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Nação teve queda de proporções históricas e fechou o ano com uma redução de 9,9% no Produto Interno Bruto

Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson Foto: EFE/Facundo Arrizabalaga

Uma das nações mais afetadas em sua economia pela pandemia de coronavírus, o Reino Unido viu seu Produto Interno Bruto (PIB) sofrer uma queda de proporções históricas em 2020 e fechou o ano com uma redução de 9,9% no índice. De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS), foi a maior retração anual desde o início das estatísticas sobre a economia britânica.

A queda do PIB do ano passado foi mais que o dobro da contração de 2009, provocada pela crise financeira, e a maior desde o início dos registros oficiais modernos após a Segunda Guerra Mundial. Dados históricos mais antigos hospedados pelo Banco da Inglaterra sugerem que foi o maior tombo desde 1709, quando o país sofreu uma “grande geada”.

Apesar do péssimo resultado, no quarto trimestre, porém, a economia britânica cresceu 1% depois de ter saído da recessão, com um avanço de 16,1% no terceiro trimestre. Em dezembro, houve alta de 1,2% do PIB, após uma queda de 2,3% em novembro, quando houve um lockdown parcial, o que deixou a economia 6,3% menor do que o patamar de fevereiro.

O banco central do país acredita que levará até o início de 2022 para que a economia britânica recupere seu tamanho pré-pandemia. Entretanto, para alcançar o resultado, o Reino Unido terá que continuar o processo de vacinação sem intercorrências. Ainda assim, muitos economistas acreditam que vai demorar mais para a nação se recuperar.

– Apesar de alguns sinais importantes da capacidade de resistência da economia durante o inverno, vemos que o confinamento atual [que continuou em janeiro e fevereiro e ao qual se somou o fechamento das escolas] continua a ter um impacto significativo em muitas pessoas e em muitas empresas – disse o ministro da Economia, Rishi Sunak.

Sunak, que enfrenta o maior endividamento desde a Segunda Guerra Mundial, definirá no dia 3 de março por quanto tempo pretende continuar oferecendo apoio emergencial. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta uma alta de 3,1% no PIB do Reino Unido em 2021.

Informações Pleno News


Uma explosão dentro da clínica ocorreu logo após o tiroteio

Ataque a tiros deixa ao menos cinco feridos em Minnesota, nos EUA Foto: Reprodução / BCNN1

Um ataque a tiros, em uma clínica médica, deixou ao menos cinco pessoas feridas nesta terça-feira (9), na cidade de Buffalo, no interior do estado americano de Minnesota. Uma pessoa foi detida pela polícia.

O ataque ocorreu por volta das 11h do horário local (14h em Brasília) no interior da clínica. Uma explosão dentro da clínica ocorreu logo depois do tiroteio.

A situação teria sido controlada às 11h42 e não haveria mais riscos para a população, segundo o chefe de polícia local. A polícia não confirmou se o suspeito detido, um homem, é o responsável pelo tiroteio.

Uma porta-voz do hospital North Memorial Health, na cidade vizinha de Robbinsdale, disse que várias vítimas foram levadas até a unidade. Ela não confirmou quantas pessoas foram levadas para o hospital nem o estado de saúde delas.

Um porta-voz do FBI disse que a agência enviou técnicos especialistas em bombas para o local. Imagens aéreas do ataque, feitas cerca de duas horas após a ocorrência, mostram ao menos três janelas com vidros estilhaçados na fachada da clínica.https://platform.twitter.com/embed/Tweet.html?dnt=true&embedId=twitter-widget-0&frame=false&hideCard=false&hideThread=false&id=1359218351185289222&lang=en&origin=safari-reader%3A%2F%2Fpleno.news%2Fmundo%2Fataque-a-tiros-deixa-ao-menos-cinco-feridos-nos-estados-unidos.html&theme=light&widgetsVersion=889aa01%3A1612811843556&width=550px

Com cerca de 15 mil habitantes, o município de Buffalo fica a cerca de 64 quilômetros ao norte de Minneapolis, maior cidade da região.

Informações Pleno News/Estadão


O processo não deve ter duração muito longa e a expectativa é de que o ex-presidente seja inocentado

Donald Trump começa a ser julgado nesta terça Foto: EFE/EPA/Yuri Garipas

Começa nesta terça-feira (9) o julgamento do segundo processo de impeachment do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a tramitar no Senado americano. O republicano é acusado de, supostamente, ter incitado a violência que resultou na invasão ao Capitólio, sede do Congresso do país, no dia 6 de janeiro deste ano.

Nesta terça, os oito promotores do impeachment iniciarão a exposição oral de seus argumentos, em etapa que pode durar até três dias. Em um documento de 80 páginas divulgado no dia 2 de fevereiro, eles pedem a condenação de Trump e afirmam que ele cometeu uma “traição sem precedentes históricos”.

No mesmo dia, a equipe de defesa de Trump emitiu um documento com 14 páginas invocando o “direito de expressão” do ex-presidente. Os advogados de Trump vão se pronunciar no processo quando os acusadores terminarem sua exposição. Dependendo de quando isso acontecer, poderá haver uma sessão no sábado, dia 13 de fevereiro.

Em seguida, o processo vai para a fase das perguntas, que serão encaminhadas pelos senadores que servirão como jurados. Elas serão feitas por escrito e entregues ao senador Patrick Leahy, que preside o julgamento e irá distribuí-las entre acusadores e defensores. A estimativa é de que essa etapa seja realizada entre os dias 15 e 16 de fevereiro.

Após as perguntas, os senadores irão decidir se testemunhas serão convocadas. A única pessoa convidada até agora – o próprio ex-presidente – recusou o chamado. Por fim, acontece a votação em si, na qual os senadores decidem se Trump é culpado ou não. Para que isso aconteça, são necessários dois terços dos votos (60), um cenário considerado pouco provável de acontecer.

Caso Trump seja inocentado na votação, o julgamento é encerrado. Mas se for considerado culpado, uma segunda votação será realizada para avaliar se ele perderá seus direitos políticos. Para esta avaliação, apenas uma maioria simplesserá necessária.

Informações Pleno News


Artistas estão proibidos de “promover cultos ou superstições”, entre outras coisas

China publicou “diretrizes morais” que artistas do país devem seguir Foto: EFE/EPA/Roman Pilipey

A China publicou nesta sexta-feira (5) uma nova lista de diretrizes morais para atores e outros artistas, dizendo que eles podem ser permanentemente banidos de suas profissões se não as cumprirem.

Artistas não devem “violar ética, moral, ordem pública social ou bons costumes, causando um sério impacto negativo à sociedade”, afirmou a Associação Chinesa de Artistas, uma organização sem fins lucrativos apoiada pelo governo, em seu site.

Os artistas não podem incitar o ódio e a discriminação entre grupos étnicos e promover cultos ou superstições, afirmou a associação. As novas regras entrarão em vigor em caráter experimental a partir de 1º de março.

A associação não disse por que decidiu introduzir essa política agora, mas os consumidores chineses estão se tornando cada vez mais expressivos em suas expectativas para o comportamento de empresas e celebridades, especialmente as estrangeiras.

A marca de luxo Prada encerrou todas as cooperações com a atriz chinesa Zheng Shuang, este mês, que havia sido nomeada embaixadora da marca, depois de ela se envolver em uma controvérsia sobre barriga de aluguel que atraiu o público chinês.

Em suas novas diretrizes, a associação disse que artistas não devem organizar, participar de ou promover atividades ilegais como pornografia, apostas, drogas e violência, entre outras atividades.

Quem não cumprir as novas regras poderá voltar a trabalhar apenas depois de obter aprovação de um comitê de ética, acrescentou.

Informações Pleno News/Estadão


Presidente dos EUA, Joe Biden, na Casa Branca
Foto: Reuters/ Kevin Lamarque/ Direitos Reservados

Qualquer decisão sobre a realização dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, adiados por um ano por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19), tem que se basear na ciência, disse o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em um programa de rádio.

Os Jogos estão programados para começar em menos de seis meses, e o governo japonês e o Comitê Olímpico Internacional (COI) estão prometendo realizá-los tal como planejados, mas sob condições rígidas que poderiam incluir a ausência de espectadores.

Biden, que falou em um programa de rádio da Westwood One Sports transmitido neste domingo (7) durante o intervalo do Super Bowl, disse esperar que a Olimpíada aconteça, principalmente pelos atletas que treinaram tanto para ela.

“Conversei com o primeiro-ministro do Japão, ele está trabalhando muito duro para estar em condição de abrir os Jogos com segurança, a realizar os Jogos, e acho que isso tem que se basear na ciência, se é seguro ou não eles ocorrerem”, disse Biden.

Biden, que tomou posse em janeiro, disse que detesta imaginar os atletas impossibilitados de competir.

“Imagine todos aqueles atletas olímpicos que trabalham durante quatro anos, quatro anos por uma chance, e de repente essa oportunidade se perde”. E acrescentou: “Eles são as pessoas pelas quais me condôo, mas temos que fazê-lo com base na ciência. Somos um governo baseado na ciência, acho que o resto do mundo também é. Espero que possamos participar, espero que seja possível, mas ainda veremos.”

A Olimpíada deve começar em 23 de julho e durar até 8 de agosto.

Informações Agência Brasil


Profissionais de saúde reividincam a “objeção de consciência”

Protesto contra o aborto, em Buenos Aires
Protesto contra o aborto, em Buenos Aires Foto: Reprodução

Desde que o Senado da Argentina aprovou a lei que legaliza a prática de aborto, muitas solicitações do procedimento chegaram ao hospital argentino Alberto Antranik Eurnekian Zonal.

No entanto, metade dos médicos de um dos principais hospitais públicos da Grande Buenos Aires, se negam a realizar o procedimento. Contra a lei aprovada em 30 de dezembro, os profissionais de saúde reivindicaram a chamada “objeção de consciência”, um mecanismo legal que garante o direito de se negar a interromper a gravidez com base em princípios religiosos, morais ou éticos.

A nova legislação só obriga o profissional a seguir com o procedimento no caso de a vida da mãe estar em risco.

– Entre os serviços de Ginecologia e Obstetrícia, que são os únicos envolvidos nestes casos, há 50% que se autodeclararam objetores de consciência – afirmou ao jornal Clarín o diretor do hospital, dr. Juan Ciruzzi.

O texto da Lei aponta que, caso a paciente não encontre atendimento no hospital, ela precisa ser encaminhada a outro centro de atendimento com urgência.

– No entanto, se houver alguma complicação médica no processo de interrupção, como hemorragia ou infecção, os médicos são obrigados a cuidar – destacou Ciruzzi.

A polêmica lei que permite o aborto na Argentina tem sido contestada no país. Em uma província, ela sofreu revés na Justiça depois de pressão de conservadores.


Família informou que ele morreu na manhã desta sexta-feira

Christopher Plummer
Morre o ator Christopher Plummer aos 91 anos Foto: EFE/EPA/WARREN

O ator canadense Christopher Plummer morreu, nesta sexta-feira (5), aos 91 anos. Ele estava em sua casa, em Connecticut, nos Estados Unidos.

A família do ator emitiu um comunicado informando que ele morreu no começo da manhã desta sexta, na presença de sua esposa, Elaine Taylor, e de alguns amigos próximos. A causa da morte não foi revelada.

Conhecido por atuar em filmes como A Noviça Rebelde (1965), Plummer começou a carreira no cinema em 1956, no longa Stage Truck. Seu último trabalho nas telas foi Entre Facas e Segredos (2019).

Plummer foi indicado três vezes ao Oscar e, em 2012, ganhou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante pelo filme Toda Forma de Amor, que também rendeu a ele o Globo de Ouro.

Entre cinema e televisão, o ator participou de 217 projetos, incluindo a dublagem de Heros of The Golden Masks, previsto para estrear este ano.

Lou Pitt, amigo e agente de Christopher disse ao portal Deadline que “Chris era um homem extraordinário que amava e respeitava profundamente sua profissão com excelentes modos antiquados, um humor autodepreciativo e musicalidade nas palavras”.

– Era um tesouro nacional profundamente orgulhoso de duas raízes canadenses – destacou Pitt.

Informações Pleno News


Legenda da foto, O documento surge em momento de intensa expectativa sobre os próximos passos da relação entre Brasil e Estados Unidos sob o governo de Biden e da vice-presidente Kamala Harris Foto: POOL/GETTY IMAGES

BBC NEWS- Quatro meses depois de fazer críticas públicas contra o desmatamento no Brasil, o presidente Joe Biden e membros do alto escalão do novo governo dos EUA receberam nesta semana um longo dossiê que pede o congelamento de acordos, negociações e alianças políticas com o Brasil enquanto Jair Bolsonaro estiver na Presidência.

O documento de 31 páginas, ao qual a BBC News Brasil teve acesso, condena a aproximação entre os dois países nos últimos dois anos e aponta que a aliança entre Donald Trump e seu par brasileiro teria colocado em xeque o papel de “Washington como um parceiro confiável na luta pela proteção e expansão da democracia”.

“A relação especialmente próxima entre os dois presidentes foi um fator central na legitimação de Bolsonaro e suas tendências autoritárias”, diz o texto, que recomenda que Biden restrinja importações de madeira, soja e carne do Brasil, “a menos que se possa confirmar que as importações não estão vinculadas ao desmatamento ou abusos dos direitos humanos”, por meio de ordem executiva ou via Congresso.

A mudança de ares na Casa Branca é o combustível para o dossiê, escrito por professores de dez universidades (9 delas nos EUA), além de diretores de ONGs internacionais como Greenpeace EUA e Amazon Watch. 

Consultado pela BBC News Brasil, o Palácio do Planalto informou, via Secretaria de Comunicação, que não comentará o dossiê.

A BBC News Brasil apurou que os gabinetes de pelo menos dois parlamentares próximos ao gabinete de Biden — a deputada Susan Wild, do comitê de Relações Internacionais, e Raul Grijalva, presidente do comitê de Recursos Naturais — revisaram o documento antes do envio.

O texto têm o endosso de mais de 100 acadêmicos de universidades como Harvard, Brown e Columbia, além de organizações como a Friends of the Earth, nos EUA, e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), no Brasil. A iniciativa é da U.S. Network for Democracy in Brazil, uma rede criada por acadêmicos e ativistas brasileiros no exterior há dois anos que hoje conta com 1500 membros. 

Tanto Biden quanto a vice-presidente Kamala Harris, além de ministros e diretores de diferentes áreas do novo governo, já criticaram abertamente o presidente brasileiro, que desde a derrota de Trump na última eleição assiste a um derretimento em negociações em andamento entre os dois países.

“O governo Biden-Harris não deve de forma nenhuma buscar um acordo de livre-comércio com o Brasil”, frisa o dossiê, organizado em 10 grandes eixos: democracia e estado democrático de direito; direitos indígenas, mudanças climáticas e desmatamento; economia política; base de Alcântara e apoio militar dos EUA; direitos humanos; violência policial; saúde pública; coronavírus; liberdade religiosa e trabalho.

O material, segundo a BBC News Brasil apurou, chegou ao núcleo do governo Biden por meio de Juan Gonzalez, recém-nomeado pelo próprio presidente americano como diretor-sênior para o hemisfério ocidental do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca — e conhecido pelas críticas a políticas ambientais de Bolsonaro.

Assessor de confiança de Biden desde o governo de Barack Obama, quando atuou como conselheiro especial do então vice-presidente Biden, Gonzalez passou por diversos cargos na Casa Branca e no Departamento de Estado e hoje tem livre acesso ao salão Oval como o principal responsável por políticas sobre América Latina no novo governo. 

“Qualquer pessoa, no Brasil ou em outro lugar, que achar que pode promover um relacionamento ambicioso com os EUA enquanto ignora questões importantes como mudança climática, democracia e direitos humanos, claramente não tem ouvido Joe Biden durante a campanha”, disse Gonzalez recentemente.

O dossiê também circula por membros do Conselho de Assessores Econômicos (CEA, na sigla em inglês) do gabinete-executivo de Biden e pelo ministério do Interior – cuja nova chefe, Debra Haaland, também é crítica contumaz de Bolsonaro. 

Rede internacional 

O documento surge em momento de intensa expectativa sobre os próximos passos da relação entre Brasil e Estados Unidos sob o governo de Biden e da vice-presidente Kamala Harris.

Até dezembro do ano passado, os líderes dos dois países celebravam anúncios conjuntos, como protocolos de comércio e cooperação econômica, e mostravam intimidade em encontros públicos. Na Assembleia Geral da ONU de 2019, por exemplo, Bolsonaro chegou a dizer “I love you” (eu amo você) a Trump, que respondeu “Bom vê-lo outra vez”.

Na primeira semana de janeiro, Ivanka Trump, filha do ex-presidente, foi fotografada carregando no colo a filha de Eduardo Bolsonaro, que visitava a Casa Branca junto à esposa Heloisa e à recém-nascida Georgia — nome do Estado que se tornou um dos pivôs da derrota de Trump na eleição. 

Juan Gonzales e Joe Biden
Legenda da foto, Juan Gonzalez (à direita) é diretor-sênior para o hemisfério ocidental do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca — e conhecido pelas críticas a políticas ambientais de Bolsonaro.

Mas os ventos mudaram. Já na campanha, Biden disse que “começaria imediatamente a organizar o hemisfério e o mundo para prover US$ 20 bilhões para a Amazônia, para o Brasil não queimar mais a Amazônia”. 

A declaração gerou uma dura resposta do presidente Jair Bolsonaro, que classificou o comentário como “lamentável”, “desastroso e gratuito” e quebrou o protocolo presidencial ao declarar sua torcida pelo hoje derrotado Donald Trump. 

Semanas antes, a agora vice-presidente Kamala Harris escreveu que “o presidente do Brasil Bolsonaro precisa responder pela devastação” na Amazônia. 

“Qualquer destruição afeta a todos nós”, completou.

Mais recentemente, após ser questionado pela jornalista Raquel Krähenbühl, da GloboNews, sobre quando conversaria com o par brasileiro, Biden apenas riu.

Meio ambiente

Membros do partido democrata ouvidos pela reportagem sob anonimato descrevem Bolsonaro como uma figura “tóxica” no xadrez global.

Continuar investindo em uma relação próxima com o líder brasileiro seria, na avaliação destes críticos, uma contradição com as bandeiras de sustentabilidade, defesa aos direitos humanos e à diversidade levantadas pela chapa democrata que venceu as eleições.

Pela primeira vez na história dos EUA, Biden nomeou uma mulher indígena para chefiar um ministério (Interior) e mulheres transexuais para cargos importantes nas áreas de defesa e saúde. Negros, latinos e asiáticos aparecem em número recorde de nomeações.

O apoio a estes grupos é o eixo principal do dossiê, que também defende que Biden retire o apoio atual dos EUA para a adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e questione a participação do Brasil no G7 e G20 enquanto Bolsonaro for presidente.

“Os EUA têm obrigação moral e interesse prático em se opor a uma série de iniciativas da atual presidência do Brasil”, diz o texto. “A recente ‘relação especial’ entre os dois países por meio da ampliação de relações comerciais e ajuda militar possibilitou violações dos direitos humanos e ambientais e protegeu Bolsonaro de consequências internacionais.”

Vice-presidente dos Estados Unidos Kamala Harris
Legenda da foto, A vice-presidente Kamala Harris escreveu recentemente que “o presidente do Brasil Bolsonaro precisa responder pela devastação” na Amazônia.

O texto não cita diretamente a proposta de um fundo internacional de 20 bilhões de dólares, sugerida por Biden na campanha eleitoral, para conter o desmatamento na Amazônia.

No capítulo sobre meio ambiente, no entanto, o texto alerta que financiar programas de conservação do atual governo brasileiro poderia significar “jogar dinheiro no problema”, a não ser que o país mude a direção de suas políticas de proteção ambiental.

O remédio, segundo os autores, seria vincular qualquer financiamento às demandas de representantes da sociedade civil, povos indígenas, quilombolas e comunidades ribeirinhas.

Incêndio na Amazônia
Legenda da foto, Dossiê classifica governo Bolsonaro como “o mais agressivo antagonista do meio ambiente brasileiro visto até hoje”

“Um dos valores deste documento é preparar o governo (Biden) para o fluxo de desinformação vindo do governo Bolsonaro. O problema é que este governo não é apenas o mais agressivo antagonista do meio ambiente brasileiro visto até hoje, mas também um grande investidor em relações públicas divulgando informações deturpadas. Eles investem para encobrir problemas. Então o grande objetivo é mostrar ao governo quais devem ser as fontes seguras para informação sobre o Brasil: a sociedade, as organizações que estão em campo, as comunidades e grupos marginalizados”, diz à BBC News Brasil Daniel Brindis, diretor do Greenpeace nos EUA e um dos autores do dossiê.

“O presidente Biden precisa ter certeza de onde está investindo o dinheiro, ou corre o risco de jogá-lo fora”, afirma.

Alcântara e minorias

Mas o dossiê diz que a atenção do governo dos EUA deve ir além do financiamento a políticas de conservação no Brasil e também deve mirar o papel de empresários, investidores e da política externa norte-americana “na ampliação do desmatamento e permissão de abusos de direitos humanos”. 

Depois da China, os EUA são os maiores compradores de madeira brasileira no mundo. O documento ressalta, no entanto, que a lei Lacey, aprovada nos EUA em 2008, proíbe o comércio de produtos vegetais vindo de fontes ilegais nos Estados Unidos e em outros países.

Em 11 de janeiro deste ano, o Ministério Público Federal entrou em contato com o governo dos EUA para recuperar cargas de madeira extraída ilegalmente na Amazônia. Uma operação realizada em dezembro na divisa do Pará e do Amazonas recolheu mais de 130 mil metros cúbicos de madeira ilegal — o equivalente a mais de 6 mil caminhões de carga lotados, segundo a polícia federal.

O texto também lembra que os problemas ambientais brasileiros não se limitam à Amazônia e também incluem o cerrado, o Pantanal e a Mata Atlântica.

Além do foco ambiental, boa parte do dossiê se dedica a políticas sobre grupos historicamente marginalizados no Brasil como indígenas e quilombolas.

Sobre os últimos, o texto defende que os EUA reverta a assinatura do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas assinado pelos governos Trump e Bolsonaro, em 2019, permitindo a exploração comercial da Base Espacial de Alcântara, no Maranhão.

Centro de Lançamento de Alcântara
Legenda da foto, O Brasil diz pretender “tornar o Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão, competitivo mundialmente e um grande atrativo de recursos para o Brasil no setor espacial”.

Como foi assinado, o acordo prevê a remoção de centenas de famílias de quilombolas que vivem na região há quase dois séculos. 

“O governo Biden-Harris deve se colocar de maneira firme contra qualquer desapropriação de terras quilombolas, enquanto se engaja em ações pacíficas colaboração com a Agência Espacial Brasileira em Alcântara”, sugere o texto, citando o Tratado do Espaço Sideral, um instrumento multilateral assinado tanto por EUA quanto pelo Brasil.

Segundo o texto do tratado, criado em meados dos anos 1960, em meio à Guerra Fria, iniciativas que envolvam exploração no espaço só podem acontecer a partir de fins pacíficos. “O governo Biden e Harris deve rejeitar firmemente qualquer envolvimento militar na colaboração espacial no Brasil. Qualquer colaboração entre os programas espaciais dos EUA e do Brasil deve eliminar o racismo e o legado ambiental destrutivo de Trump e Bolsonaro”, prossegue o dossiê.

O governo Bolsonaro afirma que o acordo de Alcântara estimulará o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro e poderá gerar investimentos de até R$ 1,5 bilhão na economia nacional.

O Brasil diz pretender “tornar o Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão, competitivo mundialmente e um grande atrativo de recursos para o Brasil no setor espacial”.

Outros temas

Ao longo de mais de suas mais de 30 páginas, o texto também defende que os EUA divulguem documentos secretos sobre a ditadura no Brasil e que o Departamento de Justiça responda a questionamentos sobre a suposta participação dos EUA na operação Lava Jato.

Em agosto de 2019, o parlamentar Hank Johnson, junto outros 12 congressistas, pediu esclarecimentos sobre a relação dos norte-americanos com a operação brasileira, mas não teve resposta.

Em coro com relatórios recentes de organizações globais de direitos humanos sobre o Brasil, o dossiê também recomenda que o governo americano se coloque enfaticamente contra a violência policial no Brasil, os assassinatos de ativistas e trabalhadores rurais no país e a ataques contra religiões de matriz africana. 

O texto também cita extinção do Ministério do Trabalho pelo governo Bolsonaro e “políticas de desmantelamento de direitos dos sindicatos, financiamento sindical, negociações coletivas e sistemas de fiscalização do trabalho” como temas a serem revertidos antes da discussão de qualquer acordo de livre-comércio com o Brasil.

Em foto de março, Bolsonaro assina livro de visitas da Casa Branca, com Trump sorrindo atrás
Legenda da foto, Em foto de março de 2018, Bolsonaro assina livro de visitas da Casa Branca

O dossiê não foi enviado a membros do governo brasileiro.

Longe de Washington, após se tornar o último líder de um pais democrático a reconhecer a vitória de Biden e Harris, Bolsonaro vem tentando manobrar para reduzir os danos na relação entre os dois países. 

Em janeiro, depois de defender teorias de conspiração infundadas sobre fraudes na eleição americana, o presidente brasileiro assinou uma carta de cumprimentos ao novo líder dos EUA. 

“A relação Brasil e Estados Unidos é longa, sólida e baseada em valores elevados, como a defesa da democracia e das liberdades individuais. Sigo empenhado e pronto para trabalhar pela prosperidade de nossas nações e o bem-estar de nossos cidadãos”, dizia o texto, que não teve resposta.

À BBC News Brasil, em novembro, o embaixador brasileiro em Washington, Nestor Forster, disse acreditar que a proximidade entre os dois países se manteria em um eventual governo Biden. “Acreditamos firmemente que, independente do resultado das eleições aqui nos EUA, essa agenda vai continuar e a importância do Brasil não vai mudar porque está esse ou aquele partido. Temos a melhor relação com os dois partidos políticos, como é natural em uma democracia.”

Dias antes, no entanto, parlamentares democratas haviam chamado Bolsonaro de “pseudoditador” e classificado acordos entre os dois países como “tapa na cara do Congresso”.


O caso aconteceu na cidade de Toulon

Na França, homem foi preso após jogar cabeça humana pela janela Foto: Reprodução

A polícia francesa prendeu um homem, na tarde de segunda-feira (1º), depois que uma cabeça decepada foi lançada de uma janela. O caso aconteceu na cidade de Toulon, no Sudoeste da França. As informações são da Agência France Presse.

Pessoas acionaram as autoridades após terem visto uma caixa, com uma cabeça, cair da janela de um apartamento. Logo após a chegada dos agentes, um homem, que estava com as mãos cheias de sangue, inclinou-se para fora da janela.

O homem estava desarmado e foi preso em seu apartamento. A polícia acredita que a cabeça pode ser de um dos moradores de rua que passaram a noite no imóvel.

Na madrugada de segunda-feira, a polícia tinha sido alertada sobre uma briga no mesmo apartamento onde foi registrado o crime.

O prefeito de Toulon, Hubert Falco, usou uma rede social para comentar o caso. Ele disse que as motivações do assassino ainda não são conhecidas.

– As motivações da pessoa que cometeu esse ato bárbaro ainda não são conhecidas. Uma investigação está em andamento e parece estar caminhando para uma notícia horrível – declarou.

Informações Pleno News


Filmes Mank e Os 7 de Chicago receberam mais indicações. The Crown e Schitt’s Creek foram destaques entre as séries

A premiação acontece em 28 fevereiro Foto: Reprodução

Foram anunciados na manhã desta quarta-feira (3) os indicados para o Globo de Ouro 2021. O filme Mank, de David Fincher, recebeu o maior número de indicações, incluindo a de melhor longa de drama, a de diretor e a de ator. Como na premiação do ano passado, a Netflix voltou a dominar a lista com suas produções, conquistando 22 indicações. Entre os filmes estrangeiros, o brasileiro Bacurau não foi lembrado.

Em uma edição que promete na disputa das séries favoritas, The Crown está de volta. Com uma temporada esperada, a série concorre em seis categorias, com o elenco disputando entre si. Em segundo lugar ficou Schitt’s Creek, com cinco indicações; Ozark e The Undoing, com quatro cada; The Great e Ratched, com três cada.

Entre as plataformas, a Netflix lidera a lista, com 22 indicações em filmes, e 20 indicações para as séries de TV. A Amazon Studios teve sete indicações de filmes. A HBO concorre em 7 categorias de séries.

Dos cinco nomes ao prêmio de direção, três são de mulheres. São elas: a cineasta chinesa radicada no EUA Chloé Zhao, diretora de Nomadland, que é protagonizado por Frances McDormand; a atriz e roteirista britânica Emerald Fennell, por Bela Vingança; e a atriz Regina King, por Uma Noite em Miami, filme que mostra amizade entre Malcolm X, Cassius Clay, Jim Brown e Sam Cooke, que marca a estreia dela na direção. Os demais indicados são David Fincher, por Mank, e Aaron Sorkin, por Os 7 de Chicago.

Na disputa do prêmio de melhor atriz, Emma Corrin e Olivia Colman concorrem na mesma série. Corrin estreou em The Crown, no papel de Lady Di, e Olivia repete o sucesso na quarta temporada como a Rainha da Inglaterra. Também foram indicadas Jodie Comer (Killing Eve), Laura Linney (Ozark) e Sarah Paulson (Ratched)

Ainda com The Crown, Josh O’ Connor concorre na categoria de melhor ator em série de drama e vai disputar o prêmio com Jason Bateman (Ozark), Bob Odenkirk (Better Call Saul), Al Pacino (Hunters) e Matthew Rhys (Perry Mason).

Na cerimônia de premiação, a ser realizada no dia 28 de fevereiro, a atriz Jane Fonda, atriz camaleônica e ativista social será homenageada por sua contribuição com o Prêmio Cecil B. DeMille.

INDICADOS AO GLOBO DE OURO 2021

CINEMA
Melhor filme de drama
The Father
Mank
Nomadland
Bela vingança
Os 7 de Chicago

Melhor filme de musical ou comédia
Borat: fita de cinema seguinte
Hamilton
Palm Springs
Music
A Festa de Formatura

Melhor direção
Emerald Fennell (Bela Vingança)
David Fincher (Mank)
Regina King (One Night in Miami)
Aaron Sorkin (Os 7 de Chicago)
Chloé Zhao (Nomadland)

Melhor atriz de filme de drama
Viola Davis (Ma Rainey’s Black Bottom)
Andra Day (The United States vs. Billie Holiday)
Vanessa Kirby (Pieces of a Woman)
Frances McDormand (Nomadland)
Carey Mulligan (Bela vingança)

Melhor ator de drama
Riz Ahmed (O som do silêncio)
Chadwick Boseman (A voz suprema do blues)
Anthony Hopkins (Meu pai)
Gary Oldman (Mank)
Tahar Rahim (The Mauritanian)

Melhor atriz de musical ou comédia
Maria Bakalova (Borat: Fita de cinema seguinte)
Michelle Pfeiffer (French Exit)
Anya Taylor-Joy (Emma)
Kate Hudson (Music)
Rosamund Pike (I Care a Lot)

Melhor ator de musical ou comédia
Sacha Baron Cohen (Borat: fita de cinema seguinte)
James Corden (A Festa de Formatura)
Lin-Manuel Miranda (“Hamilton”)
Dev Patel (“The Personal History of David Copperfield”)
Andy Samberg (“Palm Springs”)

Melhor atriz coadjuvante
Glenn Close (Hillbilly Elegy)
Olivia Colman (O Pai)
Jodie Foster (The Mauritanian)
Amanda Seyfried (Mank)
Helena Zengel (News of The World)

Melhor ator coadjuvante
Sacha Baron Cohen (The Trial of the Chicago 7)
Daniel Kaluuya (Judas and the Black Messiah)
Jared Leto (The Little Things)
Bill Murray (On the Rocks)
Leslie Odom, Jr. (One Night in Miami)

Melhor trilha sonora
Alexandre Desplat (O Céu da Meia-Noite)
Ludwig Göransson (Tenet)
James Newton Howard (Relatos do Mundo)
Trent Reznor, Atticus Ross (Mank)
Trent Reznor, Atticus Ross (Soul)

Melhor canção
Fight For You (Judas and The Black Messiah)
Hear My Voice (Os 7 de Chicago)
Io Sí (Seen) – (The Life Ahead)
Speak Now (Uma Noite em Miami)
Tigress & Tweed (The United States Vs. Billie Holiday)

Melhor roteiro
Aaron Sorkin (Os 7 de Chicago)
Chloé Zhao (Nomadland)
Florian Zeller and Christopher Hampton (Meu Pai)
Jack Fincher (Mank)
Emerald Fennell (Promising Young Woman)

Melhor filme estrangeiro
Another Round (Dinamarca)
Minari – Em Busca da Felicidade (USA)
Rosa e Momo (Itália)
La Llorona (França e Guatemala)
Two of Us (França e EUA)

Melhor animação
Soul
Wolfwalkers
A Caminho da Lua
Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica
Os Croods 2: Uma Nova Era

TELEVISÃO
Melhor série – Drama
The Mandalorian (Disney+)
The Crown (Netflix)
Lovecraft Country (HBO)
Ozark (Netflix)
Ratched (Netflix)

Melhor série – Musical ou Comédia
Emily In Paris
The Flight Attendant
The Great
Schitts Creek
Ted Lasso

Melhor série limitada ou filme para TV
O Gambito da Rainha (Netflix)
The Undoing (HBO Max)
Nada Ortodoxa (Netflix)
Normal People (BBC/Hulu)
Small Axe (BBC)

Melhor ator em série limitada ou filme para TV
Ethan Hawke (The Good Lord Bird)
Hugh Grant (The Undoing)
Mark Ruffalo (I Know This Much Is True)
Bryan Cranston (Your Honor)
Jeff Daniels (The Comey Rule)

Melhor atriz em série limitada ou filme para TV
Cate Blanchett (Mrs. America)
Daisy Edgar-Jones (Normal People)
Shira Haas (Unorthodox)
Nicole Kidman (The Undoing)
Anya Taylor-Joy (The Queen’s Gambit)

Melhor ator coadjuvante em série, série limitada ou filme para TV
Brendan Gleeson (The Comey Rule)
Dan Levy (Schitt’s Creek)
John Boyega (Small Axe)
Donald Sutherland (The Undoing)
Jim Parsons (Hollywood)

Melhor atriz coadjuvante em série, série limitada ou filme para TV
Gillian Anderson (The Crown)
Annie Murphy (Schitt’s Creek)
Helena Bonham Carter (The Crown)
Julia Garner (Ozark)
Cynthia Nixon (Racthed)

Melhor ator em série de TV – Musical ou Comédia
Don Cheadle (Black Monday)
Jason Sudeikis (Ted Lasso)
Ramy Youssef (Ramy)
Eugene Levy (Schitt’s Creek)
Nicholas Hoult (The Great)

Melhor atriz em série de TV – Musical ou Comédia
Kaley Cuoco (The Flight Attendant)
Elle Fanning (The Great)
Catherine O’Hara (Schitt’s Creek)
Lily Collins (Emily em Paris)
Jane Levy (Zoey e a Sua Fantástica Playlist)

Melhor atriz em série de TV – Drama
Olivia Colman (The Crown)
Emma Corrin (The Crown)
Laura Linney (Ozark)
Sarah Paulson (Ratched)
Jodie Comer (Killing Eve)

Melhor ator em série de TV – Drama
Jason Bateman (Ozark)
Matthew Rhys (Perry Mason)
Al Pacino (Hunters)
Josh O’Connor (The Crown)
Bob Odenkirk (Better Call Saul)

Informações Pleno News/Estadão

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