Gasolina feita sem petróleo funciona em motores convencionais a combustão e é alternativa viável a carros elétricos Imagem: Divulgação
Com o recente anúncio da nova política de preços da Petrobras em relação à gasolina, o combustível já começa a ficar mais barato nas bombas de abastecimento.
Contudo, o custo da gasolina ao consumidor continua sujeito à cotação internacional do petróleo com o qual é fabricada no mercado internacional.
Os carros elétricos são substitutos naturais para veículos movidos por derivados do petróleo, mas existem alternativas: empresas como a Porsche estão investindo em uma gasolina sustentável e ecológica. A marca alemã, inclusive, já fabrica no Chile essa gasolina sem petróleo, também conhecida como e-fuel ou gasolina sintética.
Uma das vantagens é que ela dará uma sobrevida aos veículos a combustão, sem gastar uma gota de petróleo: sua produção utiliza como matéria-prima hidrogênio e o dióxido de carbono disponível na atmosfera.
Além da Porsche, o governo alemão e marcas como Audi e Bosch têm investido nessa tecnologia.
Ao mesmo tempo, a Fórmula 1 avalia a adoção do e-fuel a partir de 2025, quando deverá entrar o novo regulamento de motores, mantendo a propulsão híbrida já adotada, porém com o novo combustível e mais eletrificação. Esse seria o caminho para a mais importante categoria do automobilismo mundial não migrar, ao menos por ora, para motores totalmente elétricos.
A expectativa é de que a novidade, quando chegar aos consumidores, garanta a sobrevida dos motores a combustão interna, seja de forma “pura” ou com algum nível auxílio elétrico. Hoje, tudo indica que propulsores convencionais estão com os dias contados por conta dos limites cada vez exigentes dos governos em relação às emissões de poluentes.
A gasolina sem petróleo também contribuiria para combater o efeito estufa, que tem o dióxido de carbono entre seus principais vilões, e, de quebra, encerraria a dependência de um recurso natural que inevitavelmente irá acabar e tende a ficar cada vez mais caro.
De acordo com o engenheiro Everton Lopes, os combustíveis sintéticos têm a vantagem, como o etanol, de neutralizar na respectiva produção o carbono resultante de sua queima, além de aproveitar a infraestrutura atual de abastecimento.
Podem ser extraídos na forma de gasolina ou diesel e, portanto, não exigem alterações nos motores que utilizam a versão fóssil desses combustíveis.
Custo de produção ainda é muito alto
Audi é uma das montadoras que já produzem gasolina sem petróleo, ainda de forma experimentalImagem: Divulgação
A perspectiva de benefícios econômicos e ambientais proporcionados pela gasolina sintética é alentadora, porém sua produção ainda é cara ante a gasolina tradicional, destaca o engenheiro.
O desafio, afirma, é reduzir o custo da extração do hidrogênio necessário para fazer a gasolina sintética, a partir de um processo conhecido como eletrólise.
“É a grande a quantidade de eletricidade utilizada para separar o hidrogênio presente na água. Essa energia deve, preferencialmente, ser de origem limpa, como solar, eólica ou de hidrelétricas”, pontua Lopes.
“O combustível sintético já era usado pela Alemanha na época da Segunda Guerra Mundial e, desde então, as pesquisas têm evoluído. Porém, o petróleo ainda é muito mais fácil e barato de ser obtido e refinado”, conclui.
O hidrogênio é a grande aposta de países como a Alemanha para renovar sua matriz energética.
Além de servir para sintetizar combustível líquido, o gás também é visto como opção às caras e pesadas baterias de veículos a propulsão elétrica. Por meio das chamadas células de combustível, incorporadas a automóveis, o hidrogênio gera eletricidade para impulsionar as rodas. Modelos como o Toyota Mirai já trazem essa tecnologia e são abastecidos com hidrogênio.
O local de trabalho é um cenário de sofrimento constante ou eventual para 44% das brasileiras. No ano passado, essa foi a porcentagem de mulheres que enfrentaram assédios e outras agressões nas empresas que as contrataram.
A violência mais comum foi de ordem moral. Entre as que se reconheceram como vítimas, 23% disseram ter tido suas ideias creditadas por outras pessoas. Os dados são da terceira edição da Women @ Work, realizada pela empresa de consultoria Delloite. Para o levantamento, foram ouvidas 5 mil mulheres no mercado de trabalho em dez países — 500 no Brasil, com idade entre 18 e 64 anos.
No caso das trabalhadoras negras e indígenas, o número de mulheres que afirmam não ter sido reconhecidas pelas ideias saltou para 44%.
Dentre as perguntas feitas pelos entrevistadores às trabalhadoras, não constava nenhuma sobre assédio sexual especificamente. O mais próximo disso foi um questionamento a respeito de ser abordada constantemente de maneira pouco profissional ou desrespeitosa — 6% das brasileiras disseram ter enfrentado a situação. O número é o mesmo da média global.
Embora os números ainda sejam expressivos, a situação melhorou em comparação aos dois anos anteriores em que foi feito o mesmo levantamento. Na edição de 2022, 59% das brasileiras relataram a prática de comportamentos não inclusivos no ambiente de trabalho — em 2021, foram 52%. Os números do Brasil também são menores do que os internacionais — a média dos dez países investigados pela Delloite é de 47%.
“Mulheres sofrem em silêncio”
Embora tenham reconhecido o assédio e as agressões como tais, apenas metade das mulheres denunciou a violência à empresa. Dentre as que evitaram recorrer a instâncias superiores, 34% disseram que o comportamento do agressor não era grave o bastante para justificar uma queixa. Outras 23% recearam que a denúncia não fosse levada a sério e 15% temeram que a situação piorasse após a formalização da queixa.
Mulheres negras e indígenas foram menos convidadas para atividades predominantemente comandadas por homens (18%) do que as demais (12%). Também precisaram lidar com mais piadas feitas às suas custas (6%, contra 4% das brancas).
Para Aline Vieira, sócia da Delloite no Brasil e líder do programa “Delas” — para inclusão de mulheres em cargos de liderança nas empresas —, a pesquisa mostra como as organizações precisam estar mais atentas ao bem-estar de suas funcionárias. “Mulheres não se sentem seguras e apoiadas por seus gestores”, afirma Vieira. “Sofrem em silêncio”.
Levantamento foi feito pela New World Wealth, empresa sul-africana, especializada em monitorar os hábitos das pessoas mais ricas.
Foto: Divulgação
Já pensou em quais hotéis os milionários mais gostam de se hospedar? Um levantamento feito pela New World Wealth listou os lugares mais populares entre esse público.
A empresa é sul-africana e é especializada em pesquisas sobre hábitos das pessoas mais ricas.
Para essa seleção, monitorou os hotéis onde pessoas com patrimônio acima US$ 100 milhões mais se hospedam. Veja a seguir.
1. The Breakers – Palm Beach, Flórida (EUA)
The Breakers – Palm Beach, Flórida (EUA) — Foto: The Breakers
The Breakers – Palm Beach, Flórida (EUA) — Foto: Instagram
2. Bellagio Resort & Casino – Las Vegas, Nevada (EUA)
Frente do Bellagio Resort & Casino – Las Vegas, Nevada (EUA) — Foto: Divulgação
Piscina do Hotel Bellagio Las Vegas — Foto: Divulgação
3. The Plaza Hotel – Nova Iorque (EUA)
The Plaza Hotel – Nova Iorque (EUA) — Foto: Divulgação
Quarto “The Grand Penthouse” do The Plaza Hotel — Foto: Divulgação
4. The Beverley Hills Hotel – Los Angeles (EUA)
Lobby do The Beverley Hills Hotel — Foto: Divulgação
Piscina do The Beverley Hills Hotel – — Foto: Divulgação
Totoaba é um dos peixes mais caros do mundo Imagem: Reprodução
O Mar de Cortez, no norte do México, é um paraíso de biodiversidade. Mas a pesca ilegal da totoaba, um peixe muito procurado na China, está colocando em risco essa espécie, assim como a vaquinha do mar, um mamífero marinho do mesmo tamanho. Do outro lado do Pacífico, clientes asiáticos ricos desembolsam milhares de dólares para comer a bexiga da totoaba por suas propriedades supostamente curativas, mas nunca comprovadas. Um comércio clandestino que segue impune e ameaça a fauna local.
No mercado negro, o preço da colheita da totoaba excede até mesmo o da cocaína, tornando-a um produto de luxo no comércio ilícito internacional. Os chineses, os principais clientes desse mercado clandestino e devastador, atribuem qualidades mágicas à bexiga desse peixe, e também ostentam o produto como um marcador social de riqueza.
“A totoaba é um peixe encontrado apenas no Golfo da Califórnia, especialmente concentrado na parte norte da península. Esses peixes também são conhecidos como ‘roncadores’, pelo som que emitem. São capturados também por sua carne, porque são peixes que crescem até dois metros e são largos, sendo exibidos como troféus de pesca nos Estados Unidos”, explica Alejandro Olivera, representante da ONG norte-americana Center for Biological Diversity, localizada na Califórnia, que luta para proteger essa espécie.
“Agora, a espécie é também caçada por outro motivo”, diz o especialista. “Eles possuem um órgão que se chama ‘bexiga natatória’, que garante a sua habilidade de flutuar na superfície, ou de manter o equilíbrio nas profundezas. Esse órgão é agora intensamente procurado por traficantes, porque é comercializado depois de seco e é consumido como produto de luxo pelos países asiáticos. Por isso é tão desejado”, detalha o ativista.
“Cocaína do mar”
Diante do declínio da população da espécie, a pesca da totoaba foi completamente proibida em 1975. Desde então, essa atividade se tornou um negócio lucrativo para uma rede mafiosa, o chamado Cartel do Mar, como constatou o jornalista belga Hugo Von Offel, autor do documentário “The Godfather of the Oceans” (O Poderoso Chefão dos Oceanos), que estreou na televisão francesa em abril e investigou o comércio da totoaba, apelidada pelos cartéis mexicanos de “a cocaína do mar”.
“Os traficantes do cartel de Sinaloa pescam a totoaba e a vendem por US$ 3 mil ou US$ 4 mil o quilo. A bexiga pesa mais ou menos um quilo. Para se ter uma ideia, um quilo de camarão custa entre US$ 15 e 10. Então a totoaba é um produto que muda a vida deles. Eles o vendem a US$ 3 mil ou US$ 4 mil a um representante do cartel, que depois o colocam num freezer para cruzar o deserto e a fronteira para lugares como Tijuana, por exemplo, e vendem para a China a partir dos Estados Unidos, por avião”, explica Von Offel.
Rara vaquinha do mar é um animal ameaçado de extinçãoImagem: Divulgação/Nações Unidas
“Uma vez na China, a bexiga da totoaba vale até US$ 50 mil por quilo. Isso é mais que a cocaína. Obviamente o cartel não vai deixar passar essa oportunidade; da mesma forma que se meteu no tráfico de drogas, armas e pessoas, agora ele se envolve no tráfico de totoaba, e tomaram o controle desse tráfico. No entanto, há uma guerra em curso muito perigosa entre o cartel de Sinaloa e outros grupos criminosos que também querem lucrar com este negócio”, diz o especialista.
Extinção de duas espécies
Esse negócio, que contribui para a extinção de duas espécies, continua impune. De acordo com dados obtidos por um consórcio de mídia, o sistema judiciário mexicano julgou 42 casos de tráfico de totoaba entre 2012 e 2021. Desses, apenas dois casos resultaram em condenações. Oscar Parra, o suposto líder do cartel marítimo, está detido desde 2018, mas ainda não foi condenado.
O combate à pesca ilegal pode ser perigoso: inspetores ambientais foram atacados em 2014. A caça aos traficantes é complicada, uma vez que muitos deles contam com a cumplicidade das autoridades mexicanas, como relata Hugo Van Offel. Segundo o jornalista belga, “existe um homem misterioso, que sabemos estar metido no tráfico de pessoas na China, mas também na falsificação de documentos oficiais”.
“No entanto, muitas fontes acreditam que ele mora hoje em Tijuana e controla vários restaurantes, inclusive na Califórnia, muito difícil de localizar, e conseguiu desviar de investigações na China. Mas como ele traficou um grande volume de totoabas, seu nome apareceu: Jungchan Wu. Ele ainda é um fugitivo da justiça, que emitiu um mandado de prisão por meio da Interpol. Jungchan poderia estar escondido no México, contando com a cumplicidade das autoridades locais”, argumenta Von Offel.
Punição?
A captura de milhares de toneladas de totoaba levou especialistas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) a classificar essa espécie como criticamente ameaçada de extinção. Em 2021, após uma nova estimativa populacional, a totoaba tornou-se vulnerável.
O governo mexicano insiste em sua boa vontade para combater o tráfico de totoaba. Mas em 2021, especialistas da União Internacional para a Conservação da Natureza detectaram 117 barcos de pesca em um único dia na área de proteção marinha do Mar de Cortez. E em 2 de fevereiro, a ONG Sea Shepherd detectou 30 embarcações pescando com redes proibidas.
No final de março deste ano, o México foi sancionado pela Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites) por não ter conseguido impedir a pesca ilegal da totoaba. Como resultado dessas sanções, o país perderá as permissões de exportação de dezenas de espécies de animais e plantas selvagens.
(UOL com informações e entrevistas de Raphael Morán, da RFI)
Objeto foi classificado pela Nasa como possivelmente perigoso
Asteroide passará perto da Terra Foto: Pixabay
Nesta quarta-feira (26), um asteroide, classificado pela Nasa como possivelmente perigoso, passará perto da Terra. Pesquisadores calculam que o meteoro tenha 300 metros de diâmetro e esteja a uma velocidade de 61 mil km/h. As informações são do R7.
O asteroide, chamado 2006 HV5, poderá ser visto somente com telescópios potentes. Ele estará a uma distância de 2,4 milhões de quilômetros.
– Embora seja uma margem confortável, em termos astronômicos ainda é classificada pelos cientistas como por um triz – reportou o portal.
Feriado religioso no Brasil, ao longo dos anos, reuniu tradições judaicas, cristãs e pagãs. G1 ouviu líderes de religiões de matriz africana, evangélicos, maçons e espíritas; veja como cada um entende a Páscoa.
Ostara é a deusa da primavera, da ressurreição e do renascimento; tem como símbolo o coelho — Foto: Portal do Rancho
Ao longo da história, a Páscoa reuniu tradições judaicas, cristãs e pagãs. Orginalmente, trata-se de uma celebração cristã, que remete ao “plano de salvação” protagonizado pelo messias Jesus Cristo.
Mas, segundo historiadores, a Páscoa já era celebrada pelos povos germânicos e celtas pagãos do hemisfério norte e estava relacionada ao culto a deusa mitológica Ostara. Na festividade desses povos antigos, estavam inseridos ovos e o coelho, como símbolos de fertilidade.
Para os judeus, a Pessach, traduzida em português como Páscoa, significa passagem e retoma a libertação e redenção do povo. Confira abaixo como as diferentes crenças e culturas entendem a Páscoa.
Religiões de Matriz Africana
Festa em casa de Umbanda — Foto: Morena Santos – IAOB/FEESK
As comunidades de matriz africana, como a umbanda e o candomblé, não celebram a Páscoa. É que a fé e os costumes dessas religiões não se baseiam no cristianismo, mas em entidades como Orixás, Nkisis e Voduns, que regem tradições e rituais diferentes.
”Nós povos e comunidades de matriz africana, respeitamos e reconhecemos todas as crenças, mas essa tradição não faz parte da nossa estrutura. Alguns de nossos membros, que vêm de crenças anteriores, continuam celebrando. O que para nós não é problema”, diz Adna Santos, membro e fundadora do ILÊ AXÉ OYÀ BAGAN – comunidade de Terreiro no Distrito Federal.
Evangélicos e protestantes
Ressurreição de Cristo — Foto: Joalline Nascimento/G1
As comunidades evangélicas e protestantes reconhecem Jesus Cristo e a Bíblia como base para suas práticas. Para essas religiões, a Páscoa é “uma história de redenção”, onde o Cristo é morto como forma de perdão pelos pecados da humanidade, ressuscitando três dias após sua morte.
“Para nós a Páscoa se completa na morte e na ressurreição de Jesus. Ali Jesus venceu a morte, ressuscitou e voltou ao céu, e por meio dele hoje nós cremos que podemos ser perdoados de qualquer pecado e salvos para sempre da morte eterna”, diz Jeconias Neto, téologo na Comunidade Adventista do Sétimo dia, no DF.
Sìmbolo maçônico; estima-se que haja 6 milhões de maçons pelo mundo — Foto: kelly2/Creative Commons
A maçonaria é uma escola de moral e ética, baseada em lendas e símbolos inclusos nessas lendas. É pautada por valores morais e filosóficos e se apoia na moral teísta, crendo em um ser supremo, onde é necessário que os membros professem uma fé.
Porém, por não ser uma religião a maçonaria não insere tradições fixas, como a Páscoa, em suas celebrações.
“Os membros precisam crer em um Deus, independentemente de qual seja ele. Por essa liberdade, a maçonaria não observa uma data específica ou tradição religiosa exclusiva, em respeito a liberdade de todos os seus membros,” diz Kennyo Ismail, Secretário de Relações Exteriores da Loja Maçônica do Distrito Federal.
Paixão de Cristo do Recife — Foto: Lígia Buarque/Divulgação
Para os católicos, assim como para os evangélicos e protestantes, a Páscoa é “um marco na história de redenção da humanidade, centralizado no sacrifício de cruz de Jesus Cristo”. O ritual se inicia muito antes da sexta-feira Santa.
Ele começa depois do carnaval, durante a Quaresma, passando pelo Domingo de Ramos e a Semana Santa.
“A Páscoa para nós tem esse significado bonito de ressureição e vida nova, que faz com que recordemos o Cristo ressuscitado, enchendo nossa vida e nosso coração de esperança. Nesta data temos a oportunidade de fazer um percurso espiritual com Jesus, experimentando de maneira concreta os mistérios da paixão, morte e sobretudo a ressureição de Jesus,” diz o padre Jefferson Nunes.
Kardec não via o espiritismo como uma religião, mas sim como uma doutrina ‘que combinava ciência, filosofia e espiritualidade’ — Foto: Domínio Público via BBC
A doutrina Espírita se baseia na codificação de Allan Kardec e tem como fundamentos os pilares da evolução do espírito pela reencarnação e imortalidade da alma; a existência de vida em outros mundos; e a mediunidade como forma de comunicação entre os vivos e os mortos.
Para os seguidores da doutrina, Jesus Cristo é um espírito evoluído. Mas mesmo acatando os preceitos do evangelho cristão, eles não comemoram a Páscoa.
” A doutrina Espírita não comemora a Páscoa, contudo é importante destacar que o espiritismo respeita a Páscoa comemorada pelos judeus e cristãos e compartilha o valor do simbolismo representado, ainda que apresente outras interpretações. A liberdade conquistada pelo povo judeu, ou a de qualquer outro povo no planeta, merece ser lembrada e celebrada,” diz Wilson Mattos, membro da Casa Espírita Lar assistencial Maria de Nazaré .
Casa Espírita LAMANA – Lar assistencial Maria de Nazaré – Samambaia / DF — Foto: Arquivo Pessoal, Wilson Mattos
Os espíritas entendem a Páscoa como um exemplo a ser seguido, e não como um ritual temporal.
” A ressurreição do Cristo representa a vitória sobre a morte do corpo físico e anuncia, sem sombra de dúvidas, a imortalidade e a sobrevivência do espírito em outra dimensão da vida. Procuramos comemorar a Páscoa todos os dias da existência, a se traduzir no esforço perene de vivenciar a mensagem de Jesus, estando cientes que um dia poderemos também testemunhar esta certeza do inesquecível apóstolo dos gentios”, complementa Wilson Mattos.
Data é marcada pelo silêncio da morte de Cristo e reservada para a reflexão dos católicos.
Por que a Sexta-feira Santa é o único dia do ano sem missas na Igreja Católica? — Foto: Gustavo Marcelino
A Sexta-feira Santa é o único dia do ano em que a Igreja Católica não celebra nenhuma missa – em todos os outros dias, inclusive da própria Semana Santa, as celebrações acontecem normalmente.
De acordo com a tradição cristã, a data religiosa que relembra a crucificação de Jesus Cristo deve ser marcada pelo silêncio, justamente pela morte de Jesus.
Segundo o Santuário Nacional de Aparecida, o dia é reservado para a reflexão dos católicos, que aproveitam a oportunidade para agradecer a Jesus Cristo enquanto se aguarda a celebração da ressureição na Páscoa.
Ou seja, para os católicos, o dia é marcado pelo silêncio da morte de Cristo, um dia reservado para a reflexão a Deus.
Por que a Sexta-feira Santa é o único dia do ano sem missas na Igreja Católica? — Foto: Gustavo Marcelino
Sem missas, a Sexta Santa em Aparecida, que abriga o Santuário Nacional, é celebrada com a tradicional Via-Sacra no Morro do Cruzeiro ainda durante a madrugada. Nela, os fiéis peregrinam pelas 14 estações da Paixão de Cristo.
Às 7h, o Santuário realiza a primeira celebração com uma oração no início da manhã. Em seguida, às 9h, será celebrada a “Meditação da Via-Sacra” ao redor do Altar Central.
No início da tarde, às 12h, será realizado o ‘Sermão das Sete Palavras’ e depois, às 15h, a celebração da ‘Paixão do Senhor Morto’, com a processão do Senhor Morto às 18h. Uma encenação da Paixão de Cristo às 19h30 encerra as celebrações da data.
A União Médica é uma empresa comprometida com a responsabilidade social e ambiental, bem como com a governança corporativa, adotando a política ESG como um dos seus pilares estratégicos. Isso significa que a empresa leva em consideração questões ambientais, sociais e de governança em todas as suas atividades.
Nesse contexto, o site da www.uniaomedica.com.br passa a ser também uma ferramenta de divulgação de informações voltadas para estes temas. A empresa acredita que a educação e a conscientização são fundamentais para uma mudança de comportamento em relação ao meio ambiente e à sociedade.
Um estudo recente do Observatório do Clima mostrou que o Brasil registrou uma alta na emissão de gases de efeito estufa em 2021, com um volume crescente de 12,5%. Esse dado é alarmante e reforça a necessidade de ações efetivas para combater as mudanças climáticas.
“A União Médica acredita que é importante divulgar essas informações para conscientizar a população sobre os efeitos do aquecimento global e estimular a adoção de medidas que minimizem esses efeitos. A empresa se preocupa em contribuir para uma sociedade mais sustentável e responsável, e acredita que a disseminação de informações é um passo importante nessa direção”, pontuou André Guimarães, diretor-presidente da União Médica.
Portanto, o site da União Médica passa a ser uma ferramenta importante para a divulgação de informações sobre questões ambientais, sociais e de governança, com o objetivo de conscientizar a população e contribuir para um futuro mais sustentável e justo para todos.
Sobre o estudo:
Brasil registra alta na emissão de gases de efeito estufa Segundo Observatório do Clima, volume cresceu 12,5% em 2021
O Observatório do Clima, juntamente com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e outras organizações parceiras, divulgou um relatório que revela que o Brasil registrou um aumento de 12,5% nas emissões de gases de efeito estufa em 2021, totalizando 2 ,4 bilhões de toneladas brutas. Este é o segundo maior aumento em quase duas décadas, sendo que o maior aumento ocorreu em 2003, com 20%.
O principal motivo para o aumento foi o desmatamento, especialmente na Amazônia, que é responsável por 77% das emissões brutas do setor. Os estados do Pará e do Mato Grosso são os maiores emissores, representando 18,5% e 11,1% das emissões, respectivamente.
O aumento das emissões de gases de efeito estufa no Brasil em 2021 é um grande alerta para a necessidade de políticas efetivas de combate ao desmatamento e de proteção ambiental. As consequências das mudanças climáticas já são sentidas em todo o mundo e é preciso agir com urgência para aplacar os efeitos negativos.
Cientistas chineses descobriram elementos que sugerem a existência de uma fonte de água congelada na superfície da Lua. O estudo foi publicado na revista Nature Geoscience, no início desta semana.
Os pesquisadores analisaram amostras de solo lunar que s missão Chang’e 5 obteve em 2020 — a primeira sonda chinesa a chegar à zona denominada monte Rumker, onde a soviética Luna 24 pousou para coletar amostras lunares, em 1976.
Como a água na Lua teria se formado
Conforme o artigo, a água foi localizada em cristais de impacto que teriam se formado por meio de uma intensa atividade vulcânica no passado, à qual se seguiu o resfriamento das rochas lunares provocado pelo constante bombardeio de micros e grandes meteoroides.
Quando essas esferas entram em contato com o vento solar, inicia-se um processo de ciclo de água na Lua e, então, o líquido é absorvido pelas esferas de cristal, que atuam como uma “esponja”.
“A água derivada do vento solar é produzidas pela reação do hidrogênio solar com o oxigênio presente na superfície das esferas cristalinas lunares”, explicou o coautor da investigação Sem Hu, do Instituto de Geologia e Geofísica da Academia Chinesa de Ciências.
Os pesquisadores acreditam que um fenômeno semelhante provavelmente aconteceu em planetas como Mercúrio, ou em corpos celestes, como o asteroide Vesta.
Beber café é racismo, de acordo com a startup norte-americana Afru. Em artigo publicado nas redes sociais, a empresa argumenta que o consumo da bebida “perpetua a supremacia branca”. Isso porque o modo de produção do cereal teria se sustentado por meio da opressão dos negros pelos brancos.
“Desde o momento em que os brancos roubaram cruelmente o café dos negros e pardos até a atual ‘Karen’ tomando sua xícara matinal de supremacia branca, os brancos foram capazes de beber impunemente os frutos de nosso trabalho e de nossa cultura”, diz um trecho da publicação.
Mas não para aí. A startup norte-americana também afirma que os brancos estariam consumindo alimentos “sem graça, como pão simples e mingau, se não fosse pelo roubo de segredos culinários dos negros”. Esse seria um dos motivos por que os brancos teriam se “apropriado da civilização negra”, segundo os autores do texto.
“Máquina capitalista colonial”
A Afru relata que o café chegou pela primeira vez à América do Norte e à Europa entre 1650 e 1700. Mas o grão já era importante para a cultura negra desde 1400, na Etiópia. A empresa argumenta que, “depois de os brancos darem o primeiro gole da iguaria negra, eles escravizaram brutalmente as pessoas de cor”. E teriam transformado uma bebida ritualística “em mais um produto de consumo da máquina capitalista colonial”.
A
startup norte-americana não está sozinha. De acordo com a Urnex, empresa fabricante de equipamentos de café, a indústria do grão se desenvolveu por meio da supremacia branca. “Depois que os holandeses roubaram o café da África, os europeus forçaram os negros e os indígenas à escravidão, para cultivá-lo em terras colonizadas”, afirma a companhia.
Como solução, a Afru defende o boicote ao café. A menos que o consumidor seja etíope.