Inclusão do imunizante chinês na lista de vacinas aceitas ainda está em discussão
Novas regras na Alemanha valem a partir deste domingo (22) Foto: Pexels
O Instituto Robert Koch (RKI), a agência governamental alemã para o controle e prevenção de doenças infecciosas, informou nesta sexta-feira (20) que brasileiros com vacinação completa contra a Covid-19 poderão novamente viajar para a Alemanha. A medida vai valer a partir deste domingo (22).
De acordo com o RKI, o Brasil passará de “área com variantes do vírus” para “área de risco de Covid-19”. Será permitida a entrada de brasileiros que receberam imunizantes aprovados para uso na União Europeia (UE).
Na lista estão as vacinas da Pfizer-BioNTech, AstraZeneca e Janssen (Johnson&Johnson), aplicadas no Brasil, e a da Moderna, não utilizada no território brasileiro. Para quem tiver sido vacinado com a Coronavac ou não estiver completamente vacinado, continua sendo necessário comprovar “extrema necessidade” para entrar no território alemão.
A inclusão da Coronavac na lista de vacinas aceitas pela Alemanha ainda está em discussão. A Embaixada da Alemanha no Brasil informa que “uma ampliação abrangendo outras vacinas com um padrão de proteção comparável está prevista assim que os testes necessários forem concluídos”.
A segunda-feira (16), a Turquia anunciou que começará a aplicar a quarta dose da vacina anticovid para imunizados com a CoronaVac. As pessoas contempladas serão idosos com mais de 60 anos e profissionais da saúde. O reforço poderá ser recebido 21 dias após a terceira dose, segundo o Comitê Científico do governo. O país começou a administração da terceira dose com a vacina CoronaVac ou a da Pfizer desde o dia 1° de julho, a fim de aumentar a produção de anticorpos contra a doença.
A ideia da quarta aplicação é não apenas potencializar a proteção contra variantes como a Delta ou Delta Plus, mas também contemplar viajantes que precisem provar às autoridades internacionais que receberam duas doses da Pfizer.
Até o momento, 33 milhões de pessoas entre os 83 milhões de habitantes da Turquia receberam a imunização completa com uma vacina anticovid. Outras 44 milhões esperam a segunda dose da vacina.
Desde o início da pandemia, o país registrou 18,8 mil casos da doença e 154 mortes.
O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), agência vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), aponta o risco de uma grande crise humanitária de deslocamento forçado após os talibãs retomarem o poder no Afeganistão. Milhares de famílias já vinham deixando suas casas desde o início do ano.
“As recentes ondas de violência e insegurança já deslocaram cerca de 550 mil pessoas apenas neste ano, sendo 390 mil desde maio. Na ausência de paz e desenvolvimento, mais pessoas serão forçadas a deixar suas casas e buscar proteção em outros locais do país ou nos países vizinhos”, disse Luiz Fernando Godinho, oficial de comunicação do Acnur.
O Afeganistão já é, atualmente, a terceira maior origem de pessoas refugiadas no mundo, atrás apenas da Síria e da Venezuela. De acordo com a última edição do relatório anual Tendências Globais do Acnur, publicado no final de 2020, há 2,6 milhões de pessoas que saíram do país em busca proteção internacional.
Há também um enorme fluxo interno. Três milhões de famílias foram obrigadas a deixar suas casas: 65% das pessoas que precisaram se mudar para outras cidades são crianças e jovens.
Retirada dos Estados Unidos
Os novos deslocamentos registrados neste ano coincidem com o processo de retirada das tropas dos Estados Unidos, que ocupavam militarmente o país desde 2001, como resposta aos ataques terroristas aos edifícios do World Trade Center, em Nova Iorque. A autoria da ação foi assumida pelo grupo Al Qaeda, que recebia abrigo no Afeganistão, então governado pelos talibãs.
A decisão de encerrar a ocupação foi tomada no ano passado: o então presidente Donald Trump fixou o prazo até maio deste ano. Eleito para a sucessão presidencial, Joe Biden assumiu o cargo e alterou o cronograma, que seria concluído em setembro, mas foi antecipado para agosto.
À medida que as forças norte-americanas deixavam o país, ocorreu um rápido avanço dos talibãs sobre as mais diversas cidades. A volta ao poder se consolidou no último domingo (15): o presidente afegão Ashraf Ghani deixou o país e o controle do palácio presidencial foi assumido pelos rebeldes.
Diante do cenário, os EUA montaram uma operação para acelerar a conclusão do processo de saída de seus cidadãos do país. As tropas norte-americanas ainda controlam o aeroporto e tentam organizar o embarque de diplomatas e cidadãos dos EUA. Ontem (16), imagens que ganharam repercussão internacional mostraram um cenário de caos no local, com milhares de civis desesperados para deixar o país, correndo e tentando se agarrar aos aviões.
Parte da população está apavorada devido ao histórico dos talibãs, que governaram o país entre 1996 e 2001. Na ocasião, o grupo extremista promoveu execuções de adversários e aplicou sua interpretação da Sharia, a lei islâmica. Um violento sistema judicial foi implantado: pessoas acusadas de adultério podiam ser condenadas à morte e suspeitos de roubo sofriam punições físicas e até mesmo mutilações.
O uso de barba se tornou obrigatório para os homens e as mulheres não poderiam ser vistas publicamente desacompanhadas dos maridos. Além disso, elas precisavam vestir a burca, cobrindo todo o corpo. Televisão, música e cinema foram proibidos e as meninas não podiam frequentar a escola. Embora venha apresentando um discurso moderado, há receio de que o Talibã volte a exercer o poder com violência.
Apoio
Diante da possibilidade de uma crise migratória, o Acnur desenvolve ações específicas para o Afeganistão e já há uma campanha de doação aberta. Em nota, a agência pede que seja garantido ao trabalho humanitário livre acesso aos civis e comunidades que estejam em situação de vulnerabilidade no país.
O texto também cobra a responsabilidade das nações, para que permitam que as pessoas que fogem da guerra possam ter acesso aos seus territórios e encontrem proteção. “Embora os campos de refugiados possam ser usados como uma medida temporária no caso de grandes massas de refugiados, o Acnur defende a busca por alternativas mais sustentáveis no longo prazo no que diz respeito à recepção e à acolhida”, registra a nota. O Acnur também recomenda cautela com processos de deportação de afegãos nesse momento.
A agência se mantém exclusivamente com a ajuda financeira de pessoas físicas, governos e empresas privadas. “Diante da complexidade de crises humanitárias, as doações são fundamentais para ampliar o alcance e o impacto dos programas do Acnur na vida de milhares de crianças, homens e mulheres”, diz Godinho.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, defendeu com firmeza, nesta segunda-feira, a decisão de retirar as tropas norte-americanas do Afeganistão e rejeitou as amplas críticas à decisão, que gerou uma enorme crise para seu governo depois que o Taliban retomou o poder.
Biden disse que a missão dos Estados Unidos no Afeganistão nunca deveria ser de construção de uma nação, e culpou a relutância do Exército afegão em lutar contra o grupo militante pela volta do Taliban ao poder.
Milhares de civis desesperados para fugir do Afeganistão lotaram a única pista do aeroporto de Cabul nesta segunda-feira, depois que o Taliban tomou a capital, o que levou os Estados Unidos a suspenderem os voos de retiradas.
Cinco pessoas foram mortas no caos no aeroporto. Uma autoridade dos EUA disse à Reuters que dois homens armados foram mortos pelas forças dos EUA nas últimas 24 horas.
“Eu mantenho totalmente minha decisão”, disse Biden. “Depois de 20 anos, aprendi da maneira mais difícil que nunca era um bom momento para retirar as forças dos EUA. É por isso que ainda estamos lá”, afirmou.
“A verdade é: isso aconteceu mais rápido do que esperávamos. Então, o que aconteceu? Os líderes políticos do Afeganistão desistiram e fugiram do país. Os militares afegãos desistiram, às vezes sem tentar lutar”, acrescentou.
Biden combinou sua defesa com um aviso aos líderes do Taliban: que a retirada dos EUA possa prosseguir desimpedida ou enfrentarão uma força devastadora.
Fogo tem se espalhado rapidamente pela região em razão de rajadas de vento intensas
Grande incêndio atinge área de montanha em Israel Foto: EFE/Joan Mas
Centenas de moradores de diversas comunidades israelenses perto de Jerusalémtiveram de deixar suas casas, neste domingo (15), devido a um grande incêndio que se espalha rapidamente pela área da floresta da região em razão de rajadas de vento intensas. Com o fato, uma densa camada de fumaça cobriu o céu de parte da Cidade Santa.
Os bombeiros e diversos aviões trabalham para evitar o avanço do fogo e contam com o apoio terrestre da polícia e dos serviços de emergência de saúde. A extensão exata da área queimada ainda não foi determinada, mas as chamas forçaram a evacuação de moradores de comunidades como Ramat Raziel, Beit Meir, Ksalon ou Givat Ye’arim.
A imprensa local informou que as autoridades ordenaram aos moradores dessas áreas que saíssem de suas casas ou fechassem as janelas e esperassem mais instruções caso não pudessem sair. Até o momento, não houve relato de feridos, mas o serviço de emergência israelense United Hatzalah atendeu quatro pessoas por inalação de fumaça.
O incêndio também forçou pacientes e médicos do hospital psiquiátrico de Eitanim a deixarem o local de helicóptero. O ministro da Defesa de Israel, Beny Gantz, ordenou o envio de forças de resgate, evacuação e combate a incêndios do Exército israelense, que estão se dirigindo para a área “para agir e fornecer a assistência necessária”.
Cientistas russos disseram que uma filhote de leão das cavernas incrivelmente bem-preservada que foi encontrada no subsolo congelado da Sibéria viveu 28 mil anos atrás e pode até ter vestígios do leite materno.
A filhote batizada de Sparta foi localizada junto ao Rio Semyuelyakh, na região russa de Yakutia, em 2018, e um segundo filhote de leão das cavernas chamado Boris foi encontrado um ano antes, de acordo com um estudo publicado no periódico científico Quaternary.
Os filhotes foram encontrados a 15 metros de distância, mas não são somente de ninhadas diferentes, como também nascidos com milhares de anos de diferença — Boris viveu cerca de 43.448 anos atrás, disse o estudo.
Os dois filhotes de um a dois meses de idade foram encontrados por colecionadores de presas de mamute. Dois outros filhotes de leão das cavernas chamados Uyan e Dina também foram descobertos na região nos últimos anos.
Os leões das cavernas estão extintos há milhares de anos.
Valery Plotnikov, um dos autores do estudo, disse que Sparta está tão bem preservada que ainda tem pelo, órgãos internos e esqueleto.
“A descoberta em si é única, nunca houve uma descoberta assim em Yakutia.”
“Talvez, esperamos, algumas partes desintegradas do leite materno [continuem intactas]. Porque, se tivermos isso, podemos entender qual era a dieta de sua mãe.”
Apresentado nesta quarta-feira, 11, em Paris, o craque argentino Lionel Messi descartou qualquer possibilidade de pegar mais leve nos anos finais de sua carreira. Ele estabeleceu como meta levar o PSG à conquista do inédito título da Liga dos Campeões, após o clube ter batido na trave nos dois anos anteriores.
“É por isso que estou aqui (para conquistar troféus). Este é um clube ambicioso”, disse Messi, que usará a camisa 30, seu primeiro número ao estrear no futebol profissional no Barcelona em 2006, durante coletiva de imprensa.”Dá para ver que eles estão prontos para lutar por tudo”, afirmou. “Meu sonho é conquistar outra Liga dos Campeões, e acho que este é o lugar ideal para estar para fazer isso”.
Mesmo com toda a empolgação em cima de seu nome, ainda não se sabe ao certo quando Messi poderá fazer sua estreia pelo clube parisiense. Ele estava de férias do Barcelona desde o fim da temporada passada e a última vez que esteve em campo foi pela seleção argentina, pela final da Copa América, no início de julho.
“Estou voltando da folga. Preciso de um pouco de pré-temporada e de ritmo. Espero que a estreia seja logo, mas não posso dar uma data a vocês. Depende da comissão técnica”, explicou o craque argentino.
O desembarque em Paris se deu após uma longa novela envolvendo a tentativa de extensão de vínculo entre Messi e Barcelona, que teve início em meados do ano passado. O atacante de 34 anos havia concordado em ficar na Espanha depois que seu contrato vencesse, no final de junho deste ano, entretanto, o clube admitiu posteriormente que não podia bancá-lo, devido as regras financeiras impostas pela principal liga do país.
Ele assinou um contrato de dois anos com o PSG, mas com a opção de uma terceira temporada. Em seu novo clube, Messi se juntará a Neymar, amigo pessoal e ex-colega de Barcelona, além de grandes astros como Mbappé, Di Maria, Sérgio Ramos, Marquinhos e Verrati, entre outros.
Durante sua coletiva, o craque argentino comentou a expectativa em formar trio de ataque com Neymar e Mbappé. “Poder jogar com gente da categoria de Neymar e Mbappé é insano. Eles (o PSG) fizeram muitas contratações boas, estou muito feliz e não vejo a hora de começar”, acrescentou.
Maior clube da França, o PSG acumula a grande maioria dos títulos domésticos desde a chegada do investimento de seus proprietários multimilionários, Qatar Sports Investment, em 2011. No entanto, nunca conquistou a Liga dos Campeões, tendo batido na trave nas duas edições anteriores. Enquanto isso, Lionel Messi venceu a competição quatro vezes pelo Barcelona, a mais recente delas em 2015.
Um envelope contendo o que pareciam ser três balas de revólver destinadas ao Papa Francisco foi apreendido em uma agência postal na Itália, disse a polícia à CNN nesta segunda-feira (9).
A carta foi encontrada na noite de domingo (8) em Milão, disse um assessor de imprensa da força policial paramilitar dos Carabinieri da cidade.
A polícia ainda está analisando a carta e as balas. O objetivo é determinar se o remetente constitui uma séria ameaça ao Papa Francisco, disse o oficial de imprensa.
O envelope foi enviado da França e a caligrafia era péssima, disse o porta-voz, que tradicionalmente não é citado pelo nome.
Foto: Pedro Salado/Quality Sport Images/Getty Images
Fim de uma era: Lionel Messi não vai seguir no Barcelona. Depois de notícias de que o jogador aceitaria redução salarial para renovar por mais cinco temporadas, uma reviravolta mudou os rumos da negociação. A informação foi anunciada pelo clube em comunicado oficial nesta quinta-feira.
De acordo com o clube catalão, obstáculos econômicos e estruturais impediram a assinatura de um novo vínculo do craque, que teve o último contrato encerrado no dia 30 de junho. O Barcelona precisaria reduzir sua folha salarial para não ultrapassar o limite imposto pela La Liga (liga que organiza o Campeonato Espanhol).
A saída de Messi muda os planos na montagem do elenco do Barcelona para a temporada 2021/22, já que não será mais necessária a redução. Recentemente, o clube se reforçou com Agüero, Depay, Eric Garcia e Emerson, e acertou saídas de Junior Firpo, Todibo, Aleñá, Matheus Fernandes e Trincão.
Maior jogador da história do Barcelona, Messi atuou por 17 temporadas e fez 672 gols em 778 jogos. Conquistou quatro títulos da Champions, três Mundiais e 10 Espanhóis, entre outros. Como possíveis destinos do craque, foram citados anteriormente Manchester City e Paris Saint-Germain como interessados.
Veja o comunicado na íntegra: “Apesar de ter chegado a um acordo entre o FC Barcelona e Leo Messi e com a clara intenção de ambas as partes de assinarem hoje um novo contrato, este não pode ser formalizado devido a obstáculos econômicos e estruturais (regulamento espanhol LaLiga).
Diante desta situação, Lionel Messi não continuará vinculado ao FC Barcelona. Ambas as partes lamentam profundamente que os desejos do jogador e do clube não possam ser finalmente atendidos.
O Barça agradece de todo o coração ao jogador a sua contribuiçãopara a valorização da instituição e deseja-lhe o melhor na sua vida pessoal e profissional.”
O caso envolvendo as mensagens ofensivas proferidas pelo secretário de Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, à chef de cozinha Angeluci Figueiredo, tiveram uma grande repercussão, que já chegou em âmbito nacional. O comportamento agressivo do secretário foi noticiado, nesta terça-feira (3), pelo jornal Folha de S. Paulo e pelo portal CNN Brasil.
A chef Angeluci, do famoso restaurante Preta, na Ilha dos Frades, divulgou nesta segunda-feira (2) as mensagens em questão, enviadas por Vilas-Boas, no último domingo (1º). Nelas, após encontrar o restaurante fechado devido às condições climáticas que não permitiram a abertura do local, o secretário ofende a chef e a chama de “vagabunda”, além de ameaçá-la.
Na coluna Painel, da Folha, o texto destaca que a situação “causou constrangimento entre setores do PT da Bahia”. Já na CNN, o portal detalha o ocorrido e cita a nota de repúdio publicada pelo Conselho Baiano de Turismo.
Após a repercussão do caso nesta segunda (2), o secretário escreveu um pedido de desculpas à profissional nas suas redes sociais pelos “comentários inadequados”, que admitiu terem sido escritos por ele “em circunstâncias injustificáveis”.