O Ministério da Saúde lançou, hoje (7), a nova campanha para reforçar a importância da vacinação contra a covid-19. Um dos focos da iniciativa é convocar as pessoas para que não deixem de tomar a segunda dose do imunizante.
O ministro Marcelo Queiroga alertou que há cerca de 3,5 milhões de pessoas com a aplicação da segunda dose em atraso. Por isso, o esforço definido para essa nova campanha, que terá peças publicitárias divulgadas em veículos de mídia e na internet.
“A imunização é a principal arma para conter o caráter pandêmico. As vacinas que temos, com exceção de uma delas [Janssen], necessitam de duas doses. É fundamental que a população que tomou a primeira dose volte para tomar a segunda, pois só assim a imunização estará completa”, disse o ministro.
Queiroga defendeu que governo federal, estados e municípios devem reforçar a comunicação para estimular a procura das pessoas que já tomaram a primeira dose para que completem o ciclo dentro do prazo previsto.
Ele salientou que houve avanço na campanha de vacinação, com vários dias de junho com aplicação de mais de 1 milhão de doses diárias. A meta do ministério é imunizar todos os brasileiros com mais de 18 anos de idade até setembro com a primeira dose e até dezembro com a segunda dose.
Números
O secretário substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Pereira, informou que os números vêm baixando, mas que a atenção deve ser mantida. “Ontem (6), tivemos boa notícia de não ter nenhuma morte no Amazonas. Temos visto nas curvas que a gente tem que de acordo com as faixas etárias vacinadas têm diminuído as internações, os casos e as mortes”, disse.
A secretária especial de Enfrentamento à Covid-19, Rosane de Melo, lembrou que as baixas nas curvas de casos e mortes não significam que os brasileiros devem desconsiderar os cuidados. “É preciso manter as medidas de distanciamento seguro, lavagem da mão, uso da máscara, que isso é importante para o controle dessa pandemia”, defendeu.
Intervalo
O ministro Marcelo Queiroga comentou sobre a variante Delta do coronavírus, que teve caso identificado em São Paulo, e sobre a possibilidade de redução dos intervalos entre a primeira e a segunda doses.
“A vacinas protegem contra as variantes. Os intervalos das vacinas foram decididos conforme as informações dos fabricantes. As decisões não são do ministério, mas tomadas em parceria com estados e municípios”, disse.
CPI
Ao ser questionado sobre a prisão hoje do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúyde Roberto Dias, durante depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 no Senado, o ministro disse que “o que acontece na CPI é problema do Congresso Nacional e o ministro da Saúde continua com o seu trabalho”.
Copa América
Com relação à testagem das pessoas contaminadas durante a competição da Copa América, Marcelo Queiroga disse que a grande maioria era formada por prestadores de serviço e que contraiu o vírus na sua comunidade.
“Não houve caso de contaminação entre as partidas. A estratégia funcionou bem. Detectamos a variante Gama. Antes da partida final, no sábado (10), vamos fazer um relatório detalhado com o balanço das ações na competição”, disse.
As unidades de saúde amanheceram movimentadas, nesta quarta-feira, 6, devido ao Dia D de vacinação contra a gripe Influenza. A campanha de vacinação foi ampliada para toda a população acima dos seis meses de idade.
Nádia Costa foi até a UBS do Cassa para receber o imunizante e acompanhou seu filho Breno, de 11 anos, que também foi vacinado. “A vacina sempre nos preveniu da gripe.Todo ano venho me vacinar e manter a minha caderneta de vacinação atualizada”, disse.
Para intensificar a imunização, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) também montou pontos de vacinação na UniFTC e UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana).
Vale ressaltar que a campanha de vacinação contra a gripe coincidiu com a imunização contra a Covid-19. A orientação do Ministério da Saúde é não aplicar as duas vacinas simultaneamente, devido à falta de estudos sobre a coadministração das doses.
A recomendação é priorizar a vacinação contra o novo coronavírus. Portanto, é preciso tomar a primeira a vacina contra a Covid-19 e depois a vacina contra a gripe, respeitando um intervalo mínimo de 14 dias entre elas.
Desde o começo da campanha, em 12 de abril, mais de 80 mil pessoas foram vacinadas em Feira de Santana durante as três etapas. Após o Dia D, a imunização continuará sendo realizada nas Unidades de Saúde da Família (USF) – 21 delas aplicam a dose somente nas segundas, quartas e sextas-feiras.
Em relatório divulgado nesta terça-feira, 6, o UBS diz que “os resultados (da vacinação) têm sido impressionantes” e estima um retorno à vida normal até o final de agosto.
Banco UBS. Foto: Reuters.
Em relatório divulgado aos clientes nesta terça-feira, 6, o banco suíço UBS classificou o avanço da campanha de vacinação no Brasil como “impressionante” e estimou que em setembro o País deverá voltar à normalidade econômica.
No documento, intitulado “Brasil: Vacinas abrem caminho para o retorno à vida normal até o final de agosto“, o banco destacou as mais de 101 milhões de doses aplicadas no Brasil até junho.
“Muitos meses atrás, atingir um número tão alto seria considerado muito otimista. No entanto, os resultados têm sido impressionantes até agora. Esperamos 38 milhões de doses aplicadas em julho e 46,5 milhões em agosto”, diz o relatório.
Imunidade de rebanho em agosto e volta à normalidade Com a continuidade do ritmo atual da campanha de vacinação, o UBS projeta que a imunidade de rebanho efetiva (85% dos indivíduos com mais de 30 anos recebendo a primeira dose) pode ser alcançada no final de agosto. “Assim, podemos ter um comportamento econômico normal até setembro”, diz o UBS.
“A adesão à vacina tem sido muito alta no Brasil até agora: 92% dos brasileiros com mais de 60 anos de idade já tomaram a primeira vacina e 59% a segunda dose”, diz o banco, que ressalta que a primeira dose reduziu consideravelmente as hospitalizações e mortes no País.
“Brasil: Vacinas abrem caminho para o retorno à vida normal até o final de agosto”
Imunização contemplaria apenas adolescentes que possuem comorbidades
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga Foto: Walterson Rosa/MS
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, está avaliando a possibilidade de iniciar a vacinação anticovid de adolescentes de 12 a 17 anos que possuam comorbidades. A declaração foi feita em coletiva com a imprensa, no Palácio do Planalto, após reunião de Queiroga com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).
O gestor paulista disse que entregou ofícios ao ministro, solicitando a imunização de menores de idade e também a abertura de novos leitos.
– A opinião do ministro foi favorável à vacinação [de menores de idade]. A questão vai ser levada ao Programa Nacional de Imunização para definição, mas ele [Queiroga] externou que é favorável. Deve se encaminhar para acontecer, até por conta das experiências dos outros países – ponderou Nunes.
Até o momento, apenas a vacina da Pfizer recebeu autorização da Anvisa para ser administrada em adolescentes acima dos 12 anos.
Durante o anúncio, Queiroga também disse que analisa incluir profissionais de imprensa no Plano Nacional de Imunização.
Continua nesta quarta-feira, 7, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) a aplicação da segunda dose da vacina contra a Covid-19, das 8h às 17h. É preciso apresentar a caderneta de vacinação, comprovando que recebeu a primeira dose, RG, CPF e comprovante de residência no nome da pessoa a ser vacinada, de pai ou mãe ou com alguma comprovação de vínculo. Se for aluguel, um documento que comprove a locação.
Confira a lista das Unidades Básicas de Saúde (UBS):
O Ministério da Saúde incluiu os bancários no PNI (Plano Nacional de Imunização) contra a Covid-19. Em reunião com o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), o ministro Marcelo Queiroga se comprometeu a enviar as doses necessárias aos estados para imunizar a categoria a partir da próxima semana. O informe técnico com detalhes sobre a vacinação será publicado até o fim desta semana.
Segundo o Sindicato dos Bancários, a luta agora é para que os demais funcionários das agências, como vigilantes e prestadores de serviços, sejam incluídos do PNI.
Na Bahia, a entidade já se articula para que a CIB (Comissão Intergestores Bipartite) inclua a categoria no grupo prioritário e os municípios iniciem a vacinação.
Desde o início da imunização no país, o Sindicato solicitava a inclusão dos trabalhadores no PNI. Vários ofícios foram enviados ao Ministério da Saúde. Paralelamente, em âmbito estadual, fez reuniões com as prefeituras e o governo da Bahia. Alguns municípios, inclusive, vacinaram a categoria.
A entidade também procurou o Ministério Público do Trabalho e o Ministério da Economia.
Redução é atribuída ao aumento das infecções pela mutação Delta do coronavírus no país
Israel registrou queda na eficácia da Pfizer com avanço de variantes Foto: Reprodução
Dados em Israel apresentaram um cenário no qual a vacina da Pfizer contra a Covid-19 é menos eficaz contra variantes do coronavírus. De acordo com os números do Ministério da Saúde local, divulgados pelo jornal Ynet, a eficácia para prevenir infecções caiu de 94% para 64%, o que é atribuído à mutação Delta do vírus.
O números comparam o período entre 2 de maio e 5 de junho com as datas a partir do dia 6 de junho, quando a variante Delta passou a ser mais difundida no país. As vacinas ainda mantém eficácia contra quadros graves da doença e que podem levar à hospitalização.
Na segunda-feira (5), citando funcionários do governo, o jornal local Haaretz publicou que as estimativas a partir do sequenciamento genético mostram que a cepa delta foi responsável por 90% dos novos casos de covid-19 nas últimas duas semanas no país.
A preocupação com a transmissibilidade da variante levou a uma série de considerações sobre o retorno de medidas de restrição no país. De acordo com a Universidade John Hopkins, o país acumula 843 mil casos de covid-19, com 6.428 óbitos.
O secretário de Saúde, Marcelo Britto, falou sobre o recebimento das doses, a vacinação na zona rural e reforçou os cuidados contra COVID-19. Confira o vídeo na TV Feira.
Nascidos antes de 1980, que ainda não foram vacinados, também podem receber
A aplicação da primeira dose contra a Covid-19, nesta segunda-feira, 05, será para as pessoas a partir de 41 anos ou nascidas até 1980. A vacinação acontece na UniFTC, das 10h às 17h, e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), das 8h às 17h ou até durar o estoque de vacina.
Vale destacar que nascidos antes de 1980, que ainda não foram vacinados, também podem receber a dose.
Gestantes e puérperas (até 45 dias pós parto), acima de 18 anos, serão vacinadas na UniFTC, das 10h às 17h.
Para receber o imunizante é obrigatório apresentar RG, CPF e comprovante de residência no nome da pessoa a ser vacinada, de pai ou mãe ou com alguma comprovação de vínculo. Se for aluguel, um documento que comprove a locação.
No caso das puérperas e gestantes também é necessário levar uma prescrição médica após avaliação individualizada de risco e benefícios.
Segunda dose – Continua a aplicação da segunda dose do imunizante para aqueles que estão no período recomendado. É preciso apresentar a caderneta de vacinação, com registro de aplicação da primeira dose, RG, CPF e comprovante de residência.
Confira a lista das Unidades Básicas de Saúde (UBS):
1,41 milhão de doses diárias foram injetadas nos brasileiros na última semana
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga Foto: Ministério da Saúde
Dados do Our World In Data, recolhidos por pesquisadores da Universidade de Oxford, apontam que o Brasil é o terceiro país que mais aplica vacinas anticovid por dia em doses totais. Na última semana, um total de 1,41 milhão de doses diárias foram injetadas nos brasileiros.
As duas primeiras colocações do ranking pertencem à China, com 18,69 milhões de doses aplicadas por dia, e Índia, com 4,21 milhões.
No cálculo por 100 habitantes, porém, o Brasil cai para 45° lugar, com uma média de 0,66 dose diária aplicada durante um intervalo de uma semana. Nesta classificação, quem lidera é a Ilha de Nauru e a Islândia, com médias de 2,1 e 2,04 respectivamente.
Nesta quinta-feira (1°) o Brasil chegou a marca de 100 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 aplicadas. De acordo com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, toda a população acima dos 18 anos estará vacinada com a primeira dose até o fim de setembro e com as duas doses até o final de 2021.