ÚLTIMAS NOTÍCIAS

No Dia da Infância, 24 de agosto, é essencial relembrar a importância do brincar como uma ferramenta vital no desenvolvimento das crianças. Dr. Sandro Nunes, pediatra, credenciado a rede União Médica, destaca: “O ato de brincar é mais do que diversão, é a base para o crescimento físico, cognitivo e emocional saudável.”
Brincar é inerente à natureza infantil e desempenha um papel fundamental em diversas áreas do desenvolvimento. Quando as crianças brincam, estão explorando o mundo ao seu redor, experimentando diferentes papéis e situações. Isso estimula a criatividade e a imaginação, permitindo-lhes criar soluções para os desafios que encontram. Além disso, o brincar contribui para o desenvolvimento cognitivo, pois promove o raciocínio lógico, a resolução de problemas e o aprendizado através da experimentação.

“O aspecto social do brincar não pode ser subestimado. Ao interagirem com outras crianças, os pequenos aprendem a compartilhar, a cooperar e a se comunicar de maneira eficaz. Essas habilidades sociais são cruciais para a construção de relacionamentos saudáveis ao longo da vida. A brincadeira em grupo também ajuda as crianças a compreenderem as emoções e perspectivas dos outros, promovendo a empatia”, afirmou Dr. Sandro.

No entanto, em um mundo cada vez mais dominado pela tecnologia e agendas ocupadas, o brincar muitas vezes é negligenciado. O médico lembra que  é fundamental lembrar que a brincadeira não é um luxo, mas sim uma necessidade básica. Cabe aos pais, educadores e à sociedade como um todo garantir que as crianças tenham tempo e espaço para brincar livremente.

Neste Dia da Infância, celebremos a importância do brincar, reconhecendo-o como um pilar essencial no crescimento saudável das crianças. Como Dr. Sandro Nunes destaca: “Não estamos apenas proporcionando momentos felizes, mas construindo as bases para um futuro promissor.” Através do brincar, damos às crianças a oportunidade de aprender, crescer e desenvolver-se integralmente.

*FONTE: ASCOM/UNIÃO MÉDICA*


A Augusta e Respeitável Loja Simbólica Maçônica ∴ Cavaleiros de York (CY) passou a ser liderada no biênio 2023-2025 pelo Venerável Mestre (VM) Carlos Augusto Oliveira da Silva, que é jornalista e cientista social, além de diretor e editor do Jornal Grande Bahia (JGB). A instalação no Trono de Salomão, que é a cadeira do VM, ocorreu no Complexo Maçônico de Feira de Santana na tarde de sexta-feira (18/08/2023) e foi conduzida por 11 mestres instalados, sob a presidência de Alfredo Marcus Moreira de Oliveira, secretário de comunicação do Grande Oriente da Corporação Maçônica da Bahia (CMB) e ex-grão-mestre. À noite, no auditório do Restaurante Los Pampas, ocorreu a Cerimônia de Posse, comandada por Alexandre Monteiro, grão-mestre da CMB.

A Instalação

No Complexo Maçônico de Feira de Santana, o presidente da Comissão, Marcus Oliveira, expressou a satisfação em ter Carlos Augusto como o novo líder da A∴R∴L∴S∴ Cavaleiros de York, lembrando que ele mesmo apadrinhou a entrada de Carlos Augusto na Maçonaria.

Ao passar o cargo de Venerável Mestre para Carlos Augusto, Adilson Alves Oliveira destacou a importância do momento para a oficina de mestres maçons, expressando confiança na nova gestão para promover o crescimento constante da fraternidade, aumentar o conhecimento maçônico e elevar a visibilidade social da entidade, além de impulsionar mais ações sociais.

Em discurso, Carlos Augusto enfatizou que este era um momento de união em torno dos valores maçônicos e instou os irmãos a olharem para o futuro com esperança na superação das diferenças que causam divisões, buscando construir consensos que contribuam para o aprimoramento dos membros da fraternidade e da sociedade como um todo.

O novo VM foi saudado pelos demais membros da Maçonaria, provenientes das lojas A∴R∴L∴S∴ Luz do Sertão, Acadêmica Voltaire e Sabedoria, Luz e União, além da própria Cavaleiros de York.

Ao encerrar a Cerimônia de Instalação, o grão-mestre Alexandre Monteiro ressaltou que a mudança de liderança na Cavaleiros de York renova a entidade, que é uma das poucas Lojas Maçônicas da Bahia com a maioria dos membros como Mestres Instalados.

A Posse

No Auditório do Restaurante Los Pampas, a Mesa da Cerimônia de Posse foi composta por 16 personalidades, sendo 9 delas representantes da maçonaria e as outras 7 representando os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além da academia, imprensa e setor empresarial.

O evento incluiu a entrega do Certificado e do Malhete de VM, bem como a outorga de Certificados de Reconhecimento a personalidades homenageadas por relevantes serviços à Maçonaria do Brasil e à CY.

Veruschka Monteiro, Cecília Cedraz e Alessandra de Paula Silva, líderes das Fraternidades Femininas, foram homenageadas com orquídeas. Discursos foram proferidos pelos presentes, e um show musical foi apresentado por José Luiz Castro (Zé Rico), cover de Waldick Soriano. A noite foi encerrada com jantar.

Discursos

A cerimônia teve início com os mestres de cerimônia e membros da CY, Paulo de Tarso e Josivaldo Santana, que saudaram o público em nome da família maçônica e convidaram para a formação da Mesa. Em seguida, leram a Moção de Aplausos emitida pelo deputado estadual Pablo Roberto.

Presidindo a Cerimônia de Posse, o grão-mestre Alexandre Monteiro saudou os presentes e o Pavilhão Nacional, e comentou sobre a transição do cargo de Venerável Mestre de Adilson Alves para Carlos Augusto, como um exemplo de processo democrático da Maçonaria.

Adilson Alves, líder da CY entre 2019 e 2023, ressaltou as conquistas e desafios superados durante a gestão, desejando sucesso à nova diretoria, agora liderada por Carlos Augusto, tendo ele mesmo como primeiro auxiliar do veneralato.

Emocionado, Marcus Oliveira entregou o Diploma de Venerável a Carlos Augusto e expressou a alegria em participar desse momento e ser um dos protagonistas, juntamente com os demais irmãos, na construção da Moderna Maçonaria Brasileira.

Discurso de posse de Carlos Augusto

Ao fazer seu discurso, Carlos Augusto expressou gratidão a Deus pelo dom da vida, aos pais já falecidos, Lucy Oliveira da Silva (★1947 — †2013) e José Augusto Dias da Silva (Jads) (★1943 — †2018); aos irmãos empresários e sócios José Augusto Dias da Silva Junior (Jads Junior) e Luís Cláudio Oliveira da Silva (Lula), ao sobrinho José Augusto Neto, aos familiares que residem na Europa, à filha, advogada Carla Patricia Silva Fittler; ao genro Johannes Fittler e ao neto Luca Silva Fittler; à companheira, amiga e parceira Alessandra de Paula Silva; aos membros da Mesa; irmãos e cunhadas da Maçonaria, e aos parentes e amigos.

Em seguida, ele mencionou as encíclicas do Papa Francisco: “Lumen Fidei,” de 29 de junho de 2013; “Laudato Si’,” de 24 de maio de 2015; e “Fratelli Tutti,” de 3 de outubro de 2020. Ele destacou esses exemplos da fraternidade cristã e citou um ensinamento do Santo Padre:

“Cada dia nos oferece uma nova oportunidade, uma nova etapa. Não devemos esperar que tudo venha daqueles que nos governam; isso seria infantil. Temos a responsabilidade de iniciar e impulsionar novos processos e transformações. Devemos ser participantes ativos na reabilitação e apoio de sociedades feridas. Hoje temos uma grande oportunidade de mostrar nosso espírito de fraternidade, ser bons samaritanos que assumem a dor do fracasso em vez de promover ódio e ressentimento.” (Papa Francisco, Fratelli Tutti, Citação 77, p. 21, 2020).

Ele prosseguiu abordando o Dia do Maçom (20 de agosto), celebrado pela Maçonaria brasileira com a reafirmação dos princípios filosóficos que guiam a instituição secular e seus membros, promovendo o aprimoramento moral pessoal e a evolução social, enquanto defende direitos humanos, paz e igualdade.

Ele também mencionou a sessão solene do Congresso Nacional ocorrida na sexta-feira (18), com o objetivo de homenagear a história da sociedade discreta e seu papel na fundação da moderna nação brasileira.

Carlos Augusto concluiu o discurso explanando sobre a fundação da oficina de maçons que passa a dirigir, agradecendo as presenças e abrindo a palavra para os membros da Mesa e o público.

Eles fizeram comentários sobre a personalidade e a competência intelectual do novo líder da Cavaleiros de York, além de expressar satisfação em fazer parte da cerimônia de transição de poder da entidade maçônica.

Presenças

A Mesa da Cerimônia de Posse contou com a presença de várias personalidades, incluindo os mencionados. Também estiveram presentes o advogado Laercio Guerra Silva, ex-venerável mestre da Luz e Fraternidade; Basilio de Carvalho Neto, venerável mestre da Sabedoria, Luz e União; deputado federal José Cerqueira de Santana Neto (Zé Neto); Fanael Ribeiro, ex-venerável mestre e secretário municipal, representando o prefeito Colbert Martins; vereadora Eremita Mota, presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana; Pedro Rogério Godinho, Desembargador Eleitoral do TRE Bahia e juiz de direito; Giovani Brandão, VM da Acadêmica Voltaire; Murillo Oliveira de Santana, VM da Luz do Sertão; Nelson José de Carvalho, diretor da ABI Bahia; engenheiro Carlos Alberto Kruschewsky Filho, representando o setor empresarial; os Professores Drs. Nilson Weisheimer, representando a Academia Brasileira e o pensamento científico e Juarez Duarte Bomfim, como membro do conselho editorial do JGB.

Também estiveram presentes membros da Irmandade do Bonfim, como o neurologista e professor Antônio Andrade, o advogado e professor de Direito Dr. Hudson Resedá e o empresário José Mário, entre outras personalidades e autoridades, como o ex-vereador José Dias, jornalista Antonio José Larangeira, membro do conselho editorial do JGB, escritor Alberto Peixoto, jornalista Sérgio Jones, empresário José Marcos, da MC Transportes, os irmãos Jurandir Mato Grosso, Marcelo Queiroz, Matheus Souza e Reinaldo Cunha, jornalista Franklin Dórea, ouvidor da CMFS; jornalista Manuela Matos, chefe da ASCOM da CMFS; empresário José Francisco (Zé Chico), Fabrícia Luane, Bianca Brito, e César Lima de Souza, entre outros.

Reconhecimento

Foram homenageados com outorga de Certificado de Reconhecimento Adilson Alves, Alexandre Monteiro, Alfredo Marcus, Basílio Neto, Giovani Brandão, Murillo Santana, Hilton Moreira de Castro, Paulo de Tarso e Josivaldo Santana por relevantes serviços à Maçonaria do Brasil e ao atuarem com devoção e afinco no desenvolvimento das atividades da Cavaleiros de York.

Transferência de Poder e Composição da Entidade

Carlos Augusto sucede o venerável mestre Adilson de Oliveira Alves, que assume agora a função de Past Master Imediato da A∴ R∴ L∴ S∴ Cavaleiros de York. O novo mandato é para o período de 2023 a 2025, e foram nomeados para a função de 1º vigilante o mestre instalado Reginaldo Bernardo, secretário de Orientação Ritualística da CMB, e como 2º vigilante, Murillo Oliveira de Santana, que também é venerável mestre da Loja Luz do Sertão.

Assumem funções diretivas na Cavaleiros de York os membros Alfredo Marcus Moreira de Oliveira, Secretário de Comunicação da CMB; Hilton Moreira de Castro, Jurandir de Araújo Mato Grosso, Paulo de Tarso Nunes e Castro, Josivaldo Jildeon Santana Silva e Marcelo Queiroz.

Sobre a Cavaleiros de York

Fundada em 13 de dezembro de 2014 em Feira de Santana, a Cavaleiros de York é uma instituição maçônica focada na fraternidade e no desenvolvimento pessoal. Reconhecida por suas ações filantrópicas, como o apoio à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e ao Projeto Anjos Bons, a organização busca disseminar os princípios maçônicos e valores éticos. Seus membros, provenientes de diversas áreas profissionais, compartilham o desejo de contribuir para um mundo mais justo. A instituição é filiada ao Grande Oriente da Corporação Maçônica da Bahia (CMB).

Sobre a Maçonaria

A Maçonaria é uma sociedade fraternal com raízes históricas profundas, que valoriza princípios éticos e morais. Originada na Europa nos séculos XVI e XVII, a Maçonaria expandiu-se globalmente, incluindo no Brasil. Suas lojas promovem discussões, aprendizado e caridade, com uma hierarquia baseada em graus. As Potências Maçônicas reúnem Lojas, que são oficinas de formação de maçons, e atuam na coordenação de atividades no estado, incentivando a caridade, a filantropia e o desenvolvimento pessoal.

Cerimônia de Instalação e Posse de Carlos Augusto como Venerável Mestre da Loja Maçônica Cavaleiros de York.
Cerimônia de Instalação e Posse de Carlos Augusto como Venerável Mestre da Loja Maçônica Cavaleiros de York.
Cerimônia de Posse de Carlos Augusto como Venerável Mestre da Loja Maçônica Cavaleiros de York.
Cerimônia de Posse de Carlos Augusto como Venerável Mestre da Loja Maçônica Cavaleiros de York.
Cerimônia de Posse de Carlos Augusto como Venerável Mestre da Loja Maçônica Cavaleiros de York.
Cerimônia de Posse de Carlos Augusto como Venerável Mestre da Loja Maçônica Cavaleiros de York.
Cerimônia de Posse de Carlos Augusto como Venerável Mestre da Loja Maçônica Cavaleiros de York.
Cerimônia de Posse de Carlos Augusto como Venerável Mestre da Loja Maçônica Cavaleiros de York.
Cerimônia de Posse de Carlos Augusto como Venerável Mestre da Loja Maçônica Cavaleiros de York.
Cerimônia de Posse de Carlos Augusto como Venerável Mestre da Loja Maçônica Cavaleiros de York.

*Jornal O Grande Bahia


Vespa-do-figo é responsável por alimentar a flor, que possui o pólen internamente. Apesar de ser capaz de digerir o inseto, a planta não é considerada carnívora. Entenda se veganos podem consumir.

Após entrar no figo, a vespa fêmea utiliza o comprido ovipositor para inserir os ovos  — Foto: Luciano Lima/TG

Após entrar no figo, a vespa fêmea utiliza o comprido ovipositor para inserir os ovos — Foto: Luciano Lima/TG 

Mais popular como sobremesa e na ceia de Natal, o figo não é aquilo que você pensa: ele não é fruta! Além disso, é um alimento bem polêmico entre os veganos. Alguns evitam consumir o cultivo, já que ele possui um sistema para digerir a vespa-do-figo

Mesmo assim, o figo não é considerado uma planta carnívora, pois essa digestão é um sistema de defesa (entenda mais abaixo). Pela mesma razão, o figo pode ser consumido por veganos, explica Paulo Minatel Gonella, professor do Departamento de Ciências Exatas e Biológicas da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). 

🌱 Figo não é fruta: na verdade, ele é uma flor “invertida”, então suas estruturas florais estão voltadas para o seu interior, explica o professor da UFSJ. 

🦟 Figo selvagem “come” vespa: na natureza, para que o figo crie sementes férteis, ele precisa ser polinizado. Mas como seu pólen está na parte interna, apenas a vespa-do-figo consegue acessá-lo por meio de uma abertura na flor. Confira esse processo a seguir.

🌿 Por que não é planta carnívora? As plantas carnívoras, em geral, vivem em solos pobres em nutrientes. Portanto, elas vão capturar os insetos como uma fonte de complementação, principalmente de nitrogênio e fósforo, que são nutrientes fundamentais para que elas sobrevivam, explica Gonella. 

No caso do figo, a digestão da vespa não acontece como uma complementação da sua alimentação, mas como um mecanismo de defesa, para que ela possa se proteger contra uma “proliferação excessiva de um inseto que é importante para ela, mas que, se proliferar demais, pode ser prejudicial”, diz. 

🥗Veganos podem comer figos? Sim, veganos podem comer figos. O produto que chega na mesa do brasileiro se reproduz de uma forma diferente do figo na natureza e não precisa mais da polinização. 

Ao longo dos anos, os pesquisadores foram reproduzindo figos geneticamente com as características que mais agradavam ao consumidor. Como resultado, o figo para consumo só possui flores internas femininas e não precisa de sementes férteis, explica o professor da UFSJ. 

Além disso, os figos são ensacados durante seu desenvolvimento, evitando que as vespas entrem e que pássaros se alimentem com eles – na natureza, os pássaros são os responsáveis por espalhar as sementes. 

Como as sementes não são férteis, para cultivar o figo, os agricultores o reproduzem por meio de clonagem e estaquia, uma técnica que usa estacas para multiplicação das espécies, promovendo o enraizamento de partes da planta no solo, podendo ser ramos, raízes ou folhas.

Informações UOL


Gasolina feita sem petróleo funciona em motores convencionais a combustão e é alternativa viável a carros elétricos - Divulgação
Gasolina feita sem petróleo funciona em motores convencionais a combustão e é alternativa viável a carros elétricos Imagem: Divulgação

Com o recente anúncio da nova política de preços da Petrobras em relação à gasolina, o combustível já começa a ficar mais barato nas bombas de abastecimento.

Contudo, o custo da gasolina ao consumidor continua sujeito à cotação internacional do petróleo com o qual é fabricada no mercado internacional.

Os carros elétricos são substitutos naturais para veículos movidos por derivados do petróleo, mas existem alternativas: empresas como a Porsche estão investindo em uma gasolina sustentável e ecológica. A marca alemã, inclusive, já fabrica no Chile essa gasolina sem petróleo, também conhecida como e-fuel ou gasolina sintética.

Uma das vantagens é que ela dará uma sobrevida aos veículos a combustão, sem gastar uma gota de petróleo: sua produção utiliza como matéria-prima hidrogênio e o dióxido de carbono disponível na atmosfera.

Além da Porsche, o governo alemão e marcas como Audi e Bosch têm investido nessa tecnologia.

Ao mesmo tempo, a Fórmula 1 avalia a adoção do e-fuel a partir de 2025, quando deverá entrar o novo regulamento de motores, mantendo a propulsão híbrida já adotada, porém com o novo combustível e mais eletrificação. Esse seria o caminho para a mais importante categoria do automobilismo mundial não migrar, ao menos por ora, para motores totalmente elétricos.

A expectativa é de que a novidade, quando chegar aos consumidores, garanta a sobrevida dos motores a combustão interna, seja de forma “pura” ou com algum nível auxílio elétrico. Hoje, tudo indica que propulsores convencionais estão com os dias contados por conta dos limites cada vez exigentes dos governos em relação às emissões de poluentes.

A gasolina sem petróleo também contribuiria para combater o efeito estufa, que tem o dióxido de carbono entre seus principais vilões, e, de quebra, encerraria a dependência de um recurso natural que inevitavelmente irá acabar e tende a ficar cada vez mais caro.

De acordo com o engenheiro Everton Lopes, os combustíveis sintéticos têm a vantagem, como o etanol, de neutralizar na respectiva produção o carbono resultante de sua queima, além de aproveitar a infraestrutura atual de abastecimento.

Podem ser extraídos na forma de gasolina ou diesel e, portanto, não exigem alterações nos motores que utilizam a versão fóssil desses combustíveis.

Custo de produção ainda é muito alto

gasolina sintética e-fuel e-benzin audi - Divulgação - Divulgação
Audi é uma das montadoras que já produzem gasolina sem petróleo, ainda de forma experimentalImagem: Divulgação

A perspectiva de benefícios econômicos e ambientais proporcionados pela gasolina sintética é alentadora, porém sua produção ainda é cara ante a gasolina tradicional, destaca o engenheiro.

O desafio, afirma, é reduzir o custo da extração do hidrogênio necessário para fazer a gasolina sintética, a partir de um processo conhecido como eletrólise.

“É a grande a quantidade de eletricidade utilizada para separar o hidrogênio presente na água. Essa energia deve, preferencialmente, ser de origem limpa, como solar, eólica ou de hidrelétricas”, pontua Lopes.

“O combustível sintético já era usado pela Alemanha na época da Segunda Guerra Mundial e, desde então, as pesquisas têm evoluído. Porém, o petróleo ainda é muito mais fácil e barato de ser obtido e refinado”, conclui.

O hidrogênio é a grande aposta de países como a Alemanha para renovar sua matriz energética.

Além de servir para sintetizar combustível líquido, o gás também é visto como opção às caras e pesadas baterias de veículos a propulsão elétrica. Por meio das chamadas células de combustível, incorporadas a automóveis, o hidrogênio gera eletricidade para impulsionar as rodas. Modelos como o Toyota Mirai já trazem essa tecnologia e são abastecidos com hidrogênio.

Informações UOL Carros


O local de trabalho é um cenário de sofrimento constante ou eventual para 44% das brasileiras. No ano passado, essa foi a porcentagem de mulheres que enfrentaram assédios e outras agressões nas empresas que as contrataram.

A violência mais comum foi de ordem moral. Entre as que se reconheceram como vítimas, 23% disseram ter tido suas ideias creditadas por outras pessoas. Os dados são da terceira edição da Women @ Work, realizada pela empresa de consultoria Delloite. Para o levantamento, foram ouvidas 5 mil mulheres no mercado de trabalho em dez países — 500 no Brasil, com idade entre 18 e 64 anos.

No caso das trabalhadoras negras e indígenas, o número de mulheres que afirmam não ter sido reconhecidas pelas ideias saltou para 44%.

Dentre as perguntas feitas pelos entrevistadores às trabalhadoras, não constava nenhuma sobre assédio sexual especificamente. O mais próximo disso foi um questionamento a respeito de ser abordada constantemente de maneira pouco profissional ou desrespeitosa — 6% das brasileiras disseram ter enfrentado a situação. O número é o mesmo da média global.

Embora os números ainda sejam expressivos, a situação melhorou em comparação aos dois anos anteriores em que foi feito o mesmo levantamento. Na edição de 2022, 59% das brasileiras relataram a prática de comportamentos não inclusivos no ambiente de trabalho — em 2021, foram 52%. Os números do Brasil também são menores do que os internacionais — a média dos dez países investigados pela Delloite é de 47%.

“Mulheres sofrem em silêncio”

Embora tenham reconhecido o assédio e as agressões como tais, apenas metade das mulheres denunciou a violência à empresa. Dentre as que evitaram recorrer a instâncias superiores, 34% disseram que o comportamento do agressor não era grave o bastante para justificar uma queixa. Outras 23% recearam que a denúncia não fosse levada a sério e 15% temeram que a situação piorasse após a formalização da queixa.

Mulheres negras e indígenas foram menos convidadas para atividades predominantemente comandadas por homens (18%) do que as demais (12%). Também precisaram lidar com mais piadas feitas às suas custas (6%, contra 4% das brancas).

Para Aline Vieira, sócia da Delloite no Brasil e líder do programa “Delas” — para inclusão de mulheres em cargos de liderança nas empresas —, a pesquisa mostra como as organizações precisam estar mais atentas ao bem-estar de suas funcionárias. “Mulheres não se sentem seguras e apoiadas por seus gestores”, afirma Vieira. “Sofrem em silêncio”.

Informações Universa UOL


Levantamento foi feito pela New World Wealth, empresa sul-africana, especializada em monitorar os hábitos das pessoas mais ricas.

Foto: Divulgação


Já pensou em quais hotéis os milionários mais gostam de se hospedar? Um levantamento feito pela New World Wealth listou os lugares mais populares entre esse público. 

A empresa é sul-africana e é especializada em pesquisas sobre hábitos das pessoas mais ricas. 

Para essa seleção, monitorou os hotéis onde pessoas com patrimônio acima US$ 100 milhões mais se hospedam. Veja a seguir.

1. The Breakers – Palm Beach, Flórida (EUA)

The Breakers - Palm Beach, Flórida (EUA) — Foto: The Breakers

The Breakers – Palm Beach, Flórida (EUA) — Foto: The Breakers 

The Breakers - Palm Beach, Flórida (EUA) — Foto: Instagram

The Breakers – Palm Beach, Flórida (EUA) — Foto: Instagram 

2. Bellagio Resort & Casino – Las Vegas, Nevada (EUA)

Frente do Bellagio Resort & Casino - Las Vegas, Nevada (EUA) — Foto: Divulgação

Frente do Bellagio Resort & Casino – Las Vegas, Nevada (EUA) — Foto: Divulgação 

Piscina do Hotel Bellagio Las Vegas — Foto: Divulgação

Piscina do Hotel Bellagio Las Vegas — Foto: Divulgação 

3. The Plaza Hotel – Nova Iorque (EUA)

The Plaza Hotel - Nova Iorque (EUA) — Foto: Divulgação

The Plaza Hotel – Nova Iorque (EUA) — Foto: Divulgação 

Quarto "The Grand Penthouse" do The Plaza Hotel — Foto: Divulgação

Quarto “The Grand Penthouse” do The Plaza Hotel — Foto: Divulgação 

4. The Beverley Hills Hotel – Los Angeles (EUA)

Lobby do The Beverley Hills Hotel  — Foto: Divulgação

Lobby do The Beverley Hills Hotel — Foto: Divulgação 

Piscina do The Beverley Hills Hotel - — Foto: Divulgação

Piscina do The Beverley Hills Hotel – — Foto: Divulgação 

5. Claridge’s – Londres (Inglaterra)

Claridge’s, Londres - Inglaterra — Foto: Divulgação

Claridge’s, Londres – Inglaterra — Foto: Divulgação 

Claridge’s, Londres - Inglaterra — Foto: Divulgação

Claridge’s, Londres – Inglaterra — Foto: Divulgação 

6. Hotel du Cap-Eden-Roc – Antibes (França)

Hotel du Cap-Eden-Roc - Antibes (França) — Foto: Divulgação

Hotel du Cap-Eden-Roc – Antibes (França) — Foto: Divulgação 

Hotel du Cap-Eden-Roc - Antibes (França) — Foto: Divulgação

Hotel du Cap-Eden-Roc – Antibes (França) — Foto: Divulgação 

7. Villa d’Este, Lago de Como, Itália

Villa d’Este, Lago de Como, Itália — Foto: Divulgação

Villa d’Este, Lago de Como, Itália — Foto: Divulgação 

Villa d’Este, Lago de Como, Itália — Foto: Divulgação

Villa d’Este, Lago de Como, Itália — Foto: Divulgação


Totoaba é um dos peixes mais caros do mundo - Reprodução
Totoaba é um dos peixes mais caros do mundo Imagem: Reprodução

O Mar de Cortez, no norte do México, é um paraíso de biodiversidade. Mas a pesca ilegal da totoaba, um peixe muito procurado na China, está colocando em risco essa espécie, assim como a vaquinha do mar, um mamífero marinho do mesmo tamanho. Do outro lado do Pacífico, clientes asiáticos ricos desembolsam milhares de dólares para comer a bexiga da totoaba por suas propriedades supostamente curativas, mas nunca comprovadas. Um comércio clandestino que segue impune e ameaça a fauna local.

No mercado negro, o preço da colheita da totoaba excede até mesmo o da cocaína, tornando-a um produto de luxo no comércio ilícito internacional. Os chineses, os principais clientes desse mercado clandestino e devastador, atribuem qualidades mágicas à bexiga desse peixe, e também ostentam o produto como um marcador social de riqueza.

“A totoaba é um peixe encontrado apenas no Golfo da Califórnia, especialmente concentrado na parte norte da península. Esses peixes também são conhecidos como ‘roncadores’, pelo som que emitem. São capturados também por sua carne, porque são peixes que crescem até dois metros e são largos, sendo exibidos como troféus de pesca nos Estados Unidos”, explica Alejandro Olivera, representante da ONG norte-americana Center for Biological Diversity, localizada na Califórnia, que luta para proteger essa espécie.

“Agora, a espécie é também caçada por outro motivo”, diz o especialista. “Eles possuem um órgão que se chama ‘bexiga natatória’, que garante a sua habilidade de flutuar na superfície, ou de manter o equilíbrio nas profundezas. Esse órgão é agora intensamente procurado por traficantes, porque é comercializado depois de seco e é consumido como produto de luxo pelos países asiáticos. Por isso é tão desejado”, detalha o ativista.

“Cocaína do mar”

Diante do declínio da população da espécie, a pesca da totoaba foi completamente proibida em 1975. Desde então, essa atividade se tornou um negócio lucrativo para uma rede mafiosa, o chamado Cartel do Mar, como constatou o jornalista belga Hugo Von Offel, autor do documentário “The Godfather of the Oceans” (O Poderoso Chefão dos Oceanos), que estreou na televisão francesa em abril e investigou o comércio da totoaba, apelidada pelos cartéis mexicanos de “a cocaína do mar”.

“Os traficantes do cartel de Sinaloa pescam a totoaba e a vendem por US$ 3 mil ou US$ 4 mil o quilo. A bexiga pesa mais ou menos um quilo. Para se ter uma ideia, um quilo de camarão custa entre US$ 15 e 10. Então a totoaba é um produto que muda a vida deles. Eles o vendem a US$ 3 mil ou US$ 4 mil a um representante do cartel, que depois o colocam num freezer para cruzar o deserto e a fronteira para lugares como Tijuana, por exemplo, e vendem para a China a partir dos Estados Unidos, por avião”, explica Von Offel.

vaquinha - Divulgação/Nações Unidas - Divulgação/Nações Unidas
Rara vaquinha do mar é um animal ameaçado de extinçãoImagem: Divulgação/Nações Unidas

“Uma vez na China, a bexiga da totoaba vale até US$ 50 mil por quilo. Isso é mais que a cocaína. Obviamente o cartel não vai deixar passar essa oportunidade; da mesma forma que se meteu no tráfico de drogas, armas e pessoas, agora ele se envolve no tráfico de totoaba, e tomaram o controle desse tráfico. No entanto, há uma guerra em curso muito perigosa entre o cartel de Sinaloa e outros grupos criminosos que também querem lucrar com este negócio”, diz o especialista.

Extinção de duas espécies

Esse negócio, que contribui para a extinção de duas espécies, continua impune. De acordo com dados obtidos por um consórcio de mídia, o sistema judiciário mexicano julgou 42 casos de tráfico de totoaba entre 2012 e 2021. Desses, apenas dois casos resultaram em condenações. Oscar Parra, o suposto líder do cartel marítimo, está detido desde 2018, mas ainda não foi condenado.

O combate à pesca ilegal pode ser perigoso: inspetores ambientais foram atacados em 2014. A caça aos traficantes é complicada, uma vez que muitos deles contam com a cumplicidade das autoridades mexicanas, como relata Hugo Van Offel. Segundo o jornalista belga, “existe um homem misterioso, que sabemos estar metido no tráfico de pessoas na China, mas também na falsificação de documentos oficiais”.

“No entanto, muitas fontes acreditam que ele mora hoje em Tijuana e controla vários restaurantes, inclusive na Califórnia, muito difícil de localizar, e conseguiu desviar de investigações na China. Mas como ele traficou um grande volume de totoabas, seu nome apareceu: Jungchan Wu. Ele ainda é um fugitivo da justiça, que emitiu um mandado de prisão por meio da Interpol. Jungchan poderia estar escondido no México, contando com a cumplicidade das autoridades locais”, argumenta Von Offel.

Punição?

A captura de milhares de toneladas de totoaba levou especialistas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) a classificar essa espécie como criticamente ameaçada de extinção. Em 2021, após uma nova estimativa populacional, a totoaba tornou-se vulnerável.

O governo mexicano insiste em sua boa vontade para combater o tráfico de totoaba. Mas em 2021, especialistas da União Internacional para a Conservação da Natureza detectaram 117 barcos de pesca em um único dia na área de proteção marinha do Mar de Cortez. E em 2 de fevereiro, a ONG Sea Shepherd detectou 30 embarcações pescando com redes proibidas.

No final de março deste ano, o México foi sancionado pela Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites) por não ter conseguido impedir a pesca ilegal da totoaba. Como resultado dessas sanções, o país perderá as permissões de exportação de dezenas de espécies de animais e plantas selvagens.

(UOL com informações e entrevistas de Raphael Morán, da RFI)


Objeto foi classificado pela Nasa como possivelmente perigoso

Asteroide passará perto da Terra Foto: Pixabay

Nesta quarta-feira (26), um asteroide, classificado pela Nasa como possivelmente perigoso, passará perto da Terra. Pesquisadores calculam que o meteoro tenha 300 metros de diâmetro e esteja a uma velocidade de 61 mil km/h. As informações são do R7.

O asteroide, chamado 2006 HV5, poderá ser visto somente com telescópios potentes. Ele estará a uma distância de 2,4 milhões de quilômetros.

– Embora seja uma margem confortável, em termos astronômicos ainda é classificada pelos cientistas como por um triz – reportou o portal.

Informações Pleno News


Feriado religioso no Brasil, ao longo dos anos, reuniu tradições judaicas, cristãs e pagãs. G1 ouviu líderes de religiões de matriz africana, evangélicos, maçons e espíritas; veja como cada um entende a Páscoa.

Ostara é a deusa da primavera, da ressurreição e do renascimento; tem como símbolo o coelho — Foto: Portal do Rancho

Ostara é a deusa da primavera, da ressurreição e do renascimento; tem como símbolo o coelho — Foto: Portal do Rancho 

Ao longo da história, a Páscoa reuniu tradições judaicas, cristãs e pagãs. Orginalmente, trata-se de uma celebração cristã, que remete ao “plano de salvação” protagonizado pelo messias Jesus Cristo. 

Mas, segundo historiadores, a Páscoa já era celebrada pelos povos germânicos e celtas pagãos do hemisfério norte e estava relacionada ao culto a deusa mitológica Ostara. Na festividade desses povos antigos, estavam inseridos ovos e o coelho, como símbolos de fertilidade. 

Para os judeus, a Pessach, traduzida em português como Páscoa, significa passagem e retoma a libertação e redenção do povo. Confira abaixo como as diferentes crenças e culturas entendem a Páscoa

Religiões de Matriz Africana

Festa em casa de Umbanda — Foto: Morena Santos - IAOB/FEESK

Festa em casa de Umbanda — Foto: Morena Santos – IAOB/FEESK 

As comunidades de matriz africana, como a umbanda e o candomblé, não celebram a Páscoa. É que a fé e os costumes dessas religiões não se baseiam no cristianismo, mas em entidades como Orixás, Nkisis e Voduns, que regem tradições e rituais diferentes. 

”Nós povos e comunidades de matriz africana, respeitamos e reconhecemos todas as crenças, mas essa tradição não faz parte da nossa estrutura. Alguns de nossos membros, que vêm de crenças anteriores, continuam celebrando. O que para nós não é problema”, diz Adna Santos, membro e fundadora do ILÊ AXÉ OYÀ BAGAN – comunidade de Terreiro no Distrito Federal.

Evangélicos e protestantes

Ressurreição de Cristo — Foto: Joalline Nascimento/G1

Ressurreição de Cristo — Foto: Joalline Nascimento/G1 

As comunidades evangélicas e protestantes reconhecem Jesus Cristo e a Bíblia como base para suas práticas. Para essas religiões, a Páscoa é “uma história de redenção”, onde o Cristo é morto como forma de perdão pelos pecados da humanidade, ressuscitando três dias após sua morte. 

“Para nós a Páscoa se completa na morte e na ressurreição de Jesus. Ali Jesus venceu a morte, ressuscitou e voltou ao céu, e por meio dele hoje nós cremos que podemos ser perdoados de qualquer pecado e salvos para sempre da morte eterna”, diz Jeconias Neto, téologo na Comunidade Adventista do Sétimo dia, no DF.

Sìmbolo maçônico; estima-se que haja 6 milhões de maçons pelo mundo — Foto: kelly2/Creative Commons

Sìmbolo maçônico; estima-se que haja 6 milhões de maçons pelo mundo — Foto: kelly2/Creative Commons 

A maçonaria é uma escola de moral e ética, baseada em lendas e símbolos inclusos nessas lendas. É pautada por valores morais e filosóficos e se apoia na moral teísta, crendo em um ser supremo, onde é necessário que os membros professem uma fé. 

Porém, por não ser uma religião a maçonaria não insere tradições fixas, como a Páscoa, em suas celebrações. 

“Os membros precisam crer em um Deus, independentemente de qual seja ele. Por essa liberdade, a maçonaria não observa uma data específica ou tradição religiosa exclusiva, em respeito a liberdade de todos os seus membros,” diz Kennyo Ismail, Secretário de Relações Exteriores da Loja Maçônica do Distrito Federal.

Paixão de Cristo do Recife — Foto: Lígia Buarque/Divulgação

Paixão de Cristo do Recife — Foto: Lígia Buarque/Divulgação 

Para os católicos, assim como para os evangélicos e protestantes, a Páscoa é “um marco na história de redenção da humanidade, centralizado no sacrifício de cruz de Jesus Cristo”. O ritual se inicia muito antes da sexta-feira Santa. 

Ele começa depois do carnaval, durante a Quaresma, passando pelo Domingo de Ramos e a Semana Santa. 

“A Páscoa para nós tem esse significado bonito de ressureição e vida nova, que faz com que recordemos o Cristo ressuscitado, enchendo nossa vida e nosso coração de esperança. Nesta data temos a oportunidade de fazer um percurso espiritual com Jesus, experimentando de maneira concreta os mistérios da paixão, morte e sobretudo a ressureição de Jesus,” diz o padre Jefferson Nunes.

Kardec não via o espiritismo como uma religião, mas sim como uma doutrina 'que combinava ciência, filosofia e espiritualidade' — Foto: Domínio Público via BBC

Kardec não via o espiritismo como uma religião, mas sim como uma doutrina ‘que combinava ciência, filosofia e espiritualidade’ — Foto: Domínio Público via BBC 

doutrina Espírita se baseia na codificação de Allan Kardec e tem como fundamentos os pilares da evolução do espírito pela reencarnação e imortalidade da alma; a existência de vida em outros mundos; e a mediunidade como forma de comunicação entre os vivos e os mortos. 

Para os seguidores da doutrina, Jesus Cristo é um espírito evoluído. Mas mesmo acatando os preceitos do evangelho cristão, eles não comemoram a Páscoa. 

” A doutrina Espírita não comemora a Páscoa, contudo é importante destacar que o espiritismo respeita a Páscoa comemorada pelos judeus e cristãos e compartilha o valor do simbolismo representado, ainda que apresente outras interpretações. A liberdade conquistada pelo povo judeu, ou a de qualquer outro povo no planeta, merece ser lembrada e celebrada,” diz Wilson Mattos, membro da Casa Espírita Lar assistencial Maria de Nazaré .

Casa Espírita LAMANA - Lar assistencial Maria de Nazaré - Samambaia / DF — Foto: Arquivo Pessoal, Wilson Mattos

Casa Espírita LAMANA – Lar assistencial Maria de Nazaré – Samambaia / DF — Foto: Arquivo Pessoal, Wilson Mattos 

Os espíritas entendem a Páscoa como um exemplo a ser seguido, e não como um ritual temporal. 

” A ressurreição do Cristo representa a vitória sobre a morte do corpo físico e anuncia, sem sombra de dúvidas, a imortalidade e a sobrevivência do espírito em outra dimensão da vida. Procuramos comemorar a Páscoa todos os dias da existência, a se traduzir no esforço perene de vivenciar a mensagem de Jesus, estando cientes que um dia poderemos também testemunhar esta certeza do inesquecível apóstolo dos gentios”, complementa Wilson Mattos.

Informações G1


Data é marcada pelo silêncio da morte de Cristo e reservada para a reflexão dos católicos.

Por que a Sexta-feira Santa é o único dia do ano sem missas na Igreja Católica? — Foto: Gustavo Marcelino

Por que a Sexta-feira Santa é o único dia do ano sem missas na Igreja Católica? — Foto: Gustavo Marcelino 

A Sexta-feira Santa é o único dia do ano em que a Igreja Católica não celebra nenhuma missa – em todos os outros dias, inclusive da própria Semana Santa, as celebrações acontecem normalmente. 

De acordo com a tradição cristã, a data religiosa que relembra a crucificação de Jesus Cristo deve ser marcada pelo silêncio, justamente pela morte de Jesus. 

Segundo o Santuário Nacional de Aparecida, o dia é reservado para a reflexão dos católicos, que aproveitam a oportunidade para agradecer a Jesus Cristo enquanto se aguarda a celebração da ressureição na Páscoa. 

Ou seja, para os católicos, o dia é marcado pelo silêncio da morte de Cristo, um dia reservado para a reflexão a Deus. 

Por que a Sexta-feira Santa é o único dia do ano sem missas na Igreja Católica? — Foto: Gustavo Marcelino

Por que a Sexta-feira Santa é o único dia do ano sem missas na Igreja Católica? — Foto: Gustavo Marcelino 

Sem missas, a Sexta Santa em Aparecida, que abriga o Santuário Nacional, é celebrada com a tradicional Via-Sacra no Morro do Cruzeiro ainda durante a madrugada. Nela, os fiéis peregrinam pelas 14 estações da Paixão de Cristo. 

Às 7h, o Santuário realiza a primeira celebração com uma oração no início da manhã. Em seguida, às 9h, será celebrada a “Meditação da Via-Sacra” ao redor do Altar Central. 

No início da tarde, às 12h, será realizado o ‘Sermão das Sete Palavras’ e depois, às 15h, a celebração da ‘Paixão do Senhor Morto’, com a processão do Senhor Morto às 18h. Uma encenação da Paixão de Cristo às 19h30 encerra as celebrações da data.

Informações G1

1 4 5 6 7 8 25