Empresários cubanos temem que novas regulamentações prejudiquem o ambiente de negócios no país
O regime de Miguel Díaz-Canel implementou políticas para regulação de preços, lucros e fortalecimento da supervisão sobre o mercado privado | Foto: Reprodução/Instagram/cubaminrex
A ditadura de Cuba aumentou o controle sobre as empresas privadas na ilha. O regime comunista anunciou seis novos decretos, que entraram em vigor na quarta-feira 10.
As medidas têm a finalidade de aumentar a supervisão estatal sobre as operações das empresas privadas em Cuba.
Os novos decretos afetam diretamente o ambiente empresarial cubano. O Conselho de Ministros, órgão máximo da administração federal da ditadura caribenha, apresentou a nova ação durante uma sessão extraordinária.
De acordo com as autoridades de Cuba, as medidas visam a “trazer ordem” ao crescente setor privado do país, que enfrenta uma grave crise econômica e social há anos.
Empresários locais estão preocupados com o impacto econômico dessas medidas. Observadores internacionais monitoram de perto as mudanças.
Medidas de controle em Cuba
O regime do ditador cubano, Miguel Díaz-Canel, implementou políticas para regulação de preços, lucros e fortalecimento da supervisão sobre o mercado privado.
Para o primeiro-ministro cubano, Manuel Marrero, “não se trata de forma alguma de uma cruzada contra as pequenas e médias empresas, nem contra outras formas de gestão não estatal”.
De acordo com ele, as novas ações de controle são uma maneira de criar “regulação e acompanhamento”.
Ditadura cubana anuncia “economia de tempo de guerra” para conter crise
Já no fim de junho, a ditadura de Cuba anunciou que iria ampliar o controle de preços no país e combater a evasão fiscal. De acordo com Havana, o objetivo é conter o déficit fiscal e a inflação, que afetam a economia da ilha.
A equipe de Miguel Díaz-Canel vai centralizar a tomada de decisões no Orçamento nacional, para alinhar as despesas com as receitas. “Todos estamos aqui para salvar a revolução cubana e salvar o socialismo”, disse o ditador, em recente reunião com ministros.
Avião sobrevoou o céu de Los Angeles uma hora antes do início do ESPY Awards, evento em que o príncipe Harry recebeu prêmio
Durante a passagem do príncipe Harry por Los Angeles, nos Estados Unidos, um avião exibindo uma faixa com os dizeres “Príncipe Harry: investigue a morte da mamãe” intrigou os moradores da cidade. A mãe de Harry é a princesa Diana, morta em acidente de carro, em 1997.
A pequena aeronave sobrevoou a região cerca de uma hora antes do início do ESPY Awards, evento em que o duque de Sussex recebeu uma honraria.
Veja:
Reprodução
Não foi esclarecida qual era a intenção da mensagem nem quem pagou para exibi-la em Hollywood antes do evento.
Muitas teorias da conspiração cercam o acidente que vitimou Diana Spencer, mãe de Harry, incluindo suspeitas nunca comprovadas de envolvimento do serviço secreto britânico e da rainha Elizabeth II.
ESPY Awards e príncipe Harry
Harry estava presente para receber o Prêmio Pat Tillman, batizado em homenagem a um ex-jogador da NFL que se alistou no exército e faleceu em serviço.
Tillman atuou como segurança do Arizona Cardinals de 1998 a 2001 e foi morto em combate enquanto servia como Ranger do Exército dos EUAno Afeganistão em 2004.
Harry foi selecionado para receber o prêmio devido aos seus 10 anos de serviço nas Forças Armadas Britânicas e seu trabalho nos Jogos Invictus.
A mãe de Pat, Mary Tillman, expressou choque com o fato de o prêmio de seu filho ter sido concedido a “uma figura tão controversa e polêmica”.
Os mineiros John Deason e Richard Oates viram suas vidas mudarem completamente quando, em 1869, encontraram a maior pepita de ouro do mundo. Com 61 centímetros de comprimento e mais de 70 quilos, a pedra teria um valor atual de mais de dois milhões de dólares. Apesar de os mineiros serem conhecidos até hoje pelo feito, suas famílias garantem que não receberam grandes heranças: “Infelizmente não sou [rica], e nem temos joias feitas com a pedra”, diz herdeira.
O caminho até o ouro
Chamada “corrida do ouro” atraía pessoas de diferentes partes do mundo. As perigosas minas que ofereciam essa possibilidade ficavam espalhadas por vários países e, apesar dos eventuais riscos, eram vistas pelos mineiros como uma chance de mudar de vida. “Naquela época, as condições dos trabalhadores eram precárias, mas a oportunidade de descobrir pedras preciosas e mudar sua realidade vulnerável falou mais alto”, conta o jornal argentino La Nación.
Em uma das minas da cidade de Moliagul, na Austrália, dois mineiros conseguiram realizar o sonho de encontrar ouro. Em fevereiro de 1869, John Deason e Richard Oates encontraram a maior pepita de ouro do mundo. De acordo com os registros da época, eles desenterraram a pedra a poucos metros da superfície. A pepita foi apelidada pelos mineiros de Welcome Stranger, ou “bem-vinda, estranha”.
Documento obtido pelo jornal The New York Times vem à tona em momento em que sanidade do presidente Joe Biden é questionada
As idas ao local são de julho de 2023 a março de 2024 | Foto: Wikimedia Commons
Um especialista em doença de Parkinson do Centro Médico Militar Nacional Walter Reed visitou a Casa Branca oito vezes em oito meses. A informação está em um documento obtido pelo jornal The New York Times (NYT) com o órgão oficial dos Estados Unidos.
Entre julho de 2023 a março de 2024, o dr. Kevin Cannard, neurologista especializado em distúrbios do movimento, visitou o local. Pelo menos em uma dessas vezes, ele se reuniu com o médico do presidente dos EUA, Joe Biden.
De acordo com o NYT, é possível que o especialista tenha ido ao local novamente depois de março. Porém, a política de divulgação voluntária da Casa Branca permite que o órgão demore mais tempo para expor o fato.
A informação surge em um contexto de desconfiança quanto à sanidade mental de Biden, de 81 anos. Recentemente, o principal concorrente à eleição presidencial, Donald Trump, publicou um vídeo com alguns tropeços e gafes de Biden.
Lapsos e a confusão mental de Biden ficaram evidentes no primeiro debate presidencial promovido pela CNN há pouco mais de uma semana. O próprio Biden admitiu a performance ruim no embate contra Trump. Democratas passaram a pedir a substituição de Biden na corrida pela Casa Branca.
“Não ando com tanta facilidade como antes, não falo com tanta fluidez como antes, não debato tão bem como antes, mas sei o que sei: dizer a verdade”, afirmou o presidente. “Eu sei como fazer este trabalho, como fazer as coisas. Eu sei, como milhões de americanos sabem, que quando te derrubam, você se levanta.”
O documento divulgado pela Casa Branca ao The New York Times
Um porta-voz da Casa Branca diz que Biden não foi diagnosticado com Parkinson | Foto: Reprodução/Twitter/X
Segundo o próprio jornal The New York Times, o documento enviado pela Casa Branca não especifica se a visita do dr. Cannard era para encontros diretos com o presidente Joe Biden ou para outras reuniões não relacionadas com o líder.
Na principal rede social de profissões, LinkedIn, a página pessoal do médico informa que ele está “apoiando a Unidade Médica da Casa Branca por mais de 12 anos”.
Ao todo, esse período sugere que ele atende ao órgão do Executivo norte-americano desde as administrações de Barack Obama e Donald Trump. Registros mostram que o médico realmente visitou o local no governo Obama. Trump revogou a política de divulgação voluntária da Casa Branca e, por isso, não se sabe mais detalhes sobre as possíveis visitas.
Em declaração à imprensa, um porta-voz da Casa Branca disse que milhares de militares trabalham no local e necessitam de atendimento médico. “Uma grande variedade de especialistas do sistema Walter Reed visita o complexo da Casa Branca para tratar os milhares de militares que trabalham no local”, disse Andrew Bates.
O mesmo porta-voz explicou ainda que o presidente Joe Biden se consultou com neurologistas uma vez por ano, “como parte de check-up físico geral”. “Os exames não encontraram nenhum sinal de Parkinson, e ele não está sendo tratado para isso”, completou Bates.
A discussão sobre sexo na prisão repercutiu durante a semana após a imprensa internacional noticiar o caso da carcereira brasileira presa por fazer sexo com um detento na penitenciária de Wandsworth, em Londres.
No Brasil, é permitida a visita conjugal ou íntima à pessoa privada de liberdade em estabelecimento penal, desde que resguardada “a privacidade e a inviolabilidade” dos detentos e seus visitantes, conforme resolução do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Veja quais são as regras
Regras seguem padrão internacional. As normas para o encontro íntimo dentro do sistema prisional brasileiro seguem padrões internacionais de execução penal, sob o título de “visita conjugal” ou “visita íntima”, desde dezembro de 2021, quando passou a vigorar uma resolução do Depen que atualizou as regras sobre o benefício nas prisões nacionais.
Entende-se por visita conjugal ou visita íntima a visita à pessoa privada de liberdade em ambiente reservado disponibilizado no estabelecimento penal, asseguradas a privacidade e a inviolabilidade. Artigo 1° da Resolução n° 23, de 4 de novembro de 2021 (publicada em dezembro).
A visita deve ser autorizada pelo setor administrativo da unidade prisional. Poder ser concedida tanto para presos definitivos quanto para presos provisórios.
Não são permitidas visitas mediante serviços ou favores sexuais; a visita conjugal de menores de 18 anos de idade também é vedada. Apenas em casos comprovados de casamento ou união estável, pessoas entre 16 e 18 anos podem realizar visitas íntimas.
O benefício será oferecido de acordo com a disciplina apresentada pela pessoa presa durante o cárcere. E depende da estrutura e condições de segurança da cadeia.
O visitante autorizado deve fazer um cadastro no serviço social. É necessária a confirmação de casamento, união estável ou autorização do preso e visitante.
Um mesmo detento não tem direito a mais de um cadastro de visitante conjugal na unidade prisional. E, em caso de substituição da pessoa cadastrada para a visita íntima, deverá respeitar o prazo mínimo de um ano.
Os encontros conjugais privados dependem de um cronograma e da preparação do ambiente adequado pela unidade prisional, ocorrendo preferencialmente uma vez por mês.
O local de acesso privado deve ser higienizado. Deve ter preservativos (masculinos e femininos) e material de educação sexual. Em caso de suspeita de violência durante a visita íntima, a vítima deve ter à disposição a atenção de uma equipe multidisciplinar. “A proibição ou suspensão da regalia de visita conjugal observará ato motivado da autoridade responsável pela unidade prisional (…) e integrará o prontuário da pessoa presa”, informa ainda a resolução.
‘Recompensa’ ao bom comportamento
A visita conjugal ou íntima busca “atender o progressivo contato do recluso com o mundo exterior e facilitar a manutenção do convívio familiar”. É vista como recompensa ao bom comportamento do condenado, segundo o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária.
A visita conjugal é recompensa, do tipo regalia, concedida à pessoa privada de liberdade, nos termos do art. 56, II, da Lei de Execução Penal, e deve atender às preocupações de tratamento digno e de progressivo convívio familiar do recluso. Trecho da resolução do Depen
O então presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, juiz Márcio Schiefler Fontes, afirmou na época da revisão da resolução que o tema da visita conjugal é dos mais angustiantes no âmbito da política penitenciária brasileira e necessitava de atualização. “A resolução visa a enquadrar o regramento administrativo à letra da lei e aos padrões internacionais em vigor, reforçando o papel das autoridades prisionais, sempre sujeitas à fiscalização dos órgãos de execução penal”, afirmou Fontes.
Até agora, o governo ucraniano confirmou 10 mortes decorrentes do ataque feito nesta segunda-feira, 8
O Ohmatdyt é o maior hospital infantil na Ucrânia e foi parcialmente destruído nesta segunda-feira, 8 de julho | Foto: Reprodução/Twitter/X
O governo da Ucrânia informou que um ataque de mísseis russos na capital, Kiev, matou dez pessoas e feriu 31 nesta segunda-feira, 8. Um dos alvos foi o hospital infantil Ohmatdyt, com capacidade para atender mil crianças. Equipes de resgate buscam pacientes e profissionais que possam estar sob os escombros.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou no Twitter/X às 6h08 (hora de Brasília) que “a Rússia disparou mais de 40 mísseis de diferentes tipos contra cidades ucranianas, atingindo um hospital infantil em Kiev e danificando prédios residenciais e infraestrutura por todo o país”.
Segundo Zelensky, ‘há pessoas sob os escombros, e o número exato de vítimas ainda é desconhecido. Nesse momento, todos estão ajudando a limpar os escombros — médicos e pessoas comuns”.
Okhmatdyt Children's Hospital in Kyiv. One of the most important CHILDREN’S hospitals not only in Ukraine, but also in Europe. Okhmatdyt has been saving and restoring the health of thousands of children.
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) July 8, 2024
Uma imagem mostra um prédio parcialmente destruído com muitos escombros e várias pessoas tentando resgatar sobreviventes, enquanto uma fumaça densa se eleva do local.
O Ohmatdyt é o maior hospital infantil na Ucrânia, capaz de atender mais de 1.000 crianças em diversas especialidades. Foi atingido e parcialmente destruído hoje pela Rússia. Há o temor de que possa haver crianças debaixo dos escombros. pic.twitter.com/w94bFMyazS
Presidente da Ucrânia cobra responsabilização da Rússia
Zelensky pediu ao mundo que use toda a sua determinação para acabar com os ataques russos. “Matar é o que Putin faz. Somente juntos podemos trazer paz e segurança verdadeiras.”
Na postagem, o presidente ucraniano também afirmou que “a Rússia não pode alegar ignorância sobre para onde voam os seus mísseis”. “A Rússia deve ser totalmente responsabilizada por todos os seus crimes contra as pessoas, contra as crianças, contra a humanidade em geral. É muito importante que o mundo não fique calado sobre isso agora e que todos vejam o que a Rússia é e o que está a fazer.”
Repórteres da AFP relataram que uma densa fumaça cobria Kiev durante a manhã. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que fragmentos de mísseis abatidos pela defesa antiaérea caíram em dois bairros do centro da cidade, e que equipes de resgate foram enviadas para essas áreas.
O presidente Joe Biden e o ex-presidente Barack Obama, durante evento de campanha em Los Angeles Imagem: Mandel Ngan/AFP
Com a queda da popularidade do presidente e candidato à reeleição nos Estados Unidos, Joe Biden, algumas pessoas questionam se o democrata que o antecedeu, Barack Obama, poderia concorrer a um terceiro mandato na Casa Branca.
Qual a regra?
A 22ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos estabelece que o presidente do país pode ser eleito para, no máximo, dois mandatos. Nos Estados Unidos, a 22ª Emenda foi ratificada em fevereiro de 1951.
A regra é diferente da do Brasil, por exemplo.Aqui, a Constituição diz que o presidente pode ser reeleito “para um único período subsequente”. Ou seja, presidentes podem ter três mandatos ou mais desde que não sejam consecutivos, como ocorreu com o presidente Lula.
Obama poderia ser vice-presidente de Biden?
Não há possibilidade de despistar a 22ª Emenda para tornar Obama o vice-presidente de Biden, defende o professor de ciência política da Universidade Atlântica da Flórida Kevin Wagner, em artigo ao jornal Palm Beach Post. Ele rejeita a ideia de colocar Obama como vice para que depois Biden renuncie ao cargo em favor do colega democrata.
Embora a 22ª Emenda não faça nenhuma referência direta a um ex-presidente se tornar vice, existem outras restrições na Constituição dos EUA que impediriam esse processo. Segundo a 12ª Emenda, nenhuma pessoa inelegível para o cargo de presidente pode concorrer à vice-presidência. Como Obama não pode concorrer à presidência, ele também sofreria restrição à cadeira de vice-presidente.
Michelle Obama é citada
A ex-primeira-dama Michelle Obama poderia, sim, concorrer no lugar de Biden. Mas ela já disse que não o faria. Em nota à NBC News, a diretora de comunicação de Michelle, Crystal Carson, reforçou: “Como a ex-primeira-dama já expressou várias vezes ao longo dos últimos anos, ela não vai concorrer à presidência. Ela apoia o presidente Joe Biden e a vice-presidente Kamala Harris na campanha à reeleição”.
Uma pesquisa encomendada pela Reuters mostra que apenas Michelle Obama venceria o ex-presidente Donald Trump nas eleições presidenciais nos Estados Unidos, em novembro. Michelle aparece com 11 pontos de vantagem sobre Trump. Em cenários hipotéticos com candidatos democratas além de Biden, a ex-primeira-dama tem 50% das intenções de voto e é a única capaz de derrotar Trump, que surge com 39%.
História dos mandatos nos EUA
George Washington, primeiro presidente do país, se retirou da disputa para um terceiro mandato pela Casa Branca em 1796. Ele era bastante popular, mas se recusou a entrar na disputa, argumentando que uma transição de autoridade era importante para evitar um governo com poder similar ao de um rei, segundo o Guia Annenberg da Constituição.
No fim de seu segundo mandato, que ia até 1877, o presidente republicano Ulysses Grant considerou uma reeleição. Mas os democratas, que eram maioria na Câmara dos Representantes, aprovaram uma resolução denunciando o terceiro mandato como violação à tradição política estadunidense.
Theodore Roosevelt, 26º presidente dos EUA, tentou um terceiro mandato em 1912. Entretanto, perdeu para o candidato do Partido Democrata, Thomas Woodrow Wilson.
Franklin Roosevelt quebrou a tradição de dois mandatos em 1940. Com a popularidade em alta após guiar o país durante a Grande Depressão, ele se candidatou para a cadeira de presidente pela terceira vez. Em 1944, em meio à Segunda Guerra Mundial, Roosevelt concorreu ao quarto mandato de forma inédita e, mais uma vez, venceu.
Conversas sobre uma emenda que impusesse limites à quantidade de reeleições dos presidentes começaram em 1944. Naquele ano, o candidato republicano Tomas Dewey disse, em discurso, que um possível governo de 16 anos de Roosevelt colocaria em risco a democracia.
A permanência prolongada de Franklin Roosevelt na presidência levou à ratificação da 22ª Emenda em 1951. A movimentação fez com que alguns apoiadores do presidente dentro do Partido Democrata deixassem a campanha, segundo informações do Centro Nacional da Constituição. Roosevelt, por sua vez, argumentava que estava na corrida para manter os EUA fora da guerra na Europa.
A postura rendeu a exclusão do religioso da Igreja Católica
Foto: Agência Eclesial
Um arcebispo ultraconservador da Itália foi excomungado por rejeitar a autoridade do papa Francisco. Carlo Maria Viganò, 83 anos, disse que o papa deveria renunciar e, posteriormente, subiu o tom, descrevendo-o como um “falso profeta” e “servo de Satanás”. A postura rendeu a exclusão do religioso da Igreja Católica. O Vaticano anunciou a saída nesta sexta-feira (5).
De acordo com comunicado divulgado pelo Dicastério para a Doutrina da Fé, o órgão com a função de salvaguardar os fundamentos do catolicismo. O arcebispo foi considerado culpado de cisma.
A declaração do arcebispo, que durante a pandemia de Covid-19 teve postura negacionista, aconteceu três dias depois de a Santa Sé autorizar a bênção a casais homoafetivos e a aqueles considerados “em situação irregular”, termo usado para se referir aos que estão em sua segunda união após um divórcio.
Em nota, o escritório doutrinário disse que a recusa de Viganò em reconhecer e se submeter ao papa Francisco ficou clara em suas declarações públicas. “Na conclusão do processo penal, o reverendíssimo Carlo Maria Viganò foi considerado culpado do delito reservado (violação da lei) de cisma”, disse o comunicado.
Israel recebeu dos países mediadores uma nova proposta para trégua com o grupo extremista Hamas, que será analisada por Benjamin Netanyahu
Israel confirmou ter recebido do grupo extremista Hamas o último esboço do acordo de trégua com reféns, e o primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, vai se reunir com o gabinete nesta quinta-feira (4/7) para avaliar o documento.
O Mossad, agência de inteligência israelense, afirmou que os mediadores, Egito, Turquia e Catar, enviaram “as observações do Hamas sobre as linhas gerais do acordo de reféns”. “Israel está avaliando os comentários e transmitirá sua resposta aos mediadores”, acrescentou o comunicado.
O Hamas afirmou, na quarta-feira, ter apresentado novas ideias aos mediadores sobre como chegar a um cessar-fogo e a um acordo de troca de reféns.
Com o desenvolvimento da guerra e a morte de civis na Faixa de Gaza, a pressão internacional por um cessar-fogo entre Israel e o Hamas vem crescendo. Apesar disso, todas as tentativas até agora foram inócuas.
Netanyahu tem negado acordos
A última esperança havia sido um acordo mediado pelos Estados Unidos. O presidente norte-americano, Joe Biden, inclusive, veio a público para falar que faltava pouco para uma trégua.
Entretanto, problemas de interpretação, que dividem a cessação das hostilidades e a troca de cativos em três fases, fizeram com que as negociações fossem paralisadas. E o próprio Netanyahu afirmou que as declarações de Biden não condiziam com as definições israelenses e que havia “lacunas”.
Enquanto isso, o primeiro-ministro insiste que a guerra, iniciada em 7 de outubro do ano passado, só vai acabar com o fim do grupo extremista.
O ataque do Hamas a Israel deixou pelo menos 1.139 pessoas, a maioria civis, e fez 251 prisioneiros. Mais de 100 ainda se encontram em poder dos terroristas. Já o governo de Gaza afirma que israelenses mataram 37.952 civis, a maioria crianças, e feriram mais 87.266 pessoas.
A paisagem da Sicília foi dramaticamente iluminada esta semana com o despertar do Monte Etna. A terça-feira, 2 de julho de 2024, ficará marcada como o dia em que uma das mais notáveis maravilhas naturais da Europa rompeu o silêncio que perdurava há quatro anos, proporcionando um verdadeiro espetáculo de luz e sombras.
No alto de seus 3.330 metros, o vulcão mais ativoda Europa não só fascinou como também alarmou, liberando energia através de duas crateras. A ‘Voragine’, há muito inativa, retomou a atividade com explosões impactantes e uma cascata de lavas incandescentes que desenhava trilhas de fogo no céu noturno.
Qual a causa do despertar súbito do Monte Etna?
A ressurgência do Monte Etna tem intrigado cientistas e observadores ao redor do mundo. Estudos preliminares sugerem que mudanças minuciosas na composição química do magmapodem ter incitado essa nova fase de atividade. As duas crateras, ‘Voragine’ e a recém-formada ‘Bocca Nuova’, operam em conjunto nesse novo ciclo de atividade vulcânica.
Monte Etna e Stromboli: Os Colossos do Mediterrâneo
Os especialistas apontam que Etna, juntamente com o vulcão Stromboli, localizado nas Ilhas Eólias, constituem os vulcões mais explosivos da região, em grande parte devido às suas peculiares composições magmáticas. Ambos são conhecidos por seus estilos eruptionsivos altamente explosivos, que podem gerar cenários de risco para as áreas circundantes.
O Impacto Histórico e Cultural do Monte Etna
Registrada desde 425 a.C., a história eruptiva do Monte Etna é, sem dúvida, a mais documentada entre todos os vulcões globais. Esse registro longo e detalhado não apenas contribui para o estudo científico do vulcanismo, mas também tem impregnado a cultura e a mitologia locais. O vulcão foi muitas vezes visto tanto como uma divindade quanto como um adversário, moldando a paisagem e a vida daqueles que vivem à sua sombra.
Além de seu papel na ciência, o Monte Etna é um ícone turístico, atraindo milhares de visitantes que buscam experienciar sua majestade e poder. A cada nova erupção, reacende-se o fascínio humano pelo poder incomensurável da natureza.
Acompanhar a atividade do Monte Etna é um lembrete da dinâmica constante do nosso planeta e da necessidade de respeitar e adaptar-se aos seus ciclos naturais. Este espetáculo natural, embora impressionante, serve também como alerta para os desafios de conviver próximo a uma das forças mais poderosas da Terra.