Idosos e pessoas do grupo de risco foram excluídas da prioridade
Assembleia Nacional da Venezuela Foto: Reprodução
Os 277 integrantes da Assembleia Nacional da Venezuela começaram a receber a vacina Sputnik V, seguindo o plano contra a Covid-19 proposto pelo governo, que, até esta terça-feira (23), imunizou menos de 10% dos profissionais de saúde e excluiu os idosos.
Pelo menos três deputados da oposição relataram em redes sociais que foram vacinados com uma dose do medicamento russo, cujo primeiro lote, com 100 mil doses, chegou ao país em meados deste mês e será destinado a menos de 0,5% da população.
Os parlamentares Alfonso Campos, Anyelith Tamayo e Rubén Limas anunciaram que já tinham sido vacinados, mas a lista de deputados imunizados é mais longa e inclui, até o momento, pelo menos dez, de acordo com fontes legislativas consultadas pela Agência Efe.
Está prevista a vacinação total do plenário, onde 92% dos integrantes são pró-governo. No entanto, o plano do governo dizia que os trabalhadores da saúde seriam os primeiros a receber proteção nesta primeira fase.
Esse esquema de vacinação incluirá os parentes diretos do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, uma vez que tanto a sua esposa, Cilia Flores, como o seu filho, Nicolás Maduro Guerra, ocupam cadeiras na câmara.
O presidente explicou na semana passada que, depois de toda a vacinação dos profissionais da saúde, seriam imunizados trabalhadores sociais, as forças de segurança e as autoridades do governo, incluindo os deputados do Parlamento.
Desta forma, vários líderes chavistas também se beneficiarão deste tratamento preferencial, entre eles o deputado Diosdado Cabello, que sofreu com a doença em 2020.
Entretanto, o plano de vacinação, que começou na quinta-feira (18) passada, proporcionou proteção a dezenas de trabalhadores da saúde, mas nenhum balanço oficial foi divulgado até agora.
Vários governadores e prefeito pró-governo relataram a chegada de algumas doses de Sputnik V às suas regiões, enquanto o governo assegura que o imunizante já está sendo aplicado em todo o país, sem explicar as quantidades.
A governadora de Táchira (na fronteira com a Colômbia), a opositora Laidy Gómez, denunciou o “desvio” de algumas vacinas na região e pediu ao governo que aderisse às normas internacionais e priorizasse os trabalhadores da saúde.
Tiger Woods sofre acidente de carro Foto: Reprodução
O campeão de golfe Tiger Woods ficou ferido em um acidente de carro em Los Angeles nesta terça-feira (23), segundo noticiado pela imprensa local, que ainda não confirmou o estado de saúde do multicampeão.
O acidente ocorreu pela manhã desta terça em Ranchos Palos Verdes, uma cidade dentro do condado de Los Angeles. Os bombeiros, de acordo com relatos iniciais, conseguiram tirar Woods de seu veículo.
De acordo com o site TMZ, Woods teve vários ferimentos nas pernas. Seu estado de saúde ainda não foi divulgado.
Os agressores também marcaram os corpos dos cristãos utilizando facas
Cristãos tiveram os corpos marcados com facas e foram obrigados a comer páginas da Bíblia Foto: Divulgação/Portas Abertas
Um grupo de criminosos atacou um grupo de pessoas que estava na Casa de Restauração “12 Homens de Valor”, na Igreja Cristã, localizada no setor El Arenal, em Mérida, Venezuela.
O lugar é dedicado a reabilitar pessoas com problemas de dependência de drogas. Com o ataque, cerca de quatro pessoas ficaram feridas. Alguns cristãos tiveram fraturas e outros foram marcados em seus corpos, com facas, com um “X”, enquanto eram forçados a comer a Bíblia.
Adelis José Lobo, uma das vítimas do ataque, contou por meio de um áudio compartilhado nas redes sociais sobre o terror que ela viveu durante o ataque. Os homens armados invadiram o local, rendendo os seguidores de Jesus e os jogando no chão, cobrindo-lhes os rostos e agredindo-os com paus e pedras.
O pastor Cristian Dugarte relatou que os cristãos agredidos são pessoas em processo de restauração. Ele acredita que os autores da agressão sejam grupos que são contra o trabalho realizado pela igreja, que luta para resgatar os jovens das drogas.
O líder teme que os familiares das pessoas que estão no abrigo também possam enfrentar agressões.
O local atacado é um centro de restauração de uma igreja na Venezuela Foto: Divulgação/Portas Abertas
Os bombeiros da cidade compareceram ao local e prestaram atendimento aos feridos, encaminhando-os para hospitais e centros de saúde. Além dos cortes e golpes pelo corpo, um dos homens teve um ferimento profundo na cabeça e outro teve o braço quebrado.
Chegada a São Paulo está prevista para as 6h55 de amanhã
Um avião da companhia Emirates, com remessa de 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra covid-19 decolou na madrugada de hoje (22) de Mumbai, na Índia, e deve chegar a São Paulo às 6h55 desta terça-feira.
A aeronave deixou a cidade indiana por volta das 10h30 da manhã (horário local), o que equivale a 2h da madrugada de hoje no horário de Brasília. A carga fará escala em Dubai, nos Emirados Árabes, de onde decolará para São Paulo às 22h40 (horário local) – 15h40 de hoje (horário de Brasília).
O voo chegará a São Paulo amanhã de manhã e as vacinas seguirão para o Rio de Janeiro, onde serão levadas para o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz).
As doses foram produzidas pelo Instituto Serum, parceiro da AstraZeneca na Índia e maior produtor mundial de vacinas. Mesmo prontas, as vacinas precisarão passar primeiro por Bio-Manguinhos para que possam ser rotuladas antes de serem distribuídas ao Programa Nacional de Imunizações.
A importação de doses prontas é uma estratégia paralela à produção de vacinas acertada entre a AstraZeneca e a Fiocruz. Para acelerar a disponibilidade de vacinas à população, 2 milhões de doses já foram trazidas da Índia em janeiro e está previsto um total de 10 milhões de doses prontas a serem importadas. Além dos 2 milhões que chegam amanhã ao país, mais 8 milhões estão previstas para os próximos dois meses.
Enquanto negocia a chegada das doses prontas, a Fiocruz trabalha na produção local das vacinas Oxford/AstraZeneca. Segundo o acordo com a farmacêutica anglo-sueca, a Fiocruz vai produzir 100,4 milhões de doses de vacinas até julho, a partir de um ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado. A primeira remessa desse insumo já chegou ao Bio-Manguinhos e o primeiro milhão de doses produzido na Fiocruz tem entrega prevista para o período de 15 a 19 de março.
De acordo com a fundação, os dois primeiros lotes estarão liberados internamente nos próximos dias. Esses lotes são destinados a testes para o estabelecimento dos parâmetros de produção.
“Com esses resultados, a instituição produzirá os três lotes de validação, cuja documentação será submetida à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esses lotes somarão cerca de 1 milhão de doses e seus resultados serão enviados à Anvisa até meados de março”.
Também está em andamento na Fiocruz o processo de transferência de tecnologia para a produção do IFA no Brasil, o que tornará a fundação autossuficiente na produção das vacinas. A previsão é que as primeiras doses com IFA nacional sejam entregues ao Ministério da Saúde em agosto, e, até o fim de 2021, seja possível entregar 110 milhões de doses, elevando o total produzido no ano pela Fiocruz para 210,4 milhões.
CNN Brasil- Era final de maio. O mundo assistia impotente à pandemia de Covid-19 que avançava desgovernada, país após país, no que mais tarde seria chamado de “a primeira onda” de infecções. Depois que China, Itália e Reino Unido se tornaram os epicentros da pandemia, vieram as cidades dos Estados Unidos, especialmente Nova York. Daí, no final do outono, o coronavírus se espalhou pela América do Sul.
Em 27 de maio, o Chile, junto com o Peru, tinha atingido as maiores taxas de infecção per capita do mundo em uma média móvel de sete dias, de acordo com a Our World in Data (OWID), um site de estatísticas independente com sede na Universidade de Oxford. O Chile estava se aproximando rapidamente de 80 mil infecções e mais de 800 pessoas já haviam morrido até então.
Avance nove meses e o Chile estará em uma categoria totalmente diferente. Enquanto alguns países latino-americanos (como a Nicarágua) ainda não receberam nenhuma vacina, a nação andina de 19 milhões de habitantes já havia aplicado mais de um milhão de doses da vacina até 9 de fevereiro. Eram dois milhões na segunda-feira (15) e o ritmo de vacinação continua acelerado.
Com 12,43 vacinados para cada 100 pessoas, o Chile agora tem o quinto melhor índice de vacinação per capita no mundo depois de Israel (79,48), Emirados Árabes Unidos (53,43), Reino Unido (24,3) e Estados Unidos (17).
O país está se saindo ainda melhor que a União Europeia (5,19) e a China (2,82) e sua taxa é quatro vezes melhor que a do Brasil, que tem a segunda melhor taxa da América Latina (2,77), segundo dados da base de dados OWID de Oxford.
Como o Chile conseguiu mudar as coisas de forma tão radical?
Primeiro, o governo chileno decidiu muito cedo não poupar esforços para adquirir uma vacina – qualquer vacina – e providenciou a compra de 35,7 milhões de doses até agora, o que significa que terá a capacidade de vacinar mais de 90% de sua população.
De acordo com o ministro da Saúde do Chile, doutor Enrique Paris, o país adquiriu ou está recebendo 10 milhões de doses da vacina Pfizer/BioNTech e mais 10 milhões da Sinovac. Posteriormente, o Chile fechou acordos com Covax (OMS), Johnson & Johnson e Astrazeneca para chegar ao total de 35,7 milhões de doses.
O doutor Elmer Hurta, médico colaborador da CNN en Español e especialista em saúde pública e política de saúde na América Latina, diz que essa estratégia multifacetada tem sido muito bem-sucedida.
“O Chile não hesitou em fechar contratos com Sinovac, Pfizer ou AstraZeneca. O importante é que, desde muito cedo, o país percebeu que era necessário fechar vários acordos com fabricantes de vacinas. Na América Latina, o Chile é um dos países mais bem posicionados para fazer negócios e isso tem lhe dado uma vantagem”, afirmou Huerta.
Escândalo derruba ministros no Peru
Além disso, as autoridades chilenas aderiram aos esforços, transformando qualquer espaço público viável em um centro de vacinação. A CNN visitou recentemente um pátio no campus da Pontifícia Universidade Católica do Chile, em Santiago. O espaço que normalmente estaria preenchido por estudantes universitários foi convertido em uma clínica altamente organizada e eficiente. O local é um dos muitos centros de vacinação Covid-19 em todo o país.
Gabriela Valderrama, uma moradora de Santiago que tomou a vacina no campus da faculdade, descreveu o processo como “fantástico” e muito bem organizado. “É fenomenal que eles tenham dias separados para grupos de diferentes idades”, opinou.
Além de escolas e prédios do governo, as autoridades de saúde abriram postos de vacinação em todo o país em locais como shoppings e estádios de futebol.
“Uma coisa é comprar uma vacina e tê-la disponível e outra totalmente diferente é injetá-la no braço das pessoas. E isso é logística. O Chile teve ótima distribuição e vacinação. Abriu centros de vacinação em locais estratégicos próximos e convenientes à população, ao contrário dos Estados Unidos, onde começamos a vacinar as pessoas em hospitais e grandes locais onde as pessoas se aglomeraram rapidamente”, comparou o doutor Huerta.
Edgardo Cruz, um morador de Santiago de 71 anos que tomou sua primeira dose na Pontifícia Universidade Católica do Chile, diz que está orgulhoso do esforço feito até agora.
“Somos um modelo internacional agora. Acho que comprar vacinas e investir [na aquisição] desde maio foi um esforço que valeu a pena”, disse.
Uma mensagem unificada sobre o distanciamento social vinda do governo e o uso de máscaras também ajudaram.
O próprio presidente Sebastián Piñera, que tem 71 anos e, portanto, era elegível para receber a vacina na semana passada, aproveitou a oportunidade para demonstrar sua posição usando máscara.
“Gostaria que meus compatriotas soubessem que esta vacina é segura, eficaz e que fizemos um enorme esforço para inocular todos os chilenos, todos os cidadãos de nosso país”, declarou após receber a primeira injeção da chinesa Sinovac. A segunda dose será aplicada em 15 de março.
“O Chile também deixou a política de lado. Os políticos do país perceberam que Covid-19 era o inimigo e reduziram as tensões entre os partidos políticos, trabalhando juntos para o objetivo unificado de controlar a pandemia”, disse o doutor Huerta.
Enquanto outros países lutam para decidir quem deve tomar a vacina após os trabalhadores da linha de frente, as autoridades chilenas sugeriram um calendário de vacinação que está sendo seguido à risca.
Depois dos profissionais de saúde, o foco foram os idosos. A partir de segunda-feira (15), professores, farmacêuticos e policiais se tornaram elegíveis.
Com menos de 19 milhões de habitantes, o tamanho relativamente pequeno da população do Chile também é uma vantagem. Isso significa que cada vacina vai mais longe em direção à meta nacional de imunidade de rebanho, especialmente quando comparada com populações maiores como as do Brasil, China ou União Europeia.
O objetivo do Ministério da Saúde é vacinar cinco milhões de pessoas até o final de março e quatro em cada cinco chilenos antes do final do primeiro semestre de 2021.
O jornalista Nicolás Cortés Guerrero colaborou em Santiago.
(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês).
Príncipe não teria gostado de resposta do casal à rainha Elizabeth
Príncipe William desaprova postura de Harry e Meghan Foto: Reprodução
De acordo com o site britânico Sunday Times, o príncipe William não anda nada contente com o comportamento do príncipe Harry e de Meghan Markle em relação à rainha Elizabeth II. Ele achou um comentário feito pelo casal “desrespeitoso e petulante” e com isso está “triste e furioso”.
A rainha, ao retirar do neto os patrocínios honorários, afirmou que uma vida de serviço público não é compatível com a nova carreira do casal nos EUA.
O casal, que está a espera do segundo filho, rebateu com a resposta “o serviço é universal”.
Harry também abrirá mão de seus títulos militares e o casal deixará suas atividades como patronos de instituições culturais e filantrópicas. Essas medidas marcam a separação definitiva da família real britânica.
A apresentadora Oprah Winfrey passou dois dias da última semana com Harry e Meghan gravando uma entrevista que irá ao ar na TV dos EUA no dia 7 de março. De acordo com site Daily Mail, o príncipe William também se mostra preocupado com essa entrevista, por rumores de que será “sem censura”.
Presidente já estava em conversa com o primeiro-ministro de Israel
Bolsonaro em ligação telefônica com o primeiro-ministro de Israel, na última sexta-feira (12) Foto: Marcos Correa/Palácio do Planalto
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (15), em suas redes sociais, que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) receberá em breve um pedido de análise para uso emergencial de um medicamento israelense no combate à Covid-19. O presidente já havia citado a possibilidade de importar a droga, chamada EXO-CD24, na última quinta-feira (11), após conversa por telefone com o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
EXO-CD24 é um spray nasal desenvolvido pelo Centro Médico Ichilov de Israel, com eficácia próxima de 100% (29/30), em casos graves, contra a Covid. Brevemente será enviado à Anvisa o pedido de análise para uso do medicamento – afirmou o presidente.
Acadêmicos israelenses afirmaram que 29 dos 30 pacientes com casos moderados a graves de covid-19, tratados com EXO-CD24, tiveram uma recuperação completa em cinco dias. Mais testes em humanos são necessários para provar que a droga inalada – desenvolvida como um medicamento para combater o câncer de ovário – realmente funciona.
Na postagem, Bolsonaro compartilha a publicação em que o primeiro-ministro de Israel afirma que os dois países devem cooperar para desenvolver medicamentos contra o novo coronavírus.
– Falei ontem, por telefone, com o presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que nos parabenizou pelo sucesso da campanha de vacinação em Israel. Concordamos em cooperar no desenvolvimento de medicamentos e vacinas contra o vírus corona. Espero que nos encontremos em breve! – diz a mensagem de Netanyahu, escrita em hebraico e publicada em português por Bolsonaro.
Assim como as vacinas, os estudos de medicamentos são divididos em várias etapas, e, no Brasil, precisam de autorização da Anvisa para acontecerem.
Na lista dos ensaios clínicos autorizados pela Anvisa ainda não consta o spray EXO-CD24. Na Fase 3 de testes clínicos, o medicamento é administrado a uma grande quantidade de pessoas, normalmente milhares, para que seja demonstrada a sua eficácia e segurança.
O presidente Bolsonaro defende que o Brasil participe da 3ª fase de testes do medicamento.
Agência Brasil- A Guiné declarou hoje (14) um novo surto de ebola, após registrar pelo menos três mortes e quatro pessoas doentes no sudeste do país. Esta é a primeira vez que a doença reaparece desde o pior surto de ebola no mundo, entre 2013 e 2016.
Os sete pacientes manifestaram sintomas como diarreia, vômitos e sangramentos após participarem de um velório na subprefeitura de Goueke. Os que não padeceram da doença foram isolados em centros de tratamento, segundo o Ministério da Saúde local.
Não ficou claro se a pessoa velada no dia 1º de fevereiro também morreu em razão do ebola. Ela era enfermeira num centro de saúde local e morreu após contrair uma doença não especificada. A paciente chegou a ser transferida para tratamento em Nzerekore, cidade próxima da fronteira com a Libéria e a Costa do Marfim.
“Diante desta situação e de acordo com os regulamentos internacionais de saúde, o governo da Guiné declara uma epidemia de ebola”, disse o ministro da Saúde, Remy Lamah, por meio de comunicado.
O surto de ebola registrado entre 2013 e 2016 na África Ocidental começou em Nzerekore. A proximidade às movimentadas fronteiras dificultou os esforços para conter o vírus. No total, a doença matou pelo menos 11.300 pessoas, sendo a maior parte dos casos identificados na Guiné, na Libéria e em Sierra Leoa.
57 senadores votaram a favor da condenação do ex-presidente, mas não foi o suficiente para o impedimento
Foto: Reuters/David Becker
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi absolvido pelo Senado federal americano na tarde deste sábado (13) em seu segundo processo de impeachment. Ao todo, 57 senadores votaram a favor da condenação do republicano, mas não foi o suficiente para que ele fosse considerado culpado.
O processo foi originado nos ataques ao Congresso norte-americano no dia 6 de janeiro, em que apoiadores de Trump invadiram o Capitólio, quando congressistas confirmariam a vitória de Joe Biden nas eleições nos EUA. De acordo com a denúncia, Trump teria incitado os manifestantes a invadir a sede do Congresso para impedir a sessão.
Segundo o portal IG, na votação, sete senadores republicanos votaram a favor do impeachment do ex-presidente, o maior número de políticos votando contra o próprio partido na história americana. A condenação seria possível se dois terços do Senado votassem contra Trump, ou seja, 64 parlamentares.
Absolvido, Trump poderá se candidatar a cargos públicos e tem intenção de criar o próprio partido. A decisão, no entanto, ainda não foi oficializada pelo ex-chefe da Casa Branca.
Kristina Rosales, do Departamento de Estado americano, destacou que “os dois países irão trabalhar juntos”
Casa Branca, residência oficial do presidente dos EUA Foto: Pixabay
Em entrevista à BBC News Brasil, porta-voz do Departamento de Estado americano para a América Latina, Kristina Rosales, disse que o novo governo dos Estados Unidos não terá uma terá uma política externa “agressiva” em relação ao Brasil. Ela destacou ainda que o país continua sendo considerado um aliado de Washington em âmbito internacional.
Rosales afirmou que “os EUA e Brasil têm uma parceria já de mais de dois séculos, que é bem vibrante e com muitos valores e interesses compartilhados”. Segundo a porta-voz, “as administrações podem mudar, e a relação fica intacta, já que há vários compromissos entre os dois países”.
– Conforme vão mudando os governos de um país ou de outro, vai haver uma mudança de prioridades. É normal. Mas isso não significa que porque o governo e as prioridades mudaram, a relação com o país, que tem um governo com prioridades distintas, vai ser completamente destruída ou que vai mudar de forma a não haver mais possibilidade de aliança, de amizade histórica entre Estados Unidos e Brasil – declarou ela.
Kristina disse saber “que os dois países irão trabalhar juntos”.
Na quinta-feira (11), o chanceler brasileiro Ernesto Araújo sinalizou, no Twitter, que teve uma conversa produtiva com o secretário de Estado americano Tony Blinken.
– Tive hoje longa e produtiva conversa com o Secretário de Estado Antony Blinken. Agenda 100% positiva. Ficou claro que há excelente disposição e amplas oportunidades para continuarmos construindo uma parceria profunda entre o Brasil e os Estados Unidos – escreveu Araújo.
Também na quinta, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro afirmou que acredita na manutenção de acordos de parceria feitos na gestão de Donald Trump. A declaração foi dada após evento de entrega de títulos de propriedade em Alcântara, no Maranhão.
– Eles [os norte-americanos] são realmente voltados para o interesse de sua nação. Muda governo; pouca coisa muda. Acredito que todos os acordos que assinamos com o governo Trump serão mantidos com o governo Biden – disse Bolsonaro.