Nascidos antes de 1978, que ainda não foram vacinados, também podem receber a dose
Com a chegada de novas doses de vacinas contra a Covid-19, na noite desta quarta-feira, 30, recomeça amanhã a aplicação da primeiros dose para pessoas com 43 anos e nascidas até 1978.
A vacinação acontece na UniFTC, avenida Artêmia Pires, das 10h às 17h, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), nos distritos e em 21 Unidades de Saúde da Família (confira a lista no final da matéria), das 8h às 17h.
Para ser vacinado é obrigatório apresentar RG, CPF e comprovante de residência no nome da pessoa a ser vacinada, de pai ou mãe ou com alguma comprovação de vínculo. Se for aluguel, um documento que comprove a locação.
Os nascidos antes de 1978, que ainda não foram vacinados, também podem receber a dose.
Segunda dose – Também prossegue a aplicação da segunda dose do imunizante para aqueles que estão no período recomendado. É preciso apresentar a caderneta de vacinação, com registro de aplicação da primeira dose, RG, CPF e comprovante de residência no nome da pessoa a ser vacinada, de pai ou mãe ou com alguma comprovação de vínculo. Se for aluguel, um documento de locação.
A Bahia receberá nesta quarta-feira (30) uma remessa com 264.520 doses de vacinas contra a Covid-19. O anúncio foi feito pelo secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, por meio de uma publicação no Twitter.
Segundo o secretário, serão 228.250 doses do imunizante da AstraZeneca/Oxford, com previsão de chegada às 13h50, e outras 36.270 da Pfizer/ BioNTech, que desembarcarão no aeroporto de Salvador às 16h20.
A expectativa é que, com a distribuição dos novos lotes, cidades que estão com a aplicação da 1ª dose suspensa, a exemplo da capital baiana, retomem a vacinação e avancem para novos públicos.
Continua nesta quarta-feira, 30, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) a aplicação da segunda dose da vacina contra a Covid-19, das 8h às 17h. É preciso apresentar a caderneta de vacinação, comprovando que recebeu a primeira dose, RG, CPF e comprovante de residência no nome da pessoa a ser vacinada, de pai ou mãe ou com alguma comprovação de vínculo. Se for aluguel, um documento que comprove a locação.
Confira a lista das Unidades Básicas de Saúde (UBS): UBS Cassa / Endereço: rua Frei Aureliano Grotamares, S/N, Capuchinhos. UBS Subaé / Endereço: rua 2ª Travessa Pliteana, S/N, Subaé. UBS Caseb 1 / Endereço: rua Japão, S/N, Caseb. UBS Caseb 2 / Endereço: rua São Valentin, S/N, Caseb. UBS Baraúnas / Endereço: rua Petronílio Pinto, 186, Baraúnas. UBS Irmã Dulce / Endereço: rua Cupertino Lacerda, 1.759, Brasília. UBS Mangabeira / Endereço: avenida Tupinambá, S/N, Mangabeira. UBS Serraria Brasil / Endereço: rua Cupertino Lacerda, 297, Brasília. UBS Jardim Cruzeiro / Endereço: rua Miguel Calmon, S/N, Jardim Cruzeiro. UBS Dispensário Santana / Endereço: rua Mercúrio, 320, Jardim Acácia. UBS Centro Social Urbano (CSU) / Endereço: rua Tostão, S/N, Cidade Nova
O Ministério da Saúde informou hoje (29) a suspensão temporária do contrato de compra da vacina indiana Covaxin. Em nota, a pasta justificou que a medida foi tomada por recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU).
Segundo o Ministério da Saúde, a CGU não encontrou irregularidades no contrato, mas o Ministério decidiu suspender “por compliance para uma análise mais aprofundada do órgão de controle [CGU]”.
“Em relação ao contrato da vacina Covaxin, que tem sido motivo de discussões, eu tenho trabalhado em parceria com o ministro da CGU, esse assunto foi discutido, e por orientação dela, por uma questão de conveniência e oportunidade, decidimos suspender o contrato para que análises mais aprofundadas sejam feitas”, disse o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em entrevista hoje em Brasília.
O governo havia negociado a compra de 20 milhões de doses da Covaxin. No dia 16 de junho a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação da Covaxin e Sputnik V em caráter excepcional, mas com ressalvas.
Em nota, o Ministério ressaltou ainda que o governo federal “não pagou nenhum centavo pela vacina Covaxin” e que a medida “não compromete o ritmo da campanha de vacinação contra a covid-19 no Brasil, já que não há aprovação da Anvisa para uso emergencial nem definitivo do imunizante”.
Investigação
A suspensão ocorreu dias depois do depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do deputado Luís Miranda (DEM-DF) e de seu irmão, chefe de importação do Ministério da Saúde, Luís Ricardo Miranda.
Na ocasião, o chefe de importação do Ministério relatou pressões atípicas para a contratação da Covaxin e problemas no processo de importação, como a tentativa inicial de pagamento adiantado e o uso de uma empresa que não estava listada no contrato.
O caso é investigado também pelo Ministério Público Federal.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) enviou às secretarias estaduais de Saúde, e às diretorias e superintendências estaduais de Vigilância Sanitária, um ofício com um alerta para a possibilidade de adulteração de frascos da vacina CoronaVac. O documento foi assinado eletronicamente por duas gerentes e um coordenador do órgão no último dia 22 de junho. De acordo com a Anvisa, técnicos da agência investigavam, desde maio deste ano, um possível episódio de falsificação, notificado no estado do Maranhão. Durante a investigação, o Instituto Butantan foi contatado para avaliar o produto suspeito e confirmou que ele não mantinha mais as características originais.
A apuração da agência atestou que houve reaproveitamento de um frasco vazio de CoronaVac para introdução de um líquido diferente do da vacina dentro do recipiente, além do uso de uma cola para fixar o lacre de alumínio à tampa.
Diante do fato, a Anvisa resolveu solicitar que os aplicadores de vacina observem se os frascos mantêm as características originais e os dispositivos de segurança intactos, e também recomendou que os frascos sejam inutilizados após esvaziados e que qualquer irregularidade seja comunicada à agência.
SMS já aplicou cerca de 260 mil doses de vacinas contra a Covid-19
Sindicância da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) concluiu que não houve nenhuma fraude na vacinação contra a Covid-19, como denunciaram a publicitária Jéssica Santos Almeida e Anne Karoline Brito dos Santos. Em lugar delas, respectivamente, foram vacinadas a avó, Julia Pereira dos Santos, e mãe, Lucimar Brito de Lima.
Julia Pereira dos Santos foi vacinada no dia 17 de março, enquanto Lucimar Brito de Lima, no dia 21 de maio. Ainda segundo a sindicância, isso aconteceu porque, nos dois casos, ambas constavam no sistema com os números dos cartões do SUS correspondentes à neta e à filha, por algum erro cometido em um atendimento anterior ao da vacinação, em uma unidade pública de saúde.
O erro perdurou quando os dados das duas vacinadas foram enviados ao Programa Nacional de Imunização (PNI) sem que se percebesse a questão envolvendo os números dos cartões do SUS. O problema só foi sanado depois que Jéssica e Anne denunciaram que seus nomes constavam como vacinados, quando na realidade isso ainda não havia acontecido.
De todo modo, a sindicância esclarece que as doses da vacina não foram desviadas dolosamente, sendo aplicadas em familiares das duas denunciantes. Até agora, a Secretaria Municipal de Saúde já aplicou cerca de 260 mil doses de vacinas contra a Covid-19, ocorrendo apenas esses dois problemas.
O secretário de Saúde de Feira de Santana, Marcelo Britto, descarta qualquer possibilidade de fraude no sistema de vacinação do município e pede que a população contribua conferindo todos os seus documentos antes da vacinação. A Secretaria de Saúde já solicitou a correção junto à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) do Ministério da Saúde (MS).
O município de Botucatu, no interior paulista, registrou queda de 71,3% nos casos de covid-19 em seus moradores seis semanas após iniciar a vacinação em massa na população. Os dados são de um estudo realizado com o apoio do Ministério da Saúde sobre a eficácia da vacina da AstraZeneca/Oxford, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Brasil.
O início do programa de vacinação em massa ocorreu na cidade no dia 16 de maio, quando 65 mil moradores foram vacinados em um único dia. Até o momento, cerca de 77 mil moradores receberam, pelo programa, a primeira dose da vacina, cuja segunda dose é aplicada após 90 dias. Botucatu tem cerca de 150 mil habitantes, dos quais 106 mil são maiores de 18 anos.
Além da queda no número de casos, as internações decorrentes da doença também apresentaram queda na cidade: 46% a menos. “As vacinas são doses de esperança para a população brasileira. A diminuição dos casos com a primeira dose já mostra bons resultados do estudo em Botucatu, que serve de base para o resto do país”, destacou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.
O estudo também investiga a eficácia da vacina contra as variantes da cepa original do novo coronavírus. No entanto, os resultados completos sobre o estudo ainda não foram divulgados.
Mais um lote com 936 mil doses de vacinas contra a covid-19, fabricadas pela Pfizer/BioNTech, chegou ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na manhã deste domingo (27).
Com essa entrega, o laboratório completa 2,4 milhões de imunizantes fornecidos ao Brasil em menos de uma semana. Na terça-feira (22), foram 529 mil doses entregues e outras 936 mil chegaram na quinta (24).
Segundo o Ministério da Saúde, até a atualização mais recente, mais de 10,6 milhões de doses da Pfizer já tinham sido distribuídas para estados e o Distrito Federal. A previsão é de que o novo lote siga para as unidades da Federação nos próximos dias.
As doses fazem parte do contrato do Ministério da Saúde com a farmacêutica, que prevê a entrega de 100 milhões de doses até setembro. Mais 100 milhões de doses, fruto de uma segunda negociação, estão previstas para serem entregues entre setembro e dezembro, totalizando 200 milhões de doses da Pfizer neste ano.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, convocou os 4 milhões de brasileiros que já têm direito, mas ainda não tomaram a segunda dose da vacina contra a covid-19, a procurar um posto de saúde e atualizar o esquema vacinal. “As vacinas são seguras e devem ser utilizadas”, disse o ministro em entrevista ao programa Brasil em Pauta que vai ao ar neste domingo, às 20h30. “Vocês devem confiar nas vacinas”, afirmou.
Sobre os brasileiros que estariam escolhendo o imunizante, Queiroga disse que “vacina boa é a que está disponível no posto e é aplicada em cada um dos brasileiros”. O ministro lembrou que todos os imunizantes disponíveis para vacinação no Brasil receberam o aval da Anvisa e, portanto, são seguros e eficazes.
Marcelo Queiroga reiterou que, até setembro deste ano, todos os brasileiros com idade acima de 18 anos já terão tomado a primeira dose da vacina e, até dezembro, a segunda. “O Ministério da Saúde tem trabalhado fortemente para antecipar as doses de vacinas para fazer nossa campanha acelerar”. Segundo ele, já são mais de 600 milhões de doses contratadas, e o ministério já está se preparando para 2022.
Gestantes
O ministro falou também sobre a vacinação de gestantes pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). Segundo ele, já foram aplicadas mais de 87 mil doses em grávidas em todo o Brasil. Queiroga lembrou que o Ministério da Saúde ainda recomenda que se vacinem apenas as gestantes com comorbidades, mas adiantou que a pasta deverá ter um posicionamento para a vacinação de grávidas sem comorbidades nas próximas semanas.
A imunização de gestantes que não são do grupo de risco foi interrompida em maio deste ano, após o falecimento de uma grávida que tomou a vacina da Oxford/AstraZeneca. Ainda não se sabe se realmente foi o imunizante que provocou a morte da mulher. Depois desse episódio, a vacinação com a AstraZeneca em grávidas foi interrompida.
De acordo com Queiroga as vacinas com o vírus inativo são seguras para as gestantes. “Hoje, a orientação é vacinar [as grávidas] com Pfizer e Coronavac”, afirmou o ministro. Segundo ele o PNI, por meio da Secretaria de Vigilância, acompanha as gestantes que fazem o uso da vacina. Queiroga disse que grávidas que tomaram a vacina da AstraZeneca antes da suspensão poderão tomar a segunda dose após o puerpério (45 dias depois do nascimento do bebê).
Estratégia diversificada
O ministro destacou as diversas frentes que o governo brasileiro vem adotando para a aquisição de vacinas. Entre elas estão a adesão ao mecanismo Covax Facility, a parceria com farmacêuticas do exterior como Pfizer e Janssen, o contrato firmado com o Instituto Butantan, que produz a CoronaVac e, sobretudo, o mecanismo de transferência de tecnologia firmado entre a Fiocruz e a AstraZeneca. “Isso resultou numa vacina segura, eficaz, efetiva e custo-efetiva, então o preço da vacina é bastante interessante, um preço menor que US$ 4 por dose”, disse.
Estudos
No programa, Queiroga comentou os estudos com vacinas que estão sendo realizados em Botucatu (SP) e Paquetá (RJ), que contam com o apoio do Ministério da Saúde. “Mostrando o compromisso do governo brasileiro com a pesquisa, a ciência e a evolução da medicina de uma maneira geral e o fortalecimento do nosso complexo industrial da saúde”.
Prazo de entrega das vacinas prontas gira em torno de 15 a 20 dias
Chegou hoje (26), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, um avião da China com 6 mil litros de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) para a produção de mais 10 milhões de doses da vacina Coronavac contra a covid-19.
A matéria-prima foi enviada pela biofarmacêutica Sinovac, parceira internacional do Instituto Butantan no desenvolvimento da vacina contra o novo coronavírus. A previsão é que as doses fabricadas com essa quantidade de insumos sejam distribuídas para a população em julho.
A produção em São Paulo envolve processos de envase, rotulagem, embalagem e um rigoroso controle de qualidade antes do fornecimento das doses ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. O prazo de entrega das vacinas prontas gira em torno de 15 a 20 dias.
Segundo o governo estadual de São Paulo, além da entrega de 3 mil litros de IFA em maio, São Paulo recebeu outros 3 mil litros em abril. Em março, uma remessa de 8,2 mil litros, correspondente a cerca de 14 milhões de doses, chegou ao Butantan. Mais 11 mil litros foram desembarcados em fevereiro. No final de 2020, o Butantan já havia recebido IFA para a produção de 3,8 milhões de vacinas.
De acordo com as informações, já foram entregues ao PNI, pelo Butantan, 52,21 milhões de vacinas contra a covid-19, como parte de dois contratos firmados com o Ministério da Saúde. O total de doses dos dois acordos totalizam 100 milhões de doses, com previsão de conclusão para o dia 30 de setembro.
“A partir de dezembro, o Butantan deverá passar a produzir a matéria-prima da vacina contra a covid-19 em uma nova fábrica em São Paulo. A construção da unidade deve ser concluída em setembro, com capacidade para fabricação local de 100 milhões de doses do imunizante por ano”, disse o governo estadual.