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Uma das principais prioridades de Washington nas negociações com Pequim era garantir o fornecimento de terras raras, metais cruciais para a produção de baterias elétricas, turbinas eólicas e sistemas de defesa

Bandeira da China, país controlado pelo Partido Comunista há décadas
Bandeira da China, país controlado pelo Partido Comunista há décadas | Foto: Reprodução/Freepik

A China confirmou, na última sexta-feira, 27, os termos de negociação comercial com o governo do presidente norte-americano, Donald Trump. Isso inclui um acordo para que Pequim acelere as exportações de minerais essenciais para os Estados Unidos e para que Washington suspenda os recentes controles de exportação sobre produtos chineses.

“A China analisará e aprovará os pedidos de exportação de itens controlados”, disse o Ministério do Comércio da China, em um comunicado. “E os Estados Unidos cancelarão de forma correspondente uma série de medidas restritivas que tomaram contra a China.”

Uma das principais prioridades de Washington nas negociações com Pequim era garantir o fornecimento de terras raras, metais cruciais para a produção de baterias elétricas, turbinas eólicas e sistemas de defesa.

A manifestação do governo chinês foi feita um dia depois de o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, ter afirmado à agência Bloomberg News que os Estados Unidos “derrubariam” seus controles de exportação assim que a China começasse a entregar minerais de terras raras.

Sem muitos detalhes

Não está claro se o acordo anunciado agora é o mesmo mencionado por Trump em evento, na última quinta-feira, 26, na Casa Branca. O Ministério do Comércio da China afirmou que os negociadores comerciais chineses e norte-americanos “mantiveram uma comunicação próxima” depois de se reunirem em Londres, no Reino Unido, em 9 e 10 de junho. As duas partes já haviam se encontrado em Genebra, na Suíça, em maio.

As reuniões foram realizadas para estabilizar os laços entre as duas superpotências e para pedir uma trégua em uma guerra comercial crescente, na qual os dois lados impuseram tarifas altíssimas sobre os produtos um do outro.

Ainda não se sabe se a suspensão dos controles de exportação de ambos os lados facilitará o caminho para negociações comerciais mais amplas sobre questões fundamentais que frustram o governo Trump, como fazer com que a China compre significativamente mais produtos americanos e conseguir que mais empresas dos EUA tenham acesso à economia chinesa.

Embora a China tenha afirmado que não recuará em uma guerra comercial com os EUA, os analistas disseram que é do interesse de Pequim chegar a um acordo mais amplo. A economia chinesa continua lenta devido a uma crise imobiliária e a uma queda na confiança do consumidor.

“Depende da China”

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou, também na última sexta-feira, que vê uma redução da tensão com a China e que os norte-americanos querem verificar se o país asiático quer ser “um bom parceiro comercial”. A declaração foi dada em entrevista à emissora Fox Business. “Tudo dependerá dos chineses, mas acredito que a desescalada das tensões comercias estará sob controle”, disse Bessent. “Acredito que eles querem ser um parceiro responsável.”

Bessent defendeu que os EUA não querem “se separar” da China, mas que o país asiático foi o único a retaliar as tarifas impostas por Washington em abril. Segundo ele, as tarifas de 20% sobre o fentanil na China permanecem em vigor, totalizando 30% de sobretaxas para Pequim. Ele ainda mencionou que muitos países “estão se sentindo pressionados com as negociações tarifárias” e que a administração precisa reduzir o risco comercial.

Revista Oestecom informações da Agência Estado


Trâmites para repatriação agora ficarão a cargo da família e das autoridades

Operação de resgate no Monte Rinjani Foto: Reprodução/Instagram Basarnas

As equipes de resgate da Indonésia conseguiram retirar, nesta quarta-feira (25), do Monte Rinjani, o corpo da brasileira Juliana Marins. Ao todo, a operação de içamento durou mais de sete horas. A informação sobre a retirada do corpo foi confirmada pelo chefe da Agência Nacional de Busca e Resgate (Basarnas), marechal do ar TNI Muhammad Syafi’i.

Segundo Syafi’i, após ser levado até uma base, o corpo será transferido a um hospital antes dos trâmites para repatriação ao Brasil.

– Após a entrega oficial do corpo pela Basarnas ao hospital, o processo de repatriação ou procedimentos posteriores ficarão a cargo das autoridades e da família – disse o marechal do ar.

A retirada do corpo do Monte Rinjani envolveu três equipes e contou com o apoio de voluntários. Parte do trajeto foi documentado por um montanhista que auxiliou na missão. Durante a descida, sete pessoas acompanharam o resgate, sendo três posicionadas a cerca de 400 metros de profundidade e outras quatro mais abaixo, a 600 metros.

Juliana foi encontrada sem vida nesta terça-feira (24), após cair de uma trilha durante a subida do Monte Rinjani, o segundo maior vulcão da Indonésia. Ela estava desaparecida desde o último sábado (21). O caso gerou forte comoção no Brasil e críticas da família ao ritmo considerado lento do resgate por parte das autoridades locais.

Informações Pleno News


Em Teerã, autoridades celebram a “vitória” no conflito; Ambos os países dizem ter vencido o conflito

Foto: Redes sociais

O acordo de cessar-fogo que encerrou a guerra entre Israel e Irã segue em vigor nesta quarta-feira (25), mais de 24 horas depois do anúncio feito pelo presidente Donald Trump, que declarou a trégua entre as partes. Ambos os países dizem ter vencido o conflito, que começou em 13 de junho com ataques aéreos generalizados de Israel à instalações nucleares iranianas.

Segundo matéria do InfoMoney, os países têm tomado medidas para manter a trégua, após um confronto de 12 dias que contou com intensos ataques aéreos israelenses, ondas de mísseis balísticos iranianos e um bombardeio americano de instalações nucleares iranianas.

Com o término do conflito, Trump afirmou que bombardeiros furtivos americanos “obliteraram” instalações nucleares iranianas, incluindo Fordow, construída quase 100 metros abaixo do solo, escondida sob uma montanha.

Antes de embarcar para Holanda, onde comparece a uma cúpula da Otan nesta quarta, o presidente americano repreendeu a mídia por noticiar uma avaliação preliminar sigilosa da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA, que afirmou que a capacidade do Irã de construir uma bomba nuclear havia sido adiada por apenas alguns meses.

“Acho que eles foram totalmente destruídos. E não acho que conseguiram retirar nada, porque agimos rapidamente”, declarou o presidente. Segundo ele, os ataques de Washington no domingo fizeram o programa nuclear de Teerã retroceder “décadas”, e a trégua entre Irã e Israel está atualmente “funcionando muito bem”.

Israel deve reabrir totalmente o aeroporto mais movimento do país, Ben Gurion, nesta quarta. Cerca de 12 mil pessoas devem passar pelo aeroporto hoje, informou a Autoridade de Aviação Civil israelense.

As autoridades do país também suspenderam as restrições de emergência que mantinham escolas e locais de trabalho fechados desde o início da guerra. Já o chefe do Estado-Maior do Exército israelense, Eyal Zamir, afirmou que o país voltaria sua atenção agora para o conflito, ainda em andamento, contra o Hamas em Gaza.

Já em Teerã, capital do Irã, apoiadores do governo realizaram um comício de vitória na terça-feira (24). Em um discurso televisionado, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian elogiou seus compatriotas pela resiliência.

Ele também indicou, em uma ligação telefônica com o líder dos Emirados Árabes Unidos, que o Irã estava pronto para retomar as negociações internacionais sobre o programa nuclear iraniano, cuja destruição era o principal objetivo declarado da campanha israelense.

O acordo de cessar-fogo que encerrou a guerra entre Israel e Irã segue em vigor nesta quarta-feira (25), mais de 24 horas depois do anúncio feito pelo presidente Donald Trump, que declarou a trégua entre as partes. Ambos os países dizem ter vencido o conflito, que começou em 13 de junho com ataques aéreos generalizados de Israel à instalações nucleares iranianas.

Segundo matéria do InfoMoney, os países têm tomado medidas para manter a trégua, após um confronto de 12 dias que contou com intensos ataques aéreos israelenses, ondas de mísseis balísticos iranianos e um bombardeio americano de instalações nucleares iranianas.

Com o término do conflito, Trump afirmou que bombardeiros furtivos americanos “obliteraram” instalações nucleares iranianas, incluindo Fordow, construída quase 100 metros abaixo do solo, escondida sob uma montanha.

Antes de embarcar para Holanda, onde comparece a uma cúpula da Otan nesta quarta, o presidente americano repreendeu a mídia por noticiar uma avaliação preliminar sigilosa da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA, que afirmou que a capacidade do Irã de construir uma bomba nuclear havia sido adiada por apenas alguns meses.

“Acho que eles foram totalmente destruídos. E não acho que conseguiram retirar nada, porque agimos rapidamente”, declarou o presidente. Segundo ele, os ataques de Washington no domingo fizeram o programa nuclear de Teerã retroceder “décadas”, e a trégua entre Irã e Israel está atualmente “funcionando muito bem”.

Israel deve reabrir totalmente o aeroporto mais movimento do país, Ben Gurion, nesta quarta. Cerca de 12 mil pessoas devem passar pelo aeroporto hoje, informou a Autoridade de Aviação Civil israelense.

As autoridades do país também suspenderam as restrições de emergência que mantinham escolas e locais de trabalho fechados desde o início da guerra. Já o chefe do Estado-Maior do Exército israelense, Eyal Zamir, afirmou que o país voltaria sua atenção agora para o conflito, ainda em andamento, contra o Hamas em Gaza.

Já em Teerã, capital do Irã, apoiadores do governo realizaram um comício de vitória na terça-feira (24). Em um discurso televisionado, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian elogiou seus compatriotas pela resiliência.

Ele também indicou, em uma ligação telefônica com o líder dos Emirados Árabes Unidos, que o Irã estava pronto para retomar as negociações internacionais sobre o programa nuclear iraniano, cuja destruição era o principal objetivo declarado da campanha israelense.

Informações Bahia.ba


Juliana Marins sofreu uma queda durante uma trilha no Monte Rinjani

Juliana Marins Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

A família de Juliana Marins, brasileira de 26 anos que sofreu uma queda durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, segue preocupada com a demora no resgate da jovem. Três dias após o acidente, as operações de busca foram novamente interrompidas nesta segunda-feira (23), devido às condições climáticas adversas, segundo relatos feitos nas redes sociais por parentes de Juliana.

No domingo (22), o resgate de Juliana já havia sido suspenso também em razão das condições climáticas. De acordo com os familiares, as equipes de salvamento chegaram a avançar cerca de 250 metros na descida até o ponto onde Juliana estaria — que seria 600 metros desfiladeiro abaixo —, mas recuaram antes de alcançá-la.

– Um dia inteiro e eles avançaram apenas 250 metros abaixo, faltavam 350 metros para chegar na Juliana e eles recuaram. Mais uma vez! Mais um dia! Nós precisamos de ajuda, nós precisamos que o resgate chegue até Juliana com urgência! – escreveu a família em uma das postagens.

Além da preocupação com o estado de saúde da jovem, a família fez duras críticas à condução do resgate pelas autoridades indonésias. Eles afirmam que o parque onde ocorreu o acidente segue aberto a turistas e que o esforço de resgate tem sido lento e sem a estrutura necessária, mesmo com a previsão de mau tempo típica desta época do ano.

– Aparentemente é padrão nessa época do ano que o clima se comporte dessa forma, eles têm ciência disso e não agilizam o processo de resgate! Lento, sem planejamento, competência e estrutura! – criticaram.

Outro motivo de revolta foi a informação, divulgada por órgãos oficiais da Indonésia e até pela Embaixada do Brasil em Jacarta, de que Juliana teria recebido água, comida e agasalhos enquanto aguardava o resgate. A irmã da jovem, Mariana Marins, desmentiu a informação

– A informação que temos é que até agora não conseguiram chegar até ela, pois as cordas não tinham tamanho suficiente, além da baixa visibilidade – disse.

Juliana foi vista pela última vez por volta das 17h30 de sábado (21), quando foi localizada por turistas com auxílio de um drone. As imagens, segundo a família, são as únicas confirmações visuais de que ela esteve no local da queda.

Informações Pleno News


Operação ‘Martelo da Meia-Noite’ teve meses de preparação

A Northrop Grumman B-2 Spirit, aeronave que os EUA enviaram ao Pacífico
A Northrop Grumman B-2 Spirit, aeronave que os EUA enviaram ao Pacífico | Foto: Senior Airman Joel Pfiester/US Air Force

Os Estados Unidos conduziram uma ofensiva militar de grandes proporções contra o Irã neste sábado, 21, direcionada a instalações nucleares estratégicas do país, em uma operação batizada de “Martelo da Meia-Noite”.

A ação envolveu o uso de aproximadamente 125 aeronaves, inclusive bombardeiros furtivos B-2, além de 75 armas guiadas com precisão. De acordo com o Pentágono, foi o primeiro emprego em combate das bombas penetradoras de alta potência, conhecidas como “fura-bunker”.

A operação foi detalhada neste domingo, 22, em entrevista coletiva pelo general Dan Caine. Segundo ele, os bombardeiros B-2 partiram da Base da Força Aérea de Whiteman, localizada no Missouri. Os mísseis Tomahawk foram lançados por um submarino, enquanto as 14 bombas penetradoras de concreto foram despejadas pelos B-2 sobre os alvos designados.

Um dos elementos centrais da estratégia norte-americana foi uma manobra de distração. Um grupo de bombardeiros B-2 seguiu rumo oeste e teve seu trajeto amplamente divulgado por sistemas de rastreamento de voo.

O objetivo era atrair a atenção para esse movimento, como uma isca. Paralelamente, outro grupo de B-2 com as cargas reais avançava em direção leste e mantinha a surpresa sobre o verdadeiro eixo de ataque.

Segundo as autoridades militares, dezenas de aviões-tanque de reabastecimento em voo foram utilizados para garantir a extensão da missão, além de caças de quarta e quinta geração e um submarino de mísseis guiados. Caine afirmou que não houve resposta defensiva do Irã durante a execução dos ataques: “Não havia sinal de fogo de retorno das defesas iranianas”.

Preparação e foco: operação mirou diretamente o programa nuclear do Irã

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, enfatizou a complexidade e o preparo da operação. “Esse é um plano que exigiu meses e semanas de posicionamento e preparação, para que pudéssemos estar prontos quando o presidente dos EUA ligasse”, afirmou. Hegseth acrescentou que “foi necessária muita precisão”, pois envolveu “desvios de direção e a mais alta segurança operacional”.

Ao se pronunciar na noite de sábado, 21, o presidente Donald Trump declarou que “as principais instalações de enriquecimento nuclear do Irã foram completa e totalmente destruídas”. Durante o anúncio, reforçou que o objetivo dos ataques foi unicamente interromper o programa nuclear iraniano. “A missão não era, não tem sido sobre mudança de regime”, reiterou Hegseth.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, acena durante o 36º aniversário da morte do líder da Revolução Islâmica do Irã de 1979, o aiatolá Ruhollah Khomeini, no santuário de Khomeini no sul de Teerã, Irã (4/6/2025) | Foto: Divulgação via Reuters/Gabinete do Líder Supremo Iraniano/WANA (West Asia News Agency)/Foto de arquivo
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei | Foto: Divulgação via Reuters/Gabinete do Líder Supremo Iraniano/WANA (West Asia News Agency)/Foto de arquivo

O secretário também destacou que os voos executados pelos bombardeiros B-2, nessa missão, foram os segundos mais longos da história operacional da aeronave. Apenas um deslocamento de 40 horas em outubro de 2001, durante o começo da guerra do Afeganistão, foi mais extenso.

Ainda não há uma estimativa precisa sobre a extensão dos danos causados, mas as autoridades afirmaram que “todos os três locais sofreram danos e destruição extremamente graves”, segundo Caine. Trump encerrou seu discurso com um alerta ao governo de Teerã: caso não haja disposição para um acordo, “futuros ataques serão muito maiores e muito mais fáceis”.

Informações Revista Oeste


Como esperado, russos e chineses criticaram decisão dos EUA

Vladimir Putin e Xi Jinping Foto: EFE/EPA/ALEXEI DRUZHININ / KREMLIN / SPUTNIK 

Os governos da Rússia e da China se pronunciaram após os Estados Unidos entrarem diretamente no conflito entre Israel e Irã com o ataque americano contra três instalações nucleares iranianas realizado neste sábado (21). Em seu pronunciamento, a Rússia classificou os ataques dos Estados Unidos como “irresponsáveis” e exigiu “o fim da agressão”.

O– A decisão irresponsável de submeter o território de um Estado soberano a ataques com mísseis e bombas, independentemente dos argumentos utilizados, viola gravemente o direito internacional, a Carta das Nações Unidas e as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que classificam tais ações como inaceitáveis – disse o Ministério das Relações Exteriores russo em comunicado.

A pasta disse ainda que “é especialmente alarmante que os ataques tenham sido realizados por um país membro permanente do Conselho de Segurança da ONU” e pediu uma pronta avaliação da situação e uma resposta “honesta” da direção da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que monitorava o programa nuclear do Irã.

Em um tom parecido com o dos russos, o Ministério das Relações Exteriores da China disse, em nota, que os ataques dos Estados Unidos a instalações nucleares iranianas “exacerbaram as tensões no Oriente Médio” e “violam seriamente os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e a legalidade internacional”.

– A China apela às partes em conflito, e a Israel em particular, para que alcancem um cessar-fogo o mais rápido possível, garantam a segurança dos civis e iniciem o diálogo e a negociação – diz o texto divulgado pela chancelaria chinesa.

O comunicado acrescenta ainda que a China está preparada “para trabalhar com a comunidade internacional para unir esforços, defender a justiça e trabalhar para restabelecer a paz e a estabilidade no Oriente Médio”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que aviões de combate americanos bombardearam três instalações nucleares importantes do Irã, o que marca uma importante escalada na guerra em curso entre Irã e Israel, à qual Teerã respondeu, até o momento, atacando novos alvos israelenses.

*EFE


Espaços integram o programa nuclear iraniano

Donald Trump, presidente dos EUA, na Casa Branca, em Washington, D.C. (22/5/2025) | Foto: Reuters/Evelyn Hockstein
Donald Trump, presidente dos EUA, na Casa Branca, em Washington, D.C. (22/5/2025) | Foto: Reuters/Evelyn Hockstein

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado, 21, ataques aéreos contra três instalações nucleares no Irã. De acordo com a postagem, os alvos atingidos foram os locais de Fordow, Natanz e Esfahan, que historicamente estão associados ao programa nuclear iraniano.

“Completamos nosso ataque muito bem-sucedido aos três locais nucleares no Irã, incluindo Fordow, Natanz e Esfahan”, afirmou Trump. Em seguida, ele informou que todas as aeronaves participantes da operação “já estão fora do espaço aéreo iraniano”.

Segundo o comunicado, a principal carga explosiva foi lançada sobre Fordow. “Uma carga completa de bombas foi lançada no local primário, Fordow”, detalhou o presidente. Ele ainda destacou que “todas as aeronaves estão a caminho de casa em segurança”.

A mensagem também incluiu um agradecimento às forças armadas norte-americanas envolvidas. “Não há outro exército no mundo que poderia ter feito isso”, declarou Trump, que faz um apelo por estabilidade: “AGORA É HORA DE PAZ.

Trump amplia participação no conflito do Oriente Médio

Os ataques anunciados por Trump ocorrem em meio a um conflito em curso entre Israel e grupos armados apoiados pelo Irã, como o Hezbollah no Líbano, o Hamas na Faixa de Gaza e os houthis no Iêmen. Desde o começo de 2024, Israel tem intensificado suas operações militares em resposta a lançamentos de foguetes e ataques coordenados por essas milícias.

Desde abril de 2025, o governo Trump reforçou sua postura ao afirmar que possui controle aéreo sobre o território iraniano e que mantém capacidade de ataque a lideranças do regime. Na última terça-feira, 17, Trump declarou que “os EUA sabem onde Khamenei está escondido” e exigiu a “rendição incondicional” do Irã.

Três dias depois, ele presidiu uma reunião com seus principais assessores de segurança nacional. No G7, o presidente reafirmou o apoio a Israel e intensificou o posicionamento norte-americano contra o Irã como fonte de instabilidade regional. Ao mesmo tempo, destacou que mantinham canais diplomáticos ativos, por meio de enviado especial e intermediários como o Catar.

O Irã é acusado de fornecer armas e apoio logístico a essas organizações. As instalações em Fordow, Natanz e Esfahan — citadas no comunicado de Trump — são conhecidas por abrigar parte do programa nuclear iraniano e, por isso, são monitoradas por agências internacionais.

Informações Revista Oeste


Conflito entre os dois países começou na sexta-feira passada (13), quando forças israelenses iniciaram uma operação para eliminar o programa nuclear iraniano

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O governo do Irã afirmou nesta sexta-feira (20) que não discutirá a possibilidade de encerrar seu programa nuclear enquanto estiver sob ataques de Israel. O posicionamento ocorre enquanto líderes europeus tentam atrair Teerã de volta à mesa de negociações, e em meio ao possível envolvimento dos Estados Unidos no conflito.

Segundo matéria da Folha de São Paulo, o exército israelense, por sua vez, anunciou a realização de ataques a dezenas de alvos militares no Irã durante a madrugada desta sexta, incluindo a Organização de Inovação e Pesquisa Defensiva, que estaria envolvida no desenvolvimento de armas nucleares do país.

De acordo com informações da mídia iraniana, uma planta industrial do local, onde são realizadas pesquisas de produção de armas, foi destruída. Porém, ali não havia pesquisas nucleares, mas sim produção de fibra de carbono, usada na confecção de mísseis.

Israel iniciou os ataques contra o Irã na sexta-feira passada (13), sob o argumento de que seu objetivo era impedir que o país, adversário de longa data do governo israelense, desenvolvesse armas nucleares. O Irã retaliou com ataques de mísseis e drones, e afirma que seu programa nuclear é pacífico.

Informações Bahia.ba


Governo norte-americano afirma que militares aguardam ordem de Trump

Estados Unidos O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante a cerimônia de posse do enviado especial Steve Witkoff, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC - 6/5/2025 | Foto: Kent Nishimura/Reuters
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante a cerimônia de posse do enviado especial Steve Witkoff, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC – 6/5/2025 | Foto: Kent Nishimura/Reuters

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou na quarta-feira 18, que as Forças Armadas estão prontas para cumprir qualquer decisão do presidente Donald Trump em relação ao Irã. A declaração indica que os norte-americanos podem adotar uma posição mais definida nos próximos dias.

Diante do Comitê de Serviços Armados do Senado, Hegseth adotou uma postura reservada. Evitou confirmar se o Pentágono já elaborou planos específicos de ataque contra o regime iraniano, mas admitiu que os militares estão preparados para qualquer ordem.

Hegseth também deixou claro que Teerã deveria ter aceitado as propostas de Trump para firmar um acordo nuclear antes do início dos ataques realizados por Israel na sexta-feira 13.

“Eles deveriam ter feito um acordo, a palavra do presidente Trump significa algo”, disse Hegseth ao Comitê de Serviços Armados do Senado. “O mundo entende isso. E no Departamento de Defesa, nosso trabalho é estar pronto e preparado com opções e é exatamente isso que estamos fazendo.”

Trump se recusou a responder se pretende autorizar um ataque contra o Irã ou suas instalações nucleares

Quando questionado sobre os objetivos da atual estratégia norte-americana, principalmente no que se refere à dissuasão — termo militar que representa ações para impedir ofensivas do inimigo —, respondeu que essa meta já foi alcançada em vários aspectos. Acrescentou ainda que os desdobramentos se definirão nos próximos dias.

Trump, na mesma quarta-feira, se recusou a responder se pretende autorizar um ataque contra o Irã ou suas instalações nucleares. Segundo ele, o regime iraniano tentou abrir negociações, mas afirmou que “é muito tarde para conversas”.

“Há uma grande diferença entre agora e uma semana atrás”, afirmou Donald Trump à imprensa do lado de fora da Casa Branca. “Ninguém sabe o que eu vou fazer.”

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, se recusou a aceitar a exigência de rendição incondicional feita pelos Estados Unidos

O chefe da Casa Branca também revelou que o Irã sinalizou interesse em negociar, mas preferiu não divulgar detalhes. Aproveitou para classificar o país persa como totalmente indefeso, sem sistemas de defesa aérea eficientes, enquanto os bombardeios de Israel chegavam ao sexto dia.

Fontes ligadas à administração norte-americana confirmaram que Trump e sua equipe analisam diferentes alternativas. Uma delas inclui o apoio direto aos israelenses em possíveis ataques contra as instalações nucleares iranianas.

Mesmo sob intensa pressão internacional e militar, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, se recusou a aceitar a exigência de rendição incondicional feita pelos Estados Unidos.

A escalada dos ataques provocou uma corrida desesperada nas estradas que saem da capital iraniana. Milhares de pessoas tentaram fugir de Teerã diante dos sucessivos bombardeios. Israel informou que, no ataque mais recente, destruiu o quartel-general do serviço de segurança interna do Irã.

Informações Revista Oeste


Manifestação ocorre depois da decisão da Justiça que colocou ex-presidente em prisão domiciliar

Cristina Kirchner
A mobilização está prevista para começar às 10 horas, no Bairro Constitución, onde Kirchner mora | Foto: Reprodução/Flickr 

Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu enviar o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) para participar do ato de solidariedade à ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, nesta quarta-feira, 18.

O protesto ocorre em Buenos Aires e reúne apoiadores da peronista, condenada por corrupção. Em nota oficial, o PT classificou Kirchner como vítima de perseguição política e judicial. A legenda comparou o caso argentino ao processo da Operação Lava Jato no Brasil. Pimenta vai representar a direção nacional no evento e destacou a importância do ato.

“Somos solidários a ela, nesse momento em que mais uma vez querem tirar da vida política uma grande liderança popular, assim como fizeram com Perón no seu tempo e com Lula mais recentemente”, disse Pimenta. “Por isso, estarei no ato desta quarta-feira, que certamente será histórico!”

A mobilização está prevista para começar às 10 horas, no Bairro Constitución, onde Kirchner mora. Os manifestantes devem percorrer ruas do centro da capital argentina até o fim da tarde.

A Justiça determinou que a ex-presidente cumpra pena de seis anos em regime domiciliar, monitorada por tornozeleira eletrônica e dispositivo de vigilância no apartamento.

Entre as condições impostas estão permanecer no endereço, salvo autorização, evitar atitudes que perturbem os vizinhos e apresentar uma lista prévia de visitantes. As restrições visam a garantir a execução da pena e a segurança de Kirchner, conforme apontaram os promotores.

Justiça condena Kirchner por desvio de verbas em obras na Patagônia

Kirchner foi condenada por desviar recursos públicos em contratos para construção de rodovias na Patagônia. O esquema favoreceu empresas ligadas ao empresário Lázaro Báez, aliado da família Kirchner.

Segundo a acusação, o rombo causado ao Estado supera US$ 1 bilhão. Parte das obras nem sequer foi concluída. A Suprema Corte da Argentina rejeitou recurso apresentado pela defesa da ex-presidente e manteve a sentença.

Informações Revista Oeste

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