelo crime. Ele foi capturado pela polícia da Pensilvânia (EUA) nesta quarta-feira (13), 14 dias após fugir de uma cadeia nos Estados Unidos.
Danilo Sousa estava preso nos EUA após ser condenado à prisão perpétua pela morte de Débora Evangelista Brandão, de 34 anos, com quem ele tinha um relacionamento. O crime aconteceu na cidade de Phoenixville, em abril de 2021. Danilo esfaqueou a vítima na frente dos dois filhos e foi preso horas depois do crime. Ele fugiu no dia 31 de agosto
“Graças a Deus. E não vai sair mais. Esperamos que ele pague pelo que ele fez e que ele fique até cumprir a pena dele e que a segurança da penitenciária que ele conseguiu fugir fique mais forte, de olho para que ele não consiga fugir mais”, comentou Daiane Moreira dos Reis, irmã de Valter Júnior.
Condenado à prisão perpétua por matar a ex-namorada, o brasileiro Danilo Cavalcante fugiu de cadeia e mudou aparência nos EUA — Foto: Divulgação/U.S. Marshals Service Philadelphia
Durante a fuga, Danilo invadiu casas, mudou de aparência, roubou um carro e uma arma usada para trocar tiros com um morador. A população do condado de Chester, na Pensilvânia, ficou amedrontada.
No Tocantins, a família de Valter Júnior, morto por causa de uma dívida do conserto de um carro, acompanhava o cerco com aflição. A mãe e as irmãs vivem o sentimento de impunidade, pois o assassinato do estudante aconteceu em 5 de novembro 2017 e só na semana passada a Justiça decidiu marcar a primeira audiência do caso.
O laudo da perícia feito na época do crime mostrou que Danilo continuou atirando mesmo depois que Valter Júnior já estava caído e quase morto. “Queremos justiça aqui no Tocantins. A Justiça está muito lenta”, lamentou a irmã.
Irmã de jovem assassinado por brasileiro foragido nos EUA chora ao lembrar do crime
A morte de Valter Júnior foi em novembro de 2017 na frente de uma lanchonete em Figueirópolis, no sul do Tocantins. Ele foi baleado com seis tiros. O laudo da perícia do Instituto Médico Legal (IML) encontrou diversas perfurações pelo tórax, crânio e braço.
O crime teria acontecido por causa de uma dívida que Valter Júnior teria com Danilo, por conta do conserto de um carro. Eles eram considerados amigos e a vítima não acreditava que as ameaças fossem concretizadas. Em entrevista, a irmã e testemunhas relembraram a noite em que o assassinato de Valter Júnior aconteceu.
O inquérito sobre o caso foi concluído pela Polícia Civil menos de uma semana após o crime, depois de ouvir várias testemunhas que apontaram Danilo Sousa como autor do crime.
Uma semana depois da morte de Valter em Figueirópolis, a Justiça acatou um pedido de prisão feito pelo Ministério Público Estadual (MPE) e Danilo se tornou foragido no Brasil. Ele responde por homicídio duplamente qualificado.
Mesmo considerado foragido, em janeiro de 2018 ele conseguiu embarcar para os Estados Unidos pelo aeroporto de Brasília (DF). Isso porque o mandado de prisão do processo, que corre no Fórum de Gurupi, no sul do Tocantins, ainda não havia sido registrado no banco nacional de mandados. Ou seja, a informação sobre o crime ainda estava disponível somente para as autoridades tocantinenses.
Em nota o TJ informou que a prisão preventiva do acusado foi proferida no dia 13 de novembro de 2017 e na mesma data enviada à Polícia Civil para seu cumprimento, entretanto o acusado já tinha fugido do Tocantins. Sobre o registro do mandado no banco nacional de prisão, disse que a ferramenta, disponível desde 2011, só em 2018 foi oficializada.
Morte e condenação nos EUA
Irmã de Valter Júnior chora ao lembrar do irmão morto por Danilo — Foto: Reprodução/Tv Anhanguera
Danilo é natural do Maranhão. Mudou para o Tocantins com parentes para e chegou trabalhar como lavrador. Débora Brandão, ex-companheira do foragido, é do mesmo estado. Ela vivia regularmente no estado norte-americano da Pensilvânia, onde eles se conheceram. Ele estava ilegal nos EUA.
Débora foi esfaqueada 38 vezes por Danilo na frente dos dois filhos no dia 18 de abril de 2021. Segundo as investigações, ele não aceitava o fim do relacionamento e desde 2020, ameaçava a vítima.
Danilo foi preso quando estava no estado da Virgínia, uma hora depois de matar Débora. A condenação aconteceu uma semana antes da fuga da prisão no Condado de Chester, em West Chester.
A empresária Silvia Brandão, irmã da Débora que mora em São Luís (MA), falou da tristeza que o assassinato da irmã deixou na família.
“Nossa vida até hoje tem um vazio muito grande. Nós não estamos completos mais, e minha mãe… Uma mãe perder um filho não tem dor maior, né? Então nossa família está assim, tentando se reconstruir novamente, se reestruturar, mas incompletos. Ela faz muita falta, é uma dor imensa”, lamentou.
Os filhos de Débora, que na época do crime tinham 4 e sete anos, hoje são criados pro Sara Brandão, outra irmã da vítima, que ainda mora com as crianças nos EUA.