A Prefeitura Municipal de Feira de Santana, por meio da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária, publicou nesta quarta-feira (29) a Portaria nº 002/2025, que torna pública a relação de candidatos considerados compatíveis com o processo de seleção do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), referente aos Residenciais Rio de Janeiro I e Rio de Janeiro II.
De acordo com a portaria, os candidatos foram classificados após a etapa de verificação documental, conforme critérios definidos pela legislação federal e pelo edital municipal. A análise foi realizada em conjunto com a Caixa Econômica Federal, que avaliou informações em diferentes cadastros nacionais, além da renda familiar, documentação comprobatória e enquadramento no Cadastro Único (CadÚnico).
Critérios de enquadramento
O resultado classifica os candidatos em duas situações:
Compatível: enquadrado nos critérios de elegibilidade, mas sem garantia imediata de contemplação;
Incompatível: apresentou dados cadastrais ou financeiros que não atendem às regras do programa.
Convocação para recursos
A portaria convoca somente os candidatos considerados incompatíveis para comparecer à Secretaria de Habitação, localizada na Avenida Senhor dos Passos, nº 212, Centro, entre os dias 30 e 31 de outubro e 03 a 06 de novembro de 2025, nos horários de 08h às 12h e 14h às 16h.
O objetivo é que os candidatos sejam informados sobre o motivo da incompatibilidade e, se desejarem, apresentem recurso no prazo de 7 dias úteis, podendo regularizar pendências e retomar a possibilidade de contemplação.
Transparência e direito à moradia
O secretário municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Valdivan Conceição Nascimento, destacou que o processo garante transparência e segurança jurídica:
“Nosso compromisso é assegurar que cada família tenha a oportunidade de exercer o direito à moradia digna, dentro de critérios claros e justos. O recurso é uma forma de garantir que nenhum candidato seja prejudicado sem antes ter a chance de regularizar sua situação”.
A lista completa dos candidatos compatíveis está disponível no Diário Oficial do Município e também no site da prefeitura a partir dessa quarta-feira.
Pelo menos 130 pessoas morreram, entre elas quatro policiais, durante uma megaoperação realizada nesta terça-feira (28) contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo o governo estadual, esta já é a operação mais letal da história do estado.
Esse número de mortos já considera os 72 corpos retirados durante a madrugada e manhã desta quarta (29) de uma área de mata conhecida como Vacaria, na Serra da Misericórdia, e levados até a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, no Complexo da Penha. Oficialmente, as forças de segurança farão uma perícia para confirmar a relação entre esses corpos e a operação.
Na manhã desta quarta, o governador Cláudio Castro (PL-RJ) confirmou oficialmente 58 mortos na operação, sendo que 54 eram criminosos e os outros quatro eram agentes de segurança: dois policiais da Polícia Civil e dois da Polícia Militar.
A ação, que integra a Operação Contenção, mobilizou cerca de 2,5 mil agentes de segurança, com o objetivo de capturar cerca de 100 criminosos ligados à facção Comando Vermelho. Até a última atualização desta reportagem, 81 pessoas tinham sido presas na ofensiva, que também apreendeu 93 fuzis, pistolas, granadas e mais de 500 quilos de entorpecentes.
O confronto começou ainda na madrugada desta terça, quando traficantes reagiram com tiros e incendiaram barricadas para impedir o avanço das forças de segurança. Durante o dia, o tráfico organizou represálias em diferentes regiões do Rio, bloqueando vias importantes como a Linha Amarela, a Grajaú-Jacarepaguá e a Rua Dias da Cruz, no Méier. Os criminosos também lançaram bombas nos policiais a partir de drones.
Os agentes de segurança mortos foram os policiais civis Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita); e Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, da 39ª DP (Pavuna); além dos policiais militares Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca, ambos do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
O Governo do Estado do Rio de Janeiro pediu apoio das Forças Armadas em janeiro de 2025, solicitando veículos blindados para operações policiais em áreas de risco. A informação foi confirmada por ofícios enviados ao Ministério da Defesa.
Nesta terça-feira (28), após a operação mais letal da história do Rio, o governador Cláudio Castro (PL) afirmou que o estado já havia feito três pedidos de ajuda ao governo federal, mas todos foram negados. A ação nos complexos do Alemão e da Penha deixou ao menos 60 mortos.
O documento enviado em 29 de janeiro pedia apoio logístico da Marinha, incluindo blindados, operadores e mecânicos. O material seria usado em intervenções policiais e poderia ficar na Cidade da Polícia para pronto emprego.
Segundo Castro, as negativas ocorreram, porque o governo federal condiciona o envio dos blindados a um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que depende de autorização do presidente da República. O governador disse que já entendeu existir uma decisão política de não fornecer os equipamentos.
– Tivemos pedidos negados três vezes. Cada dia uma razão para não estar colaborando. Já entendemos haver uma política de não ceder – afirmou Castro.
O Ministério da Defesa confirmou que recebeu o pedido e que um deles era sobre o caso de dezembro de 2024, quando uma oficial da Marinha foi morta no Hospital Naval Marcílio Dias. A pasta disse que a Advocacia-Geral da União avaliou que o apoio só seria possível com GLO em vigor.
Durante a coletiva, Castro declarou que o Rio está “sozinho” no combate ao crime e reforçou que os policiais precisam de suporte para enfrentar facções armadas com explosivos, drones e armamento pesado.
A megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) realizada nesta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, é a mais letal da história do estado, segundo o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF).
Até o momento, 64 mortes foram confirmadas — sendo 60 suspeitos e 4 policiais (dois civis e dois do Bope). A ação continua em andamento, e os números podem aumentar.
A operação tem como objetivo combater a expansão territorial da facção e prender lideranças criminosas que atuam no Rio e em outros estados. De acordo com o governo fluminense, 100 mandados de prisão estão sendo cumpridos, incluindo 30 em outros estados, principalmente no Pará, onde membros do CV estariam escondidos.
Segundo o governo do Rio, esta é a maior operação em 15 anos. Até o último balanço, 81 pessoas haviam sido presas.
Uma megaoperação das polícias Civil e Militar nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio, deixou 64 mortos nesta terça-feira (28), entre eles quatro policiais e dois suspeitos da Bahia, segundo a Polícia Civil. Outras oito pessoas ficaram feridas, incluindo quatro moradores.
O objetivo da ação é cumprir mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho (CV) — 30 deles de fora do Rio — escondidos nos dois conjuntos de favelas, apontados como bases do projeto de expansão territorial da facção. Até o fim da manhã, 81 pessoas haviam sido presas e 42 fuzis apreendidos.
A operação, batizada de Contenção, mobiliza 2,5 mil agentes das forças de segurança e promotores do Gaeco/MPRJ. O governo estadual afirmou que o confronto representa “uma mudança no padrão de enfrentamento” contra as facções criminosas.
Durante a ação, traficantes usaram drones para lançar granadas contra equipes da Core e do Bope, em um cenário descrito como “típico de guerra”. Segundo o governador Cláudio Castro (PL), o Rio de Janeiro não tem mais condições de atuar sozinho no combate ao crime organizado.
“Essa operação de hoje tem muito pouco a ver com Segurança Pública. É uma operação de Estado de Defesa. É uma guerra que está passando os limites de onde o Estado deveria estar sozinho defendendo. Para uma guerra dessa, que nada tem a ver com a segurança urbana, deveríamos ter um apoio maior e até das Forças Armadas. O Rio está sozinho nessa guerra”, declarou Castro.
O governador afirmou ainda que pediu três vezes apoio de blindados da Marinha e do Exército, mas teve o pedido negado pelo governo federal. Integrantes da gestão Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que as falas de Castro têm tom político e indicam movimento antecipado para as eleições de 2026.
Entre os mortos estão dois policiais civis e dois agentes do Bope. Quatro moradores também foram atingidos, mas não correm risco de morte.
Durante duas semanas, estudantes terão a oportunidade de viver uma experiência completa de preparação e inspiração com dois eventos promovidos pelo Colégio Anísio Teixeira (CAT) e pelo Centro Universitário Anísio Teixeira (UniFat): a Revisão ENEM e os Painéis de Carreiras. A programação acontece de 3 a 14 de novembro, das 8h às 12h, no Auditório Ernestina Silva Lima, e é gratuita e aberta ao público.
O evento vai reunir professores renomados, que farão a revisão dos principais conteúdos cobrados no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), e também oferecerá momentos de orientação profissional por meio dos Painéis de Carreiras, em que coordenadores e alunos da UniFat compartilharão suas experiências e trajetórias em diferentes áreas do conhecimento.
A proposta é unir preparo acadêmico e descoberta vocacional, auxiliando os participantes a se sentirem mais confiantes tanto para as provas quanto para as futuras escolhas profissionais. O evento é uma realização conjunta do Colégio Anísio Teixeira (CAT) e do Centro Universitário Anísio Teixeira (UniFat), reafirmando o compromisso das instituições com a educação de qualidade e o incentivo à formação integral dos jovens.
O advogado Sérgio Barradas Carneiro entregou uma carta com pedido de demissão do cargo de titular da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Feira de Santana, nesta terça-feira (28), ao prefeito José Ronaldo de Carvalho. Sérgio Carneiro estava à frente da pasta desde o início da atual gestão, em 1º de janeiro de 2025.
Durante o período em que esteve à frente da Secretaria de Mobilidade Urbana, Sérgio trabalhou no desenvolvimento de projetos e ações voltadas para o aprimoramento da mobilidade urbana na cidade, sempre com o objetivo de garantir maior fluidez no trânsito e segurança para os cidadãos feirenses.
Na carta, Sérgio agradece ao prefeito pelo convite e atenção dispensada enquanto esteve no cargo. “Gostaria de lhe pedir que me dispensasse desta tarefa, a pedido, a partir desta data. Espero que Vossa Excelência continue buscando as soluções que o nosso Município tanto espera com toda experiência adquirida ao longo da sua vida pública. Desejo sinceros votos de êxito na sua missão”, declarou na carta.
O prefeito José Ronaldo manifestou agradecimento a Sérgio Carneiro pelo trabalho realizado à frente da pasta. O nome do novo titular da Secretaria de Mobilidade Urbana será anunciado em breve pelo chefe do Executivo. A transição deverá ser realizada de forma tranquila, garantindo a continuidade dos projetos e ações em andamento na pasta.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Semmam) realizou, na manhã desta terça-feira (28), uma operação de fiscalização ambiental em postos de combustíveis de Feira de Santana. A ação contou com o apoio da Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) e da Guarda Municipal, com o objetivo de verificar o cumprimento das normas ambientais e das licenças de operação vigentes.
A equipe iniciou os trabalhos às 7h, visitando postos localizados na sede e nos distritos do município. O foco da inspeção foi avaliar se os estabelecimentos estão atuando dentro das condicionantes exigidas pelas licenças ambientais e se cumprem as medidas necessárias para evitar contaminações e riscos ambientais.
A secretária de Meio Ambiente, Jaciara Moreira da Costa, explicou que a ação busca garantir que a população tenha acesso a produtos de qualidade e que o funcionamento dos postos ocorra dentro da legalidade ambiental.
“Nosso objetivo é verificar se os postos estão atuando de forma regular, dentro das licenças ambientais e das condicionantes estabelecidas. A fiscalização é essencial para assegurar que o combustível comercializado não esteja adulterado e que o solo e os recursos naturais não sejam contaminados. Aqueles que apresentarem pendências terão 24 horas para apresentar a documentação necessária, e os casos reincidentes serão autuados”, destacou a secretária.
O diretor de Fiscalização e Licenciamento Ambiental da Semmam, Marcelo Grassi, destacou que o trabalho também tem caráter educativo e preventivo.
“Nosso papel é orientar e garantir que os postos funcionem de forma ambientalmente correta. Entre as irregularidades mais comuns estão pisos com rachaduras, canaletas quebradas e falhas na impermeabilização da área de abastecimento, o que pode causar contaminação do solo. Para os postos que realizam troca de óleo, reforçamos a necessidade de firmar contrato com empresa licenciada para recolher e dar destinação adequada a esse resíduo”, explicou.
Se o consumidor observar qualquer irregularidade, é fundamental denunciar pelo canal 156, que é o meio oficial para registrar essas ocorrências. A população também pode acionar a Agência Nacional do Petróleo (ANP) para denúncias relacionadas ao funcionamento e à qualidade do combustível.
A operação faz parte do cronograma permanente de fiscalização ambiental da Semmam, que atua de forma integrada com outros órgãos municipais para garantir segurança, sustentabilidade e respeito à legislação ambiental em Feira de Santana.
Quase metade dos eleitores brasileiros diz que não votaria no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “de jeito nenhum”em 2026, segundo levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta segunda-feira (27). De acordo com o instituto, 47,5% do eleitorado rejeitam totalmente o petista, enquanto 27,6% dizem que votariam nele com certeza. Outros 23,9% admitem que poderiam votar em Lula.
Entre os nomes da oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera o índice de rejeição: 53,9% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de forma alguma. O parlamentar aparece como substituto hipotético do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que segue inelegível após decisões da Justiça Eleitoral e condenado a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta tentativa de golpe.
Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é o menos rejeitado entre os potenciais candidatos: apenas 39,3% descartam o voto nele, enquanto 38,1% afirmam que poderiam votar e 16,2% dizem que votariam com certeza.
O levantamento ouviu 2.020 eleitores em 162 municípios de todos os estados e do Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
A frase do presidente e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre traficantes serem “vítimas de usuários” resultou em grande prejuízo perante à opinião pública, gerando o quarto maior volume de publicações envolvendo o chefe do Executivo desde o início do ano. É o que mostra uma pesquisa conduzida pela empresa de suítes de mídia social Brandwatch.
Segundo o levantamento, a declaração polêmica resultou em 213 mil menções e 529 milhões de pessoas impactadas pelas publicações. Desse total de postagens, 87% foram críticas e somente 13% delas foram em tom de defesa ou elogioso.
No quesito repercussão, a fala ficou atrás somente do tarifaço criado pelo governo de Donald Trump contra o Brasil, pronunciamento em TV aberta e seu discurso na Organização das Nações Unidas (ONU). Entretanto, nesses três casos, houve maior equilíbrio entre as menções negativas e positivas.
A declaração polêmica envolvendo o narcotráfico aconteceu durante coletiva de imprensa na Indonésia. Na ocasião, o presidente comentava a operação realizada pelos Estados Unidos no Mar do Caribe contra embarcações ligadas ao tráfico de drogas internacional. Para ele, o governo norte-americano deveria cuidar dos usuários em vez de enviar as Forças Armadas por terra, ar ou mar.
– Toda vez que a gente fala de combater as drogas, possivelmente fosse mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente. Os usuários são responsáveis pelos traficantes que são vítimas dos usuários também. Você tem uma troca de gente que vende porque tem gente que compra, de gente que compra porque tem gente que vende – defendeu.
Após receber uma enxurrada de críticas, o líder brasileiro reconheceu que a frase foi “mal colocada”.
– Fiz uma frase mal colocada nesta quinta-feira e quero dizer que meu posicionamento é muito claro contra os traficantes e o crime organizado. Mais importante do que as palavras são as ações que o meu governo vem realizando, como é o caso da maior operação da história contra o crime organizado, o encaminhamento ao Congresso da PEC da Segurança Pública e os recordes na apreensão de drogas no país – argumentou.