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Foto: EFE/Daniel Pérez

O escritor hispano-peruano Mario Vargas Llosa deu sua opinião nesta quarta-feira (11) sobre as eleições que serão realizadas em outubro no Brasil. Ele destacou que, apesar do que chamou de “travessuras” do presidente Jair Bolsonaro (PL), prefere sua vitória na disputa contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O Prêmio Nobel de Literatura de 1990 deu uma palestra em Montevidéu, capital do Uruguai, a convite do think tank Centro de Estudos para o Desenvolvimento (CED), na qual falou sobre a atualidade dos países da América Latina, incluindo o Brasil.

– O caso de Bolsonaro é muito difícil. As travessuras de Bolsonaro são muito difíceis para um liberal admitir. Agora, entre Bolsonaro e Lula, prefiro Bolsonaro – comentou.

O autor de A Festa do Bode e A Cidade e os Cachorros opinou ainda que “há uma espécie de paixão por Lula, principalmente na Europa”, mas lembrou que o ex-presidente “foi preso” e os juízes o condenaram “como ladrão”.

*Com informações EFE


A Coreia do Norte reconheceu nesta quinta-feira (12) seu primeiro surto de Covid-19 desde o início da pandemia e declarou uma “grave emergência nacional”, o que levou Kim Jong Un a ordenar o confinamento em todo o país.

Até agora, a empobrecida nação — mas com armamento nuclear — não havia admitido nenhum caso de Covid-19. O país decretou no início de 2020 um bloqueio severo contra o exterior, o que derrubou sua economia e comércio.

A agência oficial de notícias KCNA informou que as amostras coletadas de vários pacientes doentes com febre em Pyongyang no domingo (8) eram “consistentes” com a altamente contagiosa variante Ômicron do coronavírus.

De acordo com a agência, o líder norte-coreano Kim Jong Un convocou uma reunião de emergência de seu gabinete político e anunciou que implementaria um sistema de controle do vírus de “emergência máxima” com o objetivo de “eliminar a raiz no menor tempo possível”.

Kim “ordenou a todas as cidades e municípios do país que adotem o confinamento cuidadoso em suas áreas”, afirmou a KCNA. Fábricas, estabelecimentos comerciais e residências devem permanecer fechados e reorganizados para “bloquear de maneira impecável a propagação do vírus maligno”, insistiu a agência estatal.

Kim “garantiu que, devido ao alto nível de conscientização política da população, (…) superaremos com toda segurança a emergência e teremos êxito com o plano de quarentena de emergência”, acrescentou.

O comunicado pouco transparente não revela quantos casos foram detectados no país.

“Para que Pyongyang admita publicamente casos de Ômicron, a situação de saúde pública deve ser grave”, disse o professor Leif-Eric Easley, da Universidade Ewha de Seul.

“Pyongyang provavelmente vai insistir com os confinamentos, apesar do fracasso da estratégia de Covid zero da China sugerir que essa abordagem não funciona  com a variante Ômicron”, acrescentou.

Informações Terra Brasil Noticias


O Ministério das Relações Exteriores da Rússia manifestou um protesto contundente a Varsóvia, por meio de comunicado emitido nesta segunda-feira (09), em decorrência do ataque ao embaixador russo Sergei Andreev.

A pasta também exigiu que a Polônia tome medidas cabíveis para punir quem o atacou.

No início do dia, Andreev foi atacado e encharcado com uma substância vermelha enquanto tentava colocar uma coroa de flores no Cemitério Militar Soviético, em Varsóvia.

“Um forte protesto foi expresso às autoridades polonesas por ceder aos neonazistas. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia exigiu que Varsóvia organizasse imediatamente uma cerimônia de colocação de coroas, garantindo sua total segurança contra todos os tipos de provocações. Estamos tentando persuadir o lado polonês para que tome as medidas apropriadas hoje (9)”, disse o ministério no comunicado, acrescentando que a polícia polonesa não estava averiguando ativamente o ataque.

Mais tarde, Andreev disse que o líquido em questão não era de fato tinta vermelha, mas algo similar a um xarope doce. “Nenhum de nossos funcionários foi realmente ferido”, disse o diplomata, acrescentando que achava que o líquido era xarope porque tinha um sabor doce.

O embaixador disse que um evento maior foi originalmente planejado, incluindo uma marcha do Regimento Imortal.

O Ministério das Relações Exteriores da Polônia, no entanto, recomendou a não realização do evento, citando as proibições do código penal polonês a uma suposta “propaganda de ódio, guerra e totalitarismo”.

A embaixada russa cancelou o evento, mas informou ao lado polonês que o diplomata ainda colocaria flores no cemitério. Foi ali que ocorreu o ataque. Andreev foi recebido por centenas de pessoas, algumas das quais bastante agressivas.

“Quando percebemos que não poderíamos nos aproximar do monumento, fomos forçados a retornar à entrada do cemitério, onde deixamos nossa coroa”, explicou Andreev.

A Rússia e muitas das antigas repúblicas soviéticas comemoram a vitória da Grande Guerra pela Pátria em 9 de maio, um dia depois da Europa Ocidental e seus aliados.

*Com informações de Sputnik Brasil


Em discurso do Dia da Vitória, o presidente russo, Vladimir Putin, disse hoje que a invasão que ordenou ao território ucraniano foi um ataque preventivo contra a “agressão”, em referência à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). “Os países da Otan não queriam nos ouvir. Isso significa que, na realidade, eles tinham planos bem diferentes.” As falas do presidente russo foram rebatidas pela Ucrânia.

Segundo Putin, com a possibilidade de ingresso da Ucrânia na Otan, havia “uma ameaça inaceitável para nós bem em nossas fronteiras”. Para o presidente russo, invadir a Ucrânia foi uma ação de defesa de terras russas, em referência também à Crimeia, área ucraniana que foi anexada pela Rússia em 2014.

“Vimos como a infraestrutura militar estava se desenvolvendo”, disse, citando “entregas regulares das armas mais modernas dos países da Otan”. Para Putin, “o perigo crescia a cada dia”, reforçando acreditar que a invasão, como “rejeição preventiva à agressão”, foi uma decisão certa, “oportuna e única”. “A decisão de um país soberano, forte e independente.”

Hoje, a Rússia comemora os 77 anos da vitória sobre os nazistas na Segunda Guerra Mundial. Um desfile militar foi realizado em Moscou, onde Putin discursou, e também em outras cidades russas. De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, cerca de 11 mil militares participaram do desfile na capital do país.

Nos cerca de 11 minutos de discurso, não houve declaração oficial de guerra à Ucrânia nem anúncio de intensificação da “operação militar” —termo russo para a invasão à Ucrânia—, como o governo ucraniano e países aliados projetavam nas últimas semanas. Na semana passada, a Rússia já havia negado que faria isso.

Em seu pronunciamento, Putin também disse que é necessário fazer todo o possível para evitar a repetição “do horror de uma nova guerra mundial”.

Dois meses e meio depois do início do conflito, os combates se concentram no leste do país. A Rússia se viu obrigada a reduzir suas ambições de tomar rapidamente o país e a capital, Kiev, diante da forte resistência das tropas ucranianas, armadas pelos países ocidentais.

militares - Kirill Kudryav/AFP - Kirill Kudryav/AFP
Militares russos que participaram da invasão ao território ucraniano participam do desfile do Dia da Vitória, na Praça Vermelha, em MoscouImagem: Kirill Kudryav/AFP

Sem forma pacífica

A guerra russa na Ucrânia chegou hoje ao 75º dia. No discurso, Putin fez referência a seus soldados que morreram no conflito, indicando que o governo dará assistência às famílias. Também foi respeitado um minuto de silêncio em memória deles. “A morte de cada um dos nossos soldados e oficiais é nosso luto compartilhado e uma perda irreparável para seus amigos e familiares.”

O Ministério da Defesa russo afirma que 1.351 militares morreram, mas, segundo a imprensa russa, ao menos 2.099 foram declarados mortos ou desaparecidos. A Ucrânia fala em 25.650 baixas do lado russo, 150 apenas entre ontem e hoje. Os números não puderam ser verificados com fontes independentes.

Soldados que participaram da guerra russa na Ucrânia também estiveram em Moscou acompanhando o desfile militar. “Hoje, vocês estão defendendo algo pelo qual que nossos pais, avós, bisavós lutaram. Para eles, o bem-estar e a segurança da pátria sempre foram o sentido mais elevado da vida. E para nós, seus herdeiros, devoção à pátria é o valor principal, um suporte confiável para a independência da Rússia”, disse Putin.

O presidente russo ainda comentou: “vocês estão lutando pela pátria, por seu futuro, para que ninguém esqueça as lições da Segunda Guerra Mundial.”

Após o desfile, após encontrar o pai do comandante de um batalhão que morreu na Ucrânia, Putin disse que não houve chance de tratar o conflito de forma pacífica.

“Se houvesse pelo menos uma chance de resolver esse problema por outros meios pacíficos, nós, é claro, aproveitaríamos essa chance. Mas eles não nos deixaram essa chance, simplesmente não a deram”, disse Putin, segundo relato da agência russa Tass. O presidente russo também disse que “todos os planos estão sendo cumpridos” na Ucrânia. 

Ocidente

De acordo com Putin, a Rússia “sempre defendeu a criação de um sistema de segurança igual e indivisível, um sistema que é vital para toda a comunidade mundial”. “Em dezembro passado, propusemos concluir um acordo de garantia de segurança. A Rússia exortou o Ocidente a ter um diálogo honesto, encontrar soluções de compromisso razoáveis, levar em conta os interesses uns dos outros. Tudo em vão! Os países da Otan não quiseram nos ouvir.”

Para ele, essa “ameaça absolutamente inaceitável”, em razão da aproximação entre Otan e Ucrânia, mostrou que um conflito seria “inevitável”, com a Rússia “forçada” a mostrar uma “rejeição preventiva à agressão”.

A fala de Putin gerou reação na Ucrânia. Conselheiro da Presidência da Ucrânia, Mykhailo Podolyak disse que “os países da Otan não iriam atacar a Rússia”. “A Ucrânia não planejava atacar a Crimeia. Os militares russos estão morrendo, não defendendo seu país, mas tentando ocupar outro. Não havia razões racionais para esta guerra, exceto pelas dolorosas ambições imperiais da Federação Russa.”

A Rússia disse que continua dialogando com a Ucrânia a respeito do conflito, mas não há encontros presenciais entre delegações dos dois países desde 29 de março. Não há previsão de quando russos e ucranianos irão se reunir novamente.

Em entrevista ao jornal alemão Die Welt publicada hoje, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, pediu, “mais uma vez”, que Putin “encerre a guerra imediatamente, retire suas tropas da Ucrânia e inicie negociações de paz”. “Estamos firmemente ao lado da Ucrânia e continuaremos a ajudar o país a afirmar seu direito à autodefesa.”

zelensky - Reprodução/Telegram/Volodymyr Zelensky - Reprodução/Telegram/Volodymyr Zelensky
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, aparece caminhando por Kiev em vídeoImagem: Reprodução/Telegram/Volodymyr Zelensky

“Outra vitória”

A Ucrânia não permitirá que a Rússia “se aproprie da vitória sobre o nazismo”, declarou hoje o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. “Hoje celebramos o dia da vitória sobre o nazismo. Estamos orgulhosos de nossos ancestrais que, ao lado de outras nações da coalizão anti-Hitler, derrotaram o nazismo. E não permitiremos que ninguém anexe esta vitória. Não permitiremos que seja apropriada”, disse em um vídeo em que aparece caminhando por uma avenida do centro de Kiev.

Zelensky citou várias cidades do leste e sul da Ucrânia atualmente sob controle das forças invasoras russas e afirmou que os ucranianos, durante a Segunda Guerra Mundial, expulsaram as forças da Alemanha nazista destas regiões. “No dia da vitória sobre os nazistas, nós estamos lutando por outra vitória. O caminho para esta vitória é longo, mas não temos dúvidas sobre nossa vitória”.

“Nós vencemos na época. Vamos vencer agora”, acrescentou o presidente ucraniano em referência à invasão russa de seu país, iniciada em 24 de fevereiro. “Nosso inimigo sonhava que desistiríamos de celebrar o 9 de maio e a vitória sobre os nazistas para que a palavra desnazificação tivesse uma chance”, completou. A “desnazificação” da Ucrânia é uma das razões alegada por Putin para justificar a invasão.Imagem: Arte UOL

Ucrânia espera ataques

Em relatório, o Ministério da Defesa da Ucrânia disse hoje que “há uma alta probabilidade de ataques de mísseis em toda a Ucrânia”.

Em pontos da fronteira com a Rússia, a Defesa ucraniana disse ver “a transferência de pessoal e equipamento militar para a reposição de unidades que sofreram perdas significativas na Ucrânia continua”.

Já o Ministério da Defesa da Rússia disse que atacou, com mísseis de alta precisão, a região de Odessa, no sul ucraniano, destruindo helicópteros.

As forças russas também fizeram ataques contra equipamentos militares da Ucrânia em áreas do leste, como Donetsk e Kharkiv. Na região de Zolote, também no leste, estação de radar fabricada nos Estados Unidos teria sido destruída pela Rússia.

No total, os russos disseram ter matado cerca de 350 soldados ucranianos entre ontem e hoje.

(Informações UOL/ com Reuters, RFI, DW e AFP)


Homem observa casa queimando após um bombardeio em Severodonetsk, região de Donbass - Fadel Senna/AFP - 6.abr.2022
Homem observa casa queimando após um bombardeio em Severodonetsk, região de Donbass Imagem: Fadel Senna/AFP – 6.abr.2022

guerra na Ucrânia, que se arrasta há mais de dois meses, deve estabelecer novas fronteiras no território do país invadido, apontam analistas especializados em Relações Internacionais ouvidos pelo UOL.

Segundo eles, os russos podem tomar definitivamente territórios mais industrializados e com acesso ao mar de Azov, nas regiões sul, leste e sudeste. Em paralelo a isso, negociam um afastamento da Ucrânia da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

O geógrafo e cientista político Tito Barcellos Pereira projeta uma possível divisão gerando o que seria uma “Ucrânia Ocidental”, capaz de manter a sua soberania. Porém, afastada de países europeus, subordinada aos russos e enfraquecida economicamente pela perda territorial de regiões mais industrializadas.

Os municípios do sul, leste e sudeste, na área oriental, formariam a “Nova Rússia”, incluindo os territórios separatistas. Em meio aos conflitos, o Kremlin já afirmou que a Ucrânia deve reconhecer a península da Crimeia como parte da Rússia e a independência das autoproclamadas repúblicas de Lugansk e Donetsk para que as negociações de cessar-fogo possam avançar.Imagem: Arte UOL

“Há um adensamento populacional muito maior no leste e no sul, porque são áreas industrializadas em regiões portuárias. Caso os russos tomem todo esse território, a Ucrânia seria reduzida a Kiev e Lviv”, avalia o cientista político.

Segundo ele, as outras cidades que ainda seguiriam sob o domínio ucraniano são de pequeno porte e essencialmente agrícolas. “É uma região pouco povoada. Nenhuma dessas cidades tem mais de 300 mil habitantes. Restaria para a Ucrânia Kiev e um oeste agrário pouco urbanizado e pobre”, explica.

Seria como se o Brasil fosse invadido e perdesse o sudeste, sul e nordeste, onde está o litoral e as maiores cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Nesse caso, sobrariam apenas regiões agrárias e dependentes de Brasília. Aí, eu pergunto: quem teria condições de se desenvolver economicamente nessas condições?
Tito Barcellos Pereira, cientista político e geógrafo

Tito ainda traça outros dois cenários para o desfecho do conflito. O mais pessimista para os ucranianos seria a mudança de regime, forçando o país a se tornar parceiro econômico e aliado militar dos russos. No cenário mais otimista, a Ucrânia entraria para a Otan e perderia “apenas” Donetsk, Lugansk e a península da Crimeia, já sob o domínio russo.

“Mas, considerando que russos ocupam parte considerável do território ucraniano, me parece que a guerra será mais longa, podendo se estender por até mais de um ano”, diz.

Domínio estratégico em Mariupol

O cientista político também diz ver o que entende ser uma ação mais focada das tropas russas no último mês, fortalecida após o general russo Alexander Dvornikov, conhecido como o “Açougueiro da Síria”, ter sido nomeado como novo comandante das operações de guerra no território invadido.

“Há uma coordenação de todas as operações, com foco na tomada dos territórios de Donestk e Lugansk”, analisa.

Tropas pró-Rússia em Mariupol, cidade é uma das mais atingidas na guerra - Alexander Ermochenko/Reuters - 12.mai.2022 - Alexander Ermochenko/Reuters - 12.mai.2022
Tropas pró-Rússia em Mariupol, cidade é uma das mais atingidas na guerraImagem: Alexander Ermochenko/Reuters – 12.mai.2022

Segundo ele, há concentração de ações com intensos bombardeios sobretudo em Mariupol, com acesso ao Mar de Azov, o que a torna estratégica para os russos, permitindo a ligação entre a Crimeia e as áreas separatistas. “É uma cidade portuária e industrializada, apesar de pequena, que pertence à província de Donetsk”, explica.

Nesta semana, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky fez um apelo à ONU (Organização das Nações Unidas) para “salvar” feridos abrigados em uma siderúrgica na cidade em meio aos ataques —anteriormente, o órgão havia anunciado a retirada de civis entrincheirados no complexo industrial em um cessar-fogo na usina sob ataques no último reduto de resistência na cidade portuária.

Perda de Donbass ‘seria catastrófica’

Professor de Relações Internacionais e Mestre em Estudos Estratégicos pela Universidade de Reading, na Inglaterra, Renato do Prado Kloss, projeta um cenário provável e “catastrófico” para a Ucrânia em caso de perda da região de Donbass, no leste do país, e das áreas portuárias.

“Com minas de carvão e indústrias de metalurgia e aço, a área do Donbass é a área mais industrializada do país. A perda dessa região representaria um impacto tremendo na economia da Ucrânia”, analisa.

23.abr.22 - Socorristas levam mulher para fora de um prédio danificado após um ataque de mísseis relatado em Odessa, no sul da Ucrânia - AFP PHOTO / State Emergency Service of Ukraine - 23.abr.22 - AFP PHOTO / State Emergency Service of Ukraine - 23.abr.22
Socorristas levam mulher para fora de um prédio danificado após um ataque de mísseis relatado em OdessaImagem: AFP PHOTO / State Emergency Service of Ukraine – 23.abr.22

Para o professor Sandro Teixeira Moita, doutor em ciências militares, Donbass é um ponto crucial para os ucranianos.

“Donbass é uma região importante porque controla a saída para o mar e possui usinas que usam água do rio para resfriamento. A luta desesperada da Ucrânia talvez seja não permitir a perda dessa região para os russos. A leitura também dos países europeus é de que isso pode passar uma mensagem de fraqueza. Se aceitarem discutir Donbass, o que impede os russos de avançar em outras direções?”, questiona.

O professor Renato Kloss diz entender, contudo, que a conquista territorial momentânea das tropas russas não necessariamente será definitiva.

Os russos não vão largar essa ofensiva agora. E vão tentar conquistar o maior número de cidades também como forma de barganha até para negociar um afastamento entre Ucrânia e Otan”
Renato do Prado Kloss, professor de Relações Internacionais

Contudo, reconhece que o cenário pode se agravar caso os russos também conquistem Kherson e Odessa, na mira dos ataques. Um vídeo mostrou a explosão nas imediações da torre de TV de Kherson, no dia 2 de abril. A região portuária de Odessa, inclusive, está desativada devido ao bloqueio naval russo no conflito.

“É a pior das hipóteses para os ucranianos. O porto de Odessa seria o único ponto para escoar os produtos. Sem isso, a Ucrânia precisaria usar um porto na Bulgária, aumentando muito os seus custos com o pagamento de frete das exportações”, diz Kloss.

O professor Sandro Teixeira Moita explica que ultranacionalistas russos projetam a criação de uma “Nova Rússia” em território ucraniano, retirando o acesso do país invadido ao Mar Negro. “Esse seria o objetivo para forçar os ucranianos a assinar um acordo de paz nos termos russos. Sem essas cidades industrializadas, a Ucrânia sofreria um baque econômico muito grande”.

Informações UOL


Reeleito, o presidente da França Emmanuel Macron tomou posse da presidência do país neste sábado (7), em uma cerimônia no Palácio do Eliseu. Macron obteve 58,5% dos votos no segundo turno contra Marine Le Pen, candidata de extrema-direita.

No seu discurso, Macron prometeu inovar no seu novo mandato, especialmente neste momento, de desafios mundiais. “Precisamos inventar juntos um novo método, longe de tradições e rotinas cansadas, com o qual possamos construir um novo contrato produtivo, social e ecológico”, disse, prometendo agir com “respeito” e “consideração”.

O novo mandato do presidente francês começará oficialmente na noite de 13 de maio.

Entre os franceses que moram no Brasil, 86% votaram em Macron na segunda etapa das eleições. Em Salvador, 143 pessoas participaram da votação, dentre as quais 115 (80,4%) votaram no presidente reeleito.

*Metro1


Exibição ocorrerá na próxima segunda-feira

Presidente da Rússia, Vladimir Putin Foto: EFE/EPA/SERGEI GUNEYEV

O governo russo está preparando um desfile militar, que será realizado na próxima segunda-feira (9) em função do Dia da Vitória, que celebra a derrota dos nazistas na Segunda Guerra Mundial. As informações são do Metrópoles.

O desfile acontecerá na praça Vermelha, em Moscou, e contará com 131 unidades de armas modernas e equipamentos militares, 77 aviões e helicópteros. Também está prevista a presença do presidente da Rússia, Vladimir Putin.

No desfile, será exposto pela primeira vez, desde 2010, o chamado “avião do juízo final”. O modelo é uma versão modificada do Iliuchin Il-80, que foi feito para servir de centro de comando e controle em caso de guerra nuclear.

A Rússia também deverá apresentar seus mísseis intercontinentais para intervenções nucleares, como o Sarmat e o Iars, que são armas de destruição em massa para uma Terceira Guerra Mundial.

Informações Pleno News


Decisão tenta conter a inflação no país - marchmeena29/iStock
Decisão tenta conter a inflação no país Imagem: marchmeena29/iStock

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, decidiu hoje elevar a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, para 0,75 a 1% ao ano. Este é o maior aumento em 22 anos, em meio à inflação recorde no país.

Em março, a inflação chegou ao nível mais alto em 40 anos, de 8,5%, impulsionada pela guerra na Ucrânia.

O Comitê Federal de Mercado aberto anunciou a mudança ao final de dois dias de reunião de política monetária em Washington. A decisão deve impactar os mercados internacionalmente, já que um rendimento maior das ações dos EUA, considerados como a economia mais segura do mundo, diminui a atratividade dos papéis de países emergentes, como o Brasil. Além disso, empréstimos em dólares podem ficar mais caro para economias em desenvolvimento.

A sinalização do Fed é que mais aumentos de magnitude semelhante podem estar por vir. Essa foi a segunda alta consecutiva das taxas de juros desde março deste ano. Antes, a autarquia não subia o índice desde 2018.

Em comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto do Fed disse estar “altamente atento aos riscos da inflação”. “A inflação continua alta conforme a guerra na Ucrânia e novos lockdowns contra o coronavírus na China ameaçam manter a pressão elevada”, disseram.

O comunicado disse que o balanço do Fed, que saltou para cerca de US$ 9 trilhões de dólares conforme o banco central tentava proteger a economia da pandemia de covid-19, poderá cair em US$ 47,5 bilhões por mês até agosto. A redução da carteira de títulos também é uma tentativa de conter o aumento nos preços.

As autoridades do Fed não divulgaram novas projeções econômicas após a reunião desta semana, mas os dados desde o último encontro, em março, deram poucos sinais de que a inflação, o crescimento salarial ou um ritmo rápido de contratações começaram a desacelerar.

‘Conter inflação é fundamental’

O presidente do Fed, Jerome Powell começou sua coletiva de imprensa após a decisão monetária do BC com uma mensagem à população dos EUA, reconhecendo os desafios impostos pela alta inflação no país e reforçando que a entidade está se movendo para reverter a pressão sobre os preços.

Segundo Powell, os EUA passou por muitas dificuldades e, ainda assim, sua economia se manteve firme. Para que essa tendência se mantenha, é fundamental controlar a inflação, de forma a prover estabilidade econômica.

Em adição ao cenário de forte inflação, o mercado de trabalho está “extremamente apertado” e as pressões nos preços, amplas, disse Powell.

A demanda interna dos EUA também está muito forte, e os gargalos na cadeia produtiva não permite que ela seja completamente atendida, ressaltou o banqueiro central.

*Com informações da Reuters e AFP


Bolsonaro diz temer prolongamento da guerra na Ucrânia e efeitos na inflação
Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (4) que teme o prolongamento da guerra entre Rússia e Ucrânia e os efeitos do conflito na inflação no Brasil.

“O que nós tememos obviamente é o prolongamento desta guerra, que sinaliza com mais inflação para o mundo. E vem [a inflação] da energia, vem dos combustíveis, onde eu peço a todos cada vez mais resiliência, cada vez mais garra e determinação. Porque isso que se abateu sobre todo o mundo e também sobre o nosso Brasil. Vai deixar de influenciar negativamente de forma bastante breve, e que nós possamos voltar à normalidade”, afirmou o presidente em um restaurante em Brasília, durante encontro com parlamentares.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro. Uma semana antes, Bolsonaro se reuniu com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou. O assunto, segundo o governo brasileiro, eram as relações comerciais com a Rússia.

A inflação no Brasil vem atingindo nos últimos meses os maiores valores dos últimos anos. Em ano eleitoral, o presidente não quer que a alta dos preços afete sua campanha.

*Metro1


Um eclipse solar é observado em Coquimbo, Chile, em 2 de julho de 2019

Um eclipse solar poderá ser observado hoje (30), a partir de algumas regiões remotas do planeta. Apesar de não visível para quem estiver em território brasileiro, o fenômeno poderá ser acompanhado por todos, graças à retransmissão que será feita pela página do Observatório Nacional no YouTube.

O fenômeno astronômico terá início às 15h45, mas a transmissão, com comentários da astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, começará um pouco antes, às 15h.

Este eclipse só poderá ser observado, a olho nu, por quem estiver na parte sul da América do Sul, especialmente no extremo do continente, onde o eclipse será mais intenso, abrangendo entre 40% e 54% do disco do Sol. Poderá ser visto também em partes da Antártica e na parte sul dos oceanos Pacífico e Atlântico.

Quem acompanhar a retransmissão comentada do Observatório Nacional verá também outras atrações interessantes prometidas pela astrônoma Josina Nascimento. Além de explicar detalhadamente como ocorrem os eclipses, ela disponibilizará imagens de um outro eclipse. Este, observado a partir de Marte.

“São imagens obtidas do ponto de vista marciano, flagradas pelo rover (astromóvel) Perseverance, que está em Marte. O vídeo mostra o momento em que a lua Fobos passou em frente ao Sol. É imperdível”, disse à Agência Brasil a astrônoma.

Lua entre o Sol e a Terra
Eclipses solares ocorrem quando a Lua fica entre o Sol e a Terra, projetando uma sombra sobre o planeta. A sombra mais escura, onde toda a luz solar é bloqueada, é chamada umbra. Em torno da umbra se define a sombra mais clara, a penumbra, onde a luz solar é parcialmente bloqueada.

Se o observador está na estreita faixa da Terra atingida pela umbra, ele vai ver o eclipse total. Se está na área atingida pela penumbra, verá como parcial. “E, nos casos em que não há definição da umbra, como nos eclipses solares de 2022, temos somente eclipse parcial.”

Em média, um eclipse total do Sol ocorre a cada 18 meses, mas, por serem visíveis somente em estreita faixa sobre a Terra, parecem muito raros.

Cuidados para a observação
A observação de eclipses solares nunca deve ser feita a olho nu, nem com óculos escuros, chapas de raio X ou filmes fotográficos, porque a claridade e o calor do Sol podem danificar seriamente a retina.

Uma sugestão dada por especialistas aos interessados em fazer esse tipo de observação é que procurem, em lojas de ferragens ou de materiais de construção, o chamado vidro de solda. A tonalidade desse vidro deve ser, no mínimo, 14. O vidro deve ser colocado diante dos olhos para uma observação segura do Sol.

Outras retransmissões
Diante do grande interesse causado pela astronomia, o Observatório Nacional tem feito diversas lives (transmissões ao vivo), nas quais comenta eventuais fenômenos que estejam ocorrendo.

Josina fará outra transmissão, neste domingo (1º), às 4h, na qual mostrará imagens e comentará a conjunção entre os dois planetas mais brilhantes: Júpiter e Vênus. “Essa live será muito especial porque mostraremos algo que não é visível a olho nu: a participação de Netuno nesse alinhamento”, disse a astrônoma.

“Isso será possível porque mostraremos imagens captadas a partir dos telescópios de astrônomos profissionais e amadores, parceiros do Observatório”, completou.

*Agência Brasil

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