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Dizem que a idade traz sabedoria. Sim, pode até ser. Mas também pode acumular burrices, porque tem muito velho ensinando bobagem por aí. Se você quer aprender algumas lições de vida, a gente sabe uma forma divertida de você fazer isso: assistindo filmes. É isso, muitas histórias revelam aquilo que precisamos saber em momentos cruciais da nossa vida. Quantas vezes você já não se identificou com algum personagem ou história de cinema? A Revista Bula separou alguns bons exemplos de como as produções cinematográficas podem ter mais lições que muitos gurus por aí. Entre as produções, “Altos Negócios”, de 2020, de Cüneyt Kaya; “Emicida: Amarelo —  É Tudo Para Ontem”, de Fred Ouro Preto; e “Minha História”, de 2020, de Nadia Hallgren. Os títulos estão organizados de acordo com o ano de lançamento e não seguem critérios classificatórios.

Imagens: Divulgação / Reprodução Netflix

Altos Negócios (2020), Cüneyt Kaya

Viktor chega a Berlim sem dinheiro ou recursos, mas com muita desenvoltura e perseverança. Ele trabalha como operário de construção civil, mas não consegue uma comprovação de renda para alugar um local para morar. Viktor falsifica o documento e aluga um apartamento de luxo, que aluga para um grupo de trabalhadores búlgaros com quem trabalha. Após uma festa barulhenta, o golpe é descoberto e Viktor conhece Gerry, um golpista imobiliário. A dupla inventa um esquema em que passam a ir em leilões e compram imóveis com dinheiro que não possuem e fazem hipotecas fraudulentas. Logo o crime irá levá-los a uma vida de drogas, bebidas e festas, que sai do controle à medida em que as ambições e o vício em cocaína crescem.

Emicida: Amarelo — É Tudo Pra Ontem (2020), Fred Ouro Preto

Com filmagens do concerto de Emicida no Theatro Municipal de São Paulo, gravado em 2019, o documentário também relata por meio de sequências animadas e filmagens antigas a história da escravidão no Brasil e suas consequências, o nascimento e a proliferação do samba, a chegada do hip-hop ao país e seu amadurecimento como força cultural. Emicida mescla essas histórias com seu próprio papel como artista contemporâneo e oferece um delineamento astuto de como, para as pessoas pretas no Brasil, a arte sempre se alinhou com o ativismo.

Minha História (2020), Nadia Hallgren

O filme se concentra em Michelle Obama, enquanto ela viaja pelos Estados Unidos, no final de 2018 e início de 2019. Detalhes autobiográficos do livro homônimo são trazidos para a tela por meio de entrevistas com a ex-primeira-dama, sua mãe, Marian Shields Robinson, seu irmão, Craig, e um membro de sua segurança. Barack faz uma participação especial durante um evento, mas cedendo o foco para sua esposa. O filme revela um olhar mais voltado para a intimidade da família Obama.

Os 7 de Chicago (2020), Aaron Sorkin

Após os assassinatos do revolucionário pacífico Martin Luther King Jr. e Bobby Kennedy, que lutaram por direitos civis, um grupo de revolucionários decidiu realizar um protesto pacífico na Convenção Nacional Democrata de 1968, em Chicago. No entanto, após polícia começar a espancar os manifestantes, estes retaliaram jogando garrafas e pedras. Após cinco dias de protestos, o ato resultou em várias prisões. Dentre elas, sete líderes de movimentos foram presos e levados ao tribunal de maneira contraditória sob uma série de acusações, incluindo cruzar fronteiras estaduais para incitar um motim.

37 Segundos (2019), Hikari

Vítima de paralisia cerebral, Yuma é cadeirante e sofre com a superproteção da mãe e suas obrigações com a família. Apesar de reconhecer suas limitações, Yuma é uma adolescente cheia de sonhos. Ela quer se tornar artista de mangá, quer explorar sua sexualidade, quer ter autonomia. Apesar de constantemente ser submetida a situações desagradáveis, que a questionam e a diminuem, Yuma tenta se manter focada e determinada na vida.

Os Piratas da Somália (2017), Bryan Buckley

Badahur é um canadense politicamente consciente que se formou em jornalismo, mas não consegue um emprego na área. Ao conhecer o famoso jornalista Seymour Tolbin, que o aponta algumas direções para sua carreira, Badahur decide ir para a África cavar sobre o contexto socioeconômico dos navios piratas. Lá, ele consegue entrar em uma dessas embarcações, obtendo imagens de vídeo dos reféns, incluindo o sequestro de Maersk Alabama, contado em “Capitão Phillips”. Sua esperança é conseguir vender o material para a CBS e se tornar um jornalista investigativo de renome.

Roman J. Israel, Esq. (2017), Dan Gilroy

Roman é advogado em um escritório de defesa dos direitos civis ao lado de William Henry Jackson. Roman fica com a parte burocrática e nos bastidores, enquanto Jackson enfrenta os tribunais e recebe os louros. Quando Jackson tem um infarto e entra em coma, a empresa fecha. Roman, que recebia mal e não tinha economias, fica à deriva. O advogado George Pierce, um figurão do direito criminal, logo oferece a Roman um emprego que lhe renderá um dinheiro que nunca ganhou em seus 36 anos de carreira, mas que confrontará sua ética profissional e sua moral.

Milagres do Paraíso (2016), Patricia Riggen

Anna é uma criança com um problema gastrointestinal incurável e mortal. A doença de Anna se soma aos problemas financeiros da família, que fazem a mãe, Christy, começar a duvidar de sua fé e a questionar as razões de Deus. Mesmo assim, Christy se recusa a se sentar e esperar por uma solução, então ela e Anna se inscrevem para uma droga experimental que oferece nova esperança.

Um Homem Entre Gigantes (2015), Peter Landesman

O filme conta a história do médico Bennet Omalu, que descobriu uma patologia resultante de impactos sofridos por jogadores de futebol americano em suas partidas. A encefalopatia traumática crônica acomete 99% dos ex-jogadores da liga americana e também pode atingir boxeadores e outros atletas de esportes de impacto. Na luta para que sua pesquisa chegue até a NFL, a liga nacional dos Estados Unidos, ele desafia o status quo, enquanto confronta interesses políticos, culturais e corporativos que alimentam o esporte.

Sushi a la Mexicana (2014), Anthony Lucero

Forçada a desistir de seu carrinho de venda de frutas para encontrar um emprego mais estável, a mãe solteira Juana consegue um trabalho como ajudante de cozinha em um restaurante japonês. Lá ela descobre um novo mundo de culinária e cultura muito distante de tudo que ela já conheceu. Enquanto trabalha na cozinha do restaurante, Juana secretamente observa os chefs de sushi e, eventualmente, aprende a fazer uma infinidade de sushis. Ela embarca em uma jornada de autodescoberta, determinada a também se tornar uma chef.

O Grande Milagre (2012), Ken Kwapis

Em 1988, o repórter Adam Carlson está no Alasca, em Anchorage, quando descobre que uma família de três baleias cinzentas está presa nas águas geladas da costa. Percebendo que a história poderia render uma grande matéria, ele produz um material que atrai os olhos da imprensa nacional e de sua ex-namorada, uma ativista do Greenpeace, Rachel. Não demora para que o destino das baleias se torne um cabo de guerra entre ambientalistas e a tribo local, Inuit. Quando a tribo decide ajudar a causa, o Greenpeace, a Big Oil e até mesmo os soviéticos se colocam à disposição de salvar as baleias.

Gran Torino (2008), Clint Eastwood

Walt Kowalski é um veterano de guerra, que vive solitário desde a morte de sua esposa há algumas décadas. Negando-se a se mudar de sua antiga casa, Walt vê seu bairro se transformar em um local perigoso, tomado pela violência entre gangues de imigrantes. Quando o jovem Thao, que quer entrar para uma perigosa quadrilha coreana, tenta roubar o carro de Walt e é pego, acaba forçado por sua mãe a trabalhar para o veterano como forma de se desculpar. Conforme os dois convivem e trocam suas experiências de vida, criam uma conexão capaz de fazer o jovem desistir da vida no crime. O problema é que a gangue não irá desistir tão facilmente de Thao.

Informações Revista Bula


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Algumas produções cinematográficas da Netflixmereciam ser emolduradas e colocadas em um saguão para admirarmos. Se isso acontecesse, com certeza algumas das obras dessa lista estariam lá, porque ela está bem caprichada. Aqui, a Revista Bula recolheu alguns dos melhores títulos mais recentes para você que quer se deliciar com cinema de qualidade. Cada um desses filmes vai fazer seus olhos brilharem como pequenos diamantes. Entre os títulos, “The House”, de 2022, de Paloma Baeza e Emma De Swaef; “A Filha Perdida”, de 2021, de Maggie Gyllenhaal; e “As Fotos Vazadas”, de 2021, de Wregas Bhanuteja. Os títulos estão organizados de acordo com o ano de lançamento e não seguem critérios classificatórios.

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The House (2022), Paloma Baeza e Emma De Swaef

Uma antologia de filmes que gira em torno de uma casa e os eventos sobrenaturais que ocorrem no local, atormentando os proprietários que lá vivem. O primeiro se passa em 1800, quando uma família se muda para a propriedade em busca de uma nova vida. Infelizmente, o que eles encontram é uma passagem só de ida para um antro de loucura. A segunda se passa no presente. Um corretor de imóveis conserta a casa de acordo com os padrões modernos para conseguir vendê-la. Já o terceiro nos leva para o futuro, após uma série de eventos de inundações que devastou o mundo, a casa se mantém em pé em uma ilha urbana solitária. Uma senhora tenta consertar o lugar e trazer de volta sua beleza de outrora, enquanto exige que os inquilinos paguem aluguel.

A Filha Perdida (2021), Maggie Gyllenhaal

Leda está de férias em uma pequena cidade costeira na Grécia. Em um dia na praia, ela observa uma família brigando nas proximidades. Leda se vê obcecada por Nina, uma jovem mãe que tem dificuldades para controlar sua filha. Quando a criança desaparece, Leda encontra a menina e a devolve à família. A partir de então, ela passa a ter flashbacks de suas filhas e a ser assombrada por lembranças dolorosas de seu próprio passado.

As Fotos Vazadas (2021), Wregas Bhanuteja

Sur é uma estudante de computação do primeiro ano. Ela faz amizade com membros da companhia de teatro do campus, a quem acredita que pode confiar. Até que um dia, após uma festa, Sur acorda com a sensação de que foi dopada e sem lembranças do que ocorreu na noite anterior. As suspeitas são de que um de seus amigos tenha se aproveitado de sua confiança. Usando suas habilidades com computadores, Sur decide buscar a verdade sobre o que realmente ocorreu.

Identidade (2021), Rebecca Hall

Em 1920, no Harlem, Irene Redfield é uma mulher negra que se finge de branca com uso de maquiagem há anos e consegue enganar, até mesmo, seu marido racista, que não possui a menor pista da identidade dupla da esposa. Anos depois, ela reencontra uma antiga amiga, Clare, que também é uma negra se passando por branca. Ambas encontram conforto e aceitação nessa identidade, mas conforme Clare se torna convidada constante na casa de Irene, um triângulo amoroso entre elas e o marido irá surgir em um terreno de mentiras.

Munique: No Limite da Guerra (2021), Christian Schwochow

Em 1938, durante a Conferência de Munique, líderes europeus realizam uma tentativa de impedir Adolf Hitler de invadir a Tchecoslováquia e dar início a outro conflito global. O funcionário público britânico Hugh Legat e o diplomata alemão Paul von Hartmann viajam para Munique para participar da reunião. Logo eles são encarregados de uma missão diferente, que tem o intuito de revelar aos líderes mundiais, incluindo Neville Chamberlain, primeiro-ministro do Reino Unido, um documento confidencial que comprova os planos de Hitler em expandir o território alemão. A esperança é de que Chamberlain não leve adiante o plano de dar os Sudetos ao chefe de Estado alemão.

O Discípulo (2021), Chaitanya Tamhane

Desde criança, Sharad Nerulkar sonha em ser grande na música clássica indiana e deseja captar a magia transcendental das melodias ondulantes da raga. Seu pai, enquanto vivo, o treinou incansavelmente para essa realização. Apesar de seus esforços e dedicação religiosa à música, acompanhamos a frustração de Sharad com sua inércia profissional, enquanto músicos mais jovens conseguem traçar o caminho para o sucesso.

Três Canções Para Benazir (2021), Elizabeth Mirzaei e Gulistan Mirzaei

Shaista Khan é um afegão que fabrica tijolos e quer se alistar ao exército de seu país. Ele aspira um emprego melhor para poder fornecer mais para sua esposa, Benazir, e sua família. Com uma educação precária e o desejo de retornar à escola para terminar os estudos incompletos, Shaista também quer ser o primeiro de sua tribo a ser um soldado. Apesar do incentivo de alguns, ele também recebe a resistência de familiares e membros de sua comunidade acerca de suas escolhas.

The Mustang (2019), Laure de Clermont-Tonnerre

Roman Coleman passou os últimos 12 anos na prisão, após cometer violência doméstica e deixar a companheira com danos cerebrais permanentes. Prestes a retomar sua liberdade, ele deve participar de um programa administrado por um fazendeiro, que permite com que os detentos treinem cavalos selvagens. Roman tem 12 semanas para adestrar o cavalo que lhe foi designado, antes do animal ser vendido em um leilão. Incialmente, Roman passa por muitas dificuldades, mas gradualmente consegue progredir em seu treinamento. Com o passar das semanas, ele e Marquês, o cavalo, acabam se tornando grandes amigos. No entanto, o destino ainda tem preparado para Roman alguns testes.

Informações Revista Bula


Netflix
Cobra Kai, da Netflix, domina ranking do streaming no início de 2021 (Imagem: Divulgação / Netflix)

A Whip Media apresentou um relatório sobre as produções mais vistas do streaming entre os dias 3 e 9 de janeiro e, de cara, a Netflix começou o ano ocupando sete das dez primeiras posições do ranking.

A Netflix apareceu em primeiro lugar com Cobra Kai, seguido de perto pela série Rebelde, nova atração do catálogo. Em terceiro lugar, Emily in Paris, uma das produções mais comentadas pelo público.

Com a segunda temporada recém-lançada, The Witcher apareceu na quarta posição, e logo atrás veio Queer Eye. A primeira trama fora da Netflix foi The Book of Boba Fett, do Disney+, na sexta posição.

A sétima posição foi ocupada por Hidden Truths II, disponível no país pelo Globoplay, o serviço de streaming da Globo. Na oitava posição, Money Heist, da Netflix. Em oitavo lugar, Titans, da HBO Max. Em último lugar surgiu Stay Close, da Netflix.

Netflix quer investir em produções nacionais em 2022

No evento Mais Brasil Na Tela, a produtora anunciou o desenvolvimento de 40 novas ideias nacionais para este ano. O anúncio foi feito em evento com a participação de mais de 25 atores, criadores, executivos da empresa e agentes do setor.

O encontro marcou os cinco anos da produtora produzindo conteúdo nacional e original, levando histórias brasileiras para o mundo todo.

Estamos dobrando nossos esforços no Brasil com um time local com os melhores executivos de criação, produção e pós-produção do mercado para apoiar o extraordinário ecossistema audiovisual brasileiro com o propósito de trazer mais histórias brasileiras para suas telas“, disse Francisco Ramos, Vice-Presidente de Conteúdo da Netflix para a América Latina.

Queremos oferecer uma plataforma para histórias contadas por diversos talentos, tanto atrás como na frente das câmeras“, complementou.

Os brasileiros querem mais histórias contadas por diferentes vozes, que reflitam suas vidas, suas raízes e sua ancestralidade. Encontrar personagens e tramas com as quais consigam se identificar e ver a pluralidade do Brasil na tela“, afirmou Elisabetta Zenatti, Vice-Presidente de Conteúdo da Netflix para o Brasil.

Por isso, nossa ambição será fazer cada vez mais histórias da gente para a gente, cujo sucesso estará em produzir a melhor versão, de forma que se conectem com mais audiências ao redor do Brasil“, acrescentou.

Informações RD1


Os 7 melhores filmes de ficção científica para assistir na Netflix

No último ano, a Netflix adicionou em seu catálogo brasileiro vários sucessos de ficção científica, entre projetos independentes, tramas internacionais e hits de Hollywood. A plataforma é essencial para quem deseja conferir os títulos mais aclamados do gênero.

Filmes de ficção científica costumam fazer sucesso por apresentar uma versão futura da humanidade, com avanços tecnológicos impressionantes, viagens espaciais e interessantes comentários sociais.

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Um dos trunfos da Netflix é o fato da plataforma oferecer aos assinantes produções dos mais diversos países. Dessa forma, os espectadores podem conferir como cada região do mundo encara o panorama da ficção científica.

Listamos abaixo os 7 melhores filmes de ficção científica para você assistir na Netflix; confira.

Nova Ordem Espacial

Nova Ordem Espacial, também encontrado sob o título original de Space Sweepers, é um dos melhores filmes de ficção científica da Coreia do Sul. Com belíssimos efeitos especiais, o longa é ambientado em 2092, e acompanha a história da tripulação de uma nave que vaga pelo cosmos em busca de resíduos astronômicos e lixo espacial. Na jornada pelo universo, os quatro protagonistas acabam encontrando segredos explosivos com o potencial de mudar para sempre a existência humana – tudo isso em uma trama leve e divertida.

Passageiro Acidental

Protagonizado por Anna Kendrick, Passageiro Acidental é um filme de ficção científica que aborda as dificuldades das viagens espaciais e desafios enfrentados por astronautas. No longa, três pessoas que participam de uma longa jornada para Marte enfrentam um dilema fatal após um passageiro inesperado aparecer a bordo, colocando todos em risco. Com os níveis de oxigênio cada vez mais altos, a tripulação deve tomar uma difícil decisão de vida ou morte.

Blade Runner 2049

Blade Runner é considerado um dos filmes de ficção científica mais icônicos e influentes de todos os tempos. A continuação do longa, lançada em 2017, também conquistou a crítica especializada. Ambientado 30 anos depois da história original, Blade Runner 2049 ganhou Oscars de Efeitos Visuais e Fotografia. No filme, o caçador de replicantes K embarca em uma perigosa missão para encontrar uma lenda perdida, após o conteúdo de um túmulo secreto chamar a atenção de um poderoso empresário. No elenco de Blade Runner 2049 estão Ryan Gosling, Jared Leto e Ana de Armas.

I Am Mother

Com Clara Rugaard, Rose Byrne e Hilary Swank no elenco, I Am Mother é uma interessante e feminina história de ficção científica. Ambientado em um longínquo futuro, após a extinção da humanidade, o longa traz uma reflexão interessante sobre o que significa ser humano. Em I Am Mother, uma adolescente criada por uma robô encontra pela primeira vez outra humana, e passa a questionar tudo que sabe e tudo que aprendeu sobre o mundo.

No Limite do Amanhã

Se você curte filmes de ação com temáticas de ficção científica, No Limite do Amanhã é uma ótima opção. Protagonizado por Tom Cruise e Emily Blunt, o longa é repleto de sequências eletrizantes do início ao fim. No filme, William Cage revive várias vezes a própria morte, e só tem a possibilidade de sair desse loop eterno se encontrar uma forma de sobreviver e derrotar perigosos invasores alienígenas. O protagonista conta com a ajuda de Rita Vrataski, uma celebrada heroína de guerra, disposta a tudo para salvar o planeta.

O Paradoxo Cloverfield

O Paradoxo Cloverfield aborda alguns dos conceitos mais interessantes da ficção científica, tudo isso em uma história criativa e repleta de reviravoltas do início ao fim. Na trama do longa, cientistas testam uma possível solução para uma grave crise energética na órbita de um planeta à beira da guerra. No entanto, o experimento sai pela culatra, e o grupo acaba parando em uma realidade alternativa. Estão em O Paradoxo Cloverfieldatores como Gugu Mbatha-Raw, David Oyelowo e Daniel Brühl.

Shanghai Fortress

Shanghai Fortress mistura elementos de romance e ficção científica em uma aventura eletrizante e repleta de emoções. O longa também é uma ótima alternativa para quem deseja conferir como a ficção científica é retratada além do circuito hollywoodiano. No filme chinês, um jovem se apaixona por uma militar de alta patente, e disposto a seguir os passos da amada, tenta defender a Terra de uma violenta invasão alienígena.

Informações Observatório do Cinema


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É inegável que bater perna com os amigos no final de semana é bom demais. Relaxa, desliga a mente dos deveres e preocupações, dá uma renovada no astral. Mas, se você está mesmo querendo é ficar em casa, longe do coronavírus e dos gastos supérfluos, na calmaria e segurança da sua casa e longe da vida social, a Revista Bula te dá cinco motivos que vão te incentivar a ficar bem quietinho. São produções novíssimas que acabaram de ser lançadas no catálogo da Netflix e que vão deixar seu descanso muito mais bem aproveitado. Entre elas, “Como Me Apaixonei Por um Gângster”, de 2022, de Maciej Kawulski; “O Violino do Meu Pai”, de 2022, de Andaç Haznedaroglu; e “As Fotos Vazadas”, de 2021, de Wregas Bhanuteja. Os títulos estão organizados de acordo com o ano de lançamento e não seguem critérios classificatórios.

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Como me Apaixonei Por um Gângster (2022), Maciej Kawulski

Nikos é um jovem ambicioso que se torna especialista em importar ilegalmente carros para a Polônia. Ele constrói um império automobilístico, se torna o gângster mais perigoso do país e se esforça para conquistar cada vez mais poder e obter um status financeiro sem precedentes. Mas, se por um lado sua vida gira em torno de interesses materiais e da violência, por outro, seu maior bem é a mulher que ama.

O Violino do Meu Pai (2022), Andaç Haznedaroglu

Mehmet é um violinista bem-sucedido, que retorna a Istambul para um show importante. Mal sabe ele que encontrará seu irmão distante. Infelizmente, ele descobre que o irmão não tem muito tempo de vida e quer que ele cuide sua filha de 8 anos de idade, Ozlem. Conforme as circunstâncias aproximam Mehmet e Ozlem, que se identificam pelo luto e pelo amor à música, eles aprendem a encontrar um novo sentido para suas vidas

As Fotos Vazadas (2021), Wregas Bhanuteja

Sur é uma estudante de computação do primeiro ano. Ela faz amizade com membros da companhia de teatro do campus, a quem acredita que pode confiar. Até que um dia, após uma festa, Sur acorda com a sensação de que foi dopada e sem lembranças do que ocorreu na noite anterior. As suspeitas são de que um de seus amigos tenha se aproveitado de sua confiança. Usando suas habilidades com computadores, Sur decide buscar a verdade sobre o que realmente ocorreu.

Munique: No Limite da Guerra (2021), Christian Schwochow

Em 1938, durante a Conferência de Munique, líderes europeus realizam uma tentativa de impedir Adolf Hitler de invadir a Tchecoslováquia e dar início a outro conflito global. O funcionário público britânico Hugh Legat e o diplomata alemão Paul von Hartmann viajam para Munique para participar da reunião. Logo eles são encarregados de uma missão diferente, que tem o intuito de revelar aos líderes mundiais, incluindo Neville Chamberlain, primeiro-ministro do Reino Unido, um documento confidencial que comprova os planos de Hitler em expandir o território alemão. A esperança é de que Chamberlain não leve adiante o plano de dar os Sudetos ao chefe de Estado alemão.

Perfeitos Desconhecidos (2022), Wissam Smayra

Um grupo de sete amigos se reúne para jantar e decide fazer um jogo que envolve colocar seus aparelhos celulares sobre a mesa de jantar e concordar em compartilhar abertamente todas as chamadas de texto e de voz que eles trocaram com outras pessoas durante a noite. O que começa como uma brincadeira divertida e emocionante, rapidamente se desdobra em um caminho explorado de segredos incontáveis e que revela muito mais do que eles gostariam de dividir.


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Dor de cotovelo, dor de amor, dor de corno — com o perdão do palavrão —, falta de grana, doença na família, espinhela caída, mau olhado, quebranto… Quando vem aquela vibe ruim, o olho ficando rasinho, aquela vontade incontrolável de chorar, chore, chore mesmo, sem medo de ser ou parecer infeliz ou fraco. Se se importar muito com a opinião alheia, chore na cama quentinha, debaixo das cobertas, com as luzes todas apagadas, mas chore. Só as pedras não sofrem e só a bailarina daquela música não passa perrengue. A lista da Bula de hoje vai ajudar você a desabafar.

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Um Inverno em Nova York (2019), Lone Scherfig

Depois de um casamento falido, em que era abusada pelo companheiro, só resta a Clara, fugir, sem nada, levando os dois filhos pequenos. A fim de não apavorar as crianças, ela finge que acabaram de entrar de férias, mas, sem ter nada o que esperar da vida, logo a necessidade os colhe. Os três, completamente perdidos na sociedade amoral, mesquinha e dominada por ególatras na maior cidade megalópole do mundo, passam por maus bocados, só resistindo graças à bondade de estranhos, que se ajudam movidos pelo que há de comum em suas histórias, enquanto tentam viver por mais um dia e não sucumbir aos rigores do inverno de Nova York, à espera de que dias melhores cheguem depressa.

Amor por Metro Quadrado (2018), Anand Tiwari

A vida adulta é uma sucessão de dificuldades. Há que se formar numa boa faculdade, a fim de se ter um diploma que conte, o que não é garantia de se conseguir um bom emprego. Quando se começa a chegar lá, é necessário se mostrar antenado com as muitas transformações do mundo contemporâneo, sem se deixar engolir pelo mercado, cada vez mais competitivo. Por fim, em se afinando todas essas variáveis, cuidar das obrigações sociais: arranjar um bom parceiro, casar e ter filhos. Mas e quando os ponteiros do relógio começam a girar mais e mais depressa, o tempo avança e não acontece nada disso? Sanjay e Karina, dois perdedores, como o mundo os enxerga, não têm dinheiro o bastante para comprar a casa que querem. A solução parece óbvia: o casamento, ainda que nem de longe estejam apaixonados um pelo outro. Eles desafiam as circunstâncias e apostam nisso, sem saber que podem estar mudando suas vidas para sempre.

Sementes Podres (2018), Kheiron

Ah, a vida, suas coincidências e suas incríveis reviravoltas… “Sementes Podres” é uma prova do talento do comediante iraniano-francês Kheiron, responsável pelo roteiro brilhante, pela excelente direção e, como se não bastasse, ainda mostra a força de sua verve artística em frente às câmeras como Wael, um trambiqueiro profissional que em companhia da mãe adotiva, Monique, a ex-prostituta da sempre vibrante Catherine Deneuve, aplica os mais engenhosos golpes a fim de chegar ao fim do mês de barriga cheia. É certo que dá a impressão de que vivem rodeados de ingênuos, de quem são eles os únicos dotados de alguma malícia na vizinhança, mas o filme não perde em nada por isso. Até porque Victor, um assistente social completamente habituado às pancadas da vida, atravessa o caminho deles. Monique e Victor se conhecem de outros carnavais e essa é uma das justificativas para que o cambalacho, ao menos dessa vez, se mostre um retumbante fracasso. Para que as coisas não terminem ainda pior do que Wael imagina, o malandro aceita a proposta de Victor e vai auxiliá-lo com os adolescentes problemáticos que assiste, a princípio por um único dia. Wael realiza um trabalho tão excepcional que vai ficando, enquanto Monique também recrutada, trabalha como secretária do ex-parceiro de farras. Os dois, de um jeito meio torto, conquistam a confiança de Victor. Wael muda a vida dos garotos, muda sua própria vida, ao passo que Monique não fica atrás, ainda que tenha uma ou outra recaída de quando em quando — e arraste junto o filho. Ao se valer do argumento de que a verdade nem sempre precisa ser dita, “Sementes Podres” é um filme inspirador se tomado na sua exata medida. Depende do modo como se queira interpretá-lo.

A Escalada (2017), Ludovic Bernard

“A Escalada” conta a história de um jovem da periferia de Paris decidido a arranjar um patrocinador e subir o Monte Evereste apenas motivado pela paixão: sua crush dos tempos de garoto está disposta a lhe dar uma chance se ele conseguir vencer o monte mais alto — e certamente mais perigoso — do mundo. Será que o amor compensa a falta de experiência e a imaturidade dele? Ou seria a ânsia por ser amado que lhe faltava para dar à sua vida um sentido maior? Permanecer apenas existindo em detrimento da vida é que não parece uma opção razoável e ele se entrega ao desafio, visando à maior recompensa que alguém pode receber.

Somos Todos Iguais (2017), Michael Carney

Fustigada por um câncer que aos poucos consome sua vida, Deborah Hall tem fé de que vai se curar. Casada com Ron, famoso negociante de obras de arte, ela deseja que o marido se torne amigo de Denver, um mendigo violento, cujo passado remonta a episódios de abuso e exploração. Como nunca deixou de amar a mulher e quer conservar seu casamento, Ron tenta se aproximar de Denver. Contudo, as ilusões românticas de Deborah podem transtornar sua vida.

The Fundamentals of Caring (2016), Rob Burnett

A tragédia que colhe Ben muda completamente o curso de sua vida, e ele resolve abandonar a carreira de escritor para se dedicar a cuidar de pessoas com necessidades especiais. Trevor, 18 anos, seu primeiro cliente, é portador de distrofia muscular, o que não o impede de desancar Ben quando tem vontade. Trevor convida o novo amigo a fazer uma viagem, e os dois visitam os lugares que o garoto só conhecia pela televisão. Na estrada, se juntam a eles Dot e Peaches, e a aventura se torna cada vez mais saborosa à medida que redescobrem a vida a partir da importância dos amigos.

Um Homem Entre Gigantes (2015), Peter Landesman

Um homem de coragem, que não se verga aos desmandos dos poderosos, muito menos quando sabe que está certo. Este é o neuropatologista forense Bennet Omalu. Completamente devotado à carreira e a seus estudos, ao atender um jogador de futebol americano em ascensão, o doutor Omalu identifica no atleta um distúrbio neurológico grave. Investiga melhor o caso e chega à conclusão de que o evento se dá em frequência muito maior do que se supunha, justamente por causa da natureza violenta do esporte. Ao apresentar sua descoberta para a imprensa e determinado a combater a expediente agressivo nos campos, Bennet Omalu passa a ser alvo da NFL, a influente associação nacional de futebol americano.

Bônus

Big Fish e Begônia (2018), Liang Xuan e Zhang Chun

A fantasia épico-dramática dos diretores Liang Xuan e Chun Zhang impressiona, tanto mais por se tratar de gente nova no ramo. A qualidade técnica, a forca da mensagem, a precisão poética do roteiro, tudo conspira para que “Big Fish e Begônia” tome o espectador de assalto e fique por ali, cavando um espacinho no coração do público. O filme começou a ser pensado 12 anos antes do lançamento, e cada minuto parece ter sido crucial. O que se vê na tela é a realização de um sonho, e aqui não vai nenhuma metáfora gasta. Liang Xuan vira enquanto dormia a história de um peixe que ia crescendo até não caber mais em lugar algum se não o mar. O parceiro entendera a mensagem, que poderia dar em enredo para um bom filme sobre liberdade, escolhas, amadurecimento. Em 2004, começaram a trabalhar, primeiro sob a forma de curta-metragem. Chun é uma espécie de criatura mitológica, habitante de um mundo paralelo logo abaixo da superfície do oceano. O céu de Chun é a parte mais abissal do mar. Ao completar 16 anos, é submetida ao rito de passagem para a vida adulta de seu povo. Sob a forma de golfinho vermelho, é despachada para observar os homens — e esse é o verbo adequado. Não é permitida nenhuma aproximação, a fim de que se preservem as duas espécies. Mesmo considerando a regra temerária demais, Chun cumpre as ordens e se deslumbra com o que pode vivenciar. Já no caminho de volta para o seu mundo, fica presa numa rede de pesca. Quem a salva é o menino que havia conhecido ao chegar, que corajosamente se lança ao mar a fim de salvá-la. Chun se desprende da rede, mas o garoto morre. Num terrível drama de consciência, ela o resgata, e vai atrás do guardião de almas, um ser meio demoníaco com quem negocia a ressurreição dele, sob a condição de que lhe reserve metade de sua vida. Transformado num peixe, chamado de Kun pela nova amiga, será assistido pela menina até que possa retomar sua vida. Como o guardião lhe advertira, a presença de Kun num mundo que não é o dele traz complicações, como o desequilíbrio no ecossistema. O intruso passa por situações vexatórias e até repugnantes. A situação torna-se ainda mais delicada quando Chun e Qiu, o amigo que nutre uma paixão secreta por ela, sabem que Kun, na verdade, fora renegado por seu povo, que o queria fora da comunidade, e agora que ele começa a se recuperar, não o quer de volta. À luz da filosofia oriental, mais precisamente o taoísmo, no caso do filme, a história serviria como uma espécie de alerta sobre como o homem será encarado no além-vida, ou seja, de acordo com seu comportamento no mundo da matéria. A desdita de Kun talvez fosse mesmo o que lhe reservara o mundo divino, e Chun fora imprudente ao se envolver. Desde o princípio dos tempos, o homem sempre teve a possibilidade de fazer a escolha que lhe conviesse, desde que fosse capaz de arcar com as consequências de seus atos. A aura de fantasia aliada ao místico é um dos grandes momentos de “Big Fish e Begônia”, um filme que ensina, ainda que passe a impressão, à primeira vista, de ser só mais uma das muitas animações de algum país distante.


Chamado de SEE-1, módulo destina-se a hospedar filmes, televisão, música e eventos esportivos

Foto: Reprodução/Pixabay
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A empresa britânica Space Entertainment Emterprise (S.E.E), que está coproduzindo o próximo filme espacial do ator Tom Cruise, quer criar um estúdio de cinema no espaço em 2024.

A informação é da Variety, revista norte-americana especializada em entretenimento. Segundo o veículo, o objetivo é produzir e transmitir conteúdos de entretenimento.

A estratégia é que o módulo chamado de SEE-1 hospede filmes, programas de TV, música, eventos esportivos, bem como como artistas e produtores criativos que desejam criar conteúdo em ambiente de microgravidade e órbita baixa.

“O SEE-1 é uma oportunidade incrível para a humanidade se deslocar a um reino diferente e iniciar novo capítulo emocionante no espaço”, disseram os empresários e produtores Elena e Dmitry Lesnevsky, em comunicado.

“De Júlio Verne a Star Trek, o entretenimento de ficção científica inspirou milhões de pessoas em todo o mundo a sonhar com o que o futuro pode trazer. Criar um local de entretenimento de última geração no espaço inspira e abre inúmeras portas para criar novos conteúdos incríveis e tornar esses sonhos realidade”, afirmou à Variety o presidente executivo da S.E.E, Richard Johnston.

Ainda segundo a empresa britânica, o SEE-1 vai fornecer lar único e acessível para possibilidades ilimitadas de entretenimento, em local repleto de infraestruturas inovadoras que estimularão novo ciclo de criatividade.

A empresa atualmente planeja o recolhimento de fundos. A ideia é que o módulo seja construído pela empresa norte-americana Axiom Space, que vai permitir expansão da indústria global de entretenimento, de US$ 2 bilhões, em órbita baixa.

Informações Bahia.ba


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Disposta a manter a estrutura de delírio do livro que lhe deu origem, a diretora peruana Claudia Llosa reproduz na tela a angústia das páginas de “O Fio Invisível” (2021). O livro da escritora argentina Samanta Schweblin, publicado em 2014 e muito bem recebido pela crítica, já parece um filme por natureza ao observar a dinâmica do thriller, mas Llosa consegue enxugá-lo de modo a ressaltar o argumento central e fazê-lo absorver a linguagem do cinema sem que a narrativa tenha de se precipitar, sem que os eventos se sucedam uns por cima dos outros. O filme consegue apresentar cenas ora intensas, ora comoventes, realçando a força do enredo, hábil em falar de vida e de morte numa mesma sequência, provocando sensações díspares que oscilam entre o encantamento por uma trama que valoriza uma emoção nem sempre explorada em filmes: a incomunicabilidade.

Amanda, a portenha refinada vivida por María Valverde, leva Nina, a filha de cinco anos interpretada com graça por Guillermina Sorribes Liotta, numa viagem de verão ao interior da Argentina. Elas são recepcionadas por Carola, uma mulher um pouco mais velha e muito experiente, que parece completamente deslocada ali. A figura cosmopolita de Dolores Fonzi dá esse tempero de modernidade e tradição à personagem, ainda que ela intencionalmente valorize a primeira e sufoque esta. Neste primeiro segmento de “O Fio Invisível”, Valverde e Fonzi disputam palmo a palmo o domínio da cena, e se vislumbra com mais clareza o arco dramático de Amanda e Carola. Com mais em comum do que supunham, as duas tocam a maternidade como uma condição bastante controversa na vida da mulher. O alívio espiritual de ser responsável pela criação de alguém, fonte de conforto quando a vida claudica por qualquer motivo em alguma das suas tantas categorias, cede lugar ao desespero de ter de tomar medidas extremas para tirar um filho da boca da morte. Por outro lado, ao mesmo tempo em que Amanda tenta escapar de dores do passado que continuam a persegui-la, Carola se empenha por dar a volta por cima desde que seu marido caíra em desgraça e perdeu a fazenda em que moravam.

A atração entre Amanda e Carola, sugerindo um envolvimento amoroso que permanece tensionado, sugerido, mas evidente, é a conjuntura que faltava quanto à partilha de impressões em comum sobre ser mãe. Vem à baila uma tal “distância de resgate”, título original do livro de Schweblin, apresentada como o afastamento seguro entre mãe e filhos, que se torna uma obsessão para Amanda. Como se houvesse mesmo uma corda física a separá-las, o segredo para manter o controle da situação é permitir que ela estique o mínimo possível, o que fomenta outros impasses. Como saber em que medida esse fio pode ser esticado? De que forma tomar pé das preocupações de um filho tolher seu livre arbítrio? Nem todos podem responder a essas indagações, ima vez que, antes de mais nada, se precisa chegar ao comprimento do fio.

As inquietudes de Amanda não são sentidas por Carola, uma vez que um acontecimento do passado a fizera ter de se afastar do filho, David. O garoto, vivido por Emilio Vodanovich, adoecera há alguns anos e a curandeira de Cristina Banegas dera parte do espírito de David a outro corpo para mitigar os efeitos da moléstia. Para tentar salvar o filho, a personagem de Dolores Fonzi tivera de abdicar do amor por ele, alegoria empregada por Schweblin a fim de fazer seu leitor refletir sobre as incoerências da maternidade, oportunamente aproveitada por Llosa, que faz com que o estranhamento de Amanda sobressaia, só para Nina ficar doente logo em seguida e ela se veja diante do mesmo dilema de Carola. Com isso, a diretora consegue dar a seu filme a aura de mistério capaz de completar a história, tendo o cuidado de não tornar as coisas nebulosas demais. A própria escritora coassina o roteiro de “O Fio Invisível” com Claudia Llosa, que tem elaborações estéticas saborosas, como a da sobreposição de um cavalo e um homem em contraplano, dando a ideia de serem uma só criatura, um centauro, ente monstruoso que alude diretamente à desajuste do homem no mundo, bem como à urgência por se lutar pela vida, equação cuja resposta pouca gente tem. O espectador pode se sentir perdido em algumas passagens da narrativa, entretanto a fotografia de Óscar Faura literalmente ilumina o olhar da audiência, com a luz solar resvalando na lente. À medida que a história avança, mais se quer saber até onde vai o enigma mais importante do longa, alimentado por uma outra situação cujo caráter oculto é ainda mais potente.

O cinema hispânico tem se caracterizado por valorizar o melhor de sua cultura, e com “O Fio Invisível” não é diferente. Nele, é patente o texto surrealista de Jorge Luis Borges (1899-1986), aliado ao componente de luta social de Lucrecia Martel, e cada um desses valiosos predicados fala a artistas contemporâneos que já deixaram sua marca no cinema, como Christopher Nolan, com seu perfeccionismo visual, e Denis Villeneuve, mestre em subverter o conceito de tempo e torná-lo ainda mais relativo. Num enredo de ameaças nada óbvias, o filme de Claudia Llosa faz da imaginação o sentido mais importante da natureza humana, até porque todo medo é gerado, antes de mais nada, pela ansiedade de não se conhecê-lo. O que não conseguimos imaginar não pode existir.


Filme: O Fio Invisível
Direção: 
Claudia Llosa
Ano: 2021
Gênero: 
Suspense 
Nota: 
8/10

Informações Revista Bula


Foto: Divulgação

Assim como existe uma grande diferença entre tristeza e depressão, solidão e estar só não são a mesma coisa, embora façam parte de um modelo de comportamento semelhante. Grosso modo, pode-se dizer que a solidão está para o estado depressivo assim como a individualidade está para a tristeza. Solidão e depressão se retroalimentam em grande medida: solitários são quase sempre deprimidos, ainda que não seja incomum se desenvolver um quadro de depressão em meio a um monte de gente. Solidão é a gente em excesso, e como todo excesso, é nociva — malgrado provoque o instinto sensível do artista e daí saiam trabalhos de primeira grandeza. A Bula pinçou sete filmes para a gente refletir sobre as novas formas como o mundo se apresenta para nós e em como a incapacidade de compreender as irrefreáveis mudanças da sociedade em que vivemos gera a condição patológica do isolamento. Os filmes estão postos do mais recente para o mais antigo e não seguem nenhum critério de classificação. Solidão? Que nada!

Imagens: Divulgação / Reprodução Netflix

A Trincheira Infinita (2020), Jon Garaño e José María Goenaga

O filme se debruça sobre a história de Higinio Blanco, opositor do governo ditatorial do caudilho espanhol Francisco Franco (1892-1975), o general que em 1° de outubro de 1936 ascende a chefe de Estado da Espanha mediante um golpe. Higinio Blanco, o protagonista do filme, foi obrigado a se autoexilar em sua própria casa, por mais absurda que a situação pareça, dada a evolução galopante da truculência da tirania franquista. Caçado pelos homens de Franco, o ativista escolhe o pior cárcere que poderia: Blanco é obrigado a se esconder por 33 anos, como um bicho, cada vez mais atemorizado, esperando o fim do ciclo que durou uma vida inteira.

A Última Nota (2019), Claude Lalonde

Henry Cole é um virtuose do piano que devotou a vida à carreira. Cole nunca tivera problemas com sua natureza de verdadeira obsessão pelo trabalho, sempre em busca da performance irretocável, mas a morte da mulher o abala especialmente e ele decide interromper suas apresentações. Oscilando entre a vontade de retomar o que faz de melhor na vida e às implacáveis crises de ansiedade, o pianista conhece Helen Morrison, jornalista da revista “The New Yorker” cuja admiração rapidamente dá lugar a um afeto maior, a que Cole não pode corresponder, mas que é imprescindível quanto a retornar aos palcos e retomar sua história, ainda que nada volte a ser como antes.

Por Lugares Incríveis (2020), Brett Haley

“Por Lugares Incríveis” não tenta recriar a roda, e isso é um seu mérito. A narrativa cumpre um papel até educativo ao abordar temas o seu tanto indigestos a exemplo de depressão e suicídio, adquirindo profundidade ao explorar as razões que podem levar alguém a tomar uma decisão irremediável no calor de um momento particularmente ruim — e a juventude é plena dessas circunstâncias. Violet e Finch se conhecem exatamente numa situação com esse teor dramático. Depois da morte trágica da irmã, Violet está para se jogar de uma ponte, mas Finch a detém. Eles se aproximam, descobrem afinidades em comum e o enredo logo passa a transitar entre as outras pedras no caminho dos dois. Competente ao propor um exercício de autoconhecimento, para os personagens e, consequentemente, para o espectador, “Por Lugares Incríveis” atenta para a necessidade de se perceber as coisas miúdas que tornam a vida preciosa, sem julgamentos, que sempre maniqueístas, conduzem nosso olhar para um ou outro lado, sem nos deixar sentir as muitas nuances dos temas mais complexos da natureza humana.

A Noite de 12 Anos (2018), Álvaro Brechner

A partir de 1973, é instaurada uma ditatura civil-militar no Uruguai que se estende até 1985. José “Pepe” Mujica, Mauricio Rosencof e Eleuterio Fernández Huidobro, militantes dos Tupamaros, guerrilha de orientação marxista-leninista, passam a se destacar em ações como roubos a banco e logo são vistos como uma espécie de santos rebeldes, por distribuírem o espólio entre os mais humildes. As forças de repressão fecham o cerco e os três são capturados e levados a uma das unidades para confinamento de revoltosos, onde estão outros nove colegas, sem que seja possível a comunicação entre eles. Os anos se sucedem enquanto o grupo tenta não se entregar à sensação de alheamento. A espera leva 12 anos para acabar e um quarto de século depois, Mujica, aos 75 anos, é eleito presidente do Uruguai.

O Vazio do Domingo (2018), Ramón Salazar

Filmes de mães que abandonam o lar e relegam os filhos à própria sorte nunca são levados às telas impunemente. Depois de um distanciamento de mais de 30 anos, Anabel volta a ficar de frente com Chiara, a filha que abandonou. Chiara teria todos os motivos do mundo para não querer mais encontrar a mãe; no entanto, por sentir que a relação ainda pode ser reparada, sai à sua procura. Sua ânsia por fazer o tempo voltar, como num estalar de dedos, e ter pela mãe o afeto que a própria Anabel dispensara é tanto que lhe faz uma proposta inusitada: quer que viajem juntas e passem dez dias num lugarejo perdido entre a Espanha e a França. Este é um drama sobre dores, mágoas, murmúrios, emoções. A leviandade de Anabel, sua ausência na vida de Chiara, a solidão que a filha fora obrigada a vivenciar desde tenra idade por sua culpa, todas essas parecem questões menores se tomadas à luz do sentimento que se apossa das duas. A fotografia é um achado em meio a um filme o seu tanto longo em demasia, com silêncios profundos (e imprescindíveis) que se sucedem à medida que os diálogos, estudadamente pausados, vem à tona, desferindo golpe acima de golpe sobre o espectador, mas com doçura. A Chiara de Bárbara Lennie é mais um dos bons predicados dessa história, que se não termina bem, termina boa. Às vezes, nem as mães são felizes.

Sem Rastros (2018), Debra Granik

A diretora americana Debra Granik é hábil em retratar adolescentes em meio ao bombardeio dos tantos conflitos típicos da idade. Em “Leave no Trace”, Granik traz a história de Will e Tom, pai e filha. Os dois são os únicos moradores de uma grande reserva florestal nos limites de Portland, e não têm o menor problema com o isolamento, questionado pelas autoridades — que nunca se importaram com eles. O serviço social os obriga a deixar a área, e agora Will e Tom passam a ser tutelados pelo governo dos Estados Unidos. Eles não se conformam com tanta interferência num assunto íntimo e tentam retornar à vida feliz que tinham, driblando as novas necessidades que as circunstâncias os impõem.

Somos Todos Iguais (2017), Michael Carney

Fustigada por um câncer que aos poucos consome sua vida, Deborah Hall tem fé de que vai se curar. Casada com Ron, famoso negociante de obras de arte, ela deseja que o marido se torne amigo de Denver, um mendigo violento, cujo passado remonta a episódios de abuso e exploração. Como nunca deixou de amar a mulher e quer conservar seu casamento, Ron tenta se aproximar de Denver. Contudo, as ilusões românticas de Deborah podem transtornar sua vida.

Informações Revista Bula


5 séries da Netflix com muita ação para quem gosta de Cobra Kai

Cobra Kai logo chamou atenção por ser a continuação de Karatê Kid na Netflix. Mas, o que fez o seriado se tornar um sucesso absoluto foram as lutas emocionantes e a ação implacável. 

No fim, o título se tornou um dos mais populares da Netflix. Além de atrair o público com a nostalgia dos anos 1980, o seriado ainda fez com que Karatê Kid ganhasse novos fãs. 

Por enquanto, o seriado tem quatro temporadas e uma quinta em pós-produção. Para quem já viu tudo, a Netflix tem outros seriados com muita ação para os espectadores que gostam de Cobra Kai. 

Confira abaixo quais são os cinco títulos da Netflix recomendados para os fãs de Cobra Kai. 

Wu Assassins 

Com uma temporada, Wu Assassins conta a história de um simples chef de San Francisco que é transformado em um assassino especialista em artes marciais. Ele precisa evitar que os poderes de Wu caiam nas mãos erradas. Além da temporada lançada, a franquia ganhará um filme na Netflix, que pode concluir a história ou preparar um segundo ano. 

Glow 

Assim como Cobra Kai, Glow tem ação e humor. A história na Netflix segue um grupo de desajustadas que encontram uma chance na luta-livre na Los Angeles dos anos 1980. O elenco tem nomes como Alison Brie, Betty Gilpin e Marc Maron. 

O Traficante

A série O Traficante passou despercebida em 2021, mas tem grande potencial para os fãs de Cobra Kaipela ação apresentada – e a violência. Na trama, dois cineastas entram em um bairro violento para gravar o clipe de um rapper – a história, além disso, é mostrada como se fosse um documentário, deixando tudo mais diferente. 

Submundo do Crime 

Se Cobra Kai tem disputa de dojos, Submundo do Crime tem uma perigosa disputa envolvendo gangues rivais. A trama na Netflix segue o ladrão Mehdi, que precisa reunir o próprio grupo após um poderoso chefão do tráfico se voltar contra a família do protagonista. 

Demolidor 

A série da Marvel feita em parceria com a Netflix é até hoje referência nas coreografias das lutas. Com isso, os espectadores podem esperar batalhas emocionantes e grandiosas durante as três temporadas que contam a história de Matt Murdock. 

Série de Karatê Kid, Cobra Kai está com quatro temporadas na Netflix.

Informações Observatório do Cinema

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