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Comitiva brasileira está no país para conhecer spray contra o coronavírus desenvolvido no país

Brasil e Israel assinam acordo de cooperação contra a Covid-19 Foto: Divulgação/MRE

Brasil e Israel assinaram neste domingo um acordo bilateral de cooperação na luta contra a pandemia da Covid-19 e em áreas como tecnologia e segurança, durante um evento em Jerusalém com seus respectivos ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo e Gabi Ashkenazi.

– Além da parte médica, concordamos em trabalhar juntos nas áreas de tecnologia, inovação, segurança, agricultura, ciência e espaço. Ajudaremos o Brasil de todas as maneiras possíveis e estudaremos formas de aprofundar a pesquisa e desenvolvimento de medicamentos e outras soluções para lidar com o vírus – anunciou Ashkenazi em uma aparição conjunta com o diplomata brasileiro.

Araújo lidera a delegação brasileira em visita oficial a Israel até terça-feira (9). Entre eles está o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, que nos últimos anos fortaleceu os laços com o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

A cerimônia começou com a assinatura de uma declaração conjunta dos dois ministros, que expressaram sua simpatia mútua e elogiaram os laços entre as autoridades israelenses e brasileiras.

Araújo descreveu Israel como “um parceiro-chave em áreas absolutamente decisivas para o Brasil”, como novas tecnologias e a estratégia para enfrentar o coronavírus.

– Israel está dando o exemplo liderando o caminho na vacinação e na luta contra a pandemia. O Brasil também tem iniciativas interessantes em termos de pesquisa e quer compartilhá-las. Queremos ser um parceiro (de Israel) para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos – destacou o ministro.

Ainda ontem, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que há uma vacina contra a Covid-19 sendo desenvolvida por cientistas brasileiros e que os resultados preliminares dos estudos serão apresentados ao governo israelense pela missão chefiada por Araújo. Está programado um encontro da delegação com Netanyahu amanhã.

Mais da metade da população de Israel já recebeu pelo menos uma dose do imunizante fabricado pela farmacêutica americana Pfizer. O país lidera a campanha de vacinação mais rápida do mundo e pretende que a maioria de sua população de 9,2 milhões de habitantes seja inoculada até o final deste mês.

Pleno News com informações da agência EFE


País concedeu “passe verde” para cidadãos imunizados

Com vacinação avançada, Israel começa a retomar atividades Foto: EFE/EPA/Atef Safadi

Com mais de 50% de sua população imunizada com pelo menos a primeira dose da vacina contra a Covid-19, Israel começou a reabrir bares e restaurantes. Desta forma, o país dá o passo mais importante de sua desaceleração pós-vacinação, com a reabertura desses estabelecimentos, o relaxamento de restrições e retorno às salas de aula das universidades, entre outras medidas que priorizam os imunizados contra o novo coronavírus.

Os restaurantes de Israel, por exemplo, poderão receber clientes que apresentam o chamado “passe verde”, concedido a quem se recuperou da doença ou já recebeu a segunda dose, pelo menos uma semana atrás.

A ocupação não pode ultrapassar 75% e aqueles que não apresentarem o certificado necessário para entrar podem sentar-se nas mesas ao ar livre.

A partir deste domingo (7), também podem ser abertos os salões de eventos culturais, que não podem ultrapassar 50% de sua capacidade e só podem ser acessados por quem tem o passe verde e um percentual limitado de pessoas que apresentam exames negativos para o novo coronavírus.

Além dos estudantes universitários, os alunos de 11 a 14 anos que frequentam escolas nas cidades do país classificadas como verdes ou amarelas também poderão retornar às aulas com base em suas baixas taxas de infecção e vacinação, enquanto os alunos de instituições religiosas somente poderão voltar às aulas presenciais se tiverem o passe verde.

Os locais de culto também podem receber fiéis que apresentem este certificado, embora em quantidades limitadas. Aqueles que aceitarem receber pessoas que não possuem o passe verde terão limites mais rígidos e não poderão acomodar mais de 20 pessoas em ambientes internos e 50 externos.

Estádios e auditórios terão capacidade para receber grande número de pessoas, com limites entre 500 e 1.500 pessoas dependendo da sua capacidade e se estão abertos ou fechados.

Finalmente, os novos regulamentos também se estendem à entrada e saída de passageiros pelo Aeroporto Internacional Ben Gurion, que tem operado de forma muito limitada desde o fim de janeiro e poderá receber até 1 mil cidadãos israelenses por dia a partir deste domingo, um número que nos próximos dias deve aumentar para 3 mil.

Dessa forma, Israel elimina quase completamente as restrições implementadas durante o terceiro bloqueio, que durou seis semanas desde o fim de dezembro e vem diminuindo lentamente desde meados de fevereiro.

A campanha de vacinação rápida do país, com quase cinco milhões de pessoas inoculadas com a primeira dose da vacina da Pfizer e quase quatro milhões também com a segunda dose, foi essencial para o avanço da desaceleração.

Nas últimas semanas, Israel, com pouco mais de nove milhões de habitantes, registrou uma queda acentuada no número de infecções e pacientes em estado grave, e atualmente tem pouco mais de 40 mil casos ainda ativos, de um total de 800 mil identificados desde o início de a pandemia.

*Com informações da agência EFE

Informações Pleno News


Presidente fez críticas à decisão do governo do Texas de retirar a obrigatoriedade do acessório contra a Covid-19

Presidente dos Estados Unidos Joe Biden tenta reaproximação com a OMS Foto: EFE/EPA/Shawn Thew

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez nesta quarta-feira (3) duras críticas à decisão do Texas e do Mississippi de suspender a obrigação do uso máscaraspara proteger contra o coronavírus.

– Eu acho que é um grande erro. Espero que todos percebam agora que essas máscaras fazem a diferença – declarou Biden a repórteres na Casa Branca, quando perguntado sobre a decisão dos governadores do Texas, Greg Abbott, do Mississippi, Tate Reeves, de revogar a ordem de uso de máscaras nesses estados.

– Conseguimos avançar. Tudo para que, até o final de maio, haja o suficiente para que todo americano adulto possa receber uma dose de vacina [contra a Covid]. A última coisa que precisamos é o pensamento Neanderthal que, enquanto isso, diz: “Tudo bem, tirem suas máscaras”. Esqueça isso – bradou o chefe de governo antes de uma reunião com integrantes do Congresso sobre a luta contra o câncer.

O presidente repetiu até quatro vezes a palavra “vital” para ressaltar que os líderes estatais devem seguir as recomendações dos cientistas, tais como lavar as mãos, usar máscara facial e manter distanciamento social.

Os governadores justificaram a decisão de suspender a obrigatoriedade do uso de proteção facial pela queda no número de casos e de internações por Covid-19 e pelo ritmo das vacinações contra a doença, que eles consideram bom.

Informações Pleno News


Foto: Reprodução/Pixabay

Pouco mais de 4 milhões de russos receberam até agora uma dose da Sputnik V, vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo Centro de Pesquisas Gamaleya de Moscou. O número está abaixo da meta do Ministério da Saúde da Rússia, que pretendia vacinar 60% de todos os adultos em 6 meses.

O país, de cerca de 145 milhões de habitantes, lançou a campanha de vacinação em massa em dezembro de 2020, de acordo com o Poder 360.

Segundo uma pesquisa realizada por sociólogos no Levada Centre, o motivo pode ser a desconfiança da população com o imunizante. O estudo revelou que apenas 30% dos russos estão dispostos a se vacinar com a Sputnik V, apesar da eficácia de 91,6%. Outros 62% disseram que não querem receber as doses do imunizante.

Os jovens são os menos propensos a se vacinar com a Sputnik V. Entre os entrevistados de 18 a 24 anos, 19% querem receber o imunizante e 75%, não. Entre o grupo de 25 a 39 anos, 22% disseram que aceitam a vacina e 73%, não. Entre as pessoas com 55 anos ou mais, os números são de 40% e 49%, respectivamente.

A pesquisa foi realizada de 18 a 24 de fevereiro de 2021, com amostra representativa de todos os residentes urbanos e rurais russos. Foram feitas entrevistas presenciais com 1.601 pessoas acima dos 18 anos em 137 municípios de 50 regiões da Rússia.

Sobre os motivos para não querer a vacina russa, 37% dos entrevistados disseram que têm medo de efeitos colaterais; 30% preferem esperar o fim dos testes; 16% não veem sentido em se vacinar; 12% têm alguma contraindicação; 10% são contra qualquer vacina; 6% citaram outros motivos e 2% não souberam precisar a razão para não se imunizar com a Sputnik V.

Quando os dados da Sputnik V foram publicados na revista científica The Lancet, em fevereiro de 2021, os professores Ian Jones e Polly Roy resumiram o debate por trás da vacina. “O desenvolvimento da vacina Sputnik V foi criticado por ter ocorrido às pressas e pela ausência de transparência”, afirmaram.

Mas há também outra questão que impulsiona a desconfiança dos russos. Muitos acreditam que a vacina é apenas uma ferramenta política. “Você pode dizer que é armamento russo, ou a vacina é apenas uma vítima do fundo político, mas definitivamente a política está mais explicitamente representada no caso da vacina russa do que qualquer outra produzida no mundo hoje”, observou Andrei Kortunov, do Conselho de Assuntos Internacionais russo.

Tatiana Stanovaya, da empresa de análise R.Politik, também disse acreditar que a vacina foi uma questão importante para a promoção do presidente russo, Vladimir Putin. “Para Putin, criar a vacina foi uma maneira de provar ao mundo que a Rússia é um país desenvolvido e importante, que é capaz de alcançar grande sucesso em esferas que exigem muita habilidade e tecnologia”, declarou.

“Quando você decide comprar a vacina russa, parece que você investe ou aprova as conquistas do regime de Putin ou do próprio Putin”, comentou. O RDIF, fundo estatal que apoiou o desenvolvimento da Sputnik, diz que 39 países já registraram sua vacina e até mesmo a União Europeia está considerando comprar unidades.

Mas a aprovação na UE continua incerta. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que o bloco não recebeu qualquer pedido de autorização de comercialização da Sputnik V.

Informações Bahia Notícias


Gregg Abbott também anunciou reabertura de estabelecimentos

Gregg Abbott, governador do Texas Foto: Reprodução

Nesta terça-feira (2), o governador do Texas, Gregg Abbott, suspendeu a ordem estadual de usar máscara para se proteger do novo coronavírus. Com isso, o Texas se tornou o primeiro grande estado americano a eliminar a medida.

Em entrevista coletiva na cidade de Lubbock, Abbott afirmou também que, a partir de 10 de março, todos os estabelecimentos poderão abrir sem nenhuma restrição.

– Muitos texanos foram privados de oportunidades de emprego. Muitos proprietários de pequenos negócios têm lutado para pagar as contas. Isso tem de acabar. Está na hora de abrir o Texas em 100%. Além disso, dou fim à ordem da máscara – disse Abbott.

Abbott citou o bom ritmo de vacinação como justificativa, e antecipou que mais de 7 milhões de doses terão sido aplicadas na semana que vem. No entanto, pediu “responsabilidade pessoal” e obediência às recomendações médicas.

Em comunicado, governador pediu “responsabilidade pessoal” Foto: Reprodução

Texas, o segundo estado mais populoso dos EUA, com 30 milhões de habitantes, é o terceiro, atrás de Nova Iorque e Califórnia, com o maior numero de mortes por complicações da Covid-19, tendo registrado mais de 40 mil óbitos.

A ordem de uso da máscara estava em vigor no estado há oito meses. Agora, o Texas se junta a outros 12 estados que não contavam com a ordem de obrigar o uso da máscara, como Flórida e Arizona.

*Pleno News com informações da Agência EFE


Biden defendeu que impedir a chegada dessas pessoas não faz avançar os interesses do país

Joe Biden, presidente dos EUA Foto: EFE/EPA/KEVIN DIETSCH / POOL

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, revogou medida que vetava a entrada de alguns imigrantes no país por suposto “risco para o mercado de trabalho”.

Com a decisão, Biden inverteu com efeito imediato a decisão de Donald Trump, anunciada em 22 de abril de 2020, nos primeiros meses da pandemia de Covid-19.

A decisão de Trump, prorrogada em junho de 2020 e depois em 31 de dezembro de 2020, determinava a suspensão da entrada de imigrantes e não imigrantes que representassem risco durante a recuperação econômica, após a pandemia.

Biden defendeu que impedir a chegada dessas pessoas não faz avançar os interesses da América. “Pelo contrário”, acrescentou, “prejudica os Estados Unidos, inclusive ao impedir membros de famílias de cidadãos americanos e residentes permanentes legítimos de se reunirem com familiares”.

De acordo com o decreto, a decisão do antecessor também prejudica as indústrias americanas que utilizam talentos de todo o mundo. Além disso, “prejudica os indivíduos que foram selecionados para receber a oportunidade de se candidatarem, e aqueles que receberam vistos de imigrantes por meio da Lotaria da Diversidade de Vistos”.

Além de reverter a decisão da administração anterior, Biden instruiu os secretários de Estado, Trabalho e Segurança Interna a reverem “quaisquer regulamentos, ordens, documentos de orientação, políticas e quaisquer outras ações similares” desenvolvidos sob o decreto anterior e, se necessário, emitir novas disposições, de acordo com a atual política.

Informações da Agência Brasil


Gazeta do Povo

ataque eua síria ira iraque
Arquivo: Dois Super Hornets F-18E da Marinha dos EUA apoiam operações contra o Estado Islâmico no Iraque| Foto: Força Aérea dos EUA/AFP

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Há pouco mais de um mês no comando da Casa Branca, o presidente Joe Biden ordenou nesta quinta-feira (25) a primeira ação militar de sua administração no exterior, enviando uma mensagem ao Oriente Médio, em especial ao Irã, sobre o que se deve esperar dos Estados Unidos sob seu governo e despertando tanto críticas quanto aplausos.

O Pentágono lançou ataques aéreos contra infraestruturas utilizadas por militantes apoiados pelo Irã em território sírio na noite passada, em resposta a ataques recentes contra forças dos Estados Unidos e aliados no Iraque, informou o porta-voz do Departamento de Defesa, John Kirby. “Estamos confiantes de que o alvo estava sendo usado pela mesma milícia xiita que conduziu os ataques”, disse.

O número de mortes resultantes do bombardeio americano ainda é incerto. Fontes ligadas à milícia xiita disseram à imprensa local que uma pessoa morreu, enquanto que o Observatório Sírio para Direitos Humanos, uma ONG britânica que atua na Síria, afirma que 22 militantes foram mortos – a maioria membros do Hezbollah no Iraque (Kata’ib Hezbollah). “O número de mortos deve aumentar ainda mais, já que o ataque deixou vários milicianos feridos, alguns deles gravemente. Existem relatos não confirmados de mais vítimas”, disse o observatório na manhã desta sexta-feira (26).

De acordo com o Pentágono, os ataques enviam “uma mensagem inequívoca: o presidente Biden agirá para proteger o pessoal americano e da coalizão”. “Ao mesmo tempo, agimos de forma deliberada com o objetivo de desescalar a situação geral no leste da Síria e no Iraque”, disse Kirby.

Analistas consideram que o ataque foi limitado e que Biden poderia ter optado por uma resposta mais agressiva, mas ao não fazê-lo, potencialmente diminuiu o risco de que o bombardeio venha a aumentar a tensão na região. O fato de que o ataque atingiu o território sírio e não o iraquiano também foi considerado uma estratégia pertinente, de maneira que não piora as relações entre os Estados Unidos e o Iraque, onde estão estacionados 2.500 militares americanos. O Pentágono salientou que o ataque, perto da fronteira com o Iraque, no leste da Síria, foi uma “resposta militar proporcional”, tomada “junto com medidas diplomáticas”, incluindo consultas aos parceiros da coalizão.

A operação militar americana pode ser considerada uma mensagem ao regime iraniano. Por mais que a administração Biden já tenha expressado desejo de restaurar o acordo nuclear com o Irã, o bombardeio é um lembrete de que os Estados Unidos não vão permanecer passivos enquanto os aliados do Irã atacam suas posições na região.

Ao analisar o ataque sob a perspectiva das relações entre EUA e Irã, Hillary Mann Leverett, CEO da consultoria de risco político Stratega, disse à Al Jazeera que “o governo Biden está de fato tentando aumentar sua pressão e influência contra o Irã” e que isso de nada ajudaria para diminuir as tensões na região.

Por outro lado, Suzanne Maloney, pesquisadora do Instituto Brookings para Política Externa, disse no Twitter que o bombardeio foi “uma boa jogada” da administração Biden. “Isso demonstra que os EUA podem fazer as duas coisas ao mesmo tempo. A diplomacia nuclear pode (e deve) coexistir com a prontidão dos EUA para reagir contra os representantes iranianos que buscam prejudicar os americanos”.

Segundo a Reuters, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, falou com seu homólogo sírio horas depois dos ataques aéreos dos EUA. “Os dois lados enfatizaram a necessidade do Ocidente de aderir às resoluções do Conselho de Segurança da ONU com relação à Síria”, disse o site do governo iraniano Dolat.ir.

Críticas em casa

A operação também dividiu opiniões nos Estados Unidos. Houve quem questionasse a constitucionalidade da ação militar ou possíveis violações de leis internacionais. “Esses ataques são inconstitucionais e perigosos. Não há autoridade geral para um presidente lançar ataques aéreos, e o presidente Biden não afirmou que eles eram necessários para impedir um ataque iminente. Nossa Constituição exige que ele obtenha a aprovação dos representantes do povo”, disse justin Amash, advogado e ex-deputado dos EUA pelo Partido Libertário.

Críticas similares foram feitas às operações dos Estados Unidos no Oriente Médio durante a presidência de Donald Trump e são objetos de estudos e divergências no país. Diferentes gestões do Executivo – democratas e republicanos – defenderam a autoridade do presidente para lançar ataques sem autorização do Congresso, sob a justificativa de proteger vidas e interesses nacionais americanos no exterior. Embora a Suprema Corte dos EUA tenha decidido que o presidente tem o poder constitucional de defender a nação de um ataque armado ou insurreição dentro de suas fronteiras sem autorização do Congresso, não definiu até que ponto essa autoridade independente se aplica quando não houve um ataque repentino ao país.

Phyllis Bennis, pesquisadora no think tank americano de esquerda Institute for Policy Studies e que é a favor de uma retirada completa das tropas americanas do Oriente Médio, disse ao Vox que acredita que a decisão foi desnecessariamente “provocativa e perigosa”. “É isso que ‘América está de Volta’ significa?”, ela perguntou retoricamente, referindo-se ao slogan de campanha do democrata Joe Biden.

Se o número de mortos relacionados à operação aumentar, como prevê o Observatório Sírio, a decisão dos EUA será ainda mais questionada.

Apesar das críticas da esquerda – que rendeu até indireta da deputada progressista Ilhan Omar no Twitter – o presidente também recebeu apoio em casa. “Respostas como essa são um impedimento necessário e lembram ao Irã, seus representantes e nossos adversários ao redor do mundo que ataques aos interesses dos EUA não serão tolerados”, disse Michael McCaul, o principal deputado republicano no Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos EUA.

Como foi o ataque

Os ataques aéreos iniciaram por volta da uma da manhã de sexta-feira (horário local, 20h de quinta em Brasília), entre a cidade síria de Boukamal e cidade iraquiana de Qaim, atingindo infraestruturas utilizadas por milícias apoiadas pelo Irã no leste da Síria. Os alvos estavam localizados em um ponto de controle de fronteira usado por vários grupos militantes apoiados pelo Irã, como o Kait’ib Hezbollah e Kait’ib Sayyid al-Shuhada, que potencialmente servia como posto para operações de contrabando de armas. Um oficial do Pentágono disse ao site Politico que os caças americanos lançaram sete bombas de precisão de 500 libras em sete alvos e que todas as bombas atingiram seus alvos. De acordo com o Observatório Sírio, três caminhões que contrabandeavam munições foram atingidos.

Os militares americanos apresentaram ao presidente Biden uma série de opções de alvos para que os EUA respondessem aos ataques de milícias contra o complexo militar perto de Bagdad, que abriga as tropas americanas – um dos quais deixou um civil americano morto e pelo menos outras seis pessoas feridas. Biden, segundo a fonte do Pentágono ouvida pelo Politico, escolheu a opção “intermediária”, mas não se sabe quais seriam as alternativas.

O Kait’ib Hezbollah negou autoria pelos recentes ataques de foguete contra posições dos EUA no Iraque. Na verdade, um grupo militante obscuro chamado Awliya al-Dam (Guardiões do Sangue) assumiu a autoria do atentado. Mas autoridades iraquianas e ocidentais consideram que isso se trata de uma fachada para milícias já estabelecidas, para que possam realizar ataques sem serem responsabilizados.

“Nós sabemos o que atingimos”, disse o secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, a repórteres. “Estamos confiantes de que esse alvo estava sendo usado pelos mesmos militantes xiitas que conduziram os ataques” em 15 de fevereiro contra a base americana.


Pentágono disse que a ação é uma resposta aos recentes ataques contra as tropas da coalizão americana e internacional no Iraque

Joe Biden, presidente dos Estados Unidos Foto: EFE/EPA/Doug Mills

Os Estados Unidos bombardearam, nesta quinta-feira (25), supostas posições das milícias pró-iranianas na Síria, em primeiro ataque ordenado pelo presidente Joe Bidendesde que assumiu o cargo, segundo informações do Pentágono.

– Sob instruções do presidente Biden, as forças militares americanas realizaram esta noite ataques aéreos contra a infraestrutura utilizada por grupos militantes apoiados pelo Irã no leste da Síria – declarou Washington em comunicado.

Os EUA afirmaram que os ataques aéreos destruíram várias instalações localizadas em um posto de controle fronteiriço próximo ao Iraque e utilizadas pelo Kataib Hezbollah e outras milícias pró-iranianas.

O Pentágono disse que a ação é uma resposta aos recentes ataques contra as tropas da coalizão americana e internacional no Iraque, assim como o que definiu como ameaças contínuas a esse pessoal.

– Esta operação envia uma mensagem inequívoca: o presidente Biden agirá para proteger o pessoal dos EUA e da coalizão – frisou o Departamento de Defesa americano.

A embaixada dos EUA em Bagdá foi alvo de um ataque na última segunda-feira (22), quando dois foguetes Katiusha atingiram o exterior de suas instalações na chamada Zona Verde.

Uma semana antes, no dia 15, um soldado americano foi ferido e um empreiteiro foi morto em Erbil, a capital do Curdistão iraquiano, após o impacto de vários katiushas, três dos quais no aeroporto da capital.

Informações Pleno News


Foto: Divulgação

A Pfizer pediu a alguns países que colocassem seus ativos soberanos –que incluem edifícios de embaixadas e bases militares– como garantia contra o custo de futuros processos judiciais por efeitos colaterais, revela uma investigação conduzida pelo Bureau of Investigative Journalism, com sede em Londres, no Reino Unido, e pelo jornal investigativo OjoPúblico, do Peru.

Um funcionário que esteve presente nas negociações do laboratório norte-americano descreveu as demandas da Pfizer como “intimidação de alto nível” e disse que o governo [de um país não-identificado] sentiu que estava sendo “chantageado” para ter acesso às vacinas.CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE 2

No caso desse país, que não foi identificado a pedido das autoridades que prestaram depoimento para o relatório, as demandas da gigante farmacêutica levaram a um atraso de três meses no acordo de compra da vacina. No caso da Argentina e do Brasil, nenhum acordo nacional foi alcançado.

No Peru, a Pfizer solicitou durante o processo de negociação a inclusão de cláusulas que reduzissem a responsabilidade da empresa em caso de possíveis efeitos adversos. Qualquer atraso nos países que recebem vacinas significa um aumento constante de pessoas que contraem Covid-19, e potencialmente morrem.CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE 3

Autoridades da Argentina e de um outro país latino-americano, cujo nome também não pode ser revelado, já que as autoridades assinaram um acordo de confidencialidade com a Pfizer, disseram que os negociadores da empresa exigiram uma compensação adicional contra quaisquer ações civis que os cidadãos pudessem apresentar se experimentassem efeitos colaterais após serem vacinados.

Na Argentina e no Brasil, a Pfizer solicitou que os ativos soberanos fossem colocados como garantia para cobrir possíveis custos legais futuros.CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE 4

Situação semelhante ocorreu no Peru. Nas negociações, a Pfizer teria solicitado a inclusão de cláusulas que isentassem a farmacêutica de responsabilidade pelos eventuais efeitos adversos da vacina ou pelo atraso na entrega dos lotes ou em futuras ações judiciais e indenizações.

As cláusulas foram consideradas extremas pelo Ministério de Relações Exteriores peruano, segundo fontes próximas às negociações. As mesmas fontes apontaram que as condições neste laboratório eram diferentes das de outros desenvolvedores de vacinas.

“Apartheid” de vacinas

Alguns ativistas alertam para um “apartheid de vacinas” em que países ricos poderiam ser vacinados anos antes de regiões mais pobres. Recentemente, especialistas jurídicos expressaram preocupação com o fato de os processos da Pfizer constituírem um abuso de poder.

“As empresas farmacêuticas não devem usar seu poder para limitar as vacinas que salvam vidas em países de baixa e média renda”, disse o professor Lawrence Gostin, diretor do Centro de Colaboração da Organização Mundial de Saúde sobre Leis de Saúde Nacional e Global, “[Isso] parece ser exatamente o que eles estão fazendo”, afirmou, em relação ao relatório.

A figura jurídica da “isenção de responsabilidade” não deve ser usada como “uma ameaça pairando sobre as cabeças de países desesperados com populações desesperadas”, acrescentou.

A Pfizer está em negociações com mais de 100 países e organizações supranacionais e tem acordos de fornecimento com nove países da América Latina e Caribe: Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, México, Panamá, Peru e Uruguai. No entanto, os termos desses acordos são desconhecidos.

A Pfizer declarou ao Bureau of Investigative Journalism que, “globalmente, o laboratório aloca doses para países de baixa e média-baixa renda a um preço sem fins lucrativos, incluindo um contrato de compra antecipada com a Covax para fornecer até 40 milhões de doses em 2021.” “Estamos comprometidos para apoiar os esforços para fornecer aos países em desenvolvimento o mesmo acesso às vacinas que o resto do mundo”, disse o porta-voz da Pfizer, apesar da recusa em comentar as negociações privadas em andamento.

A maioria dos governos oferece indenização (“isenção de responsabilidade”) aos fabricantes de vacinas dos quais compram os imunizantes. Isso significa que um cidadão que sofre um evento colateral após a vacinação pode entrar com uma ação contra o fabricante e, se for bem-sucedido, o governo pagaria a indenização. Em alguns países, as pessoas também podem solicitar compensação por meio de outras estruturas sem ir a julgamento.

No entanto, funcionários do governo argentino e do país que pediu para não ser mencionado neste relatório indicaram à equipe desta investigação que consideravam que as demandas da Pfizer iam além das de outros fabricantes de vacinas, e além das condições da Covax, organização criada para garantir que os países de baixa renda tenham acesso às vacinas. Isso representaria um ônus adicional para alguns países, porque significa ter que contratar advogados especializados e, às vezes, aprovar uma nova legislação complexa, a fim de isentar os fabricantes de suas responsabilidades.

“Uma exigência extrema”

A Pfizer buscou uma isenção adicional em processos cíveis, para que a empresa não seja responsável pelos raros efeitos colaterais causados ​​por sua vacina, ou por seus próprios atos de negligência, fraude ou dolo. Isso inclui aqueles relacionados às práticas da empresa, como, por exemplo, se a Pfizer enviar a vacina errada ou se cometer erros durante a fabricação do imunizante.

“Certas proteções contra responsabilidade são garantidas, mas certamente não em casos de fraude, negligência grosseira, má-gestão ou falha no cumprimento das boas práticas de fabricação”, disse Gostin. “As empresas não têm o direito de reclamar indenização por essas coisas”, concluiu.

“A Pfizer se comportou mal com a Argentina”, disse Ginés González García, então ministro da Saúde da Argentina. “Eles mostraram uma intolerância tremenda conosco”, avaliou. González García renunciou no sábado passado depois que se soube que o jornalista Horacio Verbitsky e outros argentinos foram vacinados fora do processo formal de imunização e uma investigação foi iniciada no país contra mais “vacinados VIP”.

As mesmas demandas foram feitas ao Ministério da Saúde do Brasil. A Pfizer pediu indenização e pediu ao ministério que colocasse ativos soberanos como garantia, além de criar um fundo de garantia com dinheiro depositado em conta no exterior. Em janeiro, o ministério brasileiro rejeitou essas condições, chamando-as de “abusivas”.

Informações Terra Brasil Notícias


Caso havia sido arquivado em junho de 2019, mas em dezembro de 2020 a defesa da mulher conseguiu a reabertura

Gérard Depardieu
O ator Gérard Depardieu no lançamento do filme Mamute, no Festival de Berlim, em 2010

Nem aos 72 anos o eterno garoto-problema do cinema francês dá trégua à Justiça. A polícia francesa está investigando formalmente o ator Gérard Depardieu após acusações de estupro e agressão sexual por uma atriz de 22 anos. 

Segundo a vítima, a violação aconteceu em duas ocasiões em agosto de 2018, na casa de Depardieu em Paris. O caso havia sido arquivado em junho de 2019, mas em dezembro de 2020 a defesa da mulher conseguiu que ele fosse reaberto e distribuído a um juiz de instrução. 

Na França, antes da investigação formal, é feito uma investigação prévia. Se há pistas ou motivos de que o crime possa ter ocorrido, o caso é levado a instâncias superiores. 

O magistrado considerou que havia indícios de crime, por isso Depardieu agora é formalmente foi acusado de estupro e agressão sexual. O advogado do ator, Hervé Temime, falou com a CNN e disse que seu cliente conhece a mulher que o acusa, mas nega a totalmente qualquer agressão, violação e ato criminal. 

“Tenho provas contundentes que demonstram que não houve delito. É o oposto da personalidade de Depardieu”, diz. “Lamento que a investigação não tenha se mantido em segredo como de costume”, completa. Gérard Depardieu responde em liberdade e sem qualquer controle judicial.

Carreira

A vida de Depardieu por si só daria um filme. A infância do ator foi marcada por uma família desestruturada, um pai agressivo e muitos episódios de violência. Na auto-biografia Ça C’est Fait Comme Ça, o ator conta que começou a se prostituir aos 10 anos porque “sabia que seu visual agradava os homossexuais”. 

O livro também conta que aos 20 anos se sustentava por meio de roubos e furtos. Já mais velho, confessou em entrevistas ser alcoólatra e que é normal beber 14 garrafas de vinho num “mal dia”.

Mas os problemas não interferiram no que ele fazia nas telas. Gérard Depardieu ganhou diversos prêmios com seu trabalho na atuação: ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator em 1990 por seu trabalho em ‘Green Card’, o prêmio de Cannes em 1990 por ‘Cyrano’, o prêmio César em 1980 em ‘O Último Metrô’ e 1990 por Cyrano, entre outros. Fez também filmes mais comerciais como a franquia de ‘Asterix e Obelix’ e ‘102 Dalmatas’. 

Em 1990 ele foi indicado ao Oscar por sua atuação em Cyrano, mas um equívoco da revista Times o prejudicou na competição. Durante uma entrevista, Depardieu disse, em francês, que havia “presenciado um estupro”, mas a publicação traduziu erroneamente como “participei de um estupro”. Além de prejudicar a premiação, ele também foi afastado de contratos publicitários e outras produções. 

Atualmente, o ator é casado com a escritora Clémentine Igou e é pai de Julie Depardieu, Roxane Depardieu, Jean Depardieu e Guillaume Depardieu (morto em 2008). 

Informações CNN Brasil

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