Feira de Santana recebeu na manhã desta sexta-feira, 12, 9 mil doses da vacina CoronaVac. Com esse quantitativo, o município dará início a aplicação da segunda dose, na próxima terça-feira, 16. Vão receber o imunizante os profissionais de saúde que atuam na linha de frente contra a Covid-19 e idosos institucionalizados.
Esses grupos foram os primeiros a receber a vacina. Vale salientar que serão imunizados apenas os profissionais que comprovem vínculo de trabalho em instituição de saúde de emergência e urgência.
As doses serão aplicadas respeitando o prazo de 28 dias após a primeira aplicação e o profissional deve apresentar a carteira de vacinação com o primeiro registro.
Serão vacinados também os idosos que residem no Lar do Irmão Velho, Instituição Nosso Lar, AFAS (Associação Feirense de Assistência Social), Dispensário Santana, Casa de Amparo e Casa de Repouso Saúde e Bem Estar.
A Secretaria de Saúde reforça que a segunda dose do imunizante está garantida e a vacinação será simultânea com a dos idosos acima de 85 anos, que começaram a ser vacinados na quinta-feira, 11.
Ao todo, o município recebeu 23.669 doses da Coronavac e 8 mil doses da vacina Oxford/AstraZeneca, totalizando 31.669 imunizantes.
Até o memento, 17.961 pessoas foram vacinadas, entre profissionais e trabalhadores de saúde, quilombolas, pessoas com deficiência e idosos.
CNN Brasil- A variante do novo coronavírus encontrada pela primeira vez na região britânica de Kent deve “varrer o mundo”, segundo a cientista Sharon Peacock, chefe do programa de vigilância genética Covid-19 Genomics UK, em entrevista à BBC publicada nesta quinta-feira (11).
Primeiro detectada em setembro de 2020 na Inglaterra, a mutação – considerada mais contagiosa – já foi identificada em mais de 50 países.
Para Peacock, a variante “varreu o país” e “vai varrer o mundo, com toda a probabilidade”.
Sharon Peacock
Na visão da cientista, seu trabalho de sequenciamento de variantes do novo coronavírus pode ser necessário por pelo menos 10 anos, até que seja possível controlar o vírus.
“Assim que controlarmos [o vírus] ou ele sofrer mutação para deixar de ser virulento – causando doenças – podemos parar de nos preocupar com isso. Mas acho que, olhando para o futuro, faremos isso por anos. Ainda faremos isso daqui a 10 anos, na minha opinião”
O consórcio Covid-19 Genomics UK é um grupo de agências de saúde pública e instituições acadêmicas no Reino Unido criado em abril de 2020 para questões relacionadas à pandemia.
Peacock é professora de Saúde Pública e Microbiologia na Universidade de Cambridge e anteriormente foi diretora do Serviço Nacional de Infecção do governo britânico.
Brasil tem 45 infectados por mil habitantes, enquanto EUA têm 84, Israel 77, Espanha 65, Suíça 62, Reino Unido 58, França 52…
Enquanto o jornalismo de funerária espera ansioso que o Brasil atinja 10 milhões de casos de covid, profissionais de saúde continuam trabalhando e já salvaram mais de 8,5 milhões de pessoas.
Segundo a plataforma de monitoramento Worldometer, são 45 casos por mil habitantes, colocando o Brasil em 35º na lista de infectados per capita e em situação bem melhor que EUA (84 casos por mil habitantes), Israel (77), Portugal (76), Espanha (65), Bélgica (62), Suíça (62), Suécia (59), Reino Unido (58) e França (52), por exemplo. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Com relação às mortes, o Brasil está em 27º com 1096 a cada milhão de habitantes, situação melhor que todos os países já citados, exceto Israel.
A Bélgica tem 1848 mortes por milhão. Reino Unido (1686), EUA (1448), Portugal (1446), Espanha (1362) e França (1231) não são exemplos.
Nem mesmo os evoluídos Suécia (1216 mortes por milhão de habitantes) e Suíça (1117) o combate ao coronavírus é mais efetivo que o Brasil.
A turma que aposta na morte prefere o número total, mais assustador, exceto quando é sobre a vacinação. Aí a preferência é pelo percentual.
Nas últimas 24h, Feira de Santana registrou mais 89 pacientes recuperados da Covid-19 e atingiu a marca de 22.382 curados da doença desde o início da epidemia, índice que representa 93,4% dos casos confirmados. Enquanto isso, 816 exames foram negativos e 142 positivos.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 58 pacientes internados no município e 1.129 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. O informativo também confirma mais três mortes. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta quinta-feira (11).
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTA QUINTA-FEIRA 11 de fevereiro de 2021
Casos confirmados no dia: 142 Pacientes recuperados no dia: 89 Resultados negativos no dia: 816 Total de pacientes hospitalizados no município: 58 Óbitos comunicados no dia: 3 Datas dos óbitos: 03/01, 08/01 e 10/02
A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 1.129 Total de casos confirmados no município: 23.952 (Período de 06 de março de 2020 a 11 de fevereiro de 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 1.071 Total de recuperados no município: 22.382 Total de exames negativos: 34.540 (Período de 06 de março de 2020 a 11 de fevereiro de 2021) Aguardando resultado do exame: 517 Total de óbitos: 441
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 21.296 (Período de 06 de março de 2020 a 11 de fevereiro de 2021) Resultado positivo: 3.812 (Período de 06 de março de 2020 a 11 de fevereiro de 2021) Em isolamento domiciliar: 20 Resultado negativo: 17.484 (Período de 06 de março de 2020 a 11 de fevereiro de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana
Feira de Santana registra mais 20 novos casos positivos, nas últimas 24h. Até agora são exatamente 22.293 pacientes curados, índice que representa 93,6% dos casos confirmados. Enquanto isso, 14 pessoas que aguardavam o resultado do exame testaram negativo.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 58 pacientes internados no município e 1.079 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. O informativo também confirma mais três mortes. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta quarta-feira (10).
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTA QUARTA-FEIRA 10 de fevereiro de 2021
Casos confirmados no dia: 20 Pacientes recuperados no dia: 3 Resultados negativos no dia: 14 Total de pacientes hospitalizados no município: 58 Óbitos comunicados no dia: 3 Datas dos óbitos: 17/12, 17/01 e 19/01
A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 1.079 Total de casos confirmados no município: 23.810 (Período de 06 de março de 2020 a 10 de fevereiro de 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 1.021 Total de recuperados no município: 22.293 Total de exames negativos: 33.724 (Período de 06 de março de 2020 a 10 de fevereiro de 2021) Aguardando resultado do exame: 413 Total de óbitos: 438
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 21.260 (Período de 06 de março de 2020 a 10 de fevereiro de 2021) Resultado positivo: 3.806 (Período de 06 de março de 2020 a 10 de fevereiro de 2021) Em isolamento domiciliar: 21 Resultado negativo: 17.454 (Período de 06 de março de 2020 a 10 de fevereiro de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana
Nas últimas 24h, Feira de Santana registrou mais 48 pacientes recuperados da Covid-19 e atingiu a marca de 22.242 curados da doença desde o início da epidemia, índice que representa 93,4% dos casos confirmados. Enquanto isso, 75 exames foram negativos e 74 positivos.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 55 pacientes internados no município e 1.065 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. O informativo também confirma mais três mortes. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta terça-feira (09).
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTA TERÇA-FEIRA 09 de fevereiro de 2021
Casos confirmados no dia: 74 Pacientes recuperados no dia: 48 Resultados negativos no dia: 75 Total de pacientes hospitalizados no município: 55 Óbitos comunicados no dia: 3 Datas dos óbitos: 17/01, 18/01 e 08/02
A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 1.065 Total de casos confirmados no município: 23.790 (Período de 06 de março de 2020 a 09 de fevereiro de 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 1.010 Total de recuperados no município: 22.290 Total de exames negativos: 33.710 (Período de 06 de março de 2020 a 09 de fevereiro de 2021) Aguardando resultado do exame: 299 Total de óbitos: 435
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 21.241 (Período de 06 de março de 2020 a 09 de fevereiro de 2021) Resultado positivo: 3.799 (Período de 06 de março de 2020 a 09 de fevereiro de 2021) Em isolamento domiciliar: 17 Resultado negativo: 17.442 (Período de 06 de março de 2020 a 09 de fevereiro de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana
Apesar de missão realizada em Wuhan, entidade ainda não sabe como o vírus atingiu o Mercado de Peixes da cidade e como se propagou
OMS ainda não conseguiu esclarecer a origem da Covid-19 Foto: Reprodução
Apesar de um ano inteiro já ter se passado desde o início da pandemia de Covid-19 pelo mundo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) ainda não tem respostas definitivas sobre a origem do vírus e sequer sabe como o vírus atingiu o Mercado de Peixes e Frutos do Mar Huanan, localizado em Wuhan, apontado como o “marco zero” da doença.
O chefe da missão da Organização Mundial da Saúde (OMS) que investigou a origem da Covid-19 nas últimas semanas em Wuhan, Peter Ben Embarek, deu declarações pouco esclarecedoras e com poucas novidades sobre a doença, como a de que é “extremamente improvável” que o vírus possa ter surgido de um incidente relacionado a um laboratório. A alegação já vinha sendo repetida pela entidade há alguns meses.
Embarek ainda indicou que não há “grandes evidências” da transmissão do vírus antes de dezembro de 2019 em Wuhan e destacou duas hipóteses como as mais prováveis para sua transmissão ao homem: por meio de um hospedeiro animal intermediário ou de algum alimento congelado, algo que também não chega a ser uma novidade.
Em relação ao mercado, o chefe da missão afirmou que eles ainda não sabem como o vírus o atingiu e como se propagou, embora tenha indicado que “era provavelmente o local onde uma propagação em massa poderia ser fácil”, mas salientou que houve outros casos simultâneos em Wuhan não relacionados com Huanan.
Mulher termina mural que mostra vacina contra a Covid-19 ao lado de um rosto de máscara em Jakarta, na Indonésia, nesta segunda-feira (8). — Foto: Demy Sanjaya / AFP
As vacinas que temos hoje têm se mostrado eficazes contra as mutações e variantes do coronavírus detectadas até agora? A resposta curta é: até onde se sabe, de forma geral, sim.
A resposta mais longa é: algumas vacinas tiveram sua eficácia reduzida contra algumas dessas mudanças no Sars-CoV-2, mas ainda foram capazes de induzir uma resposta do sistema de defesa do nosso corpo contra elas. Outros imunizantes ainda não têm resultados divulgados contra essas mutações e variantes.
As vacinas vão continuar sendo, no futuro, eficazes contra essas mudanças? A ciência ainda não sabe, mas o alerta geral, de cientistas do mundo inteiro, é: precisamos acelerar a aplicação das vacinas e aumentar a quantidade de doses disponíveis.
Isso porque é necessário frear a circulação do vírus. Quanto menos ele circula, menos ele muta, e, portanto, menor a chance de que ele “escape” às vacinas disponíveis hoje.
“Ele [o coronavírus] circulando pouco, enfrenta menos o nosso sistema imune e, portanto, é menos provocado a sofrer mutação – é uma questão biológica, de sobrevivência”, explica o pesquisador Carlos Zárate-Bladés, do Laboratório de Imunorregulação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
“A vacinação rápida, com as vacinas que já temos, se torna mais fundamental ainda”, completa o cientista.
Além disso, pesquisadores concordam em um segundo ponto: é importante que tenhamos várias vacinas disponíveis – tanto no Brasil quanto no mundo –, de várias tecnologias, justamente para combater as novas variantes e ampliar a cobertura vacinal.
Nesta reportagem, você verá como está a “briga” das vacinas que temos hoje contra as variantes mais preocupantes do Sars-CoV-2, o coronavírus que causa a Covid-19.
As variantes
Modelo 3D do Sars-Cov-2, o novo coroavírus — Foto: Reprodução/Visual Science
Uma variante é uma “versão” do coronavírus, em outras palavras. Quando uma mutação (uma mudança) começa a aparecer muitas vezes no vírus, em sequenciamentos genéticos, isso significa que ela se “fixou”. Isso configura uma variante em relação à “versão” anterior do vírus, a ancestral.
Na tabela abaixo, você pode ver as principais variantes que vêm causando preocupações em cientistas do mundo inteiro.
Principais variantes do coronavírus
VARIANTE
LOCAL DE ORIGEM
PRINCIPAIS MUTAÇÕES
POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS
B.1.1.7
Reino Unido
N501Y
Mais transmissível
B.1351 ou 501Y.V2
África do Sul
N501Y e E484K
Mais transmissível (N501Y) e com possível enfraquecimento da ação dos anticorpos humanos contra o vírus (E484K)
P.1
Brasil (Amazonas)
N501Y, E484K e K417T
Mais transmissível (N501Y) e com possível enfraquecimento da ação dos anticorpos humanos contra o vírus (E484K e K417T)
P.2
Brasil (Amazonas)
E484K
Possível enfraquecimento da ação dos anticorpos humanos contra o vírus
No caso da P.1, ao menos três outros estados além do Amazonas já registraram casos: Pará, Bahia e São Paulo. Ela também já foi detectada em ao menos 13 países além do Brasil, segundo um monitoramento internacional de linhagens do vírus que inclui pesquisadores de Oxford e Cambridge. A lista de países inclui Japão, Estados Unidos e Alemanha.
A variante britânica e a sul-africana também já foram encontradas no Brasil.
As vacinas
Profissional de saúde retira dose de frasco da vacina de Oxford para aplicação em Brighton, no sul da Inglaterra, no dia 26 de janeiro. — Foto: Ben Stansall/AFP
Nos infográficos mais abaixo, você pode ver, por tecnologia (plataforma), as principais vacinas que estão sendo aplicadas no mundo hoje ou que estão na última fase de testes em humanos (a fase 3).
Algumas delas já divulgaram seus resultados preliminares e quatro – Moderna, Oxford, Pfizer e Sputnik V – já tiveram esses dados publicados em revistas. Quando isso acontece, é porque eles foram avaliados e validados por outros pesquisadores.
Infográfico mostra como funcionam vacinas inativadas contra o coronavírus — Foto: Anderson Cattai/G1
As vacinas inativadas (como a CoronaVac, as da Sinopharm e a da Bharat Biotech)podem ter vantagens contra as variantes porque o corpo passa a “reconhecer” todas as partes do vírus, e não só a proteína S. Os outros tipos de vacina têm apostado na proteína S como alvo da resposta imune.
Mas essa possível vantagem ainda é teórica e precisa ser estudada melhor, avalia Carlos Zárate-Bladés, da UFSC.Infográfico mostra como funcionam vacinas de vetor viral contra o coronavírus — Foto: Anderson Cattai/G1
Já as vacinas de vetor viral (como a Sputnik V, a da Johnson e a de Oxford) e as de RNA (como a da Moderna e a da Pfizer)podem não ser eficazes contra as variantes porque o pedaço do material genético que é usado nelas dá instruções para que o corpo construa a proteína S, que o vírus usa para infectar as células. Se o vírus passa por mutações e essa proteína muda, a vacina pode não funcionar mais.
Infográfico mostra como funcionam vacinas de RNA contra o coronavírus — Foto: Anderson Cattai/Arte G1
Por outro lado, esses dois tipos de vacina têm demonstrado ter alguma capacidade, ainda que às vezes diminuída, de neutralizar as variantes do coronavírus. (Veja detalhes mais abaixo).
Para Zárate-Bladés, uma das hipóteses para essas vacinas estarem funcionando até agora é que as mutações que o coronavírus teve não foram amplas ou grandes o suficiente para alterar o epítopo – a porção do vírus que é reconhecida pelos anticorpos neutralizantes.
“Quando somos vacinados, fazemos anticorpos neutralizantes contra a proteína S do coronavírus, e então eles bloqueiam o vírus quando ele entra. Então, mesmo que essas variantes do novo vírus tenham sofrido mudanças, muito provavelmente essas mudanças não chegaram a interromper substancialmetne o reconhecimento pelos anticorpos do sistema imune”, explica o cientista.
Infográfico mostra como funcionam vacinas de subunidades de proteínas contra o coronavírus — Foto: Anderson Cattai/G1
As vacinas de subunidades de proteínas (Novavax e Anhui Zhifei) podem enfrentar problemas semelhantes aos das de RNA e vetor viral. Se a proteína que o vírus usar para infectar as células não for mais a que está na vacina, o corpo também não vai reconhecê-lo como invasor.
“Precisa encontrar qual combinação de antígenos [pedaços do vírus] vai apresentar a resposta imune necessária”, explica Rafael Polidoro, pesquisador de imunologia na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos.
As vacinas de subunidades têm mais um detalhe: as proteínas que elas usam são desnaturadas. No vírus de verdade, elas não são, explica Polidoro. Isso significa que as proteínas que o corpo “vê” na vacina não são exatamente iguais às que o vírus tem.
“Então, o corpo faz anticorpo contra uma proteína que é aquela, mas não exatamente aquela”, diz o cientista.
“A variante é justamente isso: uma variante altera um ou mais aminoácidos na sequência [genética] e a proteína muda tanto de conformação que a sua proteína desnaturada [da vacina] fica muito distante da nova [do vírus]”, completa Polidoro.
“Imagine que [a proteína] seja como a dobradura de um joelho. Qualquer variação física – em vez de virar um joelho ela fica parecendo um cotovelo, um pouco mais agudo – já era, [a vacina] não funciona mais. Esse é um dos problemas das vacinas de proteína”, diz.
A vacina da Novavax, que usa as subunidades de proteínas, teve sua eficácia bastante reduzida contra a variante sul-africana. A da Anhui Zhifei, por outro lado, conseguiu manter a neutralização do vírus (veja detalhes mais abaixo).
Uma das possibilidades para essa variação, mesmo em vacinas com a mesma plataforma, é que a Novavax usou células de insetos (traças) para expressar a proteína do coronavírus, avalia Carlos Zárate-Bladés.
“No caso da Novavax, essa proteína é produzida em células de inseto – que são excelentes para fazer as proteínas, mas mesmo assim não exatamente iguais às células humanas. Essas pequenas diferenças no produto final podem ser muito importantes na hora de estimular o sistema imune”, explica o cientista.
Como está o ‘placar’?
Na sexta-feira (5), pesquisadores de Oxford anunciaram, em uma análise preliminar, que sua vacina foi eficaz contra a variante britânica do coronavírus. Por outro lado, um outro estudo inicial apontou que a vacina pode ter eficácia reduzida contra a variante da África do Sul. O país suspendeu a aplicação do imunizante.
A Pfizer e a Moderna anunciaram que suas vacinas conseguiram neutralizar variantes do coronavírus em laboratório – entre elas a britânica (B.1.1.7) e a sul-africana (B.1351 ou 501Y.V2).
Entretanto, ambas tiveram queda na capacidade de neutralização contra a variante da África do Sul (por causa da mutação E484K, que também está nas variantes de Manaus). Ambos os laboratórios afirmaram que vão testar novas fórmulas para garantir a proteção contra as mutações do coronavírus.
Já as vacinas da Sinopharm (BBIBP-CorV) e da Anhui Zhifei (ZF2001) conseguiram neutralizar a variante da África do Sul sem grande queda nos anticorpos neutralizantes. O estudo ainda está em versão prévia (pré-print), mas os pesquisadores apontaram, na conclusão, que os dados sugerem que vacinas de vírus inteiro – as inativadas – ou as que têm como alvo a região RBD, que é a que o vírus usa para se ligar às células, devem manter seu efeito protetor contra a variante sul-africana.
A Johnson anunciou que sua vacina teve 57% de eficácia contra a variante da África do Sul, um dos países onde foi testada. O índice foi menor do que o encontrado para outras variantes do vírus, mas acima do mínimo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 50%.
Já a Novavax informou que a sua vacina teve eficácia bem mais baixa para a variante sul-africana em comparação às outras do coronavírus. Enquanto os dados do Reino Unido apontaram para uma eficácia de 89,3%, os testes feitos na África do Sul concluíram uma eficácia de 49,4%. Dos 27 casos de Covid-19 encontrados lá durante os testes, 25 tinham a variante local do coronavírus.
As vacinas desenvolvidas pela Sinovac (CoronaVac) e pelo InstitutoGamaleya (Sputnik V) ainda não tiveram seus resultados anunciados contra novas variantes. Nenhum desenvolvedor de vacina divulgou, até agora, como elas se saíram especificamente contra a variante do vírus achada no Amazonas que mais preocupa os cientistas, a P.1.
Os trabalhadores que se recusarem a tomar a vacina contra a Covid-19 sem apresentar razões médicas documentadas poderão ser demitidos por justa causa, de acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT). A orientação do órgão é para que as empresas invistam em conscientização e negociem com seus funcionários, mas o entendimento é de que a mera recusa individual e injustificada à imunização não poderá colocar em risco a saúde dos demais empregados.
No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que, embora não possa forçar ninguém a se vacinar, o Estado pode impor medidas restritivas a quem se recusar a tomar o imunizante. Apesar de nenhum governo até o momento ter anunciado sanções aos negacionistas da vacina, essas medidas poderiam incluir multa, vedação a matrículas em escolas e o impedimento à entrada em determinados lugares.
Um guia interno elaborado pela área técnica do MPT segue o mesmo critério. “Como o STF já se pronunciou em três ações, a recusa à vacina permite a imposição de consequências. Seguimos o princípio de que a vacina é uma proteção coletiva. O interesse coletivo sempre vai se sobrepor ao interesse individual. A solidariedade é um princípio fundante da Constituição”, diz o procurador-geral do MPT, Alberto Balazeiro.
Ainda assim, a orientação do MPT é de que as demissões ocorram apenas como última alternativa após reiteradas tentativas de convencimento por parte do empregador da importância da imunização em massa.
“Na questão trabalhista é preciso ter muita serenidade. A recusa em tomar vacina não pode ser automaticamente uma demissão por justa causa. Todos temos amigos e parentes que recebem diariamente fake news sobre vacinas. O primeiro papel do empregador é trabalhar com informação para os empregados”, diz o procurador-geral.
Ele lembra que toda empresa precisa incluir em seu Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) o risco de contágio de Covid-19 e considerar a vacina no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), a exemplo do uso de máscaras, que já se tornou obrigação básica no ambiente de trabalho desde o começo da pandemia.
“Não são meros protocolos de papel, eles têm que ser levados a sério. É obrigação do empregador ter o fator covid-19 como risco ambiental e a vacina como meio de prevenção. Ter planejamento é fundamental e gera a simpatia dos órgãos de fiscalização”, recomenda.
Balazeiro enfatiza que a exigência da vacina no trabalho deve seguir a disponibilidade dos imunizantes em cada região e o Plano Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, que determina quais grupos têm prioridade na fila da vacinação.
A partir da disponibilidade da vacina para cada grupo, caberá ao trabalhador comprovar a sua impossibilidade de receber o imunizante com a apresentação de laudo médico. Mulheres grávidas, pessoas alérgicas a componentes das vacinas ou portadoras de doenças que afetam o sistema imunológico, por exemplo, podem ser excluídas da vacinação. Nesses casos, a empresa precisará negociar para manter o funcionário em home office. “A saúde não se negocia quanto ao conteúdo, mas sim quanto à forma. Não posso negociar para que uma pessoa não use máscara, mas posso negociar se ela vai ficar em casa. O limite é a saúde, que é um bem coletivo”, acrescenta.
Por isso, para proteger os demais funcionários, o empregador deve impedir a permanência no ambiente de trabalho de quem não se imunizar. “E sem uma recusa justificada, a empresa pode passar ao roteiro de sanções, que incluem advertência, suspensão, reiteração e demissão por justa causa. A justa causa é a última das hipóteses. O guia do MPT não é um convite à punição, mas à negociação e à informação. O que não pode é começar com justa causa nem obrigar ninguém a trabalhar em condições inseguras.”
Na demissão por justa causa, o trabalhador fica sem vantagens da rescisão, com direito apenas ao recebimento do salário e das férias proporcionais ao tempo trabalhado. Por outro lado, fica impedido de receber o aviso prévio e 13.° salário proporcional. Além disso, o empregador não precisa pagar a multa rescisória de 40% do FGTS, enquanto o trabalhador fica barrado de habilitar o seguro-desemprego e sacar o Fundo.
No combate ao novo coronavírus (SARS-CoV-2), médicos e pesquisadores se empenham na busca de medicamentos e tratamentos contra a infecção viral. Se as vacinas contra a COVID-19 avançaram muito desde o ínio da pandemia — e hoje temos milhões de imunizados —, não é possível dizer o mesmo dos remédios, já que cientistas ainda buscam comprovar sua eficácia. Agora, um hospital de Israel acredita ter encontrado um novo tratamento para casos moderados e graves.
Desenvolvido pelo Centro Médico Ichilov de Tel Aviv, a fórmula contra a COVID-19 completou com sucesso a Fase 1 do estudo clínico com humanos, segundo os pesquisadores. Conhecida oficialmente como EXO-CD24, “a preparação é inalada uma vez por dia, durante alguns minutos, por um período de cinco dias”, explica o professor e um dos responsáveis pela pesquisa, Nadir Arber.
Remédio israelense age contra uma das complicações da COVID-19, a tempestade de citocinas (Imagem: Reprodução/ Daniel Roberts/ Pixabay)
Até o momento, o medicamento experimental foi testado em 30 pacientes que estavam em tratamento no hospital com quadros moderados e graves da COVID-19. Como resultado, os pesquisadores afirmam que a fórmula auxiliou na recuperação de todos os pacientes, sendo que 29 deles se recuperaram em um intervalo de três a cinco dias.
Como funciona o remédio israelense?
Segundo os responsáveis pelo estudo, o medicamento combate a tempestade de citocinas, o que é considerada uma reação imunológica do próprio organismo. Essa situação ocorre quando o organismo gera uma quantidade exagerada de defesas contra o vírus, ou seja, é como se o sistema imunológico, ao invés de melhorar o quadro do paciente com COVID-19, causasse um agravamento do quadro clínico.
De forma detalhada, as citocinas são proteínas que regulam a resposta imunológica do organismo contra invasores. Isso significa que uma tempestade delas acontece quando há uma resposta do organismo excessiva — como em um temporal, onde não é mais possível controlar os estragos causados pela chuva e pela ventania. Além disso, essa situação progride de forma rápida e gera alta mortalidade nos pacientes que a apresentam.
No contexto da COVID-19, esse quadro é apontado como uma das causas da falência múltipla de órgãos que ocorre em determinados casos mais graves do coronavírus. Nessas pessoas, o aumento da quantidade de citocinas atrai muitas células inflamatórias para dentro do tecido pulmonar, o que causa danos severos e algumas vezes irrecuperáveis aos pulmões.
Controle da tempestade de citocinas
Para controlar essa reação exagerada do corpo, o remédio israelense leva uma proteína — chamada de CD24 — aos pulmões, através de exossomos (uma estrutura que transporta materiais entre as células). Inclusive, Arber já os estudava há décadas, segundo o jornal The Times of Israel. “Esta proteína está localizada na superfície das células e tem um papel bem conhecido e importante na regulação do sistema imunológico”, afirma a pesquisadora Shiran Shapira, da equipe responsável pela descoberta.
Dessa forma, quando a proteína chega aos pulmões, ela auxilia na contenção da tempestade de citocinas e acalma o sistema imunológico. “A fórmula é direcionada, diretamente, para o coração da tempestade — os pulmões — então, ao contrário de outras que restringem, seletivamente, uma determinada citocina ou operam amplamente, mas causam muitos efeitos colaterais graves, a EXO-CD24 é administrada localmente”, comenta o pesquisador Arber.
Sobre a descoberta, o diretor do Hospital, Ichilov Roni Gamzu, defendeu que a pesquisa “é avançada, sofisticada e poderá salvar pacientes com coronavírus. Os resultados do ensaio de Fase 1 são excelentes e nos dão confiança no método que [Arber] vem pesquisando em seu laboratório há muitos anos”.
Agora, o medicamento passará pelas outras fases de testes, como qualquer outro remédio, o que envolverá estudos mais abrangentes com humanos, durante as Fases 2 e 3. Todo esse processo garantirá segurança e eficácia para os possíveis usuários.