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Reprodução/IDF Website

O Exército israelense está se preparando para uma possível incursão terrestre no Líbano, de acordo com declarações feitas pelo principal general do país nesta quarta-feira (25). “Vocês ouvem os jatos acima; estamos atacando o dia todo”, afirmou o tenente-general Herzi Halevi, chefe do Estado-Maior, às tropas enquanto visitava a fronteira norte, conforme comunicado de imprensa.

Halevi explicou que os ataques aéreos têm como objetivo preparar o terreno para uma possível entrada das tropas, além de continuar degradando as forças do Hezbollah. Esse tipo de operação terrestre foi mencionada pela segunda vez nesta quarta-feira por um alto oficial militar israelense, indicando que essa ação pode ser iminente.

Ori Gordin, principal general de Israel no norte, afirmou que os militares precisam estar totalmente preparados para manobras. Essa declaração ocorreu poucas horas depois das Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciarem a convocação de duas brigadas da reserva, em resposta aos conflitos com o Hezbollah.

Quais são os Objetivos da Operação?

Segundo Halevi, um dos objetivos principais é permitir que cerca de 60 mil israelenses que foram deslocados retornem com segurança para suas casas no norte. “Estamos preparando o processo de uma manobra,” afirmou o general. Isso inclui a entrada das tropas em territórios controlados pelo Hezbollah, que possuem infraestrutura subterrânea e pontos de lançamento para ataques a civis israelenses.

Estratégia e Tática Militar Utilizada

Halevi detalhou que a entrada das tropas será em vilas que o Hezbollah transformou em grandes postos militares. A ação visa enfrentar diretamente os terroristas do Hezbollah, demonstrando a força e a competência profissional dos militares israelenses. “Vocês estão chegando muito mais fortes e muito mais experientes do que eles,” adicionou Halevi, destacando a superioridade das tropas israelenses.

Preparações e Expectativas

O general sublinhou que a missão das tropas incluirá destruir decisivamente as infraestruturas e bases do Hezbollah. “Vocês entrarão, destruirão o inimigo lá e destruirão decisivamente sua infraestrutura,” afirmou ele. Essa operação é vista como fundamental para garantir a segurança dos moradores do norte de Israel, permitindo que eles retornem às suas casas.

O desenvolvimento dessa situação tensa e complexa continua sendo observado com grande atenção tanto por parte da população israelense quanto pela comunidade internacional. As ações israelenses representam uma estratégia de defesa robusta, mas também possuem implicações significativas para a estabilidade regional.

Assim, a preparação contínua das Forças de Defesa de Israel para uma possível incursão terrestre no Líbano reafirma o compromisso do país em proteger seus cidadãos e a soberania do território.

Informações TBN


Reprodução/@TrumpWarRoom

A campanha presidencial de Donald Trump informou nesta terça-feira que funcionários de inteligência dos Estados Unidos alertaram o ex-presidente sobre “ameaças reais e específicas” do regime do Irã para assassiná-lo. A situação traz à tona questões de segurança nacional e as tensões internacionais que cercam a política americana.

O diretor de comunicações da campanha de Trump, Steven Cheung, revelou que o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional fez essa comunicação ao ex-presidente. Segundo Cheung, esses ataques coordenados aumentaram nos últimos meses, levando as agências de segurança a reforçarem as medidas de proteção para garantir que Trump esteja protegido e que as eleições ocorram sem interferências.

Apressão Internacional sobre o Irã

Esse anúncio ocorre em um momento de crescente pressão internacional sobre o Irã. A nação persa tem sido alvo de sanções e críticas por seu apoio ao Hezbollah, grupo terrorista que tem enfrentado Israel no Líbano. As tensões na região exacerbam as preocupações com segurança e estabilidade global.

Recentemente, em julho, o Irã negou as acusações de tentar assassinar Trump após um ataque em um comício na Pensilvânia. O evento resultou em uma morte e um ferido, desencadeando uma série de especulações sobre possíveis complôs iranianos. O regime persa classificou as acusações como “maliciosas”, enquanto veículos de comunicação americanos relataram um possível complô, levando ao reforço na segurança do ex-presidente.

Quais são as Medidas de Segurança para Trump?

A segurança de Trump foi redobrada após as ameaças. A Casa Branca, além disso, denunciou que o Irã está tentando hackear a campanha de Trump, em uma suposta tentativa de influenciar as eleições de 2024. O contexto revela a complexidade da situação, que não se restringe apenas a ameaças físicas, mas também a ataques cibernéticos.

Tentativa de Assassinato na Flórida

Em paralelo aos alertas de ameaças vindas do Irã, a Procuradoria dos Estados Unidos acusou nesta terça-feira Ryan Routh. Ele é suspeito de tentar matar Trump em um campo de golfe na Flórida em setembro. Routh já enfrentava acusações federais relacionadas a armas de fogo e, em uma carta manuscrita divulgada pela Procuradoria, detalhou seu plano falhado de assassinato. No manuscrito, ele confessou: “Este foi um intento de assassinato de Donald Trump, mas lamento muito não ter conseguido”.

Reação das Autoridades Americanas

O procurador-geral Merrick B. Garland condenou a violência contra funcionários públicos, afirmando que isso coloca em risco “tudo o que nosso país representa”. Ele assegurou que o Departamento de Justiça não tolerará tais atos e trabalhará para responsabilizar os culpados. O caso agora está sob a supervisão da juíza Aileen Cannon, nomeada durante o governo de Trump.

Routh foi avistado por um agente do Serviço Secreto armado com um rifle semiautomático em um campo de golfe de propriedade de Trump. O agente disparou contra o suspeito, que fugiu da cena sem disparar sua arma. A complexidade da situação enfatiza a contínua ameaça à segurança de Trump e a necessidade de vigilância constante.

No cenário atual, onde a segurança de líderes e ex-líderes políticos é constantemente ameaçada, é crucial que tanto as medidas físicas quanto cibernéticas sejam fortalecidas para evitar tragédias e garantir a estabilidade política e social dos Estados Unidos.

Futuro das Ameaças à Segurança

Com as eleições de 2024 se aproximando, a questão da segurança nacional se torna cada vez mais premente. Será essencial monitorar e antecipar ameaças para proteger não apenas os candidatos, mas também o processo democrático americano como um todo. A cooperação internacional e o fortalecimento das agências de inteligência são passos fundamentais para garantir um ambiente seguro e justo para todos os envolvidos.

Este episódio serve como um lembrete das complexas e muitas vezes perigosas interseções entre política, segurança e diplomacia internacional. As respostas e ações tomadas nos próximos meses serão cruciais para determinar a estabilidade e segurança dos Estados Unidos e, por extensão, do mundo.

Informações TBN


Bombardeios foram confirmados nesta terça-feira, 24, pelas Forças Armadas israelenses

Desde segunda-feira, 23, 558 pessoas morreram e 1.835 ficaram feridas no Líbano | Foto: Reprodução/Redes sociais
Desde segunda-feira, 23, 558 pessoas morreram e 1.835 ficaram feridas no Líbano | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Força Aérea de Israel atacou dezenas de alvos do grupo terrorista Hezbollah na madrugada desta terça-feira, 24, na região sul do Líbano. 

Com a ofensiva israelense, o Aeroporto Internacional Rafic Hariri cancelou mais de 30 voos de e para Beirute, sendo 15 de saída e 29 de chegada, de diversas companhias aéreas.

Não há informações sobre vítimas até o momento.

De acordo com o comunicado das Forças de Defesa de Israel (FDI), os bombardeios aéreos atingiram uma célula terrorista do Hezbollah que havia atacado a área de HaAmakim, no norte de Israel, na noite anterior. 

Além disso, a artilharia e os tanques israelenses acertaram alvos nas áreas de Ayta ash Shab e Ramyeh, no sul do Líbano.

De acordo com o canal de notícias Al Jazeera, o Hezbollah também realizou ataques, com seis bombardeios contra posições militares israelenses, incluindo a Base Aérea de Ramat David.

Uma pessoa é carregada em uma maca do lado de fora do Centro Médico da Universidade Americana de Beirute (AUBMC) enquanto pessoas, incluindo combatentes e médicos do Hezbollah, foram feridas e mortas quando os pagers que eles usam para se comunicar explodiram em todo o Líbano , de acordo com uma fonte de segurança, em Beirute, Líbano, em 17 de setembro de 2024. REUTERS/Mohamed Azakir TPX IMAGENS DO DIA
Paciente é carregado em uma maca do lado de fora do Centro Médico da Universidade Americana de Beirute (AUBMC), no Líbano | Foto: Mohamed Azakir TPX/Reuters 

Segundo a agência de notícias Reuters, a TV Al-Manar, ligada ao Hezbollah, relatou que o grupo atacou uma fábrica de explosivos em Israel, a 60 km da fronteira. 

Os terroristas também disseram ter atacado o Aeródromo de Megiddo em três ocasiões diferentes durante a noite.

Ofensiva de Israel ao Líbano

Nesta segunda-feira, 23, 492 pessoas morreram e 1.645 ficaram feridas no Líbano, segundo o Ministério da Saúde do país. Nesta terça, o órgão atualizou o número para 558 mortos na soma dos dois dias. 

A segunda-feira foi o dia mais sangrento no país desde a guerra de 2006.

Segundo ministro libanês Firass Abiad, os mortos incluem 50 crianças e 94 mulheres. Outras 1.835 pessoas estão feridas.

Pouco antes dos ataques desta segunda-feira, as FDI haviam alertado a população civil para se afastar imediatamente de posições e depósitos de armas do Hezbollah.

Os militares israelenses afirmaram que cerca de 1,6 mil alvos do grupo foram atacados, o que resultou na morte de inúmeros integrantes do Hezbollah. Os ataques de ambos os lados aumentaram a tensão na região, que já vive um clima de instabilidade.

Informações Revista Oeste


Créditos: depositphotos.com / ronib1979

A crise entre Líbano e Israel tem escalado rapidamente, atingindo um novo patamar de violência e tensão na região. No último domingo (22/9), centenas de foguetes e mísseis foram lançados pelo Hezbollah contra o norte de Israel, respondendo a ataques aéreos israelenses que atingiram 290 posições da milícia xiita no Líbano. A situação despertou preocupação internacional, com a coordenadora das Nações Unidas no Líbano, Jeanine Hennis-Plasschaert, alertando para uma “catástrofe iminente”.

Além dos ataques no Líbano, a organização Resistência Islâmica no Iraque, composta por movimentos iraquianos apoiados pelo Irã, declarou ter atacado um posto militar de Israel utilizando drones. Esse aumento nas hostilidades resultou na morte de três pessoas no sul do Líbano, além de várias outras feridas. Israel, por sua vez, invadiu a sede da rede de TV Al Jazeera em Ramala, ordenando seu fechamento por 45 dias.

Eventos que desencadearam intensificação

A recente escalada pode ser atribuída a uma série de eventos desencadeadores. Os ataques israelenses desta semana têm tido um impacto significativo, especialmente ao dizimar o comando das forças especiais do Hezbollah. Em resposta, o Hezbollah introduziu um novo míssil de longo alcance no campo de batalha, aumentando o alcance e a intensidade dos ataques.

Comunidade internacional

A atuação internacional tem sido marcada por declarações de preocupação e pedidos de cessar-fogo. Jeanine Hennis-Plasschaert, representando as Nações Unidas no Líbano, destacou que a região beira uma catástrofe iminente.

“Em um momento em que a região está à beira de uma catástrofe iminente, nunca é demais repetir: NÃO há solução militar que torne qualquer um dos lados mais seguro”, alertou a coordenadora especial das Nações Unidas para o Líbano neste domingo.

Países ao redor do mundo monitoram a situação de perto, enquanto buscam uma resolução pacífica para evitar uma escalada ainda maior.

Consequências humanitárias

Os civis são os mais afetados por essa onda de violência. No sul do Líbano, três pessoas já perderam a vida, enquanto várias outras ficaram feridas. A situação cria um ambiente de insegurança e medo, com muitos buscando abrigo e proteção em meio ao caos. A infraestrutura local, já fragilizada, continua a sofrer danos significativos devido aos bombardeios.

O que podemos esperar?

A pergunta que muitos fazem é: qual será o desenrolar dessa crise? A introdução de novos armamentos por parte do Hezbollah e a resposta agressiva de Israel indicam que a situação pode piorar antes de melhorar. A pressão internacional, entretanto, pode desempenhar um papel crucial em mediar e buscar uma solução pacífica para evitar uma tragédia ainda maior.

Acompanhar o desenvolvimento dessa crise é essencial para entender sua complexidade e impacto global. Atores internacionais, regionais e locais continuam a trabalhar para buscar uma resolução que traga algum grau de estabilidade e paz para essa região tão fragmentada.

Para mais informações e atualizações em tempo real, acompanhe os canais de notícias e fontes confiáveis. A situação no Líbano e em Israel continua a evoluir rapidamente, e é essencial estar bem informado para entender todos os aspectos dessa crise complexa.

Informações TBN


Ataque dos terroristas libaneses aumenta a tensão no Oriente Médio

Homens israelenses penduram uma bandeira israelense sobre um prédio danificado, que foi atingido por um foguete do Líbano - 22/9/2024 | Shir Torem/Reuters
Homens israelenses penduram uma bandeira israelense sobre um prédio danificado, que foi atingido por um foguete do Líbano – 22/9/2024 | Shir Torem/Reuters

O Hezbollah admitiu que lançou cerca de 20 mísseis contra a Base Militar e o Aeroporto de Ramat David, no norte de Israel, em resposta aos ataques israelenses no Líbano.

O Exército de Israel informou que aproximadamente dez projéteis foram disparados do Líbano para o norte do país durante a noite. Segundo as Forças de Defesa de Israel, todos os mísseis, exceto um, foram interceptados.

Um homem sofreu “arranhões muito leves”, em virtude dos estilhaços de uma interceptação próxima a uma vila na Baixa Galileia, conforme um porta-voz do Serviço Nacional de Emergência de Israel, o MDA. “Médicos e paramédicos do MDA estão fornecendo tratamento no local para um homem de 60 anos em uma condição muito branda”, declarou o porta-voz.

Equipes de emergência trabalham em um local de casas danificadas, depois de um ataque de foguete do Líbano - 22/9/2024 | Shir Torem/Reuters
Equipes de emergência trabalham em um local de casas danificadas, depois de um ataque de foguete do Líbano – 22/9/2024 | Shir Torem/Reuters

Hezbollah sofre contraofensiva israelense

O Exército de Israel e o grupo terrorista Hezbollah trocaram ataques neste sábado, 21, enquanto equipes de resgate vasculhavam escombros de um prédio de oito andares destruído em Beirute por um ataque aéreo israelense.

Duas lideranças do Hezbollah estão entre os mortos. Esse é um dos movimentos mais intensos de Israel contra o grupo terrorista durante a guerra no Oriente Médio, que está prestes a completar um ano. Também foi o maior ataque contra a capital do Líbano desde a última guerra entre Tel-Aviv e o Hezbollah, em 2006.

O ataque ao prédio, na sexta-feira 20, matou 16 terroristas do Hezbollah, incluindo dois importantes oficiais da Força de elite Radwan. Entre eles estão Ibrahim Aqil, chefe das operações militares do Hezbollah e Ahmed Wahbi, chefe da unidade de treinamento do grupo terrorista libanês.

Israel descobre plano dos terroristas

A Defesa de Israel alega ter descoberto planos de um ataque com foguetes que estaria sendo organizado pelo Hezbollah. E o alerta sobre um possível novo ataque foi feito à população neste sábado, quando o governo ampliou para regiões mais ao sul diretrizes de emergência.

O governo israelense também fechou neste sábado o espaço aéreo no norte do país para voos privados. As restrições não se aplicam para voos comerciais, segundo o Exército de Israel.

O Hezbollah lançou cerca de 100 foguetes contra o norte de Israel neste sábado, segundo o Exército israelense. A polícia de Israel afirmou que os bombardeios causaram danos e iniciaram incêndios, mas ninguém ficou ferido.

As Forças de Defesa de Israel também informaram que caças israelenses atingiram cerca de 180 alvos do Hezbollah no sul do Líbano nas últimas horas, de modo que destruíram milhares de lançadores de foguetes.

Durante toda a semana, houve uma escalada de tensão na região. Desde o ano passado, o Hezbollah tem disparado foguetes na direção do norte de Israel, em apoio ao Hamas. Nenhum dos lados, no entanto, havia partido para um enfrentamento total.

Mas a troca de ataques ficou mais intensas depois da explosão de pagers e walkie-talkies de integrantes do Hezbollah ao redor do Líbano, na terça-feira 17 e na quarta-feira 18, em uma ação atribuída a Israel. Em um pronunciamento na quinta-feira 19, o chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, afirmou que o grupo irá retaliar contra Israel e não irá parar com os bombardeios no norte do país vizinho.

Assim, novas trocas de ataques são esperadas para este domingo.

Informações Revista Oeste


Walkie-talkies destruídos após explosões no Líbano, em 18 de setembro de 2024.  — Foto: Telegram/Reprodução

Walkie-talkies destruídos após explosões no Líbano, em 18 de setembro de 2024. — Foto: Telegram/Reprodução 

Em um plano de longo prazo e com tecnologia altamente sofisticada, o serviço de inteligência de Israel criou uma empresa de fachada para vender pagers já com explosivos instalados ao Hezbollah, segundo uma reportagem publicada nesta quinta-feira (19) pelo jornal “The New York Times”. 

Pagers usados pelo Hezbollah explodiram, em 17 de setembro de 2024 — Foto: Reuters 

Com base em depoimentos de funcionários do serviço de inteligência israelense, a reportagem afirma que a empresa de fachada forneceu ao grupo extremista os pagers, pequenos aparelhos de recebimento de mensagem de texto muito usados nas décadas de 1980 e 1990 que, na terça-feira (17), foram detonados em uma explosão quase simultânea, matando 12 pessoas e ferindo mais de 2.750. 

Citando as fontes israelenses, o jornal afirma que a empresa de fachada é a BAC Consulting KFT, já apontada nos últimos dias como envolvida na fabricação dos pagers detonados. 

A fabricante original dos pagers é a taiwanesa Gold Apollo. No entanto, em comunicado emitido após a explosão dos dispositivos do Hezbollah, a Gold Apollo afirmou que havia terceirizado a produção dos modelos adquiridos pelo grupo extremista para a BAC Consulting KFT. 

A terceirizada era uma empresa sediada em Budapeste, na Hungria, local que o serviço de inteligência israelense escolheu para criar a fabricante de fachada, disse a reportagem do The New York Times. 

Ainda de acordo com o jornal, a operação foi de longo prazo e começou a ser colocada em prática em 2022, antes mesmo de estourar a guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza — o Hezbollah tem atacado o norte de Israel em apoio ao Hamas. Ambos os grupos são financiados pelo Irã e lutam contra Israel. 

Na ocasião, o Hezbollah estava começando a adotar pagers como forma de comunicação, para driblar o rastreamento que Israel é capaz de fazer aos celulares. Os pagers, mais antigos, não têm GPS. 

Nos últimos meses, no entanto, o chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, começou a ampliar o uso dos dispositivos no lugar de celulares. Ele recomendou a troca em pronunciamentos públicos e inclusive comprou uma carga de 4.000 dispositivos, todos da empresa de fechada do serviço secreto de Israel, afirmou o The New York Times. 

A reportagem diz ainda que, através da empresa de fachada, Israel começou a produzir pagers e vendê-los não só para o Hezbollah como também para clientes regulares — nesses casos, no entanto, os pagers vendidos não continham explosivos. 

Já nos pagers vendidos para o Hezbollah, o principal cliente da fabricante de fachada, membros do serviço de inteligência inseriram microexplosivos com uma tecnologia que permitia que fossem detonados à distância, afirma a reportagem. 

A estratégia explicaria como os explosivos foram introduzidos nos pagers e detonados quase simultaneamente. 

Israel não havia se pronunciado sobre a reportagem até a última atualização desta reportagem. O governo israelense também não reivindicou autoria sobre os ataques aos dispositivos e nem comentou o caso. 

Nasrallah fala em declaração de guerra

O chefe do grupo extremista Hezbollah, Hassan Nasrallah, durante pronunciamento, em 19 de setembro de 2024. — Foto: Al-Manar TV vua Reuters

O chefe do grupo extremista Hezbollah, Hassan Nasrallah, durante pronunciamento, em 19 de setembro de 2024. — Foto: Al-Manar TV vua Reuters 

O chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse nesta quinta-feira (19) que a série de explosões de pagers e “walkie-talkies” do grupo extremista foi uma declaração de guerra por parte de Israel e prometeu vingança. 

Nasrallah culpou o governo israelense e admitiu que as explosões foram um “golpe sem precedentes” para o grupo, mas disse que isso não será o fim do Hezbollah

Também nesta quinta, Israel começou a colocar em prática a nova ofensiva no norte do país, na fronteira com o Líbano, onde o Hezbollah atua. O Exército israelense atacou posições do grupo extremista, que revidou, matando dois soldados de Israel. 

Em pronunciamento, Nasrallah afirmou estar pronto para uma ofensiva de Israel no sul do Líbano e disse que a operação seria uma “oportunidade histórica” para o Hezbollah. “Estamos em nosso território”, afirmou. 

O grupo extremista controla boa parte do sul do Líbano, embora não tenha nenhuma ligação formal com o governo do país. 

“Recebemos um golpe severo, mas eu asseguro que nossa estrutura não foi afetada”, declarou. “É verdade que, tecnologicamente, eles são muito inteligentes. Mas também são muito estúpidos, porque nunca conseguem alcançar seus objetivos”. 

O chefe do Hezbollah disse também que fará de tudo para que os cidadãos israelenses que vivem no norte do país não consigam voltar para suas casas. Eles foram retirados de suas residências nas últimas semanas, quando os conflitos entre Israel e o Hezbollah aumentaram, e, na quarta-feira, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu que os moradores retornariam às suas casas (leia mais abaixo). 

Explosões coordenadas detonaram uma série de pagers, na terça-feira (17), e de “walkie-talkies”, na quarta-feira (18) no Líbano. Os dispositivos pertenciam a membros do Hezbollah, que os portavam no momento das explosões. 

No total, 37 pessoas morreram e mais de 3.000 ficaram feridas no ataque, que se tornou o mais mortal para o Hezbollah desde o início da guerra entre Israel e o Hamas. 

Também nesta quinta, o governo do Líbano proibiu a entrada de pagers e “walkie-talkies” em voos do país. Pelas ruas de Beirute, moradores se mostram temerosos em usar telefones celulares, e alguns até deixaram o aparelho, segundo a imprensa local. 

Imagens mostram a aparente detonação de um ‘walkie-talkie’ durante um funeral no subúrbio de Beirute, no Líbano, em 18 de setembro de 2024. 

Na quarta-feira, após as explosões, o Ministério da Defesa de Israel afirmou que o foco da guerra está mudando para o norte do país (que faz fronteira com o Líbano, onde o Hezbollah atua) e que vai concentrar tropas na região.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse em pronunciamento que vai garantir que moradores do norte de Israel realocados por conta dos conflitos com o Hezbollah, voltariam para casa. 

“Eu já disse isso antes, nós retornaremos os cidadãos do norte para suas casas em segurança e é exatamente isso que faremos”, disse Netanyahu. 

As duas explosões, que ocorreram em um intervalo de 24 horas, aumentaram as tensões na região e repercutiu na Organização das Nações Unidas (ONU). O secretário-geral da ONU, Antonio Gueterres, condenou o uso de “objetos civis” como arma de guerra, e o governo libanês pediu uma reunião no Conselho de Segurança, que será realizada na sexta-feira (20).

Líbano, Irã e Hezbollah acusaram Israel, que ainda não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem. Aliado do Hezbollah, o Irã disse em carta enviada à ONU que Israel violou a soberania do Líbano e prometeu resposta às explosões.

O Hezbollah, grupo extremista fundado no Líbano, tem atacado o norte de Israel desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em outubro de 2023. Assim como o Hamas, o Hezbollah é financiado pelo Irã. Nas últimas semanas, as tensões entre o grupo extremista e Israel aumentaram, após um ataque do grupo a cidades israelenses no norte. 

Facha de prédio em Beirute pega fogo após explosões de walkie-talkies, em 18 de setembro de 2024.  — Foto: Telegram/Reprodução

Facha de prédio em Beirute pega fogo após explosões de walkie-talkies, em 18 de setembro de 2024. — Foto: Telegram/Reprodução 

Momento de explosão de dispositivo no Líbano — Foto: Reprodução 

Homem mostra como ficou pager após explosão — Foto: Telegram/Reprodução

Homem mostra como ficou pager após explosão — Foto: Telegram/Reprodução

Informações G1


Na quarta-feira (18), o governo isaelense anunciou que tropas estavam sendo deslocadas pela fronteira com o Líbano

Foto: Redes sociais

Dezoito anos após o conflito de 2006, uma nova guerra entre Hezbollah e Israel pode ser travada no Líbano em meio às tensões no Oriente Médio. O início de um novo entrave ganhou forças após os ataques a dispositivos eletrônicos do grupo. 

Na quarta-feira (18), o governo isaelense anunciou que tropas estavam sendo deslocadas pela fronteira com o Líbano. Em comunicado, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sinalizou as operações contra ao Hezbollah a fim de garantir a segurança dos israelenses no norte do país. 

“Estamos muito determinados a criar as condições de segurança que permitam o regressos dos residentes às suas casas, às comunidades, com um elevado nível de segurança, e estamos prontos para fazer tudo o que for necessário para que estas coisas aconteçam”, declarou major Herzi Halevi, o Chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (FDI).

Nesta semana, 32 pessoas morreram no Líbano após ataques contra dispositivos como pagers e rádios walkie-talkies. O Hezbollah e autoridades libanesas acusaram Israel de estar por trás das ações. 

O antigo confronto entre o Hezbollah e Israel matou cerca de 1,3 mil pessoas em 34 dias.

Informações Bahia.ba


Foto: Benoit Peyrucq/AFP

No último dia 2, teve início o julgamento de Dominique Pélicot, acusado de cometer e organizar uma série de abusos sexuais contra sua esposa, Gisèle, ao longo de dez anos. Em sua primeira fala no tribunal, Pélicot expressou arrependimento, dizendo: “Eu era muito feliz com a Gisèle. Ela não merecia isso, reconheço”. Este depoimento inicial foi adiado várias vezes devido a complicações de saúde do réu.

Pelicot é apontado como o principal responsável numa ação judicial que envolve outros 50 homens, acusados de abusarem da esposa dele enquanto ela estava inconsciente. Durante a audiência, foi decidido pelo juiz Roger Arata que o julgamento prosseguiria mesmo na ausência de Pélicot, devido à sua condição médica.

Como Era o Perfil Psicológico de Dominique Pélicot?

Os relatórios psicológicos descrevem Dominique Pélicot como um homem com características manipuladoras e uma personalidade perversa. Ele teria utilizado sua esposa como isca, caindo em uma dinâmica de dependência sexual. A psicóloga Anabelle Montagne relatou que Pélicot se apresentava como um pai de família estável e respeitado, mas que na realidade escondia uma propensão à transgressão sexual.

Montagne ressaltou que Pélicot demonstrava sinais de perversão polimorfa e uma necessidade extrema de controle, especialmente em relação à sua esposa. Esses comportamentos são sinais de um indivíduo dissimulado e com tendências transgressoras em sua sexualidade.

Quem São os Outros Acusados e Qual foi Sua Conduta?

A maioria dos coacusados esteve na casa de Pélicot em Mazan, no sul da França, apenas uma vez, enquanto dez destes homens visitaram a residência até seis vezes. Nenhum dinheiro foi trocado pelos crimes cometidos. Segundo especialistas, os acusados não apresentam patologias psicológicas significativas, mas possuem um sentimento de onipotência em relação ao corpo feminino.

Esses homens foram recrutados por via de um site de encontros da França, que já foi retirado do ar. A acusação alega que todos sabiam que a esposa estava sob efeito de drogas sem consentimento durante os abusos, e que Pélicot incentivava os crimes, inclusive filmando-os. Alguns dos acusados alegaram acreditar que participavam de fantasias consensuais do casal, o que foi refutado na investigação.

Como Gisèle Descobriu os Abusos que Sofria?

Gisèle descobriu a extensão dos abusos por acidente, quando Pélicot foi preso em 2020 ao tentar filmar mulheres em um shopping center. A investigação revelou que, ao longo de quase cinquenta anos de casamento, Gisèle havia sido drogada e abusada inúmeras vezes sem o seu conhecimento.

Ela sofreu diversas traumas físicos e psicológicos, contraindo quatro doenças sexualmente transmissíveis e necessitando de tratamento intensivo. Gisèle tomou a decisão corajosa de expor o caso ao público para impedir que outras mulheres passem pelo mesmo horror e passou a lutar por justiça.

Quais São as Consequências para a Família?

Os atos de Pélicot causaram profundos impactos psicológicos em toda a família. Além dos traumas que Gisèle teve que enfrentar, seus filhos também sofreram com as repercussões dos crimes cometidos pelo pai. Gisèle se preocupa especialmente com a relação e o bem-estar psicológico de sua filha.

Ao renunciar ao anonimato, Gisèle, agora com 72 anos, pretende não apenas buscar justiça para si mesma, mas também conscientizar a sociedade sobre a importância de denunciar abusos. Sua história serve de alerta e de esperança para que outras vítimas encontrem a coragem necessária para romper o silêncio e lutar por seus direitos.

Informações TBN


A disputa entre as empresas de aviação, que se arrastava desde 2017, chegou ao fim depois de quatro anos

Um Boeing 737 MAX, no Farnborough International Airshow, em Farnborough, Grã-Bretanha - 20/7/2022 | Foto: Peter Cziborra/Reuters
Um Boeing 737 MAX, no Farnborough International Airshow, em Farnborough, Grã-Bretanha – 20/7/2022 | Foto: Peter Cziborra/Reuters

A Corte Arbitral de Nova York determinou que a Boeing pague US$ 150 milhões (R$ 833 milhões) à Embraer, em virtude do rompimento da compra da divisão de aviação comercial da empresa brasileira.

A informação veio à superfície nesta segunda-feira, 16, por meio de comunicado da Embraer à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A disputa entre as empresas de aviação, que se arrastava desde 2017, chegou ao fim depois de quatro anos. Na época, o negócio era avaliado em US$ 4,2 bilhões — ou US$ 5,2 bilhões (R$ 29 bilhões), em valores atualizados.

A Boeing havia desistido unilateralmente do acordo, o que levou a Embraer a buscar compensações pelo investimento realizado para reestruturar a empresa.

Os detalhes do acordo com a Embraer

A operação previa que a Boeing adquirisse 80% da unidade de aviação comercial da Embraer, enquanto os 20% restantes permaneceriam sob controle brasileiro, incluindo as divisões de defesa e aviação executiva.

A Embraer estimou que o prejuízo causado pela desistência do negócio foi de R$ 980 milhões. Como o processo arbitral em Nova York é confidencial, não se sabe se a Embraer pediu um valor específico.

Embraer pretender encerrar o ano de 2022 com 19 mil funcionários | Foto: Embraer/Divulgação
Embraer pretender encerrar o ano de 2022 com 19 mil funcionários | Foto: Embraer/Divulgação

De acordo com a visão da Boeing, não houve quebra de cláusula que justificasse multa. A única penalidade prevista era caso o negócio não obtivesse todas as aprovações regulatórias de autoridades antitruste globais.

Nessa situação, a multa seria de US$ 100 milhões. No entanto, a fusão não chegou a essa fase. Faltava apenas a aprovação do órgão regulador da União Europeia quando a Boeing desistiu.

A resposta da Boeing

Além dessa disputa, as empresas ainda se enfrentam indiretamente em um processo sobre a contratação de engenheiros brasileiros pela Boeing, movida por associações da indústria de defesa do Brasil.

“Estamos satisfeitos por ter concluído o processo de arbitragem com a Embraer”, declarou a Boeing, em nota. “De forma mais ampla, temos orgulho de nossos mais de 90 anos de parceria com o Brasil e esperamos continuar contribuindo para a indústria aeroespacial brasileira.”

Informações Revista Oeste


Essa é uma vitória política para o presidente, cujo partido conta com apenas 37 parlamentares

Milei garante apoio dos deputados para manter veto à reforma previdenciária
O presidente da Argentina, Javier Milei, evitou que dois terços dos deputados votassem pela anulação de seu veto a uma lei que alterava aposentadorias e pensões | Foto: Wikimeida Commons/

O governo do presidente da Argentina, Javier Milei, conquistou uma vitória crucial nesta quarta-feira, 11, ao assegurar apoio suficiente na Câmara dos Deputados para manter seu veto à reforma previdenciária. A votação ocorreu em meio a manifestações em frente ao Congresso.

Graças a negociações de última hora com membros da oposição favoráveis ao diálogo, Milei evitou que dois terços dos deputados votassem pela anulação de seu veto a uma lei que alterava aposentadorias e pensões.

Votação sobre reforma previdenciária na Argentina

Os 153 votos a favor não foram suficientes para derrubar o veto presidencial. Dos 248 deputados presentes na sessão, 87 votaram contra a reversão da decisão de Milei, anunciada semanas antes e oficializada em 2 de agosto.

Essa é, portanto, uma clara vitória política para o presidente, cujo partido, A Liberdade Avança, conta com apenas 37 deputados.

Milei evitou que dois terços dos deputados votassem pela anulação de seu veto a uma lei que alterava aposentadorias e pensões
No Congresso Nacional da Argentina, o partido A Liberdade Avança, de Milei, conta com apenas 37 deputados | Foto: Divulgação/Mídias digitais

Detalhes do projeto de lei vetado

O projeto de lei vetado previa uma atualização mensal dos benefícios baseada na inflação e na variação média dos salários formais. Além disso, pedia um ajuste extraordinário de 8,1%, o que, segundo o governo, representava uma “despesa exorbitante” e ameaçava o equilíbrio fiscal.

Do lado de fora do Congresso, manifestantes se reuniram para pressionar os deputados a reverter o veto presidencial.

Manifestações e resposta policial

O protesto foi organizado por grupos sociais de esquerda, oposição e aposentados, que marcaram mais uma quarta-feira com manifestações. Houve várias semanas consecutivas de protestos em frente ao Parlamento no centro de Buenos Aires.

Depois da confirmação do veto, alguns manifestantes derrubaram barreiras ao redor do Palácio Legislativo. Também desafiaram a operação de segurança implementada pelo governo, que cobria vários quarteirões ao redor do local.

A polícia, contudo, utilizou balas de borracha, gás lacrimogêneo e jatos d’água para dispersar os manifestantes.

Informações Revista Oeste

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