Max Verstappen, da Red Bull, é bicampeão da Fórmula 1. O holandês venceu o GP do Japão, neste domingo, no circuito de Suzuka, seguido pelo mexicano Sergio Pérez, seu companheiro de equipe, ficou em segundo, seguido pelo monegasco Charles Leclerc, da Ferrari. A decisão estava indo para o GP dos Estados Unidos no dia 23, mas na última curva na última volta, Leclerc, que estava em segundo, errou, mas voltou na frente de Pérez. O piloto da Ferrari acabou punido com cinco segundos em seu tempo, o que levou Verstappen ao título.
Verstappen, de 24 anos, soma 32 vitórias, 12 nesta temporada, alcançou os 366 pontos, contra 253 de Pérez e 252 de Leclerc. Ainda restam quatro etapas para o fim da temporada: GP dos Estados Unidos (dia 23), GP do México (dia 30), GP do Brasil (13 de novembro) e GP de Abu Dabi (dia 20 de novembro). Como foi previsto pela previsão do tempo, a largada foi realizada debaixo de forte chuva. Leclerc, em segundo no grid, chegou a liderar por alguns metros, mas Verstappen insistiu e recuperou a ponta na curva 3.
Com a pista muito molhada e um grande spray formado pelos carros, os acidentes foram se enumerado na parte de trás do pelotão. Sainz rodou sozinho e forçou a entrada do safety car. Zhou, Albon e Gasly também rodaram e a organização resolveu colocar o safety car em ação e na sequência deu bandeira vermelha paralisando a corrida na terceira volta, com Verstappen, Leclerc, Pérez, Ocon, Hamilton e Alonso nas seis primeiras colocações.
Todos os carros foram para os boxes e os pilotos se reuniram com o pessoas das equipes para analisaras condições climáticas e o que poderia ser feito nos automóveis. Já o público de 155 mil espectadores presentes em Suzuka continuou lotando as arquibancadas, apesar do aumento da intensidade da chuva. Após 2h15, os carros voltaram à pista atrás do safety car. Com três voltas foi dada a relargada com a previsão de 40 minutos de prova. Uma volta depois os carros começaram a parar para trocar o pneu de chuça elo intermediário. Alonso, Ricciardo e Mick Schumacher ficaram com as primeiras colocações por uma volta, mas logo Verstappen, Leclerc e Pérez retomaram a liderança.
Sem disputa nas primeiras colocações, as atenções ficaram para o desempenho de Russell, com a Mercedes, com belas ultrapassagens sobre Tsunoda, Norris e Latifi, chegando à oitava colocação. Hamilton não teve potência, principalmente nas retas, e não conseguiu superar a Alpine de Ocon, o quarto colocado.
Restando menos de sete minutos para o encerramento da prova, Pérez encostou em Leclerc na briga pelo segundo lugar na prova e no campeonato. Verstappen, com 16 segundos de vantagem, não tinha rival na corrida. Na última curva, Leclerc errou e passou direto, mas conseguiu ficar à frente de Pérez, mas acabou punido e perdeu a segunda colocação para o mexicano.
Confira o resultado do GP do Japão:
1º – Max Verstappen (HOL/Red Bull), em 3h01min44s004, 28 voltas
Jogando na Arena Fonte Nova, o Bahia dominou e venceu o Brusque, por 1 a 0. As equipes se enfrentaram neste sábado (8), em jogo válido pela 34ª rodada da Série B do Brasileirão 2022. Vitor Jacaré marcou o único gol do duelo.
Com o triunfo, o Tricolor segue firme e abre vantagem no G4. O time é o 3º colocado, com 56 pontos – seis a mais que o Sampaio Corrêa, 5º colocado. Já o Brusque segue na zona de rebaixamento, com 31 pontos na 19ª posição.
O Bahia começou com tudo e pressionou o Brusque a todo momento. Aos 4, Mugni recebeu de Ricardo Goulart, mas finalizou por cima do gol de Jordan. Oito minutos depois, Ricardo Goulart assustou a defesa do Tricolor. O camisa 16 girou, mas bateu atrapalhado. O goleiro ficou com a bola. A resposta do time catarinense veio com Mascote, que desperdiçou.
Ricardo Goulart seguiu tendo boas chances. Aos 17, cabeceou forte, mas Jordan defendeu. Aos 24, novo cabeceio, dessa vez na mão do goleiro.
Vitor Jacaré marca um golaço diante do Brusque. Ele recebe de Daniel, puxa para dentro e finaliza com categoria direto na rede de Jordan. O gol só saiu aos 42, quando Vitor Jacaré recebeu de Daniel, puxou para dentro com categoria direto na rede do Brusque.
JOGO TRUNCADO…
O Brusque retomou para o campo em busca do gol de empate. Aos 4, Luiz Otávio quase marcou contra o próprio Bahia. O Tricolor foi conseguiu controlar mais o jogo e teve boas chances. Aos 9, Patrick de Lucca quase ampliou. Aos 25, o time catarinense quase empatou com Angelo, mas o jogador se atrapalhou e perdeu. A partida foi seguindo sem grandes chegadas de perigo, terminando no 1 a 0.
A decisão de venda ou não de uma possível SAF do Bahia para o Grupo City ainda será tomada pelos sócios do clube, mas, nos bastidores, o fundo árabe e a diretoria do Esquadrão já planejam os rumos do futebol em 2023 sob a administração estrangeira.
Durante entrevista ao podcast ‘Dinheiro em Jogo’, do jornalista Rodrigo Capelo, o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, contou que teve nesta semana as primeiras reuniões com os representantes do Grupo City para tratar sobre o perfil de atletas e contratações.
Bellintani explicou que as decisões, obviamente, só serão tomadas caso a venda seja aprovada. Além disso, nomes para cargos como treinador e diretor de futebol ainda não entraram em pauta – atualmente o clube conta com Enderson Moreira e Eduardo Freeland nas respectivas funções. O planejamento nesse sentido deve ganhar corpo após a Série B do Brasileirão, que termina no dia 6 de novembro.
“Não temos [nomes para ocupar cargos diretivos]. Estamos indo de cima para baixo. Concluímos nesta semana o grande documento, de mais de 500 páginas, com muitos anexos, que sintetiza um ano de trabalho. O que há em relação ao comando de futebol é o entendimento de que, concluída essa etapa, precisamos pensar nisso. Temos um treinador hoje que está com a missão de subir o Bahia para a Série A e todo profissional que está no clube hoje merece o nosso respeito”, iniciou Bellintani.
“Naturalmente, a gente planeja o clube para o ano que vem, decidimos planejar já com a SAF. Começamos a fazer as reuniões de planejamento, mas não começou a falar de treinador, pois temos um no clube, não começou a falar de diretor de futebol, pois temos um. Mas começou por característica de elenco, qual time que queremos para o ano que vem, os jogadores que estão aqui no clube e têm contrato, se vamos permanecer ou não. Os que não têm contrato, como podemos fazer para permanecer com eles, se interessar. Um processo que temos dois ou três meses para planejar, mas entendendo que só vai ter o botão apertado, e aqui entenda decisão tomada, dinheiro gasto, cheque assinado, a partir da aprovação”, completou.
Durante a conversa, o dirigente também revelou que atletas que pertencem ao Grupo City foram colocados como possibilidade de integrar o elenco em 2023. No entanto, ele explica que as movimentações de jogadores dentro do conglomerado não acontecem de maneira automática. É preciso negociar cada caso.
“Criamos uma agenda positiva no sentido de que, se a SAF for aprovada, principalmente se for no mês de dezembro, conseguiríamos fazer negócios que impactem no ano que vem. Na primeira conversa que tivemos já veio o tema de alguns jogadores que pertencem à plataforma, mas que não é assim, estala o dedo e vem de graça. Não é assim que funciona. Os outros clubes têm interesse econômico e orçamento para ser cumprido. Foi um exemplo muito prático na conversa que tive, a primeira de planejamento. O planejamento está condicionado a fechar ainda esse ano”, completou.
Intercâmbio de jogadores O intercâmbio de atletas entre os 11 clubes que fazem parte da rede de gerenciamento do Grupo City é analisado como positivo pelo Bahia. Mas Bellintani afirma que, como as negociações ocorrem de acordo com os interesses do fundo investidor, nem sempre os clubes serão completamente beneficiados. O dirigente lembra que há um equilíbrio nas relações e que a promessa do grupo é a de que o Bahia ocupe o segundo lugar na cadeia, abaixo apenas do time de Manchester.
“É uma possibilidade real de que as transações entre os clubes sejam feitas conforme os interesses de cada clube em determinado momento. É uma ilusão nossa achar que o Bahia vai ser beneficiado com um jogador que vem do City Torque, por exemplo, e não querer que o Girona, o Manchester ou o New York eventualmente, a depender da circunstância, seja beneficiado com um jogador que saia do Bahia. A lógica de estar em uma plataforma multiclubes é uma lógica de cooperação que às vezes você perde um pouco e às vezes você ganha um pouco”, disse.
“Vou dar um exemplo. O New York está precisando de um lateral e nós temos um lateral que se encaixa no perfil que eles querem. Eles preferem trazer o lateral daqui do que comprar um outro no mercado. Ao mesmo tempo significa que se o Bahia precisa de um camisa 10 e o City Torque tiver um camisa 10, isso também vai acontecer. Na mesma sinceridade que a gente escolheu desde o começo, às vezes vai ter uma negociação interna dentro do grupo que vai nos prejudicar e às vezes vai ter alguma que vai nos favorecer”, finalizou.
A proposta oficial realizada pelo Grupo City para ter o Bahia entre as suas franquias foi apresentada na última sexta-feira (24). No acordo, o fundo estrangeiro promete aportar R$ 1 bilhão no tricolor ao longo de um contrato de 15 anos. O dinheiro será usado para o pagamento de dívidas, contratações de atletas, reformas estruturais, investimentos em categorias de base e outros.
O documento será analisado pelos Conselhos Deliberativo e Fiscal do Esquadrão. Após emissão de parecer, os sócios vão votar em Assembleia Geral pela venda ou não do clube, que teria 90% das ações da SAF sob controle do Grupo City.
O Bahia empatou em 2 a 2 com o Operário na noite deste sábado (24), na Arena Fonte Nova, pela 31ª rodada da Série B. A equipe tricolor saiu atrás do marcador com dois gols feitos por Reina e Brandão, mas empatou com tentos anotados por Ricardo Goulart e André.
Com o resultado, o Tricolor continua na terceira posição, com 52 pontos. A equipe volta a jogar na próxima sexta-feira (30), às 21h30, contra a Chapecoense na Arena Conda.
O Vitória está de volta à Série B do Campeonato Brasileiro. Neste sábado (24), o Leão empatou com o Paysandu, na Curuzu, em 1 a 1, pela última rodada da 2ª fase da Série C, e terminou na segunda colocação do Grupo B, com 9 pontos. Como o Figueirense não venceu seu jogo contra o ABC, e terminou com 7 pontos, o acesso rubro-negro foi garantido.
O Papão abriu o placar da partida já no segundo tempo, com Genílson, mas Dionísio, um dos destaques do Leão na temporada, fez o gol de empate.
A temporada do Vitória, com a segunda colocação, está encerrada. O ABC, primeiro colocado do Grupo B, jogará pelo título contra o líder do Grupo A, a ser definido neste domingo (25).
Talles Magno é um dos brasileiros do City que podem jogar no Bahia Imagem: Divulgação
A venda da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Bahia para o City Football Group provocará uma mudança radical no elenco do clube que luta para retornar à primeira divisão do Campeonato Brasileiro.
Independente da conquista do acesso, a equipe nordestina irá receber a partir de janeiro (data prevista para o início da parceria) vários jogadores que interessam estrategicamente ao seu novo gestor.
Isso inclui atletas contratados exclusivamente para o Bahia (jovens promessas com potencial de revenda e nomes capazes de dar experiência ao grupo), mas também aqueles que já estão vinculados ao conglomerado e que serão apenas reposicionados.
Antes mesmo de concretizar a compra do time tricolor, o fundo dono do Manchester City e de outros dez clubes espalhados pelos quatro continentes já tem sob contrato nada menos que 22 jogadores brasileiros.
Com exceção do goleiro Ederson, titular do time matriz do grupo, um dos melhores do mundo na posição e nome certo na convocação da seleção para a Copa do Mundo-2022, todos eles são nomes viáveis para o Bahia a partir da próxima temporada.
A relação conta com algumas promessas bem importantes do cenário nacional, como o meia-atacante Talles Magno (ex-Vasco), o lateral direito Yan Couto (ex-Coritiba) e o meia Diego Rosa (ex-Grêmio), que fizeram parte do elenco do Brasil vencedor do Mundial sub-17 de 2019.
Outros brasileiros conhecidos que estão sob guarda-chuva do Grupo City atualmente são o zagueiro Thiago Martins (ex-Palmeiras), o meia Metinho (ex-Fluminense), e os meias-atacantes Savinho (Atlético-MG) e Élber, que inclusive já jogou no Bahia.
O provável técnico da equipe em 2023 também deve ser alguém já conhecido do fundo árabe. O ex-zagueiro Antônio Carlos Zago, atualmente no comando do Bolívar, equipe boliviana que possui uma parceria com o conglomerado, é o favorito para ficar com a vaga que hoje é de Enderson Moreira.
O projeto de formação da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Bahia, tal qual sua incorporação ao Grupo City, será apresentado nesta noite ao Conselho Deliberativo do Clube, que, assim como o Conselho Fiscal, dará seu parecer sobre o negócio.
A partir daí, caberá à assembleia dos sócios decidir sobre a venda do departamento de futebol ao fundo árabe. A eleição ainda não foi marcada, mas é vista como uma mera formalidade, já que o projeto possui uma resistência bem pequena entre os torcedores.
O City irá adquirir 90% da SAF por R$ 650 milhões. O plano original é que esse aporte financeiro seja repassado ao clube até o fim de 2024. No entanto, é possível que aconteça um reposicionamento de prazos devido aos atrasos no começo da parceria, que era para ter saído do papel já no meio deste ano.
Já está definido que, ao contrário do que aconteceu com outros times do conglomerado, como o Montevideo City (Uruguai) e o Melbourne City (Austrália), o Bahia não precisará mudar de nome e nem sofrerá drásticas mudanças na identidade visual.
Ou seja, não existe nenhuma possibilidade de ele ser rebatizado como Salvador City (uma piada recorrente nas redes sociais) e de abdicar das cores vermelha e branca. O uniforme azul celeste, característico da empresa, pode até ser adotado em algumas partidas, mas sempre como opção às camisas já tradicionais, que continuarão sendo utilizadas.
O City Football Group existe desde 2013, mas seu embrião nasceu em 2008, quando o xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan, integrante da família real de Abu Dhabi, comprou o Manchester City. Desde a aquisição, a equipe inglesa, que estava longe de ser uma das maiores potências do seu país, já faturou seis títulos da Premier League e chegou uma vez à decisão da Liga dos Campeões da Europa.
Contando todos os times da empresa, já são 47 taças levantadas em oito países diferentes. Só Lommel (Bélgica), Sichuan Jiuniu (China) e o recém-comprado Palermo (Itália) não foram campeões de nada desde que entraram para a “família”.
O conglomerado iniciou os estudos para a entrada no futebol brasileiro no começo de 2020, quando teve uma reunião com dirigentes do Londrina. No ano seguinte, a administração do fundo conversou com o Atlético-MG. Mas o escolhido para o negócio ser concretizado acabou mesmo sendo o Bahia.
Com mais oito jogos para o encerramento da temporada, o time de Salvador ocupa a terceira colocação da Série B. Os comandados de Enderson têm 51 pontos, seis a mais que o Londrina, quinto, primeira equipe fora da zona de acesso. O adversário de amanhã é o Operário (PR), em casa.
Brasileiros sob contrato com o Grupo City
Ederson (G, 29 anos): Manchester City-ING Yan Couto (LD, 20 anos): Manchester City-ING, emprestado ao Girona-ESP Eduardo (Z, 29 anos): Yokohama Marinos-JAP Thiago Martins (Z, 27 anos): New York City-EUA Caio Roque (LE, 20 anos): Lommel-BEL Vinícius Souza (V, 23 anos): Lommel-BEL, emprestado ao Espanyol-ESP Diego Rosa (M, 19 anos): Manchester City-ING, emprestado ao Vizela-POR Metinho (M, 19 anos): Troyes-FRA, emprestado ao Lommel-BEL Élber (MA, 30 anos): Yokohama Marinos-JAP Gabriel Pereira (MA, 21 anos): New York City-EUA Kayky (MA, 19 anos): Manchester City-ING, emprestado ao Paços Ferreira-POR Marcos Júnior (MA, 29 anos): Yokohama Marinos-JAP Raphael Rodrigues (MA, 19 anos): Melbourne City-AUS Savinho (MA, 18 anos): Troyes-FRA, emprestado ao PSV Eindhoven-HOL Talles Magno (MA, 20 anos): New York City-EUA Thiago Andrade (MA, 21 anos): New York City-EUA Yan (MA, 24 anos): Yokohama Marinos-JAP Anderson Lopes (A, 29 anos): Yokohama Marinos-JAP Arthur Sales (A, 20 anos): Lommel-BEL, emprestado ao Paços Ferreira-POR Cauê (A, 19 anos): Lommel-BEL Héber (A, 31 anos): New York City-EUA Léo Ceará (A, 27 anos): Yokohama Marinos-JAP
O Flamengo é o time preferido entre os eleitores baianos. É o que garante a pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (21). De acordo com os resultados, o clube carioca aparece em primeiro lugar, com 24% da preferência.
O Bahia ocupa a segunda colocação, com 19%. O tricolor soma quase o dobro de votos do rival Vitória, que aparece na terceira posição, com 10%. O rubro-negro é seguido pelo Corinthians, que ficou com 9%.
A relação de clubes citados pelos eleitores tem ainda Palmeiras (6%), Vasco e São Paulo (4% cada). A Seleção Brasileira apareceu como a preferida de 2% dos entrevistados.
Santos, Fluminense e Botafogo somaram 1% cada. Outros clubes somaram juntos 2%, enquanto 17% afirmaram não torcer para nenhuma equipe.
A pesquisa Datafolha foi realizada entre os dias 19 e 21 de setembro e foi feita como parte da pesquisa de intenção de votos para o governo do estado da Bahia.
Jogadores do Palmeiras comemoram gol de Zé Rafael na partida contra o Juventude, pelo Brasileirão Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF
As chances de o Palmeiras ser o campeão brasileiro de 2022 são altas. É o que dizem sites como o Probabilidades no Futebol (89,8%), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Five Thirty Eight (79%) e o Infobola (87%). Mas o que isso significa na prática?
Calcular chances como a de título do Palmeiras incorre em uma parte da matemática chamada “Probabilidade”, que tem como objetivo prever a chance de determinados acontecimentos de fato acontecerem. No caso de um campeonato, a chance de título é calculada a partir das tendências de resultado moduladas com análises de desempenho.
Mas não é algo simples, direto e reto. Para entender o cálculo, o UOL Esporte entrevistou Gilcione Nonato Costa, doutor em Matemática e professor da UFMG. Costa é o criador do Probabilidades no Futebol. E para explicar o seu método, ele inicialmente lançou mão de um exemplo bem simples: uma moeda.
“Uma moeda sem diferença de peso em um dos lados (honesta) lançada ao ar uma vez pode mostrar cara ou coroa. Quando ela cair, eu vou ter uma amostra de um dos lados, digamos, por exemplo, cara”, disse Costa. “Mas eu não posso dizer que a chance de aquela moeda dar cara é de 100%, porque eu só fiz um lançamento”, explica.
Para definir o percentual de chance, é preciso fazer vários lançamentos da moeda. E a tendência é que os percentuais se aproximem da precisão quanto mais vezes ela for lançada. No caso de uma moeda, o esperado é que ao final de muitos lançamentos, verifique-se 50% de probabilidade de cara e 50% de coroa.
Vale o mesmo para um dado honesto de seis faces, o dado comum. Após muitos lançamentos, a soma dos resultados deve trazer um número semelhante de aparições de cada face. O que significa dizer que cada lado tem uma chance em seis de aparecer, com o mesmo percentual. Uma probabilidade de 1/6.
A lei matemática aplicada nos exemplos acima chama-se “Lei dos grandes números”. De modo bastante simplista, tal lei diz que quanto maior o número de repetições de um experimento — no caso, lançar moedas ou dados —, maior a chance de precisão da probabilidade calculada estar correta.
É esse princípio que a UFMG aplica nos seus cálculos de probabilidades de conquista de título. Só que como cada jogo acontece apenas uma vez em cada rodada, os matemáticos da universidade simulam cada partida 2 milhões de vezes, por meio de um programa de computador desenvolvido na universidade.
No caso dos 89,8% atribuídos ao Palmeiras, isso significa dizer que depois de todas as partida, até o fim da tabela, serem simuladas em computador 2 milhões de vezes, moduladas pela análise de desempenho, o Verdão saiu campeão e 89,8% dos cenários possíveis.
Efeito “Vingadores: Ultimato”
Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) em cena de Vingadores: UltimatoImagem: Reprodução
Não há grande risco de spoilers, porque estamos falando de um filme de 2019. Mas, se você ainda não assistiu a “Vingadores: Ultimato”, eu vou revelar a você que o vilão Thanos morre no final, após o Homem de Ferro se sacrificar para matá-lo.
O herói mártir toma essa decisão depois que o Doutor Estranho, um herói que conseguia prever as infinitas possibilidades de futuro, ter verificado que o único jeito de os mocinhos saírem vitoriosos e salvarem o planeta era se o Homem de Ferro se sacrificasse.
No caso acima, falávamos, portanto, de uma probabilidade muito baixa de vitória dos Vingadores. Mesmo assim, Thanos acabou morto. Vale o mesmo para o Brasileirão.
Tomemos como exemplo o próximo jogo do Palmeiras na competição, contra o Atlético-MG.
Com base no desempenho dos dois times, Costa e a UFMG calcularam que o Palmeiras tem 32% de chance de vitória, e o Galo tem 11%. E há 57% de chance de um empate acontecer.
Esse cálculo leva em conta uma série de variáveis objetivas, como o desempenho do Palmeiras como visitante, e o do Galo como mandante, como os times se saem contra rivais da parte debaixo ou da cima da tabela, média de gols, entre outros, que geram ponderações que interferem no cálculo final.
“Peso de camisa, tradição, desfalques, juiz, clima e etc não entram nesse cálculo, porque são dados subjetivos”, explica o matemático Gilcione Costa.
A partir do cruzamento dos desempenhos dos dois times de cada jogo, com base nas variáveis acima, os matemáticos chegam às probabilidades de cada partida.
Cada jogo é “jogado” 2 milhões de vezes no computador. E, a partir dos resultados de todos os jogos cruzados, chega-se às probabilidades do campeonato, tais como título, vaga em copas e rebaixamento, entre outras ao fim de cada rodada.
Um Elifoot da vida real
Merentiel marcou para o Palmeiras no clássico contra o Santos, válido pelo Campeonato BrasileiroImagem: Ettore Chiereguini/AGIF
Como no videogame Elifoot, para os mais antigos, ou Football Manager, para os mais jovens, o pessoal da UFMG não vê o jogo acontecendo 2 milhões de vezes, mas o computador os simula com base nas estatísticas dos times até aquele ponto do campeonato virtual.
As 2 milhões de simulações são aplicadas a todos os jogos de cada rodada e aos jogos vindouros de todos os times até o fim da tabela, com base em dados de desempenho atualizados a cada partida. E, portanto, variam de um jogo para o outro, dependendo dos times em campo.
A probabilidade de vitória do Palmeiras em casa contra o Botafogo, no Engenhão, na rodada seguinte, é completamente diferente, porque o cruzamento dos dados objetivos de desempenho dos clubes aponta outra realidade.
Portanto, os tais 89,8% de chance apontados hoje pela UFMG significam que o Palmeiras entra na rodada 28 com essa probabilidade de título, se mantidas, até o fim do torneio, as tendências verificadas até o momento em todos os jogos e para todos os times. E que, na rodada 29, quando for jogar no Engenhão, o número deverá ser outro, de acordo com o que tiver acontecido com os 20 times do torneio na 28.
“À medida que o campeonato se aproxima do fim, e as tendências forem se mantendo, porém, a probabilidade de o Palmeiras conquistar o título aumenta, pois haverá menos rodadas para alteração. Menos chances de o Inter aumentar seu ritmo de vitórias, e de o Palmeiras passar a perder mais”, explica Costa.
A conta é falível: 2009 que o diga
Muricy no Palmeiras (2009)Imagem: Adriano Vizoni/Folhapress
A UFMG começou a fazer e disponibilizar as probabilidades do Brasileirão em 2004, quando o matemático Gilcione Costa, torcedor do Atlético-MG, temeu que o seu time pudesse ser rebaixado. Naquele ano, o Galo se salvou. Mas, no seguinte, não teve jeito.
“E eu soube muito antes que o rebaixamento ia acontecer”, contou, agora entre risos, o professor da UFMG. Naquele ano, as tendências não se alteraram para o Atlético. Mas, em 2009, um campeonato que ainda assombra os palmeirenses, tudo mudou.
Segundo a UFMG, no ano em que o Palmeiras foi atropelado pelo Flamengo e perdeu o campeonato que liderou pelo maior número de rodadas, a chance de o rubro-negro ser campeão, na rodada 28, era de apenas 0,3%, contra 54% dos alviverdes. Já na rodada 38, o Fla entrou com 60,6%, contra apenas 6% do Verdão, que acabaria em quinto e fora da Libertadores.
“Ah, então quer dizer que nós erramos? Não. Esse é o ponto da probabilidade: ela calcula o percentual de chance de os eventos acontecerem, não enxerga o futuro”, explica Costa. “Certeza mesmo, só na última rodada, quando o campeão tiver 100%”, diz.
S de Depois de quase um ano de negociações, a diretoria do Bahia convocou, nesta terça-feira (20), os conselheiros para apresentar a proposta de formalização e venda da possível Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube ao fundo árabe City Football Group. A cerimônia acontecerá sexta-feira (23), às 19h, no Museu do Bahia, na Fonte Nova.
Representantes do Grupo City chegaram a Salvador desde segunda-feira para discutir os detalhes da proposta. Eles estiveram no CT Evaristo de Macedo e se reuniram com dirigentes do Bahia. Hoje a comitiva esteve novamente ao lado da diretoria tricolor no centro de treinamento, onde juntos acompanharam a partida do time sub-17 contra o Fluminense.
Após a apresentação da oferta aos conselheiros, o documento vai ser analisado pelo Conselho Deliberativo e pelo Conselho Fiscal, que emitirão um parecer sobre a proposta. A decisão final de venda ou não da SAF do Bahia para o Grupo City será decidida pelos sócios em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que ainda será convocada.
As negociações entre Bahia e Grupo City tiveram início em setembro do ano passado. Em dezembro, as partes assinaram um primeiro contrato. As conversas, no entanto, só foram reveladas em fevereiro deste ano.
Desde então, Bahia e Grupo City intensificaram as negociações e chegaram a um acordo. O último empecilho para o anúncio era a dívida que o Esquadrão tinha com o Banco Opportunity, que acionista do clube entre 1998 e 2006. O imbróglio foi resolvido em julho.
Em maio, representantes do City também estiveram na capital baiana para avaliar o negócio. Eles conheceram a Fonte Nova e patrimônios do Bahia, como o Fazendão e o CT Evaristo de Macedo.
Investimento Com a possível chegada do Grupo City, o Bahia espera dar um salto no patamar financeiro e esportivo. Os valores da oferta ainda não foram divulgados, mas em abril o CORREIO apurou que o acordo prevê aporte de R$ 650 milhões por 90% da SAF do Bahia. O tricolor alega que a discussão principal foi baseada no projeto esportivo.
“Desde o ano passado, promulgada a lei, fomos buscar a concepção do que seria o melhor projeto para o Bahia. Avançamos muito e estamos muito próximos da construção desse projeto. Porque o Bahia não está no mercado atrás de um cheque. Estamos atrás de um projeto. As discussões da SAF no futebol brasileiro estão: “Tal grupo vai investir R$ 700 milhões, R$ 800 milhões, R$ 1 bi”. Isso não está no centro da nossa pauta. O centro da nossa pauta é: Qual é o projeto que nós queremos colocar para o sócio e sócia, para o conselheiro e conselheira analisarem. Dentro desse projeto está o dinheiro, é óbvio. Não se constrói um projeto vencedor, que mude o Bahia de patamar sem injeção de recursos. Mas o recurso não pode ser a única decisão”, explicou o presidente tricolor em entrevista concedida em março.