A Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor de Feira de Santana (Procon) intensificou suas ações de fiscalização nos últimos dias e multou seis bancos por descumprimento da Lei Municipal 3622/2016. A lei visa garantir os direitos do consumidor em relação ao tempo de espera em filas de atendimento – que não deve ultrapassar 15 minutos.
As ações foram realizadas entre os dias 27 de maio e 5 de junho e abrangeram 13 agências bancárias. Durante as fiscalizações, o Procon constatou que algumas agências ultrapassaram o tempo máximo de espera permitido para atendimento, enquanto outras não forneciam senhas aos clientes, descumprindo a legislação municipal.
A entrega da senha é fundamental para registrar o tempo de espera do cliente, possibilitando a verificação do cumprimento da lei e a responsabilização das instituições em caso de descumprimento.
Atendimento digno aos consumidores
As ações de fiscalização têm como objetivo principal garantir que os consumidores tenham acesso a um atendimento bancário digno e dentro do prazo estabelecido por lei. A Superintendência seguirá monitorando as agências e aplicará as medidas cabíveis em caso de reincidência.
O Procon orienta os consumidores que se sentirem lesados por longas filas de espera ou pela falta de entrega de senhas a denunciarem as irregularidades. As denúncias podem ser feitas presencialmente na sede do órgão, localizada na Rua Castro Alves, nº 635, Centro, ou através do telefone (75) 3617-1969.
Após uma reunião no Paço Municipal de Feira de Santana, nesta quarta-feira (5), foi publicado no Diário Oficial, a exoneração de três membros importantes da equipe administrativa do atual gestor, Colbert Martins.
Conforme o documento oficial, o prefeito de Feira de Santana, no uso de suas atribuições, resolveu exonerar, a pedido, os seguintes cargos:
Antonio Maurício Santana de Carvalho, do cargo de Superintendente Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor – PROCON/FSA.
Sérgio Barradas Carneiro, do cargo de Secretário Municipal de Transportes e Trânsito.
Carlos Alberto Moura Pinho, do cargo de Diretor Presidente da Agência Reguladora de Feira de Santana – ARFES.
A motivação por trás dessas exonerações está ligada às especulações sobre as próximas eleições municipais. De acordo com informações, um dos três exonerados será escolhido como vice na pré-candidatura de José Ronaldo a prefeito de Feira de Santana. O prefeito Colbert Martins conduzirá uma pesquisa para determinar qual dos três possui maior apoio popular. O nome mais bem avaliado será indicado para compor a chapa de José Ronaldo, mas essa indicação ainda precisará ser referendada pelo próprio José Ronaldo.
Essa movimentação política pode sugerir uma estratégia por parte do gestor municipal, visando fortalecer a candidatura de José Ronaldo com um vice de maior aceitação popular.
Altos níveis de desigualdade social costumam preceder o colapso das civilizações, segundo o maior estudo já feito sobre o envelhecimento das sociedades.
As sociedades humanas realmente ficam mais frágeis com o passar do tempo? — Foto: GETTY IMAGES via BBC
A ascensão e a queda das grandes potências são um clichê da história.
É comum a ideia de que as civilizações, os Estados e as sociedades crescem e entram em declínio. Mas será verdade?
Somos um grupo de arqueólogos, historiadores e cientistas da complexidade. Nós decidimos avaliar a veracidade dessa noção.
Para isso, realizamos o maior estudo já feito para determinar se o envelhecimento das sociedades pode ser observado nos registros históricos. Nossos resultados foram publicados pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.
O estudo sugere que os Estados realmente envelhecem e sua propensão a se extinguirem aumenta gradualmente ao longo do tempo. Que lições podemos tirar para os dias atuais?
Definir civilizações ou sociedades é uma tarefa incômoda. E o termo “civilizações”, muitas vezes, carrega uma bagagem repulsiva.
Por isso, restringimos nossa análise aos “Estados” pré-modernos – organizações centralizadas que impõem normas sobre um dado território e população (muito parecidas com os Estados-nações dos Estados Unidos e da China, atualmente).
Adotamos uma abordagem estatística sobre dois bancos de dados diferentes.
Criamos nosso próprio banco de dados sobre a “mortalidade dos Estados” (que chamamos de Moros, o deus grego do destino). Ele contém 324 Estados que existiram ao longo de um período de cerca de 3 mil anos (de 2000 a.C. até 1800 d.C.).
Estas informações foram compiladas com base em diversos outros bancos de dados, uma enciclopédia de impérios e várias outras fontes.
Também organizamos o banco de dados Sehat, o maior depositário online de informações históricas do mundo, curadas por arqueólogos e historiadores. Ele inclui 291 unidades políticas.
Com o passar do tempo, as vulnerabilidades das sociedades pré-modernas fizeram com que elas perdessem sua resiliência. — Foto: GETTY IMAGES via BBC
Nossos estudos usaram uma técnica denominada “análise de sobrevivência”. Nós compilamos o período de vida desses Estados e analisamos sua duração. Se não existir efeito de envelhecimento, podemos esperar uma distribuição “atemporal”, em que a probabilidade de término de um Estado é a mesma no primeiro ano e dali a 100 anos.
Um estudo anterior, envolvendo 42 impérios, chegou exatamente a essa distribuição atemporal. Mas, no nosso banco de dados maior, encontramos um padrão diferente.
Nos dois bancos de dados, o risco de término do Estado aumentou ao longo dos dois primeiros séculos, até ficar estável em nível alto.
Nossas descobertas confirmaram outra análise recente de mais de 168 eventos de crises históricas. A duração média dos Estados no banco de dados de crises foi de cerca de 201 anos.
A tendência de envelhecimento pode ser observada até mesmo quando excluíamos as dinastias. Essas são construídas com base em linhagens sanguíneas familiares e tendem a ter vida curta, muitas vezes devido a disputas pela sucessão ou à perda de poder da linhagem familiar.
Estudos promissores sobre a “desaceleração crítica” sustentam nossas conclusões.
Antes que um sistema complexo passe por uma alteração de estrutura em larga escala, ou um “ponto de virada”, muitas vezes ele começa a se recuperar mais lentamente dos problemas enfrentados. É um fenômeno similar ao envelhecimento do corpo humano – as lesões podem trazer consequências mais duradouras quando você é mais idoso.
Temos agora evidências dessa desaceleração crítica para dois grupos históricos diferentes: os primeiros agricultores da Europa neolítica e as sociedades Pueblo, do sudoeste dos Estados Unidos.
Cerca de 4 a 8 mil anos atrás, os agricultores do período neolítico se espalharam pelo território que hoje forma a Turquia, até chegarem à Europa. Eles enfrentaram crises periódicas, causadas por guerras e conflitos, seguidas por quedas da população e dos campos agrícolas, além da redução da produção de cereais.
Já as sociedades Pueblo eram produtoras de milho. Elas construíram as maiores edificações sem terra dos Estados Unidos e do Canadá, antes dos arranha-céus com estrutura metálica de Chicago, no século 19.
Os povos Pueblo também enfrentaram diversos ciclos de crescimento e retração, que terminaram em crises perto dos anos 700, 890, 1145 e 1285. Em todos esses eventos, a população, o milho e o urbanismo sofreram redução e a violência aumentou.
Em média, esses ciclos levaram dois séculos, o que está de acordo com o padrão encontrado nos nossos estudos. E, tanto para os primeiros agricultores da Europa quanto para as sociedades Pueblo, as populações se recuperaram mais lentamente dos choques enfrentados, como as secas, pouco antes do seu colapso.
Depois de um certo tempo, as sociedades Pueblo norte-americanas passaram a se recuperar mais lentamente dos choques sociais, como as secas. — Foto: GETTY IMAGES via BBC
Existem inúmeros ressalvas que precisamos conhecer. Em primeiro lugar, os Estados podem terminar de diversas formas.
Pode ser simplesmente uma mudança das elites dominantes, como um golpe dos senhores da guerra. Ou pode ser um colapso da sociedade, que envolve uma sólida perda de governança, escrita, estruturas monumentais e declínio da população, como ocorreu na Grécia micênica.
O término dos Estados não é necessariamente algo ruim. Mesmo entre as civilizações que realmente sofreram um colapso total, muitas comunidades sobreviveram e até prosperaram.
Muitos Estados pré-modernos eram gravemente desiguais e predatórios. Um cálculo indica que o Império Romano do Ocidente, no seu final, estava a 75% do caminho rumo ao nível máximo de desigualdade de riqueza teoricamente possível (no qual um único indivíduo detém toda a reserva de riqueza).
Além disso, os nossos números são baseados nas datas de início e fim geralmente aceitas nos registros históricos e arqueológicos. Mas estas datas, muitas vezes, são questionáveis.
O Império Romano do Oriente (Bizantino), por exemplo. Terá ele realmente terminado com a queda da sua capital, Constantinopla, em 1453? Ou com o saque de Constantinopla e a repartição dos seus territórios pelos cruzados, em 1204? Ou com a perda de grandes territórios para os califados islâmicos no século 7°?
Para ajudar a solucionar estas questões, usamos duas estimativas, superior e inferior, para o início e o final de cada Estado.
Apesar das limitações, este é o maior estudo já realizado sobre o tema e as conclusões entre os dois grandes conjuntos de dados foram similares. Por isso, esta é a resposta mais abrangente que temos até agora.
As próximas etapas serão pesquisar o que incentiva a longevidade das sociedades e o que causa o aumento da sua vulnerabilidade.
Os Estados podem perder sua resiliência ao longo do tempo devido a uma série de fatores. O crescimento da desigualdade, instituições extrativas e conflitos entre as elites podem amplificar o atrito social ao longo do tempo.
A degradação ambiental pode prejudicar os ecossistemas que sustentam os Estados. Ou talvez o risco de doenças e conflitos aumente à medida que as áreas urbanas ficam mais densamente povoadas.
E a perda de resiliência também pode se dever a uma combinação de diversos fatores.
O nosso mundo moderno está envelhecendo?
Os padrões de envelhecimento dos Estados pré-modernos têm alguma relevância para os dias atuais? Acreditamos que sim.
É difícil saber se todo o sistema mundial atual está sujeito aos mesmos padrões que identificamos no nosso estudo. Mas o mundo dificilmente é imune ao crescimento da desigualdade, degradação ambiental e à competição entre as elites – fatores que já foram apresentados como sendo precursores de colapsos anteriores na história humana.
Altos níveis de desigualdade social costumam preceder o colapso das civilizações. — Foto: GETTY IMAGES via BBC
Globalmente falando, o1% mais rico detém quase a metade da riqueza do mundo, enquanto a metade inferior possui cerca de 0,75%.
As mudanças climáticas atuais não têm precedentes e são uma ordem de magnitude mais rápidas do que o aquecimento que causou a piorextinção em massa da história do planeta. E seis dos nove principais sistemas que sustentam a Terra se transformaram em zonas de alto risco.
Enquanto isso, os conflitos entre as elites econômicas ajudaram a criar a polarização e a desconfiança em muitos países.
Ao contrário dos Estados que estudamos, o mundo agora é globalizado e hiperconectado. Mas isso não deve ser motivo de conforto.
Um único Estado que se fragilize e tenha fim, normalmente, não trará maiores consequências para o mundo como um todo, mas a eventual instabilidade de uma superpotência, como os Estados Unidos, pode criar um efeito dominó além das suas fronteiras.
A covid-19 e a crise financeira global de 2007-2008 mostraram como a interconectividade pode amplificar os choques em tempos de crise.
Nós observamos isso em muitos outros sistemas complexos. Ecossistemas densamente interconectados, como recifes de coral, conseguem se proteger melhor contra pequenos choques, mas tendem a sobrecarregar e disseminar golpes maiores.
A maioria dos Estados atuais é sensivelmente diferente dos impérios de séculos atrás. A produção industrial, imensas capacidades tecnológicas, burocracias e forças policiais profissionais provavelmente tornaram os Estados mais estáveis e resilientes.
Mas a nossa tecnologia também traz novas ameaças e fontes de vulnerabilidade, como armas nucleares e a rápida difusão de patógenos. E também precisamos ter cuidado para não comemorar nem incentivar o entrincheiramento de regimes malévolos ou autoritários.
O fato é que a resiliência e a longevidade não são necessariamente positivas. Esperamos que a compreensão da história antiga possa ajudar a evitar os erros do passado, incluindo as possíveis fontes de envelhecimento das sociedades.
*Luke Kemp é pesquisador do Instituto de Estudos Avançados Notre Dame e do Centro de Estudos sobre Riscos Existenciais da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Seu primeiro livro – Goliath’s Curse: A Deep History of Societal Collapse and What it Means for our Future (“A maldição de Golias: história profunda do colapso das sociedades e o que ela significa para o nosso futuro”, em tradução livre) – será lançado pela editora Penguin Random House em maio de 2025.
Esta reportagem é baseada no artigo The Vulnerability of Aging States: A Survival Analysis across Premodern Societies (“A vulnerabilidade dos Estados envelhecidos: análise da sobrevivência das sociedades pré-modernas”, em tradução livre), de Marten Scheffer, Egbert van Nes, Luke Kemp, Timothy Kohler, Timothy Lenton e Chi Xu.
Maçonaria sempre gerou curiosidade por seus segredos Imagem: Getty Images
De origem inglesa, a maçonaria moderna é uma instituição essencialmente filosófica, filantrópica, educativa, que busca o progresso e o constante aperfeiçoamento dos seus membros. É dessa forma que caracteriza o termo, a Grande Oriente do Brasil (GOB), a mais antiga associação de lojas maçônicas brasileiras.
De acordo com a Super Interessante, o nome vem do francês maçon, que quer dizer pedreiro. A entidade surgiu na mesma época em que grandes construções em pedra, como castelos e catedrais, eram feitas.
Seu símbolo, inclusive, remete aos instrumentos utilizados pelos trabalhadores que dominavam as técnicas da construção em pedra e guardavam esse segredo.
Rodeada de mistérios, a maçonaria é formada majoritariamente por homens, que se reúnem em lojas para estudar e planejar ações. Segundo a BBC, uma das características é de que os integrantes costumam atribuir aos maçons a ideia de “que eles se valem de suas posições sociais e profissionais para favorecer outros membros e a própria organização”. No entanto, os maçons, afirmam que isso é um “mito”.
Políticos, médicos, profissionais de todas as áreas ingressam na associação por meio de convites de outros membros mais antigos. Passam por entrevistas, análise de histórico e rituais, que não costumam ser detalhados e são restritos aos integrantes.
Como a religião vê a maçonaria?
Em 1738, o papa Clemente 12º proibiu católicos de se tornarem membros de lojas maçônicas. Anos depois, em documento escrito pelo então cardeal Joseph Ratzinger, que depois se tornaria o Papa Bento 16, a Igreja Católica afirma que “os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão”.
Apesar disso, católicos maçons não são mais punidos com a excomunhão, como no passado. Já com os evangélicos, a história é um pouco diferente. Quando os primeiros protestantes chegaram ao Brasil, foram acolhidos pelos maçons, porque a associação os via como um grupo civilizatório, que poderia colaborar com o processo emancipador e de aprimoramento cultural do país.
Como muitos protestantes e pastores eram membros de lojas, isso foi gerando um problema. Uma das causas do racha na Igreja Presbiteriana do Brasil que fez surgir a Igreja Presbiteriana Independente foi a maçonaria.
Ao longo do século 20, os grupos evangélicos brasileiros incorporaram as críticas católicas. Com isso, associou-se a maçonaria ao satanismo, por exemplo. A aversão à maçonaria se propagou no meio pentecostal e fez com que outras igrejas endossassem essa crítica. Os evangélicos passaram a ver a maçonaria como parte de um sistema que quer comandar o mundo.
Ao fazer parte de uma organização tão secreta e cheia de ritos e símbolos, o maçom estaria impossibilitado de ser cristão. Hoje, na maioria das igrejas evangélicas, é pecado ser maçom. Mas, vale dizer, isso não é uma unanimidade.
Algumas denominações ainda estabelecem uma relação de respeito com a maçonaria, ainda que alertem para que seus membros não participem de qualquer organização que negue a fé cristã. É o caso, por exemplo, da Igreja Metodista.
Cerimônias secretas
De acordo com a BBC, cada loja se reúne oficialmente quatro vezes ao ano, em cerimônias de acolhida a novos membros que podem ter uma hora de duração. O que ocorre nos eventos costuma ficar apenas entre membros.
A publicação ainda diz que as maçonarias não veem com bons olhos que membros discutam política e religião. No entanto, um dos requisitos para entrar para as lojas é acreditar em um poder superior, já que ateus não são aceitos.
Auxílio entre “irmãos”
Segundo o Brasil Escola, a organização está presente em todos os continentes e tem como lema a ciência, a justiça e o trabalho. Tem como foco a liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças, nações; a igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos sem distinguir a religião, raça ou nacionalidade. Tem como base também a fraternidade de todos os homens, já que todos são filhos do mesmo criador e, portanto, humanos e como consequência, a fraternidade entre todas as nações.
Os integrantes da maçonaria se ajudam mutuamente e costumam se chamar de irmãos. Antigamente secreta, hoje seus membros são identificados, seja por assinaturas, uso de símbolo ou, até mesmo, por falarem publicamente sobre o tema.
Quando se fala em simbologia maçônica, a grande maioria é ligada por instrumentos empregados na construção civil. Como detalha o Brasil Escola, o sentido maior da construção “reforça a necessidade constante de aprimoramento moral, intelectual e espiritual”.
Conforme a BBC Brasil, a estimativa é que haja mais de seis milhões de maçons espalhados pelo mundo.
Quem é maçom?
Personagens históricos passaram pela instituição, como, por exemplo, o político Winston Churchill e os escritores Oscar Wilde, Rudyard Kipling e Arthur Conan Doyle.
Quando se fala em Brasil, nomes como D. Pedro I, José Bonifácio, Gonçalves Lêdo, Luis Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias), Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Campos Salles, Rodrigues Alves, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Braz, Washington Luiz e Rui Barbosa integraram a organização.
O ex-vice-presidente da República, hoje senador pelo Rio Grande do Sul, general Hamilton Mourão (Republicanos), é integrante do grupo. Em 2019, durante sessão solene no Congresso Nacional, disse que ‘a contribuição do maçom à vida pública, política e social vem de longa data e distintas geografias’, como detalha a Agência Senado. O ex-ministro do governo Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta, também é maçom.
A BBC aponta, inclusive, que em diferentes momentos históricos a maçonaria foi acusada de conspirar e influenciar os bastidores da política. De acordo com coluna de Rubens Valente, de 2020, parte importante da maçonaria apoiou a campanha de Jair Bolsonaro em 2018.
É fato que a maçonaria está presente na história do Brasil, inclusive já esteve no poder. O maçom Benjamim Constant abrigou em sua casa uma reunião que decidiu pelo fim do Império, em novembro de 1889. Estavam presentes Campos Sales, Prudente de Moraes, Silva Jardim, Rangel Pestana, Francisco Glicério, Ubaldino do Amaral, Aristides Lobo e Bernardino de Campos.
Com o apoio de um militar respeitado, o também maçom Deodoro da Fonseca, eles deram o golpe final, segundo o Brasil Escola, no regime que haviam ajudado a criar. Ali iniciava o período de três décadas de controle sobre os rumos do país. A ordem estava no auge do poder político. Esse cenário seguiu até 1930, quando Getúlio Vargas chegou à presidência.
Fontes: Gerson Leite de Moraes, doutor em Ciências da Religião pela PUC-SP; Brasil Escola; BBC.
Maria, uma influenciadora e personal trainer de fitness, tornou-se um fenômeno viral no Reino Unido. Sua popularidade decorre de um truque peculiar que ela usa quando homens, atraídos por sua forma física, a abordam na academia.
Quando nota a aproximação, Maria simplesmente se vira, revelando uma barriga de grávida de gêmeos. A visão inesperada deixa os “admiradores” atônitos e embaraçados.
O interessante é que, vendo Maria de costas, ninguém suspeita de sua gravidez. Segundo informações do jornal Extra, um vídeo documentando o truque já acumulou mais de 2,6 milhões de visualizações. Um internauta comentou: “Eu nunca teria imaginado”, enquanto outro escreveu: “Nada no planeta Terra poderia ter me preparado para isso”.
Durante a gravidez, Maria manteve uma rotina ativa na academia e defende que mulheres grávidas não devem ser desencorajadas a se exercitar. Ela até criou um programa de dieta e exercícios para ajudar suas clientes a transformar suas nádegas em “pêssegos”. “Se você levanta pesos há um ano, dois anos, tanto faz, pode continuar fazendo isso. Basta ajustar um pouco os pesos”, aconselhou ela, conforme relatado pelo “Sun”.
Maria está prevista para dar à luz na sexta-feira (31/5).
Escavações da Cidade de Davi, em Jerusalém Imagem: RasikaSekhara/Getty Images
A descoberta de uma muralha no sítio arqueológico da Cidade de Davi comprovou um relato da Bíblia hebraica e cristã: o de que o rei Ozias (ou ainda Uzias/Azarias, dependendo da tradução adotada) foi o responsável pela construção de torres e muros em torno da cidade antiga de Jerusalém.
Até então, arqueólogos acreditavam que as obras haviam sido promovidas pelo rei Ezequias de Judá, seu bisneto, há cerca de 2.700 anos.
A Cidade Antiga de Jerusalém, em Israel Imagem: DMITRY VINOGRADOV/Getty Images
O anúncio foi feito por pesquisadores da Autoridade de Antiguidades de Israel, da Universidade de Tel Aviv e do Weizmann Institute of Science, que publicaram um artigo conjunto na revista científica americana PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences) na última semana de abril.
O trecho que narra as empreitadas de Ozias, considerado um rei-engenheiro prodigioso, pode ser encontrado no capítulo 26 do segundo livro de Crônicas, presente tanto no texto sagrado dos judeus quanto dos cristãos:
Uzias construiu torres fortificadas em Jerusalém, junto à porta da Esquina, à porta do Vale e no canto do muro. Também construiu torres no deserto e cavou muitas cisternas, pois ele possuía muitos rebanhos na Sefelá e na planície. Ele mantinha trabalhadores em seus campos e em suas vinhas, nas colinas e nas terras férteis, pois gostava da agricultura.” 2 Crônicas 26: 9-10
Ainda no texto bíblico, o Livro de Amós é descrito como datado “dois anos antes do terremoto, quando Ozias era rei de Judá”. Segundo a datação por carbono-14 das ruínas encontradas, o material é consistente com o período das obras atribuídas ao rei no texto bíblico.
“Até agora, muitos pesquisadores assumiam que a muralha havia sido construída por Ezequias durante sua rebelião contra Senaqueribe, rei da Assíria, para defender Jerusalém do cerco assírio. Mas agora tudo leva a crer que a muralha em sua porção leste, na área da Cidade de Davi, foi construída antes, pouco depois do grande terremoto de Jerusalém, como parte da construção da cidade”, afirmou Joe Uziel, arqueólogo da Autoridade de Antiguidades de Israel, em comunicado ao público.
Os pesquisadores Joe Uziel (à esquerda) da Autoridade das Antiguidades de Israel, e Yuval Gadot (à direita), da Universidade de Tel Aviv, mostram a muralha encontrada que foi construída pelo rei Ozias Imagem: Divulgação/Parque Nacional Cidade de Davi
Já Yuval Gadot, estudioso da Universidade de Tel Aviv, destacou também à imprensa que o trabalho revelou que a expansão de Jerusalém para o oeste começou cinco gerações antes do imaginado.
“A premissa convencional até então era que a cidade se expandiu graças à chegada de refugiados do Reino de Israel no norte, após o exílio assírio. No entanto, os novos achados reforçam a visão de que Jerusalém cresceu em tamanho e se espalhou na direção do Monte Sião já no século 9 a.C., durante o reino do rei Joás (ou Jeoás) — 100 anos antes do exílio assírio.”
Por isso, ele ainda acredita que a expansão da cidade foi resultado do crescimento da população e estabelecimento de sistemas políticos e econômicos, e não resultado de migrações em tempos de guerra.
Os desafios para chegar ao reinado certo
Segundo o relatório do Parque Nacional da Cidade de Davi, este período da História de Jerusalém era considerada “um buraco negro“, já que determinar a data de artefatos e relíquias era difícil até então graças à flutuação dos níveis do isótopo 14 do carbono nos objetos.
Mas os cientistas conseguiram superar esta adversidade usando como parâmetro os “anéis” que se formam nos troncos das árvores. Medindo as quantidades do carbono em cada um deles, foram encontradas as quantidades que deveriam também estar presentes em itens da mesma época em que os anéis se formaram na vegetação.
O crânio de um morcego encontrado dentro da muralha ajudou a revelar a data da construção Imagem: Divulgação/Parque Nacional Cidade de Davi
“A precisão do carbono-14 era muito ruim — de 200 a 300 anos. Era impossível distinguir qualquer outra coisa”, reclamou a pesquisadora Elisabetta Boaretto, do Weizmann Institute, ao jornal britânico Daily Mail. “Com o trabalho que fizemos na Cidade de Davi, conseguimos chegar a uma precisão de menos de 10 anos, o que é algo bastante novo e dramático”.
Para chegar às conclusões, após quase uma década de estudos, foram coletadas amostras de artefatos encontrados em quatro diferentes locais de escavação na antiga Jerusalém. Entre eles estavam sementes de uvas, esqueletos de morcegos e restos de tâmaras.
Ilustração de como seria a cidade fortificada de Jerusalém nos tempos do rei Ozias Imagem: Divulgação/Parque Nacional Cidade de Davi
Os pesquisadores ainda descobriram que Jerusalém era diferente do que se pensava pelo menos um século antes de Ozias. “Durante o século 10 a.C., nos dias [dos reis] Davi e Salomão, a cidade ocupava áreas diferentes e parece ter sido maior do que pensávamos anteriormente”, comentou ainda Joe Uziel.
Jerusalém seguiu crescendo após a muralha encontrada ser erguida. Houve ambiciosas construções de prédios imponentes e residências a partir do século 9 a.C. que foram utilizados até 586 a.C., quando a cidade foi destruída pelos babilônios — inclusive o Templo de Salomão —, assim colocando ao fim ao Reino de Judá.
O sítio arqueológico em meio à Jerusalém moderna Imagem: Divulgação/Parque Nacional Cidade de Davi
Porções do sítio arqueológico da Cidade de Davi começaram a ser estabelecidas ainda nos tempos de Abraão, segundo as autoridades israelenses, como uma cidade cananeia fortificada. O período de interesse dos pesquisadores é, contudo, mais recente: há cerca de 3 mil anos, o rei Davi conquistou Jerusalém e tornou-a capital de um reino descrito historicamente como próspero, formando boa parte do parque atual.
Quem deseja visitar o local pode encontrar mais informações sobre passeios guiados, atividades e eventos no site cityofdavid.org.il.
O café, um elemento essencial na vida cotidiana da maioria dos brasileiros, é um dos produtos agrícolas mais significativos para a economia do país. Existem várias datas comemorativas que destacam sua relevância. Enquanto a maioria dos países celebra o Dia do Café em abril, o Brasil optou por comemorar no dia 24 de maio.
A data, estabelecida pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), coincide com o início da colheita nas principais regiões produtoras do país. E para celebrar, que tal descobrir algumas curiosidades sobre o café?
1 — Cereja de café Antes de se transformar no grão torrado que conhecemos e compramos no mercado, o café passa por várias fases. Na verdade, o café in natura é um pequeno fruto carnoso. Sua cor pode variar entre verde, amarelo e vermelho, dependendo do tipo, e indica seu estágio de desenvolvimento.
Quando maduro, pode ser facilmente confundido com uma cereja. Nesse ponto, os cafés atingem as melhores condições de umidade e doçura e estão prontos para serem colhidos.
2 — Bebida favorita dos brasileiros O Brasil é o segundo maior consumidor de café do mundo, de acordo com a Abic. Em média, cada brasileiro consome cerca de 6,40 kg de café cru e 5,12 kg de café torrado e moído por ano. Uma pesquisa realizada pela Jacobs Douwe Egberts, empresa proprietária das marcas de café Pilão e L’OR, revelou que o café está presente em 98% das casas brasileiras.
A pesquisa também mostrou que, depois da água, o café é a bebida mais consumida no país, com uma média de 3 a 4 xícaras por dia. A maioria dos 3,4 mil entrevistados afirmou apreciar os benefícios relacionados à disposição e energia proporcionados pelo café. Além disso, muitos associam o “momento do cafezinho” à socialização e relaxamento.
3 — Xícara de milhões Quanto você estaria disposto a pagar por um cafezinho? Os cafés especiais oferecem uma experiência única para quem procura sabores e aromas distintos, mas os preços — e o método de produção — podem surpreender.
Os grãos do café civeta, por exemplo, conhecido como um dos cafés mais caros do mundo, são extraídos das fezes de um mamífero asiático. A passagem pelo sistema digestivo do animal resulta em uma bebida frutada, pouco amarga e nada ácida que pode custar mais de R$ 300 a xícara. Veja como os grãos são encontrados:
4 — Benefícios para a saúde Não é por acaso que o café é uma parte integral da rotina de trabalho de quase todas as empresas. Ao longo dos anos, várias pesquisas conseguiram estabelecer uma relação entre o consumo de café e a melhora do desempenho cognitivo, da concentração e da capacidade de aprendizado.
Além de ser a única bebida capaz de estimular o intelecto, o café também ajuda a prevenir demência, Alzheimer e depressão, graças aos ácidos clorogênicos, lactonas e cafeína presentes em sua composição. A bebida também proporciona uma sensação de bem-estar, desde que seu consumo seja moderado.
5 — Possibilidades infinitas Existem centenas de espécies de café espalhadas pelo mundo, mas a grande maioria não é amplamente comercializada. As variedades arábica ou canéfora (robusta e conilon) são as mais comuns.
Enquanto a primeira é mais suave, com aroma e sabor mais complexos, as duas últimas costumam agradar quem busca um sabor mais forte. Eles são usados principalmente na composição de blends de café moído e na produção de café solúvel.
Apesar das características gerais, cada um dos tipos oferece uma nova gama de possibilidades de aroma e sabor. De acordo com a Embrapa, no Brasil existem cerca de 140 cultivares de café arábica, das quais 40 são amplamente cultivadas. É possível encontrar opções com notas cítricas, frutadas ou mais doces, como caramelo e chocolate. Há também diferenças na acidez, no corpo e na intensidade apresentada.
6 — Maior produtor do mundo O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo. Das 171,4 milhões de sacas esperadas para esta safra, de acordo com as estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês), 38% são fruto da produção nacional. A expectativa é colher 44,9 milhões de sacas de café arábica e cerca de 21,4 milhões de café robusta.
No total, o país tem 35 regiões produtoras de café. No entanto, mais de 80% da produção nacional está concentrada no Sudeste, com destaque para Minas Gerais, que responde por 50% do faturamento bruto do setor, seguido do Espírito Santo e São Paulo. Bahia e Rondônia ocupam a quarta e quinta posição, respectivamente.
7 – É do Brasil-sil-sil!
O café brasileiro se destaca não apenas pela quantidade produzida, mas também pela qualidade de seus grãos. Nos últimos anos, várias marcas nacionais foram reconhecidas em competições importantes para o setor, como o Cup of Excellence, o principal concurso de qualidade do mundo, e o Café Ernesto Illy, conhecido como o Oscar dos cafés.
Em 2023, os cafés da Ipanema Agrícola, do Grupo Orfeu e da Fazenda São Mateus Agropecuária foram classificados entre os melhores do mundo. Clique aqui para saber como é feita a avaliação.
Já imaginou viver a rotina diária de Elon Musk? O bilionário, proprietário da SpaceX, Tesla e outras empresas, é o segundo homem mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em mais de US$ 205,6 bilhões. O Business Insider revela como é o dia a dia desse magnata, com base em suas entrevistas, tweets e autobiografia.
Elon Musk é conhecido por dormir cerca de seis horas por noite, indo para a cama às 3h da manhã e acordando às 9h, já com seu smartphone em mãos. Para ele, esse tempo é suficiente para manter seu ritmo intenso de trabalho.
Após acordar, Musk começa o dia com um hábito peculiar: ele consome apenas 0,4 de um donut. Ele brinca que, para seu cérebro, isso equivale a “0 donuts”.
O banho diário é uma parte importante da rotina de Musk, que cresceu na África do Sul e valoriza essa prática. Depois do banho, ele decide qual Tesla levará para o escritório naquele dia.
Musk divide seu tempo entre suas várias empresas, como SpaceX, Tesla e outras, adaptando-se às crises e mudanças do mercado. Seu trabalho não se limita a um horário de 8 horas por dia, estendendo-se por muito mais.
Em uma entrevista ao The Wall Street Journal, Musk admite: “Eu vou dormir, então acordo, trabalho e volto a dormir, e tudo se repete”. Trabalhar todos os dias, inclusive nos fins de semana, é parte integrante de sua rotina para garantir que suas empresas continuem no caminho certo.
Fiscal da ANP faz teste para aferir a qualidade do combustível na bomba. Posto pode ser interditado e até fechado por fraude Imagem: ANP/Divulgação
A situação é bastante comum: pós abastecer, o motor começa a falhar e perder potência, além de elevar o consumo.
São sintomas típicos de combustível adulterado, prática criminosa que faz o consumidor correr o risco de ter grande prejuízo com danos ao veículo.
A adição de produtos como solvente, no caso da gasolina, é capaz de comprometer o funcionamento correto de itens como filtro e bomba de combustível, bem como velas, de acordo com o Centro Universitário FEI. No caso do etanol, a fraude mais comum é acrescentar água, o que também compromete o funcionamento ideal do motor.
A ANP (Agência Nacional do Petróleo) realiza fiscalizações de rotina e também com base em denúncias, podendo interditar ou até fechar postos irregulares.
“Adicionar solventes à gasolina e ao diesel é a prática mais danosa, pois determinados solventes atacam os materiais como injetores e bombas de combustível, e provocam depósitos nas válvulas”, alerta o engenheiro Henrique Pereira.
Outra tática adotada por donos desonestos de postos é burlar a aferição volumétrica na bomba, por meio de um chip: ela informa um volume maior que o fornecido. O dispositivo eletrônico pode ser desativado a qualquer hora, justamente na tentativa de enganar os fiscais.
Postos são obrigados a informar a procedência do combustível e testar qualidade na frente do cliente Imagem: Geremias Orlandi/Futura Press/Folhapress
No caso da volumetria, mais uma dificuldade: a fiscalização cabe ao Ipem (Instituto de Pesos e Medidas), órgão com gestão a cargo de cada estado.
É difícil identificar alterações no combustível na hora do abastecimento, mas alguns cuidados minimizam os riscos.Continua após a publicidade
O mais básico é abastecer sempre em posto conhecido. Além disso, não deixe de exigir a nota fiscal: o documento é a prova de que você abasteceu em determinado posto, caso constate problemas posteriormente.
Outro indício de adulteração é o preço: se for barato demais, desconfie e não abasteça.
Como evitar combustível batizado
1 – Peça nota fiscal sempre. Ela é o documento que comprova a sua compra e o posto é obrigado a fornecê-la.
2 – Desconfie de promoções ou de preços iguais para variantes aditivadas. O posto é obrigado a exibir os preços dos combustíveis logo na entrada. O preço exibido no painel deve ser igual ao cobrado na bomba.
3 – Quando a gasolina, o etanol ou o diesel forem aditivados, o posto deve expor claramente esta informação na bomba.
4 – Fique de olho na empresa que fornece o combustível. Postos de bandeira branca (sem distribuidora exclusiva) devem informar em cada bomba qual distribuidora forneceu o produto. Número de CNPJ, razão social e endereço do posto também devem estar visíveis, nas bombas. Estas informações podem ajudar a localizar autores de irregularidades.
5 – Peça o teste de combustível sempre que quiser: os postos são obrigados a fazê-lo e devem manter os equipamentos de medição e certificação em dia. Conheça os testes disponíveis:
Proveta: mede a porcentagem de etanol anidro misturado à gasolina. O percentual deve ser de 27%.
Volume: sempre que for solicitado, o posto tem de realizar o teste na frente do consumidor, usando a medida padrão de 20 litros aferida e lacrada pelo Inmetro. Se o visor da bomba registrar quantidade diferente da que foi adicionada ao recipiente de teste, reclame e denuncie. A diferença máxima permitida é de 100 ml para mais e 60 ml para menos.
Teor alcoólico do etanol: o produto deve ter entre 92,5% e 95,4% (etanol premium deve ter entre 95,5% e 97,7%). O equipamento utilizado é o termodensímetro, que deve estar fixado nas bombas de etanol. Observe o nível indicado pela linha vermelha: precisa estar no centro do densímetro, não pode estar acima da linha do etanol. Observe também se o etanol está límpido, isento de impurezas e sem coloração alaranjada ou azul.
Como denunciar
Denuncie posto e distribuidora que vende combustível adulterado: encaminhe denúncias ao Centro de Relações com o Consumidor da ANP pelo telefone 0800-970-0267 ou pela página na internet do Fale Conosco da agência. Se tiver prejuízos, recorra ao Procon.
Postos que vendem de combustível adulterado são interditados pela ANP de forma preventiva. Também são autuados e respondem a um processo administrativo, durante o qual podem apresentar sua defesa. Após o julgamento definitivo do processo, caso seja confirmada a adulteração deliberada, o estabelecimento é enquadrado em ato infracional.
A partir desta punição, você pode pedir ressarcimento de prejuízos.
Muito popular nos Estados Unidos, os tours assombrados fazem sucesso na terra do Tio Sam, seja na ensolarada Califórnia ou em Nova Orleans, berço do ocultismo. Durante esses passeios é comum a visitação a edifícios ou mesmo hotéis com relatos de aparições fantasmagóricas, ou mesmo lugares onde ocorreram crimes famosos.
No Brasil, os tours sombrios estão gradualmente ganhando espaço, muito em função do apelo de canais no YouTube sobre assuntos sobrenaturais; outra motivação é a busca por programas que fujam do óbvio.
Dedicado a um público específico (e não cético), de ambos os gêneros e idades variadas, eles têm em comum o fascínio por fantasmas, lendas urbanas, aparições misteriosas, crimes midiáticos, mas com um diferencial: uma vivência in loco.
Seis cidades com tours sombrios
Criado em 2021, o projeto ‘O que te assombra’ começou de forma tímida com visitas ao principal cemitério de Campinas, no interior de São Paulo. O sucesso inesperado do tour motivou Thiago de Souza a expandir o roteiro para outras cidades e estados. “Percebemos que contar relatos de assombração é relatar um pouco da história das cidades e dos acontecimentos do cotidiano”, diz.
Imagem: Divulgação
Atualmente, existem passeios disponíveis em Santos, Belo Horizonte, Rio de Janeiro na capital paulista, que conta com pelo menos três opções assombrosas. Raquel Ribeiro, 49 anos, fez três tours e aprovou a caminhada, “estes passeios trazem reflexões para além do sobrenatural, das vivências das pessoas que um dia estiveram neste solo onde hoje vivo”.
Veja os roteiros que o projeto oferece:
Santos (SP): centro velho da cidade com 13 histórias sobrenaturais santistas.Continua após a publicidade
Belo Horizonte (MG): passeio pelo cemitério do Bonfim e rua do ouro, com histórias que se passaram nesses locais.
Rio de Janeiro: cemitério São Francisco Xavier
Imagem: Divulgação
Campinas (SP): cemitério e caminhadas na mata com histórias locais ligadas às espécies da floresta.
São Paulo: bairro da Liberdade, Teatro Municipal, Edifício Martinelli, antigo Edifício Joelma, Casa de Dona Yayá e outros lugares. Há ainda passeios sobre fantasmas imperiais no Parque do Ipiranga e também em cemitérios, sempre com muitas histórias horripilantes.
O tour é gratuito e os links para inscrições são divulgados uma semana antes na página do Instagram. O passeio a pé tem duração de quase 3h, e reúne em média 80 pessoas.Continua após a publicidade
Cidade Maravilhosa e também obscura
Imagem: Rio free walking tour
O tour intitulado Assustador e Bizarro ocorre somente uma vez por ano no Rio de Janeiro, em outubro, geralmente um pouco antes do Halloween, festejado no dia 31 de outubro. Realizado na região central do Rio, o intuito é revelar o lado B da cidade famosa principalmente por sua paisagem maravilhosa, mas que também esconde histórias macabras.
Roteiro: a visitação diurna a pé abrange a Cinelândia (área conhecida pelos cinemas de rua e intensa vida noturna no passado) e seus arredores, assim como a Praça XV, onde estão edifícios históricos, igrejas, e o popular Arco do Teles construído no século 18.
O passeio custa a partir de R$ 35 e geralmente reúne 15 pessoas. A caminhada é organizada pelo Rio Free Walking Tour.
São Paulo Assombrada
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Idealizado pelo ator Rogério Cantoni, o SP Haunted Tour foi criado em 2011 a partir de pesquisas sobre as lendas urbanas e tragédias na zona central da cidade. Diferente dos outros passeios citados, este é realizado somente de ônibus e à noite, sem descidas ou visitas internas.
O Viagem 470, como é chamado, possui dois itinerários. Durante o trajeto, histórias trágicas, crimes famosos e lendas urbanas da metrópole são contadas. Muito mais que apenas contar histórias assustadoras, a ideia é também fazer uma reflexão sobre as questões que afligem a mente humana, segundo Cantoni, que durante o passeio encarna o fantasma Angelo.
Imagem: Divulgação
Roteiro: existem dois percursos, o primeiro abrange Teatro Municipal, Viaduto do Chá, Praça da Sé, Liberdade, Edifício Martinelli e Andraus, Castelo da Apa e outros locais. O segundo passa pelo Edifício Joelma, antigo TBC, Casa Yayá, Pateo do Collegio, Crime do restaurante chinês e outros lugares.
O valor é a partir de R$ 95. O city tour ocorre sempre aos sábados em dois horários, dura cerca de 1h30 e parte do cemitério da Consolação. O ingresso deve ser adquirido com antecedência.
Histórias ocultas e folclóricas de Minas
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O mineiro Marcelino Xibil se declara um proseador nato, quando criança ouvia com atenção as histórias que seus pais contavam à beira da fogueira. Formado em artes cênicas, Xibil idealizou a Caminhada Assombrada pelas ruas históricas de Ouro preto (MG)
Durante o percurso são contados ‘causos’ arrepiantes, histórias de fantasmas e lendas locais que permeiam a bela cidade reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade. Joel Penna, 62 anos, participou de um desses passeios. “Achei ótimo, a saída ao lado do cemitério compôs o cenário da caminhada”, diz ele, morador da cidade, que levou a esposa e o filho de 12 anos.
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Roteiro: existem dois percursos, conhecidos como Jacubas e Mocotó. O trajeto passa por igrejas, cemitérios, casarões centenários, monumentos, becos sombrios e outros lugares interessantes. Além das histórias locais, como a da ‘moça da janela’, sobra espaço também para o folclore brasileiro.
O tour custa a partir de R$ 100 por pessoa (particular). Grupos e projetos educativos podem negociar diretamente com o realizador. A caminhada é sempre à noite, com duração de 2 horas. Não há uma regularidade, são marcados em função da demanda.
Lendas do Nordeste
No nordeste, o passeio ‘Recife Mal Assombrado’ também aborda as lendas e mistérios locais. Assim como no tour paulistano, aqui o personagem que recepciona os ‘exploradores’ chama-se Sacerdote Devas, um ser enigmático com o dom de abrir os portais entre dois mundos, segundo o organizador César Costa.
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São três tipos de tour que se diferem bastante. Caminhada Assombrada: pelo bairro mais antigo da cidade, contando histórias apavorantes. Bustour Assombrado: a bordo de um ônibus com paradas para explorar os locais reais de origem das lendas assustadoras; Nas Brenhas dos Engenhos: visita diurna ao engenho, trilhas e ruínas de antigas construções à sua volta.
Os valores partem de R$ 45 (caminhada), R$ 80 (bustour) e R$ 150 (engenho). O tour é semanal, sempre as sextas-feiras ou sábados. Idade mínima 12 anos, e a inscrição é feita diretamente no site.
Paranapiacaba assustadora
Mesmo aqueles que nunca foram a Paranapiacaba (SP) já devem ter escutado sobre suas histórias assombrosas que se tornaram parte da tradição popular, como a noiva que costuma aparecer na neblina.
O tour Lendas de Paranapiacaba foi planejado pela empresária Patricia Ribeiro e pelo guia e historiador Eduardo Pin, “a ideia é levar um passeio temático nessa vila inglesa com alguns personagens do além, proporcionando uma imersão no universo lúdico do imaginário local”, conta Ribeiro. Como o passeio geralmente ocorre no mês de Halloween, os participantes são incentivados a irem de preto ou fantasiados para entrarem no clima.
O roteiro passa pelo caminho do hospital velho, Largo Padeiros, ponte, museu funicular, igreja e cemitério do Bom Jesus e outros lugares.
O tour ocorre no mês de outubro e o valor para esse ano ainda não está definido. O passeio inclui transporte partindo da capital, visita guiada e kit lanche. Em maio acontece o evento Convenção de Bruxas e Magos em Paranapiacaba com várias atividades esotéricas, rituais, leitura de tarô, runas, etc (a partir de R$ 170).