Movimento ocorre após ministro da defesa de Israel afirmar às tropas dentro de Gaza que esperassem ação num futuro próximo
Os militares de Israel emitiram um apelo aos residentes do leste de Rafah para “evacuarem imediatamente”, um dia depois de o ministro da defesa do país ter dito às tropas dentro de Gaza que esperassem “ação intensa em Rafah num futuro próximo”.
Avichay Adraee, chefe da divisão de mídia árabe da Unidade do Porta-Voz das FDI, escreveu: “Para sua segurança, o Exército de Defesa insta você a evacuar imediatamente para a área humanitária expandida nos postos de controle”.
Adraee fez “um apelo urgente” às pessoas que residiam “no município de Al-Shawka e nos bairros – Al-Salam, Al-Jneina, Tiba Zaraa e Al-Bayouk na área de Rafah”.
O constante bombardeamento de Gaza por Israel desde 7 de Outubro devastou o local sitiado, reduzindo bairros inteiros a escombros e muitos dos que procuravam abrigo em Rafah foram deslocados várias vezes nos sete meses de guerra.
As agências humanitárias têm alertado Israel contra o lançamento de uma invasão terrestre em grande escala em Rafah, dizendo que “qualquer operação terrestre significaria mais sofrimento e morte” para os 1,2 milhão de palestinos deslocados que se abrigam na cidade mais ao sul da faixa e nos arredores, disse o porta-voz do OCHA, Jens Laerke, aos jornalistas, em Genebra.
O Norte de Gaza já vive uma “fome total” que se espalha rapidamente pela faixa após quase sete meses de guerra, alertou o Programa Alimentar Mundial (PMA) no fim de semana.
O coronel Nadav Shoshani, porta-voz internacional das FDI, disse em um briefing nesta segunda-feira (6) que era uma “operação de escopo limitado para evacuar temporariamente” e “não uma evacuação em larga escala”.
Israel sinalizou repetidamente planos para enviar tropas para Rafah, uma cidade do sul, na fronteira com o Egito, onde se acredita que mais de um milhão de palestinianos deslocados se tenham refugiado desde 7 de Outubro.
O ministro da Defesa israelense, Yoav Galant, disse às tropas no domingo (5) dentro de Gaza que esperem “uma ação intensa em Rafah num futuro próximo, e em outros lugares por toda a faixa”, porque – como ele disse – o Hamas não pretende chegar a um acordo sobre os reféns, e um cessar-fogo.
O anúncio veio um dia depois de Israel fechar a passagem de fronteira de Kerem Shalom para caminhões humanitários, depois de ter sido atingido por pelo menos 10 foguetes na manhã de domingo, de acordo com as IDF. A travessia tem sido fundamental para levar ajuda a Gaza.
Três soldados das FDI foram mortos e três gravemente feridos no ataque com foguetes reivindicado pelo braço militar do Hamas, as Brigadas Al-Qassam.
Não ficou claro se o pedido de evacuação foi uma resposta ao ataque em Kerem Shalom, e a passagem de fronteira permaneceu fechada nesta segunda-feira.
As FDI também não estabeleceram um prazo exato para quanto tempo as pessoas no leste de Rafah terão de evacuar, nem ofereceram garantias de que a área para onde se mudariam não seria bombardeada.
“As pessoas têm pelo menos dias para se mudar. Como eu disse, estamos realizando avaliações situacionais em tempo real e avaliando a situação”, disse Shoshani, da IDF.
Ele disse que a evacuação atual afeta cerca de 100.000 pessoas.
Quando questionado pela CNN sobre a razão operacional da mudança, Shoshani disse: “Faz parte dos nossos planos desmantelar o Hamas e, como eu disse, tivemos um lembrete violento de sua presença e de suas habilidades operacionais e bem-estar ontem e como parte de nossos planos de nos desmantelar e trazer de volta nossos reféns.”
Ordens anteriores de Israel para evacuar partes de Gaza antes das operações militares foram recebidas com críticas das Nações Unidas e de grupos humanitários, que afirmaram repetidamente que não há espaço seguro na faixa para onde as pessoas possam fugir.
A prática da tourada, que historicamente cativa uma parcela de seguidores na Espanha, enfrenta um declínio de interesse — em especial entre os jovens, conforme indicam pesquisas recentes | Foto: Reprodução/ABS
O governo da Espanha anunciou que o Prêmio Nacional de Tourada não será entregue neste ano. A medida, encabeçada pelo Ministério da Cultura, gerou reações diversas entre os apoiadores do espetáculo e defensores dos direitos dos animais.
Instituído em 2011, o prêmio de € 30 mil (R$ 163 mil) aos vencedores não será mais distribuído, seguindo o governo da Espanha.
Figuras proeminentes, como Enrique Ponz e Julian Lopez, conhecido como “El Juli”, já foram agraciadas com o prêmio anteriormente.
A prática da tourada, que historicamente cativa uma parcela de seguidores na Espanha, enfrenta um declínio de interesse — em especial entre os jovens, conforme indicam pesquisas recentes.
Espanha cancela touradas, em meio à preocupação com o bem-estar animal e com os impactos culturais
O ministro da Cultura, Ernest Urtasun, enfatizou que a preocupação com o bem-estar animal tem ganhado relevância na sociedade contemporânea.
Com base em dados que revelam uma diminuição significativa na audiência de espetáculos taurinos, o ministério considerou inapropriado manter um prêmio que recompensa uma prática considerada uma maneira de abuso animal.
Em resposta à mobilização contrária à tourada, o Partido Popular (PP) prometeu restabelecer o prêmio caso retorne ao poder.
“As touradas são uma atividade da Espanha que faz parte da cultura, das tradições, da nossa própria identidade como povo”, criticou o porta-voz parlamentar do PP, Miguel Tellado. “A supressão do prémio mostra o sectarismo daqueles que nos governam.”
Os grupos de direitos dos animais acolheram positivamente a medida, enquanto os entusiastas da tourada demonstraram descontentamento | Foto: Reprodução/Freepik
Em contrapartida, o presidente da Fundação de Toro de Lidia, Victorino Martín, acusou Urtasun de agir de maneira discriminatória por motivações ideológicas. O debate em torno da tourada segue acalorado, com diferentes perspectivas sobre a decisão ministerial e seus impactos culturais e sociais.
Enquanto isso, autoridades locais, como Emiliano García-Page, presidente de Castilla-La Mancha, planejam criar prêmios alternativos para a prática taurina em suas regiões. O objetivo é ganhar alcance nacional e internacional.
Abuso aconteceu poucos meses antes da profissional de educação se casar
Madison Bergmann, uma professora de 24 anos do ensino fundamental em Wisconsin, nos Estados Unidos, foi presa na quarta-feira (1º) sob a acusação de manter um relacionamento inapropriado com um aluno da quinta série. O caso veio à tona quando a mãe do menino ouviu uma conversa entre seu filho e a professora ao telefone.
Ao descobrir mensagens de texto entre os dois, os pais do garoto levaram o assunto à River Crest Elementary School, onde o pai apresentou as conversas impressas como evidência. As mensagens revelavam encontros dentro da sala de aula durante o almoço ou depois das aulas, além de declarações de afeto da parte de Bergmann, incluindo menções sobre ser tocada e beijada pelo aluno. Ao ser detida, a polícia encontrou uma pasta com o nome do menino contendo notas manuscritas sobre os encontros, incluindo uma carta em que Bergmann expressava preocupação com a natureza do relacionamento devido à diferença de idade.
A professora alegou que a mãe do aluno havia lhe fornecido o número do telefone do menino em dezembro, quando a convidou para passar as férias de inverno com a família. Embora Bergmann estivesse noiva na época, ela se casaria em julho do mesmo ano. O Distrito Escolar de Hudson confirmou que Bergmann está em licença administrativa e proibida de entrar em contato com qualquer aluno, pai ou funcionário do distrito. Embora tenha sido liberada após pagar fiança de US$ 25.000, ela ainda enfrenta acusação de agressão sexual infantil em primeiro grau.
Durante o julgamento nos Estados Unidos esta semana, foram reveladas imagens perturbadoras de um homem sendo acusado pela morte de seu filho, mostrando-o forçando o menino a correr em uma esteira em uma academia.
O garoto, com apenas 6 anos na época, faleceu dias depois após passar mal e sofrer uma convulsão. A mãe da criança acusou o pai, Christopher Gregor, de agressão e de obrigar o filho a se exercitar. O incidente ocorreu em 2021 em New Jersey, mas as imagens que retratam Gregor compelindo o menino a correr só foram reveladas durante o julgamento do caso, no qual o pai enfrenta acusações de homicídio e pode ser condenado à prisão perpétua.
Nas imagens, Gregor força Corey, seu filho, a correr em alta velocidade em uma esteira de academia, resultando em quedas e em momentos de intensa pressão física. Segundo as acusações, Corey acordou dias depois com problemas de fala, enjoo e dificuldades para andar, e relatou aos médicos ter sido forçado a correr na esteira pelo pai, que o criticava por estar acima do peso. Tragicamente, enquanto estava no hospital, Corey sofreu uma convulsão fatal. A mãe da criança, que também acusa o pai de agressão física, não conteve as lágrimas ao assistir às imagens durante o julgamento.
A empresa é acusada de produzir talco que pode provocar câncer
O talco da Johnson & Johnson é acusado de conter amianto | Foto: Open Grid Scheduler/Flickr
A Johnson & Johnson, uma das líderes farmacêuticas dos Estados Unidos, apresentou na quarta-feira 1º um plano para encerrar os processos cíveis relacionados ao suposto risco cancerígeno de seu produto de talco. A empresa se comprometeu a desembolsar aproximadamente US$ 6,5 bilhões (equivalente a cerca de R$ 33 bilhões).
Erik Haas, vice-presidente de assuntos jurídicos da J&J, declarou em comunicado que esse plano marca o desfecho da estratégia de acordo consensual divulgada anteriormente em outubro. “Desde aquela data, o grupo tem trabalhado com os advogados que representam a maioria dos demandantes para encontrar uma saída para esse litígio”, disse.
De acordo com o site g1, conforme os termos, a Johnson & Johnson concordou em pagar cerca de US$ 6,4 bilhões durante um período de 25 anos para os casos referentes a reclamações sobre danos ovarianos, que representam 99,7% das reivindicações.
Os casos restantes, associados ao mesotelioma, também conhecido como “câncer do amianto”, são tratados separadamente. A empresa esclareceu que 95% desses casos já foram resolvidos com os demandantes.
Talco da Johnson teria amianto
Por causa do talco, Johnson & Johnson é condenada a pagar indenização milionária | Foto: Divulgação/Johnson & Johnson
O talco conteria amianto, o que seria um fator para o câncer de ovário. Apesar das alegações, a empresa continua a negá-las, embora tenha retirado o produto do mercado norte-americano.
“As ações judiciais relacionadas ao talco contra o grupo (J&J) demonstram o impacto sem precedentes de ações judiciais sem fundamento contra empresas norte-americanas”, disse Haas. “E as decisões extremas obtidas pelos demandantes.”
Ele também reclamou sobre uma suposta “distorção de estudos científicos”. Um resumo de estudos divulgados em janeiro de 2020, que envolveram 250 mil mulheres nos EUA, não encontrou nenhuma correlação estatística entre o uso de talco na região genital e o risco de câncer de ovário.
A preocupação com a contaminação do talco com amianto surgiu na década de 1970, sendo o amianto frequentemente encontrado na natureza em proximidade com os minerais utilizados na produção do talco.
Anteriormente, em abril de 2023, a empresa havia proposto um acordo no valor de US$ 8,9 bilhões, equivalente a cerca de R$ 44,4 bilhões em valores de 2023, ao qual 60 mil reclamantes haviam aderido. No entanto, a proposta foi rejeitada por um juiz de falências.
Em 23 de janeiro, a Johnson & Johnson anunciou um acordo preliminar com um consórcio de promotores de 43 Estados dos EUA envolvidos no caso.
Na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), um acampamento de manifestantes pró-Palestina se tornou palco de um confronto com manifestantes pró-Israel e pessoas que também eram contra o protesto. A situação se intensificou após a prefeitura do campus declarar o acampamento ilegal.
Grupo pró-palestina e pessoas contra o protesto entram em confronto em universidade dos EUA pic.twitter.com/c4NSM4FZeI
— Diario do Brasil Notícias (@diariobrasil_n) May 1, 2024
Durante os confrontos, uma pessoa ficou ferida e foi levada de ambulância para o hospital, embora a gravidade dos ferimentos ainda não seja conhecida.
As pessoas no local relatam que a polícia se retirou após os paramédicos levarem a vítima, o que aumentou a violência e o risco de mais brigas. O Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD) atribuiu a responsabilidade ao Departamento de Polícia da Universidade da Califórnia (UCPD), enquanto a UCPD afirmou que todos os seus policiais disponíveis estavam cuidando da situação.
Os manifestantes continuaram o confronto até bem depois das 23h30 (3h30 de quarta-feira no horário de Brasília), usando fogos de artifício e atirando todo tipo de material uns contra os outros, inclusive barreiras metálicas.
O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não descarta a possibilidade de construir campos de detenção em território norte-americano para imigrantes que estejam no país ilegalmente caso retorne à Casa Branca, de acordo com uma entrevista à revista Time publicada nesta terça-feira.
Trump foi questionado sobre se construiria novos campos de detenção como parte de sua promessa de campanha de realizar a maior deportação de imigrantes ilegais.
“Eu não descartaria nada”, disse Trump. “Mas não haveria tanta necessidade deles” porque, segundo ele, o plano é deportar os imigrantes que estão nos EUA ilegalmente de volta para seus países de origem o mais rápido possível.
“Não vamos deixá-los no país”, disse Trump. “Vamos levá-los para fora.”
Trump tem feito das travessias ilegais na fronteira entre os EUA e o México um ponto central de sua campanha contra o presidente Joe Biden, que está concorrendo a um segundo mandato de quatro anos. A imigração é uma das principais questões para os eleitores, de acordo com pesquisas de opinião.
Trump disse que usaria tropas da Guarda Nacional para ajudar em seus esforços planejados de deportação, mas também não descartou o envio de forças militares ativas para ajudar.
“Não creio que eu tenha que fazer isso. Acho que a Guarda Nacional seria capaz de fazer isso. Se eles não puderem, então eu usaria os militares”, disse ele.
Trump foi questionado sobre a Lei Posse Comitatus de 1878, uma legislação posterior à Guerra Civil que proíbe o uso das Forças Armadas contra civis.
“Bem, esses não são civis. São pessoas que não estão legalmente em nosso país. Isso é uma invasão de nosso país”, disse Trump.
Na segunda-feira, Biden e o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador disseram que seus governos logo tomarão medidas para diminuir as travessias ilegais na fronteira sul, ao mesmo tempo em que abordarão os problemas econômicos e de segurança que levam as pessoas a migrar.
Trump tem usado uma terminologia desumanizadora para descrever os imigrantes ilegais nos EUA, chamando-os de “animais” ao falar sobre supostos atos criminosos e dizendo que eles estão “envenenando o sangue do nosso país”, uma frase que tem sido criticada como xenófoba e ecoando a retórica nazista.
Em resposta às críticas, Trump disse que não tinha ideia de que o ditador alemão Adolf Hitler havia usado linguagem semelhante.
Em 2024, o risco Argentina apresentou uma queda significativa, passando de 1.888 pontos em janeiro para 1.143 em abril. Essa medição, realizada pela empresa de serviços financeiros J. P. Morgan e divulgada pelo portal Infobae, representa uma redução de 745 pontos, equivalente a quase 40%.
O risco país é um indicador que reflete a confiança do mercado na economia de um país e em sua capacidade de honrar pagamentos.
Esse indicador leva em consideração questões políticas, sociais e fiscais. Quando o risco país é baixo, há maior probabilidade de atrair capital estrangeiro, com diversos investidores direcionando recursos para os títulos do país.
Os analistas da consultoria Quantum examinaram essa mudança no cenário econômico argentino, considerando também o setor financeiro global.
Um dos fatores relevantes foi a taxa livre de risco dos títulos dos Estados Unidos, que aumentou de 3,8% para 4,6% ao ano durante os primeiros quatro meses do governo de Javier Milei.
Essa queda no índice demonstra que, sob a gestão de Milei, há maior confiança na capacidade da Argentina de cumprir seus compromissos financeiros.
Consequentemente, o país tende a atrair mais investimento estrangeiro. Quando Milei assumiu a Casa Rosada, anunciou um choque de gestão, com corte de subsídios e redução da máquina pública.
No primeiro resultado fiscal de seu governo, houve um superávit de US$ 620 milhões, algo que não acontecia desde agosto de 2012.
A Tesla, empresa líder em carros elétricos, fundada pelo bilionário Elon Musk, anunciou no último fim de semana uma parceria estratégica com a gigante chinesa Baidu. O objetivo da colaboração é implementar uma tecnologia de mapeamento e navegação avançada para fortalecer o sistema Full-Self Driving(FSD) da Tesla, que permite a direção autônoma de veículos.
Essa parceria surge em um momento crucial para a Tesla, que estava enfrentando escrutínio por parte das autoridades chinesas em relação à privacidade de dados. Além disso, a empresa também tem enfrentado queda nas vendas e preocupações com segurança de dados.
No entanto, o anúncio dessa colaboração entre a Tesla e a Baidu trouxe resultados positivos para a montadora de Musk. As ações da empresa registraram um aumento de 13,38% nesta segunda-feira, demonstrando confiança do mercado nessa nova parceria.
Obstáculo regulatório na China
Um dos principais benefícios desse acordo é que a Tesla supera um importante obstáculo regulatório na China.
De acordo com o jornal britânico Financial Times, as empresas estrangeiras que vendem veículos inteligentes na China são obrigadas a utilizar fornecedores locais de sistemas de mapeamento e navegação aprovados pelo governo. Com a parceria com a Baidu, a Tesla cumpre essa exigência e fortalece sua posição no mercado chinês.
A Tesla detinha cerca de 7,5% do mercado de veículos elétricos na China no primeiro trimestre deste ano. Esse é um mercado estratégico para a empresa de Musk, já que a China é o berço da rival BYD e o segundo maior mercado para a Tesla.
Fortuna de Musk
Além disso, o anúncio dessa parceria teve um impacto direto na fortuna de Elon Musk. Em menos de um dia, sua riqueza aumentou em impressionantes US$ 12 bilhões, elevando seu patrimônio para US$ 204,9 bilhões. Com isso, Musk ultrapassou o CEO da Amazon, Jeff Bezos, e se tornou o segundo bilionário mais rico do mundo, de acordo com o ranking em tempo real da Forbes.
Embora Elon Musk esteja atrás do CEO do grupo de luxo LVMH, Bernard Arnault, e sua família, que acumulam um patrimônio de US$ 209,7 bilhões de dólares, a ascensão meteórica de Musk no ranking dos bilionários é notável.
Com isso, o número total de detidos desde o início dos protestos chega a 700. Manifestações começaram no dia 18 de abril, na Universidade de Columbia, em Nova York.
Mais de 200 pessoas foram detidas neste sábado (27) em quatro universidades dos Estados Unidos durante protestos pró-Palestina.
Segundo o jornal “The New York Times”, os manifestantes foram detidos na Universidade Northeastern, na Universidade Estadual do Arizona, na Universidade de Indiana e na Universidade de Washington em St. Louis, enquanto a polícia tenta conter o crescimento no número de protestos nas faculdades dos EUA.
Com isso, o número de manifestantes detidos desde o início dos protestos, em 18 de abril, chega a 700. A onda de protestos atinge algumas das universidades de maior prestígio dos EUA, como Columbia, Harvard e Yale.
Os manifestantes são contra a atuação de Israel na guerra contra o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza — e pedem para que as instituições de ensino cortem laços com Israel e também com empresas que, segundo os alunos, viabilizam a guerra.
Estudantes que tentavam montar acampamento em universidade no Missouri (EUA) foram detidos neste sábado (27) — Foto: Christine Tannous/St. Louis Post-Dispatch via AP
Parte da comunidade universitária se incomodou com os protestos: alunos e professores judeus afirmam que as manifestações têm se tornado antissemitas, e que eles têm medo de pisar nos campi.
Shai Davidai, um professor da faculdade de administração da Universidade Columbia, em Nova York, afirmou que foi impedido de entrar em uma parte do campus. Davidai é um judeu israelense americano.
O epicentro desse movimento é a Universidade Columbia, em NY, onde há um acampamento de ativistas com bandeiras palestinas e mensagens de solidariedade a Gaza.
Prisões e acampamentos desmontados
Neste sábado, na Universidade de Washington, em St. Louis, mais de 80 detenções foram feitas e o campus foi fechado à noite, de acordo com um comunicado das autoridades da universidade.
A nota, segundo o jornal “The New York Times”, acrescenta que a polícia do campus ainda estava processando as detenções.
Jill Stein, candidata do Partido Verde às eleições presidenciais de 2024, estava entre os manifestantes detidos, juntamente com o seu coordenador de campanha e outro integrante da equipe, disse um porta-voz da campanha.
Na manhã de sábado, na Universidade Northeastern, em Boston, no estado de Massachusetts, os manifestantes montaram um acampamento no Centennial Common do campus esta semana e atraiu mais de 100 apoiadores. A administração pediu aos manifestantes que saíssem, mas muitos estudantes não obedeceram à ordem de retirada.
Policiais do estado de Massachusetts chegaram ao local, ainda na madrugada de sábado, e começaram a prender os manifestantes, algemando-os e desmontando várias tendas.
Dezenas de estudantes são presos em manifestações pró-Palestina, nos EUA
Eles disseram que prenderam 102 manifestantes. Não ficou claro quantos dos presos eram estudantes. A universidade informou que os alunos que mostrassem suas carteiras de identidade universitárias estavam sendo libertados.
Por volta das 11h de sábado, a maior parte do acampamento foi liberada.
A detenção em massa em Northeastern foi a segunda repressão na manhã de sábado contra manifestantes em um campus de Boston em menos de uma semana. Na manhã de quinta-feira, policiais da cidade prenderam 118 pessoas no Emerson College depois que os manifestantes se recusaram a sair do acampamento e formaram uma barricada.
Policiais prendem estudante durante manifestação na Universidad de Emory, nos EUA, em 25 de abril — Foto: Mike Stewart/AP
Na Universidade Estadual do Arizona, a polícia escolar prendeu 69 pessoas na manhã de sábado depois que elas montaram um acampamento não autorizado, o que viola a política da universidade.
A universidade afirmou que os manifestantes criaram um acampamento e que o grupo foi instruído várias vezes a se dispersar.
Na Universidade de Indiana, onde a polícia universitária prendeu 33 pessoas em um acampamento no início desta semana, o campus e a polícia estadual prenderam mais 23 manifestantes no sábado. As autoridades disseram que um grupo “ergueu inúmeras tendas e toldos na noite de sexta-feira com a intenção declarada de ocupar o espaço universitário indefinidamente.”
Universidades de todo o país usaram estratégias diferentes na semana passada para reprimir os protestos. Algumas recuaram e procuraram diminuir as tensões, enquanto em outras faculdades, como a Universidade do Sul da Califórnia e a Universidade Emory, a polícia correu para desmantelar acampamentos e prender estudantes e membros do corpo docente.
Em Harvard, o acesso ao seu histórico Harvard Yard ficou com acesso restrito, permitindo a entrada apenas daqueles que apresentassem carteira de identidade universitária. A universidade também suspendeu um grupo pró-Palestina, mas mesmo assim o grupo e seus apoiadores montaram um acampamento no pátio.