Investigação apura vazamento de informações à facção e possível elo de agentes públicos com esquema de lavagem de dinheiro

PF prende pastor Márcio Poncio por possível elo com Comando Vermelho
O pastor Márcio Poncio | Foto: Reprodução/Instagram

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O pastor Márcio Poncio foi preso em 2 de julho de 2026durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, realizada pela Polícia Federal no Rio de Janeiro. A operação investiga um esquema de vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho e conexões entre políticos e organizações criminosas. Além de Poncio, são alvos o ex-deputado Rodrigo Bacellar e o contraventor Adilsinho.

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O pastor Márcio Poncio foi preso nesta quinta-feira, 2, durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro. A ação investiga um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de operações policiais para o Comando Vermelho (CV).

Também são alvos da operação o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que já se encontra preso, e o contraventor Adilsinho. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao todo, o STF expediu três mandados de prisão e 14 de busca e apreensão, cumpridos nas cidades do Rio de Janeiro e de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A decisão também determinou o sequestro de bens e valores de até R$ 22 milhões.

Vista de carro incinerado por traficantes para tentar impedir o acesso de policiais no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 28 de outubro de 2025, durante a a megaoperação batizada de “Operação Contenção”, para combater a expansão territorial do Comando Vermelho | Foto: Pedro Kirilos/Estadão Conteúdo

Em nota, a PF informou que a ofensiva busca “aprofundar apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo ‘capo’ da nova cúpula do jogo do bicho e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro”.

Operação já teve 4 fases anteriores

De acordo com a PF, esta quinta etapa da Operação Unha e Carne decorre da análise de documentos apreendidos nas fases anteriores. Os investigadores localizaram listas que indicariam pagamentos indevidos, doações eleitorais e registros contábeis relacionados a um suposto esquema de lavagem de dinheiro.

Ainda conforme a investigação, o material chamou a atenção por apontar repasses diretos a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro. A corporação apura a origem dos recursos, o fluxo financeiro, a identidade dos beneficiários, intermediários e operadores envolvidos, além de aprofundar a análise dos documentos e demais provas recolhidas durante a operação.

Polícia Federal (PF) em ação para combater grupo criminoso que trazia drogas da Bolívia para o Brasil | Foto: Divulgação/ PF
Polícia Federal (PF) em ação para combater grupo criminoso| Foto: Divulgação/ PF

As etapas anteriores da operação apuraram a existência de uma suposta rede de proteção que teria permitido o repasse antecipado de informações sobre ações policiais voltadas ao combate da facção criminosa. 

De acordo com a PF, os vazamentos teriam comprometido diligências, favorecendo a destruição ou a ocultação de provas por integrantes do grupo investigado.

As quatro primeiras fases da Operação Unha e Carne foram realizadas entre dezembro de 2025 e março deste ano. A partir do material apreendido nessas ações, os investigadores identificaram novos indícios que levaram ao aprofundamento das apurações sobre lavagem de dinheiro, supostos pagamentos indevidos e possíveis ramificações do esquema junto a agentes públicos e operadores financeiros.

Informações Revista Oeste

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