
com Frei Jorge Rocha
tema: churrasco e salada

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tema: churrasco e salada

Nesta quarta-feira (11), o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) decidiu recorrer da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu o pagamento dos “penduricalhos”, benefícios concedidos a servidores públicos e que ultrapassam o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil. No agravo apresentado à Corte, o presidente do Tribunal, Francisco Loureiro, e a advogada do TJ-SP, Solange Sugano, apontam que o prazo dado por Dino para a revisão e suspensão do pagamento dessas verbas indenizatórias não é “razoável”.
A decisão foi tomada pelo ministro Flávio Dino na semana passada e vale para os Três Poderes, que terão um prazo de 60 dias para revisar os pagamentos. Na ocasião, o magistrado apontou um “fenômeno da multiplicação anômala” de verbas indenizatórias incompatíveis com a Constituição e citou entre os exemplos o pagamento de “auxílio-peru” e “auxílio-panetone”.
Ao questionar a decisão, o TJ-SP a chamou de “imprópria” e “inadequada”, além de afirmar que “não é possível, à Suprema Corte, mediante decisão aditiva, fixar o regramento aplicável, expedindo, com pronta eficácia, provimento normativo temporário”. Para a Corte, Dino “ultrapassou em muito os limites objetivos da causa de pedir e do pedido, que, na reclamação, são delimitados e taxativos”.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo também pediu que, caso Dino não reveja sua decisão, aumente para 18 meses o prazo para que o Congresso Nacional edite leis que tratem dessas verbas.
Informações Pleno News
Também foi discutida a necessidade de intensificar ações nos distritos, onde foi identificada uma baixa procura por Medidas Protetivas de Urgência

A Rede de Proteção à Mulher realizou, nesta terça-feira (10), uma reunião estratégica com a participação do Ministério Público Estadual, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ronda Maria da Penha, Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Casa Abrigo, Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) e Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).
Durante a reunião, foram definidas ações que integrarão a programação do Mês da Mulher, com destaque para a realização de um grande evento em alusão ao Dia Internacional da Mulher, voltado à valorização feminina, orientação e conscientização da população.
Outro ponto central da pauta foi a organização da Caminhada de Combate à Violência contra a Mulher, instituída pela Lei nº 4.194/2023, que incluiu a mobilização no Calendário Oficial do Município. A caminhada passará a ocorrer sempre no último domingo do mês de março, consolidando-se como um importante ato público de sensibilização e enfrentamento às violências de gênero.
Também foi discutida a necessidade de intensificar ações nos distritos, onde foi identificada uma baixa procura por Medidas Protetivas de Urgência (MPUs). A proposta é desenvolver estratégias específicas de informação, aproximação comunitária e fortalecimento da rede local, garantindo que mais mulheres conheçam seus direitos e os serviços disponíveis.
A secretária municipal de Políticas para Mulheres, Neinha Bastos, destacou que a gestão seguirá empenhada na defesa das mulheres. “Continuaremos trabalhando incansavelmente no enfrentamento à violência contra a mulher, ampliando ações preventivas, fortalecendo os serviços e garantindo que cada mulher saiba que pode contar com a rede de proteção”, afirmou.
“O encontro reforçou o compromisso coletivo de que nenhuma mulher está sozinha e de que a atuação integrada é fundamental para garantir acolhimento, segurança e acesso a direitos”, acrescentou Neinha Bastos.
Proposta pelo governo, medida agora vai para análise do Senado

© Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10) o projeto de lei que cria a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), com sede em Brasília, para atuar na área do conhecimento relativa à ciência do esporte. A proposta será enviada ao Senado.

O Projeto de Lei 6133/25 foi uma iniciativa do governo federal, apresentada no fim do ano passado. Na mesma época, o governo também anunciou a criação da Universidade Federal Indígena (Unind), cujo projeto segue em tramitação.
O texto aprovado em plenário é um substitutivo do relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF). Ele retirou do texto expressões como misoginia, racismo e gênero no trecho sobre as finalidades da nova universidade ligadas ao enfrentamento dessas questões no esporte.
Pela proposta, fica permitida a abertura futura de campi em outros estados.
O estatuto da nova autarquia definirá sua estrutura organizacional e forma de funcionamento, observado o princípio de não separação das atividades de ensino, pesquisa e extensão. A instituição poderá utilizar formas alternativas de ingresso, estratégias de atendimento e fomento, respeitadas as normas de inclusão e de cotas.
“A criação da UFEsporte se justifica pelo fato de o Brasil carecer de profissionais qualificados nas áreas de gestão, ciência do esporte e políticas públicas, situação que contrasta com a reconhecida capacidade do país em descobrir grandes talentos esportivos”, destacou o relator, ao ler seu voto em plenário.
Além de outros bens, legados e direitos doados, a UFEsporte contará com bens móveis e imóveis da União que o projeto permite doar para a instituição começar a funcionar administrativamente. A autarquia contará ainda com receitas eventuais, a título de remuneração por serviços prestados compatíveis com sua finalidade; e de convênios, acordos e contratos celebrados com entidades e organismos nacionais e internacionais.
Parte da receita de apostas em bets também poderá ser direcionada pelo Ministério do Esporte.
Segundo o que prevê o projeto, caberá ao governo federal nomear o reitor e o vice-reitor com mandato temporário até que a universidade seja organizada na forma de seu estatuto. Caberá ao reitor temporário estabelecer as condições para a escolha do reitor de acordo com a legislação.
Dentro de 180 dias da nomeação do reitor e vice-reitor temporários, a instituição enviará ao Ministério da Educação propostas de estatuto e regimento geral.
“A oferta pública e gratuita de cursos de tecnólogos, graduação e pós-graduação, com abrangência em todas as regiões do país, enfocando a qualidade da formação de novos profissionais e assegurando condições de acesso e permanência a atletas estudantes, parece-nos bastante positiva e tende a suprir uma carência histórica dos profissionais do setor”, continuou o deputado Julio César Ribeiro, em seu voto.
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Após autorização de lei orçamentária, a instituição poderá organizar concurso público de provas e de títulos para o ingresso na carreira de professor do magistério superior e na carreira de técnico-administrativo.
Para o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), a criação da universidade é muito mais uma demanda da sociedade do que iniciativa do governo.
“Isso vem sendo discutido há muito tempo. Todos os esportistas brasileiros pedem que essa universidade exista, inclusive como formadora de atletas e de diretrizes para o esporte brasileiro nas suas variadas modalidades”, disse.
Contrário à proposta, o deputado Alberto Fraga (PL-DF), vice-líder da oposição, afirmou que o projeto é “eleitoreiro e populista”.
“O governo anuncia a criação sem colocar um centavo no Orçamento. É marketing puro, é uma promessa vazia que gera manchete hoje e será esquecida amanhã”, disse.
A deputada Julia Zanatta (PL-SC) criticou o fato de o governo criar universidades sem conseguir manter as instituições de ensino já existentes.
*Com informações da Agência Câmara de Notícias.
Alvo é um homem que vive em São José dos Campos

© Divulgação/Polícia Federal
A Polícia Federal faz na manhã desta quarta-feira (11) a Operação Guardiões da Esperança, na cidade de São José dos Campos, interior do estado de São Paulo.

A meta é combater crimes de exploração sexual infantojuvenil praticados pela internet.
Um homem foi preso em flagrante por armazenar material de abuso sexual de crianças e adolescentes.
Policiais apreenderam todo o conteúdo na casa do suspeito e encaminharão os arquivos para avaliação da perícia.
O Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos da Delegacia de Polícia Federal em São José dos Campos identificou, após investigações, que um criminoso baixou e compartilhou cerca de 200 arquivos com material ilícito entre março de 2022 e novembro de 2023.
Com informações da Agência Brasil.
Economista Mariana Mazzucato destaca ainda benefícios sociais da festa

© Tânia Rêgo/Agência Brasil
O retorno para a economia de cada real investido em cultura e artes – o que inclui o Carnaval – é maior que o de investimentos em algumas áreas tradicionais da indústria, como a automobilística. Em entrevista à Agência Brasil, durante sua passagem pelo país para estudar a economia criativa em torno da folia, a economista ítalo-americana Mariana Mazzucato destacou a potência da maior festa brasileira.

“O investimento público em artes e cultura contribui muito mais para a economia do que grande parte da indústria manufatureira tradicional”, disse Mazzucato.
“No entanto, os governos continuam investindo mais nesses setores tradicionais da indústria, mesmo que as evidências estejam aí. Não é verdade que não temos as evidências”.
No Brasil, enquanto um real investido em cultura pode render R$ 7,59 em retorno para sociedade por meio de empregos e renda, um real investido no setor de automóveis e caminhões tem um impacto multiplicador de R$ 3,76, conforme estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial.
Uma das mais influentes economistas do mundo, a autora do livro O Estado Empreendedor acrescentou que o Carnaval traz benefícios sociais, de bem-estar e saúde mental para diversas comunidades, muitas delas vulneráveis.
“Mais do que apenas falar da comida, da bebida, dos hotéis e do turismo durante o Carnaval, é o impacto social das habilidades, das escolas, das redes, do valor da coesão social, do senso de identidade e patrimônio”.
Mazzucato visitou Rio de Janeiro e Salvador para conhecer a economia por trás das festas, e promete ir para Recife na próxima visita.
A economista lidera pesquisa da University College London (UCL), com cooperação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que investiga o papel das artes e da cultura para o desenvolvimento econômico de um país.
Ao passar por Brasília para reuniões com gestores públicos federais, Mazzucato defendeu que o Carnaval seja o centro de uma plataforma para expandir no Brasil a economia criativa, que é um modelo de negócios baseado no capital intelectual, cultural e na criatividade para gerar emprego e renda.
A economista ainda questionou a tese de que “não há dinheiro” para investimentos em cultura; lembrou que o setor contribui para redução da criminalidade; e alertou para os riscos de o Carnaval gerar mais concentração de renda.
“Devemos sempre lembrar que existem relações de poder. Quem tem acesso [ao Carnaval]? Está se tornando muito comercial? Para onde vai o dinheiro? Os patrocínios, por exemplo, estão sendo reinvestidos nas comunidades e no ecossistema que cria essa incrível criatividade?”, questionou.
A visita ao Brasil é parte de parceria com Ministério da Cultura para elaborar indicadores econômicos que auxiliem o governo brasileiro a construir políticas públicas que impulsionem a economia em torno do Carnaval, da cultura e das artes.
Agência Brasil: Sua pesquisa afirma que as artes e a cultura são essenciais, e não periféricas, para o desenvolvimento econômico. Em um país como o Brasil, como a cultura, a arte e o Carnaval podem impulsionar a prosperidade econômica?
Mazzucato: O que venho defendendo é que não devemos pensar em crescimento ou desenvolvimento em nível setorial, na indústria ou outro setor. Devemos pensar em missões, por exemplo, saúde para todos, uma economia mais sustentável e inclusiva, e questionar o que isso significa para todos os diferentes setores da economia.
O Carnaval é um microcosmo. Acontece em uma época específica do ano, mas, na verdade, durante o ano todo existe uma incrível cadeia de atividades nas áreas artísticas e culturais, seja música e percussão, canto, fantasias, trajes, seja o incrível desfile.
A própria escola de samba é uma oportunidade incrível para o desenvolvimento de habilidades, para a formação de redes de contatos, para o aumento da autoconfiança e para que as pessoas se sintam mais valorizadas.
É verdade que o setor cultural tem um alto poder multiplicador, pois envolve muitas pessoas, mas seu impacto é muito mais amplo.
Mais do que apenas falar da comida, da bebida, dos hotéis e do turismo durante o Carnaval, é o impacto social das habilidades, das escolas, das redes, do valor, da coesão social, do senso de identidade e de patrimônio.
Agência Brasil: Você tem defendido que o papel das artes e da cultura na economia é subestimado por governos e especialistas. Por quê?
Mazzucato: Para cada real investido, o retorno para a economia como um todo é maior do que na indústria automobilística. Isso é verdade globalmente: o investimento público em artes e cultura contribui muito mais para a economia do que grande parte da indústria manufatureira tradicional.
No entanto, os governos continuam investindo mais nesses setores tradicionais da indústria, mesmo que as evidências estejam aí. Não é verdade que não temos as evidências.
Mas acho que, no fim das contas, devemos admitir que talvez não nos importemos o suficiente com as artes e a cultura e é, por isso, que não investimos nelas. Não é porque não haja nenhum relatório econômico dizendo que deveríamos.
Agência Brasil: Alguns especialistas defendem limites fiscais rigorosos para gastos públicos. Isso obstrui a capacidade de impulsionar a economia criativa em torno do Carnaval?
Mazzucato: É interessante ver que para guerras e Defesa, o dinheiro surge do nada. Ninguém diz: “Ah, primeiro precisamos da arrecadação de impostos e depois investimos”. Eles usam acordos de compra antecipada porque há um objetivo.
Eles não criam essas narrativas falsas de que “ah, não há dinheiro”. Mas, em outras áreas, como educação, saúde e cultura, de repente dizemos: “Ah, não há dinheiro”. Ou dizemos que se você investir mais em saúde, deve investir menos em educação, ou mais em educação, menos em cultura.
Essas são maneiras falsas de entender a economia. Ao ter metas estratégicas, ousadas e inspiradoras que exigem investimento em diferentes áreas, você pode catalisar e expandir a capacidade produtiva de uma economia. Mesmo que custe dinheiro, o PIB acaba aumentando.
A questão é: em que estamos investindo? E eu acho que a cultura é muito importante como um setor ─ teatro e artes visuais, Carnaval e toda essa cadeia de atividades. Devemos investir nisso para nos ajudar a reimaginar o propósito da economia.
Agência Brasil: Qual o papel das artes e da cultura para a segurança pública?
Mazzucato: Há altos índices de criminalidade entre jovens, geralmente, em lugares onde esses jovens se sentem muito marginalizados. Se o corpo de alguém não tem valor, então o corpo de outra pessoa também não tem.
Portanto, investir em artes, cultura e na economia criativa é uma forma de diminuir a criminalidade. Esse não deve ser o único motivo para investirmos nisso, mas há evidências muito interessantes em nível comunitário de que os benefícios sociais e de bem-estar do investimento em artes e cultura são muito amplos.
Eles podem ajudar na sensação de bem-estar, na coesão social, na resiliência e, em última análise, na redução da criminalidade.
Agência Brasil: No Brasil, há setores sociais e políticos que questionam o investimento público em artes e cultura. Qual é o papel do Estado no desenvolvimento dessa economia?
Mazzucato: Essas mesmas pessoas, que reclamam do desperdício, não reclamam dos enormes subsídios concedidos ao agronegócio ou a outros setores. Voltamos à questão: o que valorizamos?
É verdade, porém, que, às vezes, a forma como o subsídio é estruturado pode ser problemática. Precisamos de melhores medidas e métricas. Acho que não deveríamos perguntar se o Estado deve investir em cultura, mas, sim, como o Estado deve investir.
Os investimentos públicos, em muitos países diferentes, têm sido cruciais para atrair investimentos privados.
Agência Brasil: Qual o papel do setor privado na economia criativa em torno do Carnaval?
Mazzucato: É preciso trabalhar com o setor privado de forma orientada a objetivos públicos, catalisando experimentação, inovação e investimento da iniciativa privada em diferentes áreas. Esse é um desafio de planejamento.
Não queremos simplesmente dar dinheiro ao setor privado para patrocinar um projeto aleatório, escolhido por um indivíduo que, em vez de pagar impostos, financia um projeto que considera valioso. Não acho que isso seja necessariamente o ideal.
Agência Brasil: O que você observou no Carnaval brasileiro que te chamou atenção?
Mazzucato: O Carnaval no Brasil é famoso no mundo todo. É por isso que ele tem um grande efeito multiplicador e gera mais de US$ 2 bilhões em receita. Mas é muito mais do que isso.
É um momento em que muitas atividades diferentes ligadas às artes e à cultura se unem com o que chamamos de bem viver, também cheio de alegria. Muitas vezes acontece em comunidades carentes, como as escolas de samba nas favelas, algumas das comunidades mais vulneráveis.
Gostaria que o Carnaval pudesse se tornar uma plataforma, um sistema como elemento central de uma economia criativa. Os brasileiros devem se orgulhar muito disso, mas também devemos sempre lembrar que existem relações de poder. Quem tem acesso? Está se tornando muito comercial? Para onde vai o dinheiro?
Os patrocínios, por exemplo, estão sendo reinvestido nas comunidades e no ecossistema que cria essa incrível criatividade? Acho que essas são as perguntas mais importantes para o futuro.
Eu venho da região da Itália perto de Veneza, em Pádua, e temos o nosso próprio Carnaval, mas não está enraizado no território, não é algo para o qual os jovens são preparados para participar. É uma espécie de carnaval morto, se posso dizer.
Aqui, vocês têm um carnaval vivo. Acho que vocês devem pensar nisso como um investimento a longo prazo, no centro de uma economia criativa.
Com informações da Agência Brasil.

O distrito da Matinha, em Feira de Santana, será palco da 12ª edição da Festa da Matinha, que acontece nos dias 7 e 8 de março, no campo de futebol do distrito. O local foi definido pela Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), após diálogo com representantes da localidade, considerando critérios técnicos de segurança, estrutura e capacidade para receber atrações de grande expressão.Play Video
No sábado (7), a programação contará com a presença de Silvano Salles, um dos principais nomes da música romântica no Brasil. Já no domingo (8), quem sobe ao palco é Edson Gomes, reconhecido nacionalmente como o rei do reggae brasileiro, levando ao público um repertório marcado por sucessos consagrados.
Além das atrações principais, a programação inclui artistas locais e do município de Feira de Santana, que irão compor os dois dias de festa. Outros nomes que integram a grade artística serão divulgados nos próximos dias.
A tradicional Festa da Matinha representa um novo momento do evento, que segue se consolidando no calendário cultural do município, com organização, planejamento e foco na valorização da cultura local.
Com informações da Secretaria Municipal de Comunicação Social de Feira de Santana
Assuntos

com César Oliveira
tema: temperatura política
Valor aprovado pelo presidente para novo programa provoca ruído nos bastidores de Brasília e reacende debate sobre gastos na comunicação estatal

Datena vai comandar novo programa em TV pública após aval de Lula, e salário elevado vira assunto nos bastidores Crédito: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou a contratação de José Luiz Datena para comandar um novo programa em uma emissora pública, com remuneração considerada alta e acima do padrão praticado no setor. A decisão rapidamente ganhou repercussão nos bastidores políticos e no mercado de televisão, onde o nome do apresentador já vinha sendo especulado para um retorno de peso à TV.
De acordo com informações divulgadas pelo site RD1, o aval partiu diretamente do presidente, que teria sido informado sobre o projeto e os valores envolvidos antes de bater o martelo. A proposta inclui um programa com forte apelo popular, perfil jornalístico e espaço para temas de interesse social, linha que Datena construiu ao longo de décadas na televisão aberta.
Nos corredores de Brasília, a contratação gerou desconforto entre aliados e técnicos da área de comunicação, principalmente pelo impacto financeiro e pelo simbolismo de um salário elevado em uma emissora mantida com recursos públicos. O assunto também alimentou críticas de opositores, que passaram a questionar a coerência do investimento diante do discurso de austeridade.
Do lado do governo, a avaliação é de que Datena agrega audiência, visibilidade e capacidade de comunicação direta com o público, fatores considerados estratégicos para ampliar o alcance da TV pública. Pessoas próximas ao projeto defendem que o apresentador pode ajudar a reposicionar a emissora e atrair novos espectadores.
Fonte: Correio da Bahia

O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), maior unidade pública do interior da Bahia, realizou na noite desta quinta-feira (05) a solenidade de conclusão do Programa de Residência Médica da instituição. O evento aconteceu no auditório do Centro de Convenções de Feira de Santana e marcou a certificação de 16 novos especialistas, formados em Clínica Médica (5), Cirurgia Geral (4), Medicina Intensiva (2), Ortopedia (3) e Endoscopia (2), incluindo a primeira turma do programa de Endoscopia do hospital.
A mesa diretora foi composta pela diretora-geral do HGCA, Dra. Cristiana França; pela diretora médica, Dra. Hélvia Fagundes; pelo coordenador-geral da Comissão de Residência Médica (Coreme), Dr. Lúcio Couto; pelo supervisor do programa de Residência em Clínica Médica, Dr. Antônio César de Oliveira; pelo supervisor do programa de Endoscopia e vice-coordenador da Coreme, Dr. Victor Galvão; e pelo supervisor do programa de Cirurgia Geral, Dr. Ubiratan Lira.
Durante a cerimônia, a diretora-geral do HGCA, Dra. Cristiana França, destacou a importância do hospital como campo de formação e reforçou que o Clériston é um ambiente estratégico para o fortalecimento do aprendizado prático, ético e humanizado. “O HGCA é, sem dúvida, um espaço privilegiado para que os residentes ampliem seus conhecimentos e desenvolvam a maturidade profissional necessária para lidar com os desafios da medicina real, com responsabilidade e sensibilidade”, afirmou.
Na fala, a diretora também agradeceu o apoio institucional do Governo do Estado e da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), citando investimentos recentes na unidade. “Quero agradecer à Secretaria Estadual de Saúde, na pessoa da secretária Roberta Santana, e ao governador Jerônimo Rodrigues, que têm realizado investimentos importantes e melhorias estruturais no hospital. Isso impacta diretamente na assistência à população e também na qualidade do ensino que oferecemos”, pontuou.
Ao se dirigir aos formandos, o coordenador-geral da Coreme, Dr. Lúcio Couto, ressaltou que o compromisso da residência vai além da técnica e exige ética, prudência e sensibilidade no cuidado. “O médico trata a doença, mas o grande médico trata o paciente que tem a doença. Nossos pacientes têm nome, sobrenome e histórias interrompidas pela dor. Por isso, não podemos perder o hábito de tocar, acolher e olhar para o outro com dignidade”, afirmou.
O coordenador também destacou que a responsabilidade aumenta a partir daquele momento. “Até aqui, vocês estavam sob tutela dos preceptores. A partir de agora, vocês estão diretamente responsáveis por pessoas em momentos de vulnerabilidade. Sejam éticos. A ética começa muito antes do prontuário. Antes da técnica, existe um ser humano que precisa de respeito”, completou.
Um dos momentos de maior simbolismo foi a certificação dos residentes do programa de Endoscopia, que formou sua primeira turma no HGCA, com dois médicos concluintes. O supervisor do programa e vice-coordenador da Coreme, Dr. Victor Galvão, celebrou o marco e ressaltou que o projeto nasceu com planejamento e compromisso coletivo. “Hoje estamos formando a primeira turma de Endoscopia do hospital. Isso vai muito além da entrega do certificado. É uma história construída com responsabilidade e um futuro que foi pensado para acontecer”, disse.
Segundo o supervisor, a implantação do programa foi acelerada graças ao apoio institucional e ao amadurecimento do serviço. “Em menos de 30 dias, inscrevemos o programa, ele foi aceito, visitado, credenciado e iniciamos a residência. Hoje, entregamos à comunidade dois novos endoscopistas”, reforçou.
Dr. Victor Galvão também destacou que a residência transformou o setor e fortaleceu a missão do hospital de formar profissionais cada vez mais preparados. “A residência não só qualificou o ensino, ela transformou o serviço. Oxigenou o setor, trouxe um novo ritmo e nos lembrou diariamente que cuidar bem da comunidade também passa por formar médicos éticos e humanos”, afirmou.
O discurso do orador da turma, Dr. Lucas Lima, emocionou o público ao relatar sua mudança de percepção sobre o hospital ao longo da formação. “O Clériston foi e é a minha escola de medicina. Mas não apenas da medicina: da vida. Aprendemos técnica, mas aprendemos, sobretudo, que o melhor tratamento, muitas vezes, continua sendo um abraço, um toque ou uma palavra amiga”, declarou.
A solenidade também prestou homenagem aos preceptores e professores que contribuíram diretamente para a formação dos novos especialistas, reforçando o compromisso do HGCA com a educação médica e com a consolidação de um modelo de ensino pautado na excelência assistencial e na humanização do cuidado.
Ao final, foram entregues os certificados aos concluintes de cada programa, encerrando oficialmente a cerimônia de formatura e reafirmando o papel do Hospital Geral Clériston Andrade como referência em assistência, ensino e formação de profissionais no interior da Bahia.
ASCOM/HGCA