Uma mulher russa de 33 anos, vendeu seu bebê recém-nascido para financiar uma plástica no nariz. De acordo com a polícia, o negócio foi fechado no corespondente a R$ 17,5 mil (200 mil rublos, a moeda local), o valor foi estabelecido com base no gasto com o procedimento estético. Ela não teve a identidade revelada.
As informações são do Extra Globo e de acordo com relatórios da polícia, a mãe, moradora de Kaspiysk (Daguestão, Rússia) recebeu um depósito de 10% (R$ 1.750) de um casal que concordou, apenas cinco dias após o nascimento do bebê, em ficar com ele. Um mês depois, o casal pagou mais R$ 8.700, contou reportagem do “Daily Star”.
Nesse mesmo período, o bebê passou mal, e os médicos pediram ao casal sua certidão de nascimento para levá-lo ao hospital, que os dois não tinham. A suspeita foi levada à polícia.
Antes que o casal pagasse o restante do valor acertado, a polícia o prendeu por tráfico de pessoa. A mãe também foi detida, sob a mesma acusação. Não foi informado se ela fez a cirurgia.
Ex-primeiro-ministro foi atingido durante discurso na cidade de Nara, no Oeste do país. Um homem foi preso e uma espingarda foi apreendida.
O ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe no chão, com as mãos no peito, após ser baleado no Japão — Foto: Kyodo / via REUTERS
O ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, de 67 anos, morreu após ser baleado durante discurso na cidade de Nara, no Oeste do Japão, na manhã desta sexta-feira (8) – noite de quinta, 7, no Brasil. Um suspeito foi preso e uma espingarda, apreendida.
Abe foi atacado por volta de 11h30 (horário local), perto da estação Yamato-Saidaiji, e caiu. Imagem mostra o ex-premiê no chão, com as mãos no peito e com a camisa ensanguentada.
Aos menos dois tiros foram disparados, informou um repórter da agência estatal de notícias “NHK”. A mídia local informou que Abe foi atingido duas vezes: no peito e no pescoço.
Ex-premiê do Japão Shinzo Abe é baleado enquanto discursava
Um helicóptero levou o ex-premiê ao Hospital Universitário de Nara.
A mulher de Abe, Akie, chegou ao hospital no final desta tarde (fim da madrugada desta sexta, 8, no Brasil). Ela não falou com a imprensa local.
Akie Abe, mulher do ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, chega ao Hospital Universitário de Nara — Foto: Philip Fong / AFP Photo
O primeiro-ministro Fumio Kishida, que pertence ao mesmo partido político de Abe e o sucedeu no cargo, disse que o ex-premiê está internado em estado grave.
“Ataque imperdoável! Estou orando do fundo do meu coração para que Abe sobreviva a essa provação”, afirmou Kishida.
O secretário-chefe do gabinete, Hirokazu Matsuno, disse que não conhecia a condição de Abe. “Um ato bárbaro como esse é absolutamente imperdoável, não importa quais sejam os motivos, e o condenamos fortemente”, disse.
O oficial do corpo de bombeiros local, Makoto Morimoto, disse que Abe sofreu uma parada cardiorrespiratória, mesma informação divulgada pela “Kyodo News”. A NHK falou em “insuficiência cardíaca”, que significa que o coração não consegue bombear sangue o suficiente e fornecer o oxigênio necessário para o resto do corpo.
O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe — Foto: Franck Robichon / AP Photo
Um suspeito foi detido por tentativa de homicídio: um homem de 42 anos. Segundo a imprensa japonesa, o atirador é um ex-integrante da Marinha do Japão.
A NHK informou que o suspeito foi identificado como Tetsuya Yamagami, que disse à polícia que estava insatisfeito com Abe e queria matá-lo. A polícia não confirmou o relato da estatal.
A polícia afirmou também ter recuperado a arma usada no ataque. A imprensa local disse tratar-se de uma espingarda caseira, de fabricação grosseira.
Imagem de TV mostra a detenção de um homem no local onde o ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe foi baleado — Foto: Kyodo / via REUTERS
Shinzo Abe apareceu no encerramento das Olimpíadas do Rio em 21 de agosto de 2016. — Foto: Stoyan Nenov/Reuters/Arquivo
Ao renunciar, Abe alegou motivos de saúde. Ele sofre de colite ulcerativa crônica, uma doença que já o havia tirado do poder em uma outra ocasião, em 2007.
“Eu me dediquei de corpo e alma à recuperação econômica e à diplomacia para proteger o interesse nacional do Japão todos os dias desde que retornamos ao poder”, disse Abe à época.
Ele ainda domina o partido no poder, o Partido Liberal Democrata (LDP), e controla uma de suas principais facções.
Abe se tornou conhecido no exterior pela estratégia de recuperação econômica, conhecida como “abenomics”, na qual mesclava flexibilização monetária, grande reativação do orçamento e reformas estruturais.
Abe Shinzo em março de 2020 — Foto: Kim Kyung-Hoon/Pool/Reuters
Abe é de família política rica, com pai que foi ministro das Relações Exteriores. Ele foi preparado para seguir os passos de seu avô, o ex-primeiro-ministro Nobusuke Kishi, e se tornou o premiê mais jovem do Japão em 2006, aos 52 anos. Sua primeira passagem, porém, foi interrompida abruptamente por causa de seu problema de saúde.
Em agosto de 2021, bateu o recorde de longevidade no cargo de primeiro-ministro do Japão no mesmo mandato: 2.799 dias consecutivos. Ele já havia superado a marca em novembro do ano passado, mas contando sua primeira passagem à frente do país, muito mais efêmera (um ano entre 2006 e 2007).
Sua retórica política frequentemente mencionava a necessidade de fazer com que o Japão tivesse um papel mais relevante nos assuntos internacionais.
Na última gestão, Shinzo Abe estabeleceu fortes laços com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e desagradou países próximos, como China, Coreia do Sul e Coreia do Norte, por conta do seu nacionalismo.
A sua popularidade caiu e registrou o menor nível desde que retornou ao poder em 2012. Ele foi criticado por sua gestão na pandemia.
Vista aérea do local onde o ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe foi baleado — Foto: Kyodo / via REUTERS
Abe se tornou conhecido no exterior pela estratégia de recuperação econômica, conhecida como “abenomics”, na qual mesclava flexibilização monetária, grande reativação do orçamento e reformas estruturais.
Porém, sem reformas realmente ambiciosas, o programa registrou apenas êxitos parciais, ofuscados pela crise econômica provocada pela pandemia de coronavírus. Mas mesmo diante da pandemia, manteve o Iene como moeda forte.
Abe também reforçou os gastos com defesa após anos de declínio, e expandiu a capacidade dos militares de projetar poder no exterior. Em uma mudança histórica em 2014, seu governo reinterpretou a constituição pacifista do pós-guerra para permitir que as tropas lutassem no exterior pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.
O ex-premiê foi fundamental para levar as Olimpíadas de 2020 para Tóquio, alimentando o desejo de presidir os Jogos, que foram adiados em um ano, para 2021, por causa da pandemia do COVID-19.
O Japão é o terceiro país mais rico do mundo e o líder do governo tem o respeito e admiração dos seus pares.
Autoridades pelo mundo lamentaram o ataque contra Abe. Leia abaixo:
Antony Bliken, secretário de Estado dos EUA
“Nossos pensamentos, nossas orações estão com ele, com sua família, com o povo do Japão”, disse Blinken durante uma reunião do G20 na ilha indonésia de Bali. “Este é um momento muito, muito triste. E estamos aguardando notícias do Japão”
Casa Branca, porta-voz
“Estamos chocados e entristecidos ao ouvir sobre o ataque violento contra o ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe. Estamos monitorando de perto os relatórios e mantendo nossos pensamentos com sua família e o povo do Japão”.
Anthony Albanese, premiê da Austrália
“Notícias chocantes do Japão de que o ex-primeiro-ministro Shinzo Abe foi baleado. Nossos pensamentos estão com sua família e o povo do Japão neste momento”.
Donald Trump, ex-presidente dos EUA
Rahm Emanuel, embaixador dos EUA no Japão
“Abe tem sido um líder notável do Japão e um aliado inabalável dos Estados Unidos. O governo dos EUA e o povo americano estão orando pelo bem-estar de Abe, sua família e o povo do Japão”.
Mikhail Galuzin, embaixador da Rússia no Japão
“Oramos pela saúde do ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe. Condenamos veementemente o atentado bárbaro contra sua vida”.
Tsai Ing-Wen, presidente de Taiwan
“Acredito que todos estão tão surpresos e tristes quanto eu. Taiwan e Japão são países democráticos com estado de direito. Em nome do meu governo, gostaria de condenar severamente atos violentos e ilegais. O ex-primeiro-ministro Abe não é apenas um bom amigo meu, mas também um amigo fiel de Taiwan. Ele apoiou Taiwan por muitos anos e não poupou esforços para promover o progresso das relações Taiwan-Japão”.
Yoshitaka Sakurada, ex-ministro dos Jogos Olímpicos de Tóquio
“Não posso acreditar que algo assim possa acontecer no século 21. Ainda há a Rússia, que também foi além das expectativas, mas não posso acreditar que algo assim possa acontecer no Japão.”
Uma pesquisa do Emerson College nos Estados Unidos mostra o ex-presidente Donald Trump a frente do atual presidente norte-americano, Joe Biden, em um hipotético confronto presidencial em 2024. Dos entrevistados, 44% disseram votar no republicano, 39% no atual chefe de Estado e 12% em outro candidato.
O apoio a Trump permanece no mesmo nível desde a pesquisa anterior, realizada em maio. No entanto, as intenções de votos para Biden caíram. Antes, 42% dos eleitores disseram que votariam no atual presidente norte-americano.
Biden manifestou que pretende buscar o 2º mandato da Casa Branca. Contudo, o partido Democrata repensa se o presidente deve disputar a eleição de 2024. Desde setembro de 2021, a desaprovação do governo Biden supera a aprovação.
Segundo uma pesquisa da Harvard CAPS-Harris Poll, obtida com exclusividade pelo jornal digital The Hill, a aprovação do governo Biden é de 38%.
A pesquisa também mostra que 71% dos entrevistados acreditam que o chefe de Estado norte-americano não deveria concorrer a um 2º mandato em 2024, com 45% afirmando que Biden é um mau presidente.
Para ⅓ dos entrevistados, Biden é velho demais para concorrer ao cargo novamente e ¼ disseram ser “hora de mudar”.
Ao The Hill, o codiretor da pesquisa, Mark Penn, afirmou que apenas 30% dos democratas votariam em Biden em uma primária presidencial do partido.
“O presidente Biden pode querer concorrer novamente, mas os eleitores dizem ‘não’ à ideia de um 2º mandato, criticam o trabalho que ele faz como presidente”, disse.
Democratas perdem mais de 1 milhão de eleitores para os republicanos, divulga AP
Mais de um milhão de eleitores democratas mudaram suas filiações para o Partido Republicano em 2021, de acordo com dados divulgados pela Associated Press (AP) na última segunda-feira (27).
Segundo a AP, 1,7 milhão de eleitores mudaram de filiação partidária no ano passado. Destes, mais de 1 milhão se tornou republicano. Cerca de 630 mil, democratas.
“É mais uma rejeição da esquerda do que abraçar a direita”, disse Ben Smith, entrevistado pela agência. Smith declarou que sua mudança se deve ao fato de que os democratas adotaram mandatos de vacina contra a Covid contra sua vontade, além de não terem tido a capacidade de conter o aumento de crimes violentos no país.
A mudança para o Partido Republicano, de acordo com a AP, está ocorrendo em todas as partes dos Estados Unidos, tanto em estados democratas quanto republicanos. O fenômeno foi registrado desde que o atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, derrotou o ex-presidente Donald Trump nas eleições realizadas no final de 2020.
Os dados mostram, entretanto, que a mudança é mais profunda nos subúrbios americanos, onde os eleitores indecisos que se voltaram contra o Partido Republicano de Trump nos últimos anos estão voltando atrás.
Meta e Netflix estão entre empresas que se manifestaram
Empresas custearão viagens de funcionários para abortos nos EUA Foto: Pixabay
Na última sexta-feira (24), a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou, por seis votos a três, a regra que liberava o direito ao aborto legal no país. A medida reverte a histórica decisão Roe versus Wade, de 1973, e determina que, a partir de agora, não há mais um direito constitucional federal ao aborto no território norte-americano.
Após a decisão, empresas como Netflix, Paramount, Disney, Warner Bros., Discovery, Sony e Meta anunciaram que irão custear viagens de funcionários que desejem realizar abortos nos Estados Unidos, segundo o site Omelete.
De acordo com a revista Variety, as companhias disseram que querem manter o acesso aos cuidados necessários para seus funcionários. Depois da decisão que derrubou o acesso ao chamado aborto legal, 13 estados americanos se posicionaram em direção ao banimento e pelo menos nove pretendem criminalizar o aborto.
Por meio de um email enviado ao site da NBC, o porta-voz da Meta, Andy Stone, falou sobre a iniciativa da empresa.
– Pretendemos oferecer reembolsos de despesas de viagem, na medida permitida por lei, para funcionários que precisarão deles para acessar serviços de saúde reprodutivos de fora do estado. Estamos no processo de avaliar a melhor forma de fazê-lo, dadas as complexidades envolvidas – apontou.
Uma lista divulgada pelo jornal O Globo mostra algumas empresas que acenaram ajuda para funcionários que queiram abortar. Entre elas estão Warner Bros., Condé Nast, BuzzFeed, Amazon, Goldman Sachs, Snap, Macy’s, Intuit, Dick’s Sporting Goods, Starbucks, Tesla, Yelp, Airbnb, Netflix, J.P. Morgan, Lyft, Google, Microsoft, Paramount, Citigroup.
O caso já figura entre as tragédias mais mortais entre pessoas que tentam cruzar a fronteira entre os Estados Unidos e o México
Mais de 40 imigrantes foram encontrados mortos no Texas Foto: Reprodução/NBC
Ao menos 46 pessoas foram encontradas mortas dentro e próximas a um caminhão, e outras 16 foram levadas para hospitais, em uma suposta tentativa de contrabando de imigrantes para os Estados Unidos. As informações foram divulgadas na noite desta segunda-feira (27) por autoridades de San Antonio, no Texas.
O veículo foi achado próximo a trilhos de trem na região de Southwest Side, em San Antonio. A cidade fica a cerca de 250 quilômetros da fronteira entre Estados Unidos e México. A polícia local segue nas buscas pelo motorista do caminhão, que teria abandonado o veículo. Ao todo, três pessoas foram detidas, mas ainda não há informações sobre a relação delas com o caso.
O caso já figura entre as tragédias mais mortais entre aqueles que tentam cruzar a fronteira entre os Estados Unidos e o México nas últimas décadas. Em 2017, dez pessoas morreram depois de ficarem presas dentro de um caminhão estacionado em um Walmart em San Antonio. Em 2003, 19 pessoas foram encontradas em um caminhão a sudeste da cidade.
Os caminhões surgiram como um método popular de imigração ilegal no início dos anos 90, em meio a um aumento na fiscalização das fronteiras dos EUA em San Diego e El Paso, no Texas, que eram os corredores mais movimentados para travessias ilegais. O calor representa um sério perigo, especialmente quando as temperaturas podem subir severamente dentro dos veículos.
O governador do Texas, Greg Abbott, foi contundente em um tuíte e atribuiu a culpa das mortes ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
– Essas mortes estão com Biden. Elas são o resultado de suas políticas mortais de fronteiras abertas – escreveu.
Segundo Zelensky, mais de mil pessoas estavam no local e ‘número de vítimas é impossível de imaginar’
Reprodução/Telegram/@zelenskiyMíssil russo atinge shopping center no centro da Ucrânia
Um míssil russo atingiu um shopping center lotado nesta segunda-feira, 27, na cidade de Kremenchuk, na Ucrânia. Segundo um comunicado do presidente Volodymyr Zelensky, mais de mil civil estavam no local na hora do ataque. “Os ocupantes dispararam foguetes contra o shopping”, escreveu em sua conta no Telegram. “Está pegando fogo, os socorristas estão combatendo o fogo, o número de vítimas é impossível de imaginar”, acrescentou. De acordo com Dmytro Lunin, que chefia o governo regional de Poltava, há pelo menos “dez mortos e mais de 40 feridos. Esta é a situação atual em Kremenchuk por causa do ataque com mísseis”. Porém, ele alerta que o saldo pode se agravar.
Vitali Maletsky, prefeito de Kremenchuk, informou em sua conta no Facebook que “o tiro de míssil atingiu um local muito movimentado sem qualquer relação com as hostilidades”. Segundo o líder ucraniano, a região não apresenta “nenhum perigo para o exército russo” e é sem “valor estratégico”. O governador regional, Dmytro Lunin, denunciou um “crime de guerra” e um “crime contra a humanidade”, bem como um “ate de terror não dissimulado e cínico contra a população civil”. Zelensky criticou esse ataque e disse que Kremenchuk é um local em que as pessoas “tentam levar uma vida normal” e isso irrita os russos. Além disse, declarou que a “Rússia continua a colocar sua impotência nos cidadãos comuns” e que é “inútil esperar adequação e humanidade da parte dela”. Kremenchuk é a cidade em que fica a maior refinaria de petróleo na Ucrânia e antes da guerra tinha 220 mil habitantes.
O príncipe Charles, futuro rei da Inglaterra, recebeu uma mala de dinheiro com um montante equivalente a 1 milhão de euros (cerca de R$ 5,54 milhões), oferecida pelo ex-primeiro ministro do Catar, Hamad bin Jassim. A informação foi divulgada pelo jornal Sunday Times, neste domingo (26/6).
Segundo a reportagem, esta foi a terceira contribuição em dinheiro do antigo premiê ao filho da rainha Elizabeth II. Juntas, as doações somam o equivalente a 3 milhões de euros (R$ 16,6 milhões). Instituições filantrópicas de Charles estão na mira das autoridades após suspeita de recebimento de doações em troca de concessão de títulos honoríficos concedidos pela Coroa.
A assessoria de imprensa do príncipe informou à publicação que as doações foram repassadas “imediatamente” para uma das instituições de caridade apoiadas pela Prince of Wales’s Charitable Fund, instituição de caridade de Charles, e ressaltou que “todos os processos adequados foram seguidos”.
Não há indícios claros de irregularidades. Em nota, a instituição de caridade afirma que a doação é legítima e que os auditores da organização aprovaram a doação.
“Doação legítima”
Segundo o Sunday Times, o príncipe Charles compareceu pessoalmente para receber as três doações em dinheiro do ex-primeiro ministro do Catar, entregues entre 2011 e 2015.
Desta vez, o montante foi entregue em uma mala. Nas outras duas ocasiões, esteve contido em uma bolsa e em uma sacola da loja de departamentos Fortnum and Mason.
Investigação
As instituições de caridade do príncipe Charles estão sob os holofotes há alguns meses. Em fevereiro, a polícia metropolitana de Londres anunciou que abriu uma investigação para apurar suspeitas de que a The Prince’s Foundation teria recebido altas quantias de dinheiro em troca de honrarias e concessões de cidadania britânica.
Nas denúncias, um bilionário saudita teria oferecido dinheiro em troca de cidadania e uma condecoração do Reino Unido.
À época, a assessoria do herdeiro do trono defendeu que: “O Príncipe de Gales não tinha conhecimento da suposta oferta de honras ou cidadania britânica com base na doação para suas instituições de caridade”. Também procurado, um porta-voz da The Prince’s Foundation disse: “Seria inapropriado comentar sobre uma investigação em andamento”.
Após a investigação, a polícia concluiu que não havia evidências de que os administradores da fundação estivessem cientes do ocorrido.
Presidente vizinho pediu ajuda para montar ‘resposta simétrica’ à Otan.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou no sábado (25) ao governo de Belarus que fornecerá sistemas de mísseis capazes de transportar armas nucleares. A informação é do Ministério das Relações Exteriores russo.
Em uma reunião em São Petersburgo, o líder de Belarus, Alexander Lukashenko, expressou preocupação com as políticas “agressivas”, “confrontativas” e “repulsivas” de seus vizinhos ocidentais Lituânia e Polônia.
Ele pediu a Putin que o ajude a montar uma “resposta simétrica” ao que disse serem voos com armas nucleares da aliança da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que é liderada pelos Estados Unidos.
Em resposta, o mandatário russo avaliou não ser necessário uma resposta simétrica, mas que os jatos Su-25, fabricados na Rússia e de propriedade de Belarus, poderiam ser atualizados em fábricas russas.
“Vamos transferir os sistemas de mísseis táticos Iskander-M para Belarus, que podem usar tanto mísseis balísticos e de cruzeiro, tanto em versões convencionais quanto nucleares”, declarou Putin em um resumo divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores.
O Iskander-M, um sistema móvel de mísseis guiados com o codinome SS-26 Stone pela Otan, substituiu o Scud soviético. Seus dois mísseis guiados têm alcance de até 500 km (300 milhas) e podem transportar ogivas convencionais ou nucleares.
Tropas russas intensificaram neste fim de semana os bombardeios na cidade de Severodonetsk, na região de Luhansk, leste da Ucrânia. Autoridades ucranianas disseram que o Kremlin tenta bloquear a rodovia Lisichansk-Bakhmut, importante para o abastecimento da cidade. Serhi Haidai, governador regional de Luhansk, informou que a Rússia ainda não tem o controle total de Severodonetsk, mas continua a bombardear áreas ao redor da cidade. Em publicação no Telegram neste domingo (19.jun.2022), ele falou que “a batalha por Donbass não se desenrola de acordo com o cenário do inimigo”.
Segundo ele, “o inimigo controla a maior parte de Severodonetsk”, mas “os russos, pelo 4º mês seguido, não podem capturar uma pequena parte de Luhansk”
A situação da cidade, conforme o governador, é “muito difícil”. Ele disse que os russos destruíram 3 pontes na última semana, impossibilitando a retirada de civis e a entrega de suprimentos. Haidai falou ainda que “o inimigo realiza reconhecimento aéreo 24 horas por dia, via drones” e se ajusta “rapidamente às mudanças nos redutos de defesa”. Ele informou terem sido destruídos postos de controle e estações de tratamento de esgoto.
Luhansk e Donetsk fazem parte da região separatista do Donbass –que está quase toda sob controle dos russos. Em 19 de abril, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou o início de uma “nova fase” da guerra na Ucrânia, focada no Donbass.
Estima-se que 10.000 pessoas ainda estejam em Severodonetsk –centenas escondidas em bunkers em uma fábrica sob bombardeio quase constante. A Ucrânia disse ser impossível realizar evacuações em larga escala.
Russos tentam se aproximar de Kharkiv, 2ª maior cidade do país, localizada a noroeste de Luhansk. O Kremlin pretende, segundo funcionário do Ministério do Interior ucraniano citado pela Reuters, transformar o local em uma “cidade da linha de frente” da batalha.
Nesta quinta-feira (16), o empresário Elon Musk participou de uma reunião com funcionários do Twitter. E de acordo com o o jornal digital Axios, o bilionário garantiu que pretende transformar a rede social em um “um refúgio para a liberdade de expressão”.
Em abril, Elon Musk ofereceu 44 bilhões de dólares para adquirir a empresa. O negócio não chegou a ser concretizado, já que o bilionário suspendeu a compra da empresa em março por causa de detalhes a respeito de contas falsas na plataforma.