Muitos jovens brasileiros chegam ao fim do ensino médio como analfabetos funcionaisFoto: Leandro Ferreira/Fotoarena/imago images
Desde 1989 o International Institute for Management Development (IMD), sediado na Suíça, publica um ranking anual de competitividade. Para tal, o IMD World Competitiveness Center entrevista empresária/os, investidora/es e gerentes de 63 países sobre diversos critérios.
No relatório mais recente, a América Latina se saiu especialmente mal. Excetuado o Chile, todos os demais seis grandes Estados ocupam os últimos postos entre as economias examinadas. O Brasil está em 59º lugar; numa das rubricas – relativa à educação de crianças e adolescentes e à formação profissional – aparece até mesmo na última posição.
Isso é uma catástrofe que não se limita à miséria educacional sob Jair Bolsonaro. O governo do populista de direita não está interessado em melhorar o nível dos escolares e universitários brasileiros. Os sucessivos ministros da Educação – até agora quatro – são notórios principalmente por suas excentricidades e seu óbvio desconhecimento da área.
O ex-ministro Milton Ribeiro chegou a ser preso preventivamente por corrupção – e acabou solto no dia seguinte. Abraham Weintraub só se salvou do mesmo destino graças à transferência para o exterior, a serviço do Banco Mundial. Um ministro nomeado não pôde assumir por ter alegado ter um título de doutor que não possuía. O atual ministro, ninguém conhece.
Futuro sem capital humano
No entanto, as consequências da miséria educacional, que o IMD provou tão claramente agora, vão muito além da política insuficiente do governo no ensino: elas estão profundamente enraizadas na sociedade brasileira. Sejam ricos ou pobres, em todas as camadas do Brasil a educação é considerada secundária, algo mais ou menos supérfluo, que é nice to have.
Muitos pobres não entendem que a educação possa ser uma possibilidade de ascensão social, pois praticamente não conhecem ninguém que tenha conseguido. As escolas públicas são tão ruins que até mesmo os mais pobres, se podem, enviam seus filhos para as particulares. Mas os diplomas só valem no papel.
“No Brasil, a educação se resume a uma situação em que uns fingem que ensinam, outros fingem que aprendem, e tudo termina em diploma”, disse recentemente o filósofo Eduardo Giannetti em entrevista ao jornal Valor Econômico.
Grande parte dos jovens de classe média não possui a qualificação em matemática e português atestada em seu certificado de ensino médio, como têm mostrado repetidamente os estudos Pisa da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne os países industrializados desenvolvidos. Muitos são lançados como analfabetos funcionais e sem domínio das operações aritméticas básicas no mundo do trabalho, onde são proporcionalmente mal pagos.
Contudo, muitos brasileiros de classe média a alta também pensam que, ao colocar seus filhos em escolas caras, já fizeram o suficiente por sua formação. Não se ensina a pensar, mas a aprender de cor. Um indício é que no Brasil não se leem nem presenteiam livros. Também nas casas dos que poderiam comprá-los, livros são artigo raro. Onde há aula de música na escola? Que crianças ou adolescentes já foram a um museu ou exposição?
Para o Brasil, esse último lugar em relação ao nível educacional da população é um mau presságio, pois compromete seu futuro. Giannetti explica: “Porque a formação de capital humano é o que define a vida de um país. Nenhum local prospera, encontra o seu melhor, se não der a cada cidadão a capacidade de desenvolver o seu potencial humano. E o Brasil está muito longe de alcançar essa realidade.”
A isso, não há nada mais a acrescentar.
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Há mais de 25 anos, o jornalista Alexander Busch é correspondente de América do Sul do grupo editorial Handelsblatt (que publica o semanário Wirtschaftswoche e o diário Handelsblatt) e do jornal Neue Zürcher Zeitung. Nascido em 1963, cresceu na Venezuela e estudou economia e política em Colônia e em Buenos Aires. Busch vive e trabalha em São Paulo e Salvador. É autor de vários livros sobre o Brasil.
Rituais do primeiro dia de escola na Alemanha
O ano letivo alemão começa no segundo semestre e reserva uma série de rituais aos que entram para a 1º série, como um cone de papelão cheio de doces e presentes.
Líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) protocolou, nesta terça-feira (28), o requerimento para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar supostas irregularidades no Ministério da Educação, relacionadas ao chamado “gabinete paralelo do MEC”.
“Acabamos de protocolar o requerimento de instalação da CPI do MEC. Isso acontece diante de várias denúncias de corrupção, desvios de recursos e interferências do Governo Federal no Ministério da Educação, que têm causado diversos prejuízos à população brasileira”, informou o parlamentar, por meio das redes sociais.
Em meio a acusações de interferência do presidente Jair Bolsonaro (PL) na Polícia Federal, Randolfe afirmou que a CPI dará à PF e ao Ministério Público “a tranquilidade de fazer a investigação sem nenhum tipo de interferência política”. “Vamos passar a limpo toda a corrupção desse governo e proteger o dinheiro público!”, concluiu o senador, que foi vice-presidente da CPI da Pandemia.
A reunião de assinaturas para protocolar o pedido para abertura da CPI do MEC ganhou força após a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro e dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, que foram soltos em seguida. Durante as investigações, a PF apura suspeitas de interferência de Bolsonaro, que telefonou para Ribeiro e disse ter um “pressentimento” de que ele poderia ser alvo de busca e apreensão.
Após uma primeira tentativa sem êxito em abril e o recente empenho da base do governo – incluindo o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente – para barrar a Comissão Parlamentar de Inquérito, agora Randolfe Rodrigues conseguiu colher 29 assinaturas das 27 mínimas necessárias para a instalação. Cabe, então, o posicionamento do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para iniciar a CPI.
Apesar de avaliar que o calendário eleitoral atrapalhe as investigações, Pacheco disse a interlocutores na segunda-feira (27) que vai ler o requerimento e instalar a Comissão Parlamentar caso o pedido cumpra os requisitos legais.
Começam hoje (28) as inscrições para o segundo processo seletivo de 2022 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Os candidatos às vagas que serão oferecidas pelas instituições públicas de ensino superior deverão ficar atentos porque o prazo é curto, e terminará no dia 1º de julho.
A consulta para as vagas neste segundo processo seletivo teve início no dia 15, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Para acessá-lo, clique aqui.
Por meio da consulta, é possível visualizar as vagas ofertadas por modalidade de concorrência, cursos e turnos, instituições e localização dos cursos. Também é possível acessar a íntegra do documento de adesão de cada uma das instituições que aderiram ao Sisu.
O Sisu é o sistema informatizado do Ministério da Educação (MEC) no qual as instituições públicas de educação superior, sejam elas federais, estaduais ou municipais, oferecem vagas a serem disputadas por candidatos inscritos em cada edição da seleção.
Exigência
Para participar do Sisu será exigido do candidato que tenha realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), edição de 2021, obtido nota superior a zero na prova de redação e não tenha participado do Enem na condição de treineiro.
O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 6 de julho. A matrícula ou registro acadêmico devem ser feitos de 13 a 18 de julho. Já o prazo para os interessados manifestarem interesse em participar da lista de espera será de 6 a 18 de julho.
Os candidatos são selecionados para as opções de cursos indicados no ato de inscrição, de acordo com a melhor classificação de nota obtida na edição mais recente do Enem, que, nesta edição, será a de 2021.
Mais 89 professores foram convocados para atuar temporariamente na rede municipal nesta quinta-feira, 23. O edital de convocação consta na edição de hoje do Diário Oficial Eletrônico.
Os docentes convocados são das áreas de Pedagogia (50), Matemática (8), Língua Portuguesa (8), Inglês (6), História (5), Geografia (4), Educação Física (4), Biologia (2) e Artes (2).
Os candidatos devem levar os documentos exigidos ao Departamento de Gestão de Pessoas da Secretaria de Administração, situada à avenida Sampaio, 344, no Centro. O prazo máximo para apresentação é de 15 dias corridos, contados da data da publicação.
Além dos documentos, os docentes deverão providenciar os exames laboratoriais e complementares solicitados. Estes, deverão ser entregues na Secretaria Municipal de Saúde, Avenida João Durval Carneiro, S/N, bairro Estação Nova, para submissão à inspeção médica e emissão de Atestado de Saúde Ocupacional (ASO). O prazo de comparecimento é o mesmo.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou, com veto, a lei que permite a renegociação de dívidas do Programa de Financiamento Estudantil (Fies). Publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (22), a Lei 14.375/22 beneficia os alunos que aderiram ao Fies até o segundo semestre de 2017.
Criado em 1999, o fundo foi instituído com o objetivo de financiar as mensalidades cobradas por instituições de ensino superior privadas para cursos de graduação de seus estudantes. Os valores dessas mensalidades são pagos, posteriormente e em parcelas, pelos estudantes beneficiados.
Com a sanção da lei, descontos de até 77% do valor da dívida poderão ser concedidos a estudantes com débitos vencidos e não pagos há mais de 360 dias (na data de 30 de dezembro de 2021).
Já aos alunos inscritos no CadÚnico, ou que tenham sido beneficiários do auxílio emergencial em 2021, com débitos vencidos e não pagos há mais de 360 dias, poderá ser concedido desconto de “até 99% do valor consolidado da dívida, inclusive principal, por meio da liquidação integral do saldo devedor”, detalha a Secretaria-Geral da Presidência da República.
A adesão à renegociação de dívidas do Fies deve ser feita por meio de canais de atendimento a serem disponibilizados por agentes financeiros, como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.
Veto O governo vetou o dispositivo que estabelecia que os descontos em dívidas concedidos com base no Programa Especial de Regularização Tributária (Pert) “não seriam computados” na apuração da base de cálculo do imposto sobre a renda; da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); da contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
“A mudança de referência é, sobretudo, o reconhecimento da formação e dedicação do docente que aceita o desafio de oferecer à sociedade o melhor para a escola pública. Da formação à prática”, afirma a professora Maria Angélica Matos Pereira, diretora do Centro Municipal de Educação Infantil Paulo Almeida Cordeiro. Ela é uma das professoras que teve acesso à progressão funcional vertical.
Assim como Maria Angélica, mais 65 professores da rede municipal obtiveram a mudança de referência, nos últimos trinta dias. O processo influencia diretamente no salário dos professores, sendo proporcional à sua formação.
Gradativamente as solicitações dos professores estão sendo concedidas. Até o momento, 47 professores saíram da referência E (de graduação) para F (de especialização); dois da E para G (de mestrado). Seis docentes avançaram da referência F para G, correspondente ao mestrado.
O município também atualizou seu quadro de servidores que estavam enquadrados nas categorias de A a D. Desta forma, todos os educadores da rede possuem no mínimo a graduação, avançando para a categoria E.
A professora Angélica, do início da matéria, é formada em pedagogia e especialista em Sociedade e Educação, Psicomotricidade e Gestão de Pessoas, além de ser mestranda em Educação pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Para ela, o servidor e a administração pública “precisam estar de mãos dadas para responder à sociedade com uma educação de qualidade, unindo qualificação e valorização profissional”.
PORTARIAS NO DIÁRIO OFICIAL ELETRÔNICO
A progressão funcional vertical dos professores está sendo publicada constantemente no Diário Oficial Eletrônico do município. Por isso, o acompanhamento do periódico é importante.
As últimas portarias foram disponibilizadas nas edições do dia 16 (última quinta-feira), do dia 21 (ontem) e nesta quarta-feira, 22. Nestas, foram contemplados 8, 7 e 11 professores, respectivamente.
O Ministério da Educação informou que a segunda edição de 2022 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) oferecerá 65.932 vagas para ingresso em 73 instituições públicas de ensino superior. São mais de 2 mil cursos de graduação. As inscrições serão abertas em 28 de junho e podem ser realizadas até as 23h59 do dia 1º de julho.
Os 10 cursos com as maiores ofertas de vagas são, nesta ordem: pedagogia, administração, matemática, ciências biológicas, química, direito, física, medicina, engenharia civil e engenharia elétrica. O total de cursos de graduação com oferta de vagas é de 2.043. Só para medicina são ofertadas 1.583 vagas.
No portal Acesso Único já é possível consultar as vagas ofertadas por modalidade de concorrência, cursos e turnos, instituições e localização dos cursos. Os estados que mais oferecem vagas são o Rio de Janeiro, com 13.249; Minas Gerais, com 8.655; Paraná, com 6.692; e Bahia, com 5.968.
Entre as instituições com mais vagas ofertadas estão Universidade Tecnológica Federal do Paraná, a Universidade Federal Fluminense, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Universidade Federal do Maranhão e a Universidade Estadual da Paraíba.
O Sisu é o processo seletivo pelo qual estudantes concorrem a vagas de instituições públicas de ensino superior a partir da nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para participar desta edição do Sisu, o estudante precisa ter feito o Enem de 2021, obtido nota superior a zero na prova de redação, e não ter participado do Enem na condição de treineiro.
Reformas e intervenções de grande porte fazem parte do pacote de obras da Educação
A oferta de vagas para a Educação Infantil (2 a 5 anos) será ampliada em Feira de Santana, com a previsão de mais de mil novas matrículas. São cinco novos Centros de Educação Infantil (CMEI), duas unidades CMEI/Pré-Escola completamente reconstruídas e mais dois CMEIS que estão prontos e serão inaugurados em breve.
As unidades de ensino ficam em bairros que tiveram crescimento populacional e existe uma grande demanda neste segmento educacional, inclusive algumas unidades são localizadas em grandes conjuntos do programa “Minha Casa, Minha Vida”.
Quatro destas creches utilizam recursos próprios do município, assim como as duas unidades que serão reconstruídas. As demais unidades de ensino dispõe de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), através do programa ProInfância.
Dois dos novos CMEIS, que utilizam verba do município, estão em construção nos bairros Gabriela e na Asa Branca. Outras duas unidades escolares, no bairro Campo do Gado Novo e Aviário, tiveram as obras finalizadas recentemente e serão inauguradas nos próximos dias.
As obras de dois centros de Educação Infantil que utilizam recursos federais, nos bairros Asa Branca e Aviário, estão paralisadas temporariamente por questões administrativas. Já a reforma do CMEI, que fica no bairro Sítio Matias, está em processo licitatório.
De forma geral, o projeto de todas as unidades dispõe de salas de aula, pátio coberto, fraldário, refeitório, área administrativa, sala multiuso, parque infantil, almoxarifado e sanitários adaptados para pessoas com deficiência.
Já as unidades que estão sendo reconstruídas, a Pré-Escola Municipal João Serafim de Lima (Parque Ipê) e Centro Municipal de Educação Infantil Professor Manoel de Christo Planzo (Campo do Gado Novo), terão suas áreas ampliadas em 20% e 100% – respectivamente.
Os prédios também serão adaptados aos novos padrões arquitetônicos adotados pelo Governo Municipal. Estas intervenções de grande porte fazem parte do pacote de obras da Educação.
Procura pode ser feita no portal Acesso Único, do MEC
A consulta de vagas para o segundo processo seletivo de 2022 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) já pode ser acessada no portal Acesso Único. As inscrições começarão dia 28 de junho e terminarão no dia 1º de julho.
Durante a consulta, será possível visualizar as vagas ofertadas por modalidade de concorrência, cursos e turnos, instituições e localização dos cursos. Também será possível acessar a íntegra do documento de adesão de cada uma das instituições que aderiram ao Sisu.
Para participar do Sisu, será exigido do candidato que tenha realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), edição de 2021, obtido nota superior a zero na prova de redação, e não tenha participado do Enem na condição de treineiro.
O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 6 de julho. A matrícula ou registro acadêmico deverão ser feitos de 13 a 18 de julho. Já o prazo para interessados manifestarem interesse em participar da lista de espera será de 6 a 18 de julho.
Sisu
O Sisu é o sistema informatizado do Ministério da Educação (MEC) no qual as instituições públicas de educação superior, sejam elas federais, estaduais ou municipais, oferecem vagas a serem disputadas por candidatos inscritos em cada edição da seleção.
Os candidatos são selecionados para as opções de cursos indicados no ato de inscrição, de acordo com a melhor classificação de nota obtida na edição mais recente do Enem, que, nesta edição, será a de 2021.
Mudança implica em aumento de salário conforme formação do profissionalMais treze professores da rede municipal foram beneficiados com a mudança de referência. A progressão funcional foi publicada na edição do Diário Oficial eletrônico desta sexta-feira, 10.No último 27 de maio, outros dez docentes também haviam sido contemplados com a progressão funcional vertical.
A mudança implica em aumento de salário, de acordo com a formação do professor. A secretária de Educação, Anaci Paim, esclarece que o critério utilizado para beneficiar mais treze professores foi a data de solicitação da mudança. “Gradativamente faremos novas publicações, contemplando um número cada vez mais significativo de docentes que avançarão na carreira”, informa.
Mudar a referência significa elevar a posição funcional do professor para a formação que ele adquire e comprova ao longo da sua carreira, de acordo com a documentação apresentada. A secretária ressalta que a mudança reconhece a qualificação profissional do docente, como previsto no plano de cargos e salários.
O maior número de professores contemplados avança para a referência F, correspondente à pós-graduação latu sensu – especialização. E outros três, com mestrado, migraram para a referência G.