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Economia Internacional

Trump reafirma política tarifária e diz que ‘políticas nunca mudarão’

Ex-presidente mantém tom duro sobre tarifas em meio à instabilidade nos mercados globais Foto: Reprodução/Instagram Mesmo diante da recente queda...
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A estimativa inicial era de queda de 0,03% nos preços na base mensal e uma alta de 4,36% em 12 meses

Foto: Fernando Vivas/GOVBA

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), subiu 0,11% em janeiro, considerado a prévia da inflação oficial, sobre alta de 0,34% no mês anterior, é o que apontam dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (24). A estimativa inicial era de queda de 0,03% nos preços na base mensal e uma alta de 4,36% em 12 meses.

Segundo matéria do InfoMoney, o resultado foi influenciado principalmente pelo grupo de Alimentação e bebidas, que registrou alta de 1,06%, impactando em 0,23 ponto percentual (p.p) no índice geral, e Transportes (1,01% e 0,21 p.p.). Por outro lado, a única taxa negativa veio do grupo Habitação (-3,43% e -0,52 p.p), resultado que ajudou a conter o índice no mês.

No contexto da alta de preços em Alimentação e bebidas (1,06%), a alimentação no domicílio registrou variação de 1,10% em janeiro, influenciada por aumentos do tomate (17,12%) e do café moído (7,07%). No lado das quedas, destacam-se a batata-inglesa (-14,16%) e o leite longa vida (-2,81%).

Já a alimentação fora do domicílio desacelerou de 1,23% em dezembro para 0,93% em janeiro. Tanto o lanche (0,98%) quanto a refeição (0,96%) tiveram variações inferiores às observadas no mês anterior (1,26% e 1,34%, respectivamente).

No caso do segundo maior contribuinte para o resultado do índice, Transportes (1,01%), a origem vem da alta nas passagens aéreas, que subiram 10,25% e registraram o maior impacto individual do mês: 0,08 p.p. Em combustíveis (0,67%), houve aumentos nos preços do etanol (1,56%), do óleo diesel (1,10%), do gás veicular (1,04%) e da gasolina (0,53%).

Ainda em Transportes, o subitem ônibus urbano apresentou variação de 0,46%. Em Curitiba (-2,17%), a partir de 05 de janeiro, a tarifa modal aos domingos passou a custar metade do valor e, em Fortaleza (-0,45%) houve a adoção da tarifa social no dia 31/12/2024.

Contribuiu também para o resultado, os reajustes nas tarifas de onibus urbanos aprovados em Belo Horizonte (4,00%), devido ao reajuste de 9,52% a partir de 1º de janeiro; Rio de Janeiro (2,79%), com reajuste de 9,30% a partir de 5 de janeiro; Salvador (2,48%), com o reajuste de 7,69% a partir de 4 de janeiro; Recife (1,46%), com o reajuste de 4,87% a partir de 5 de janeiro; e São Paulo (-4,24%), com o reajuste de 13,64% a partir de 6 de janeiro.

Houve ainda aumento nos preços do serviço de táxi (3,08%) no Rio de Janeiro, em decorrência do reajuste de 7,83% a partir de 02/01. Em São Paulo, foram registrados aumentos de 1,00% no trem e no metrô, em razão do reajuste de 4,00% nas passagens a partir de 06 de janeiro.

A variação de -1,78% na integração transporte público em São Paulo é reflexo da combinação dos reajustes citados e de gratuidades concedidas a toda população nos dias dos feriados de Natal (25/12) e Ano Novo (01/01).

No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 registrou alta de 4,50%, resultado abaixo dos 4,71% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2024, o IPCA-15 foi de 0,31%.

Informações Bahia.ba


Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analisa a junção das duas companhias aéreas

Foto: Vosmar Rosa/MPOR

O governo federal acredita que não haverá aumento no preço das passagens aéreas, caso a fusão entre Azul e Gol seja confirmada. O caso está sendo analisado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Nesta terça-feira (21), em Foz do Iguaçu, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, confia no fortalecimento da aviação regional.

“Eu tenho muita confiança que não haverá aumento de passagem. Pelo contrário, a gente vai ter o fortalecimento da aviação regional, a gente vai ter economicidade em muitos voos. Por exemplo, às vezes, você tem um voo para a mesma cidade, por exemplo, saindo aqui de Foz do Iguaçu para Curitiba, você tem um voo da Gol e tem um voo da Azul. Às vezes, esse voo, os dois aviões têm capacidade, por exemplo, de mais de 150 passageiros, mas só que um voo sai com 80 da Azul e o voo da Gol sai com 80. Então, em um único voo, a gente poderia levar a população e sobrar uma aeronave para outros destinos do Brasil”, afirmou durante a entrega das obras de modernização do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu.

Segundo o ministro, a prioridade do governo é fortalecer as companhias aéreas.

“Teria muito mais o efeito perverso e danoso para o Brasil se essas empresas viessem a quebrar, já que representam de 63% a 64% do mercado. Então, a prioridade nossa, desde o primeiro momento, foi dialogar com as companhias aéreas, criar uma agenda de crédito que nunca houve. Criamos no valor de R$ 4 bilhões. A expectativa agora é amanhã iniciar o diálogo, no primeiro momento com o presidente da Gol. E, na próxima semana, devemos nos reunir com o presidente da Azul para discutir o que eles estão imaginando em relação a essa possível fusão, no intuito, sobretudo, de fortalecer a aviação”, explicou.

No último dia 15 o grupo Abra, que controla a Gol e Avianca, e a Azul deram o primeiro passo no processo de negociação da fusão ao assinarem um memorando de entendimento. Caso o acordo seja concretizado após aprovação do Cade, as duas companhias deverão manter suas marcas e certificados operacionais de forma independente. Em janeiro do ano passado, a Gol entrou com pedido de reestruturação nos Estados Unidos, processo semelhante ao de recuperação judicial que acontece no Brasil. Na época, as dívidas da companhia eram estimadas em R$ 20 bilhões.

Informações Bahia.ba


Para o México, a previsão é de 10%; se confirmadas, as tarifas podem desvalorizar as moedas de ambos os países e impactar o crescimento econômico

lula e trump
Lula e Donald Trump | Foto: Foto: Divulgação 

O diretor da Moody’s Analytics, Alfredo Coutiño, declarou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve implementar tarifas sobre bens importados do México e do Brasil ainda neste ano. Ele afirmou que os produtos mexicanos enfrentariam uma taxa de 10%. Os bens brasileiros estariam sujeitos a 5%.

Em resposta, é esperado que os dois países adotem medidas semelhantes. O México aplicaria uma tarifa de 10% sobre bens norte-americanos. O Brasil faria o mesmo com uma taxa de 5%. Essa previsão foi compartilhada em um evento on-line. O evento foi organizado pela subsidiária da Moody’s, uma das principais agências de classificação de risco do mundo.

O Bradesco, por sua vez, analisou o impacto de tarifas de 10% e 25% sobre produtos brasileiros. Embora a tarifa para o Brasil não esteja confirmada, Trump revelou que considera a possibilidade de impor uma taxa de 25% para o México e o Canadá. Essa decisão deve ser anunciada em breve. Existe a possibilidade de ela vigorar em 1º de fevereiro.

Alfredo Coutiño explicou que, caso essas tarifas sejam efetivadas, elas poderão pressionar as moedas de México e Brasil. O crescimento econômico dos dois países será reduzido. No Brasil, a economia deve crescer apenas 2% em 2025. Essa situação será influenciada pelas tarifas norte-americanas e pela desaceleração chinesa, que também enfrenta pressões comerciais dos EUA. Para o México, o crescimento pode cair de 1,5% em 2024 para 0,6% no ano seguinte.

Presidente do México afirmou que vai evitar confrontos com Trump

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que vai evitar confrontos com Trump. Ela também defenderá a soberania econômica e política do país. Sheinbaum garantiu que mexicanos deportados receberão apoio integral. O governo oferecerá transporte para suas cidades de origem e acesso a programas sociais.

O Bradesco também analisou o impacto das tarifas sobre o Brasil. Uma taxa de 10% poderia reduzir a balança comercial em US$ 2 bilhões. Isso causaria uma desvalorização cambial de 4%. Com tarifas de 25%, as perdas chegariam a US$ 5,5 bilhões. Além disso, um eventual acordo comercial entre EUA e China representaria outro risco. A China priorizaria importações de commodities norte-americanas. Isso prejudicaria o Brasil, especialmente nas exportações de soja. As perdas seriam estimadas em US$ 3,5 bilhões.

O Brasil exporta cerca de US$ 40 bilhões para os EUA. Entre os produtos exportados, destacam-se aço, petróleo, aeronaves e carnes. O Bradesco observou que a maior parte dessas exportações não enfrenta tarifas. A exceção é o petróleo, taxado em 5% a 6%.

Informações Revista Oeste


Parlamentares afirmam que pressão popular nas redes sociais ‘evitou mais um ato perverso’ da gestão petista

Pix
O governo Lula revogou a norma nesta quarta-feira, 15 | Foto: | Foto: Reprodução/Agência Brasil 

Parlamentares de oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva comemoraram a revogação da norma instrutiva da Receita Federal. A medida permitia o monitoramento de transações via Pix acima de R$ 5 mil no país. 

A deputada federal Silvia Waiãpi (PL-AP), vice-líder da oposição em 2025, afirmou que a revogação do monitoramento do Pix ocorreu mediante a “força do povo”.

“Os  brasileiros se uniram, independente do viés ideológico, e demonstraram sua indignação com a medida”, afirmou. “Seguiremos  atentos e combativos contra as maldades desse governo.”

Na mesma linha, o deputado Rodrigo Valadares (União-SE) declarou que “Lula e sua turma sentiram a força do povo brasileiro”. “O seu desgoverno vem causando um prejuízo alto para à população, mas conseguimos evitar mais um ato perverso”, acrescentou.

Sanderson (PL-RS) também comemorou a revogação da norma. “A mobilização dos brasileiros em levar a verdade e a informação para todos os cantos do país, além de explicar na prática as consequências negativas para os mais pobres e mais humildes, foi fundamental”, destacou. 

Pelas redes sociais, Marcel van Hattem analisou que o governo Lula “só voltou atrás do monitoramento do Pix por ter sido exposto nas redes sociais”. 

“Não fosse o Insta, Face, X, Whats, teríamos que engolir a Globo com seus ‘entenda por que isso é bom’. Deu pra entender por que querem tanto censurar a informação na internet?”, refletiu o parlamentar. 

Receita revoga monitoramento do Pix

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, anunciou a revogação da norma nesta quarta-feira, 15. Ele argumentou que a decisão ocorreu porque o conteúdo se tornou “infelizmente e tristemente, uma arma na mão desses criminosos e inescrupulosos”. 

“Infelizmente, essas pessoas sem escrúpulos, sem escrúpulo nenhum, com vista a um ganho político, prejudicaram as pessoas mais humildes do país, inclusive abrir margem para crimes serem cometidos em cima dessa mentira”, disse. “Por conta dessa continuidade do dano, dessa manipulação desse ato da Receita, eu decidi revogar esse ato num primeiro momento, e essa revogação se dá por dois motivos.”

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, decidiu responsabilizar os políticos “inescrupulosos” pela decisão do governo Lula. O integrante do alto escalão disse que foram feitos discursos com supostas “fake news” sobre o assunto.

Haddad declarou que “esses inescrupulosos, inclusive senador da República e deputado federal, agiram contra o Estado brasileiro”. “Essas pessoas vão ter que responder pelo que fizeram”, afirmou. 

Ainda segundo Haddad, a suspensão da norma da Receita Federal também ocorreu para “não dar força aos mentirosos, que podem fazer conturbar a aprovação da Medida Provisória” no Congresso.

“Essa instrução normativa sai de cena para que os deputados possam se debruçar sobre o que é relevante, que é a proteção do sigilo e da gratuidade do uso do piso”, declarou. “É só a ampliação, o reforço daquilo que já está na legislação, tornando mais claro que esses princípios estão resguardados pela Medida Provisória.”

Informações Revista Oeste


A decisão chega um dia após o deputado Nikolas Ferreira postar um vídeo crítico da medida que superou as 200 milhões de visualizações

secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas
secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas

O governo Lula informou nesta quarta-feira, 15, que vai revogar a portaria RFB 2219/2024 que ampliou o monitoramento das operações financeiras realizadas pelos contribuintes.

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, declarou em coletiva de imprensa que decidiu revogar o ato “pois isso virou uma arma na mão de criminosos”. 

“Não aceitaremos uso do nome da Receita para dar golpes”, declarou Barreirinhas. 

ministro da FazendaFernando Haddad, anunciou que o presidente Lula assinará uma Medida Provisória para reforçar a gratuidade e sigilo do PIX.

“A MP equipara o pagamento com PIX a pagamento em dinheiro e vedará cobrança de valor diferente entre dinheiro vivo e PIX“, disse Haddad.

“É para evitar judicialização e mentiras que a Receita Federal está tomando a atitude de revogar. O Advogado geral da União, Jorge Messias, vai falar como vamos chegar nos autores das Fake News. Tudo isso para resguardar as pessoas”, declarou Haddad.

Medida polêmica foi alvo de duras críticas

A portaria do ministério da Fazenda foi alvo de duras críticas nas redes sociais, principalmente por parte dos comerciantes e trabalhadores informais, que ficaram receosos de ter suas transações monitoradas pela Receita Federal.

A medida, que começou a valer do dia 1° de janeiro, previa que o Fisco poderia acessar informações das chamadas “instituições de pagamento”, empresas que realizam transações mas não ofertam empréstimos.

Todas as contas de pessoas físicas que movimentassem mais de R$ 5 mil por mês, e de pessoas jurídicas que movimentassem mais de R$ 15 mil por mês, teriam seus dados informados automaticamente para a Receita Federal.

Além disso, pagamentos realizados via aproximação com celulares, relógios, maquininhas e “carteiras eletrônicas ou digitais”, entre outros, entraram na mira da Receita.

O medo de muitos comerciantes, autônomos e profissionais liberais era que o governo pudesse cobrar tributos sobre valores não declarados no Imposto de Renda.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou duramente a medida. O vídeo teve mais de 200 milhões de visualizações em cerca de 24h.

Informações Revista Oeste


Inflação oficial do país fechou 2024 em 4,83%, puxada por alimentação, educação e saúde. Os alimentos têm sido, inclusive, o principal motivo do mau humor dos consumidores.

Inflação oficial do país fechou 2024 em 4,83%, puxada por alimentação, educação e saúde. — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Inflação oficial do país fechou 2024 em 4,83%, puxada por alimentação, educação e saúde. — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil 

Basta uma ida ao supermercado para os consumidores brasileiros percam a paciência. A sensação é de que os preços estão descolados da realidade medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país. 

O resultado final do indicador em 2024 mostra que os preços subiram 4,83% no ano, mas o número é uma média e tem muitas nuances. 

O desânimo no supermercado se explica porque o grupo que puxou o indicador foi Alimentação e bebidas (7,69%). Itens como carne, café e leite subiram muito a mais que essa média, o que ajuda a piorar a percepção dos consumidores. 

E especialistas ouvidos pelo g1 confirmam o movimento: a alta dos alimentos tem sido o principal motivo do mau humor de quem vai às compras.

Entenda por que os preços parecem piores do que o IPCA indica.

IPCA: preços sobem 0,52% em dezembro e têm alta de 4,83% em 2024, diz IBGE 

A ampla cobertura do IPCA — e a renda dos brasileiros

Considerado o índice oficial de inflação do Brasil, o IPCA monitora os preços de uma grande cesta de serviços e produtos comercializados no varejo. São 377 subitens medidos, mês a mês. 

Além disso, o indicador tem uma cobertura ampla: abrange 90% das famílias que vivem em áreas urbanas do país com renda entre 1 e 40 salários mínimos.

Essa discrepância ajuda a explicar os reflexos dos preços de determinados produtos no bolso de cada família. Para quem ganha até um salário mínimo, por exemplo, a forte alta dos alimentos gera um impacto muito maior no bolso do que para quem ganha até 40 salários.

O economista André Braz, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), lembra que o Brasil é um país essencialmente constituído por famílias de classe média-baixa. A maioria delas, então, tem uma cesta de consumo muito restrita. 

“Ganham pouco e concentram a maior parte da despesa em alimentos, os vilões da inflação de 2024”, diz. O economista acrescenta que, mesmo com um IPCA a 4,83%, a alta de alimentos foi de quase 3 pontos percentuais a mais.

“Então, uma família que tem a renda baixa e concentra o gasto em comida percebe uma inflação de quase 8%, e não de quase 5%”, pontua Braz. Ele explica que essa diferença pode ajudar a justificar a sensação de que os preços estão mais altos do que o observado pelo índice. 

“O IPCA é uma cesta muito diversificada. Tem de tudo ali. O índice prevê famílias consomem passagem aérea, carro zero, gasolina, o que não é a realidade de uma família de baixa renda. Isso às vezes confunde”, diz. 

O economista Felippe Serigati, pesquisador do FGV Agro, lembra que também há diferenças regionais, que implicam em percepções diferentes sobre os preços a depender da cidade ou do estado. 

“Por isso, é natural que alguém fale: ‘Poxa, a minha sensação é a de que os preços estão subindo mais do que os 4,83%’ [a média nacional]”, destaca o especialista.

Serigati reforça ainda que o peso dos alimentos na percepção de inflação é maior pelo fato de serem itens básicos e perecíveis. São diferentes dos televisores, por exemplo, que são monitorados pelo índice, mas de consumo muito mais pontual. 

A confusão entre ‘deflação’ e ‘desaceleração’ da inflação

Há ainda outra complicação no entendimento quando o assunto é inflação: os conceitos de deflação e desaceleração (que é apenas uma inflação menor).

A deflação ocorre quando os preços, de fato, caemno supermercado, puxando o IPCA para o campo negativo. Enquanto isso, a desaceleração (ou inflação mais baixa) não significa necessariamente o recuo dos preços: ela indica que eles subiram menos.

“Inflação menor não é preço em queda. É preço subindo menos. Só que incomoda do mesmo jeito”, diz Serigati, do FGV Agro. 

“As pessoas podem dizer: ‘O café está caro! E a projeção é de inflação menor do item no próximo ano’. Então, ele vai voltar a ficar acessível? Não. Ou seja, ele vai até ficar mais caro, mas o aumento vai ser menor”, exemplifica o especialista. 

Em outras palavras: inflação é a elevação do nível médio de preços da economia. Ou seja, uma inflação menor não significa que os preços caíram. 

Entre as altas de preços mais importantes para os brasileiros está a carne, destaca Serigati, que subiu 20,8% em 2024 — o maior avanço em 5 anos. “Esse efeito não é transitório. Nós vamos passar 2025 com o churrasco mais caro”, diz. 

A expectativa do consumidor (maior do que a do mercado)

Com base em sua Sondagem do Consumidor, o FGV Ibre publica mensalmente um indicador que mede a perspectiva dos brasileiros em relação à inflação do país. Eles respondem, basicamente, qual taxa acumulada imaginam para daqui a 12 meses. 

E a sondagem confirma o pessimismo: é muito comum que os entrevistados esperem por uma inflação mais alta do que a registrada de fato pelo índice oficial de preços, o IPCA. E não só: a expectativa mediana dos brasileiros é tradicionalmente superior à do mercado financeiro. 

Todas as semanas, o Banco Central (BC) publica o boletim Focus, um relatório que contém estimativas de indicadores econômicos a partir de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. 

Veja abaixo a diferença entre as projeções dos consumidores, do mercado financeiro e o IPCA oficial. 

“Praticamente durante toda a série histórica, iniciada em 2005, os consumidores têm a percepção de inflação mais alta do que o que o próprio mercado prevê”, destaca a economista Anna Carolina Lemos Gouveia, responsável pela Sondagem do Consumidor.

Segundo a especialista, o pessimismo acontece porque o consumidor vive mais de perto a inflação. “Ele consegue ver o aumento dos preços de maneira diferente do mercado, que está sempre modelando suas previsões.” 

Anna Gouveia também destaca a “memória recente” como outro fator de peso sobre a percepção dos brasileiros. Há três anos, no auge da pandemia de Covid-19, o país registrou uma inflação de dois dígitos, que fechou a 10,06% em 2021. 

“E esse resultado ainda é recente. Então, acredito que esse sentimento do consumidor, mais pessimista, irá se manter por um bom tempo”, conclui. 

Veja abaixo o resultado do IPCA nos últimos 10 anos — e as respectivas metas de inflação.

Informações G1


“Espero que comendo até filé mignon”, projetou o ministro da Fazenda

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Em entrevista à Globonews nesta terça-feira (7), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que o Brasil está bem posicionado, diante de um cenário externo desafiador, e que deve chegar em 2026 em uma situação confortável.

Ao ser questionado sobre o momento atual do país, Haddad declarou: “Eu acredito que nós podemos chegar bem em 2026. Espero que comendo até filé mignon”, disse.

Na avaliação dele, o Brasil está melhor posicionado do que os vizinhos, diante de um cenário internacional incerto, a depender das medidas a serem tomadas no futuro governo de Donald Trump.

Na oportunidade, ele também destacou que o acordo entre Mercosul e a União Europeia pode ser interessante para as perspectivas da região e mencionou a liderança do Brasil nesse processo.

Segundo o ministro, o País precisa se beneficiar das vantagens competitivas que tem, além de aproveitar novas regulamentações, como crédito de carbono, combustível do futuro e nova indústria Brasil, que são programas bem estruturados para alavancar o desenvolvimento do Brasil.

Informações Bahia.ba


Um em cada três consumidores têm pretensão de parcelar para cobrir as despesas de 2025

Despesas com material escolar afetam 85% das famílias brasileiras

As famílias brasileiras gastaram R$ 49,3 bilhões com materiais escolares em 2024, uma elevação de 43,7% nos últimos quatro anos, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva e QuestionPro. O estudo mostra que esses gastos afetam o orçamento de 85% das famílias com filhos que ainda estudam, e um em cada três consumidores têm pretensão de parcelar para cobrir as despesas de 2025.

Foram feitas 1.461 entrevistas entre 2 e 4 de dezembro. A pesquisa revela que a maioria dos pais de estudantes, tanto da rede pública (90%) quanto da privada (96%), comprará materiais escolares para 2025. A maior parte das famílias precisará adquirir materiais solicitados pelos colégios (87%), seguidos de fardamento (72%) e livros didáticos (71%). 

João Paulo Cunha, diretor do Instituto Locomotiva, destaca que o impacto afeta tanto as famílias da rede pública quanto da privada. Estima-se que 76% dos gastos sejam nas classes B (R$ 20,3 bilhões) e C (R$ 17,3 bilhões). A Região Sudeste concentra 46% desses gastos, seguida pelo Nordeste (28%) e Norte (5%).

Esses custos afetam o orçamento de 85% das famílias com filhos nas escola. Na classe C, 95% afirmam que os gastos impactam suas finanças. De todos os entrevistados, 38% indicaram grande impacto e 47%, impacto moderado. Somente 15% disseram que as compras escolares não afetam seu orçamento. Assim, 35% planejam parcelar as compras de 2025, com 39% das famílias da classe C fazendo o mesmo. A maioria, 65%, prefere pagar à vista, e nas classes A e B, essa porcentagem chega a 71%.

Informações Metro1


O sorteio da Mega da Virada 2024 foi realizado na noite desta terça-feira (31), em São Paulo, com transmissão ao vivo pelo g1 (veja no vídeo acima). Oito apostas acertaram as seis dezenas e vão dividir o prêmio de R$ 635.486.165,38, o maior valor da história do concurso especial.

Cada uma delas vai levar R$ 79.435.770,67.

 Veja os números sorteados: 01 – 17 – 19 – 29 – 50 – 57

Além dos vencedores do prêmio principal, 2.201 apostas acertaram a quina e vão levar R$ 65.895,79 cada. Já os 190.779 ganhadores da quadra vão embolsar R$ 1.086,04 cada um.
Veja de onde são os ganhadores do prêmio máximo:
Brasília (DF), com 2 apostas vencedoras
Nova Lima (MG), com 1 aposta vencedora
Curitiba (PR), com 2 apostas vencedoras
Pinhais (PR), com 1 aposta vencedora
Osasco (SP), com 1 aposta vencedora
Tupã (SP), com 1 aposta vencedora

Informações G1


O valor atual, de R$ 1.412, sofrerá um acréscimo de 7,5%, ou R$ 106, no novo ajuste

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante assinatura do decreto que reajusta valor do salário mínimo para 2025, no Palácio da Alvorada, em Brasília
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante assinatura do decreto que reajusta valor do salário mínimo para 2025, no Palácio da Alvorada, em Brasília | Foto: Claudio Kbene/PR

Nesta segunda-feira, 30, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizou o aumento do salário mínimo para R$ 1.518, a partir de 1º de janeiro de 2025. A informação foi divulgada pelo Palácio do Planalto. 

O valor atual, de R$ 1.412, sofrerá um acréscimo de 7,5%, ou R$ 106, no novo ajuste. Dessa forma, os trabalhadores perceberão a mudança no começo de fevereiro, quando receberem o salário referente a janeiro. 

O decreto que fixa o novo salário será publicado no Diário Oficial da União nesta terça-feira, 31 de dezembro. O reajuste leva em conta a inflação projetada para 2024 e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Lula sanciona nova lei e teto para aumento real

Lula também sancionou uma lei que estabelece um teto de 2,5% para o aumento real do salário, além da inflação, válido de 2025 a 2030. A medida visa a alinhar o crescimento do piso salarial aos limites do novo arcabouço fiscal.

Anteriormente, a política de valorização do salário mínimo considerava a soma da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e a variação do PIB de dois anos antes, sem teto ou piso específicos.

Com a nova regra, o reajuste real não pode ser inferior a 0,6% nem superior a 2,5%. O Ministério da Fazenda projeta que o teto pode economizar até R$ 15,3 bilhões nos próximos anos.

Impacto econômico e social

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em café da manhã com jornalistas, nesta sexta-feira, 20
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em café da manhã com jornalistas, nesta sexta-feira, 20 | Foto: Foto: Diogo Zacarias/MF

Isso ocorre porque muitos benefícios sociais e previdenciários estão atrelados ao salário mínimo. Dessa forma, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo representa um gasto adicional de cerca de R$ 392 milhões para o governo.

O salário mínimo, conforme a Constituição, é a menor remuneração que um trabalhador formal pode receber no Brasil, tanto em áreas urbanas quanto rurais.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), ele serve de referência para 54 milhões de brasileiros e impacta diretamente 22,7 milhões de pessoas.

Isso inclui trabalhadores que recebem o mínimo, além de aposentadorias e benefícios, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC). 

O ajuste também faz parte de um conjunto de medidas apresentadas pelo Ministério da Fazenda e aprovadas pelo Congresso Nacional em dezembro, para equilibrar as contas públicas.

Informações Revista Oeste

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