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A votação, que aconteceu nesta terça-feira (3), uniu a esquerda e a direita, com um total de 331 de 577 legisladores, que se colocaram a favor da medida

Reprodução/Instagram/@michelbarnier

Pela primeira vez na França, um primeiro-ministro foi derrubado nesta quarta-feira (4), após o Parlamento aprovar voto de desconfiança. Trata-se de Michel Barnier. Esse é o primeiro governo a ser derrotado em um voto de desconfiança desde 1962 e ter o menor mandato na história do país. Barnier iniciou o mandato há três meses.

A votação, que aconteceu nesta terça-feira (3), uniu a esquerda e a direita, com um total de 331 de 577 legisladores, que se colocaram a favor da medida que derruba o governo da França. Após a decisão, o gabinete de Barnier deve atuar de maneira interina até que o presidente Emmanuel Macron nomeie uma nova liderança.

De acordo com a CNN, a situação se tornou instável e pareceu insustentável na segunda-feira (2), quando Barnier foi forçado a usar um mecanismo constitucional arriscado que contornou uma votação sobre o Orçamento de 2025.

Após o ocorrido, legisladores rivais da esquerda, que há muito tempo juravam derrubá-lo, convocassem uma moção de confiança em resposta. O Reunião Nacional, partido de direita comandado por Marine Le Pen, apoiou a medida nesta quarta.

Barnier se pronunciou e se defendeu, afirmando aos parlamentares que “não estava com medo”, mas alertou que tirá-lo do poder tornaria “tudo mais difícil”.

Informações Bahia.ba


Foto: Canal Doce Misiones

Nesta terça-feira (03), o governo argentino anunciou alterações no regime migratório que incluem a implementação de taxas para estrangeiros em universidades nacionais e hospitais públicos. A medida foi comunicada pelo porta-voz presidencial Manuel Adorni, que também revelou ajustes nas regras de deportação de imigrantes.

“Será permitido que universidades nacionais cobrem tarifas de estudantes estrangeiros não residentes, o que contribuirá para o financiamento dessas instituições. Hoje, cerca de 30% dos estudantes de medicina no país são estrangeiros”, explicou Adorni.

Além disso, a gratuidade do atendimento médico público para estrangeiros será encerrada. De acordo com o porta-voz, os detalhes de acesso ao sistema serão definidos pelos órgãos competentes. Ele citou como exemplo a província de Salta, onde medidas similares levaram a uma redução de 95% no atendimento a estrangeiros e geraram uma economia de 60 milhões de pesos. “Essas mudanças não apenas reduzem os gastos públicos, mas também garantem um atendimento de maior qualidade aos cidadãos argentinos. Com isso, deixaremos para trás os conhecidos ‘tours sanitários’”, declarou.

Outra mudança importante é a ampliação da lista de crimes que resultam na deportação de estrangeiros. Adorni destacou que, em casos de flagrante delito ou ações contra o sistema democrático, os responsáveis serão expulsos do país.

Com essas medidas, o governo busca equilibrar os custos fiscais e melhorar a qualidade dos serviços públicos para os residentes locais.

Medida não deve afetar brasileiros que já moram no país

Os estudantes e moradores brasileiros que já residem e estudam no país não devem ser afetados pelas mudanças, isso porque, para permanecer no país de forma legal, é preciso se tornar residente, realizando o trâmite para a emissão do DNI argentino (Documento Nacional de Identidade), o que dá aos estrangeiros os mesmos direitos que os argentinos.


A decisão tomada pelo país transfere o controle civil para as autoridades militares

Coreia do Sul
bandeira da Coreia do Sul está pendurada em um mastro do lado de fora do portão da Assembleia Nacional, depois que o presidente da Coreia do Sul , Yoon Suk Yeol, declarou lei marcial, em Seul, Coreia do Sul | Foto: Kim Hong-Ji/Reuters

A Coreia do Sul decretou a Lei Marcial no país, nesta terça-feira, 3. A justificativa para a medida foi por ela ser uma ação necessária para combater a presença de espiões simpatizantes da Coreia do Norte no país. A decisão gerou uma forte reação da oposição, que contestou a iniciativa e organizou protestos.

De acordo com uma definição da Câmara dos Deputados no Brasil, a Lei Marcial transfere o controle civil para as autoridades militares em contextos de guerra, e suspende temporariamente garantias civis e políticas garantidas em tempos normais pela Constituição. 

Diversos países, como a Rússia e a Ucrânia, empregaram essa medida durante a escalada do conflito armado entre eles.

O presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, fez o anúncio em um pronunciamento transmitido em cadeia nacional pela televisão. A lei marcial suspende direitos civis e substitui a legislação ordinária por normas militares. Segundo o governo, a medida tem como objetivo identificar e neutralizar indivíduos alinhados aos interesses norte-coreanos.

Coreia do Sul
Presidente Yoon Suk Yeo | Foto: Reprodução/Youtube/World Economic Forum Video

No decreto sul-coreano, o presidente detalha as restrições impostas. Entre elas, estão a proibição de atividades políticas, manifestações e greves que possam gerar desordem. A manipulação de informações, a produção de notícias falsas e qualquer tentativa de subverter o regime democrático também estão vedadas. Médicos e outros profissionais da saúde em greve têm 48 horas para retornar ao trabalho, sob pena de punição.

Leia o decreto da Coreia do Sul na íntegra:

“Para proteger a democracia liberal da ameaça de derrubar o regime da República da Coreia por forças antiestatais ativas na República da Coreia e para proteger a segurança do povo, o seguinte é declarado em toda a República da Coreia a partir das 23:00 em 3 de dezembro de 2024:

1. Todas as atividades políticas, incluindo as atividades da Assembleia Nacional, conselhos locais e partidos políticos, associações políticas, comícios e manifestações, são proibidas.

2. Todos os atos que negam ou tentam derrubar o sistema democrático liberal são proibidos, e notícias falsas, manipulação da opinião pública e propaganda falsa são proibidas.

3. Todas as mídias e publicações estão sujeitas ao controle do Comando da Lei Marcial.

4. Greves, paralisações de trabalho e comícios que incitem o caos social são proibidos.

5. Todo o pessoal médico, incluindo médicos estagiários, que estejam em greve ou tenham deixado a área médica devem retornar aos seus empregos dentro de 48 horas e trabalhar fielmente. Aqueles que violarem serão punidos de acordo com a Lei Marcial.

6. Cidadãos comuns inocentes, excluindo forças antiestatais e outras forças subversivas, estarão sujeitos a medidas para minimizar inconveniências em suas vidas diárias.

Os infratores da proclamação acima podem ser presos, detidos e revistados sem mandado de acordo com o Artigo 9 da Lei Marcial da República da Coreia (Autoridade de Medidas Especiais do Comandante da Lei Marcial) e serão punidos de acordo com o Artigo 14 da Lei Marcial (Penalidades).

Comandante da Lei Marcial, General do Exército Park An-su, terça-feira, 3 de dezembro de 2024.”

Informações Revista Oeste


Kash Patel quer restaurar confiança da população

Sean Combs, o P. Diddy Foto: EPA/GUILLAUME HORCAJUELO

O advogado Kash Patel, escolhido pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para chefiar o FBI em seu segundo governo, disse que o republicano pretende divulgar documentos confidenciais ao voltar para a Casa Branca.

Patel citou a lista de Jeffrey Epstein e a lista de P. Diddy como parte de possíveis revelações, segundo o New York Post.

Para o novo indicado de Trump, tornar essas informações públicas seria essencial para restaurar a confiança da população no governo. No entanto, a equipe do presidente eleito ainda não confirmou se os documentos serão mesmo divulgados.

Kash Patel aparece na tela Foto: EFE/EPA/JIM LO SCALZO

Kash Patel substituirá o atual diretor do departamento, Christopher Wray, que precisará renunciar ao cargo ou ser demitido, visto que ainda possui três anos de um mandato que dura uma década. Wray foi nomeado por Trump em 2017. As informações são do Poder360.

Informações Pleno News


Ditador venezuelano chamou petista de “grande homem”

Nicolás Maduro Foto: EFE/ Prensa Miraflores

Bem diferente do tom adotado há algumas semanas, o ditador venezuelano Nicolás Maduroexpressou, nesta segunda-feira (2), “solidariedade” ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar o indiciamento, pela Polícia Federal (PF), de 37 pessoas – incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – por conta de uma suposta tentativa de golpe de Estado no Brasil.

– Toda solidariedade ao presidente Lula diante da descoberta desses planos violentos e macabros contra ele – disse Maduro em seu programa semanal de televisão.

Em sua fala, Maduro ainda pediu aos brasileiros que “cuidem” de Lula, a quem descreveu com tons elogiosos como “um grande homem”, após várias semanas de divergências entre os governos dos dois países.

– Lula é um grande homem, e o que ele fez durante toda a sua vida foi lutar pelo Brasil de forma pacífica, política e eleitoral – acrescentou.

*EFE


Presidente dos EUA disse que acusação contra o filho foi ‘politicamente motivada’ e um ‘erro judicial’. Anteriormente, Biden havia afirmado que não daria o perdão. Hunter Biden agradeceu o perdão e disse que ‘nunca subestimará o alívio que lhe foi concedido’.

Presidente Joe Biden discursa na Casa Branca durante uma cerimônia sobre o Dia Mundial da AIDS com sobreviventes, suas famílias e defensores, neste domingo (1º) — Foto: Manuel Balce Ceneta/AP

Presidente Joe Biden discursa na Casa Branca durante uma cerimônia sobre o Dia Mundial da AIDS com sobreviventes, suas famílias e defensores, neste domingo (1º) — Foto: Manuel Balce Ceneta/AP 

O presidente dos EUA, Joe Biden, concedeu perdão “total e incondicional” ao seu filho, Hunter Biden, na noite deste domingo (1º), evitando uma possível sentença de prisão por condenações federais sobre a compra ilegal de arma e pela sonegação de US$ 1,4 milhão em impostos.

“Hoje, assinei um perdão para meu filho Hunter”, declarou Biden neste domingo, alegando que a acusação contra ele foi motivada politicamente e um “erro judicial”.

O perdão significa que Hunter não será sentenciado por seus crime e evita que ela seja preso. O presidente eleito Donald Trump não pode revogar o perdão. 

O perdão representa uma mudança de postura de Biden sobre o caso. Na época da condenação de Hunter, ele havia prometido que não iria usar os poderes extraordinários da presidência para beneficiar membros da família. 

“As acusações nesses casos surgiram apenas após vários de meus oponentes políticos no Congresso as instigarem para me atacar e se oporem à minha eleição”, afirmou Biden. “Nenhuma pessoa razoável que analise os fatos dos casos de Hunter pode chegar a outra conclusão além de que ele foi alvo apenas porque é meu filho.”

O presidente democrata havia declarado anteriormente que não perdoaria ou comutaria a sentença de seu filho após as condenações nos casos em Delaware e Califórnia. 

A decisão ocorre semanas antes de Hunter Biden receber sua sentença no caso de armas e de sua confissão de culpa nas acusações fiscais, e menos de dois meses antes de Donald Trump, presidente eleito, retornar à Casa Branca. 

Trump passou anos atacando Hunter Biden por seus problemas legais e pessoais como parte de uma série de ataques contra a família do presidente Biden. 

O jornal americano “The New York Times” afirma que não é a primeira vez que um presidente usa seu poder executivo para perdoar ou atenuar a pena de um familiar. Em seu último dia no cargo, o ex-presidente Bill Clinton perdoou seu irmão Roger Clinton por antigas acusações de uso de cocaína. Um mês antes de deixar o cargo, o então presidente Donald Trump perdoou o pai de seu genro Jared Kushner, Charles Kushner, por sonegação fiscal e outros crimes. 

Contudo, o jornal aponta que tanto Roger Clinton quanto Kushner já tinha cumprido as penas de prisão quando o perdão foi concedido. 

Joe Biden concede perdão total ao filho, Hunter, condenado por crimes ligados a compra de arma em 2018 

Acusações de porte ilegal de arma e sonegação

Joe Biden com o filho Hunter, em junho de 2024 — Foto: Manuel Balce Ceneta/AP

Joe Biden com o filho Hunter, em junho de 2024 — Foto: Manuel Balce Ceneta/AP 

Hunter revelou publicamente estar sob investigação federal em dezembro de 2020, um mês após a vitória do pai nas eleições de 2020. 

Em junho deste ano, Biden afirmou que não perdoaria ou faria algo para reduzir a pena de seu filho: “respeito a decisão do júri. Farei isso e não vou perdoá-lo.” 

Em 8 de novembro, dias após a vitória de Trump nas eleições presidenciais, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, descartou um perdão ou clemência para Hunter Biden: “já nos fizeram essa pergunta várias vezes. Nossa resposta permanece a mesma, que é não.” 

Biden ainda disse que espera que os americanos entendam o motivo de um pai e um presidente “tomarem essa decisão”. O presidente passou o feriado de Ação de Graças em Nantucket, Massachusetts, com Hunter e sua família. 

Hunter foi condenado em junho em um tribunal federal de Delaware por três crimes relacionados à compra de uma arma em 2018, quando, segundo os promotores, ele mentiu em um formulário federal ao declarar que não usava drogas ilegalmente nem era viciado. 

Ele deveria ir a julgamento em setembro no caso da Califórnia, acusado de não pagar pelo menos US$ 1,4 milhão em impostos. No entanto, concordou em se declarar culpado de acusações de contravenção e crime em um movimento surpresa horas antes do início da seleção do júri. 

Hunter Biden afirmou que se declarou culpado nesse caso para poupar sua família de mais dor e constrangimento após o julgamento de armas expor detalhes sensacionalistas sobre sua luta contra o vício em crack. 

As acusações fiscais previam até 17 anos de prisão, enquanto as acusações de armas poderiam resultar em até 25 anos de prisão, embora as diretrizes federais de sentença previssem penas bem mais brandas, sendo possível que ele evitasse a prisão completamente. 

Filho de Joe Biden chega a tribunal na Califórnia para ser julgado por evasão fiscal

Filho de Joe Biden chega a tribunal na Califórnia para ser julgado por evasão fiscal 

Em comunicado por e-mail, Hunter Biden disse que “nunca subestimará o alívio que lhe foi concedido” e prometeu dedicar a vida que reconstruiu “a ajudar aqueles que ainda estão doentes e sofrendo”. 

“Admiti e assumi a responsabilidade por meus erros nos dias mais sombrios do meu vício – erros que foram explorados para me humilhar publicamente e envergonhar a mim e à minha família por motivos políticos.”

Informações G1


Mais de 600 brasileiros deixaram o país em voos realizados em agosto e setembro

A deportação foi realizada em três voos
A deportação foi realizada em três voos | Foto: 穿着拖鞋 路小跑/Pixabay

Desde que o Partido Trabalhista assumiu o controle no Reino Unido, mais de 600 brasileiros, o que inclui 109 crianças, foram deportados em três voos privados organizados pelo Home Office, departamento de imigração britânico. A operação marca a maior ação de deportação de brasileiros na história do Reino Unido.

Segundo o jornal The Guardian, as deportações ocorreram em agosto e setembro, depois de uma nova abordagem rigorosa das autoridades britânicas. Os voos partiram em 9 e 23 de agosto e 27 de setembro, com o envio de mais de 200 pessoas em cada, o que inclui 43, 30 e 36 crianças, respectivamente.

As autoridades caracterizaram essas operações como voluntárias e ofereceu incentivos de até 3 mil libras (R$ 22,8 mil) para encorajar o retorno ao Brasil. Os incentivos foram distribuídos por meio de cartões pré-carregados, ativados na chegada ao país. Contudo, a divulgação oficial omitiu que a maioria dos deportados era de brasileiros.

Entidades de direitos humanos latino-americanas manifestaram preocupação com o número elevado de crianças deportadas, muitas das quais estavam integradas às escolas britânicas e passaram grande parte de suas vidas no Reino Unido.

A Coalition of Latin Americans in the UK afirmou que acompanha as dificuldades enfrentadas pelos brasileiros para acessar informações. A entidade também presta apoio jurídico depois das mudanças nas regras de imigração pós-Brexit.

Deportação de mulheres que sofreram violência doméstica

Casos de Estupro ultrapassam os 80 mil | Foto: Gabriel Benois/Unsplash
Mulheres fugiram do Brasil por causa da violência doméstica foram deportadas pela imigração britânica | Foto: Gabriel Benois/Unsplash

A coalizão levantou preocupações específicas sobre a situação das mulheres brasileiras, que foram para o Reino Unido fugir da violência. Um exemplo disso é uma mãe que, ao fugir das agressões do ex-marido com dois filhos, o que inclui uma criança com necessidades especiais, foi obrigada a retornar ao Brasil. A mulher teve seu pedido de proteção negado.

Informações Revista Oeste


O Oreshnik foi apresentado ao mundo na última semana, após aliados da Ucrânia liberarem o uso de armas de longo alcance contra a Rússia

Imagem colorida mostra o presidente da Rússia, Vladimir Putin - Metrópoles

Vladimir Putin voltou a comentar sobre a capacidade de destruição do míssil hipersônico Oreshnik e afirmou que a nova arma da Rússia pode transformar tudo “em pó”. A declaração do presidente russo aconteceu nesta quinta-feira (28/11), durante uma reunião da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO) realizada no Cazaquistão.

O presidente da Rússia afirmou que foi forçado a utilizar o míssil em uma situação real de combate, após alguns países cederem à pressão do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e darem sinal verde para ataques com armas de longo alcance contra o território russo.

Apresentado ao mundo na última quinta-feira (21/11) durante um ataque em Dnipro, o Oreshnik é um míssil de alcance médio e pode transportar diversas ogivas. Ao entrar na atmosfera, a arma libera os projéteis em trajetórias diferentes, dificultando o trabalho de sistemas de defesa aéreos.

“Deixe-me lembrá-lo mais uma vez como funciona o Oreshnik”, disse Putin durante discurso. “Dezenas de ogivas, unidades teleguiadas, atacam o alvo a uma velocidade de Mach 10, que é cerca de três quilómetros por segundo. A temperatura dos elementos prejudiciais chega a 4.000 graus . Se não me falha a memória, a temperatura na superfície do sol é de 5,5 a 6 mil graus. Portanto, tudo o que está no epicentro da explosão se divide em frações, em partículas elementares e vira, de fato, pó. O míssil atinge até objetos altamente protegidos localizados em grandes profundidades”, afirmou.

Após o sucesso no lançamento do míssil e na demonstração do poder russo para a Ucrânia e aliados, Putin ordenou a produção em massa da arma. 

Informações Metrópoles


Foto: IDF SPOKESPERSON’S UNIT

Israel impõe toque de recolher no sul do Líbano e pede calma no retorno para casa 

Pouco mais de 24 horas após o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah entrar em vigor no Líbano, ambas as partes se acusaram nesta quinta-feira (28) de violação do acordo de trégua. 

Fontes da agência de notícias Reuters no Líbano afirmaram que tanques israelenses fizeram nesta manhã duas rodadas de disparos na cidade libanesa de Markaba, no sul — pelo acordo de cessar-fogo, os dois lados se comprometaram a interromper conflitos por 60 dias e se retirar do sul do Líbano, onde os confrontos vinham acontecendo. 

Já o Exército de Israel alegou que reagiu ao descobrir que veículos com suspeitos estavam em “diversas áreas” do sul do Líbano, o que “constitui uma violação” do acordo de cessar-fogo por parte do Hezbollah. 

No fim da noite de quarta-feira (27), Israel impôs um toque de recolher a moradores do sul do Líbano para poder controlar a possível movimentação de tropas do Hezbollah. 

A alegação de Israel de que o Hezbollah rompeu o acordo se baseia em um dos pontos mais questionados do acordo, o de que as forças israelenses poderiam reagir caso julgassem que o grupo extremista segue com operações no sul do Líbano. 

Pelo acordo, as tropas dos dois lados se retirarão gradualmente do sul do Líbano, a região que faz fronteira com Israel e que é reduto do Hezbollah. Agora, tropas do próprio Exército libanês e da ONU serão responsáveis pela segurança da região, com supervisão dos Estados Unidos e da França, que mediaram o acordo. 

A guerra no Líbano, que acontece desde setembro deste ano, estourou após as tensões aumentarem entre Israel e o Hezbollah, grupo extremista financiado pelo Irã que surgiu no sul do Líbano com o objetivo de lutar contra tropas israelenses. 

A ideia do cessar-fogo é dar um fim gradual ao atual conflito, que, segundo o Ministério da Saúde do Líbano, já deixou mais de 3.500 civis mortos, a maioria durante bombardeios de Israel no sul e na capital Beirute. 

Rússia ataca centrais de energia da Ucrânia e deixa mais de um milhão sem energia elétrica  

Já na Faixa de Gaza, onde os conflitos não cessaram, Israel bombardeou diversas áreas do território nesta quinta-feira. A ofensiva deixou 17 mortos, segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas. 

Os bombardeios aconteceram em Beit Lahiya, no norte de Gaza, em Khan Younes, no extremo sul, e no campo de refugiados de Nurseirat. 

Na quarta-feira, o Hamas, grupo terrorista que controlava a Faixa de Gaza antes da guerra, se disse pronto para uma trégua também em Gaza. O presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que faria uma nova tentativa de um acordo para o território palestino.

Informações G1


O produto brasileiro foi alvo de discursos depreciativos durante votação simbólica contra acordo entre UE e Mercosul

França
O Brasil é o maior exportador de carne bovina do planeta | Foto: Reprodução/Mapa

A Assembleia Nacional da França rejeitou, por 484 votos contra 70, o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, na noite desta terça-feira, 26. Embora o resultado não tenha efeito prático, já que os Parlamentos nacionais não têm poder para interferir nas negociações entre blocos, a votação demonstrou a união dos partidos políticos franceses. De diferentes espectros ideológicos, todos se posicionaram contra o texto.

Durante a sessão, a carne brasileira foi o principal alvo de críticas. Diversos discursos a mencionaram com termos depreciativos. O deputado Vincent Trébuchet, do partido UDR, declarou que os pratos franceses não são “latas de lixo”. 

“Nossos agricultores não querem morrer e nossos pratos não são latas de lixo”, disse o parlamentar.

Antoine Vermorel-Marques, deputado dos Republicanos, fez uma comparação entre a tradicional vaca charolesa francesa, descrita como “rústica e maternal”, e os exemplares da mesma raça criados na América do Sul.

“Aglutinada em fazendas de 10 mil cabeças, engordada, condenada aos ferros, comendo soja transgênica, em um hectare onde antes havia a Floresta Amazônica, abatida sem dó nem piedade e empacotada em um cargueiro refrigerado”, enfatizou Marques. “Seu destino? Nossas mesas, nossas cantinas, vendida à metade do preço, financiada ao custo da nossa saúde, alimentada com um pesticida proibido na Europa, que fragiliza a gravidez e ataca a saúde dos recém-nascidos.”

O ministro brasileiro da Agricultura comentou o caso

No mesmo dia, o ministro brasileiro da Agricultura, Carlos Fávaro, comentou a polêmica que envolveu a carne brasileira. Ele destacou o compromisso do Brasil com sustentabilidade e transparência. Além disso, enfatizou ações como a recuperação de milhões de hectares de pastagens. 

“Estamos fazendo a recuperação de 40 milhões de hectares de pastagem”, disse o ministro. “Em hipótese alguma vamos aceitar que alguém venha falar da qualidade de nosso produto, que venha deturpar o que fazemos com excelência.”

A deputada Hélène Laporte, do partido RN, criticou a competitividade do modelo brasileiro. Ela atribuiu essa vantagem ao desmatamento, ao uso intensivo de antibióticos e à concentração do mercado. Segundo Laporte, mesmo a pequena cota de carne do Mercosul prevista no acordo, inferior a 2% do consumo europeu, poderia desestabilizar o mercado francês.

“Uma ultraconcentração da produção, com três empresas que dividem 92% da produção destinada à exportação”, comentou a deputada. “Desmatamento maciço e uso de antibióticos sem moderação. Vamos usar a pecuária brasileira como modelo? Para o RN, a resposta é não.”

A França discutirá o acordo nesta quarta-feira, 27, de forma simbólica

Nesta quarta-feira, 27, o Senado francês também discutirá o acordo. O resultado da votação será meramente simbólico. Para barrar o texto, a França precisa do apoio de quatro países que representem juntos 35% da população da União Europeia. Além da França, a Polônia já declarou oposição.

O debate, por outro lado, abordou preocupações com populações indígenas e agricultores brasileiros. Além disso, deputados reforçaram críticas ao livre-comércio e destacaram seus impactos negativos.

Por exemplo, eles mencionaram acordos recentes da União Europeia, como o que abriu o mercado para carne ovina da Nova Zelândia, e solicitaram uma revisão de termos para a importação de tomates do Marrocos. Contudo, partidos historicamente protecionistas ironizaram a adesão de outros grupos a essa posição e demonstram contradições no discurso político.

Informações Revista Oeste

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